II Encontro Regional de Estudantes de Relações Públicas

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Será realizado nos dias 29, 30 e 31 de agosto, na cidade de Curitiba, o II Encontro Regional de Estudantes de Relações Públicas, o ERERP.
O Encontro tem por objetivo promover a integração e o intercambio entre estudantes de Relações Públicas, no intuito de auxiliar o processo de evolução e reconhecimento da profissão.

A temática escolhida para esse encontro parte de uma suposta multifuncionalidade do profissional de Relações Públicas. Sob o prisma do “MULTI”, os estudantes irão interagir principalmente através de debates, oficinas e grupos de trabalho.

Nos dias 29 e 30 as palestras ocorrerão no Teatro Henry Newmann, localizado na Pontifícia Universidade Católica do Paraná, situado na Rua Imaculada Conceição, 1155, Prado Velho. Já as oficinas e workshops funcionarão nas salas do Centro de Ciências Jurídicas e Sociais (Bloco Vermelho) da PUC.

No dia 31 de agosto, o evento acontecerá no Teatro da Ópera de Arame (Rua João Gavas, s/nº, Pilarzinho), onde haverá o encerramento do ERERP e também a votação para a escolha do próximo local a sediar o evento, no ano de 2009.

O primeiro ERERP foi realizado na cidade de Bauru em setembro de 2007 e foi a iniciativa de um grupo de estudantes que tinham o intuito de gerar integração entre os futuros profissionais de Relações Públicas. Ao fim deste, foi escolhido através de votação que a próxima sede seria Curitiba.

Informações sobre o Encontro podem ser acessadas no site do evento.


Serviço:
II Encontro Regional de Estudantes de Relações Públicas - 29 a 31 de agosto – Curitiba - PR
Inscrições e informações: http://www.ererp2008.com.br/

Coordenação-geral
Allan Vasselik - 41. 8849.4198


Postado por Robson

Web impulsiona comunicação integrada

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Internet abre mais espaço e negócios para agências de marketing promocional


A web é apontada como uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento de novos negócios e ações no mercado promocional, que cresce mais de 15% ao ano no Brasil, com receitas de R$ 23 bilhões, segundo números da Ampro (Associação de Marketing Promocional) de 2007.


A internet rompeu o conceito de comunicação separada, dando lugar à estratégia 360º, pensamento completo, enfim, comunicação integrada. O ambiente digital é explorado tanto pelas agências de publicidade como por empresas de marketing promocional. Além disso, a linha que separava a above (publicidade) e below the line (ações no media) também caiu em desuso.



O ambiente digital impulsiona o crescimento da indústria. Segundo relatório do AdAge, agências de serviços de marketing direto, promoção, branding, healthcare e relações públicas, assim como as empresas especializadas na área digital, representam 47,1% do faturamento das agências de comunicação nos Estados Unidos. O restante é proveniente das agências de publicidade e de mídia. “A internet mexe com todos os conceitos. O que é above ou below? É tudo. A mídia digital foi responsável por atropelar essa linha. Integração é a sobreposição de mídias, meios e mensagens, cuja estratégia é comprovadamente eficaz para uma marca atingir o consumidor”, sintetizou Márcio Salem, que foi presidente do júri do Direct Lions 2008.




Ele lembra que todos os meios de comunicação online crescem. O publicitário ressalta que os blogs, por exemplo, transformaram-se no famoso boca a boca na internet. “O cenário para os próximos anos é muito positivo, com uma estratégia focada no conhecimento do perfil do consumidor, que vai determinar a melhor forma de atingi-lo e com que com freqüência”, completou o presidente do Grupo Salem.



Se colocada em prática, a proposta de um modelo de remuneração das empresas do marketing promocional baseado em resultado também deve mexer com o setor. A proposta foi apresentada pela Comissão de Comunicação Integrada, presidida por Eduardo Fischer (chairman do Grupo Total) no IV Congresso Brasileiro de Publicidade. Na maioria dos grupos internacionais de comunicação, as agências de publicidade e marketing são independentes. Mas já surgem no mercado agências que reúnem em uma única estrutura as duas atividades. “Não faz sentido montar uma agência em 2008 com essa miopia de tentar separar as atividades. A Babel Publicidade trabalha com publicidade clássica, atividades promocionais e soluções através da mídia online”, afirmou Júlio Anguita, que fundou a Babel há seis meses junto com os sócios Ricardo Chester e Reginaldo Ferrante.



NecessidadeIsabelle Perelmuter, vp de planejamento da Fischer América, entende que o cenário mostra que a comunicação integrada virou uma necessidade para os anunciantes. “Acho que cada vez mais os anunciantes estão conscientes de que a comunicação integrada é necessária. Não dá mais para trabalhar um pensamento unilateral de ferramentas, para um consumidor que hoje é exposto a milhões de coisas ao mesmo tempo”, observou ela. Ana Ferraz, diretora geral de atendimento da B\Ferraz, acredita que a tendência é de migração das verbas do ATL (advertising) para BTL (below the line).



A executiva cita que o Omnicom, um dos maiores grupos internacionais de comunicação ao qual o ABC se compara, tem mais de 170 empresas below the line. “A gente enxerga que vai ter um crescimento gigantesco, não sei se vai se sobrepor ao ATL, mas o futuro é ganhar mais espaço”, completa. Ela destaca a capacidade estrategista das agências de promoção. “Temos capacidade de entregar uma estratégia de comunicação como qualquer agência de publicidade. Fazemos o chamado trabalho 360º, desde o lançamento de um produto para jornalistas, trade, consumidor final, até campanhas de endomarketing”, exemplificou ela.



Mudança de padrãoAssim como outros profissionais, o publicitário Paulo Giovanni também quebrou paradigmas quando deixou a Giovanni+DraftFCB (que manteve o sobrenome do publicitário) e assumiu a direção da Mix Brand Experience, que conquistou o GP de Empresa de Marketing Promocional do Ano no 4º Prêmio Colunistas SP (veja matéria na página 14). De olho no potencial do setor, ele afirma que foi em razão de suas conversas com dezenas de clientes que decidiu deixar a propaganda tradicional. “Todos eles, sem exceção, me falaram que querem cada vez mais projetos de comunicação integrada”, conta ele. Giovanni reforça que o foco da Mix é a criação de conteúdo (também digital) e experiências que possam estabelecer um contato físico do consumidor com a marca. “Somos a favor da mídia, a favor da publicidade, pode ser que um dia vamos fazer isso”, disse ele.





Como praticar o networking no dia-a-dia

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Networking não é um acontecimento, é um processo. Muita gente só pensa na sua rede de contatos quando precisa desesperadamente: uma meta de vendas para cumprir ou a necessidade de um novo emprego. Infelizmente, ocorre na maioria dos casos. A pessoa torna-se impertinente, irrelevante e, ainda por cima, pedinte. O verdadeiro networking ocorre justamente pela via contrária, pela via do oferecimento de ajuda, tempo, disponibilidade e proximidade. É praticar o velho lema "ajude para ser ajudado". Esse é o desafio do networker. Não dá para ajudarmos todos nossos contatos e nem tomarmos café com todo mundo todo mês, então, precisamos encontrar fórmulas que viabilizem essa prática. Primeiro, é preciso compreender que nossos contatos não são iguais. Aliás, há uma escala de proximidade que deve estar clara: rede de contatos, rede de conhecidos e rede de amigos. Com os contatos tivemos exatamente isso: um contato. Nada mais.

É o que acontece quando trocamos cartões num evento ou quando alguém entra em contato conosco via e-mail. Já conhecidos são pessoas mais próximas - não só temos seu contato, mas também as conhecemos e somos reconhecidos por elas. É um grupo bem menor. E, claro, temos amigos, além de familiares e parentes. Claro que vamos sempre priorizar os mais próximos no nosso dia-a-dia. Ligamos, enviamos e-mails e, naturalmente, damos mais atenção e ajuda para eles. Somos networkers com amigos, pois é a essência do relacionamento humano. O ponto que precisa de mobilização e cuidado são as redes de contatos e conhecidos. Não dá para manter relações com todos como mantemos com os amigos. Até porque um bom networker consegue chegar no que chamo escala dos cinco (50 amigos, 500 conhecidos e 5000 contatos). Então, a questão é como praticar networking com as redes de conhecidos e, principalmente, com as de contatos.

É preciso utilizar um pouco da base do conceito de marketing de relacionamento praticado pelas organizações. Elas estabelecem esse follow-up em massa por meio de ações de comunicação e atividades presenciais segmentadas. Por esse caminho e, sempre fornecendo algo relevante e interessante, é possível nos mantermos ativos com nossos contatos e conhecidos. A internet tem ajudado muito nesse follow-up. Claro, é preciso praticar com inteligência. Volta e meia eu recebo contatos de pessoas que simplesmente perguntam: E aí? Tudo bem, como vão as coisas? E só. Ou pior, "oi, tudo bem, indica o meu CV para seus amigos?" (?!). O fenômeno dos blogs tem demonstrado um bom caminho. Muitos profissionais, ao criarem e manterem blogs relevantes, bem posicionados, encontram um bom motivo para, por meio de uma prestação de serviços, manterem-se ativos e gerando conhecimento para seus contatos e conhecidos.

É preciso compreender que a prática do networking exige preparação e manutenção de serviços, seja por meio de um blog, seja promovendo encontros temáticos, seja, simplesmente, atuando como conector entre as pessoas - levando indicações e ajudando as pessoas, para não só pedir, mas também ajudar. As redes sociais na internet (Orkut, Plaxo, Linkedin) ajudam a manter os dados dos contatos e conhecidos atualizados. Nesse sentido, é uma boa ferramenta, mas, como disse, isso resolve parte do trabalho. Não adianta ter os dados limpos e atualizados se não há uma mobilização disposta a servir aos contatos e conhecidos.

Rede do BemSer relevante é fundamental para manter a permissão ativa e só conseguimos isso quando prestamos serviços para nossos contatos. Só para exemplificar, eu tenho vários grupos de contatos, mas, nos últimos anos, um grupo foi ganhando forma e representatividade: meus alunos. Como leciono há 11 anos e aplico cursos abertos e in company há muito tempo também, fui formando muitos alunos. Exatos 3.409 alunos que crescem a cada nova turma ou curso que aplico. É uma massa crítica, atuante no mercado, em posição de média gerência para alta, e muitos com poder de contração e seleção em suas empresas. Todos, praticamente, preocupados com sua carreira e seu crescimento profissional.

Com meus alunos formei o que chamamos de Rede do Bem. Uma rede colaborativa e fechada (só entra na lista quem é aluno) de trocas de vagas de emprego, em que os alunos que contratam priorizam e valorizam os colegas alunos nos processos de seleção. É uma fórmula simples, baseada no envio de boletins via e-mail a cada 15 dias. De 2006, quando a rede foi criada, para cá, foram distribuídas entre os alunos 1.272 vagas de emprego! Ou seja, a cada quinzena eles recebem um comunicado com uma média de 20 vagas de emprego ofertadas pelos próprios alunos para os alunos. Por meio da Rede do Bem, consigo manter contato relevante e pertinente com eles de uma forma que não conseguiria se não buscasse prestar um serviço interessante e válido.

Por isso tudo que praticar networking dá muito trabalho. E a prática correta é totalmente inversa à percepção que algumas pessoas têm: não se faz networking explorando seus contatos para pedir coisas. Networking se faz ajudando, fornecendo, informando e prestando serviços. Mobilizando-se para as pessoas, conseguindo se manter interessante e não interesseiro. O networker é como um líder: trabalha para servir seus contatos e consegue com eles mais envolvimento, comprometimento e colaboração.

Marcelo Miyashita é consultor e palestrante da Miyashita Consulting e colunista do Mundo do Marketing. É professor de pós-graduação e MBA, e leciona nas instituições: Cásper Líbero, FGV EAESP GVpec, PUC-SP COGEAE, Madia Marketing School, Trevisan, IMES e IBModa.
Retirado do site Mundo do Marketing.

Jornal-mural mantém atratividade

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É válido manter um jornal-mural em tempos de comunicação virtual? A partir desta pergunta, o curso “Como fazer jornal-mural” reuniu mais de 30 profissionais de sete estados diferentes na sede da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (www.aberje.com.br) em São Paulo/SP, no final de julho de 2008, para ouvir as impressões e as projeções de futuro da jornalista Neusa Ribas no tema.



De “patinho feio” da comunicação, produzido no passado em painéis de feltro ou de cortiça, hoje o jornal-mural foi mostrado com design moderno e atraente, compatível com o visual caprichado dos demais veículos de comunicação interna, chegando a versões eletrônicas em grandes monitores com efeito bastante atrativo e alimentação de dados via internet. Os comunicadores também mudaram sua maneira de vê-lo: de híbrido de quadro de avisos, ele passou a ser percebido como uma mídia imprescindível em qualquer plano de comunicação. Nada menos que 16 pessoas presentes já trabalham cotidianamente com o canal, vindas de empresas como Braskem, Vicunha Têxtil, Arcelor Mitral, CSN, Tribunal de Contas de SP, Cemig, Sadia, Honda, Visanet e Petrobras. “É um canal de comunicação corporativa que traz notícias sobre a empresa e informações relacionadas ao dia-a-dia dos funcionários, obedecendo a um planejamento estratégico e com linha editorial predefinida”, conceitua Neusa.


A argumentação da ministrante, em seus mais de 20 anos de experiência em comunicação empresarial e na direção de empresa notabilizada por ganhar várias distinções na área no Prêmio ABERJE, é de que o jornal-mural é o mais democrático dos veículos internos de comunicação. Acessível a todos os funcionários, independentemente do nível hierárquico, possui papel relevante para aqueles que não podem acessar os terminais eletrônicos, como os operários nas fábricas. Sem contar que, entre suas vantagens, a jornalista cita a possibilidade de cobertura imediata dos acontecimentos a um custo baixo quando comparado com as outras mídias. O treinamento buscou oferecer um passo-a-passo da criação, produção e gestão de murais, ressaltando o seu papel e a sua eficácia na estratégia de comunicação interna, com intensa apresentação de cases, todos finalistas da premiação da entidade de anos anteriores. Desde 2007, a área sofreu modificações de enquadramento e foi aglutinada na categoria “Gestão da Mídia Impressa”.


PARÂMETROS ­
Na ordem do planejamento, ela indica a escolha do local, a quantidade, o tamanho, o conteúdo, o layout e a definição do processo de gestão. Os pontos de fixação são cruciais para garantir a acessibilidade e bom fluxo de pessoas, sem interferência na circulação, além da iluminação adequada e do ambiente de entorno agradável para estimular a parada e a leitura. Entre os locais recomendados estariam saídas de refeitório e suas imediações, copas ou áreas de café, salas de convivência e lazer e ainda portas ou portões de entrada exclusivos para funcionários. “É preciso pensar que o canal pode conter assuntos de crise, e os pontos não podem dar acesso a pessoas externas”, alerta a especialista.


O grande nó em jornal-mural é a periodicidade. A sugestão é uma freqüência semanal de atualização, mas podendo compartimentar uma parte semanal e outra diária, ou combinações semelhantes. Também é possível estabelecer um espaço identificado para eventuais notícias urgentes. A vacância de um dia, espaço entre retirada e recolocação de materiais, é uma estratégia interessante para demarcar a renovação e criar expectativa. De toda maneira, a perspectiva sempre parte do princípio da agilidade e flexibilidade. “Se aconteceu, é urgente, é importante, não segure a informação pra outra semana, e sinalize a novidade”, acrescenta.


Quanto à fixação de materiais, deve seguir a lógica da leitura, da esquerda para a direita com os assuntos mais importantes pela ordem, iniciando pelo institucional e, normalmente, finalizando com temas de entretenimento cultural e esportivo. Ainda assim, se desejado outro fluxo, pode ser feita numeração das lâminas. Neusa registra que, ao se coletar internamente sugestões de pauta, é interessante a atribuição de autoria ou participação no rodapé da página. A montagem de uma rede de correspondentes, aliás, é uma decisão relevante no gerenciamento, sendo que é indicado um treinamento prévio para desempenho da função, com o trâmite de observação, coleta e repasse de dados, com uma rede respectiva de substitutos para situações de afastamento por demissão ou férias do titular. Em ambos os casos, sugere-se um programa de reconhecimento, na forma de oferta de cursos, bottons diferenciadores no crachá, brindes especiais, eventos festivos exclusivos, e ainda um sistema de revezamento.


A palestrante defende a escolha de um nome para o jornal-mural, com identidade própria e possibilidade de menção do canal entre os funcionários, gerando memorização. Não raro, em pesquisas de avaliação de veículos, a equipe nem sabe o que é o termo, embora possa fazer sua leitura periódica. As dicas foram complementadas por sugestões de tamanho, distância do piso, distância entre páginas coladas, corpo de letra de títulos e textos, formato de ilustrações e estilo de conteúdo, e ainda os materiais típicos para construção do mural e utensílios extras agregados ao espaço, como urna de sugestões, take-one para folhetos, bancada para exposição de produtos ou lançamentos e até baleiros.



AGENDA ­
A ABERJE já divulgou seu calendário de atividades para o segundo semestre do ano. Entre as iniciativas previstas em agosto para a capital paulista, e com inscrições já abertas, estão o curso “Redação Empresarial Moderna” no dia 7, “Como Criar um Planejamento de Comunicação Institucional” no dia 19, “Comunicação Interna: um olhar mais amplo para a organização” no dia 27 e ainda “Relatórios de Sustentabilidade GRI” nos dias 28 e 29. Já no dia 26 de agosto, no Rio de Janeiro/RJ, acontece o curso “Pesquisa para criação de Indicadores de Desempenho”. Mais dados pelo eventos@aberje.com.br ou no 11-3662-3990 com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.


As Seis Regras do Jornal-Mural *
1. ter data regular
2. estar bem localizado
3. ser bem escrito
4. ser fácil de ler
5. ser bem diagramado
6. ser atraente


* Fonte: Neusa Ribas ­ Curso ABERJE Como fazer jornal-mural/2008
Postado por Juliano Melo.

Publicidade olímpica bate recorde, mas está atenta a protestos.

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Por Kirby Chien

PEQUIM (Reuters) - Patrocinadores da Olimpíada de Pequim estão lançando possivelmente a maior campanha publicitária da história, visando gravar suas marcas nas mentes de uma nova geração de consumidores chineses muito além dos jogos.

As campanhas vão de ações tradicionais na TV e em veículos impressos às novas mídias on-line, cobrindo um vasto país cujos cidadãos dão muito valor ao ideal olímpico e, presumivelmente, nas empresas que o apóiam.

Embora ainda haja o risco de um fracasso de relações públicas com a China em apuros em assuntos polêmicos como o Tibete e o Sudão, as previsões de lucros pesam mais que qualquer aspecto negativo.

"Em escala global, não acho que haverá esse grau de investimento novamente", afirmou Greg Paull, chefe da consultoria de mídia R3, que tem sede em Pequim.

A empresa, que conta com clientes como, Adidas, Yili e Grupo Lenovo, diz que as empresas desfrutarão dos benefícios dos jogos por vários anos depois de o último atleta cruzar a linha de chegada.

A R3 reconhece que todos os anunciantes na China gastaram 19 por cento a mais em 2008 do que no ano anterior, totalizando 54,3 bilhões de dólares, com um "efeito olímpico" de cerca de 8,6 bilhões de dólares em gastos extras.

Além disso, os patrocinadores olímpicos sozinhos gastarão 3,2 bilhões de dólares neste ano, um crescimento de 52 por cento em relação a 2007, disse Paull.

A marca alemã de artigos esportivos Adidas, um dos 11 patrocinadores dos Jogos Olímpicos de Pequim, espera que o evento ajude a empresa a superar a rival Nike no mercado chinês neste ano.

"Nossa campanha de marketing para a China é a maior que já fizemos em um único país", afirmou à Reuters Erica Kerner, diretora do programa olímpico da Adidas. "Vemos o evento como uma plataforma de marketing que nos ajudará a chegar à liderança do mercado da China neste ano."

A Adidas usará um teatro de projeção 360 graus para divulgar seu slogan: "Together in 2008, Impossible is Nothing".

A Nike, que patrocina atletas e equipes, mas não a Olimpíada, está talvez subestimando o fato de que mais de 90 por cento dos chineses enxergam com bons olhos os jogos e as empresas associadas a eles.

A Adidas prevê que a China se torne o segundo maior mercado do mundo até 2010, atrás apenas dos Estados Unidos.

Mas nada na China vem facilmente, como os patrocinadores descobriram no começo deste ano e novamente no mês passado. Organizadores e empresas ficaram preocupados após a revolta no Tibete ter causado protestos globais anti-China e levantado questões sobre um possível boicote.

Fonte: http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRN0340547820080803?pageNumber=2&virtualBrandChannel=0
Postado por: Ramon Fernandes