O papel das relações públicas no mundo digital

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Texto interessante da Thiane Loureiro - Edelman.


Vale a penar checar.




"Há muito venho falando de RP 2.0, como os profissionais de relações públicas devem se preparar para as mudanças que a Web está trazendo ao mercado e o quanto temos um papel complementar à publicidade e ao marketing. Quero compartilhar aqui uma entrevista que o Richard Edelman deu ao D S Simon Vlog Views. No vídeo, ele define relações públicas como “stakeholder connections”, ou seja, nossa principal função é ajudar empresas a construir relacionamentos sólidos com todos os seus públicos: investidores, imprensa, ONGs, funcionários, blogueiros, consumidores, parceiros e fornecedores, entre outros.


Infelizmente, o mercado não conhece RP e na maioria das vezes somos vistos apenas como assessores de imprensa. Essa falta de conhecimento limita a nossa presença na Internet. Se o cliente não sabe o que a gente faz ou pode fazer, ele não exerga que todas essas relações devem ser cuidadas e gerenciadas também online. A Web é para as corporações uma arena de ações promocionais, virais e blogs — só. Por outro lado, também existe muita falta de conhecimento dos profissionais de RP sobre Web, como e onde atuar online. E isso faz com que seja ainda mais complicado ganhar espaço".




Clique aqui e leia o texto completo.

Atitude Consciente - Voto responsável

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As eleições estão aí. É mais do que hora de refletir e decidir para quem vai seu voto. E não há melhor forma de acabar com a dúvida do que buscar informações sobre a trajetória dos candidatos. Entre os grupos que trabalham neste sentido, ajudando os cidadãos a se esclarecerem, está a ONG Transparência Brasil, instituição fundada em abril de 2000 por indivíduos e organizações não-governamentais.

Buscando combater a corrupção, a Transparência alerta para o quadro sócio-político no qual o Brasil se encontra. Com quase 200 milhões de pessoas, nosso país é o maior da América Latina e um dos maiores do mundo. Seu PIB corresponde à metade de toda a América Latina e o Caribe, exceto o México. Contudo, sua numerosa população o coloca em posição pouco privilegiada no que tange ao PIB per capita. Nosso índice de Gini (que mede o grau de desigualdade na distribuição de indivíduos segundo a renda domiciliar percapita) é um dos piores: os 20% situados no topo da pirâmide de renda são responsáveis por mais de 60% do consumo total, ao passo que os 20% inferiores consomem apenas 2,5%, segundo dados da Transparência.

Para que seu objetivo seja cumprido, a entidade prioriza a realização de levantamentos empíricos sobre a incidência da corrupção em diferentes esferas. O monitoramento é realizado por meio de ferramentas de Internet, que estão disponíveis em páginas como Deu no Jornal (atualizado diariamente, com noticiário publicado em 63 jornais e revistas de todo o país, sobre sobre corrupção e controle).

Com a campanha pelo Voto Consciente, a ONG Transparência visa a dar ênfase à importância de se ter plena consciência na hora de apertar o “confirma”. Uma vez que a maioria da população não pesquisa o passado dos candidatos, frequentemente são reeleitos políticos corruptos. Considerando que “a corrupção custa caro para o país e muito mais caro para nossa gente”, a Transparência Brasil aposta também em cartilhas.

Votar, cobrar e participarCom o objetivo de acompanhar o desempenho dos vereadores nas Câmaras Municipais, o Movimento Voto Consciente é uma entidade cívica e apartidária formada por voluntários. O Movimento quer mostrar ao cidadão seus deveres na democracia: Votar, Cobrar e Participar.Com a crença na importância do voto consciente e na necessidade de cobrar e acompanhar o trabalho dos representantes políticos, eleitos pelos cidadãos, os voluntários do Movimento Voto Consciente passaram a seguir diariamente as atividades do vereadores em São Paulo e marcaram presença na discussão e elaboração da Lei Orgânica do Município de São Paulo, que obriga a publicação mensal, pela Internet, da execução orçamentária do maior município brasileiro. Com isso, hoje já é possível acompanhar os projetos em votação no Congresso e os trabalhos das comissões na Câmara e no Senado.

Opções para se informar, não faltam. Critérios para realizar uma avaliação minuciosa são encontrados no Guia do Voto Responsável, disponível para download. O site do Tribunal Superior Eleitoral apresenta pesquisas eleitorais, dados sobre gastos com as campanhas e a relação de todos os candidatos.

Em entrevista ao Portal do Voluntário em 2006, Miguel Darcy de Oliveira, Presidente do Instituto de Ação Cultural (IDAC) e membro do Conselho Diretor da Comunitas, falou sobre democracia, voluntariado e participação. Na opinião dele, enquanto surgem novos espaços para o debate e para a formação de opiniões, as pessoas tornam-se cada vez mais informadas e participativas. Pensam pela própria cabeça e agem na sociedade, virando matéria-prima de uma democracia mais viva e substantiva. Este é o tempo de ações inovadoras, criativas e independentes, como a Wiki Política e o Open Democracy. Das propostas defendidas durante o mandato até os gastos em campanhas anteriores e os processos sofridos na Justiça, as mais diversas informações sobre candidatos estão hoje disponíveis a qualquer cidadão, na internet.
Clique aqui para ver os vídeos das campanhas.

Observação de tendências é nova estratégia

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A observação de tendências é a nova ênfase estratégica das organizações. Trata-se de antecipar desejos latentes dos consumidores para manter ou aumentar o volume dos negócios, buscar oportunidades e subsidiar inovações, estudar novos caminhos e estar aberto aos movimentos do mercado. Este foi um dos temas do 5º. Congresso Internacional de Comunicação com o Mercado/Cincom foi organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação com o Mercado/Cenpro da FGV, nos dias 10 e 11 de setembro de 2008 em São Paulo/SP.

Raquel Siqueira, da InTouch Pesquisa e ex-integrante do Observatório de Tendências do IPSOS, fala com entusiasmo desta proposta de leitura dos desejos e humores da nossa época. Esta técnica consiste num estudo regular e bianual que serve de subsídio para análises e diagnósticos de pesquisas de mercado, conectando tendências locais, regionais e globais em um só estudo. “É entender os consumidores de maneira mais holística, sem fragmentar”, complementa.

Segundo ela, haveria três níveis de dados: os macro e temas transversais (fenômenos políticos, econômicos e sociais que tendem a ser contínuos – cenário, conjunto, contexto), as tendências propriamente ditas (inspiram determinados padrões de comportamento – onda, movimento, valor) e ainda as manifestações (reflexos desses comportamentos, bastante efêmeros – febre, moda). As tendências poderiam ser divididas em expansão, transformação ou de ponta, em evidência e em massificação de comportamento, dependendo da sua extensão. Como exemplo, cita o “toy art”, que foi uma manifestação de artistas jovens que, nos anos 70 e 80, passaram a ser colecionados, e depois designers vieram a criar seus próprios modelos e daí foram para a mídia em 2006, sendo usados hoje em jóias, customização de carros, desfiles de moda e ativação de produtos aproveitando o centenário da imigração japonesa. Explicando seu método, Raquel diz que está o tempo todo analisando e traçando cenários, com um senso aguçado de observação, para o que precisa de muita leitura de livros de pensadores deste século. Basicamente, a análise está centrada na pós-modernidade, ou na modernidade líquida, marcada pelo multiculturalismo, incertezas, volatilidade, imediatismo, fragmentação, excessos, subjetividade e transdisciplinaridade. Ela cita Bauman, pra afirmar que é a “busca pela liberdade num mundo incerto, incontrolável e assustador”.

Neste sentido, vê um momento de crise moral, de falta de referências e de fronteiras tênues. Como, para entender o contexto atual, a pesquisadora prega que é necessário entender o movimento histórico, começou a traçar algumas características das últimas décadas. Os anos 80 foram marcados pela abertura sexual, as mulheres no mercado de trabalho, os exageros na moda e as inovações tecnológicas, enquanto que nos anos 90 apareceu a geração workaholic, o neoconservadorismo por conta da AIDS, a globalização e o consumo complexo e a ascensão dos computadores pessoais. Depois, vieram as especulações sobre o novo milênio, a popularização da internet, a supervalorização do jovem. Se por um lado o “bug de 2000” não aconteceu, começou a era do terror em 2001, com enfraquecimento dos EUA e deflagração de uma ressaca mundial. “Chegamos a uma crise moral, diante de novos códigos, falta de referências, negação da realidade, tendência ao hedonismo”, aponta. Entre os humores do cenário atual, estariam a interação, a espontaneidade, a transparência, o escapismo, a conscientização pragmática, a euforia e o desejo de intensidade e ainda a hipervalorização da experiência. Na prática da comunicação, algumas intercorrências são constatadas, como o uso de “splash”, representando a sensação de extravasar, transcender e comemorar; a supremacia de uma temática infantil e colorida, com desenhos, cartoons, gimmicks e animação como forma de chegar ao universo fantástico e fazer experimentações; e ainda o aparecimento da interação explícita e direta do cidadão com o produto e sua comunicação ou sua simulação (letra manuscrita, grafite, narrativas e fotos reais, diagramas e fluxogramas em rascunho).

Raquel listou e explicou em detalhes as sete grandes tendências detectadas pelo IPSOS. A “ID Quest” é uma resposta à hiperconectividade, fazendo um volta às origens, recriando identidades e prolongando a infância, com sensação de nostalgia. Já a “Go Global” trata da vida sem fronteiras, da era da interrupção e da efemeridade. O “know your rights” traz consumidores mais críticos e diferenciados (consumo ético, de luxo, de nichos ultra-segmentados), e a “living well” é a necessidade de viver bem, com conforto, felicidade em pequenos prazeres diários, equilíbrio físico-mental-espiritual, com valorização da aparência jovial. A tendência “Maximum Exposure” é o rompimento do privado, a fixação em tratamentos estéticos, quebra de tabus, exibicionismo, fetiche, sendo que a “My Way” é a busca da exclusividade e da personalização, do estilo “faça você mesmo”, valorizando produtos artesanais, ênfase em narrativas individuais, expressão criativa inusitada. Por fim, o “Venus Fever” é a mudança de paradigmas sexuais, repúdio ao bélico e à competitividade excessiva, idéia da mulher possível e do homem caseiro e vaidoso, com ambos tendo uma relação saudável com o planeta. “Pra chegar a isto, há um apuro cotidiano do olhar, monitorando o peso das coisas. Mas é muito difícil de estudar”, confessa.

NOVO OLHAR - O pensador Massimo Cavenacci, da Facoltá di Scienze della Comunicazione da Itália, esteve no encontro pra falar sobre seus estudos relativos à “metrópole comunicacional”. Para ele, está havendo um transurbanismo, uma mudança muito forte da ordenação das grandes cidades, e por isto desenvolveu uma metodologia para enfrentar os novos contextos contemporâneos. Neste caminho, diz que as pessoas precisam “fazer-se olho”, olharem-se para si próprias e para os outros e o ambiente de uma maneira firme e intensa, entendendo sinais. Nas relações, vê-se hoje o multivíduo, ao invés do indivíduo, porque se constata que o plural de “eu” não é mais “nós” e sim “eus”, numa nova sensibilidade humana fragmentada e híbrida.

Cavenacci projetou uma série de trabalhos arquitetônicos no telão para evidenciar à platéia o cruzamento cada vez maior de uma visão mais convencional e encaixada das construções com as criações em forma certa, translúcidas e temporárias da atualidade, que intervêm no cotidiano e exigem um novo tipo de olhar. Nesta ótica, abordou ainda as tatuagens e as pixações. Para o estudioso, as identidades são mais fluidas, dada a alta intermediação digital, tornando-se mais ambíguas, transitórias, perturbadoras. O digital favorece a multisensorialidade. Daí que a marca contemporânea não tem produzido comunidades, que são estabelecidas sobre uma identidade fixa e dada, porque na verdade há identidades percebidas diferentemente. Ele sugere a busca pelos nichos de mercado, que requisitam suas próprias identidades.



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Balada Ecológica

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Casa noturna recém-inaugurada em Londres inova com pista de dança capaz de transformar movimentos em energia elétrica





Frequentadores do Bar Surya se divertem, enquanto seus passos de dança geram energia elétrica
"Dance para salvar o mundo". Esse é o lema do Bar Surya, a primeira casa noturna ecológica do mundo, inaugurada recentemente em Londres. Mas a frase não é apenas um slogan. Sessenta por cento da eletricidade que movimenta o local é gerada a partir da agitação dos freqüentadores, que quando dançam pressionam geradores instalados na pista.

Mas essa não é a única medida tomada pelo bar em prol da preservação do meio ambiente. A iluminação é de baixa voltagem, o vinho servido é orgânico e um sistema de reaproveitamento da água da chuva é usado nos banheiros. Mais. Todos os copos usados são de policarbonato e os materiais em vidro, plástico, metal e papel são reciclados.

A decoração da casa também segue ditames ecológicos: as mesas são feitas de revistas, as paredes decoradas com telefones antigos e até uma banheira deu origem ao sofá. Mas, um dos maiores atrativos, no entanto, leva a ecologia para o bolso dos adeptos da balada verde: a entrada é gratuita para quem comprovar que chegou lá andando, de bicicleta ou por meio do transporte público. Quem for de carro, poluindo as ruas de Londres, tem de pagar 10 libras para entrar.

Por trás do empreendimento está o empresário Andrew Charalambous, criador do personagem-mascote da Fundação Club4Climate, idealizadora do bar verde. Batizado de Dr. Earth, o personagem é uma figura careca, sempre de terno claro, voz mansa e olhar penetrante. "Só temos um planeta, somente uma chance. Por isso, vamos dançar para melhorar o clima", apregoa, na mensagem de boas vindas do site. De acordo com ele, a estratégia é usar a balada sustentável para estimular a conscientização ambiental na galera jovem.

Segundo a organização, há planos para expandir a idéia a outros países, em lugares como Nova York, Cidade do Cabo e até o Rio de Janeiro. O site do Club4Climate também anuncia para 2010 a inauguração de um destino turístico nos mesmos moldes ecológicos. Como a organização não revela detalhes quanto à localização, tudo que se sabe é que o projeto envolve uma ilha paradisíaca "sexy e eco-amigável, onde será possível salvar o mundo descansando e tomando drinks na beira da piscina".

Também está nos planos do Surya (nome dado em homenagem ao Deus do Sol Hindu) doar a energia excedente para os moradores, sendo o primeiro negócio a fornecer energia de graça. Hoje, uma parte dos lucros é doada a instituições ambientais e os visitantes recebem, de brinde, bolsas recicladas para substituir as famigeradas sacolinhas de plástico.

Bancos criam manual de boa conduta com clientes

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A partir de janeiro de 2009, 15 bancos passarão a seguir regras de atendimento pré-estabelecidas e poderão ser punidos caso violem os novos procedimentos. Iniciativa visa melhorar imagem dos bancos frente aos clientes.



Cansados de encabeçar as listas de reclamações dos Procons e outros órgãos de defesa do consumidor, a Febraban e 15 bancos anunciaram nesta quarta-feira, 17/09, o lançamento de um código que auto-regulará o relacionamento entre as instituições financeiros e seus clientes. Regras passam a vigorar em janeiro de 2009. A iniciativa vem acompanhada de dois documentos, o código que funcionará como normatização interna e as regras de atendimento que, divididas em 10 grupos, visam melhoar a imagem dos bancos frente aos seus clientes.

O Sistema de Auto-Regulação foi anunciado durante o Seminário de Marketing e Relacionamento com Clientes. Trata-se de uma iniciativa de autodisciplina das instituições financeiras suplementar às normas e contorles já existentes e de adesão voluntária, para tornar o sistema bancário mais saudável, ético, eficiente e confiável, segundo a Febraban - Federação Brasileira dos Bancos. A entidade, por meio do conselho de auto-regulação, fará a fiscalização e punirá as instituição que, após aderirem ao sistema, comereterem deslizes.

Já fazem parte do Sistema os seguintes bancos: Santander-Real, Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, HSBC, Unibanco, Caixa Econômica Federal, Nossa Caixa, Banco Votorantim, Cicredi, Banco Toyota, City, Safra, Big Banco e Banpará.

Tanto o Código de Auto-Regulação quanto as Regras foram divididas em 10 subitens. As Regras definem princípios, modelo de atendimento, oferta e publicidade, contratação, conta corrente, movimentação de conta corrente, encerramento de conta, crédito, sigilo e segurança, definições e glossários.

A princípio, o objetivo, segundo a Febraban, é melhorar a comunicação dos bancos com os seus clientes. A entidade acredita que boa parte das reclamações endereçadas aos órgãos de defesa do consumidor acontece por falha no entendimento do processo, dos produtos e regras de contratação, tanto por parte dos funcionários nas agências quanto dos clientes.

Um exemplo de regras é a abordagem do telemarketing. O texto que regerá o setor diz que "caso o consumidor manifeste contrariedade quanto ao prosseguimento do telefone, recuse a oferta ou solicite a exclusão de seu nome do cadastro de contratos, a sua vontade deve ser respeitada".

Os bancos definiram que as regras serão válidas a partir de janeiro de 2009 e já pediu avaliação e posicionamento dos órgãos de defesa do consumidor, para evitar conflitos de interesse.