Um pouco de história

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De Corinto ao Corinthians


CORINTO

Era uma cidade de segunda divisão na Grécia antiga. Corinto possuía um comércio poderoso, mas ficava no chinelo quando comparada à maior potência militar e política do século 5 a.C.: Atenas. Então teve de esperar até a gigante Esparta entrar em guerra com Atenas para lançar a sua própria organização política: a Liga de Corinto. Foi dessa liga que saiu o maior conquistador de todos os tempos...



ALEXANDRE, O GRANDE

Obsessivo, paranóico e megalomaníaco. O homem que partiu dos rincões do reino grego da Macedônia para conquistar a Mesopotâmia, o Egito, o Afeganistão e grande parte da Europa realmente era meio maluco. Afinal, quem mais seria capaz de encarar uma manada de elefantes num campo de batalha completamente desconhecido? Os homens de Alexandre não queriam, mas ele resolveu desbravar a...



ÍNDIA

Havia nada menos que 5 mil elefantes à espera de quem ousasse entrar no vale do rio Ganges. Lá florescia uma civilização milenar que não sofreu interferência significativa do Ocidente até o meio do século 19. Mas chegou uma hora em que não deu mais para resistir, e os ocidentais começaram a mandar na Índia. Ela se tornou um território governado por uma só nação, a...



INGLATERRA

Com o boom econômico da Revolução Industrial, não houve rivais para o Império Britânico. A grana que inundou a nação teve impacto em quase todas as atividades humanas: a tecnologia, a ciência, as artes, a filosofia, e até o esporte. Reflexo disso foi o surgimento de um time que goleou o famoso Manchester United por 11 a 3, e saiu pelo mundo ensinando aos outros a arte da bola no pé. Era o...



CORINTHIANS

Calma, segure um pouco o grito de "Timão, eô". Estamos falando do Corinthians Football Club de Londres, time que impressionou o público ao vencer o Palmeiras (então Palestra Itália) por 5 a 0 aqui no Brasil, em 1910. Tanto que inspirou um grupo de operários paulistas a batizar seu próprio time de Corinthians. Mas sabe o que esse nome significa? Coríntios, o povo daquela cidade grega de segunda divisão. Pois é...


Revista Superinteressante, set/2008 - http://super.abril.com.br/revista/257/materia_revista_307427.shtml?pagina=1

Comunicação colaborativa exige nova postura

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O lançamento do Comitê de Comunicação Digital da ABERJE – que hoje reúne as Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, de Branding e de Comunicação Organizacional – foi bastante firme na indicação de caminhos: ou as organizações se preparam para entender e transitar num ambiente de comunicação colaborativa ou podem estar iniciando seu processo de declínio. O recado foi dado por Steve Crescenzo, um dos maiores especialistas de comunicação interna nos Estados Unidos, para uma atenta platéia com mais de 100 profissionais na manhã do dia 24 de setembro de 2008, no Reserva Cultural em São Paulo/SP.


Eraldo Carneiro, gerente de Planejamento e Gestão de Comunicação da Petrobras e vice-presidente do Conselho Deliberativo da ABERJE, assinala que há muitos desafios para a área, mas também muitas oportunidades. Destacando que não se trata de um modismo, ele incentiva a fazer uma comunicação cada vez mais colaborativa, explorando a potencialidade dos meios digitais. A Gerente de Multimeios da Comunicação Institucional da empresa, Patrícia Fraga, vai ser a coordenadora do Comitê e mandou um depoimento gravado para recepcionar o novo espaço de discussão, porque está em evento do setor no exterior. “Vamos construir juntos um modelo de comunicação corporativa nos meios virtuais”, conclama a executiva. O canal aberto pretende compartilhar idéias e experiências em comunicação digital, identificando as boas práticas e reconhecendo os esforços de compreensão dos novos canais de múltipla expressão.

Crescenzo, apesar de reconhecer os esforços educativos que precisam ser operados, marcou sua posição otimista na primeira frase da palestra, dentro de seus 20 anos de experiência: “esta é a melhor era para ser comunicador”. Contudo, toda concepção que parta da premissa de que “sempre foi feito assim” precisa ser revista. Ele aponta que há um aumento significativo na comunicação feita somente online, afora o uso de meios impressos para atrair pessoas para portais intranet e extranet. Além disto, websites e intranets estão cada vez mais sendo multimídias e interativos, dando vazão à vontade de participação ativa dos públicos. Neste sentido, de fato as redes sociais começam a dominar a comunicação online. “A questão, por isto, não é se vai adotar a mídia social, mas quando e como”, assinala. Em geral, o especialista vê que os líderes estão com medo das mídias sociais, porque elas significariam a perda do controle sobre os discursos, sobre a marca e sobre a imagem. Todavia, afirma haver várias maneiras de enfrentar isto.


Para ele, hoje há o convívio de três tipos de internet, e sobre todas precisa haver algum tipo de intervenção e acompanhamento: 1) a internet para pesquisa, quando as pessoas estão online orientadas a objetivos, para conclusão de tarefas determinadas; 2) a internet social, quando as pessoas estão online para interagir, para viver e conviver; e 3) a internet multimídia, que por conta da evolução tecnológica as pessoas criam e veiculam conteúdos de áudio e vídeo. Em todos os casos, o usuário é o mesmo, requisitando interlocução e sendo exigente para reter sua atenção e obter sua preferência. Crescenzo destaca que hoje histórias e notícias são escritas não somente para serem lidas, mas sobretudo para serem debatidas com maturidade, suscitando desdobramentos e uma visualização coletiva de importância, influência e repercussão. Não existe um só autor, mas vários produtores de conteúdo.

Como orientação para atuar com mídias sociais como ferramenta, indica ter um propósito, afinal diante de um tempo e um orçamento limitados, é fundamental ter um plano de comunicação para só então inserir a mídia social naquilo que outros instrumentos não sejam eficientes. Também deve-se preencher a expectativa de entretenimento das pessoas, dada a necessidade de envolver a audiência a ponto dela participar com comentários, empregando recursos como fundos musicais e vinhetas para casos de comunicação via áudio e vídeo, e retirada completa de jargões e formalismos. Outra dica é envolver sempre os comunicadores da empresa na criação do conteúdo, porque eles teriam competência para gerir irreverência, humor e conversas estimulantes, e ainda orientar os executivos para este tipo de dinâmica, com habilidade comunicativa, desprendimento e presença de espírito. Neste sentido, é contra-indicado a redação e produção de conteúdos em nome dos diretores, porque é uma falsidade que não contribui e não se sustenta na prerrogativa de transparência da web. Crescenzo falou alguns macetes para estimular a conversação, dado que as pessoas também não estão preparadas para este nível de opinião e disponibilidade, como por exemplo finalizar os textos, áudios e vídeos postados com algum tipo de questionamento ou dúvida, deixando margem para os visitantes completarem a incógnita. Mesmo a possibilidade do anonimato nas contribuições é admitida pelo palestrante, mas neste caso as mensagens poderiam passar por um filtro antes da publicação, ao contrário dos posts que sejam assinados que precisariam ter livre fluxo. Outra idéia seria a concessão de algum incentivo extra, na forma de sorteios e premiações para autores de comentários. As conversações poderiam ser estimuladas inclusive via meios impressos, quando estas peças fossem encerradas com alguma pergunta e com a orientação da resposta ser encaminhada através do site, do email ou do blog.

Perguntado sobre o fato da inclusão digital não ter alcançado grande parte da população brasileira, ele não hesita em responder: se a audiência não tiver acesso a computadores e à internet para ouvir podcasts gerados pela empresa, pode haver a entrega de CD’s com o mesmo material para ouvir em aparelho de som. “O que não pode é não fazer, porque a gente acha um jeito de difundir”, declara. Esta característica de permanente construção de caminhos, o que na web se chama “beta”, é uma porta para as empresas se permitirem ter experiências e acertar no futuro.

Crescenzo tem ajudado milhares de comunicadores a melhorar seus esforços em comunicação impressa e eletrônica. É editor colaborador do The Ragan Report / Notícias, idéias e conversações para comunicadores ao redor do mundo (http://www.ragan.com/), escreve no The Journal of Employee Communication Management and Corporate Writer & Editor e mantém uma coluna regular na Communication World. Comanda a Crescenzo Communications (www.crescenzocomm.com), uma consultoria full-service especializada em Comunicação. Reconhecido como um dos maiores experts norte-americanos na área, desenvolve dois populares workshops: Estratégias empregadas em Veículos de Comunicação e Integrando Impresso e Online. Ele é permanente conferencista dos seminários da IABC na América e na Europa. Entre seus principais clientes estão Siemens, McDonalds, Boeing, Allstate, Intel, Nokia, Pepsi and Philips Electronics. Ele mantém, desde outubro de 2004, o blog “Corporate Hallucinations” (http://blog.ragan.com/stevesblog), em linguagem coloquial e construído sobre narrativas de histórias, num conteúdo que reflete opiniões pessoais para incentivar debates de pontos-de-vista, numa postura de discussão aberta em que pensamento ou expressão dos visitantes nunca são considerados errados, bem no espírito da web 2.0 .

DADOS - O crescimento do acesso à internet via banda larga e a progressiva inclusão digital no Brasil têm sido as bases para a projeção de crescimento explosivo de usuários. Um bom pedaço deste panorama já é ocupado pelas redes sociais, sites de relacionamento e compartilhamento de experiências e preferências: são nada menos que 500 milhões de registrados no mundo neste tipo de plataforma, 25 milhões deles em território nacional. Na área de blogs não é diferente: são 175 mil novos blogs por dia no mundo, alcançando um total superior a um bilhão, com uma audiência brasileira chegando a 10 milhões de pessoas. Os internautas, por conta da previsão de haver dois bilhões de PCs em funcionamento até 2015, vão ultrapassar muito as atuais 1.300 páginas visualizadas por mês para cada um. Em todos os casos, recomendações de outros consumidores e opiniões disponíveis on-line, conforme pesquisa da Forrester Research, pesam muito mais nas decisões de compra do que os discursos de meios tradicionais de comunicação. Aliás, 10 serviços deste gênero concentram 86,6% do boca-a-boca on-line. Para falar desta nova perspectiva de trabalho, com influência direta no cotidiano das organizações, é que o Comitê está sendo criado, explica o diretor-geral da ABERJE, Paulo Nassar.

Estiveram representadas empresas como Unimed do Brasil, Natura, Bradesco, HP, Cadbury, TAM, Ambeb, Atento, Fiat, Sony Brasil, Accor, ABB, Votorantim, DuPont, Ecovias, Santander, Carrefour, IG, Banco do Brasil, Vale, Bridgestone, Claro, Nielsen e Itaú. Com patrocínio permanente da Petrobras, futuros encontros do gênero, sempre voltados para associados, podem ser monitorados através do ABERJE - http://www.aberje.com.br/.

AGENDA – Várias atividades estão confirmadas pela ABERJE para o mês de outubro. Entre os dias 2 e 29, acontecem diversos cursos, tratando de temas como organização de eventos empresariais, assessoria de imprensa, gerenciamento de relações por estratégias online, administração de crises e sustentabilidade – tanto conceitos quanto relatórios na estrutura internacional certificada pelo GRI. A programação detalhada e forma de inscrição em todos os casos podem ser obtidos com Carolina Garcia e Fernanda Peduto pelo cursos@aberje.com.br. Já no dia 1 de outubro, acontece a segunda reunião do Comitê de Desenvolvimento Profissional com as experiências de Olinta Cardoso, diretora de Comunicação Institucional da Vale, e do head-hunter Alfredo José Assumpção, presidente da FESA Global Recruiters. Reserva de lugar e a listagem dos demais comitês podem ser conseguidos com Emily Stalder pelo emily@aberje.com.br . Além disto, a partir das 19h do dia 8 vai ser comemorado o Dia da Comunicação Empresarial, com a revelação dos vencedores da etapa nacional da 34ª. edição do Prêmio ABERJE. Neste caso, interessados podem obter informações com Jovanka Mariana e Bruno Affonso pelo bruno@aberje.com.br . A central de atendimento é acessada pelo 11-3662-3990.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

ABERJE promove encontro sobre Desenvolvimento Profissional

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Se estamos na era da conectividade e esta capacidade de integrar-se a redes de relacionamento e influência praticamente encaminha a aceitação dos contratantes, ao lado de um currículo adequado ao perfil da vaga, nada melhor que participar de fóruns de discussão sobre o tema. Baseada nesta perspectiva, a ABERJE – reunindo as Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional – promove o segundo encontro de seu Comitê de Desenvolvimento Profissional no dia 1 de outubro de 2008, entre 8h30min e 11h30min, na Casa do Saber (R. Mário Ferraz, 414 – Jardim Paulistano) em São Paulo/SP. Os convidados para repasse de experiências são Olinta Cardoso, diretora de Comunicação Institucional da Vale, e Alfredo José Assumpção, presidente da FESA Global Recruiters.


O coordenador do espaço, Gilberto Galan, comenta que a crescente complexidade das atribuições dos comunicadores requer contínuo aperfeiçoamento, não somente técnico mas sobremaneira humanístico, para conseguir gerir prazos curtos, orçamentos estreitos, enxugamento de equipes, fusões e aquisições com alteração de chefia e outros agentes sociais intervenientes no trabalho, como grupos populares, sindicatos e minorias. O Comitê pretende servir como uma janela de oportunidade para discussão de realidades e tendências, sempre contando com um headhunter e consultores de RH de um lado, e a visão de profissionais seniores de outro. Ele é sócio-diretor da Galan&Asssociados - consultoria em Assuntos Corporativos e membro do Conselho Deliberativo da ABERJE.


A executiva Olinta Cardoso, graduada em Comunicação Social, com pós-graduação em Comunicação e Gestão Empresarial e especialização em Gestão de Pessoas, foi Gerente Corporativa de Comunicação Empresarial da Samarco Mineração. Ela pretende resgatar o início de sua carreira e também o período de três anos e meio em que foi Diretora-Presidente da Fundação Vale, na qual hoje faz parte do Conselho. Já Alfredo José Assumpção, fundador e presidente da FESA Global Recruiters desde junho de 1995, vai demarcar as características ideais dos melhores candidatos em sua visão de recrutador e dentro das exigências do mercado. Ele é economista pela Faculdade de Economia e Finanças do Rio de Janeiro, pós-graduado em Desenvolvimento de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas e Master of Arts em Gerência de Recursos Humanos pela Pacific Western University. Sua carreira envolve diretoria e gerência de RH para empresas como General Foods (Kibon), Reynolds Tobacco, International Paint e Chase Manhattan. Em abril deste ano, foi indicado pela revista Business Week como um dos mais influentes headhunters do planeta, além de ter sido homenageado com a Comenda Presidente Juscelino Kubitschek pelo Governo de Minas Gerais pelos serviços prestados ao país.


O lançamento do Comitê aconteceu no início de junho de 2008, com depoimentos do headhunter Simon Franco e do executivo de Comunicação Sidnei Basile. O canal de intercâmbios é voltado para associados, tem entrada franca e vagas limitadas à capacidade do espaço. Inscrições e outras informações podem ser obtidas com Emily Stalder pelo e-mail emily@aberje.com.br ou pelo telefone (11) 3662-3990, e ainda no portal http://www.aberje.com.br/ .


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Lula sanciona reforma ortográfica

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Novas regras passam a valer a partir de 2009.

Confira o que muda na língua escrita.



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta segunda-feira (29) o decreto que estabelece a reforma ortográfica. As mudanças na escrita começam a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. A solenidade ocorreu na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro.



A reforma da ortografia pretende unificar o registro escrito nos oito países que falam português - Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal. De 2009 até 31 de dezembro de 2012, ou seja, durante quatro anos, o país terá um período de transição, no qual ficam valendo tanto a ortografia atual quanto as novas regras. Assim, concursos e vestibulares deverão aceitar as duas formas de escrita – a atual e a nova. Nos livros escolares, a incorporação das mudanças será obrigatória a partir de 2010. Em 2009, podem circular livros tanto na atual quanto na nova ortografia.



O que muda na escrita
De acordo com especialistas, 0,45% das palavras brasileiras sofrerão alterações, ao passo que em Portugal haverá mudanças em 1,6% dos vocábulos. As regras que mudam são as seguintes: Novas letras – há a incorporação do "k", do "w" e do "y" ao alfabeto. O número de letras passa de 23 para 26. Trema – deixa de existir. A grafia passa a ser: linguiça e frequente.Acentos diferenciais – serão suprimidos acentos como o de “pára”, do verbo parar. Acentos agudos de ditongos – somem os acentos de palavras como “idéia”, que vira “ideia”. Acento circunflexo – somem os acentos de “vôo” ou de “crêem”. Hífen – palavras começadas por “r” ou “s” não levarão mais hífen, como em anti-semita (ficará “antissemita”) ou em contra-regra (ficará contrarregra).

Pontos em aberto
O acordo não define todos os usos de hífens, por exemplo. Assim, palavras como pé-de-cabra, ainda não têm o rumo certo e dependem da elaboração de um vocabulário pela Academia Brasileira de Letras e pelos órgãos dos outros sete países signatários.

História do acordo
O acordo ortográfico da língua portuguesa foi assinado em Lisboa em 1990 e deveria ter entrado em vigor em 1994, o que não se concretizou. Em 1998, foi assinado em Cabo Verde um protocolo que modificava a data de vigência, que foi ratificado em 2002. Sem que as mudanças se aplicassem, em 2004 foi assinado um novo protocolo modificativo, que previa a adesão do Timor Leste, independente desde 2002. Este novo protocolo previa que as mudanças na ortografia entrariam em vigor a partir da assinatura de três países. O acordo ortográfico já foi ratificado por Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Portugal, e, portanto, pode entrar em vigor. O processo de implementação em cada país pode variar.

Em Portugal, o acordo foi aprovado em maio e a nova ortografia deverá ser obrigatória dentro de seis anos.

E-mail deve ser extinto até 2015

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Em painel realizado nesta quarta-feira, 24/09, durante o 17º Congresso Nacional de Auditoria de Sistemas, Segurança da Informação e Governança (CNSAI),evento que acontece na capital paulista, Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil, garante que os hábitos digitais da Geração Y devem levar ao fim do e-mail. 
"Hoje, a média etária dos usuários de e-mail é de 47 anos", revela, acrescentando que, talvez, apenas essas pessoas, que formam a geração conhecida como Baby Boomers, nascidos após o fim da Primeira Guerra Mundial, continuarão a utilizar a ferramenta.

“O e-mail deixará de existir dentro de cinco a sete anos”, profetiza Cezar Taurion, gerente de novas tecnologias aplicadas da IBM Brasil. O motivo? A entrada da chamada Geração Y – constituída por jovens nascidos já na era da internet – no mercado de trabalho.

Taurion explica que, com os jovens profissionais, chegam também às empresas uma nova postura diante da Tecnologia da Informação (TI), que já é parte do dia-a-dia destes profissionais, na forma de ferramentas de colaboração como wikis, redes sociais, comunicadores instantâneos e grupos de trabalho online. 

O executivo apresentou dados de uma pesquisa realizada em 2005, destacando que já naquela época, apenas 6,3% dos jovens entrevistados consideravam inúteis as informações obtidas em blogs. "Significa que a credibilidade das novas ferramentas online é enorme", sinalizou. Na IBM, de acordo com Taurion, já há uma série de projetos em que os participantes não mais utilizam o e-mail. 

"A comunicação é muito melhor compartilhada por meio de comunidades", garantiu o gerente de novas tecnologias aplicadas da Big Blue. "Na IBM o profissional cria o blog que desejar, sem sequer pedir autorização a ninguém", enfatizou. 

Da mesma forma, há na companhia dezenas de wikis e muitas contratações já se dão por intermédio de comunidades como o LinkedIN. E Taurion ainda deixou um recado aos profissionais da área de TI: "A área precisa acompanhar a evolução. Os profissionais de TI não podem, por questões técnicas, impedir mudanças que interferem diretamente na evolução dos negócios de uma empresa".
 

:: Convergência Digital :: 24/09/2008

Postado por: Ramon Fernandes