Estudo da The Jeffrey Group revela crescimento, poder e influência da Blogosfera na América Latina

1 Comment »


Durante seis meses Blogs e blogueiros foram citados 11.572 vezes
nos principais veículos de comunicação



The Jeffrey Group, a maior agência internacional independente de Relações Públicas, apresenta seu estudo exclusivo sobre a blogosfera na América Latina e revela que ela está cada vez mais consolidada, impactando mais pessoas e crescendo mais que a internet na região.

Intitulado de “The Blogosphere in Latin America: An Analysis of the Region’s Webfluentials®” (A blogsfera na América Latina: uma análise regional da influência Web), o estudo examina os impactos e padrões de blogar na América Latina e apresenta esta tendência como um crescente meio de comunicação com potencial para impactar fortemente os negócios e organizações.

“A The Jeffrey Group conduziu o estudo para entender melhor e se comunicar com a blogosfera e entender como ela impacta a comunicação por toda a América Latina no presente e no futuro, afirma Jorge Ortega, Presidente da The Jeffrey Group. “As estatísticas da penetração da internet na América Latina estão alcançando os recordes de crescimento e impacto da blogosfera na mesma região está próximo à realidade dos Estados Unidos. Com base em números exorbitantes, nós pressentimos que o desenvolvimento e o impacto da blogosfera na região demandavam uma análise aprofundada”.

A agência, líder em comunicação integrada com foco no público Latino Americano há mais de 15 anos, organizou um estudo para investigar as tendências em expansão que estão modificando a maneira que a organizações, pessoas comuns e a mídia se comunicam online. O relatório analisa o estágio atual da blogosfera na América Latina, seu futuro e as influências que ela exerce sobre as corporações e instituições.

Soledad Laborde, pesquisadora e antropóloga da The Jeffrey Group em Buenos Aires, conduziu o estudo e coordenou várias entrevistas pessoalmente com os principais bloggers no Brasil, Argentina, México e Venezuela. A pesquisa contemplou os 175 blogs mais acessados na América Latina especializados em assuntos diversificados, como tecnologia, política e notícias de interesses gerais. O relatório também apresenta exemplos da influência dos blogs e casos cujo posicionamento dos blogs (posts) afetaram o comportamento das organizações e seu relacionamento com a comunidade e o mercado.

“O estudo revela que o impacto do blog pode influenciar a mídia tradicional, assim como a percepção pública das empresas, organizações, instituições públicas e sociedade como um todo”, declara Laborde. “Os blogueiros da América Latina estão conquistando um aumento de poder e influência que sustentam seus comentários (posts) com pontos de vista, e o impacto que os blogs deles têm no país pode até mesmo, cruzar as fronteiras”.

Os destaques deste estudo incluem:

• Os blogueiros se desenvolveram frente a uma onda de formadores de opinião e influenciadores que atingem jovens, consumidores potenciais e uma nova geração de formadores de opinião. Eles são um meio de interação com o mercado.

• Jornalistas são autores de 61 dos 168 blogs pesquisados nos quatro países estudados pela The Jeffrey Group. A maioria justificou que a liberdade editorial é o motivo principal de manter um blog.

• A cobertura da mídia na América Latina entre blogs e blogueiros é difundida. Entre as centenas de artigos revisados durante seis meses, a The Jeffrey Group encontrou 11.572 menções de blogs e blogueiros nos quatro países estudados.

• De acordo com o Target Group Index (TGI), um estudo de mercado global com fonte única de pesquisa, foi estimado que existe 9,1 milhões de blogueiros na América Latina em 2007, ou 7% dos usuários de internet latino-americanos. Esta média é apenas um pouco inferior à média dos internautas dos Estados Unidos: 8% deles são blogueiros.

• Também, de acordo com o TGI, o uso da Internet na América Latina cresceu 590% entre 2000 e 2007, o dobro da média mundial.

O estudo evidencia o crescimento da influência, legitimidade e alcance dos blogs e blogueiros.
Consequentemente, as organizações devem aconselhar propriamente e como parte de uma estratégia de comunicação mais ampla, aprender a se relacionar neste contexto e responder a este tipo de comunicação.O estudo aponta ainda que os blogueiros latino-americanos devam ser vistos como alvos estratégicos e profissionais que se utilizam da comunicação digital online para atingir estrategicamente um programa surpreendente de público direto.


Sobre a The Jeffrey Group
Fundada em 1993, a The Jeffrey Group é uma agência internacional independente líder em prover soluções de comunicação integrada, ajudando empresas e organizações multinacionais a se conectar com consumidores, outras companhias e stakeholders que influenciam seus negócios em todas as Américas. A empresa adotou uma abordagem única para o desenvolvimento e o gerenciamento criativos da comunicação de várias das principais companhias do mundo, como a Abbott Laboratories, American Airlines, American Express, Diageo, Fox Sports, Microsoft, Ryder System, Sony Ericsson, Standard Charactered Bank, T-Mobile e Western Union, entre outros. Além de escritórios próprios em Miami, Nova York, Buenos Aires, São Paulo e na Cidade do México, a empresa mantém uma rede de Parceiros Locais para oferecer aos clientes insights regionais, consultoria estratégica e apoio táctico em vários mercados da América do Norte e do Sul. O sistema proprietário PubTracker® fornece o acompanhamento, monitoramento e análise da cobertura de imprensa em todas as Américas.

Para mais informações, visite
http://www.jeffreygroup.com/.



Contato:
The Jeffrey Group
Robson Melendre
+ 55 11 2165-1644
rmelendre@jeffreygroup.com



VI ENCONTRO DE RELAÇÕES PÚBLICAS

3 Comments »

O encontro visa reunir alunos, profissionais, docentes e pesquisadores e contará com painel, palestra, pop cases e mesa redonda com os mais renomados participantes.

As inscrições podem ser feitas via e-mail abrapcorp@abrapcorp.org.br, para mais informações: http://www.eca.usp.br/erp/index.asp.


Realização: Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo
Promoção: Abrapcorp, Abrp e Conrerp 2° Região.
Apoio: Difusão Editora, Summus Editorial, Tetra Pak e Multiofício.


Local: Escola de Comunicações e Artes
Universidade de São Paulo
Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443
Cidade Universitária, São Paulo, SP, Brasil

Data: 28 e29 de novembro de 2008
Horário: 8h30 às 22h 30 (dia 28) e 9h às 13h (dia29)

Sustentabilidade é um modo de agir

No Comments »






Melhorar a imagem institucional por meio de ações de responsabilidade social, utilizadas como ferramentas para incluir a sustentabilidade na agenda das organizações. Esta foi a idéia central de conferência organizada pela IBC - International Business Communications (http://www.informagroup.com.br/) no dia 4 de novembro de 2008 no Hotel Quality Moema em São Paulo/SP. Foram sete relatos de experiência com as perspectivas e novas práticas na área, reunindo uma platéia de quatro estados distintos.



Coube ao advogado Antônio Carlos Araújo, da Editora Trevisan, falar sobre o cenário que leva as empresas a investir cada vez mais em causas sociais, visando a manter empreendimentos saudáveis. Ele revela um panorama de desestímulo a investimentos sociais e defende a compatibilidade entre carga tributária e renda per capita, dado que a maior distorção da América Latina no tema está no Brasil. Paga-se impostos em nível de Primeiro Mundo, mas o desenvolvimento é baixo sobretudo pela penalização da produção, impactando os transportes e toda a cadeia econômica. “É preciso um tratamento justo e igualitário, bem como a simplificação”, resume.



A responsabilidade social empresarial teria então algumas pressões externas: as leis (legislação ambiental, trabalhista, Código de Defesa do Consumidor, Sarbannes-Oxley, Princípios do Equador), as sociais (aumento do consumo consciente, crescimento do conceito de cidadania, atuação das ONG’s) e ainda aquelas originárias do ambiente de negócios (movimento internacional de fusões e aquisições, concessão de crédito vinculada a critérios de sustentabilidade, postura mais ativa dos investidores institucionais, seletividade sobre rede de fornecedores). De uma abordagem anterior em que a idéia era assegurar lucro transferindo ineficiências ao preço do produto, descartar resíduos de maneira mais fácil e econômica, protelar investimentos em proteção ambiental e cumprir a lei no que seja essencial, evitando manchar a imagem, o que resultava numa visão de meio-ambiente como área-problema, a sociedade atinge outro nível de maturidade. Agora, a proposta é assegurar o lucro controlando custos pelas perdas e ineficiências, valorizar e maximizar a reciclagem, destinar corretamente os resíduos, investir em melhoria de processo e da qualidade ambiental dos produtos, antecipar-se às leis, projetando uma imagem avançada, com uma visão de meio-ambiente como oportunidade.



Araújo dá o panorama dos conceitos para equalizar os discursos. Para ele, responsabilidade social é uma forma de conduzir negócios que torna a empresa parceira de ações sociais com mútuos interesses, pensando na projeção da marca. Já investimento social privado é a incorporação de preceitos de interesse público coletivo para ações sociais da organização, num repasse voluntário de recursos de maneira planejada, monitorada e sistemática. Sustentabilidade, por sua vez, é a aceitação social da eficácia ambiental dentro de padrões de racionalidade econômica, numa equalização de três vetores (social, ambiental e econômico) que resulte em maior utilidade dos produtos, menos emissões, menos resíduos finais inertes e menos energia consumida. O consultor explica que é a perenidade do empreendimento, com adequada remuneração de capital e continuidade do cumprimento de sua missão no longo prazo, tendo como instrumento de gestão a governança corporativa, ética e cultura, gestão de riscos, indicadores de sustentabilidade.



O trabalho não é simples. Afinal para dizer-se sustentável é preciso que, na parte de relações externas, a gestão de vantagens seja sempre mútua, os impactos sociais sejam controlados, os direitos humanos sejam preservados e haja total transparência. No que tange às habilidades humanas, é preciso comprovar expectativas de inclusão, remuneração justa, satisfação, chegando em saúde, bem-estar e meio-ambiente a controlar até ruído das operações. A integração da sustentabilidade na estratégia de negócio parte de mecanismos de condução de diálogos com públicos de interesse, estabelecimento de indicadores depois retratados em relatório, cujas características são exatidão, neutralidade, comparabilidade, transparência, inclusão, integralidade, relevância e contexto. “Sustentabilidade não é um departamento. É um modo de agir dentro da organização e com a sociedade”, enfatiza.



Araújo assinala que o valor de mercado de uma empresa hoje está centrado nos ativos intangíveis (reputação, confiança, credibilidade, integridade, capital intelectual, fidelidade do consumidor, gestão de riscos, responsabilidade sócio-ambiental), ficando o valor contábil restrito aos tangíveis (capital financeiro e o imobilizado). Esta é uma realidade que enaltece os investimentos e o foco sustentável, visto que a sustentabilidade envolve um gerenciamento dinâmico e sistemático, com metas ambientais, sociais e econômicas medidas a partir da determinação de mudanças pretendidas e dentro da contribuição para a reputação organizacional. O trabalho precisa, destaca ele, da consciência e do envolvimento dos funcionários, flexibilidade e de uma compatibilização com a cultura organizacional, pensando sempre em melhoria contínua. “A meta no final do dia é criar valor para a empresa”, arremata.



CASES – Sérgio Serapião, diretor executivo da Via Gutenberg – consultoria de desenvolvimento social e educacional, relatou o trabalho feito para a Mapfre, uma cooperativa agrícola espanhola que tem negócios na área de seguros, sendo a maior da América Latina e a terceira do mundo. Ele enfocou as soluções encontradas para viabilizar financeiramente um programa de responsabilidade social corporativa com resultados visíveis. O Global Business Barometer do jornal The Economist, em 2007, apontou falta de alinhamento conceitual na área entre organizações mundiais. A ausência de parâmetros avaliatórios é outro emperramento para a valoração do tema, que se torna alvo de corte na ocorrência de crises. Pesquisa da própria Via Gutenberg com os 50 maiores grupos privados brasileiros indica que 64% dão prioridade para o assunto, mas a difusão da terminologia também se constata (36% chamam sustentabilidade, 34% responsabilidade social empresarial e 30% para outras várias possibilidades). Ele aposta no termo “Responsabilidade Social Corporativa” como resposta corporativa, com fins lucrativos, a questões sociais e ambientais provocadas por atividades primárias ou secundárias da empresa, num conceito alinhado ao International Institute for Management Development/IMD, da Suíça. Há um modelo de geração de valor em que iniciativas corporativas gerenciam questões ambientais e sociais, pensando num aumento de valor da marca e reputação, aumento das condições de aquisição de licença para operar, atração e retenção de talentos, aumento de condições de acesso a capital e aperfeiçoamento da gestão de riscos. Com isto, registra o consultor, chega-se à redução de custos através de inovações incrementais e aumento de receitas com inovações radicais, que são performances tangíveis. “Cada empresa em seu segmento deve estudar contexto, valores e história para agir”, sugere.



A empresa concedia bolsas de estudo desde 1998, mas a estruturação de uma área gestora ganhou profissionalização a partir de 2005, sobremaneira pela Fundação Mapfre. Com turn-over alto em sua central de atendimento e falta de um perfil para os cargos, decidiu por atender o problema sob o viés da responsabilidade social. Criou, assim, um programa de inserção profissional para jovens em primeiro emprego e para adultos em reinclusão no mercado, com capacitação forte em módulos de linguagem, geografia, história, oratória para atendimento dos relatos de sinistro que demandassem acionamento da assistência. Este tipo de investimento de aposta na pessoa fideliza o funcionário, diminui o absenteísmo e mantém alta motivação. Os candidatos são captados de redes sociais do terceiro setor ou de organismos governamentais em parceria. Também foi mostrado o caso Eco-Eficiência Mapfre, um programa de comprometimento contínuo por melhorias ambientais (conscientização sobre a participação individual na conservação de energia global) numa gestão transparente de processos que já permitiu economia de R$ 420 mil. O consultor ainda relata os mecanismos de continuidade para sustentação e longevidade do negócio.



Serapião indica que cada idéia deva ser baseada num mapeamento de públicos de relacionamento, por importância, proximidade, influência recíproca, estudando suas necessidades e aspirações para responder com atividades de intenso diálogo, ai incluindo os preceitos de sustentabilidade. Ele aplica um modelo de indicadores sociais da Harvard Business School, que contempla inputs (recursos materiais, humanos e financeiros), activities (atividades implementadas), outputs (público mobilizado) e outcomes (impacto de transformação social). E completa: “é assim que sai do discurso, justificando internamente os investimentos e chegando num resultado mensurável”. Um ponto crucial são os mecanismos de financiamento, entre verbas corporativas (marketing, recursos humanos, relações com investidores, relações institucionais) e leis de incentivo (cultural, esporte, direito da criança e do adolescente). “Identificando a origem da demanda corporativa, pode-se localizar o ponto de recursos ou uma associação”, sugere.



A conferência contou ainda com relatos de caso da Brasil Telecom, Caterpillar, Wal-Mart, Fundação Bunge e Instituto Accor (comentados em matéria complementar). O evento teve apoio da Abracom e da Agência Estado. Quem não participou da iniciativa pode ter acesso aos áudios das palestras. Para mais informações, basta escrever para documentacao@informagroup.com.br ou ligar 11-3017-6876.



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Entrevista Cicília Peruzzo

No Comments »









A professora Cicilia Maria Krohling Peruzzo formou-se em Relações Públicas pela Faculdade de Comunicação Social Anhembi. Foi docente da Universidade Federal do Espírito Santo e, atualmente, leciona e pesquisa na Universidade Metodista de São Paulo, onde coordena o Núcleo de Pesquisa de Comunicação Comunitária e Local (COMUNI). Sua dissertação de Mestrado, cursado na UMESP, deu origem ao livro Relações Públicas no modo de produção capitalista , publicado na década de 1980. Seu trabalho no Doutorado, cursado na USP, foi publicado na década de 1990 com o título Comunicação nos movimentos populares: a participação da construção da cidadania . Ambos os livros, bem como todo um conjunto de artigos e capítulos publicados, fizeram da pesquisadora uma importante referência para as relações públicas - principalmente no que se refere às relações públicas comunitárias e no Terceiro Setor. Mas também nos campos da comunicação comunitária e popular, e da comunicação para a cidadania. Como membro da Abrapcorp, tem participação destacada no GT "Relações Públicas Comunitárias, comunicação no Terceiro Setor e responsabilidade social". Além de uma intensa produção, que inclui a organização de dez coletâneas, de vários capítulos de livros e de inúmeros artigos em periódicos, publicou, em 2007, o livro "Televisão comunitária: dimensão pública e participação cidadã na mídia local", resultado de suas mais recentes pesquisas. Nesta entrevista, Cicilia Peruzzo fala brevemente sobre sua trajetória e sobre o seu campo de estudos.



Como começou seu interesse pelas RP nos movimentos populares?
Começou com a elaboração de minha dissertação de Mestrado denominada Relações Públicas no modo de produção capitalista . Ao terminar a pesquisa, tentando entender como as RP funcionam no capitalismo, comecei a pensar: será que esse é o único jeito? Não há outra forma de as relações públicas atuarem, de atenderem aos interesses populares? A partir daí, então, no contexto da época, comecei a observar as práticas de movimentos sociais que, do meu ponto de vista, faziam relações públicas, sem uma explicitação, ou mesmo sem a presença do profissional. Comecei então a ligar as coisas e a me interessar em entender esse outro processo. Ainda no Mestrado coloquei outras possibilidades para a área, o que chamei de "relações públicas na contramão" . Passados alguns anos, desenvolvi o tema da comunicação das classes subalternas e sua relação com a cidadania no Doutorado procurando entendê-la nas suas várias dimensões, no contexto dos movimentos sociais.



Como você vê os desdobramentos deste tema, posteriores aos seus estudos de Mestrado e Doutorado?
Vejo o campo se abrindo. Inicialmente, bastou perceber a existência de grupos populares em várias localidades do País que começavam a pensar e praticar relações públicas comunitárias nos movimentos sociais, além estudos diversos que começaram a surgir. Foi um processo crescente de inclusão de uma nova perspectiva para as relações públicas, até chegar ao momento atual em que as RP no Terceiro Setor já são vistas como algo "normal". As pessoas começaram a acompanhar mais as mudanças da sociedade. Muitas delas também têm o interesse em contribuir para a construção de uma sociedade mais justa. Enfim, mais atenção foi prestada às questões ligadas à cidadania ou a uma perspectiva mais cidadã da prática profissional das relações públicas.



Em que medida essas abordagens são ainda, de certa maneira marginais no meio acadêmico?
Tanto no campo das RP como da comunicação comunitária e popular, essas abordagens sempre constituíram uma perspectiva de trabalho e de pesquisa de menor prestígio, de menor espaço, além de ser vista com certa reserva. Isso em termos gerais, de linha de pesquisa da comunicação e de prática profissional. Relações públicas comunitárias são encaradas como de caráter secundário - não pela importância do tema para a sociedade, mas em termos das preocupações predominantes do campo da Comunicação. Até porque, acho que há um interesse da área de Comunicação em destacar temas que estão mais em evidência. Há uma tendência ao modismo. Na área de Relações Públicas, a tendência maior está no estudo e nas práticas da comunicação das grandes corporações empresariais.



Você procurou direcionar seus trabalhos mais recentes para as questões ligadas às mídias comunitárias. Como tem sido esse direcionamento de suas pesquisas?
Eu me dediquei mais a esse trabalho porque comecei a relacionar muito a teoria com a prática. Ao me inserir bastante nos movimentos sociais e comunitários comecei a perceber uma presença maior dessas manifestações comunicacionais. Acho que foi realmente um reflexo das práticas. Elas despertaram minha curiosidade para entender melhor as novas formas de comunicação que os grupos populares foram incorporando, mas sempre com um esforço para especificar aquelas relacionadas às relações públicas, porque eu sou da área.


Qual é sua pesquisa atual?
Eu procuro sempre não me distanciar da linha de comunicação e cidadania em suas várias perspectivas. Atualmente tento entender, a partir da visão das profissões de comunicação (Relações Públicas, Jornalismo etc.), como elas podem contribuir para o avanço social por meio de uma atuação comprometida com os interesses populares de transformação da sociedade. No momento estou retomando um pouco a dimensão do jornalismo alternativo hoje, no contexto das transformações que vêm ocorrendo na sociedade. É uma tentativa de mapear um pouco as mudanças que estão em processo, com as novas tecnologias de informação e comunicação.



Como você vê essa temática dentro de um GT específico da ABRAPCORP e a evolução das discussões que nele têm ocorrido?
Por um lado, mostra que a Associação está atenta ao que acontece na sociedade e abriu um importante espaço, o que é uma forma de canalizar e organizar a produção científica no setor, que tem crescido muito. Por outro lado, corresponde realmente a uma necessidade. Há uma grande demanda pela discussão sobre a responsabilidade social, sobre as relações públicas no Terceiro Setor e nos movimentos sociais contemporâneos. É fundamental ter um espaço específico de discussão .





Clique aqui e acesse o informativo da Abrapcorp.



Agências já sentem impactos da crise, revela sondagem da Abracom

No Comments »

Sondagem realizada nos últimos dias pela Abracom entre seus associados revelou que a crise financeira global já começou a provocar efeitos na atividade de comunicação corporativa no Brasil.

Em um universo de 73 empresas que responderam ao questionário da entidade, 53% declararam que já tiveram algum impacto em seus negócios por conta da crise. Para 26% já houve renegociação de fees. Projetos em andamento foram adiados ou suspensos em 58% das empresas pesquisadas, mas 78% das empresas disseram que não perceberam ainda uma queda no número de prospecções ou concorrências para novos negócios. E 25% afirmaram que já receberam demandas de novos trabalhos para clientes interessados em investir na comunicação como ferramenta para enfrentar o cenário turbulento. Apenas 29% das empresas disseram ter contratos rescindidos sob a justificativa da crise. Para 29% dos empresários do setor, a crise vai afetar os negócios em 2009, enquanto 63% preferem analisar o cenário mais adiante e 7% acreditam que não haverá grandes prejuízos.

Para enfrentar os novos tempos, 67% dos empresários admitem que vão reformular seus planos de investimentos. E como soluções para possível queda na receita, 56% apostam em reprogramação de custos fixos, 21% no corte de custos e 23% na diversificação de serviços. Segundo o presidente da Abracom, Ciro Dias Reis, “o cenário de crise pode nos trazer ameaças, mas é o momento também em que o segmento pode enxergar oportunidades, porque a comunicação é vital para que empresas e organizações mantenham sua marca e reputação em evidência”. A análise do cenário de crise também será tema do evento anual de confraternização da Abracom, marcado para 2/12, a partir das 18h, no Centro Brasileiro Britânico, em São Paulo, com as participações confirmadas de Claudia Vassalo, diretora de Redação de Exame, Ottoni Fernandes Jr., subsecretário de Comunicação do Governo Federal, e Gislaine Rosseti, gerente de Comunicação da Basf.
Mais informações, clique aqui e acesse o Jornalistas & Cia.