Usar imagem de celebridades faz bem para uma marca?

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“Para aumentar a visibilidade da marca, basta colocar um rosto famoso dizendo que usa o produto. Se a celebridade disser que é bom, muita gente vai comprar”. Esta é uma frase que muitos consumidores devem ter dito ou pensado pelo menos uma vez. De fato, é comum perceber estratégias de Marketing vinculadas à imagem de celebridades, mas será que estas marcas dependem destas personalidades para vender seus produtos?


Conhecida internacionalmente como líder do seu segmento, a Nike é uma multinacional que historicamente utiliza a imagem de atletas líderes de opinião para levar seus produtos ao grande público. Diferente da Havaianas, por exemplo, que de tempos em tempos mostra um protagonista de novela, jovens atores ou artistas que já participaram de outras campanhas em seus comerciais de TV.


Além de Nike e Alpargatas outras empresas apostam em celebridades ou formadores de opinião para alavancar ou lançar produtos. A Dijean, marca da Vulcabras/Azaléia, está lançando a linha Neo e adivinha o que a companhia está usando para divulgar os produtos? Celebridades. Porém, a empresa pretende fugir da fórmula tradicional mostrando uma nova geração de celebridades e formadores de opinião, como o protagonista da novela Malhação e “blogueiros” conhecidos do público adolescente.


Um rosto bonito na TV
A Vulcabrás/Azaléia já trabalha com esta estratégia usando a imagem de celebridades para transferir o carisma deles para o produto e, segundo Márcio Callage, Gerente da Divisão de Marketing da empresa, o atalho para que isto aconteça existe somente quando é bem executado e baseado em pesquisas. “Quando usamos uma celebridade como a Grazzi (Massafera) na Azaléia, fica mais fácil para o consumidor entender a mensagem”, explica Callage em entrevista ao Mundo do Marketing.


Desde 1994, a Havaianas investe neste formato de divulgação para destacar o reposicionamento da marca. Porém, a estratégia da Alpargatas possui uma característica de não usar uma única celebridade por tempo indeterminado em sua comunicação. Entre seis e nove meses os artistas são trocados, de acordo com Rui Porto, Diretor de Comunicação da Alpargatas.


A escolha dos personagens é cuidadosa e estudada, mas não existe uma regra ou condição específica para ser a celebridade da vez para as sandálias. De novos talentos à Malu Mader, a Havaianas se apresenta na mídia sempre com humor e irreverência, mostrando o lado mais humano e atitudes do cotidiano interpretadas por famosos.


Relacionamento com a marca
A Nike está associada às principais estrelas do esporte mundial, mas não são só esportistas que fazem o trabalho de divulgação nos campos, quadras e arenas pelo mundo. A multinacional americana oferece seus produtos esportivos a líderes de opinião, com o objetivo de torná-los embaixadores da marca através de ações de relacionamento.


Além de iniciar o relacionamento com artistas, músicos, DJs, entre outros formadores de opinião, manter o contato e trocar experiências constantes com eles é o que faz a estrela da Nike brilhar. “No esporte muitas vezes esta estratégia também é usada, mas na maioria dos casos algumas ações já estão estabelecidas no contrato”, conta David Grinberg, Gerente de Comunicação da Nike do Brasil.


De acordo com Grinberg, estes líderes são pessoas que caminham por tribos e exercem algum tipo de liderança sobre as pessoas. “Tentamos trazer o lado autêntico e legítimo dele. Existe o processo de fornecer um kit de materiais da marca, mas não há obrigatoriedade para que eles usem estes produtos”, diz.




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ABERJE e IABC divulgam pesquisa internacional sobre crise e comunicação

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A ABERJE recebeu em sua sede a presidente da IABC - International Association of Business Communicators, Julie Freeman e a vice-presidente, Lee Anne Snedeker, em um encontro, que contou com representantes de diversos setores, como o farmacêutico, o automotivo, o comércio, o hoteleiro, cimento, papel e celulose, a petroquímica, a energia e a mineração.

O encontro faz parte da parceria firmada entre ABERJE e IABC, marcando o início de uma série de projetos comuns que vão desde a acreditação dos comunicadores brasileiros a pesquisas conjuntas e permissão de acesso a todo conteúdo do site da entidade internacional.


Freeman iniciou a reunião falando que a cooperação com a ABERJE visa dar oportunidade aos comunicadores de se reunirem com mais freqüência e trocarem experiências. Além disso, apresentou dados da pesquisa inédita sobre os efeitos da crise nas organizações: Communication and Communicators in the Financial Crisis, realizada pela IABC em parceria com a Mercer. A pesquisa foi aplicada com 1442 membros da IABC, sendo 59% dos EUA e 26% do Canadá, durante o período de 29 de outubro a 12 de novembro de 2008. O estudo teve como objetivo saber se os comunicadores estão envolvidos na crise e como isso afeta suas funções.
A maioria dos respondentes foram diretores ou gerentes de corporações. Questionados sobre o impacto da crise em suas organizações alguns disseram que não há crise, canadenses e australianos, que não tiveram muito impacto, mas 40% avaliam que é significantes, drástico ou considerável e 36% consideram moderado.


Em outro item, 8% têm muito medo de perder seus empregos devido à crise disse que têm muito medo, 34% um pouco e 51% não têm medo algum. Dentre os que responderam "drástico e considerável" estão aqueles que trabalham em áreas financeiras e os norte-americanos.


Sobre se a crise afeta a motivação e confiança dos funcionários, a resposta de 37% foi que não afeta de maneira nenhuma, enquanto 34% disse que afeta moderadamente. A percepção dos funcionários em relação aos gerentes é de 46% credibilidade e 33% de alguma confiança, sendo que os gerentes que não tinham a confiança de seu staff, já não eram considerados confiáveis antes da crise.


Por fim, questionados se suas organizações tinham pedido por um plano de comunicação devido à crise, a maioria respondeu que não (70%).


Durante a reunião, foram abordaram temas como os desafios da comunicação moderna, os efeitos gerados pela crise financeira, os blogs corporativos e como as pessoas não são motivadas a ler e escrever neles, pois não sabem como serem informais, além da liderança e como a figura do líder, em seus discursos e comportamentos, pode fazer toda a diferença na motivação dos funcionários e a percepção que eles têm do líder.


Dentre os comentários dos participantes do encontro ABERJE/IABC sobre a crise, percebemos que estamos enfrentando uma crise do medo, do pessimismo, da insegurança, pois muitas empresas possuem a verba necessária para continuar seus trabalhos, mas não podem mostrar que o tem. A crise está sendo usada como desculpa para demitir funcionários que não estão satisfazendo as necessidades de suas companhias e que agora é o momento oportuno para os comunicadores se reinventarem.


Ajuda

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Olá pessoal,

Quem puder contribuir com nosso amigo Miguel...

Segue a solicitação dele:







"Le escribe Miguel Santiesteban Amat, periodista, master en ciencias de la comunicación, por la Facultad de Periodismo y la Facultad de Comunicación de la Universidad de La Habana.

Inicié en octubre del presente 2008 estudios doctorales en Ciencias de la Comunicación en la Facultad de Comunicación de la Universidad de La Habana.

El tema de estudio planteado es sobre las Relaciones Públicas. Me agradaría poder tener accesos a literatura o libros sobre este importante tema. Dicho libros o materiales pudieran ser además en formato digital los cuales me serían de mucha utilidad en el proceso de investigación que estoy iniciando en estos momentos en el período 2008-2011.

En la dedicatoria y agradecimiento de la tesis doctoral, estará usted presente.

Resido en Cuba, tengo 42 años de edad.

Gracias por su tiempo."





msamat@enet.cu

O Twitter grita. E a Johnson & Johnson se machuca

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Muito boa a matéria abaixo. Retirei do site Propaganda Sustentável. Lá você também pode encontrar um vídeo sobre o assunto.



Você acreditaria que é possível fazer uma das companhias mais respeitáveis e respeitadas do mundo pedir desculpas publicamente?


Você acredita que é possível fazer essa companhia, de excelente reputação, reconhecer que pisou na bola ao veicular uma campanha publicitária considerada ofensiva, estúpida e ruim pelo público-alvo e retira-la do ar em 48 horas?


Você acreditaria que o público-alvo detonou a empresa e a campanha pelo Twitter em apenas 48 horas?


Pois é. Isso aconteceu nos EUA, com a vetusta Johnson & Johnson. A famosa, respeitada e até então eticamente inquestionável empresa de cosméticos, higiene e produtos farmacêuticos foi massacrada pelas consumidoras na blogosfera em 48 horas.Tudo por conta da campanha abaixo, do analgésico Motrin. A lógica da campanha girava em torno do esforço empregado pelas mães para carregar seus bebês no colo. Ou seja, o momento de interação sublime, de conforto, envolvimento, segurança proporcionado pelo abraço constante entre mães e filhos poderia representar dor nos ombros, pescoço, costas. A campanha dizia que Motrin permitiria às mães usufruirem melhor dos momentos com os filhos.Veja o filme aqui.


Well... as mães nem quiseram saber. Começaram a espinafrar a campanha na sexta-feira à noite, 14 de novembro, porque estavam, digamos, de "saco cheio" dos anúncios. Segundo a Advertising Age (leia matéria aqui), Jessica Gotlieb, blogueira e mãe com mais de 1000 seguidores no Twitter, declarou: "Eu fui insultada. Não sou ativista, não tenho uma agenda. Mas tenho crianças". O rastilho de pólvora foi aceso. No sábado, Katia Presnal, outra mãe com mais de 4 mil seguidores no Twitter postou um vídeo no You Tube (abaixo) "Motrin Ad Makes Mom Mad". Na manhã de segunda-feira, 17 de novembro, o site de Motrin (aqui) já trazia um pedido oficial de desculpas.


Esse é poder do consumidor 2.0. Esse é o poder de quem acredita que a propaganda precisa, mais do que nunca e imediatamente e cada vez mais, obedecer aos valores e princípios sustentáveis. É imperioso basear as mensagens menos em causalidades e mais em conseqüências.


Talvez as pessoas estejam mais mal-humoradas. Talvez estejam mais reticentes. Mas o fato é que hoje elas têm como se manifestar. Jean Baudrillard, um grande polemista francês (pensador e filósofo) tinha uma teoria interessante sobre a "força da maioria silenciosa" (leiam "A Sombra das Maiorias Silenciosas: o fim do social e o êxtase do socialismo", uma antevisão da queda do Muro de Berlim anos antes de 1989) mostrando que a força representada pelo espetáculo midiático, pela força da TV anestesiava as pessoas. Bom, essa passividade acabou. Consumidores têm a força, reclamam, ridicularizam, organizam-se velozmente graças às facilidades das redes sociais e ferramentas digitais.


O caso Motrin já mostrava, na segunda-feira, 7 citações negativas entre as 10 primeiras ocorrências da palavra no Google. Idem para "headache" (dor de cabeça em inglês).


Caso clássico do analgésico que se machucou muito com uma propaganda bonitinha que de repente revelou-se um Cisne Negro, provocando um impacto imprevisível e desmedido. A tônica dos novos tempos. O caso não ilustra só a força do consumidor 2.0 e das redes sociais. Mostra também a fragilidade das estratégias e do modus operandi da linguagem publicitária nesses novos tempos.


A dor de cabeça do Motrin vai durar alguns meses. Será uma enxaqueca recorrente. Uma boa lição que veremos repetir-se muitas e muitas vezes no Brasil.Por isso pensar e praticar Propaganda Sustentável é indispensável.


Postado por Jacques Meir (propagandasustentavel@gmail.com)






Sustentabilidade precisa ser transversal

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A ABERJE – que hoje reúne as Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional – realizou a sexta reunião do Comitê de Sustentabilidade no dia 11 de novembro de 2008 na Casa do Saber em São Paulo/SP. Na ocasião, Francisco Valim, presidente da Serasa, e Sonia Favaretto, superintendente de Sustentabilidade, Comunicação Interna e Institucional do Banco Itaú, debateram com 60 profissionais sobre princípios, valores e cultura que norteiam as práticas de sustentabilidade das organizações.

Com um âmbito de atuação envolvendo 69 mil funcionários, 24 milhões de clientes e 60 mil acionistas, sem contar a fusão com o Unibanco, a jornalista e radialista Sônia Favaretto dimensiona o tamanho do desafio de adequar a cultura organizacional para o tema. Pós-graduada em Comunicação Empresarial pela Escola Superior de Propaganda e Marketing/ ESPM, ela entende a dinâmica empresarial e procura instaurar processos gradativos de consciência. Vários resultados já aparecem, e alguns são mais visíveis e de fácil apreensão pelo cidadão: são 25 projetos desenvolvidos pela Fundação Itaú Social e mais de 165 parcerias e apoio a instituições, com investimentos de R$ 35,6 milhões (dados 2007), afora 219 eventos realizados pelo Itaú Cultural, reunindo mais de 279 mil pessoas nas ações em sua sede (investimentos em 2007 de R$ 35 milhões). Mas a grande conquista está na inserção do conceito permeando os processos cotidianos de ação, numa adesão individual para a causa coletiva.

A executiva relata que a entrada do Itaú no Dow Jones Sustainability Index aconteceu em 1999, o que evidencia que o trabalho não é modismo, sendo que em 2005 houve a criação de um comitê de uma comissão de sustentabilidade para internalizar os conceitos e sedimentar as práticas em níveis executivos. Em 2006, foi a vez da instauração do status de superintendência para tratar dos rumos desta aprendizagem com foco estratégico, num roteiro em que já havia o comitê de Diversidade e depois foram criados os produtos sócio-ambientais e houve adesão a pactos e normatizações e a indicadores como o ISE da Bovepa. “Estes índices realmente ajudam a alavancar a agenda, porque tem que ter a empresa inteira envolvida”, comenta.

Um dos grandes pilares da ação é a Matriz Itaú de Sustentabilidade, formada por cinco dimensões: a Identidade, que trata da visão, valores, cultura de performance, promessas da marca e princípios compartilhados (Princípios do Equador, Pacto Global, Objetivos do Milênio, códigos de ética setoriais); as Finanças Sustentáveis, que passa o tema para a análise de crédito, financiamento e produtos (Fundo Itaú de Excelência Social, microcrédito); a Governança, no desenho interno de tarefas e vigilâncias em comitês, comissões, código de ética próprio (AA1000, Lei Sarbannes-Oxley, sistemas de prestação de contas); o Relacionamento, que são as práticas responsáveis com stakeholders (Diálogos Itaú, Ouvidoria Corporativa, Instituto Itaú Cultural, Fundação Itaú Social); e por fim a Reputação, o cuidado como a instituição é percebida e uma aposta nos reconhecimentos, prêmios e na marca.

O arranjo escolhido pelo Banco de união da comunicação interna, institucional e sustentabilidade é visto como transformador, porque são áreas que lidam com os aspectos culturais, de atitude e de clima que visam ao futuro. Os desafios da comunicação dizem respeito à constante renovação e dinamismo das abordagens e mesmo das fases de entendimento dos públicos, ainda que os cidadãos em geral acreditem mas não pratiquem atitudes sustentáveis. O envolvimento de todos os stakeholders é visto por ela como fundamental, porque deve ser uma consciência transversal, sobremaneira pelo olhar atento da sociedade que exerce uma vigilância sobre as ações e sobre as comunicações em específico. A jornalista ainda cita resultado de pesquisa do IBOPE para apontar outro desafio: 46% dos cidadãos acreditam que as empresas fazem algo pela sociedade somente para marketing, o chamado “greenwashing”. Para tornar a opção bem concreta para a platéia, foi mostrado o case vencedor do Prêmio Aberje Brasil 2008 na categoria Comunicação de Ações de Sustentabilidade conquistado pelo Itaú, com projetos como o Diálogos Itaú, a reunião sistemática da imprensa no Sustentabilidade em Pauta, o Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis com duas categorias e cinco modalidades para trabalhos acadêmicos e jornalísticos, publicações impressas e eletrônicas dirigidas, os eventos de mobilização e campanhas para o público interno.

Sônia, que também é diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade da Federação Brasileira de Bancos/ Febraban, deu algumas dicas do novo profissional comunicador para liderar estes processos. Para ela, não basta ser generalista, precisando ir além do “pacote básico” e demonstrar conhecimento de responsabilidade social, investimento social, cidadania empresarial, filantropia, responsabilidade sócio-ambiental. Citando uma pesquisa da própria ABERJE, de junho de 2008, sobre o que vem à mente dos comunicadores corporativos quando se fala em sustentabilidade, 36% responderam meio-ambiente, que é somente uma faceta da questão. Isto seria negar o poder da comunicação na formação da consciência sustentável, em que informação influencia o debate, permite transitar com vários pontos-de-vista até chegar aos próprios conceitos com imparcialidade e ser de fato um agente de transformação. “É reconhecer um poder, que pode ser usado para o bem ou para o mal”, alerta.



LÍDER – A visão de um CEO para alavancar o desenvolvimento da sustentabilidade nas organizações foi o compromisso de intercâmbio do administrador Francisco Tosta Valim Filho, presidente da SERASA e presidente da Experian América Latina. Ele já ocupou várias posições executivas, como Presidente da NET Serviços, diretor de Finanças da Telemar e vice-presidente e diretor financeiro da RBS Participações, e tem autoridade para analisar as práticas que baseiam os valores do negócio interconexos em sociedade, ambiente e economia, numa postura sistêmica. Ele vem da Experian, que é a maior empresa de marketing e informação de crédito do mundo, presente em 65 países com mais de 15 mil funcionários, e especialmente da Serasa que faz quatro milhões de consultas de crédito por dia e tem 2.400 membros.

As seis principais responsabilidades do grupo, repassadas pela matriz muito embora a unidade brasileira esteja à frente em vários projetos, envolvem criar benefícios sociais e econômicos através de produtos e serviços, informar e capacitar consumidores, ser um bom empregador para todos, minimizar tanto quanto possível os impactos ambientais associados ao negócio e desempenhar um papel ativo na regeneração econômica e social nas comunidades. Valim relata que a empresa está em processo de revisão de valores, e faz isto de maneira amplamente colaborativa. As vias de promoção do desenvolvimento sustentável estão sendo validadas por votações internas. Em geral, dizem respeito a ser ético (fazer o que é certo), ser gente (fazer da empresa o melhor ambiente), ser empreendedor (fazer acontecer com responsabilidade) e ser excelente (fazer as melhores escolhas).

A Serasa assumiu diversos compromissos voluntários, sendo signatária de entidades que pregam a geração e distribuição de renda, o investimento social interno e externo, o consumo consciente de papel, energia, água, combustível e o cuidado na geração de resíduos e ainda a compliance, Direitos Humanos e correto uso de informações. Vários programas internos foram relatados, como a Escola Serasa e a Escola de Música Serasa, o Magia do Riso de voluntariado, o Mutirão da Carona e o Alerta, uma linha de denúncia sobre questões éticas. Para a comunidade, ele falou do Serasa Social, do projeto de educação financeira nas escolas e da inclusão de portadores de necessidades especiais, que vai além do cumprimento da lei e serve como guia para outras empresas, afora uma parceria com o Governo do Estado para capacitação. A empresa tem prêmios ligados à universidade, coletiva seletiva de lixo, reciclagem de água no prédio administrativo e agora estão divulgando a criação de um processo de certificação empresarial em sustentabilidade próprio.

Com pós-graduação em Finanças pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) e em Planejamento Estratégico e de Organizações pela UFRGS, além de um MBA em Finanças e Administração de Companhias Multinacionais pela University of Southern Califórnia, em Los Angeles/EUA, o CEO tem uma perspectiva ampliada para falar: “o mercado financeiro não entende a sustentabilidade, até porque é difícil focar nas ações de médio e longo prazos. Estamos num processo trimestral de avaliação de resultados, e isto dificulta. Tem que mudar o modelo de avaliação de performance”. Os espaços de interrelação com o Governo são difíceis e também atrasam o tema, porque há diferença de compreensão de conceitos, de alcance das práticas e da necessidade de distanciamento eleitoral, refere Sônia. Para Valim, há maior interlocução com prefeituras, que estão mais próximas do cidadão e com instrumentos menos difusos. De outro lado, outras instâncias podem ecoar as bandeiras da mudança, como associações de bairro e de empresas e ainda câmaras municipais e outros comitês representativos da sociedade.

Sobre a situação da área na crise, os profissionais têm visão um pouco distinta. Para ele, é preciso romper a barreira da inércia, por tratar-se de um processo cultural e de formação que precisa ser incorporado. E acrescenta: “nos próximos dois anos, deve interromper um pouco”. Já Sônia é mais otimista, ou como ela própria brinca, mais “romântica”, e entende que a agenda está dada e as práticas vão ser preservadas, não tem espaço para retrocesso ou interrupção. “Se a crise tivesse vindo há três anos, a reação seria outra porque as pessoas já não estariam tão envolvidas”, explica.

Estiveram presentes profissionais de empresas como Claro, Carbocloro, Votorantim, Grupo Estado, Bunge, Carrefour, Unimed, Sanofi-Aventis, Ambev e Solvay, e instituições como o Fórum de Líderes Empresariais, Fundação Cesp e Sebrae. Foi a última edição do ano dos encontros sobre sustentabilidade, coordenados pelo consultor e publisher da revista Idéia Sócio-Ambiental, jornalista Ricardo Voltolini. O grupo volta a marcar reuniões em 2009, sempre contam com um executivo responsável pela área e um presidente de organização com estrutura modelar. O acesso é gratuito para associados. Mais informações com Emily Stalder pelo emily@aberje.com.br ou no 11-3662-3990.



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
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