Caso Paulo Vilhena X CQC: mais um caso “Faltou media training ou faltou ao media training”

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Assistindo ao vídeo da participação do ator Paulo Vilhena no Programa CQC fiquei tentando entender a reação do entrevistado. O que causou aquela reação? A liberdade que o repórter deu, questionando sobre qual seria a atitude mais ‘ogra’ que se encaixaria naquele momento ou a falta de educação do ator?

A conclusão é que atitudes como essa não têm explicação. Seja lá qual for o motivo que faz com que ele não se sinta a vontade para dar entrevista para qualquer programa, o mais correto é manter a postura. É incrível a capacidade das pessoas de esquecerem quais são os papeis que desempenham. No caso de artistas, personalidades e outras designações do tipo, a imagem que eles constroem durante a carreira é que determinará o seu valor de mercado. Você não contrataria a Mulher Melancia para fazer comercial de produtos para bebê, certo? Creio que a abundância dos atributos dela poderia ser mais bem aproveitada em outras áreas. O assessor de comunicação do Paulo (gostaram da intimidade?!) deve estar se contorcendo de dor de barriga para acalmar os ânimos de todos. A notícia bombou nas redes sociais e nos principais veículos de comunicação on-line, menos, é claro, no Globo.com.

O pior é que a confusão se estendeu, tornando-se uma sequencia de erro atrás de outro. O rapaz disse estar com a razão, de fazer aquela ‘porcança’, porque solicitaram. Imaginem se solicitarem para ele fazer outras coisas, que creio serem impublicáveis?

A lei da ação e reação não é válida para tudo. Não é porque um jornalista me irritou que devo tentar irritar o jornalista. Quem tem mais a perder? Nesse caso foi um típico perde-ganha. Perdeu o ator, que saiu com uma imagem de deselegante, ganhou o programa, que teve as imagens passando em tudo quanto é canto, inclusive nesse modesto Blog.

Sorte dele é que existe o Programa do Faustão! Daqui uns dias ele vai lá, num domingo despretensioso, e o apresentador, com a eloquência de um papagaio, vai pregar para todos os cantos que o rapaz é um dos maiores atores do Brasil, com um caráter que poucas pessoas nesse mundo tem, entre outras coisas, e em um passe de mágica, o Paulo vira Paulinho, um garoto simpático nascido para brilhar.


Creio que esse caso se encaixe em mais um caso de “Faltou media training ou faltou ao media training”.











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Comunicação interna entre medição de processos e resultados: qual seu estágio?

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“Se não se sabe onde quer chegar, não se consegue medir. Só com objetivo se chega a um bom indicador”: foi com esta frase que a relações públicas Suzel Figueiredo, diretora da Ideafix Pesquisas Corporativas e professora de pesquisa da FAAP e do Instituto Aberje de Pós-Graduação, deu início ao segundo dia de atividades da Conferência de Performance em Comunicação Interna da International Business Communications/IBC. O evento aconteceu nos dias 29 e 30 de março de 2011 no Hotel Park Plaza em São Paulo/SP. Ela deu explicações detalhadas sobre a diferença entre avaliar processos e resultados como mostra do nível de profundidade da medição na organização.


Tudo depende do que se pretende com as interfaces de comunicação corporativa, como por exemplo nível de informação de funcionários, motivação de pessoas, construção de relacionamentos, engajamento em causas e ideias, comemoração de conquistas, contação de histórias, integração de públicos, sedução e persuasão, construção de reputação. Os indicadores, depois, vão expressar esta finalidade. Os indicadores, explica ela, são dados ou informações, preferencialmente numéricos, que representam determinado fenômeno e que podem ser utilizados para medir um processo (indicadores de eficiência – execução conforme planejamento) ou seus resultados (indicadores de eficácia – objetivos atingidos). São medidas de performance e, portanto, têm parâmetros comparativos, o que exige constância de aplicação de método e de medida. Indicadores econômicos são a Bovespa, market-share e inflação, e indicadores sociais seriam taxas de alfabetização, natalidade, mortalidade, expectativa de vida. Há indicadores do tipo determinístico (relações de causa e efeito), probabilísticos (relação de probabilidade), simples (medem uma só atividade), compostos (índices), específicos (efeito singular) e globais (medem setor, departamento ou toda a empresa). Os índices são compostos por indicadores. O IDH da Organização das Nações Unidas é um exemplo, com suas três dimensões: educação, longevidade e renda, integrados por indicadores como taxa de alfabetização, esperança de vida ao nascer e PIB per capita. “Se forem voltados para eficiência operacional, a ênfase vai estar nos resultados contábeis, tendo-os como mecanismo de controle. Se a gestão está focada em resultados, como ser congruente com estratégia, analisando medidas financeiras e não-financeiras e entendendo relações de causa e efeito para gerar informação atualizada, o trabalho deve ter outro rumo”, complementa.


Nas empresas, a diretora comenta que indicadores podem ser financeiros, como faturamento, receitas operacionais, rentabilidade per capita; ou então de recursos humanos como absenteísmo, turn-over, horas de treinamento, satisfação; e ainda de produção, como volume de peças, quantidade de refugo, produção por hora, produção per capita. Na comunicação interna, mede-se confiança, transparência, engajamento, alinhamento, discurso e prática, entendimento e participação, através da análise de processos, campanhas, meios, agilidade, alcance, formato e periodicidade. Ao pensar em critérios para formulação de indicadores, ela sugere uma composição de especificidade, mensurabilidade, viabilidade, relevância e consistência. “E as escalas variam de acordo com o que está sendo medido, e o que é relevante é o que impacta o tempo todo e não pontualmente”, explica. E acrescenta que as medidas de difusão (o que faz) e recepção (o que recebe) são de processos, sendo que medidas de retenção (o que entende) e ação (o que fala e faz) são de resultados.


CASES - A gerente de Comunicação da Whirlpool, Stela Sachs, falou dos seus desafios numa empresa mundial que tem, só na América Latina, nada menos que 25 mil funcionários. Concordando com Suzel, ela afirma que “mensurar esforço é diferente de mensurar resultado. Analisar conteúdo é importante, mas avaliar efetividade é mais interessante, porque obtem dados estratégicos que falam de engajamento”. Nos sistemas da multinacional, as peças fundamentais são entendimento (contexto da empresa e das pessoas), diagnóstico (pesquisas quantitativas e qualitativas) e plano de ação (adaptações, criações e eliminações de projetos). O entendimento diz respeito a valores e estratégias, sob o enfoque dos objetivos de comunicação, de construção de orgulho e engajamento.


Na gestão da execução, um ponto importante é a capacitação de lideranças, que se tornam os porta-vozes das ações de CI – tanto na comunicação face-a-face quanto na difusão de canais. Para este público, há um informativo específico, cujos temas são sinalizados com cores em termos de graus de sigilo. Também, quando o profissional é promovido a gestor, um manual orientador é entregue com dicas da relevância da performance interpessoal. Sua visão é de que a comunicação direta é a mais eficiente, e por isto o esforço de aproximação com os líderes é constante – encontros face-a-face aumentaram em mais de 200% nos últimos anos. Um recurso novo utilizado é um widget personalizado no desktop da equipe administrativa e gestores, com informações específicas de cada unidade da empresa, atualizadas diariamente. Esta ferramenta foi uma saída diante da impossibilidade de fazer inclusões frequentes na intranet mundial. Um boletim mensal impresso, em formato A4 dobrado ao meio, é dedicado ao horista, com 75% de conteúdo local e o restante de origem corporativa. Para Stela, a eficiência em comunicação interna é medida por comunicação entre as pessoas, engajamento, orgulho de pertencer, abrangência da informação e reconhecimento estratégico da área. A equipe de CI apresenta à diretoria um resultado trimestral de trabalho e emite um boletim mensal com esta intenção de consolidação das atividades e alcances.


O Grupo Solví é um conglomerado de engenharia ambiental (resíduos, saneamento, engenharia e construção e valorização energética) com 20 empresas, presente em 86 cidades de 13 estados, com 14 mil funcionários. A relações públicas Fernanda Curcio, analista de comunicação, foi uma das palestrantes no evento e apresentou o programa Solví 2020 que buscou criar na equipe a reflexão sobre um futuro desejável. O arranque da iniciativa deu-se pela alta administração, passando por apresentação para gestores e depois criação de comitês e rede social para mobilização e discussão. Os comitês continham oito representantes das áreas de negócio e da comunicação e um comitê de co-criação com 16 pessoas de todas as empresas do grupo. Foi criada uma comunidade na plataforma Ning e um formulário de Social Media Monitoring em formatos eletrônico e impresso, com análise semântica de palavras mais frequentes. O SMM resulta numa árvore de conhecimento com as palavras expressadas em depoimentos sobre o futuro 2020 e as oportunidades de melhora no dia-a-dia. O formulário iniciava com um vídeo de esclarecimento e convocação, com dois campos para resposta na seqüência. Houve a criação de um “agente virtual”, um avatar chamado Ana Terra que incentivava interações.


A implementação do Ning foi em ondas crescentes de participação. Na primeira fase, o debate girou em torno da reflexão positiva sobre o futuro no campo pessoal – pensar em si mesmo e no mundo. Depois, partiu-se para a busca da imaginação futura sobre o negócio e a participação de cada um sobre cada negócio. O nível de participação inicial foi abaixo das expectativas, dentro de uma retração de expor-se no ambiente digital, o que foi vencido com o passar do tempo. Cada usuário podia personalizar a ferramenta, o que auxiliou na motivação. Uma parte da comunidade é o Fórum, onde se debatia cada postagem de conteúdo. Um workshop com lideranças fez análise dos conteúdos coletados nas interfaces, buscando os temas de maior interesse (textos e imagens, tópicos mais populares, polêmicas). Fernanda explica que o SMM auxilia na comparação da empresa com conceitos de organizações burocráticas e de conhecimento. O grupo produziu um fórum presencial de compactuação entre líderes sobre o documento final de diretrizes de trabalho, acompanhado de um suporte nos canais internos para prestar a devolutiva de todo o processo.


A conferência contou com onze painéis e um workshop. Informações sobre outros eventos, veja em http://www.informagroup.com.br/comunicacao.



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)















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Vídeo em Stop Motion mostra a evolução dos meios de comunicação

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stop motion

Sou fã dos vídeos em formato Stop Motion. Aqueles videozinhos que as pessoas fotografam desenhos, objetos ou qualquer outra coisa, quadro a quadro. Depois, juntam tudo e temos a ideia de que o que foi fotografado tem movimento.

Fuçando nos recôncavos do maior depósito de vídeos da internet, achei um stop motion bem interessante que mostra a evolução dos meios de comunicação.

O vídeo, que já teve 201.071 visualizações, foi todo feito em desenho.


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Dica de Livro: Eventos – Estratégias de planejamento e execução

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Atualmente, o número e as modalidades de eventos proliferam em todas as áreas. Só na cidade de São Paulo, acontece um evento a cada doze minutos, movimentando 436 mil postos de trabalho. Além disso, fornece infinitas possibilidades para promover a imagem de uma organização. Mas como saber se o evento de fato atingiu os seus objetivos? No livro Eventos – Estratégias de planejamento e execução (232 p., R$ 51,90), lançamento da Summus Editorial, os professores Mariângela Benine Ramos Silva e Waldyr Gutierrez Fortes, falecido em 2010, apresentam um roteiro completo que aborda a técnica de planejar e organizar eventos. Baseados em décadas de experiência e utilizando uma linguagem didática, os autores mostram como otimizar os eventos com clareza de objetivos, sem desperdício de recursos e energia e, principalmente, focando no detalhamento dos passos envolvidos e nas decisões a tomar. Check-lists para várias etapas e um roteiro de programa de visitas são os diferenciais da obra.


Na avaliação dos autores, o evento é uma atividade econômica e social que, nascido com a civilização, acompanha a evolução dos povos, adquirindo características representativas de cada período da história. Segundo eles, as fases de desenvolvimento de um evento envolvem um grande número de agentes econômicos. Desse modo, explicam que, ao dinamizar-se e incrementar-se como atividade, passam a representar um grande estímulo para a economia nacional, fazendo emergir uma nova indústria, que se expande e se mostra capaz de gerar lucro e empregos. “É uma decisão estratégica para as empresas, que hoje investem muito em eventos”, afirma a professora Mariângela.


Dividida em três partes, a obra traz um modelo de planejamento de eventos acompanhado de recursos, ferramentas, instrumentos e modos de sistematização. Mostra também que não se trata simplesmente de reservar um local, preparar um receptivo adequado, sentar-se e esperar os participantes. “É necessário muito mais do que isso. É imprescindível estar totalmente preparado, não ignorando nenhum detalhe”, complementa a professora.


Unindo os conhecimentos e as habilidades das áreas de relações públicas e marketing, os autores oferecem vários conteúdos, indicando que promover um evento não é tarefa que se possa realizar sem sistematização. Trata-se, segundo eles, do desenvolvimento de um pensamento complexo que envolve finalidades comerciais e a avaliação da disposição das pessoas para o diálogo e o entendimento. “O nosso objetivo é assegurar que o evento seja utilizado pelos profissionais para a construção do relacionamento das organizações com seus públicos, a fim de que possam cumprir o que se espera deles nos campos em que atuam”, afirma Mariângela. Por meio de um texto coerente e direto, o livro traz um novo formato de apresentação e desenvolvimento de eventos.


Dedicada aos profissionais das mais variadas áreas, a obra oferece um manual completo para quem quer obter capacidade administrativa e sensibilidade política para produzir eventos com eficácia. Os autores destacam o papel da comunicação dirigida em tempos de alta tecnologia e globalização; ensinam como elaborar eventos da pré à pós-execução; classificam, conceituam e esclarecem o papel dos eventos nas organizações; e mostram que os comunicadores devem dominar técnicas profissionais, destacando o papel político e social dos eventos. Trata-se de um trabalho detalhado, que auxilia o mercado nos mais diferentes ramos de atividade e o ensino de relações públicas.


Os autores


Mariângela Benine Ramos Silva é pós-doutora (2009) e doutora (2003) em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), é mestre em Administração de Empresas (2000) pela Universidade Norte do Paraná (Unopar). Especialista em Relações Públicas Empresariais (1995), graduou-se (1983) em Comunicação Social/Relações Públicas pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Atua como docente na UEL desde 1991, onde coordena o curso de especialização lato sensu em Eventos. Além disso, ministra vários cursos de aperfeiçoamento na área de planejamento e organização de eventos e cerimonial/protocolo. É integrante do Comitê Nacional do Cerimonial Público (CNCP), da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP), da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e da Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas (Abrapcorp). Atualmente, é conselheira do Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas de São Paulo (Conrerp-SP), gestão 2010-2012. É autora do livro Evento como estratégia de negócios: modelo de planejamento e execução (Edição do autor, 2005) e publicou vários capítulos de livros, trabalhos e artigos na área de eventos e cerimonial.


Waldyr Gutierrez Fortes graduou-se mestre (1987) e doutor (1992) em Ciências da Comunicação pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP) e foi professor de graduação no curso de Comunicação Social/Relações Públicas na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Profissional com experiência em empresas sediadas na capital paulista e em consultoria para organizações na cidade de Londrina, publicou vários trabalhos e artigos com foco no desenvolvimento de novas áreas para relações públicas. É autor dos seguintes livros: Pesquisa Institucional– Diagnóstico organizacional para relações públicas (Loyola, 1990, esgotado); Transmarketing – Estratégias avançadas de relações públicas no campo do marketing (Summus, 2ª edição,1999); Você sabe que dia é hoje? Datas comemorativas para eventos e programações de relações públicas e calendário promocional em marketing (Editora da UEL, 2ª edição, 2002, esgotado); Relações públicas – Processo, funções, tecnologia e estratégias (Summus, 2ª edição, 2003). Escreveu os seguintes capítulos de livros: “Relações públicas estratégicas com o público interno” (Relações públicas e suas interfaces, de Cleuza G. Gimenes Cesca, Summus, 2006); “O pioneirismo de Cândido Teobaldo de Souza Andrade na pesquisa em relações públicas no Brasil (História das relações públicas – Fragmentos da memória de uma área, de Claudia Pereira de Moura, EdiPUCRS, 2008).



Nota: fui aluno dos dois autores. Sumidades na área de comunicação!