Pode ser um pensamento um pouco prematuro este que estou querendo transmitir, porém é algo que vem me incomodando há algum tempo, reforçado por aquilo que vejo no dia-a-dia em minha profissão.
Estou falando sobre como a Comunicação é percebida pelo mercado, e como nós os Comunicadores temos influênciado neste processo!
Um papel fundamental neste movimento é exercido pelas premiações, cases e eventos em nossa área, que já foi alvo de uma crítica ferrenha do Comunicador Wilson da Costa Bueno em seu artigo A farsa dos cases e das premiações. Vale muito a pena ler para despertar o tão necessário olhar crítico sobre nosso mercado. O que quero questionar vem muito a calhar com esta discussão levantada por Wilson, porém explorando o ponto de vista dos resultados destas ações. Sempre que temos contato com relatos de estratégias de comunicação aplicadas nas empresas, somos apresentados à grandes campanhas, peças incríveis de publicidade e layouts lindos de materiais institucionais, porém, não temos noção de como realmente a comunicação funciona nesta empresa, ficando reféns de projetos pontuais e muitas vezes sem integração com um plano maior.
Noto sempre que na maioria das vezes as expectativas dos diretores de uma empresa a respeito de um profissional de comunicação é que eles querem que seus projetos tenham beleza, que sejam grandiozos e ganhem notoriedade, o que pode nos mostrar maior preocupação com a estética, e não nos resultado de longo prazo. A minha sina e a da maioria dos bons profissionais de comunicação é mostrar que nosso trabalho é muito mais do que grandes sacadas, que por trás de cada grande idéia, deve haver um enorme esforço de planejamento, totalmente estruturado com os outros processos organizacionais, e ainda mais importante, totalmente alinhado com o que seu público espera.
Esta diferença de visão que o mercado tem dos profissionais de comunicação por vezes é reforçada pelas premiações e eventos citados acima. Temos de tomar um grande cuidado ao divulgar o nosso trabalho, estes eventos são a oportunidade divulgar nossos resultados de uma forma educativa, mostrando ao mercado como é que é um trabalho de comunicação de verdade, focado no longo prazo, na geração e manutenção de relacionamentos.
Observo que a comunicação está retornando as origens, ficando minimalista, genuina e humanizada. Esta é uma grande mudança que interfere em toda estratégia empresarial, obrigando os profissionais de comunicação a reavaliarem seus posicionamentos. Esta volta às origens da comunicação reforça a necessidade de se estabelecer um sólido PROCESSO DE COMUNICAÇÃO, e não somente estratégias fragmentadas aquelas que já estamos habituados a verificar nas empresas. Por processo entende-se um movimento contínuo, um fluxo, que é próprio da comunicação. A comunicação não pára, não dá pausas, não tem horários definidos.
Em nossos próximos cases, ao invés de dar foco à projetos pontuais, vamos dar importância aos processos de comunicação, e como estes processos estão gerando relacionamentos para suas empresas, topam?
A grande vitrine da Comunicação Corporativa
Meio ambiente em perigo: resíduos de Vidros Automotivos

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Se aprovado, as empresas do setor terão até 120 dias para se adequar à nova legislação.
Plataforma Web Rádio Água – Gestão do Conhecimento e Mídias Sociais
Este post é para apresentar a vocês o projeto Web Rádio Água. Este projeto é relativamente novo, com grandes perspectivas de expansão e disseminação das Tecnologias Sociais.O projeto Web Rádio Água é desenvolvido pelo Centro Internacional de Hidroinformática e conta com a parceria da ITAIPU Binacional, Fundação Parque Tecnológico Itaipu, Programa Hidrológico Internacional da UNESCO e a Radio Netherlands Training Centre (RNTC), um anexo da emissora internacional holandesa Radio Netherlands Worldwide (RNW).
Por meio da mediação pedagógica e aprendizagem colaborativa, a Plataforma Web Rádio Água trabalha em diferentes linguagens midiáticas, com ênfase em arquivos de áudio, reunindo esforços e interatividade para gerir conhecimento educativo e fomentar a sociedade civil para a construção de cidadania e promoção da sustentabilidade na América Latina e Caribe.
Entre as tecnologias idealizadas e desenvolvidas pelo Centro Internacional de Hidroinformática – CIH, o Projeto Web Rádio Água (WRA), num conceito mais amplo de tecnologias sociais, abrange três vertentes principais:
A primeira é a tecnologia em si: uma plataforma web interativa de comunicação, desenvolvida inteiramente com ferramentas livres, dedicada a troca de informações e experiências, por meio da disponibilização de conteúdos acerca da temática água. A plataforma web pode ser acessada gratuitamente por qualquer pessoa ou grupo que possua um computador e acesso à rede. Tem como função principal, abrir um espaço informativo e também de discussões e debates, através de postagens e downloads de conteúdos de áudio, vídeo e texto, por qualquer usuário.
Os principais elementos da Plataforma são: (1) Fóruns, onde podem ser levantados questionamentos sobre os temas de interesse do projeto, dando a oportunidade dos usuários debaterem sobre o tema; (2) Blogs, todos os usuários da Plataforma Web Rádio Água cadastrados podem criar os seus perfis. Nos Blogs são permitidas postagens de textos próprios ou citações, fotos, vídeos, arquivos etc; (3) uma Wiki, ou seja, uma enciclopédia virtual, em que os usuários, de forma colaborativa, poderão criar artigos sobre assuntos que tenham propriedade para fazer reflexões.
Por fim, toda a Plataforma Web Rádio Água é caracterizada pela liberdade, tanto do conteúdo como do desenvolvimento tecnológico, cuja comunidade de desenvolvedores é fornecedora e receptora de módulos de códigos de aplicativos e sistemas. A Web Rádio Água foi desenvolvida com as ferramentas Joomla!, para a gestão de conteúdos, PHPBB para o Fórum e MediaWiki para a enciclopédia Wiki - toda em software livre.
A segunda vertente é relativa à metodologia. Além da metodologia de desenvolvimento tecnológico, de conteúdo e de relacionamentos, a equipe do projeto elaborou também a metodologia específica de replicação da WRA, que consiste em um pacote de ações necessárias para o desenvolvimento e implantação do projeto em outros locais com diferentes parceiros. O conceito e a tecnologia podem ser customizadas de acordo com as necessidades locais, mantendo-se a identidade e padrões de qualidade executados no projeto original. Todo o projeto é planejado, documentado e acompanhado de modo que seja possível refazer cada passo e corrigir os desvios numa próxima aplicação da metodologia.
O convênio que deu origem à Plataforma Web Rádio Água, prevê a consolidação do projeto e também a sua conversão em um programa internacional, no qual se pretende a implantação de unidades na América Latina e no Caribe.
O processo consiste, basicamente, em fornecer a tecnologia implantada no projeto original da WRA, capacitar os administradores da plataforma nas unidades internacionais, capacitar comunicadores, auxiliar na prospecção de parcerias, contribuir no processo de disponibilização de conteúdo e integrar as unidades.
Outro aspecto relativo às tecnologias sociais que o projeto aborda é a comunicação visando o bem comum. Com um modelo interativo, no qual os usuário têm um espaço para produzir e publicar seus próprios conteúdos, proporcionado o intercâmbio de conhecimento, construção de cidadania e promoção da sustentabilidade a partir da participação e colaboração da sociedade.
Tratando de temas ligados à temática água, como por exemplo, a preservação dos recursos hídricos, a Plataforma Web Rádio Água proporciona um diálogo entre os saberes, acadêmicos e populares, e acaba mobilizando o indivíduo para agir coletivamente, em prol dos objetivos comuns.
O papel da comunicação é fundamental, pois colabora na construção da cidadania por meio do trabalho de conscientização com ações coletivas. Além disso, a comunicação integradora contribui para o desenvolvimento da capacidade de uma visão sistêmica em diversas realidades e também para um aporte interdisciplinar para a geração de conhecimento.
*** Este post foi o vencedor da promoção que a realizada sobre Gestão do Conhecimento e Mídias Sociais, como prêmio a Web Rádio Água ganhou um Tutorial online de GC da Sociedade Brasileira de Gestão do Conhecimento. Sobre os escritores: Fagner Bittencourt de Oliveira – Analista de Sistemas - @_squiter_, Robson Carvalho Turcatto – Relações Públicas - @birobson e Willbur Rogers de Souza – Jornalista - @willbursouza. Sobre a Web Radio Água – @webradioagua
Fonte: SBGC
Top Parceiros
Como fizemos no mês passado, divulgamos novamente a lista dos Top Parceiros do Blog Ser.RP do mês de abril.
Os sites de referência são aqueles que indicam o seu blog ou site disponibilizando um link para que os usuários cliquem e sejam direcionados o seu ponto de contato na web. São muito importantes para determinar a relevância de seu veículo de comunicação on-line nos resultados dos mecanismos de buscas como Google e Bing. É um dos fatores que determina se o seu link vai aparecer entre os primeiros no ranking dos buscadores. Abaixo estão os Top Cinco que mais trazem visitas ao Blog Ser.RP. Chegamos nesse ranking por meio da análise do Google Analytics.
Desta vez, usamos como data de referência o mês de abril. Todo mês trarei os principais parceiros que ficarão em destaque na coluna à direita.
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Brasil já é o 4º maior mercado do mundo de gamers, com 35 milhões de usuários
O Brasil conta com 35 milhões de usuários de jogos digitais – o equivalente a 76% da população ativa na Internet de 10 a 65 anos, que é de 46 milhões de pessoas. Este número posiciona o País como o quarto maior mercado do mundo neste segmento, atrás apenas dos Estados Unidos (145 milhões de jogadores), Rússia (38 milhões) e Alemanha (36 milhões).
Esta é uma das conclusões da pesquisa realizada pela Newzoo, empresa internacional de estudo de mercado focada na indústria de jogos, e encomendada pela Real Games – líder mundial de jogos casuais - , e por outras grandes empresas mundiais de jogos. Pela primeira vez, a pesquisa abrangeu o mercado brasileiro, onde a Real Games atua desde o ano 2000 por meio de sua subsidiária latino-americana Atrativa.
Realizada junto a 20 mil pessoas em 10 países (incluindo Europa, EUA, México e Brasil), a pesquisa mostrou que o rápido avanço dos jogos online e dispositivos móveis posicionou os mercados emergentes em patamares semelhantes ao da União Européia.
Outro dado muito relevante é que os 35 milhões de usuários de jogos digitais no Brasil gastam 10,7 horas por semana jogando. Esse dado inclui todas as plataformas de jogos.
Além disso, o tempo gasto com jogos, entre esses jogadores, é quase o dobro do dedicado a assistir TV – de 5,5 horas por semana. Também é bem superior ao período destinado a ouvir rádio (4 horas) ou a ler revistas e jornais (1,8 horas). E é praticamente equivalente ao tempo que gastam na Internet, de 11,3 horas por semana.
Em relação à força dos dispositivos móveis (celulares e smartphones), a pesquisa mostrou que o Brasil possui 24 milhões de jogadores.
Segundo os dados levantados o tamanho do mercado brasileiro, quase 47% dos jogadores gasta dinheiro com jogos. Mais de dois terços do orçamento para jogos são gastos diretamente online.
Perfil dos usuários
O perfil dos usuários de jogos digitais no Brasil apontou 19,2 milhões de homens – ou 83% da população masculina ativa na internet – e 15,8 milhões de mulheres – ou 69% da população feminina ativa na rede.
Entre o público feminino que gosta de jogos digitais, 77% preferem os jogos casuais. Segundo a pesquisa, 12,1 milhões de mulheres acessam sites de jogos casuais.
A pesquisa incluiu usuários de todos os tipos de jogos: consoles, celulares, redes sociais, portais de jogos casuais ou jogos de computador stand-alone; jogos na plataforma Mac (downloados ou caixas de DVDs) e jogos MMO, constituindo-se na mais ampla radiografia internacional deste mercado.
Entre os diferentes tipos de jogos, os sites de jogos casuais, como Atrativa e Clickjogos, são a plataforma mais popular no País: são 26,4 milhões de usuários, o equivalente a 57% da população ativa na internet ou 74% de todos os jogadores. O Brasil tem mais usuários de jogos casuais online do que qualquer país europeu – no Reino Unido, o europeu com maior adesão aos jogos casuais, o número de jogadores é de 21,5 milhões.

