Como cheguei até aqui, por Marcielly Moresco

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Relações Públicas Marcielly Moresco

Confesso que quando li as questões que o Robson colocou no post sobre “por que escolhemos essa área e/ou profissão? Por que Relações Públicas?” eu pensei: como essas questões são complexas... Mas, quando comecei a refletir sobre a minha trajetória, fiquei entusiasmada.

No início da vida acadêmica eu realmente achava que havia nascido para as ciências exatas. Criei até um grupo amador de astronomia. Arrisquei e sobrevivi quase dois anos fazendo um curso de química... Mas, naquele tempo eu trabalhava com públicos, eventos, reuniões, clipping, contatos com imprensa... e, em algum momento de reflexão sobre a vida, achei que eu combinava mais com essas características e não com laboratórios cheirando a enxofre e cálculos matemáticos que me tiravam o sono. Foi aí que surgiu a vontade de entrar para a Comunicação. “Jornalismo? Não. Publicidade e Propaganda? Talvez. Relações Públicas? Humm, legal. E o que é isso?”, pensava.

Bom, na minha pequena cidade natal existem diversas universidades e faculdades, mas apenas uma oferecia esses cursos. Liguei lá e quis saber mais sobre RP e a coordenadora do departamento me informou que o curso não era ofertado em vestibulares por falta de interessados! Na hora imaginei dois motivos: ou essa profissão é “furada” ou as pessoas da minha cidade não a conhecem... Preferi pensar na última opção e segui em frente na minha escolha. O lugar mais próximo que oferecia o curso em universidade pública era Londrina, então voltei aos cadernos e apostilas para vestibulares e larguei as exatas (embora a paixão pela astronomia ainda exista).

Hoje, no 6º período de RP na Universidade Estadual de Londrina, sinto que estou realizada com a escolha. Sou apaixonada pela profissão e, como a maioria, só agora estou entendo o que é (risos). As dificuldades e dúvidas encaradas nos primeiros meses de curso vão ficando para trás. Acho que é nesse momento que os futuros RPs estão se identificando com disciplinas e áreas que querem seguir. Desde o primeiro ano, estive engajada em projetos de extensão, de pesquisa, monitorias e eventos. Essa é uma dica importante para outros estudantes, não só de RP: procurem essas atividades acadêmicas e extracurriculares. São maneiras de compreender a profissão e experimentar áreas para desenvolver afinidades. A graduação é a oportunidade que temos de aprender, conhecer e amadurecer. Creio que depois disso a cobrança, a responsabilidade e os desafios são muito maiores.

Ainda tenho alguns meses até me formar, mas pretendo seguir carreira acadêmica. Um mestrado, um doutorado e o que mais for possível... Mas, claro, atuar como RP é essencial. Acho muito necessário entrar em sala de aula com experiência no mercado. As aulas são bem diferentes quando o docente nos passa a realidade fora da universidade. Meus interesses atualmente são na área de tecnologias, mídias, relacionamentos com os públicos e toda a parte de administração e assessoria de RP e Comunicação Organizacional. Sou iniciação científica com bolsa e meu foco de estudo é voltado para a atuação estratégica de Comunicação e Relações Públicas, mensuração e avaliação. Mas, gosto de sempre me informar e conhecer outras áreas.

Enfim, acho que quem ama essa profissão e se identifica quer fazer de tudo para valorizá-la e crescer cada vez mais nessa área tão ampla e apaixonante. Foi nesse espírito que acabei indo para a final da 6ª edição do Prêmio Relações Públicas do Brasil, na categoria estudantil. E é sempre bom contar com as mais diversas iniciativas que nossa profissão tem no país todo. Eu pensava que RP não tinha muito campo de atuação, mas estava errada. As Relações Públicas oferece um mundo de oportunidades para todos e conhecer como cada profissional chegou nessa escolha é motivador.

Marcielly C. Moresco

Graduanda em Relações Públicas/UEL


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Como cheguei aqui! Por Aislan Greca.

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A minha trajetória foi um pouco diferente, pois na época de estudante eu decidi ser RP.

Minha decisão por ser RP veio da constatação de que quando me formei em técnico eletrônico (sou técnico, pois meu pai falou que era importante ter uma profissão o quanto antes) descobri que era um profissional medíocre. Constatação dura mais necessária.

Ao comunicar a minha família minha decisão isto foi um choque. O que você quer da vida menino ? Ser porteiro de boate ? Promoter de festa? Que o futuro te reserva menino ?

Confesso que foi muito difícil convencer uma família crescida e criada em uma pequena cidade do interior de SP que uma pessoa que ia se formar numa profissão desconhecida serviria para alguma coisa, mas mesmo assim agradeço aos meus pais pelo respeito que deram a minha escolha.

Dentre todas as universidades eu escolhi a UEL, não pelo status da universidade, professores ou qualquer outra coisa, mas pelo gramado. Adoro aquele campus enorme.

Pois bem, depois de três tentativas eu entrei na universidade que sempre sonhei.

Foram anos maravilhosos, fiz grandes amigos nos quais me relaciono até hoje e desenvolvi tudo o que um estudante deve fazer numa universidade pública: Ensino, pesquisa e extensão.

No terceiro ano resolvi fazer estágio e no mural do CECA achei um chamado de estagiário para uma rede de supermercados, fiz o processo seletivo e passei.

Ao chegar no mercado de trabalho me deparei com dois dilemas:

1- Sua profissão só impõe respeito se você pode matar alguém (médico), prender alguém (advogado) ou explodir alguém (engenheiro). Caso contrário você é somente perfumaria e sua capacidade tem que ser provada todo dia.

2- Ninguém conhece a sua profissão e você tem que se denominar profissional de Marketing para trabalhar como RP. Ai fica mais fácil.

Pois bem, fiquei quase dois anos neste supermercado e agradeço muito a todos de lá que me deram grandes oportunidade, aprendi muito com aquelas pessoas.

Trabalhando no supermercado (como vocês sabem RP ganha pouco e é mais um sacerdócio que uma profissão) resolvi abrir uma empresa com alguns amigos para complementar a renda, pois tentei o bolsa família mais não consegui.

Abrir empresa não é fácil, tem que ter cara de pau e coragem. Tenho orgulho desta fase da minha vida, pois hoje acho que não teria a mesma coragem.

Mesmo com a empresa e o supermercado a renda ainda era baixa. Desiludido com o Brasil solicitei asilo político para a embaixada da Finlândia na esperança de mudar de país e começar uma nova vida.

Como não obtive resposta e havia terminado uma pós graduação em Marketing (para continuar trabalhando como RP) comecei a trabalhar no sistema de tutoria virtual para um faculdade com um sistema de Ensino a Distância.

Conclusão..... Minha vida era o supermercado de manhã, a empresa a tarde a faculdade a noite.

Trabalhava muito, mas fazia tudo com muito amor e perseverança.

Neste meio tempo busquei oportunidades em outras empresas em outras cidades, principalmente SP.

Mas quem conhece SP sabe o que estou falando... se você fala porrrrta e porrrrque com o sotaque caipira, você sofre preconceito. Sofri um pouco, por isto defendo um sistema de cota para caipiras em SP, pois não consegui emprego. Ainda bem.

Nesta vida louca resolvi prestar o concurso para ser RP na Petrobras.

Fiz para aproveitar a oportunidade e para minha surpresa passei (chamaram muita gente daquela vez).

Hoje trabalho como RP na Petrobras em uma refinaria e sou muito feliz.

Também tive a oportunidade de fazer um mestrado e hoje dou aulas em uma faculdade na cidade onde moro e uma vez por ano dou aula de pós graduação na UEL e isto me deixa realizado.

Sou feliz com o que faço, mas a vida ainda não é fácil, pois por mais que eu tenha estudado, eu ainda não posso matar, prender ou explodir alguém, assim, minha competência profissional é testada todo santo dia.

E foi assim que cheguei até aqui.

Aislan Greca.

E você, conte-nos um pouco de sua história. Venha participar desta troca de depoimentos que ressaltam nossas dúvidas, conquistas e derrotas de nossas carreiras, mas que são tão importantes na em nossa construção como profissionais. Como chegou aqui?




Veja outros textos do Aislan Greca publicados no BlogSerRP:
RP tem que amassar barro

Ser RP... por Aislan Greca


Duloren lança nova campanha publicitária com apelo homoafetivo

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Começa a veicular em agosto a nova campanha publicitária da Duloren, que trará duas mulheres e a frase ‘Aprovada a união homoafetiva. Jura? Achei que já estava tudo liberado’. A imagem será veiculada nas redes sociais da Duloren (Twitter e Facebook), mídia impressa e em mais de 22 mil pontos de venda espalhados pelo País.




Campanha Homoafetifva Duloren


Meu Twitter: @julianoamelo


Estudo identifica marcas mais associadas ao esporte no Brasil

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Um estudo realizado em maio pela GfK analisou que marcas os brasileiros associam ao esporte. As marcas reconhecidas como as que mais apoiam o esporte no Brasil são: Nike (32%), Adidas (20%), Olympikus (10%), Banco do Brasil (8%) e Topper (5%).

Os entrevistados também apontaram quais marcas mais associam à Copa do Mundo de 2014. Quase metade dos brasileiros entrevistados (48%) ainda não consegue associar nenhuma marca à Copa de 2014, mostrando que há oportunidade para marcas que desejam se relacionar a um dos maiores eventos esportivos do planeta.

Entre as marcas citadas, mais uma vez a Nike se destaca, recebendo 29% de citações, seguida por Adidas, com 14%. Com índices mais baixos, aparecem ainda: Olympikus (7%) e Coca-Cola (6%). Vale ressaltar que Nike e Olympikus não são patrocinadoras oficiais do evento organizado pela FIFA.

O estudo procurou identificar, também, marcas ligadas às Olimpíadas de 2016, que acontecerão no Rio de Janeiro. A associação de marcas a esse evento é ainda mais baixa, uma vez que 59% da população brasileira ainda não consegue relacionar nenhuma marca às Olimpíadas. Nike (19%), Adidas (13%) e Olympikus (11%) são as que mais se destacam.

Dos entrevistados, 50% declaram que têm o hábito de acompanhar jogos de futebol pela TV, destes, como era de se esperar, os homens se sobressaem em relação às mulheres, 69% contra 34%.

A Rede Globo é a emissora escolhida de 69% dos consultados para assistir aos jogos. Band aparece em segundo lugar (13%), seguida pelo canal pago SporTv (10%).

Enquanto a Globo é a emissora preferida das mulheres (79% contra 64% dos homens), a Band é destaque os homens (15% contra 10% das mulheres). A Band, aliás, é a segunda opção dos entrevistados para assistir aos jogos, mencionada por 41% deles.

A pesquisa da GfK revela ainda que os telespectadores não se mostram muito fieis: 86% dos entrevistados afirmam que não se importariam em assistir aos jogos de futebol em outro canal se não tivessem disponível sua primeira opção.

O estudo consultou, em maio deste ano, 1.000 pessoas, a partir dos 18 anos, de nove regiões metropolitanas (Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Belém) e três capitais (Brasília, Goiânia e Manaus).

Meu Twitter: @julianoamelo



Como cheguei aqui!!

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Blog SerRP

Ler o post do Robson foi algo que me despertou para um exercício que não fazia há algum tempo: reflexão e auto-avaliação. Tentei olhar para trás com a percepção de agora, para ver se realmente eu estou onde pensei que estaria!


Lembro de quando eu era um vestibulando, tentando a carreira de Jornalismo. Eu queria ser tipo o Clayton Conservani, um repórter que faz pautas de aventura e visita lugares incríveis viajando pelo mundo afora, totalmente o oposto do que sou hoje!! Porém, esta vontade não era forte o suficiente, pois desisti na segunda tentativa. Após tentar pela segunda vez e morrer muito perto da praia, escolhi fazer Relações Públicas com o pensamento de que seria mais fácil de passar e porque era Comunicação Social também, e mais para o futuro, poderia fazer cursos voltados para jornalismo. Nesta última, eu estava redondamente enganado. Já sobre a facilidade, que bom que acertei!!


Realmente, comecei o curso sem saber do que se tratava, pois tinha a visão de comunicação do jornalismo. Demorei bastante para pegar no tranco. Eu e Juliano, editor do blog, fomos inclusive proibidos pela Marta Motta Campos, nossa professora, de fazer trabalhos juntos por não levarmos a coisa a sério!! Até hoje agradeço a ela por isso!! Na realidade não sabia o que era RP, na verdade, não sabia nem quem eu era, e quanto mais eu descobria sobre a profissão mais eu me descobria como pessoa. E isto é que foi interessante. Depois de algum tempo cursando RP comecei a entender o que realmente era, isso lá para meados do 3° ano do curso. Comecei a me identificar com as disciplinas voltadas à Comunicação Organizacional, Administração, Planejamento de Relações Públicas, Métodos e Técnicas de Pesquisa e Novas Tecnologias de Comunicação. E hoje sou a somatória destas disciplinas. É claro que todas as outras me auxiliaram bastante, mas minha atividade atual tem em sua essência estas disciplinas.


*Só para constar aqui estão as disciplinas que cursei láááááá em 2004:

http://www.uel.br/prograd/catalogo-cursos/catalogo/Principal.htm


Depois da universidade tive algumas experiências que me auxiliaram a desenvolver meu perfil profissional. Trabalhei desenvolvendo pesquisas qualitativas para uma empresa de pesquisas em negócios. Trabalhei na Assessoria de Marketing de uma Concessionária de Rodovias, recebendo as solicitações e reclamações de motoristas e moradores que tinham suas propriedades perto das estradas. Fiquei por um mês como assistente de Marketing de uma pequena escola particular, esta experiência foi muito marcante, foi quando descobri que realmente não queria trabalhar com e para crianças!


Após isto, fui trabalhar em Agências de Comunicação, e aí sim eu me identifiquei. Adorei trabalhar por projetos, pensando cada um de uma forma diferente. Tinha liberdade de propor planos, pesquisas, ações diferenciadas. É claro que a maioria delas eram vetadas, seja por falta de $$ ou também pela falta de convencimento, afinal eu ainda era um recém-formado e estava começando a vender minhas ideias! O interessante disto é que em nenhuma dessas oportunidades eu seria O RP conforme o estereótipo padrão, em cada lugar que passei entrei com uma proposta reducionista de trabalho, mas durante o desenvolvimento dos projetos fui mostrando novas possibilidades, sempre olhando para estes empregos como oportunidades de mostrar nossa profissão. Esta é uma das grandes características que valorizo em RP, temos de ser EMPREENDEDORES, pois temos o dever de propor projetos, novas saídas, novas respostas. Vocês, graduandos e recém-formados, mantenham isto em mente pois o mercado atrai profissionais que resolvem problemas antes mesmo deles acontecerem!! E outra, sabe aquela história que sempre ouvimos de que RP não tem mercado, balela!! Temos aí um mundo de novas possibilidades e novas profissões (analista de internet, especialista em rede social, planejamento e atendimento em agências de comunicação, etc) que ainda não têm uma cadeira bem definida, bastando somente agarrar a oportunidade e não soltá-la!!


Durante todo este tempo minha definição de Relações Públicas foi sempre se adaptando a minha realidade, fazendo o que julgava ser necessário para trabalhar a imagem da organização e manter o relacionamento com seus públicos. Isto me ajudou a conquistar as oportunidades que eu encontrava e a me construir como profissional, e ainda estou em pleno processo de mudança. Atualmente eu descobri uma coisa que para os que convivem comigo pode ser óbvia. Apesar de ver a atuação de RP com a Comunicação Institucional, e por vezes ter de lutar sozinho para realizá-la, meu foco sempre foi voltado para a parte interna da organização. Por onde passei, quis organizar as coisas, principalmente os projetos de comunicação. Em experiência recente no Parque Tecnológico Itaipu, minha função maior foi a de Planejamento de Comunicação, ou seja, organizar as ações da Assessoria de Comunicação de forma planejada, organizada, colaborando para o alinhamento e direcionamento com o Plano Estratégico do Parque. Foi aí que entrei em contato com a Gestão de Projetos, algo que me auxiliou demais na organização de meus pensamentos e me fez enxergar alguns pontos que precisam ser melhor trabalhados em Relações Públicas, a falta de métricas inclusive!!


Hoje sou Relações Públicas da UNILA - Universidade Federal da Integração Latino-Americana, trabalhando na área de Relações Institucionais. Meu foco no trabalho são as relações da instituição de uma forma geral (aluno, servidores, fornecedores, comunidade, etc), porém meu foco nas pesquisas é o Conhecimento Colaborativo, Inovação e Gestão de Conhecimento, algo que lidamos no dia a dia mas que ainda não vi a aplicação de nenhuma estratégia de RP, que pode contribuir e muito com este processo!!


O oportunismo me levou às Relações Públicas e as Relações Públicas me fazem compreender de fato o que eu sou.

E você, como chegou aqui?