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Promoções, prêmios e concursos: veja como as empresas "fisgam" usuários no Twitter

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Em menos de um ano, empresas brasileiras atraíram milhares de seguidores no Twitter. Para “fisgar” os usuários e potenciais consumidores, elas oferecem promoções-relâmpago, descontos generosos, concursos culturais e até mesmo sorteio de prêmios.


Em junho, por exemplo, a loja virtual Submarino, lançou uma promoção exclusiva no Twitter que premiou com “um cinema em casa” o seguidor que melhor respondeu a pergunta “O que você faria para conquistar milhares de amigos?”. O inusitado na promoção era que o prêmio “engordava” caso o Submarino atingisse metas de seguidores, indo de um aparelho blu-ray e seis filmes (para 12.999) até um kit mais completo (acima de 15 mil seguidores).



A condicionante fez com que os participantes replicassem muitas vezes a chamada da promoção no Twitter, atraindo curiosos e interessados. Como resultado, o perfil da loja, que na época contava com menos de 13 mil seguidores, passou dos 15 mil e atingiu o prêmio máximo: uma TV de plasma full HD de 50 polegadas, com home theater, um aparelho blu-ray e seis filmes. Hoje, a empresa é a mais popular entre os perfis corporativos brasileiros no Twitter, com aproximadamente 25,6 mil seguidores (número apurado pela reportagem na última sexta-feira).
Nos EUA, a fabricante de computadores Dell já lucrou mais de US$ 3 milhões em vendas realizadas a partir de links postados no Twitter. Para os consumidores brasileiros, a Dell lançou um perfil em fevereiro deste ano e conta com mais de 11,3 mil seguidores. Na ferramenta, a empresa divulga promoções e responde dúvidas de usuários. “O objetivo principal da Dell é ter a possibilidade de se relacionar de forma mais direta com os nossos clientes. Queremos ouvi-los”, afirma Mirvane Goulart, gerente sênior de marketing online da Dell para América Latina.

“Existe sim a divulgação de ofertas, concursos culturais e eventuais ações exclusivas para nossos seguidores, mas sempre observando que o objetivo principal não é a venda e sim relacionamento”, enfatiza Mirvane.

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DanielTopel, CEO da NetMoviesOutra empresa que faz barulho no Twitter e vai além da divulgação de promoções é a locadora online NetMovies. “Oferecemos notícias, curiosidades e entretenimento relacionado ao mundo do cinema. A nossa ouvidoria também utiliza o Twitter para resolver dúvidas rápidas dos usuários, encaminhar casos à área de atendimento da empresa e principalmente medir o nível de satisfação dos usuários com o nosso serviço”, explica Daniel Topel, CEO da NetMovies.


Presente no Twitter há apenas três meses, a locadora online atraiu mais de 7,6 mil seguidores e quer terminar o mês de agosto com mais de 8 mil, segundo estimativa de Topel. “Mensalmente milhares de visitantes chegam ao nosso site por meio do Twitter e uma boa parte faz assinatura, afinal, são pessoas interessadas em cinema”, afirma o CEO, que prefere não revelar valores de venda.

Interatividade
Essas ações encontram forte aceitação entre os “twiteirros”. Uma pesquisa da agência de publicidade Bullet realizada em abril deste ano com 3.268 usuários brasileiros do Twitter descobriu que 53,6% dos entrevistados achavam interessantes ações publicitárias na ferramenta, desde que tivessem relevância.
Mais da metade (51%) respondeu que nunca participou de ações promocionais na ferramenta, porém tem interesse e ainda 33% disseram já ter participado de algum tipo de ação publicitária no Twitter. Cerca de 70% afirmaram seguir ou já ter seguido perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias.


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Ricardo Mohr, da ConverseParticipar de decisões da empresa é uma das possibilidades que a Converse All Star oferece aos seus seguidores. “Em breve lançaremos uma campanha inédita, que fará o consumidor participar diretamente da construção de uma linha para a coleção outono/inverno 2010”, revela Rodrigo Mohr, gerente de marketing da marca de calçados.


O nome do perfil da Converse no Twitter, “conversando”, denuncia o que a marca propõe para o serviço. “Queremos atrais seguidores ‘falantes’, que opinam, sugerem, criticam. A rede social é feita desta comunicação e pluralidade, é construída por várias mãos”, destaca Mohr.


Mesmo sem enviar descontos, a Converse já conta com mais de 4 mil seguidores no Twitter. “Oferecemos conteúdo. Novidades em arte, música, moda e esporte que são os mundos da marca”, explica Mohr.


Versatilidade
A versatilidade da ferramenta é tamanha que até mesmo um apartamento já foi vendido pelo Twitter. A Tecnisa, primeira incorporadora brasileira a comercializar um imóvel pelo serviço, vendeu uma unidade de três suítes, localizada no Alto da Lapa, em São Paulo, por R$ 500 mil. Segundo a Tecnisa, o comprador se interessou por uma promoção exclusiva para usuários de redes sociais que oferecia um bônus de R$ 2 mil em vale-compras, além de armários e cozinhas planejados.


“Esta conquista inédita fortalece nossa estratégia de divulgação online dos imóveis. Afinal, conseguimos um excelente resultado com um baixo investimento”, avalia Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa.




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Empresas invadem o universo do Twitter e movimentam milhões

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Marina Morena Costa, repórter do Último Segundo


No último ano, os internautas brasileiros descobriram o potencial do Twitter. Seja para acompanhar as novidades de seu famoso favorito, receber notícias em primeira mão – a morte de Michael Jackson se espalhou em minutos pelo mundo graças ao microblog – ou até mesmo fazer campanha pela saída de um certo senador do Congresso, a ferramenta caiu nas graças dos internautas. E agora chegou a vez das empresas invadirem o universo twitteiro, oferecendo promoções-relâmpago, cursos, informações ou mesmo um canal de comunicação direta com o cliente.

A fabricante de computadores Dell, por exemplo, é acompanhada por quase 1 milhão de pessoas no Twitter. No primeiro semestre deste ano, o lucro da DellOutlet (perfil voltado ao público norte-americano) chegou a US$ 1 milhão – soma que a empresa havia levado 18 meses para atingir anteriormente. Desde que colocou seu perfil no Twitter, a empresa calcula ter lucrado US$ 3 milhões em vendas realizadas a partir de links postados no microblog.

A fabricante de computadores Dell é seguida no Twitter por quase 1 milhão de pessoas
No Brasil, a agência de publicidade Frog, que monitora mensalmente a presença de 180 marcas em mídias sociais, registrou um crescimento de 155% no número de citações de empresas no Twitter, entre os meses de janeiro a maio de 2009. “As pessoas comentam de maneira espontânea sobre marcas, produtos, empresas e serviços no Twitter. Isso acontece, queiram as empresas ou não. É um reflexo do boca a boca elevado à enésima potência”, afirma Daniel Deivisson, diretor de novos negócios da carioca Frog.

Apesar de ainda abranger um universo reduzido – um em cada 10 internautas brasileiros visitam o Twitter, segundo o Ibope – o perfil do usuário interessa às empresas: pessoas com maior grau de instrução, mais velhas, com alto poder de consumo e de formação de opinião. Ao seguir esse perfil de consumidor, é possível conhecer o que eles pensam, o que gostam, o que não gostam, e talvez o mais interessante para as estratégias de marketing: como influenciá-los.

Daniel Deivisson, da Frog“As redes sociais como o Twitter mudam um pouco o conceito de publicidade, de comunicação, pois elas permitem entender o público antes de buscar uma oportunidade. Você conhece o seu consumidor antes mesmo de fazer uma campanha”, ressalta Deivisson.

Perfil do Twitteiro
Uma pesquisa da agência de publicidade Bullet realizada em abril deste ano, com 3.268 usuários brasileiros do Twitter, mapeou o perfil deste público. De acordo com o levantamento, homens são a maioria (61%), têm entre 21 e 30 anos, são solteiros, estudantes do Ensino Superior ou formados na universidade, dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Costumam passar quase 50 horas semanais conectados, e utilizam outras ferramentas como Orkut, Youtube e Facebook, além de frequentar vários blogs.

Entre os entrevistados, 53,6% acham interessante ações publicitárias no Twitter, desde que tenham relevância. Mais da metade (51%) nunca participou de ações promocionais na ferramenta, porém tem interesse no assunto. Outros 33% responderam que já participaram de algum tipo de ação publicitária no Twitter. Cerca de 70% seguem ou já seguiram perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias.

“No Twitter, a marca não pode parecer um robô, e sim o mais humana possível”

Bruna Calheiros, responsável pela pesquisa e pela área de Presença Digital da Bullet, acredita que os usuários do Twitter buscam um contato diferenciado com as empresas. “O Twitter aproxima a marca de seus clientes e clientes potenciais”, analisa. Por este motivo, na avaliação de Bruna, publicações automatizadas podem afastar seguidores. “É interessante que a marca não pareça um ‘robô’ e sim o mais humana possível.”

Em uma ferramenta na qual velocidade e imediatismo são os pontos fortes, a prestação de serviço deve seguir os mesmos parâmetros. “O Twitter é muito focado no ‘real time’. As pessoas querem prestação de serviços. Promoções, informações relevantes em primeira mão e entregues de uma forma criativa, que surpreenda”, destaca Deivisson. Para o publicitário, os usuários precisam ter interesse em manter a relação com as empresas. “Como o Twitter está na moda, as pessoas podem seguir durante um tempo a empresa, e depois desistir da relação.”

Bruna acredita que a mistura entre informação e ofertas seja mais eficiente para atrair seguidores. “Ainda não existe – e não vai existir – uma fórmula mágica para atuar no Twitter. Há casos de sucesso de twitters corporativos, como o da Dell americana ou o do Submarino no Brasil (com 25,6 mil seguidores), que focam na divulgação de promoções e descontos. Mas considero que um meio termo seja mais interessante”, afirma.

“Se o consumidor se sentir invadido,a relação que era para ser boa pode se tornar uma ameaça”No entanto, as empresas também precisam ter cuidado com o potencial negativo do Twitter: “Tem que desenvolver uma estratégia para não ser evasivo. Se o consumidor se sentir invadido, ou de alguma forma lesado, a relação que era para ser boa, pode se tornar uma ameaça”, destaca Deivisson. “O boca a boca nas redes sociais tem potencial matador, porque um consumidor insatisfeito influencia pessoas que sequer conhece”, completa.



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Empresas utilizam o Twitter para promover marcas

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Nos EUA, entre setembro de 2007 e o mesmo mês de 2008, o crescimento da rede foi de 343%; em março de 2008 o Brasil já era o quinto em visitação no site.



O Twitter, rede social que propõe aos seus usuários que respondam à pergunta 'o que você está fazendo?' em até 140 caracteres, alcança cada vez mais popularidade. Nos EUA, entre setembro de 2007 e o mesmo mês de 2008, o crescimento da rede foi de 343%. No Brasil, ainda não há números precisos, mas em março de 2008 o país já era o quinto em visitação no site.



Antenadas a esse cenário, marcas e empreendedores aderem cada vez mais à rede de microblogging para turbinar seu relacionamento com os consumidores, gerar receitas, divulgar promoções, gerar acessos para um site ou conversões para uma campanha, entre outras possibilidades.



“O Twitter promove a interação constante entre o perfil e seus seguidores. Os usuários prezam pelo compartilhamento de informações e pela leitura (em geral possuem ou lêem blogs). Sendo assim, a troca de links e notícias interessantes é comum para essa comunidade”, explica Patrícia Moura, analista de mídias sociais da Agência Frog, especializada em mídias sociais. Além disso, de acordo com a analista, investir no Twitter é uma oportunidade real de se comunicar com o consumidor diretamente, one to one.



Patrícia acredita que a rede pode ser até mais eficaz que o email marketing, já que o usuário tem a opção de seguir apenas aquilo que lhe interessa. “Assim, perfis corporativos ou promocionais têm um caráter muito mais permissivo do que intrusivo”, afirma a analista.



Já Roberto Loureiro, responsável pelas redes sociais da construtora Tecnisa, que utiliza a ferramenta, acredita que o Twitter tem uma função diferente do email marketing. “O Twitter é rápido e eficaz em transmitir uma manchete, um highlight sobre qualquer tema, levando muitas vezes o usuário a informações mais detalhadas através de um link. É isso que faz do Twitter, ou qualquer outro microblog, uma ferramenta perfeita para o mundo moderno, para o consumidor sem tempo, objetivo e bem informado”, argumenta.



Mas, mesmo com todas as vantagens, as empresas que desejam se aventurar nesse universo virtual devem ter alguns cuidados. Primeiramente, é imprescindível conhecer bem as características da rede. “Algumas marcas – grandes, inclusive – já deram verdadeiros tiros no pé por entrar neste território sem conhecê-lo”, destaca Patrícia.



Em segundo lugar, é preciso ter conteúdo. A analista explica que uma das primeiras coisas que a empresa ou marca deve se perguntar durante o processo de criação de perfil é: por que alguém leria isso? Por que alguém acharia essa informação interessante:? É preciso lembrar que a marca deve falar sempre a linguagem do consumidor.



Interagir com os seguidores também é fundamental para se destacar na rede. Perfis baseados em mensagens automáticas (bots) são os primeiros a serem execrados pelos consumidores. Afinal, uma conta no Twitter parte da premissa de que há uma pessoa por trás dela, respondendo em nome da empresa ou marca.



Finalmente, vale ressaltar que uma ação no Twitter deve estar baseada em todo um contexto de mídias sociais, ao lado de outras ferramentas de colaboração como flickr, youtube, delicious e aplicativos de suporte à rede. Se a marca ou empresa não têm um plano estruturado ou não está atualizada sobre os usos da ferramenta, o ideal é que se contrate uma agência especializada ou a utilize para monitorar o que os usuários estão falando sobre ela.



Empresas 2.0
Desde setembro a construtora Tecnisa utiliza o sistema de microblog para enviar notícias para seus seguidores sempre que lança um empreendimento. Loureiro acredita que dentro do Twitter existem muitas pessoas que podem e querem comprar apartamentos, e a Tecnisa deseja ser a marca forte para esses usuários.



“A venda de um apartamento é uma questão delicada. O consumidor, ao realizar essa compra, pesquisa muito, pergunta, compara, e é aí que o Twitter entra, disseminando a informação, facilitando a pesquisa e a comparação. O resultado disso é complicado de se mensurar a curto prazo, mas o que sabemos é que nossos seguidores aumentam diariamente, o que tem sido uma agradável surpresa, e isso nos ajuda a cumprir o objetivo de viralizar a informação”, afirma Loureiro.



Já a Agência Frog, em junho passado, criou o perfil do Leitor Voraz, personagem que representa o Grupo Ediouro nas mídias sociais. De lá para cá, foram cerca de 30 promoções, mais de 1.200 atualizações e mais de 400 seguidores na rede.



Um dos exemplos de sucesso da iniciativa é a promoção 'Botequim de bêbado tem dono', sobre o livro de autoria de Moacir Luz. O volume ganhou um site próprio e a promoção no Twitter instigou os seguidores da rede a confessarem suas bebedeiras na página para concorrer a um exemplar. “Se fizermos uma conta rápida, contando apenas os dias úteis, chegamos a uma média de seis novos followers por dia. Ou seja, a cada promoção o Leitor Voraz recebe mais seguidores”, comemora Roberto Cassano, diretor de Estratégias e Mídias Sociais da Frog.



Matéria publicada no site Metaanalise.