Lançamento de livro: Blogs Corporativos.

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A Relações Públicas Carolina Terra, mantenedora do conhecido blog RPalavreando, esta lançando seu "filho" (palavras usadas por ela!!), o livro Blogs Corporativos: Modismo ou Tendência?
Ele pode ser encontrado nas livrarias LaSelva dos aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro e também no site da própria editora (http://www.difusaoeditora.com.br/site/#/catalogo_desc/categoria=0&livro=37), na Livraria Cultura, na Disal, na FNAC e no site da livraria Saraiva. Para aqueles que estão fora do eixo Rio/ São Paulo como eu, poderemos comprar no MercadoLivre (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-71016080-livro-blogs-corporativos-modismo-ou-tendncia-_JM),

O lançamento do livro acontecerá na Livraria FNAC nesta quinta-feira, 13/03, às 19h, no Shopping Morumbi.

Quem puder prestigiar está convidado.

Postado por: Ramon Fernandes.

Ainda no foco de nosso TCC - Giacometti Propaganda e Arquitetura de Marca

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Com a intenção de publicar nosso TCC no Abrapcorp, nestes últimos dias eu estava revendo os arquivos (que tratou da construção da marca Ímpar - Inteligencia de Marketing) e me lembrei de ter lido algumas informações importantes nesta matéria da Negócias da Comunicação, o que ajudou a vislumbrar uma futura oportunidade de negócios.

Espero que apreciem.


A marca é o grande patrimônio de uma empresa. Por isso, a Giacometti Propaganda e Arquitetura de Marca é uma agência de comunicações que se especializou na construção de uma identidade de marca sólida para seus clientes, orientada a partir de uma visão de futuro. Desse modo, ferramentas práticas como a Sala do Cliente, a Sala da Criação de Diferenciais Competitivos e a Equipe de Resultados, entre outras, são associadas a parcerias com empresas coligadas, para compor duas linhas de força que procuram garantir a consolidação da personalidade da marca.

Com foco no pensamento estratégico, a Giacometti desenvolve um modelo metodológico diferenciado, basea­do no envolvimento real e prático nas áreas de negócios dos clientes. Auxilia, inclusive, no desenvolvimento da sua equipe de vendas, visando a máxima produtividade. "A arquitetura de marca, na verdade, é uma arquitetura de negócios, que engloba um trabalho feito em diversas áreas da empresa, tais como as de recursos humanos, marketing, vendas, logística e distribuição. Trabalhando com eficiência e harmonia, deixando o consumidor satisfeito, isso vai fazer com que a organização tenha marcas com um prestígio duradouro, e não algo efêmero, que se sustenta apenas enquanto a campanha publicitária estiver sendo veiculada", afirma Denis Giacometti, presidente da agência.

Ferramentas estratégicas
Ele revela que foram desenvolvidas algumas ferramentas que auxiliam no processo de construção da marca. Uma delas é planejar a longo prazo, já que alguns projetos têm um grau de maturação muito lento. Assim, a Giacometti tem como missão auxiliar seus clientes a pensar nesse futuro, estabelecendo metas tangíveis, inclusive de percepção das suas marcas. "Quando estabelecemos o nosso norte, sabemos para onde vamos", explica Denis Giacometti.

Mas, para chegar lá, também é preciso definir a estratégia, pois, embora o caminho seja único, há táticas diferentes para se alcançar os objetivos. Em seguida, vem o posicionamento mercadológico, ou seja, como a empresa vai se posicionar no mercado em termos do custo-benefício dos seus produtos.

A partir disso se estabelece a personalidade da marca e se desenha como as vendas devem ser conduzidas, ou, em outras palavras, como a empresa deve praticar sua política comercial. "São pontos que a Giacometti desenvolve nos cinco primeiros meses de relação com seus clientes e não é simples como parece, pois isso implica mudanças e sempre há fatores de resistência", afirma Denis Giacometti.

Segundo ele, embora a marca seja um bem de valor inestimável, no Brasil são poucas as empresas que estão preocupadas em construir e manter marcas sólidas. "Quando acontece, muitas vezes, a preocupação é com o prestígio, e não com o processo organizacional que levará à consolidação da marca. Para que seja realmente reconhecida, é preciso que o consumidor esteja plenamente satisfeito com a empresa, e suas queixas e reclamações, atendidas", observa.

Pesquisas feitas pela ­Giacometti mostram que os fatores relevantes no momento da compra são a localização do estabelecimento comercial, as campanhas publicitárias que influenciam e informam o consumidor, e a indicação de terceiros. "Por isso, nossa missão é auxiliar o cliente a criar diferenciais competitivos, pois sem isso o produto vira uma simples mercadoria e a decisão de compra é feita pelo preço mais em conta", enfatiza

Para que o atendimento - baseado em diferenciais exclusivos como a Sala do Cliente, a Sala da Criação de Diferenciais Competitivos e a Equipe de Resultados, entre outros - tenha o alcance e os resultados pretendidos, uma das suas metas é desenvolver uma área de qualificação de profissionais treinados nessas novas ­metodologias.

"Quanto mais conhecimento você tem sobre o seu cliente, mais preparado estará para ser criativo e eficiente, pois estará mais focado e dirigido, sem a possibilidade de cometer erros na sua comunicação. A informação completa também permite uma liberdade maior para criar", afirma Julio Isnard, diretor de criação da Giacometti.

Para ele, as cinco unidades - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Florianópolis - permitem a troca de informações e experiências. "Um fator a mais que pesa na qualidade do atendimento e na satisfação do ­cliente", explica.

Conquista de público
Um case interessante no portfólio da agência é o Shopping Tamboré, em São Paulo. Sua localização é acessível a consumidores de diversas classes sociais, mas o objetivo desse cliente era posicioná-lo para a classe B, diferenciando-o em relação aos concorrentes da região e tornando-o mais atraente também à A.

Além de rever o mix de lojas, trazendo marcas e grifes importantes, foi criado um novo conceito para traduzir essa transformação. "O slogan 'Shopping Tamboré. A gente tem' resumiu o novo posicionamento, demonstrando que o shopping era a opção mais completa e agradável da região", conta Giacometti.

O Tamboré vem aumentando o fluxo de clientes, crescendo de 12% a 14% ao mês em comparação com o ano passado. "A Giacometti fez um trabalho estratégico para a diferenciação dos públicos que pretendíamos atingir, por meio de levantamento de informações, pesquisas e a interpretação dessas conclusões. Uma vez definido o nosso público-alvo, ficou mais fácil partir para a estruturação da campanha que visava atingi-lo", conta Alessandra Tiraboschi, gerente de marketing do Shopping Tamboré. "Eles fazem um trabalho à altura das necessidades, com um envolvimento profundo em seus negócios", conclui. Desse modo, cada um se sente um cliente realmente especial.


Postado por: Ramon Fernandes

IAB Brasil comemora 10 anos de vida e o crescimento da publicidade na internet

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Fundada em 1998 com a missão de incentivar, promover, desenvolver e regulamentar o uso dos meios interativos para ações de comunicação e marketing, a Associação de Mídia Interativa, atual IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) ,completa 10 anos de existência comemorando os excelentes resultados que a mídia on-line registrou em 2007.Com uma participação de 2,8% no bolo publicitário brasileiro, a internet registrou um aumento médio de 45% nos investimentos publicitários – um total de R$ 527 milhões. O meio registrou uma audiência de 40 milhões de pessoas no País, sendo cerca de 35% pertencente à classe C, reflexo do aumento significativo nas vendas de computadores – de acordo com o IDC Brasil, no ano passado, foram comercializadas cerca de 10,7 milhões de unidades.De acordo com o IAB Brasil, a penetração da internet na Classe C tende a continuar crescendo, chegando a 40% da audiência até o final de 2008.

Com isso, a instituição estima que, até dezembro de 2008, a base de usuários chegará a 45 milhões, o que representa um crescimento de 15% em relação a 2007.“Esse crescimento reflete a qualidade da cobertura que o meio oferece para as ações de marketing, além consolidar a internet como a segunda maior mídia de massa do País”, acredita Paulo Castro, presidente do IAB Brasil e diretor geral do Terra, em comunicado enviado ao PortaldaPropaganda.com.A entidade destaca ainda a quantidade de visitantes únicos que acessaram a internet a partir de suas residências.

De acordo com o Ibope/NetRatings, em dezembro de 2007, esse número foi de 21,3 milhões. O IAB Brasil estima que, até o final do ano, atinja-se a marca de 25 milhões de visitantes únicos residenciais, crescimento de 16% em relação ao ano passado.Além dos dados de audiência e investimentos, a instituição também ressalta o crescimento da banda larga no País. Em dezembro de 2007, 79% da audiência ativa acessou a internet com conexão banda larga. Esse percentual deve chegar a 82% em 2008, segundo o IAB Brasil.



QUASE 50% DOS AMERICANOS USAM WEB PARA SE INFORMAR

Quase 70% dos norte-americanos acreditam que o jornalismo tradicional está fora de forma e perto da metade usa a Internet para se informar, de acordo com uma pesquisa online de We Media/Zogby Interactive.


Quase a metade dos 1.979 pesquisados afirmaram que sua fonte primária de notícias e informações é a Internet, número maior que os 40% do ano passado. Menos de um terço usa a televisão para se informar, enquanto 11% ouvem rádio e 10% lêem jornais.


Mais da metade daqueles que cresceram com a Internet, as pessoas entre 18 e 29 anos de idade, obtém a maioria das suas informações pela rede mundial de computadores, em comparação com os 35% entre os que têm 65 anos de idade ou mais. Adultos mais velhos formam o único grupo que prefere veículos distintos da Internet como fonte primária de informação.


Apesar de a maioria das pessoas pensarem que o jornalismo é importante para a qualidade de vida, 64% estão insatisfeitos com o conteúdo midiático em suas comunidades, diz o estudo.






Fonte:
Portal da Propaganda: http://www.portaldapropaganda.com/netmarketing/2008/03/0001
IAB Brasil: http://www.iabbrasil.org.br/interna.aspx?id_detalhe=1377&origem=0

postado por: Robson

Comunicação não é tema de um setor só

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Falar com o público interno e realizar uma comunicação integrada, de forma sistemática e convergente, são desafios conhecidos pelos comunicadores. A grande questão desta era da conversação, com múltipla interlocução com os públicos estratégicos, está na necessária abertura do setor para outras capacidades. A Antropologia, a Sociologia, a Psicologia – só pra citar de maneira mais concreta algumas especialidades – ganham espaço e demonstram que a geração e a distribuição de informação e conhecimento devem partir de todos os setores de uma organização. É esta perspectiva que pode resumir o 8. Mix, realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (http://www.aberje.com.br/) no dia 28 de fevereiro de 2008 no Novotel Jaraguá em São Paulo/SP, reunindo profissionais de vários estados para posicionar os comunicadores como agentes estratégicos desta nova composição.


A formatação do programa teve um claro objetivo: partilhar informações, trocar experiências e difundir boas práticas. E do ponto-de-vista de grandes players do mercado. Assim surgiram no palco os responsáveis pela comunicação de empresas como Itaú, Vale, Oi, Wal-Mart, Fiat, Atento, Weg e Petrobras, tendo como partida um tema cada vez mais presente no cotidiano das organizações: processos de mudança causados por fusões. A vivência da compra do BankBoston pelo Itaú foi mostrado pela superintendente de Responsabilidade Sócio-Ambiental, Sônia Favareto, que relatou o período angustiante de duas semanas de boatos, acirrados por notas em meios jornalísticos impressos e eletrônicos, antes da oficialização do negócio e do início efetivo de ações de acompanhamento e esclarecimento junto às equipes envolvidas. “Esta fase híbrida de perda e expectativa do ‘não mais’ para o ‘ainda não’ deve ser alvo da comunicação interna”, aponta. Neste caminho, é preciso preparar para a mudança, lidar com as indefinições, acolher e valorizar profissionais, preservar vínculos de confiança e administrar o tempo exíguo pra que tudo aconteça e uma nova “normalidade” possa ser atingida.


A executiva fez uma mostra das peças que envolveram o “Legal Day One”, com a abertura das portas já sob nova bandeira – aliás, numa alteração de logomarca feita no final de semana anterior em processo de mutirão. Foi entregue uma mala-direta para todos os funcionários; realizada uma Festa da Copa, aproveitando o campeonato de futebol para implementar uma despedida simbólica onde foi dado um DVD mesclando a história das copas com a história do Banco comprador junto de uma carta da Diretoria; feita uma recepção por gerente da agência Itaú Personalité mais próxima; produzida uma adesivação de elevadores com chamada conectada à campanha publicitária vigente; entrega de kit de identificação de mesa e crachá para cada colega e do Código de Ética do novo empregador. Em todo o percurso, Sônia sugere que não seja perdido o uso da emoção, porque são atos que envolvem pessoas e suas sensações.


Mesmo com algumas diferenças de procedimento, a situação da absorção da Telemar pela Oi não teve menos impacto. Manoela Osório, gerente de Comunicação Interna, responsável por 10 mil funcionários diretos, 35 mil terceirizados de rua e outros 65 mil terceirizados de atendimento, contou da estranheza da convivência de duas marcas, com seus símbolos e cores, durante dois anos, até haver o alinhamento visual. Além disso, reconheceu que variações no estilo de gestão das organizações, como na hierarquização ou na agilidade na tomada de decisão – afora a própria imagem no mercado -, são complicadores do trabalho. Sua atuação esteve centrada no conceito de Endobranding, buscando mobilizar um exército de embaixadores de marca em nome de um novo jeito de ser. Entre os pilares da comunicação, estão informar, engajar, concluir e reconhecer.


A aquisição da mineradora canadense Inco pela então Companhia Vale do Rio Doce deu continuidade ao painel, com a gerente geral de Comunicação, Madelon Piana. Sua equipe atuou sobremaneira com os 12 mil funcionários da empresa adquirida, em quatro idiomas, embora não tenha deixado de lado os 48 mil funcionários da Vale espalhados pelo mundo. Para ela, tratar do temor da perda de emprego e do conflito derivado da perda de prestígio dos canadenses pela venda de uma companhia de tamanho prestígio foram alguns dos obstáculos ao livre fluxo de informações. Eles contrataram uma consultoria nativa para desenvolver um trabalho cultural mais adequado, até mesmo para ajustes lingüísticos, e aplicaram algumas ferramentas: carta aos funcionários reforçando sinergia dos negócios, vídeo de boas-vindas, newsletter na Inco, campanha interna, hotsite e ainda posters e outdoors no Brasil, afora vários outros procedimentos para uma aglutinação tranqüila.


SUSTENTABILIDADE - As ações do programa “Simples atitudes ao alcance de suas mãos” da Wal-Mart Brasil mostraram que tudo começa em casa para poder ter a força necessária de incorporação no ambiente de trabalho. O exemplo do Projeto Pessoal de Sustentabilidade (PPS), que até contou com seu próprio presidente como garoto-propaganda “Capitão Água”, no incentivo à adoção de atitudes individuais e caseiras em sete focos - como redução e reciclagem, saúde, consumo responsável e voluntariado – foi bem recebido pela platéia. Todos os funcionários que aderem à idéia concorrem a uma premiação anual, prestam depoimento para folheteria de incentivo interno e são identificados por pins e bottons em lojas decoradas por móbiles, todas candidatas a ponto-de-venda mais sustentável. Disto surge o calendário de boas ações, reforçado pelo livreto “12 Princípios do Consumo Consciente”.


Sustentabilidade é contribuir para o desenvolvimento econômico e social através da criação de valor por meio de elevados padrões de governança. Com este conceito, o diretor de Comunicação Corporativa da Fiat, Marco Antônio Lage, elencou as atitudes da montadora para legitimar de maneira concreta o tema junto a seus mais de 22 mil funcionários diretos, afora 15 mil indiretos: racionalização do processo produtivo com economia de água equivalente ao consumo de 300 cidades, 93% de reciclagem dos resíduos da fábrica, desenvolvimento de carro elétrico e criação do motor flex. Na Fiat, o comprometimento do público interno acontece por seu envolvimento direto sustentado pela cultura organizacional, em ação gerida por um comitê transversal que viabiliza práticas cotidianas, na empresa e junto aos familiares em casa. “É preciso um plano coerente, 360 graus, para atingir todos os stakeholders”, justifica.


INOVAÇÃO – Estratégias diferenciadas de relacionamento com o público interno, com novas mídias e ações de experiência de marca, foi o debate do início da tarde. Ana Cristina Santos, da Comunicação da Atento, enfatizou a relevância de pesquisas pra formatar o melhor plano de atuação. Com o entendimento de que comunicação não é só falar, mas sobremaneira ouvir, ela não hesita: “fazer pesquisa é um negócio que sempre dá certo”.


Ana baseia projetos em valores da empresa, como a diversidade, que tematiza campanhas alinhadas a datas promocionais, buscando a participação do funcionário com frases e fotos para ter acesso a premiações estimulantes. Entre os instrumentos aplicados, estão revista interna, jornal-mural, intranet com chat e comunicados digitais por email e SMS, e até mesmo o “casual Day” às sextas-feiras que virou literalmente o “Dia do Pijama”, para estabelecer contato com seus 65 mil funcionários. No evento, a prioridade foi a exposição da AtentoTV, com linguagem dinâmica, jovem e participativa para atrair a atenção do público, apresentada por integrantes recrutados da própria equipe.


O analista de Marketing da catarinense Weg, Caio Mandolesi, traçou o encaminhamento da inauguração do Museu Weg, inaugurado em 2001. A estrutura recebe mais de 18 mil pessoas por ano em uma estrutura moderna para contar a história dos motores elétricos e da empresa e seus fundadores. Ele apresentou o planejamento estratégico para a recepção dos visitantes, aumento do fluxo de visitas, projeto de itinerância do acervo e formação de pólo cultural regional. Com os colaboradores, a interação do Museu se baseia em integrar funcionários voluntários como monitores de visitas de escolas, sediar eventos festivos, de treinamento e ações culturais (abertas à comunidade). “O Museu está tendo este papel importante de segurar a cultura, os valores da empresa, e influenciar a geração mais nova que chega”, revela.


Na Petrobras, um complexo de comunicação interna voltado para 250 mil pessoas (50 mil funcionários diretos, 50 mil aposentados e 150 mil prestadores de serviço) sempre exige novidades para garantir a atenção. De todo modo, as novas mídias, embora não se recuse a necessidade de diálogo e os novos hábitos das pessoas, são vistas com realismo: como nem todos têm acesso a micros, a estratégia impressa continua relevante. Assim foi iniciado o depoimento do gerente de Relacionamento, Luiz Otávio Dornellas, para depois mostrar as ações como podcast, SMS, boletim digital, intranet Petronet e a webTV. Esta última já envolve 24 programas mensais transmitidos a 44 mil computadores, compostos por fala do presidente, promoções, enquetes, cobertura de eventos. “Os veículos conversando entre si, remetendo conteúdo um ao outro, com algumas convergências, é o caminho ideal”, aposta.
Na intranet Petronet, tem até um Bolão da Fórmula Um, cuja premiação dos 20 melhores colocados (que acertaram mais pódiuns) é viajar pro Grande Prêmio Brasil. No campo das redes sociais, Dornellas diz que estão sendo feitos testes com blogs, fóruns e comunidades para perceber a vontade do funcionário tornar-se emissor de informação. Outra novidade podem ser painéis digitais, semelhantes aos dos aeroportos, para uma comunicação mais instantânea. O diretor completa: “a comunicação é um fenômeno entre pessoas, nunca podemos esquecer isto. As mídias digitais trazem suas vantagens, mas não fazem tudo sozinhas”.


A comunicação precisa de outros olhares


A antropóloga Lívia Barbosa, da Universidade Federal Fluminense, foi uma das grandes sensações do 8. Mix Aberje neste final de fevereiro. Mesmo fechando uma maratona de palestras, manteve o público atento e recebeu longa sessão de aplausos. Ela começou pontuando que focos em sua disciplina de estudo passaram da carência e da marginalidade para a análise de quaisquer grupos humanos em suas interações contemporâneas, e neste caminho as empresas são preponderantes. “Elas se mostram como a instituição mais dinâmica da sociedade moderna, por conta de sua necessidade de adaptação permanente”, explica.


Lívia comenta que, como os significados são contextuais, dependendo de quem emite e de quem recebe, é muito difícil precisar as reações de um processo de comunicação. Todavia, há uma tendência no Brasil de supremacia da oralidade e das relações pessoalizadas, em que atividades em grupo são formadas pelo prazer existencial, sem foco em objetivos. E isto traz grandes repercussões: inadequação para ler rótulos e manuais de instrução, falta de resultados em reuniões, recusa da formalidade e até do tom oficial escrito, dificuldade de assimilar recursos autodidatas e atitudes “faça você mesmo”. Esta situação pode vir a ser alterada pela web 2.0 e seus sistemas colaborativos, que desenvolvem esta aptidão. Uma permanente teoria da conspiração e o estigma que se incorpora a quem acredita nas comunicações oficiais explícitas são outros pontos derivados da nossa cultura, o que explica a desconfiança nas autoridades e nas instituições e mostra a importância da transparência permanente para não gerar mais motivos para questionamentos. Neste caminho, a informação ampla precisaria circular.


Nos processos de mudança, como fusões e demissões, há uma redefinição da realidade que deve ser muito cuidada. Como ninguém se relaciona neutramente com o trabalho, porque é uma relação que encerra muitas emoções, até mesmo transferência de setor causa impactos fortes. A antropóloga alerta: “também nestes casos se percebe que é muito comum as pessoas não saberem em que ponto estão inseridas, e quanto são importantes para a organização, e isto deve ser clareado”. A extrema hierarquização e autoritarismo da sociedade brasileira, em que regras não funcionam para todos e existe mais uma anuência formal do que compreensão ou concordância das equipes, leva a um panorama que prejudica a comunicação. E constata: “aqui não se discute com o chefe, não se estimula o debate. Se o faz, é visto como posição pessoalizada”.

TENDÊNCIAS – Lívia aponta uma tendência de anulação de diferença entre empresa, produto e serviço, todos assinando a logomarca da corporação, que se explicita e se mostra responsável por sua atuação, surgindo uma comunicação institucional muito mais forte.


A separação entre comunicação institucional ou mercadológica dos serviços de atendimento ao consumidor é algo que deve acabar. Do contrário, na opinião da estudiosa, vai derrubar a credibilidade de qualquer projeto empresarial, afinal os SAC’s no cotidiano das pessoas dizem muito mais de uma empresa do que as comunicações oficiais.


MARÇO – A ABERJE está com inscrições abertas para o Curso Internacional de Comunicação Empresarial, que tem parceria com a Syracuse University, de Nova York (veja mais em www.aberje.com.br/internacional). Já a agenda de eventos em março prevê uma série de cursos: nos dias 11 e 12 de março o tema "Organização de Eventos Empresariais" com a RP Gilda Meirelles no Rio de Janeiro/RJ, e depois várias alternativas em São Paulo/SP, como dia 18 de março "Como construir e gerenciar blogs corporativos" com Pollyana Ferrari, dia 26 "Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno" com Saul Bekin; e dia 27 o curso "Administração da Imagem – Organizações, Marcas e Produtos" com a RP Maria Schuller. Mais informações pelo cursos@aberje.com.br .


RP Rodrigo Cogo – Conrerp RS/SC 1509
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)




Postado por Juliano Melo.

Viralização faz parte de todas as estratégias comunicativas

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Nem todos os questionamentos são esgotados durante um evento. Sobremaneira em se tratando das formas de comunicação na internet baseadas no conceito 2.0 – compartilhamento e múltiplas fontes de produção e veiculação de conteúdos. Tudo é muito novo e as teorias ainda estão sendo estabelecidas. Mesmo assim, a oficina executiva “Estratégias inovadoras em Marketing Viral”, organizada pela JumpEducation – Digital Media Academy (www.jumpeducation.com.br) no dia 27 de fevereiro de 2008 no espaço SSJ na Vila Olímpia em São Paulo/SP, lançou luz sobre alguns caminhos. E inquietou a seleta platéia de planejadores, jornalistas, relações públicas e criativos de todos os pontos do Brasil presentes, deixando uma dúvida: estaríamos rumando para um cenário de busca permanente pela viralização?


O diretor da Neo Ogilvy, Xavier Mantilla, deu partida à reflexão. Para ele, uma campanha de marketing viral exige um cuidadoso planejamento, e nunca está dissociada da marca da companhia. Trata-se da organização de ferramentas que, a partir de uma necessidade específica do anunciante, buscam a mobilização e a replicação pelos cidadãos, on-line e off-line. “Não acreditamos em doideiras que somente chamam a atenção, porque tem também uma grande dispersão. Pode até ser replicado, mas estando fora da linguagem da marca e nem remetendo a ela, não serve”, sentencia.

Todavia, o executivo reconhece que indicadores como o crescimento da internet, a distribuição digital, o compartilhamento forte de idéias, a penetração da banda larga, o desenvolvimento de conteúdos sob a perspectiva do entretenimento modificam a forma de pensar e criar. E ainda alteram alguns pilares de trabalho na comunicação, como a idéia da interlocução por tribos, que está cedendo espaço para falar com pessoas, porque a segmentação deve deixar de ser demográfica para nortear-se pelas características comportamentais.


Partindo para um enfoque prático, ele aponta alguns recursos: o “social currency”, significando a abordagem de temas que dão partida a diálogos, a tópicos nas comunidades, atraindo a atenção do grupo e abrindo chance para indicação de links ligados à marca; o gerenciamento de canais de mídia on-line de alto quociente de viralização (instant Messenger, SMS, email, websites) e os formatos virais amigáveis como vídeos, games e blogs. Em todos os casos, a perspectiva é a mesma, baseando-se na identificação de formadores de opinião e influenciadores nas comunidades; criação de comunidades sobre temas de interesse para distribuir informação; desenvolvimento de estímulos para gerar boca-a-boca, como assessoria de imprensa, emails com chamadas atrativas; gerenciamento do potencial de espalhe das percepções negativas ou contrárias, porque estas também integram boas oportunidades; e atenção para responder rapidamente a todas as demandas geradas. Sobre tema, Mantilla divide em três possibilidades de criação: campanhas de entretenimento (irreverência, ineditismo, engajamento com uso de vídeos, games, rich media), campanhas educativo-informativas (posicionamento da empresa como líder ou fonte de conhecimento, inovação, provimento de conteúdo com email-news, podcast, fóruns de discussão, releases) e ainda campanhas promocionais (que atribuam premiações ou patamares de acesso e prestígio mediante envolvimento intenso da audiência visada). “Mas atenção: 80% das campanhas virais não funcionam, não atingem o resultado esperado, porque é muito difícil garantir o retorno, dado que muitas variáveis nem a agência criadora nem o cliente controlam”, alerta ele, apontando que uma parte importante do processo é a avaliação, que inclusive pode ser feita por medição qualitativa (buzz metrics antes e depois da ação viral) e quantitativa (número de cliques, downloads, cadastros, repasse de email).


PILARES – Para mostrar que bom senso e criatividade estão no centro da criação em marketing viral, a vice-presidente da A1 Brasil, Priscila Tortoretti, mostrou uma série de campanhas bem sucedidas, e também alguns fracassos. Basicamente, a repercussão depende do trabalho com materiais inusitados e inovadores que façam com que o receptor da mensagem tenha vontade de encaminhá-la para seus contatos. Neste sentido, o uso das redes sociais interativas potencializa o resultado pelo amplo alcance de audiência em tempo reduzido: com vídeos, imagens, textos, animações nas comunidades, por email, numa rede de links em sites e blogs. Mas a viralização pode ser off-line, com indicação em conversas informais, em palestras, por telefone.


Como exemplo, ela cita uma campanha de um site de investimentos que foi realizada a partir de apenas 30 investidores, e da sedução para que eles viralizassem para seus pares – num universo máximo de 170 mil cadastrados. Neste caso, nem o uso tradicional do YouTube foi feito, porque o perfil da audiência era outro. “A necessidade de ação viral é oferecer algo novo no mercado e de extremo interesse do público-alvo, previamente mapeado e conhecido. O marketing viral é a profissionalização do marketing boca-a-boca, é uma evolução do sistema de correntes do passado, que chegavam por cartas, postais e bilhetes”, conceitua. Priscila foi questionada pelos participantes sobre um dúvida que fica pairando no ar diante deste tipo de enfoque de comunicação, e para a qual não há resposta definitiva: a intenção viral não estaria presente em todas as campanhas? O objetivo sempre não seria causar impacto com uma idéia, conceito, produto inovador, estimulando a conversação entre cidadãos-consumidores? Não estaríamos indo para um panorama em que tudo vai acabar pretendendo ser viral?


Mesmo sem respostas diretas, mas reforçando esta conexão com o boca-a-boca, o consultor e diretor da E.Life, Alessandro Lima, diz que uma das características da web 2.0 é tornar visível, registrado e com alta potência o que antes se perdia na volatilidade da comunicação oral. Aliado a isto, e conforme revelam os primeiros itens de pesquisa da Forrest Research, as fontes de maior confiança entre as pessoas são a recomendação de outros consumidores, os websites oficiais de marcas e os emails assinados. “Realmente saímos da era da informação para chegar na era da recomendação”, constata.


Nesta orientação, seria importante incentivar o recall de campanhas e ações convencionais, com o uso de estratégias virais como paródias no YouTube; sempre publicar as interações e respondê-las rapidamente nos canais on-line instituídos; facilitar a recomendação do conteúdo para terceiros e monitorar as redes sociais. Na definição dos espaços virtuais para análise, dado que 20% dos blogs e comunidades estariam recebendo 80% de todas as indicações links da internet, ele recomenda olhar o número de links de outros sites e blogs (relevância), o número de amigos linkados nas redes sociais (influência), número de comentários relacionados a um post ou matéria (repercussão) e o número de integrantes que estão lendo, ouvindo, vendo as repercussões (popularidade). Lima adianta: “já constatamos que o número de pessoas mais críticas e com posts mais negativos sobre as marcas têm rede de relacionamento muito maior”.

Para Pedro Gravena, publicitário da Garage Interactive que finalizou o dia de discussões, o marketing viral leva a pessoa a um sentimento de coletividade, e esta pertencência é que estimularia a replicação. Entre os elementos de criação na área, estariam a originalidade do fato, interesse no repasse, rapidez na transmissão e instinto coletivo. Uma seqüência de campanhas foi mostrada à platéia no intuito de dar concretudo a esta posição.


Segundo ele, é possível fazer viralização em qualquer mídia, do PDV ao Iphone, com eficiência e sustentação. Cada mídia teria sua particularidade e seu poder de contribuição, mas em comum entre todas está a exigência de originalidade da idéia. Além disto, é preciso lembrar que o poder está com o consumidor, da vontade dele de levar adiante o tema. “Se não for surpreendente, não existe mídia capaz de sustentá-la”, alerta. Com o nome de viral ou não, o que se deseja é ter sempre a palavra de recomendação dos clientes, o que expressa sua satisfação com o produto e a marca.


MARÇO – Na extensa agenda da JumpEducation, já estão confirmadas as oficinas Entertainment Marketing no dia 12 de março, Marketing em Sites de Busca n o dia 18 de março e ainda Estratégias Avançadas de Mobile Marketing no dia 27. A estrutura de treinamentos ainda prevê o curso "Planejamento e Compras de Midia On-Line" dia 19 e a Oficina de Blogs Corporativos no dia 26. Informações e Inscrições podem ser feitas pelo 11-5012-5939 ou no amagalhaes@jumpeducation.com.br .

RP Rodrigo Cogo – Conrerp RS/SC 1509
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)




Postado por Juliano Melo.