Curso “Comunicação Corporativa na web 2.0” terá palestra de agências de comunicação, jornalistas e empreendedores

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Curso “Comunicação Corporativa na web 2.0” terá palestra de agências de comunicação, jornalistas e empreendedores


O curso online “Comunicação Corporativa na Web 2.0” está de volta e será realizado, pela Escola de Comunicação, de 3/3/2012 a 24/3/2012. Para atuar com excelência no ambiente 2.0, o comunicador precisa conhecer as diversas ferramentas disponíveis e escolher as mais adequadas.

Realizado em sete aulas online (com duração de 03 horas cada uma, totalizando 21 horas), o inovador curso “Comunicação Corporativa na web 2.0” contará também com a presença de importantes palestrantes (IG, ProXXima, Ketchum Digital, Blog do Adonis, Classifriends, Indike, blog Rafael Designer, Lidifaria.com) e irá oferecer todos os embasamentos necessários para você criar, planejar, atuar e mensurar as suas ações digitais.

Para mais informações, acesse http://www.escoladecomunicacao.com.br/conteudo/teor.asp?id_curso=1295






Curso “Estratégias de Relações Públicas para mídias sociais” terá sua 1ª edição presencial

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A Escola de Comunicação, do Comunique-se, vai realizar, no dia 21 de janeiro, em São Paulo, a 1ª edição do curso “Estratégias de Relações Públicas para mídias sociais”, que apresentará os conhecimentos necessários para a construção e manutenção de relacionamentos no ambiente online, com foco no cuidado com a imagem e reputação de organizações. 
O curso será ministrado na Avenida Paulista, 807 / 9° andar - cj 904 - Cerqueira César, das 9h às 18h. 
Além disso, a Oficina na Web, que caminha para sua 5ª edição, será realizada no dia 13 de janeiro, das 19h às 22h. 
Mais informações: (11) 3897-0860 oucursos@comunique-se.com.br




Google Zeitgeist 2011: Retrospectiva

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Clique na imagem para acessar o vídeo!

Google Zeitgelst 2011
Google Zeitgelst 2011






Comunicação: quem é o profissional, afinal?

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Um dos maiores desafios dos profissionais da área de Comunicação é, na minha modesta opinião, lidar com os “palpiteiros”. Eu costumo brincar que ninguém se atreve a questionar os cálculos de um engenheiro, mas de Comunicação todo mundo jura que entende.

Não sei se por ser uma área muito dinâmica e visada, ou simplesmente por puro desconhecimento mesmo, mas as pessoas em geral costumam não respeitar o trabalho dos comunicólogos – e sofrem desse drama jornalistas, publicitários, relações públicas, etc.

Essa falta de respeito à qual me refiro fica demonstrada em inúmeras situações. Seja quando querem nos ensinar a fazer nosso trabalho, ou quando despejam críticas infundadas sobre algo que desconhecem, os palpiteiros seguem quase sempre o mesmo pressuposto: de que Comunicação é coisa simples, fácil, que pode ser feita por qualquer um.

O problema é tão sério que até mesmo o nosso “sapientíssimo” Supremo Tribunal Federal, tempos atrás, derrubou a obrigatoriedade do diploma para se exercer a profissão de jornalista (problema que estamos tentando sanar agora, com a PEC dos Jornalistas). Ou seja, como se não bastasse todo esse senso comum de que nosso trabalho não é sério, ainda se tem a absurda concepção de que não há ciência, técnicas, estudos ou métodos por trás da Comunicação. Ou seja, somos sempre o “primo pobre” das profissões.

A situação é ainda mais complicada quando se exerce a Comunicação dentro de uma empresa ou instituição. Frequentemente, as ordens que vêm de cima (direção) para baixo não prezam pela qualidade da informação, ou sequer pelo bom senso – têm única e exclusivamente a intenção de satisfazer o ego de quem tem o poder. E aí, muitas vezes, o comunicólogo, por mais que tente se fazer ouvido ou aplicar seu profissionalismo, acaba tendo que simplesmente cumprir ordens, por uma mera questão de hierarquia. Nessa hora, o conflito entre a qualidade do trabalho e as vontades do chefe costuma ser gritante.

E essa constante aniquilação do conhecimento e da experiência dos profissionais, aliada à insistência dos palpiteiros em querer “ensinar o padre a rezar a missa” dificulta ainda mais a conquista de direitos para as várias categorias de comunicólogos, atrasa a regulamentação das profissões e colabora para uma massa cada vez menos capacitada de trabalhadores – afinal, por que contratar um profissional de Comunicação, se qualquer um pode fazer o que ele faz, e bem mais barato, não é mesmo?

Com o perdão das ironias, acho que é hora – ou melhor, já passou da hora – de nós, profissionais, nos valorizarmos e nos impormos mais, pois só assim conseguiremos, quem sabe um dia, obter o respeito das demais categorias e da sociedade como um todo.

 


*Por Mayara Godoy
Jornalista da UNILA

 

Como cheguei aqui! Por Gilceana Galerani.

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Minha admiração pelo que viria a ser Relações Públicas começou muito cedo. Meu pai trabalhou quase a vida inteira na CESP – Companhia Energética de São Paulo, que tinha excelente conceito e projetos fabulosos dirigidos aos funcionários e suas famílias. Cresci sentindo orgulho daquela empresa, que era o meu ideal de trabalho também.


A CESP se relacionava com a comunidade, levava as famílias para conhecer o local onde os pais trabalhavam, mandava cartas, ajudava nos trabalhos escolares, organizava programas de esporte e lazer para a família e os aposentados em colônias de férias próprias e lindas, tinha um jornal bacana que ia todo mês lá pra casa, fazia eventos maravilhosos no Dia das Crianças e no Natal e, sobretudo, era responsável por boa parte do orgulho brasileiro daquela época: as usinas hidrelétricas, grandes fontes de energia para todo um País.


Enquanto isso, no meu oitavo ano do ensino fundamental havia uma disciplina específica para ajudar na escolha da profissão. Recebíamos várias revistas com detalhes sobre as profissões e lembro como se fosse hoje do dia em que li pela primeira vez sobre RP. Lá dizia que o profissional da área tinha que ser muito bem informado, gostar de se relacionar com gente, lidar com conflitos e preocupar-se o tempo todo com relacionamentos e reputação. Nem li mais sobre outras profissões. Era aquela que eu queria, tinha certeza que aquele profissional era o que ajudava a CESP a ser uma empresa tão bacana.


A partir de então eu tinha um foco. Ler os principais jornais todos os dias, dedicar-me mais às disciplinas relacionadas a português, história e geografia e conhecer tudo que possível sobre Relações Públicas e Comunicação. Apenas sinto não ter me dedicado mais a idiomas.


Não tive qualquer objeção por parte dos meus pais ao escolher a profissão. Muito pelo contrário. Minha mãe falava (e ainda fala!) de boca cheia: “minha filha mais velha escolheu ser Relações Públicas”.  O Brasil passava por seus últimos anos de ditadura militar e sabemos o quanto a profissão de RP se destacou naquela época, cuidando da imagem dos presidentes militares. Desconsiderando aqui o contexto e os efeitos desse trabalho, o fato é que a atividade era tida como de altíssimo escalão para os que estavam mais próximos das empresas públicas, como era o caso dos meus pais.


E então veio o desafio de fazer o vestibular na Universidade Estadual de Londrina, escolhida por ser mais próxima da minha cidade no interior de São Paulo e pelos comentários de amigos, que falavam que a cidade era acolhedora e a universidade, muito boa. Estavam certíssimos.  Não podia ter escolhido melhor. Já estudando lá, a boa surpresa: o principal professor de RP era nada menos que Waldyr Gutierrez Fortes, que por muitos anos atuou  como RP naquela empresa tão admirada, a CESP! Pronto, tudo se encaixava perfeitamente.


Depois vieram os estágios, todos não remunerados, mas com aprendizado que não acabava mais. Estagiei em rádio, grande empresa, pequena empresa, comércio e também em campanha política. Estudava de manhã, fazia estágio à tarde e passava muitas noites datilografando (isso: datilografando!) trabalhos de conclusão de curso para ganhar uns trocados. Aprendi bastante também com esses TCCs de estudantes de vários cursos da UEL.


Tive a honra de ser o primeiro lugar de minha turma ao me formar. Meus pais se orgulhavam muito das minhas conquistas , o que me incentivava a manter o foco na minha profissão.


Logo após me formar, fui trabalhar numa grande empresa e minha primeira chefe foi Marlene Marchiori, também professora de RP na UEL. Seu nível de exigência era imenso, sofri até me adaptar ao mundo real das empresas altamente lucrativas, mas sei hoje o quanto isso me ajudou a amadurecer e a ser leal com os princípios da profissão de RP.


Dois anos depois, ingressei na Embrapa Soja, em Londrina, por meio de concurso público.  Nessa Empresa, pude exercer todas as funções de RP e desfrutar de muito respeito e confiança de gestores e colegas, num ambiente de criatividade, rigor científico, histórias de resultados de impacto para a agricultura brasileira e incentivo ao aperfeiçoamento. Fiz muitos cursos de curta duração, especialização em marketing e propaganda e, em 2003, concluí mestrado na USP pelo Programa de Pós-Graduação da Embrapa. Na USP, algum RP deixaria de sonhar em ter como orientadora a Profa. Dra. Margarida Maria Krohling Kunsch? Pois consegui isso e esse fato foi um divisor de águas na minha vida.  Esse texto aqui ficaria muito longo se resolvesse contar tudo que aprendi pessoal e profissionalmente com essa professora tão sábia, tão interessada em compartilhar tudo que sabe – para mim, a maior expoente da comunicação organizacional no Brasil. Guiada pela Dra. Kunsch, fiz a dissertação sobre avaliação de resultados em comunicação e, mais uma vez com o apoio da Embrapa, esses estudos viraram um livro, o primeiro sobre o tema no Brasil.


Em 2008 fui convidada a trabalhar em Brasília, na Sede da Embrapa, para coordenar a comunicação interna da Empresa.  Nessa função, conheci os mais de 150 comunicadores da Empresa e a diversidade cultural e estrutural da Embrapa, que tem unidades (47) em todos os cantos do País. Também iniciei como professora de pós-graduação numa instituição de ensino particular e passei a escrever para portais de comunicação, como Aberje e Nós da Comunicação (no momento estou em dívida com eles, sem condições de contribuir).


Nos últimos seis meses, dois acontecimentos marcaram minha vida profissional: afastei-me um pouco da área de comunicação para atuar na assessoria da Diretoria-Executiva da Embrapa e recebi uma grande homenagem da UEL, em seu aniversário de 40 anos.


Definitivamente, não posso me queixar de qualquer coisa nesses mais de 20 anos de atuação como Relações Públicas. A profissão é dinâmica, generosa e gratificante, além de ter sido determinante para o meu atual trabalho e também para o meu jeito de ser como pessoa e cidadã. Outra profissão melhor para mim? Difícil demais imaginar qual.