Archive for Setembro 2010

Pesquisa foca em hábitos de consumo e comportamento dos jovens

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A Associação Brasileira de Marketing & Negócios (ABMN), em parceria com o IPPC, entrevistou 456 jovens entre 14 e 25 anos de classes A e B em São Paulo. Para eles, valores como determinação e superação formam a figura de um herói e cerca de 80% dos ouvidos apontam as mães como suas heroínas . Já os pais receberam 60% das menções. Já 34% dos participantes informaram que fazem as refeições com a família diariamente.

A Apple foi a marca que teve maior destaque na pesquisa, já que foi sendo relacionada a design, qualidade, tecnologia, modernidade e inovação. A Havaianas foi eleita como a marca que simboliza o brasileiro, com 179 votos. Na pesquisa, Vale e Petrobras foram citadas com baixa relevância, apesar de serem marcas fortes e reconhecidas no país. No quesito beleza, a Avon foi a mais lembrada e sua concorrente Natura apareceu como marca símbolo de Natureza. Outros destaques foram a C&A ser a marca que cabe no bolso e a Coca-cola ser reconhecida como marca tradicional e líder de mercado.

Além das marcas, o consumo de produtos de alguns segmentos foi analisado pela ABMN:

43% dos entrevistados afirmaram beber cerveja regularmente, mas não têm uma marca preferida (dos 196 entrevistados, 75 declararam consumir qualquer cerveja).

Na parte comportamental do estudo, foi constatado o valor da amizade e do trabalho para o jovem.

27% deles disseram que a felicidade está na realização profissional e está praticamente empatado com os 26% que enxergam a felicidade em conquistar muitos e bons amigos.

O estudo da ABMN teve como objetivo a investigação de componentes ligados ao caráter, virtudes e forças pessoais, delineando características marcantes desse grupo de jovens que compõem uma nova geração de adultos. Além disso, a pesquisa teve como intuito o reconhecimento de marcas relacionadas a determinados atributos. A amostra estudada corresponde a um universo de cerca de 400 mil jovens.

Comunicação interna apresenta diversidade de posicionamento hierárquico nas organizações

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O desenvolvimento da área de comunicação interna nas organizações brasileiras demonstra uma diversidade de pontos de localização na divisão hierárquica para o tema. Ora vinculado à Marketing, em outros momentos agregado ao setor de Recursos Humanos ou ainda consolidado em estrutura independente, afora os diferentes níveis de intimidade e influência na gestão estratégica, em geral este desenho diz muito sobre o estilo do trabalho a ser desempenhado e mesmo sobre a interpretação do negócio em relação ao fator humano na movimentação da engrenagem produtiva e relacional. Todas estas possibilidades estiveram presentes na 4ª edição da Conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC para trocar experiências. O evento aconteceu nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Faria Lima em São Paulo/SP, e mostrou que não existe determinação de manual, pois cada empresa ou instituição acompanha um grau próprio de postura dialógica e de atribuição de importância ao pensamento neste universo de atuação. Parece haver ao menos um ponto em comum: quanto maior o investimento em CI e mais próxima esta equipe estiver da tomada de decisões relevantes, mais fluido e maduro fica o relacionamento entre as pessoas no ambiente de trabalho.


A compatibilidade de percepções dos colaboradores e dos públicos externos sobre determinada organização é a grande missão da comunicação interna, com impacto no comprometimento e na qualidade dos produtos e do negócio. Esta é a visão expandida da coordenadora de Comunicação Corporativa do Grupo Petrópolis (detentor de marcas como a cerveja Itaipava e o energético TNT), Eliana Cassandre, que gere três mil funcionários em quatro unidades. São três pessoas na área, antes executando funções dentro de um setor de Recursos Humanos. Neste formato, o entendimento é que a reputação é o guia da ação, atuando como geradora de links. A sequência de encontrar o caminho, descobrir o público, definir a linguagem e escolher os canais para então viabilizar a comunicação continua importante, mas vem sendo cada vez mais abreviada pela urgência ou sobrecarga de demandas, num contrasenso com a constatação de que “se não gerar conhecimento, não há comunicação”.


Desde o início dos trabalhos, Eliana aponta que foi buscado o foco a partir da expectativa dos pares internos, para depois haver desenvolvimento de cenários, respectivas mensagens e estratégias. Conversas com gestores, visitas às unidades, definição de políticas e procedimentos estiveram entre os passos tomados para chegar na elaboração de um plano e na determinação de canais de interface. Além de jornal, folder institucional, jornal-mural, intranet, programa de visitação Beer Tour, foi implementado um projeto de informação variável nos fundos de tela de todos os monitores. Outras novidades foram a produção de um relatório de desempenho social, com investimentos realizados em 2009 como o projeto Área de Mobilização Ambiental feito nas comunidades, e um treinamento sobre comunicação corporativa para gestores. Suas novas frentes de trabalho são gerenciamento de crise, implantação de um painel eletrônico de informações e um programa de incentivo à inovação. A coordenadora aponta alguns mitos que envolvem a área, como a noção de que todos os colaboradores sabem o que é comunicação interna, o que nem sempre acontece, assim como a ideia de que o setor de CI é responsável por toda a comunicação. Ela ainda assinala que a crença de que basta comunicar e tudo se resolve é uma falácia, porque nem sempre existe a apreensão da mensagem transmitida.


Caio Mandolesi, coordenador de Comunicação Institucional, e Rosana Spezia, coordenadora de Recrutamento e Comunicação Interna da WEG – fabricante brasileiro de motores, energia, automação e tintas com 20 mil funcionários em diversos países, iniciaram falando da divisão de atribuições na companhia. Comunicação institucional cuida do Museu Weg, de patrocínios e da comunicação externa, e a Comunicação Corporativa trata de clima, comunicação interna, recrutamento e responsabilidade social. A ideia, de todo modo, é de uma atuação compartilhada, com reuniões semanais multidisciplinares para aproveitar as expertises internas. Há uma prática de instaurar grupos de endomarketing, com voluntários que tenham forte liderança em suas áreas, independente da formação, para captar pautas localizadas e fontes de informação e pesquisa, atuando como multiplicadores. Eles tornam-se intermediários ativos na montagem das ações escolhidas, com maior tendência de acerto do setor formal da Comunicação. O trabalho é baseado em cinco pontos em linguagem informal, explicados pelos executivos: gente é que faz; não adianta falar, tem que fazer; brigar faz bem; sempre dá para melhorar; e criatividade faz economia. Tudo é amparado pela visão de mundo dos fundadores, e foi destacada uma frase de Eggon João da Silva: “se faltam máquinas, você pode comprá-las. Se não há dinheiro, você toma emprestado. Mas homens você não pode comprar, nem pedir emprestado. E homens motivados por uma ideia são a base do êxito”.


Entre os projetos da Weg mostrados, está o Livro Livre, um programa sócio-cultural voluntário onde alunos da rede municipal de ensino são incentivados a doar materiais recicláveis em suas escolas para ganhar um livro de literatura. O que é coletado é vendido para recicladores, gerando renda para aplicações diversas. Os livros, editados pelo Instituto Evoluir, são inéditos, de diferentes gêneros e foram escritos por autores da região, formando uma coleção dividida por faixas etárias. A previsão é distribuir 130 mil unidades, e até agora mais de 70 toneladas de lixo já foram recebidas de 10 mil crianças mobilizadas. Mandolesi ainda explicou o projeto de comemoração de 50 anos da empresa em 2011, e entre as ações haverá uma homenagem para 250 funcionários que marcam 25 anos de trabalho. Uma fusão em processo com o então maior concorrente da Weg é outro ponto, trazendo os desafios da disseminação da cultura (pessoas, processos, clientes, fornecedores e comunidade integrados).


Também do ramo de bebidas, o coordenador de Comunicação Interna do Grupo Schincariol Fabio Monfrin tem o desafio de articular pensamentos e ações para quase 10 mil funcionários em 14 unidades espalhadas pelo país, afora distribuidores e unidades administrativas. Seu foco no evento foi tratar dos formatos de CI para sustentar objetivos estratégicos, como valores e visão. O setor está vinculado ao segmento de Desenvolvimento Humano e Organizacional. A Schin divide os valores em três pilares – pessoas, serviço e resultado, numa mudança cultural iniciada em 2008 com a ideia de mostrar a força da marca e o foco do cliente a partir de uma excelência operacional e de serviços. A experiência acaba expondo a diferença entre empresa que visa ao lucro e empresa que busca geração de valor, já que foco no cliente traz sensação de servidão a demandas, com postura mais reativa, e foco do cliente é a perspectiva de atingir as aspirações deste cliente, numa atuação proativa.


Entre os trabalhos desenvolvidos pela área no grupo está o mapeamento de campos de valor junto a cada stakeholder, o que faz ruir a divisão entre comunicação interna e externa. Num primeiro raio estão colaboradores, acionistas e terceiros, chegando depois a clientes, concorrentes, revendas, fornecedores e comunidade, para então acionar Governos, imprensa, associações e organizações não-governamentais. Até 2012 foram feitas algumas priorizações, mas com esta intenção de integralidade. Neste sentido, já foram implementados alguns formatos de informação e relacionamento, como a revista mensal Novas, que tem editoria que ressalta a história da corporação em cada cidade para justamente instigar a integração de perspectivas e também traz, em todas as matérias, um link a respeito do valor da companhia que está sendo expresso e reforçado. O portal interno Conexão Schin tem atualização diária e contagem acurada de interações (cliques, comentários), com editorias divididas segundo os três valores, oferta de um fórum de boas práticas, histórico de clipping, funcionalidade de gestão e com perfis de atualizações específicas descentralizadas entre alguns setores. O espaço digital contém ainda o “Blog do Presidente”. Já os jornais-murais espalhados nas unidades dão privilégio para informações locais, e o disparo de emails corporativos busca aproveitar o imediatismo em questões de relevância e viabilizar níveis de confidencialidade da informação circulante. O executivo destaca também o +Schin, uma mídia de banheiro que funciona como suporte de oportunidade para campanhas de endomarketing, afora a realização de diversas campanhas internas de orientação e incentivo, como um game sobre valores corporativos. Foi mostrado na ocasião o detalhamento do case de lançamento da Cerveja Devassa para os funcionários, com diversas peças de mobilização, curiosidade e descontração – além da prioridade na informação.


Depois de apresentar um panorama das mídias e processos de interação no grupo, Monfrin comentou que, entre os desafios da comunicação interna, estão a implantação de um mural eletrônico, uma atuação mais forte em mobile e a ampliação de acesso ao portal Conexão Schin. O planejamento estratégico busca incentivar a capacitação de lideranças, finalizar a definição de políticas e procedimentos na comunicação integrada, reestruturar os canais e colaborar na construção da cultura organizacional. Uma série de indicadores de avaliação está em andamento, como pesquisas de clima e reputação, formatação de índice de eficácia da comunicação e também monitoramento da satisfação de clientes.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674

Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)

Comunicação interna enfrenta desafio de divulgar valores e estratégias

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Fica cada vez mais distante o cenário onde setores de comunicação interna de organizações eram simples atendentes de demandas de outras áreas, em processos pontuais de transmissão de informação no ambiente de trabalho. Com um renovado status de consultoria estratégica, as equipes agora estão empenhadas na difícil tarefa de comunicar valores e promover um alinhamento verdadeiro de expectativas e discursos. Numa época em que as pessoas lutam cada vez mais por seus direitos e pelo pleno atendimento de suas demandas, dentro e fora do universo profissional, vê-se o grande desafio que há pela frente. Esta pode ser uma das conclusões diante das realidades de mais de 18 organizações nacionais e multinacionais presentes na 4ª edição da Conferência de Comunicação Interna da International Quality and Productivity Center/IQPC. O evento aconteceu nos dias 24 a 26 de agosto de 2010 no Blue Tree Faria Lima em São Paulo/SP, reunindo cerca de 100 participantes de vários locais do país.

Carmem Murara, gerente de Comunicação Institucional da Rede Paranaense de Comunicação/RPC, falou do desenvolvimento e implementação de plano de estruturação da área de comunicação com base nos conceitos de missão, visão e estratégias empresariais. Para ela, o trabalho envolve uma ênfase na visão humanística, com a convicção de que a personalidade pode e deve ser continuamente aperfeiçoada como perspectiva da busca da excelência humana e do desenvolvimento de uma postura mais solidária e menos individualista. Até o final de 2008, apesar de representar uma empresa de comunicações, não existia o setor formalmente na estrutura, apenas como um grupo multissetorial voluntário formado por jornalistas e com enfoque transmissor de novidades ou “furos”, sem o embasamento institucional progressivamente requisitado. Além disto, Carmem entende que este profissional não tem no DNA os processos necessários de gestão, para além das técnicas comunicacionais. E foi com esta perspectiva que a gerência foi estruturada dentro da Diretoria de Marketing Corporativo, pensando em informar, envolver, engajar e reconhecer, numa integralidade de intenções que viabiliza a satisfação.

Mas claro que todas as incumbências não cabem à Comunicação como departamento formal. A ideia é incentivar uma liderança colaborativa que acabe facilitando o alinhamento de princípios. Para tanto, a base está no estímulo ao diálogo e o foco está na conquista do colaborador como defensor da marca. O desafio era sair da compreensão de divulgador de notícias para disseminador de estratégias, mudando do caráter reativo para uma ação proativa e focada no planejamento. “Não é ser entregador de produtos, mas sim ser proponente de relações”, arremata. Afinal, há um ciclo de valor a ser considerado, onde satisfação dos colaboradores gera produtividade e dá resultados ao negócio, com influência na fidelidade e lealdade do cliente externo. O trabalho enfatiza o funcionário como um agente de mudanças, ativo na geração, recebimento e difusão de informações. A intenção a longo prazo é criar a percepção de marca, onde a comunicação interna procura ficar na interface entre o nível empresarial e o nível pessoal-humano de cada membro. A gerente entende que o sucesso também depende do nível de envolvimento do CEO, porque é preciso persistência para quebrar paradigmas, ao mesmo tempo em que transmitir e comunicar valores e a cultura depende do empenho deste comando.

Os desafios na francesa Saint-Gobain Abrasivos também são grandes. A coordenadora de Treinamento e Desenvolvimento Cinthia Escudero e a analista de Comunicação Interna Natália Gobbo comentam a dificuldade de apropriação pelo funcionário quando sua produção não é visível e não tem conhecimento público, como no caso dos abrasivos. Há uma dificuldade de criar valor porque, embora sejam feitos mais de 10 mil itens distintos, quase sempre este resultado do trabalho está incorporado em produtos de outras empresas. Em 2009 especialmente, devido à crise nas vendas e às consequências imediatas de corte de pessoas, diminuição de salários e redução de jornada, tudo se acirrou quanto ao trabalho sobre auto-estima e motivação. Foi criado um Comitê de Comunicação Integrada para dar suporte à equipe de três pessoas na área formal de Comunicação, tendo sido nomeados correspondentes em cada unidade, chamados de Focas (Foco em Comunicação Aberta). Uma das primeiras estratégias foi criar uma campanha interna de apresentação de cada bem produzido, sempre estrelada por algum membro da equipe de cada fase produtiva. O esclarecimento de setores internos ainda foi buscado com visitações a fábricas, com uma estrutura de atendimento que envolvia entrega de camisetas, brindes e certificados, conduzida pelo Gerente Industrial. O programa Crescendo e Integrando fez a relação da empresa com filhos de funcionários, com palestras, animação com personagem e almoço com os pais no refeitório, viabilizando um conhecimento mais detalhado do ambiente de trabalho.

Foram testados ainda novos formatos de interação, como um relatório social para fixar internamente a relevância comunitária da organização, o Café com a Diretoria para aproximação e uma campanha de coleta e divulgação de histórias de vida ligadas à empresa. Fortalecimento da presença e da força mobilizadora do gestor foi outra ação, adotando uma postura de transparência em todos os atos administrativos. Buscando efeito integrador, foram criados o Coral CantAbrasivos, o Dia da Responsabilidade Social com ações diversas escolhidas em cada unidade, e o Clube da Melhoria com incentivo à proposição de ideias.

ON E OFF LINE -
Na Brasilprev, são cinco frentes de trabalho para comunicação interna: mídias, comunicação face-a-face, campanhas sociais, ações em datas especiais e festas tradicionais. Na empresa, comunicação e estratégia andam juntos numa Superintendência. A gerente de Comunicação Cinthia Spanó falou sobre vários canais em operação, e suas remodelações frente a uma nova dinâmica e perfil dos colaboradores, e demonstrou a importância de um encontro presencial, que dura quatro horas e é multitemático, como formato mais eficiente para alinhamento da estratégia com diferentes níveis da equipe. Há algumas atrações acessórias para garantir atenção, como um talk-show com Sergio Groismann e show do Nando Reis, ou então um game liderado pela Família Schürmann para falar sobre trabalho em equipe ou esquetes e uso de aparelhos para votações instantâneas. O projeto Gestão 100% também tem este propósito, com apresentação pelo presidente da empresa em sessões mensais de 30 minutos sobre assuntos mais relevantes. Ela mostrou vários índices de satisfação de funcionários com a comunicação, em seus meios e processos de interface, e manifestou o entendimento de que a comunicação informal pode ser uma oportunidade, e não somente crise como comumente interpretado.

Para dar um contraponto, mostrando a complexidade sobre a determinação de formas de contato com o público interno, a communication manager da consultoria Ernst&Young, Rejane Rodrigues, falou especificamente de um projeto de captação de candidatos para programa de trainee 2010, baseado na internet. Lá, a comunicação interna começou como área integrada ao setor de Comunicação e Gestão de Marca, na ideia de alcançar uma unidade de discurso e alinhar identidade e imagem. Aliás, é exatamente o estilo da equipe que tem levado à remodelação dos canais, com planos editoriais melhor estabelecidos e que viabilizem uma comunicação de mão-dupla num enfoque colaborativo. O perfil mais escolarizado só reforça o afastamento da visão sobre as pessoas como agentes passivos ou acríticos. A empresa mantém uma universidade corporativa de êxito, a ponto de ser atrativo para novos talentos, e “se somos uma empresa de inteligência, precisamos prezar isto”, reforça Rejane. A Campanha Fator Y foi feita nas redes sociais e por um hotsite agregador, disponibilizando conteúdos na linguagem audiovisual e com contação de histórias dos líderes atuais ou sócios que tenham iniciado como estagiários. Foram 71 mil visitas e 13 mil seguidores no Twitter para 350 vagas, tendo rendido mais de 60 reportagens em meios convencionais de comunicação.

RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674

Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)

Sustentabilidade em eventos deve ser compreendida de modo sistêmico

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É falando em sustentabilidade em eventos como algo sistêmico e com gestão realizada com compromisso e responsabilidade em todas as fases e processos que o administrador André Dornelles tem conquistado plateias e aproximado mais um setor de negócios da tripla visão de perenidade e eficiência, articulando olhares econômicos, sociais e ambientais. E foi assim que ele causou impacto junto a mais de 150 profissionais de comunicação, marketing e organização de eventos, reunidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial/SENAC no lançamento de parceria com a Associação de Marketing Promocional/Ampro no dia 12 de agosto de 2010 no Senac Consolação.

Administrador de empresas, consultor especializado em sustentabilidade e leis de incentivo fiscal e sócio-diretor de planejamento da empresa Apó Soluções Consultoria e Comunicação, Dornelles está há 12 anos neste enfoque de formatação de marcas sob a inspiração da sustentabilidade. Já realizou projetos especiais para organizações como Banco Bradesco, Petrobras, Mercedes-Benz, Governo do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de São Paulo, Pirelli, Unesco e TAM. Para o especialista, não há nada mais agressivo que a postura do mercado em trabalhar com uma espécie de obsolescência planejada na produção e uma obsolescência perceptiva na comunicação e no design. Por isto, ele fala em atitude sistêmica, significando a abrangência de determinados princípios em todos os atos organizacionais, como redução da pobreza, busca de qualidade de vida, poupança de recursos naturais, destinação correta de resíduos e produção limpa. A intenção é esclarecer sobre a aplicação permanente do ciclo repensar, reduzir, reutilizar e reciclar, sendo que para tanto é necessário mudar a gestão sustentável para a própria vida das pessoas, antes de desejar qualquer transposição e conscientização corporativas.

A tarefa é difícil para todos os segmentos, porque envolve sair de uma zona de conforto e despertar para novas experiências e compartilhamentos. Segundo Dornelles, é exatamente a instauração de novos hábitos no mercado de organização de eventos que ele procura trazer à tona para criar uma nova cultura. E complementa: “é uma programação mental que precisa ser superada”, nem que seja acelerada pelo viés econômico: a sustentabilidade aumentando como influenciadora de compra. Eventos sustentáveis são aqueles que, necessariamente e de modo continuado, aplicam, em sua gama de processos e atividades, os princípios da sustentabilidade na concepção, preparação, organização, realização e pós-evento, atendendo a preocupações sociais, ambientais e econômicas. O consultor lista 10 orientadores no tema: compra consciente, minimização de resíduos, economia de água, eficiência energética, prevenção da poluição, conservação da biodiversidade, combate à pobreza e inclusão social, participação e comunicação, monitoramento e acompanhamento, e ainda garantia do legado positivo da sustentabilidade.

Este conjunto de perspectivas deve ser empregado para diversas áreas de atuação em eventos, como transportes e viagens, local do evento e hospedagem, bebidas e comidas, marketing e publicidade, brindes e merchandising, eventos paralelos, energia, água e saneamento, aquisições e bens de consumo e materiais e resíduos. A escolha dos fornecedores vai acabar sendo pautada por estes impactos.

NORMA ISO – Para mostrar que a discussão não está restrita ao país ou representa uma intenção esparsa de alguns profissionais, Dornelles falou da edição de uma norma internacional de qualidade. O Brasil e o Reino Unido, representados respectivamente pela Associação Brasileira de Normas Técnicas/ABNT e pela British Standards Institute/BSI, estão dividindo a liderança da elaboração de uma norma sobre sustentabilidade na gestão de evento, que deve levar a numeração ISO 20121 - Sustainability in Event Management. A publicação está prevista para janeiro de 2012, ano em que Londres sediará os Jogos Olímpicos. A realização de eventos como conferências, concertos, competições esportivas e festivais trazem uma série de benefícios sociais, econômicos e culturais. Ao mesmo tempo, a organização destes eventos pode gerar desperdícios consideráveis e causar impactos negativos ao meio ambiente. A nova norma fornecerá uma estrutura que envolverá o planejamento do evento, a definição do local para a sua realização, o padrão de funcionamento, meios de transporte, e o gerenciamento de fornecedores de serviços e insumos. Os primeiros passos no desenvolvimento da Norma Internacional já foram dados, baseados em dois documentos ingleses, e a estrutura conta com participantes de 30 países. A Comissão de Estudo Especial de Sustentabilidade na Gestão de Eventos na ABNT foi instalada em dezembro de 2009.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Rede social: a bola da vez

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Recentemente participei de uma discussão sobre quais são as possibilidades de uso das novas tecnologias de comunicação digital para as empresas e como as organizações poderiam aproveitar essa nova onda para trabalhar institucionalmente e comercialmente com os usuários da rede. Os questionamentos iam de quando, por que e de que forma entrar e participar ativamente nas novas mídias. Como atingir de forma correta os públicos alvos? Quais são as oportunidades e os riscos?

Para alguns, a hora de entrar no mundo das redes sociais digitais é agora e acreditam que a oportunidade é como um bonde que já está passando. Já para outros, está passando como um trem bala e criando murmúrios por todos os lados. Outros pensam que ainda há muito o que aprender antes de mergulhar de cabeça em um rio desconhecido. Não há a necessidade de correr riscos sem antes calcular os impactos das ações.

Esta última argumentação é muito válida na medida em que prever o comportamento de uma pessoa na internet é praticamente impossível. Uma mensagem mal colocada ou interpretada pode reverberar de forma consistente na rede mundial de computadores com danos profundos na imagem de uma empresa.

Mas o fato é: todos já estão, de alguma forma ou de outra, na Internet. Possivelmente o nome de sua organização já foi citado em um fórum, rede social, grupos de discussão, sites de reclamação, blogs, entre outros. É interessante lembrar que, até pouco tempo atrás, existiam poucas (ou quase nenhuma) ferramentas ao alcance dos públicos que davam o poder, ou pelo menos a sensação, de que as reclamações, os pedidos estavam sendo efetivos e que seriam correspondidos ou, no caso, respondidos. Além disso, estas solicitações passavam e ainda passam por uma moderação. Até mesmo as cartas de reclamações enviadas aos veículos jornalísticos, o terror dos assessores de imprensa por muito tempo, passam pelo crivo do editor.

E então fica a pergunta: quais são todas as possibilidades de uso das novas tecnologias?

No mundo virtual as possibilidades se tornaram infinitas. A primeira onda, que já passou, buscou explorar as nuances do institucional, estar presente na rede como forma de mostrar a marca, trazer para o virtual aquilo que pregavam na vida real. Foi o ‘boom’ dos sites que buscavam destacar, por exemplo, o ‘A Companhia’, o ‘Quem somos’. Posteriormente, as empresas se atentaram para o potencial mercadológico da rede e investiram e continuam investindo no e-commerce. Verdadeiras lojas virtuais foram estabelecidas. É como se sua empresa ficasse aberta o tempo todo, pois a qualquer hora o seu site pode ser visitado e uma compra efetivada.

Agora, as redes sociais são a bola da vez. Orkut, Facebook, Twitter, LinkedIn, Foursquare, entre outras, estão na mira das empresas. Para se criar um perfil o custo é zero, o que tem atraído as pequenas empresas que possuem orçamento reduzido. Com o uso de ferramentas de compartilhamento, fica fácil manter o perfil atualizado com notícias referentes ao negócio e de interesse do público alvo, que muitas vezes, destacam no perfil tudo aquilo que gostam, querem e esperam.

Já para as ações de relações públicas, as redes sociais representam um prato cheio, pois as redes sociais permitem uma intensa troca de informações com os usuários. Com o monitoramente constante do que acontece nesses locais virtuais é possível antever e evitar possíveis crises, que pode ser iniciada por uma reclamação no Twitter, por exemplo, de um serviço não realizado por determinada empresa. O contato direto com o usuário já com a solução do problema pode ser crucial para a imagem da empresa. Satisfeito, o cliente provavelmente manifestará de maneira positiva, importante passo para a consolidação da reputação da empresa.

E reputação vende.

Juliano Melo
Relações Públicas
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