Archive for Junho 2011

Da discordância que pode gerar concordância.*

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Pessoal hoje vou escrever sobre algo muito legal que aconteceu e está acontecendo de forma espontânea no Facebook. Só para contextualizar, há alguns dias postei uma pergunta no grupo de Relações Públicas com um questionamento que sempre esteve comigo:

Relações Públicas é comunicação??? Depois de 4 anos de formado, trabalhando na área, este questionamento não sai de minha cabeça!! Cada vez que acho que me convenço, acontece algo que muda meu raciocínio....e vocês, o que me dizem?? Quero ver o ponto de vista de vocês.

Quando postei imaginei que poderia dar alguma polêmica, mas realmente não poderia imaginar que os desdobramentos seriam tantos e de tanta qualidade!! No momento em que escrevo este post (18/06) o tópico está com 153 comentários em 5 dias de discussão, com cerca de 20 pessoas defendendo seus pontos de vista com argumentações profundas embasadas em suas experiências. Acredito que dentre todos que estão discutindo, a maioria absoluta está atuando no mercado de trabalho, vivendo de Relações Públicas, exercendo todo o escopo de nossa atividade. Esta característica coloca o que está sendo dito como algo muito atual, contextualizado, e se não chegarmos a um ponto comum, pelo menos encontraremos questionamentos comuns, identificaremos pontos que valem a pena maior atenção nas pesquisas de nossa área pois, aí sim, os desdobramentos desta conversa poderão e serão materializados em mudanças no entendimento da complexidade que é Relações Públicas, abrindo nossa profissão para novas formas de atuação profissional.

Acredito que estes desdobramentos possibilitarão o repensar de nossa profissão, pelo menos para aqueles que estão envolvidos, auxiliando na construção de um entendimento mais amplo de nossa atividade. Ao defender que RP é mais complexo que suas atividades especificas é que poderemos auxiliar no processo de construção de imagem da profissão, evitando posturas comuns como de divulgação de vagas de RP de forma genérica esperando um Organizador de Eventos, porém sem especificar isto no edital de contratação. Podemos mostrar com este posicionamento que RP pode ser Gestor de Projetos como por exemplo os de Responsabilidade Socioambiental, e não somente produtor de materiais de Comunicação Interna, Institucional, Mercadológica etc.

Já como um primeiro resultado desta discussão vejo surgir pontos que corroboram e denotam mudanças que, apesar de falarmos sobre RP, acontecem com a mesma intensidade em todos os campos da Comunicação: ter a missão da profissão repensada por conta da nova dinâmica de relacionamentos; ter necessidade crescente de ser mais multidisciplinar, aproximando-se de diversas outras áreas do conhecimento. Visto isto, questiono se o foco da pergunta não está errado, será que ao invés de analisar o que é RP, deveríamos analisar o que as Relações Públicas deveriam ser?

Encontro embasamento para este novo foco na fala de Paulo Nassar, um profissional que admiro muito desde minha graduação. Nassar está indicando o caminho aos poucos, destaco dois artigos produzidos para a Aberje onde ele explora esta mudança:

Comunicação: a hora de repensar

Miopia Pura


Destaco aqui os trechos que considero importantes e algumas reflexões minhas:

“Neste contexto, do que se denominou sociedade de massas industrial, as relações públicas e o jornalismo se transformaram em feitores de diálogos e relacionamentos.”

* Será que estas profissões estão acompanhando a mudança em nossa sociedade, largando o papel de feitores e assumindo o papel de promotores de diálogos e relacionamentos?

“Agora todos produzem e veiculam as suas opiniões, nem sempre convergentes com as das empresas. É uma sociedade de muitas vozes. Um universo autoral, que não deixa de ser uma retomada do caráter artesanal da comunicação, que deve procurar se assentar em narrativas mais ricas e abertas (míticas). A grande questão parece ser de como o comunicador se posicionará numa época de grande vontade democrática e articulação entre os chamados públicos sociais.”

* Esta Sociedade de muitas vozes valoriza o papel do Relações Públicas como Promotor de diálogos e Relacionamentos, colocando em destaque as funções analíticas (pesquisa, mensuração ou seja, a atividade de OUVIR!!) de nossa profissão.

“Neste ambiente, perdem o sentido e a sustentação teórica e prática as denominações comunicação organizacional, empresarial, integrada, mercadológica, corporativa, entre outras conhecidas, que definem territórios e práticas, que tinham algum significado na sociedade industrial, mais lenta nas transformações políticas, econômicas e tecnológicas.”

* Profundo não? Desconstrói um conhecimento que temos tão arraigado. Este novo ambiente força uma nova postura dos profissionais de comunicação, alterando todo o processo de criação das estratégias de relacionamento.

“A ciência da comunicação analógica e digital é constituída de um pensamento mais do que suficiente para dar significado para os processos comunicacionais, que acontecem no território que juntou empresa, instituição e sociedade. Comunicação Organizacional não é uma nova ciência autônoma. No máximo, é um metasistema, que tem sua identidade definida em suas relações com a Administração, a Psicologia, as Ciências Sociais, a Antropologia, a Política, a História, a Filosofia. A Comunicação Organizacional tem um arsenal teórico capenga. É uma reciclagem e resignificação pobre das inúmeras teorias da Comunicação. A comunicação organizacional atual é a miopia das relações públicas e do marketing. Caso seja necessário beber em alguma fonte, que seja nas fontes de água pura e de mestiçagem relacional e comunicacional.”

* O que precisamos reconhecer é toda a “mestiçagem” da qual somos compostos, estudando com profundidade estas inter-relações, que são o que constrõem o campo de Relações Públicas.

Não coloquei mais este ponto de vista na discussão para tirar o mérito ou desqualificar o que foi dito, mas sim para adicionar outro viés no momento em que formos interpretar estes dados de uma forma mais abrangente, levando em consideração a “sociedade de muitas vozes” como fator de reposicionamento do próprio profissional!

Agradecimentos a todos que fazem parte do grupo de Relações Públicas do Facebook, em especial àqueles que contribuíram com as discussões em meu questionamento.

Para constar, estamos com a proposta de criar um artigo com as reflexões sobre nossa profissão de forma coletiva, quem quiser participar é só acessar este link. Peço somente que não apaguem o que está lá e que se identifiquem em suas alterações. No mais, vamos lapidar a metodologia de criação deste artigo no grupo de discussão de Relações Públicas.



* O título deste post foi composto pelo Diego Galofero.

Confira a segunda parte da entrevista com Gilceana Galerani, autora do livro Avaliação em Comunicação Organizacional.

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Gilceana Galerani


Na segunda parte da entrevista, Gilceana Galerani, assessora da Diretoria-Executiva da Embrapa (Brasília,DF), bate um papo sobre a importância da avaliação no planejamento, sobre comunicação digital, crises, responsabilidade e planos futuros.



1- @BlogSerRP Qual o ‘peso’ que a avaliação tem no planejamento da comunicação? De que forma a avaliação das ações realizadas pode melhorar o conceito da área de comunicação dentro da organização?

@Gilceana Avaliação, de uma forma geral, tem peso importante porque é a única forma de apontar a eficiência do plano de trabalho e indicar com segurança se um projeto deve ser interrompido, repensado, paralisado, continuado e se deve receber menos ou mais investimento.

Já para a comunicação, é importante ter a consciência da dificuldade de isolar um resultado como único e exclusivo de uma equipe de comunicadores. Até pela necessidade de se trabalhar em parceria, os resultados de um projeto normalmente se devem a um esforço de muitos, inclusive dos próprios gestores. Mas quando o forte de um trabalho está na comunicação e a esta equipe foi delegada a arte de planejá-lo, então os ônus e bônus de seu resultado poderão influenciar na imagem da área.

Se avaliamos a qualidade do relacionamento entre a organização e seus empregados, por exemplo, é possível que as ações de RH tenham forte influência nos resultados. Mas podemos, num questionário de avaliação de relacionamento, incluir perguntas ou tópicos específicos sobre comunicação. E teremos então mais segurança ao apresentar nossa participação num determinado ganho ou efeito.

Por experiência própria e com base em outros casos já relatados, os resultados demonstrados por meio de pesquisas bem feitas tendem a ter credibilidade junto à alta administração. Certamente por isso, ajudam na formação de um conceito para a área.

2- @BlogSerRP Como fica a questão da avaliação em relação ao mundo digital? Quais as diferenças entre as formas de avaliação das campanhas de comunicação off e o on-line?

@Gilceana Não estudei a avaliação no mundo digital e, apesar de ter lido alguns textos que são sugeridos por profissionais da área, gostaria de comentar pouco sobre o assunto. A princípio, entendo que é possível avaliar os mesmos 5 itens apontados na questão nº 10. Mas percebo pelos poucos textos lidos que tem havido forte preocupação com o desempenho numérico (seguidores, alcance etc.), dessas mídias em detrimento do desempenho como meio de reforçar os relacionamentos. Mas têm surgido vários estudos, inclusive em strictu sensu.

3- @BlogSerRP O Relações Públicas tem um papel importante na gestão de crises. As empresas estão preparadas para enfrentá-las? E os RPs, estão capacitados?

@Gilceana Seria leviano afirmar uma coisa ou outra, pois não tenho dados para sustentar. Sei de empresas que têm comitês de crise e até treinamento periódico sobre o tema. Mas também conheço empresas grandes que ainda não se preocupam com isso, estão seguras de sua situação. Acho um erro esse último caso. Ao menos se deve ter um mapeamento dos temas sensíveis e um mínimo preparo das fontes. Da mesma forma, os RPs podem buscar capacitação e não esperar que ela venha da empresa ou da academia. Ter esse preparo e apresentar uma proposta clara e objetiva para a empresa pode ser um diferencial interessante na carreira.

4- @BlogSerRP - Muitas empresas e até mesmo personalidades já se viram em crises iniciadas no mundo virtual e que acabaram desgastando a imagem delas. Muitas vezes a saída encontrada por elas é por vias judiciais e, ao contrário do que queriam, geraram mais barulho. Como deve ser o planejamento para gerenciar estes tipos de crises e como medir os resultados alcançados?

@Gilceana Não vejo grandes diferenças entre crises iniciadas no mundo virtual ou no mundo real. Talvez a velocidade da exposição seja maior no virtual, mas o tratamento das consequências deve ser o mesmo: mapeamento da situação, definição de papéis, ações iniciais rápidas, transparência, monitoramento constante, agilidade nas decisões. Ao fim de uma crise, os resultados que interessam são medidos dia após dia, seja no acompanhamento de notícias na imprensa, no nível de normalidade das vendas e na natureza e qualidade dos relacionamentos com clientes e demais públicos.

5- @BlogSerRP Em relação ao tema da responsabilidade sócio-ambiental das empresas, elas têm cumprido com o dever de casa, ou o discurso ainda está longe da prática?

@Gilceana Tenho visto muitas críticas a algumas empresas que se dizem socialmente responsáveis. Usam o título como estratégia de marketing, mas suas ações pouco ou nenhum impacto positivo têm sobre a sustentabilidade. Outras têm ações de impacto, mas pecam, por exemplo, na forma de tratamento aos seus funcionários. De qualquer forma, creio que estamos num período de mudanças e no contexto geral da história esse ainda é um período curto. As empresas, assim como os cidadãos, estão exercitando práticas socialmente responsáveis nunca antes exigidas. Natural que haja um tempo para adaptação, e talvez atuação mais firme e presente de órgãos reguladores na concessão de certificação às empresas que realmente merecem ser reconhecidas como socialmente responsáveis.

6- @BlogSerRP O Brasil é a bola da vez? Como a área da comunicação pode se aproveitar desse crescimento econômico brasileiro?

@Gilceana Se é a bola da vez não sabemos certamente, mas o fato é que os investidores estrangeiros estão de olho no País. Têm surgido diversas iniciativas favoráveis ao Brasil, como na área dos esportes, das artes (especialmente cinema), da moda, do turismo e da hotelaria, só para citar alguns. A comunicação, creio eu, já tem sua cota de responsabilidade nesse sucesso, pois muitos esforços de comunicação e marketing ocorreram para mostrar essa pujança do país. Agora, é se antecipar às necessidades, monitorando o mercado e oferecendo a ele boas propostas e inovações. Para isso, é preciso estar ligado, bem informado e, especialmente, cultivar relações que auxiliem a ter chances nesse mercado competitivo. A rede de relacionamentos nunca foi tão importante quanto agora.

7- @BlogSerRP Quais são os próximos passos da Gilceana?

@Gilceana Estava coordenando a comunicação interna da Embrapa e me preparando para o doutorado quando, há cerca de dois meses, fui convidada para novas funções na Empresa onde trabalho. Aceitei assumir uma das assessorias da Diretoria-Executiva da Embrapa, em Brasília. Como resultado, após 20 anos atuando diretamente com comunicação, estou agora nessa área mais abrangente, que exige fortíssima dedicação, articulação e capacidade de análise. Sei que todos os estudos e oportunidades de comunicação e relações públicas que vivenciei serão fundamentais para executar um bom trabalho nessa nova função. Um dos principais desafios, por exemplo, é auxiliar na melhoria da comunicação com os gestores da Empresa, que possui 47 unidades espalhadas por esse Brasil. O estudo da comunicação administrativa tem sido constante.

Mas as funções de assessoria não estão restritas à comunicação, pelo contrário. Devo assessorar em todos os assuntos demandados pela Diretoria e atuar bastante próxima dos departamentos de finanças, suprimentos, manutenção e gestão de pessoas. A experiência é maravilhosa, pois exercito outras leituras do ambiente e me vejo obrigada a aprender novas linguagens e comportamentos. Isso é muito rico e estimulante e entendo que virá contribuir bastante para minha vida profissional e pessoal.


Clique no link abaixo e confira a primeira parte da entrevista:

Entrevista com Gilceana Galerani, Relações Públicas e Mestre em Ciências da Comunicação

Entrevista com a Relações Públicas Carolina Frazon Terra

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Entrevista com Gilceana Galerani, Relações Públicas e Mestre em Ciências da Comunicação

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Neste post, confira a primeira parte da entrevista que o @BlogSerRP fez com a Relações Públicas Gilceana Galerani.


Formada pela Universidade Estadual de Londrina, a profissional de comunicação possui especialização em Marketing e Propaganda, pela Universidade Norte do Paraná (UNOPAR), e mestrado em Ciências da Comunicação, pela Universidade de São Paulo (ECA-USP).


Atualmente, é assessora da Diretoria-Executiva da Embrapa (Brasília,DF), onde já atuou como Gerente de Comunicação da Embrapa Soja (Londrina,PR) entre 2003 e 2008, e Coordenadora de Comunicação Interna da Embrapa (Brasília,DF) entre 2008 e 2011.



É autora do livro Avaliação em Comunicação Organizacional.


1- @BlogSerRP - O que é ser Relações Públicas?


@Gilceana Sob uma perspectiva global, é auxiliar proativamente na administração de uma série de relacionamentos que a Empresa desenvolve, utilizando-se de estratégias de comunicação e de gerenciamento de conflitos. Sob perspectiva pontual, ser RP é criar canais de mão dupla, estimular conversações, saber ouvir, oferecer informações sob vários ângulos, incentivar participação crítica, influenciar quem tem o comando das situações... É planejar e avaliar projetos e campanhas que auxiliem no cumprimento da missão das empresas, facilitando alianças, dando credibilidade à marca, engajando empregados aos valores, à missão e à visão institucional. É fazer pesquisa, atuar sem achismos e sim com fundamento nas opiniões e expectativas de seus públicos, manifestadas de forma responsável. É desenvolver redes e conhecimentos, compartilhar experiências, com o propósito de tornar comuns as informações que podem ajudar na tomada de decisão e na formação de uma opinião crítica e construtiva. É agir com olhos num contexto amplo, procurando prevenir e não apenas remediar. Por fim, ser RP é também cuidar dos detalhes, pensar no que vai fazer a diferença e impressionar seu público, pensando e executando com a agilidade e a competência que o momento atual exige.



2- @BlogSerRP - Qual a dica (ou dicas) mais importante para quem quer seguir a carreira de Relações Públicas? E, para quem já está no mercado de trabalho?


@Gilceana Uma das dicas pode ser: obtenha sempre mais conhecimento. Saiba os melhores casos, leia mais livros, conheça os grandes nomes da área e seus feitos, veja opiniões contra e a favor de uma causa, converse com quem tem experiência, conheça e respeite a história das pessoas, das empresas, do País. Dia desses, em uma palestra para alunos de RP, falei de Vera Giangrande e ninguém sabia quem era. Isso é inadmissível para um aluno ou um profissional de RP. O saber não importa pelo saber, mas pelas experiências, estímulos, ideias, exemplos e motivação que despertam. Quem tem RP por carreira, até por ser um profissional de comunicação, deve conhecer e disseminar o máximo possível o que acontece em seu campo de atuação. A busca pelo conhecimento abrange também o interesse pelas atualidades e pelos costumes, que se conhece pelos jornais, revistas, portais, etc. São necessários para aprender e ter repertório, argumento, assunto e vocabulário admiráveis, que possibilitem participar bem de reuniões, debates, contatos com a Direção de uma empresa, autoridades e pessoas que ajudam no alavancar da carreira e no desenvolvimento enquanto ser humano.


Outra dica se refere ao posicionamento enquanto profissional. Temos responsabilidade com nossos públicos, somos seus representantes e quando fazemos juramento na formatura, comprometemo-nos com isso! Temos, por obrigação, que nos manifestar sobre os temas mais recorrentes, especialmente os que afetam nossa profissão e a vida dos públicos com os quais trabalhamos. Precisamos procurar informações e apresentar versões de um fato e, quando possível, lutarmos pelo que acreditamos ser mais coerente, justo, eficiente, mesmo que isso nos custe alguns dissabores. A função de assessoramento nos permite exercitar essa atividade – por meio dela recomendamos, sugerimos, aconselhamos as lideranças e os gestores. Apenas não podemos ser levianos e trabalhar com achismos. Nossas opiniões profissionais precisam estar embasadas em informação, conhecimento e bom senso.



3- @BlogSerRP - O que se espera de um recém formado em Relações Públicas? E de um profissional do mercado?

@Gilceana De um recém formado: disposição para trabalhar e aprender muito; humildade; disciplina; conhecimentos gerais sobre a área e sobre o mundo, além de um português perfeito que permita conversar em qualquer fórum e colocar boas ideias no papel de forma que todos entendam e admirem, mesmo que não aprovem!


De um profissional do mercado: boas experiências no planejamento e na execução de atividades que contribuam para o objetivo fim da organização, e não apenas com os objetivos-meio da comunicação. Pensamento holístico que demonstre preocupação com o contexto e com a participação e o envolvimento das pessoas em qualquer processo. Foco em resultados e disposição para agir rápido e trabalhar muito. Disciplina, ética e humildade são sempre fundamentais.



4- @BlogSerRP - Quais as funções desempenhadas pelos RP’s na Embrapa? E como é o relacionamento destes profissionais com as outras áreas?


@Gilceana Na Embrapa existem mais de 60 profissionais de relações públicas e eles estão atuando nas 47 unidades que a Empresa tem pelo Brasil. A realidade da atuação de cada um é bastante diferenciada e não permite generalizar. Temos RPs que atuam como assessores, outros que apenas organizam eventos e cerimoniais, outros que atuam apenas com a comunicação interna e também aqueles (muitos!) que fazem de tudo um pouco, inclusive sendo gerentes de uma equipe de comunicação.


O relacionamento dos profissionais com outras áreas é desafiador. A Embrapa é uma empresa de ciência e tecnologia e, como tal, possui muitos cientistas e também profissionais de diversas áreas, a maioria com forte estilo cartesiano e muita prudência, características próprias de quem lida com pesquisa científica. Sabemos que comunicadores fazem parte de uma outra tribo, mas na maioria dos casos o relacionamento é frutífero, calcado principalmente no tratamento que nós, comunicadores, precisamos dar aos resultados científicos, tornando-os “palatáveis” e mostrando aos públicos o quanto a ciência é imprescindível.


Entre jornalistas, RPs e publicitários o trabalho é integrado na maioria das Unidades, até porque as equipes são pequenas no local e todos procuram se ajudar. Em Brasília, na Sede da Empresa, já é um pouco diferente. Há uma forte distinção entre o trabalho de RPs, jornalistas e publicitários, e essa diferenciação torna a integração um desafio, mas não tem havido prejuízo visível aos resultados.



5- @BlogSerRP - Há um estigma de que a profissão não é valorizada. Qual é a sua análise do mercado de comunicação em relação às Relações Públicas?


@Gilceana A profissão de RP, se bem praticada, é sim valorizada e recomendada. Realmente, RP não está entre as profissões mais conhecidas e demandadas do mercado, mas temos que pensar sobre o que isso significa. Como para qualquer outra profissão, há situações positivas e negativas que influenciam a inserção no mercado. Infelizmente, o curso de Administração não tem uma disciplina para ensinar comunicação nem RP e entendo que isso prejudique a compreensão do quanto a profissão é necessária às empresas e aos que tomam decisões na empresa. Temos entre os profissionais alguns desafios, como necessidade de melhorar o ensino, estudar e compartilhar mais, buscar experiências, auxiliar os estudantes da área, procurar boas práticas e divulgá-las, etc. Isso pode ajudar, mas não devemos ter a ilusão de que alguém fará coisas por nós. Temos que trabalhar duro e nos aperfeiçoarmos sempre, tentando ganhar espaço por meio de bons exemplos e resultados da prática. Podemos também ressaltar as melhores práticas, divulgando-as por meio das mídias digitais e mesmo durante eventos em que participamos. Acredito ainda que é mostrando exemplos que temos maior chance de ensinar, aprender, valorizar e divulgar.



6- @BlogSerRP – Como produtora de conhecimento, a Embrapa tem uma ‘obrigação’ muito grande de disseminar a informação. De que forma essa missão está inserida no planejamento de comunicação e quais os principais veículos utilizados? Entre esses veículos, quais são os mais efetivos?


@Gilceana A Embrapa tem uma Política de Comunicação que já se tornou um clássico na área.


Essa Política guia as ações dos seus profissionais e agora, em 2011, ela está sendo revisada, atualizada. A atual Política se fundamenta em dois âmbitos: o institucional e o mercadológico. É neste último que se dá o compromisso do apoio à transferência de tecnologia, quer dizer, a ajuda que o comunicador pode dar para que os resultados da pesquisa agropecuária cheguem mais rápido ao usuário. Mas esse trabalho no âmbito mercadológico é complexo, pois a Embrapa nada faz sozinha, ela trabalha sempre com outras instituições de pesquisa, organizações estaduais, empresas privadas etc. Então, não basta colocar matérias nos veículos de comunicação. O trabalho principal é atuar com os vários atores, especialmente os parceiros da pesquisa e a assistência técnica, esta última a grande responsável por levar a tecnologia ao produtor rural.


Nas Unidades por todo o Brasil, a Embrapa realiza dias de campo, eventos de treinamento, participação em feiras e exposições, visitas e outras iniciativas com seus parceiros e dirigidas à assistência técnica, sempre com participação dos comunicadores, seja no planejamento, na organização, na divulgação ou nas articulações. Em Brasília, com apoio de comunicadores das 47 Unidades, a Embrapa produz o Dia de Campo na TV, programa veiculado em diversas emissoras associadas, e também o Prosa Rural, um programa de rádio que, além de falar de tecnologias, valoriza a cultura regional e destaca as iniciativas das comunidades rurais. Editamos anualmente um Balanço Social que mostra que a cada real aplicado na Embrapa retornam R$9,35 para a sociedade. Além desses veículos e diversas publicações institucionais, a maioria das Unidades também produz informativos específicos sobre os produtos de suas pesquisas.



7- @BlogSerRP - Com o advento de novos meios de comunicação em decorrência da evolução tecnológica, qual deve ser a nova postura do profissional de Relações Públicas e como ele deve trabalhar a comunicação digital para criar ou manter relacionamento com os diversos públicos?


@Gilceana Podem surgir novos meios, mas a postura precisa ser pautada nos princípios de sempre: transparência, ética, respeito e garantia do diálogo, que se caracteriza por dar a voz, dar retorno, dar atenção e procurar resolver quando houver algum problema. O que talvez tenha ficado mais evidente em tempos de internet é a necessidade de ser ágil. É difícil encontrar alguém, hoje, que tenha o tempo e a paciência que muitos tinham no passado. O retorno e o compartilhamento devem ocorrer o mais imediatamente possível.



8- @BlogSerRP - Os novos estudos da área de Relações Públicas pregam a aproximação da comunicação com os profissionais de administração. Há uma necessidade cada vez maior da comunicação fazer parte do planejamento estratégico da empresa. Como trabalhar essa questão com a alta administração?


@Gilceana Antes, a comunicação precisa mostrar que pode ajudar no alcance dos objetivos e metas da empresa. Para isso, deve estar “colada” na atividade-fim, entender o vocabulário e os desafios da “caixa-preta”. Muitas empresas já sabem que a comunicação é parceira e são vários os exemplos em que o plano diretor é preparado com a farta contribuição dos comunicadores. Algumas ainda não e uma atitude em que acredito é se oferecer, preparar uma proposta objetiva e irrepreensível de trabalho, mostrando que entende do negócio e que se comprometerá efetivamente com os objetivos. É uma forma de mostrar entusiasmo, proatividade e, se a proposta for bem preparada e boa, também mostrará competência.



9- @BlogSerRP - Para você, o processo de gestão organizacional emerge da comunicação ou a comunicação é ferramental para a administração?


@Gilceana A comunicação é ferramental. É imprescindível na administração, mas é meio, não é fim e nem dela emerge um processo tão complexo quanto o de gestão organizacional.



10- @BlogSerRP – Como você define avaliação em comunicação? Quais são os fundamentos de uma boa avaliação?


@Gilceana Como descrevi no livro “Avaliação em comunicação”, é um processo educativo que deve ser iniciado na fase do planejamento, abrange o monitoramento e a indicação de melhorias. A avaliação deve estar presente desde o início, isto é, o planejamento precisa apontar a forma de monitorar e avaliar seus resultados, e não indicar avaliação apenas para o final. Também deve estar ajustada à necessidade fundamental do plano de trabalho, contribuindo para mostrar resultados em uma ou mais dessas categorias: 1) esforço despendido pela equipe de trabalho, 2) retorno financeiro sobre investimento feito (ROI), 3) nível de compreensão das mensagens pelo público, 4) mudança de comportamento do público ou 5) qualidade de relacionamento com os públicos de interesse. Por fim, é importante também que a avaliação sirva para educar quanto à melhor forma de agir e aperfeiçoar procedimentos, deixando em segundo plano o teor punitivo normalmente associado a processos de avaliação.


Curso de Assessoria Digital terá décima edição

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Comunicacao


A Escola de Comunicação, do Comunique-se, vai realizar, no dia 16 de julho, em São Paulo, a décima edição do curso “Assessoria Digital – Evoluindo do Release para a Web 2.0”, que apresentará os conhecimentos necessários para você aprimorar textos e mensagens em blogs, podcasts, MSN, SMS, sites, portais e Social Media Press Release, entre outras ferramentas digitais.


O curso será ministrado na Avenida Paulista, 807 / 9° andar - cj 904 - Cerqueira César, das 9h às 18h.

Mais informações: (11) 3897-0855 ou (11) 3897-0860 ou cursos@comunique-se.com.br



Existe liderança coercitiva para fins positivos?

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Bernardinho e House: liderançaImagino que alguns estejam pensando: que tipo de discussão é essa?


Tenho, há alguns meses, me questionado sobre a figura de um pesquisador alternativo, atuante em um misto de “pesquisa observante” e “pesquisa participante”. Além desse questionamento, pergunto-me também sobre a figura da liderança.

Isso decorreu de uma solicitação a mim feita: criar um plano de comunicação que viabilize ações integradas entre as áreas e, proporcione um ambiente horizontalizado, com foco no fomento de uma equipe de alto desempenho.

Esta solicitação significou para mim, o RP e pesquisador, trabalhar, (con)viver no grupo escolhido, a fim de elaborar perspectivas e experimentar ações que possibilitassem a efetiva criação desde plano: coerente à realidade e passível de realização.

Deste então, meu objeto tem sido um agrupamento de 40 pessoas de uma instituição privada e sem fins lucrativos, na qual quatro pessoas ocupam a figura de chefia na esfera tática e uma na esfera estratégica.

Apenas para nos situarmos... Segundo Saperas apud Peruzzo (1998, p. 163), a pesquisa observante “é um tipo de pesquisa que consiste na observação participativa de segmentos de processo de comunicação (...) com a finalidade de descobrir os comportamentos (...)”. E, conforme Gajardo (1986, p.47) a pesquisa participante aponta para a “promoção da produção coletiva de conhecimentos (...) e estabelecimento de relações entre problemas individuais e coletivos, funcionais e estruturais, como parte da busca de soluções conjuntas para os problemas enfrentados."

Enfim, inserido no contexto do agrupamento, o título deste post vem latejando minhas ideias e ideais.

Uma pesquisa realizada pela Trabalhando.com mostra que o bom ambiente de trabalho é mais importante para 52% dos entrevistados, ficando à frente de oportunidades de promoção (22%) e salário (14%). Mas o que é um bom ambiente de trabalho?

Acredito que um bom ambiente de trabalho seja aquele que se encaixa ao perfil de quem nele trabalha. Correto? Então, em um bom ambiente de trabalho os profissionais têm a capacidade de lidar com suas responsabilidades, contratempos e eventuais transtornos de forma a não sobrecarregar o clima. Certo?

Somado a isso, outra pesquisa, realizada na última década pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em diversos países desenvolvidos, identificou distúrbios da saúde mental relacionados com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. OIT e Organização Mundial da Saúde não são muito otimistas em relação às próximas décadas, prevendo um “mal estar na globalização”, com predomínio de depressões, angústias e outros danos psíquicos, relacionados às novas políticas de gestão na organização do trabalho.

Aqui inserimos a figura do líder. Ele, o líder, é o norteador do clima, do bom ambiente de trabalho. É nele que os funcionários se espelham (ou deveriam), ou ainda, pela relação com ele, a equipe se engaja em prol da realização de um objetivo; quando não, desestimulada, reage desfavoravelmente à realização deste.

E se esse líder for coercitivo? Compreende-se por coerção a ação de compelir alguém a fazer ou não fazer uma coisa. Usar de compulsória com a pessoa, obrigando-a a fazer ou não fazer uma coisa. Pesado, não?

Cabe observar que existe uma linha tênue entre assédio moral e liderança coercitiva. O assédio moral é um risco invisível, porém concreto. Não é um evento isolado. É uma ação intencional, sistemática, dirigida a uma ou mais pessoas, que ocorre durante dias ou meses, com a intenção deliberada de degradá-las em relação às suas condições de trabalho, durante o exercício das suas funções. É uma exposição constrangedora e humilhante conforme afirma a consultora de Recrutamento e Seleção da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Vanessa Mello Roggeri.

Não é isso que estou levantando aqui. Para esclarecer, proponho transferir essa linha de pensamento para dois cenários, ambos envolvendo equipes de alto desempenho: uma ficção, o seriado Dr. House e, um exemplo real, o técnico Bernadinho, da Seleção Brasileira de Vôlei.

Ambos, num tom agressivo, estabelecem altos padrões de desempenho à suas equipes. Estão sempre em contato com elas e não se omitem de acompanhar o desempenho dela, tampouco, de trabalharem com ela. A excelência é o objetivo.

A relação com seus liderados é passional, por vezes, aos gritos demonstram decepção com a equipe ou exaltam o orgulho pelas conquistas obtidas. O "objetivo final" é o foco. Será que cabe um comparativo ao Príncipe de Maquiavel? (deixarei isso para outro post, ok?).

Para Bernardinho "o importante é que o líder seja transparente e autêntico, por isso, a equipe entende que é apenas a minha forma de extravasar meus sentimentos. Eles podem eventualmente duvidar da minha forma de fazer as coisas, mas nunca da minha intenção". O que evidência aqui é que expectativa da confiança seja praticamente cega.

Para o personagem Dr. House, selecionei duas célebres frases: “É o que as pessoas dizem [que o tempo muda tudo]. Não é verdade. Fazer coisas é o que muda algo. Não fazer nada, deixa as coisas do jeito que eram”; e, “Quase morrer não muda nada, morrer muda tudo!”. Nestas fica evidente a importância da mobilização e da concredização.

A postura de ambos (Bernardinho e Dr. House), motivada pela paixão e pela transparência, somado à severidade no trato das pessoas, é que estimula a equipe a vivenciar a mesma realização do objetivo final, quer seja pela paixão, quando o estímulo do líder aciona o pólo do “amor” pelo trabalho, pela função ou pela razão ao qual este empenho é dedicado; quer seja pela fúria, quando o estímulo do líder aciona o pólo do “ódio”, provocando na equipe a necessidade de comprovar ao líder que ele estava errado e que a equipe é sim capaz de realizar o objetivo final.

Essa bipolaridade amor-ódio desencadeia um sentimento de superação na equipe, a busca pelo orgulho do líder e reconhecimento quase fraternal. O risco de decepcionar o líder funciona como um combustível para ultrapassar as expectativas dele.

Fatalmente isso desencadeia desgaste pelo clima estressante; entretanto, essa atmosfera possibilita a consolidação de uma equipe de alto desempenho. Conforme afirma a coordenadora de treinamento e desenvolvimento da Personal Service, Bianca Lemos, “as habilidades comportamentais é o que mais difere os profissionais que tecnicamente são muito parecidos”.

Se assim funcionam as equipes de alto desempenho, como responder negativamente à questão título deste post: existe liderança coercitiva para fins positivos?

A resposta é sim. E, fundamentada neste sim, é que pretendo desenvolver o plano de comunicação que viabilize ações integradas entre as áreas e, proporcione um ambiente horizontalizado, com foco no fomento de uma equipe de alto desempenho.

O que venho observando junto ao meu objeto de pesquisa é a constante busca da equipe pela realização das expectativas. Busca pelo “afago fraternal” da liderança estratégica e “compreensão participativa” pela liderança tática. Não em todos, obviamente, mas em boa parte do agrupamento analisado.

A consultora Vanessa Mello Roggeri, afirma que “quem sabe trabalhar em equipe tem mais facilidade de lidar com pessoas, desenvolve de modo mais efetivo a criatividade, pela facilidade de trocar ideias com outras pessoas. “Para tentar ser mais participativo e sanar a dificuldade de trabalhar em equipe, os profissionais precisam passar pela autoavaliação.”

Nesta autoavaliação, o profissional precisa compreender se está disposto a vivenciar essa bipolaridade passional (amor-ódio) e se o ambiente da superação quase desmedida é aquele que se encaixa ao perfil dele.

Outra observação importante, realizada pela gerente de Marketing do Monster Brasil, empresa de recrutamento on-line, Andreza Santana, é que “os profissionais tendem a culpar a empresa, o chefe e os colegas pelo clima pesado e estressante. Mas não é bem assim. A mudança deve partir de cada um. E a partir daí, tudo em volta tende a mudar. O problema muitas vezes está no próprio funcionário. Nessa hora, é preciso parar e pensar qual é o problema”, afirma.

O desafio do plano de comunicação será trabalhar na equipe o sentimento de pertencimento, que já é latente haja vista a relação passional, ao mesmo tempo em que sejam proporcionadas ações capazes de extravasar a “fúria”, mantendo o clima, embora num contexto estressante, positivo.

Compreendo a “linha dura” deste post, mas eu prefiro a transcrição literal de um pensado ao eufemismo do cenário comum. E você, o que acha disso tudo?

#ficaadica:
Abraços, até breve... @birobson

Comercial Eduardo e Mônica da Vivo: plágio ou coincidência?

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Plagio



3.224.741

O número acima indica a quantidade de vezes que o novo comercial da Vivo foi visto até às 23:13 do dia 10 de junho de 2011. Em apenas três dias, o vídeo que conta a história da música Eduardo e Mônica do Grupo Legião Urbana conquistou o gosto dos brasileiros. Média de um milhão de acesso por dia. Algo parecido aconteceu com a música 'Oração' da Banda Mais Bonita da Cidade, que citei no post Novo hit na internet torna-se um bom exemplo de viral.

O que parecia ser o grande hit do momento, o viral perfeito, está, na verdade, se encaminhando para ser o grande caso de plágio do ano! Por volta do ano 2000, a ATL Celular, que posteriormente passou a fazer parte do grupo da Claro, havia veiculado um comercial com a mesma música. Até aí nada demais, mas quando comparamos o vídeo... quanta coincidência!

Aliás, coincidência foi a explicação dada pela agência África, criadora da campanha para a Vivo.

O assunto esteve nas rodas de conversas das redes sociais e movimentou as buscas no Google. Veja abaixo o gráfico que mostra o histórico da quantidade de pesquisas que o termo 'Eduardo e Mônica' tem desde 2004. Percebam que em maio de 2006, há uma guinada, quase que vertical:


E você, o que acha? Coincidência? Plágio?

Confira os dois vídeos e tire as suas próprias conclusões!







Complementando com um pouco de humor:


Ana Paula Padrão faz confusão e chama Jornal da Record de Jornal Nacional

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Ana Paula Padrao



Essa deve ter deixado todo mundo da produção do Jornal da Record de cabelo em pé! A âncora do Jornal da Record, Ana Paula Padrão, se confundiu durante apresentação ao vivo e chamou o programa de Jornal Nacional, principal programa de jornalismo da maior concorrente da TV da Igreja Universal.

Fiquei com a impressão que essa gafe foi daquelas que a gente comete quando estamos preocupados com alguma coisa. Será que a Globo está rondando a jornalista?!

Experimentem fazer uma busca com os termos "Ana Paula Padrão". Os primeiros resultados referem-se à gafe! #mico