Archive for Fevereiro 2009

A Web 2.0 e a importância das Redes Organizacionais

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O advento das ferramentas Web 2.0 – como os blogs, wikis, fóruns e redes sociais – reforça a transferência do foco da gestão da comunicação empresarial por canais e meios de comunicação para a Gestão Relacional, baseada no conceito de rede participativa e descentralizada.

Segundo pesquisa publicada, em 2008, pelo IBOPE, o Brasil apresenta uma das maiores taxas de utilização da web 2.0, sendo o líder no ranking mundial no que refere a comunidades online, espaços onde cada vez mais se compartilham experiências de consumo – dos mais de 40 milhões de usuários regulares da internet no Brasil, 64% participam de redes sociais e 13% criam ou atualizam blogs.

De olho neste novo mercado e fonte de conhecimento, as organizações começaram a monitorar a web 2.0 obtendo valiosos insights para pesquisa de mercado, enquanto que nos últimos dois anos, os blogs e wikis já começaram a compor as estratégias de comunicação corporativa.

No entanto, seja como termômetro da imagem percebida da marca como na criação de canais colaborativos de comunicação com os stakeholders (pessoas que de alguma maneira interagem com a marca), as ferramentas Web 2.0 proporcionam novas oportunidades tanto de ganho quanto de perda de valor.

Se considerarmos que, em média, um cliente insatisfeito comenta sua experiência negativa com até cinco pessoas, em tempos de comunicação 2.0, para quantas pessoas é possível compartilhar uma experiência, seja ela negativa ou positiva?

Sob este poderoso efeito multiplicador, que caracteriza o stakeholder atual, além de uma nova dinâmica, é primordial o estabelecimento de vínculos cooperativos baseados em confiança e reciprocidade, no qual a transparência e a autenticidade na comunicação são atributos mandatórios.

“Por mais que a troca de informações com os diversos stakeholders e o tom mais humano de blogs, fóruns e wikis corporativas tenham o potencial de gerar uma contribuição positiva na percepção de valor e diferenciação de uma marca, a essência deste processo deve partir de dentro para fora da organização, com o desenvolvimento de redes sociais internas coesas e orgânicas. Do contrário, as contradições são rapidamente percebidas criando o efeito inverso”, afirma o antropólogo organizacional Ignacio García, sócio fundador da Tree Branding, empresa de consultoria que integra Branding com Desenvolvimento Organizacional.

É primordial perguntar primeiro pela saúde das redes internas de comunicação, para então avançar em novas frentes. Em outras palavras é preciso desenvolver o Capital Social Corporativo, ou seja, conhecer e aprimorar as redes de confiança e reciprocidade, em um processo que parte de dentro da organização.

Com este intuito, a consultoria Tree Branding propõe como primeiro passo para tornar as redes organizacionais mais coesas e interconectadas a Análise das Redes Organizacionais – do acrônimo em inglês ONA.

Através de ONA é possível visualizar as estruturas de relações entre indivíduos, grupos, departamentos, chegando até os stakeholders; desvendando as influentes redes da comunicação informal (subjacentes ao organograma formal).

A potencialidade desta metodologia, realizada por uma equipe de antropólogos organizacionais e especialistas em branding, mapeia dimensões estratégicas tais como: fluxo de troca de informações, confiança e aconselhamento, inovação e aprimoramento de processos de trabalho, motivação e energia, compartilhamento de valores e do conhecimento do cliente.

Fazer o “dever de casa”, antes de lançar-se no emaranhado da comunicação 2.0, significa compreender e desenvolver as redes sociais de trabalho internas, o que representa um passo fundamental no sentido de preparar as organizações para a comunicação cada vez mais participativa e descentralizada.


Mais Informações: Shalla Monteiro – (48) 3207-1227
www.treebranding.com

Abrapcorp 2009

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Avaliação da comunicação requer a linguagem dos números

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A importância do trabalho das empresas e dos profissionais de comunicação precisa passar a ser encarada como investimento, e não como despesa. E o ponto crucial para que isso ocorra é ter a clara definição de quais e quantos serão os benefícios futuros, e quando eles advirão – o que é possível ser feito por meio de demonstrações numéricas. O conhecimento básico de finanças e o manuseio de números e índices, somados à sensibilidade e ao conhecimento do contexto mercadológico, propiciam ao profissional de comunicação a capacidade de dialogar, utilizando a linguagem empresarial universal – a linguagem dos números financeiros. Foi esta a aprendizagem do curso “Análise de Retorno dos Investimentos em Comunicação”, desenvolvido pelos professores Mitsuru Yanaze e Ubaldo Crepaldi nos dias 12 e 13 de fevereiro de 2009 na sede da ABERJE em São Paulo/SP. O tema chamou atenção de mais de 15 profissionais de cinco estados distintos.

Yanaze explica que uma organização é um fluxo constante de inputs, throughputs e outputs, e todas as etapas devem ser permeadas de comunicação e de mensuração respectiva. Os inputs dizem respeito aos recursos financeiros (investimentos, capital de giro), humanos (administrativos e operacionais), materiais (infra-estrutura, equipamentos, insumos, matéria-prima) e informações e tecnologia. Já os throughputs são os processos, sistemas, políticas, cultura, clima organizacional, logística. Por fim, a articulação destes itens leva aos outputs, na forma de produtos e serviços, preço, distribuição e comunicação. Segundo ele, que é graduado em Publicidade pela ECA-USP, com especialização em Administração pela Fundação Getúlio Vargas, MBA em Marketing pela Michigan State University e Doutorado em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, o grande exercício é rechear todo o caminho com fatos comunicáveis, tornando conhecidas suas atitudes e projetos para públicos de interesse. Neste sentido, há três perspectivas que precisam ser desenvolvidas: a comunicação mercadológica, a comunicação administrativa e a comunicação institucional. Normalmente, os maiores investimentos estão localizados nos outputs, que é a parte mais visível dos processos organizacionais, mas não são sustentáveis a longo prazo como oferta diferenciadora. E também, assinala, deve-se criar mecanismos de avaliação de resultados em todas as interfaces, “numa perspectiva de visão sistêmica, em que o comunicador pode colocar metas”.

O trabalho ainda envolve a localização dos fatos não-comunicáveis, que não devem ser escondidos, mas sim apontados e debatidos internamente para sua resolução. Ademais, uma comunicação deficiente leva a problemas de conseqüências financeiras e não-financeiras que causam impactos negativos no resultado da empresa (receitas e despesas/custos). Yanaze, que é autor do livro “Gestão de Marketing e Comunicação: Avanços e Aplicações”, cita Peter Drucker ao atribuir 80% dos prejuízos empresariais a problemas comunicacionais. O economista Crepaldi acrescenta que normalmente as conseqüências de uma má comunicação mercadológica são financeiras, e de uma equivocada ou ausente comunicação institucional são não-financeiras no primeiro plano, mas acabam acarretando prejuízo no final.

Assim, é necessário conhecer os níveis da comunicação: de massa e não-segmentada, para públicos e segmentada, para grupos e dirigida e ainda para indivíduos e personalizada. Mestre em Ciências da Comunicação pela ECA-USP e ex-executivo financeiro de grandes corporações, Crepaldi analisa que “quanto mais focada, a avaliação tem elementos mais tangíveis para serem considerados”, complementando que só assim o processo de comunicação consegue criar consciência, despertar interesse, propiciar conhecimento, gerar expectativa, garantir a preferência, suscitar interação, garantir fidelidade e levar à disseminação via boca-a-boca. Yanaze alerta, contudo, que algumas variáveis interferem, como as ambientais (econômicas, sócio-culturais, competitivas, tecnológicas, climáticas) e as setoriais (relações verticais e horizontais, nível de envolvimento e comprometimento dos players e stakeholders). Há ainda as variáveis organizacionais, referindo-se a cultura, políticas, valores/visão, clima, e as pessoais que remetem à personalidade, atitudes e comportamentos, grau de motivação e envolvimento.

MENSURAÇÃO – A mensuração tem início na definição dos objetivos e metas das ações de comunicação, identificando impactos no contexto em relação a cada variável. Estes impactos vêm em moedas financeiras, como receitas brutas, devoluções, multas, custos de produção, administrativos e financeiros, e em moedas não-financeiras, como taxas de absenteísmo e turn-over, quantidade e freqüência de acidentes de trabalho, quantidade de defeitos e perdas, quantidade de reclamações internas e externas. “Análise de retorno de investimento em comunicação é taylor-made, feito sob medida para cada caso”, assinala Crepaldi.

Ele entende que um bom comunicador deve transitar em todos os setores e ser um repositório de informações, para processar as melhores estratégias e formatar os melhores indicadores. É este profissional que vai atender pessoas com múltiplos papéis e posições fluidas, e com um hibridismo cultural decorrente. Ademais, o poder da emissão de informações está descentralizado diante da democracia digital. E é uma posição fundamental, porque decorre da comunicação a diferente entre valor patrimonial registrado em balança e o valor final das organizações, que sofre adições por conta da reputação. “O valor do patrimônio intangível é composto pela parte contabilizada, pela parte atribuída pelos investidores ao valor da eficácia da comunicação, ou seja o goodwill da organização”, explica Yanaze. Para compreender esta nova dinâmica, Crepaldi sugere analisar a mudança da economia analógica para digital: do “taylorismo” e da globalização com administração autoritária e hierárquica vai para o trabalho colaborativo e para a “glocalização” com auto-gestão e comprometimento com resultados. “Um homem hoje vale pela quantidade e qualidade das conexões que faz”, sentencia.

Como autores do modelo de análise de retorno de investimentos em comunicação da Petrobras, os professores explicaram as métricas integrantes. Na aderência, são analisados os planos integrado de comunicação (objetivos, atributos, eixos conceituais) e tático (diretrizes, patrocínios culturais), atribuindo uma escala de três níveis para cada item estratégico. No método de cálculo de custo por mil de público ponderado atingido, foi feita uma separação entre públicos geral e de interesse, com pesos diferentes para cada grupo integrante (funcionário, acionista, fornecedor, imprensa, cliente, cidadão) e análise dos efeitos e contatos da publicidade, do contato direto com a ação, da veiculação de material jornalístico. A métrica de grau de ativação calcula o potencial de gerar promoção institucional ou de produtos, cobertura de imprensa, comunicação interna, relacionamento e produtos editoriais e suscitar projetos internacionais.

O curso foi composto por apresentação de cases da Petrobras, Basf, Pepsico, Copebras, Doritos, Gol, Bayer e por vários exercícios de cálculo de lucro bruto e líquido, de ponto de equilíbrio de projetos e de margem de contribuição marginal, fundamentais para a saúde financeira da organização e do setor de comunicação. Para análise de cenários, eles sugerem os sites do IBGE e do Banco Central, sem esquecer da análise histórica da própria organização, além da análise de investimento em si. “Quem desconhece a situação histórica da empresa onde está, não pode propor um bom plano”, acredita Crepaldi. Ousadia, iniciativa e comprometimento com resultados são as novas inspirações para comunicadores, coletando dados de outros setores para formatar avanços em imagem ou vendas propostas por um plano de incremento atrelado. Participaram representantes de empresas como Alstom, Natura, Sul América Seguros, Boehringer Ingelheim do Brasil, Unimed Vitória, CCR e Hospital de Clínicas de Niterói, e órgãos como a Câmara de Comércio de Energia Elétrica, o TRT da Bahia, a Fundação CESP e o Banco do Brasil.

AGENDA – A programação do início do ano apresenta várias opções de qualificação na sede da entidade em São Paulo/SP (Av. Angélica, 1757 – 12. andar). Em março, já estão programados os treinamentos de “Melhores Práticas em Comunicação da Estratégia - A Comunicação como Apoio à Implementação do BSC” no dia 13, “Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno” com Saul Bekin no dia 17 e “Relatórios de Sustentabilidade GRI” com os consultores Carmen Weingrill e James Heffernan nos dias 19 e 20. E ainda no dia 20, acontece o curso “Branding: Comunicação e Valor de Marcas Corporativas” com o arquiteto, consultor e professor Ricardo Rodrigues. Já a jornalista Pollyana Ferrari desenvolve o curso “Como construir e gerenciar blogs corporativos” no dia 24. Para a cidade do Rio de Janeiro (Rua São José, 40, 2º andar), está programado o curso “Construção de um Plano de Comunicação Interna” no dia 31 com o consultor Carlos Parente. Ainda no dia 12 de março, acontece o 9. Mix ABERJE de Comunicação Interna e Integrada em SP.

Todos os participantes dos cursos vão receber gratuitamente a segunda edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional, de Don W.Stacks. Detalhes do conteúdo programático podem ser conferidos no http://www.aberje.com.br/, e mais dados podem ser obtidos através do e-mail cursos@aberje.com.br ou ainda no telefone 11-3662-3990, com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.

RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Sonico contrata Florencia Sabatini como PR Regional Manager

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A profissional será responsável pela comunicação da companhia



Buenos Aires, 2 de março de 2009 – O Sonico, rede social de maior crescimento da América Latina, anuncia a contratação de Florencia Sabatini como sua nova PR Regional Manager para coordenar as estratégias de comunicação na Argentina, Brasil, Colômbia e México.

Formada em RP pela Universidad Argentina de la Empresa (UADE), o extenso currículo de Sabatini se destaca por conter uma perspectiva global e atuação em diversos setores, assessorando na comunicação estratégica de grandes corporações. Dentre as suas diferentes experiências é possível destacar sua atuação na Edelman PR Worldwide, onde trabalhou por três anos nos escritórios da Argentina e México. Além disso, há 10 anos ministra aulas na cátedra de relações públicas na Universidad Argentina de la Empresa e desde 2008 na Universidad Nacional de La Matanza (UNLaM).

De acordo com Tomás O’Farrell, CMO e co-fundador do Sonico, “a experiência regional de Florencia foi um fator chave para sua contratação, já que as suas responsabilidades a frente da área de RP incluem tanto o planejamento estratégico do Sonico na região, como a coordenação e avaliação das agências de relações públicas que prestam serviço na Argentina, Brasil, Colômbia e México.

“Depois de muitos anos trabalhando na área de consultoria, a proposta do Sonico representa para mim um grande desafio pessoal e profissional, já que é a primeira vez que trabalho com comunicação dentro de uma empresa. Esta é uma indústria que, em sua notável evolução, está mudando paradigmas de comunicação e relacionamento, e o Sonico é um dos protagonistas desta transformação”, sinalizou Florencia Sabatini.

Sobre o Sonico


O Sonico é a rede social de mais rápido crescimento na América Latina e já conta com 32 milhões de pessoas registradas. Com foco na segurança e privacidade, seus usuários podem interagir com amigos, familiares e colegas de trabalho da vida real. O desenvolvimento contínuo do Sonico é realizado por uma equipe de 80 pessoas. Em maio de 2008, o Sonico recebeu um montante de US$ 4.3 milhões na sua primeira etapa de capitalização.

Para mais informações acesse: http://corporate.sonico.com/.



Dica de blog...

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Maurício Lima, editor da Revista Exame, lançou o blog "Esquerdadireitaecentro", que irá abordar o tema da política brasileira. Abaixo, a apresentaçao do blog:


"Um blog em busca da relevância
Por Maurício Lima 26/02/2009 - 11:48


Quando fui convidado pela diretora de redação da EXAME, Cláudia Vassallo, para escrever neste espaço, aceitei de imediato. Ao contrário de muitos da minha geração, que estão hoje entre 35 e 40 anos, adoro o tema e tenho acompanhado a política brasileira como jornalista desde 1994 e, bem antes disso, como aficionado. Tive também o privilégio de militar na sucursal da Veja em Brasília, onde trabalharam e ainda trabalham alguns dos melhores profissionais de Política do país. Foi um período valioso. Tive a chance de conhecer mais de perto as várias facetas do poder e seus principais personagens. Pretendo usar esta experiência a serviço dos leitores deste blog.


Daqui por diante, o desafio é fazer do “Esquerda, Direito e Centro” um espaço diferente dos tantos que já existem por aí. São centenas de jornalistas em Brasília e outros tantos em todo o país cobrindo a cena política brasileira. Quantidade, de fato, não falta. De início, vou procurar ajudar o leitor deste blog a navegar nesta barafunda de notícias, separando o que é realmente importante daquilo que só interessa a um punhado de parlamentares. Para fazer isso, pretendo conversar com algumas das melhores cabeças do Brasil sobre temas como sucessão presidencial, boas práticas de administração pública e projetos importantes tramitando em Brasília. Neste espaço, assuntos como a disputa pela liderança do PSDB na Câmara dos Deputados serão devidamente evitados.


P.S. Evidentemente, este blog não vai viver só de análise e abordagens diferenciadas. Furos de reportagem serão perseguidos com ardor. Sempre. Mas como o furo é imponderável, vamos ao trabalho".


Empresas de telecom cobiçam redes sociais

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Companhias da área de telecomunicações estão de olho nas redes sociais digitais, como Facebook,
MySpace e Bebo. Isto porque essas comunidades on-line são muito utilizadas por uma vasta gama de usuários espalhada por diversos mercados e com poder de influenciar a opinião de consumidores sobre marcas, serviços e produtos.



A natureza espontânea dos usuários dessas redes de comunicação se presta perfeitamente aos celulares. O presidente do MySpace, controlado pela News Corp., anunciou que o número de pessoas que acessam a rede via celular quadruplicou no ano passado.


Web no celular
O Facebook registrou salto semelhante. “Esse é realmente o começo do nosso caminho com isso”,
disse Chris DeWolfe, presidente-executivo do Facebook.


O MySpace fez acordos com a Nokia e Palm, que adaptarão alguns de seus celulares para incluírem recursos de envio de imagens ao site com o uso de apenas um botão. A empresa confia que a maior parte dos fabricantes de celulares incluirão recursos de acesso ao MySpace no ano que vem.



O chamado “celular Facebook” ou Social Mobile, produzido pela INQ, empresa criada pela 3, da Hutchison Whampoa, conquistou o prêmio de celular do ano oferecido pelos organizadores do Mobile World Congress — ocorrido semana passada, em Barcelona — a GSM Association, e todos os envolvidos se mostraram ansiosos por abocanhar uma parcela do crédito.



Recursos
“A tecnologia de chipsets integrados da Qualcomm e o software BREW permitiram que a INQ compreendesse o potencial das redes sociais móveis”, comemorou Enrico Salvatori, o diretor geral de operações da fabricante de chips Qualcomm na Europa.



Por trás do entusiasmo está um setor de telecomunicações que enfim conseguiu desenvolver
a velocidade de rede, a capacidade e os aparelhos que tornam divertida a antes tediosa e
demorada experiência de capturar e exibir imagens e vídeos com aparelhos móveis.
Fonte: Gazeta Mercantil - 26/02/09

Com a web, luta pela preservação fica a um clique do mouse

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Basta um clique no mouse em alguma cidade americana para que um hectare de floresta no Brasil ou na Indonésia esteja a salvo da destruição. Ou uma mensagem curta de texto para mobilizar centenas de pessoas em torno de uma causa urgente pelo planeta. O ativismo ambiental está cada vez mais globalizado e conectado à internet. E não poderia ser diferente: com suas redes sociais e blogs, o mundo virtual tornou-se hoje a principal e a mais rápida arma das organizações não-governamentais para proteger a natureza, angariar voluntários e levantar fundos.


A emergência das questões ambientais alavancou os sites das grandes ONGs e catapultou o número de blogs dedicados ao assunto. Há pelo menos uma centena deles disponíveis na internet.

A oferta de ações também é grande. É possível ajudar remotamente gorilas da África ou adotar, pelo preço mínimo de três libras esterlinas por mês (pouco mais de R$ 10), o carismático panda Zhu Xiong, mantido na reserva de Wanglang, a maior da China. Com direito até a cartão, a adoção de espécies em extinção - ou em vias de - virou uma forma politicamente correta de presentear virtualmente amigos e parentes nos Estados Unidos e na Europa.

O aquecimento global também teve papel fundamental para conscientizar o internauta sobre a importância de se manter as florestas de pé. Na esteira das projeções assustadores de superaquecimento do planeta, as maiores ONGs internacionais criaram programas exclusivos para preservação das últimas manchas verdes remanescentes, entre elas a Amazônia brasileira.
A americana Conservação Internacional (CI) escolheu o popular site de compartilhamento de vídeos YouTube para lançar, no ano passado, uma das campanhas de maior sucesso para adoção de florestas, a "Proteja um Acre". Em um vídeo provocativo, exibiu o ator Harrison Ford em uma dolorosa sessão de depilação, demonstrando que quando se desmata um lugar, outra parte do mundo sente. "Lost there, felt here", diz o galã hollywoodiano.

Em poucas horas o link "Harrison Ford perde um acre" pulou para o ranking dos mais assistidos no YouTube, recebeu a indicação de um sem-número de blogs, artigos em sites especializados como o TakePart.com e comentários nas redes sociais MySpace, Facebook e Twitter. Por aqui, o Orkut (o preferido dos brasileiros) tampouco deixou passar despercebida a provocação. Para a Conservação Internacional, a repercussão foi à altura. Em menos de um ano, a campanha levantou US$ 750 mil para proteger uma área estimada de 18 mil acres ao redor do mundo.

"A adoção de novas plataformas para comunicação com o público é crucial. Precisamos atingir outras audiências", explicou ao Valor Laura Bowling, vice-presidente de marketing estratégico e comunicação global da Conservação Internacional.

A The Nature Conservancy (TNC), uma das organizações pioneiras de preservação, seguiu a mesma trilha e iniciou o programa "Plant a Billion Trees". Como o nome em inglês indica, o programa tem o objetivo de restaurar 2,5 milhões de acres com o plantio de um bilhão de árvores em remanescentes da Mata Atlântica brasileira, paraguaia e argentina, em sete anos. O mote: "Um dólar, uma árvore". Segundo a atualização mais recente de seu site, 1.511.429 milhão de árvores já foram plantadas.

Assim como a Conservação, os novos canais cibernéticos foram essenciais para esse desempenho - e com investimento zero. "O engajamento em redes nos permite comunicar com jovens para apoiar nossa causa. Um exemplo é o FaceBook, onde temos 64 mil colaboradores", disse Jackie Held, gerente de marketing de parcerias da TNC. Cerca de 40% dos membros da organização têm mais de 65 anos.

A causa ambiental também ganhou muito mais agilidade com as novas ferramentas. Na mais recente iniciativa, o Greenpeace mobilizou rapidamente cerca de 500 pessoas no Parque Villa Lobos, em São Paulo, para a formação de uma "onda humana" que chamasse a atenção do governo federal para a implantação de áreas protegidas marinhas na costa do país.

Os ciberativisitas entraram em ação em massa novamente com a campanha "O mundo está de olho!", da WWF Brasil, na qual os internautas eram convidados a postar uma foto de seus olhos para pressionar os representantes dos países participantes da 14ª Conferência das Partes da Convenção de Clima da ONU, realizada em dezembro, a se comprometerem com um acordo global sobre o clima. As imagens foram exibidas em um imenso telão durante a conferência em Poznan, na Polônia. Segundo a WWF, mais de 16 mil imagens foram postadas na página da ação no site de compartilhamento de fotos Flickr.

Em todas as ações de mobilização, o microblog Twitter parece ser o campeão em velocidade e, não à toa, tornou-se uma coqueluche entre os ambientalistas. A plataforma permite que o usuário publique mensagens curtas - de até 140 caracteres - e forme uma rede de seguidores. "O que importa é dar sua mensagem em tempo real. O Twitter é um radinho de notícias, só que escrito. É mais rápido que o celular", diz Jorge Cordeiro, do Greenpeace.

Mais que as redes sociais e a blogosfera, no entanto, os ciberativistas ganharam aplicações poderosas no ano passado. O Google criou o Google Ocean, um software de mapeamento e imagens do oceano, e o Google Earth Solidário, após verificar a utilização do aplicativo pela Cruz Vermelha e o Exército americano nos trabalhos de resgate do furação Katrina.

"Percebemos que essas ferramentas são úteis para oferecer informações para as mais diferentes organizações", disse Marcelo Quintella, gerente de produto do Google Map Brasil
Fonte: Jornal Valor Econômico - 26/02/09

Reputação tem efeito financeiro e psicológico sobre as pessoas

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A dificuldade de comunicar estrategicamente, o papel da comunicação no desenvolvimento e execução da estratégia, a importância da reputação, o uso de análise de riscos para prever crises, as mídias sociais afetando a reputação. Estes foram os pontos básicos do treinamento desenvolvido pelo consultor norte-americano Paul Argenti, na primeira edição do ano do Programa ABERJE de Cursos Avançados Internacionais. O curso foi desenvolvido no Paulista Plaza no dia 11 de fevereiro de 2009, em São Paulo/SP, para uma platéia de profissionais de cinco estados diferentes.

Professor de Comunicação Corporativa na The Tuck School of Business desde 1981, ele inicia equalizando os conceitos. Afinal, a comunicação empresarial é entendida tanto como um departamento com várias funções e fonte de produtos comunicativos, quanto como um processo de mensagens-chave uma atitude de hábitos mentais. Segundo ele, a comunicação é estratégica quando é consistente com as hierarquias de postulados corporativos (missão, visão, valores) e apta a colaborar com o posicionamento e a competitividade. A comunicação é um processo lógico, com uma estrutura de funcionamento que precisa estar conectada à estratégia geral do negócio. Entre os motivos de comunicar estrategicamente estão as crises externas, as crises internas, os imperativos regulatórios, a complexidade organizacional, as múltiplas expectativas dos públicos. “A comunicação tem que ser sempre vista da perspectiva da audiência, de quem são os stakeholders”, enfatiza.

Numa relação entre envolvimento de audiência e controle de conteúdos, existe uma ação gradativa: contar, comprar, prestar consultoria e unir-se. Em todos os passos, deve haver uma escolha apropriada de canais, o que é difícil pela atual pulverização de meios. Mas é bom perceber: os canais antigos falam, os novos ouvem e conversam. “As mídias sociais estão mudando como a informação é consumida”, analisa, acrescentando que “o boca-a-boca tem importância crítica e os mecanismos de busca são mais relevantes do que nunca”. A complexidade dos públicos, que se transformam e criam necessidades mais exigentes, torna as estratégias de aproximação mais difíceis. A limitação na credibilidade das corporações e gestores os força a agir estrategicamente em comunicação, entendendo-a como um processo interativo de longo prazo.

ESTUDOS - Pesquisa da Yankelovich, CNN/USA Today e Gallup Poll aponta que a percepção positiva do público sobre a responsabilidade empresarial é de apenas 20% em 2007, contra 70% em 1968. A Gallup Poll, em junho de 2008, indicou a confiança limitada nos grandes negócios, na ordem de 7%, tendo abaixo somente o Congresso Nacional e as organizações de saúde. Nesta lista, os militares e os pequenos negócios estão no topo de confiança com índices de 45% e 28%. Não é diferente o resultado do estudo “The Business of Trust”, realizado no World Economic Forum Voice of the People Forum pela Accenture, onde figuram nos primeiros lugares as Forças Armadas (43%), as organizações não-governamentais (27%) e o sistema educacional (26%), ficando as companhias multinacionais com grau negativo de 9% e as grandes empresas nacionais com percentual negativo de 10%.

Para tratar da relevância da reputação no contexto atual, ele relembrou casos de abalo de credibilidade em situações de crise da Union Carbide, Exxon Mobil, Parmalat, Enron e Arthur Andersen. A forma de condução dos processos comunicativos, basicamente sua transparência, é quesito fundamental no tema. Mas há problemas gerenciais básicos que ocasionam questionamentos, como a absurda desproporção do valor do salário de CEO’s em relação aos demais trabalhadores – em geral, ganham 50 vezes mais, segundo o Economic Policy Institute. A Associated Press divulgou em 2006 que um CEO ganhava em uma hora 30 vezes o que uma família média recebia em um ano. Na opinião de executivos, entre as causas principais de problemas de reputação, de acordo com o Safeguarding Reputation em 2007, estão as irregularidades financeiras (72%), o comportamento anti-ético (68%), as violações ambientais (60%) e o recall de produtos (60%). Argenti não esconde que, para executivos sêniors nos Estados Unidos, a comunicação não é vista como uma boa função, como ponto de geração de valor, de lucro. Como explicação, ele refere que normalmente o pessoal de comunicação não têm background de business.

Com a experiência de ter sido professor da Harvard Business School e da Columbia Business School, afora ter atuado na Universidade Internacional do Japão, na Escola de Economia de Helsinque, na Erasmus University nos Países Baixos, na London Business School e na Universidade de Gestão da Singapura, e para posicionar todos os presentes no mesmo entendimento, ele conceituou cada termo. Identidade, na opinião do especialista, é o conjunto de auto-representações da organização, como nome, marca, símbolo, comunicação. Já imagem é a percepção destas exposições por públicos estratégicos. A reputação, por sua vez, é a soma das percepções de todos os públicos ao longo do tempo. Empresas bem lembradas geralmente comandam os preços, obtêm grande lealdade interna e externa, têm maior valor de mercado, garantem investidores, porque “têm efeito direto, financeiro e psicológico, sobre as pessoas”. A Business Week e a Interbrand produzem uma pesquisa anual que tangibiliza a força da comunicação estratégica e da reputação, indicando a Coca-Cola, Microsoft, IBM, GE e Nokia nas primeiras posições.

CAPITAL - Autor dos livros “Comunicação Estratégica Corporativa”, “O Poder da Comunicação Corporativa” e “The Fast Forward MBA Pocket Reference“, o professor falou sobre Capital Reputacional, consistindo num valor de flutuação da reputação corporativa, a partir do risco reputacional que são os possíveis ganhos e perdas nesta percepção. Este indicador provê uma plataforma de oportunidades, aproveitando que programas de responsabilidade social melhoram as relações com stakeholders e criam um clima para implementar estratégias. E ainda mapeia os problemas que ocasionam perda de reputação e afetam a performance. O gerenciamento de riscos de reputação passa pelo preparo para problemas potenciais, com análise das fraquezas, desenvolvendo respostas antes da ocorrência da crise e monitorando os caminhos para criar uma plataforma de oportunidades. Outro passo é a análise das reações dos públicos e a imediata e apropriada resposta. “É preciso ver que esperar por problemas é mais custoso no curto prazo e leva a danos potenciais para a reputação no longo prazo”, arremata.
O professor Argenti tem escrito e editado inúmeros artigos para revistas e publicações acadêmicas, como a Harvard Business Review, California Management Review, e Sloan Management Review. Foi também vencedor do Prêmio Pathfinder em 2007 pelo Instituto de Relações Públicas pela a excelência de sua contribuição no decorrer de sua carreira. Para ele, é preciso considerar que o cenário de negócios hoje é dinâmico e predispõe a riscos substanciais para as corporações. A comunicação é fundamental e deve ser focada na estratégia e nos valores, construindo uma base que proteja, previna a crise e incremente a confiança com stakeholders. Um plano de negócios voltado para a responsabilidade corporativa contempla um cuidado com o recrutamento e a retenção de recursos humanos, ajudando a melhorar a percepção interna da empresa; o gerenciamento de riscos de reputação, construindo uma cultura corporativa genuína no sentido de fazer a coisa certa; a diferenciação da marca, com a responsabilidade empresarial embasando a lealdade com valores éticos; e a licença para operar, preocupando-se com a repercussão de grupos e governos para seu funcionamento, manutenção e expansão e evitando interrupções. O pesquisador sugere que “há uma interdependência entre negócios e sociedade, e a competitividade depende fortemente de questões como segurança nas condições de trabalho, senso de igualdade de oportunidades, baixo nível de poluição, gestão transparente”. A saúde na sociedade depende de companhias e pessoas produtivas, do uso racional de recursos e da abertura econômica a todos os cidadãos.

Uma vez que a construção da identidade é a única parte da reputação que pode ser controlada pelos gestores, “as pessoas precisam entender que reputação não é uma atividade de comunicação, é um reflexo de atitudes”. Convém analisar alguns aspectos que contribuem positivamente para a identidade corporativa: uma visão inspiradora, uma marca cuidadosamente elaborada e uma auto-apresentação coerente. As crises tendem a desestabilizar esta equação. Então, Argenti qualificou algumas características mais comuns de crsies: uma ruptura forte no cotidiano; escalonamento rápido do evento em outras extensões; presença do pânico; tendência a atos irracionais; caos no gerenciamento da comunicação e onipresença da cobertura da mídia. Com isto, propôs métodos para se preparar para estas ocorrências, entendendo vulnerabilidades locais e globais, monitorando e usando mídias sociais, aproximando-se da imprensa e dando prioridade à notificação de empregados, que são os embaixadores da corporação.

Argenti falou da variedade de fatores intervenientes na construção da reputação e da confiança junto à opinião pública, estando no topo das preferências a oferta de produtos e serviços de qualidade (94%), a forma de tratamento aos funcionários (93%) e a comunicação freqüente e honesta sobre a situação dos negócios (91%). Essa realidade pode mudar dependendo da cultura, e ai o consultor ressalta a importância de gerenciar necessidades e padrões variáveis em cada geografia, lidar com diferentes expectativas por transparência, regulação e comunicações e criar uma presença de marca tanto global quanto local compreensível e coerente. “As corporações devem falar em harmonia para todos os públicos, usar a comunicação integrada”, finalizou. Participaram representantes de empresas como Baxter, Suzano Papel e Celulose, CPFL, Souza Cruz, Tetra Pak, Natura, Abbott e Grupo HR, e ainda de órgãos públicos como Brasilprev, Banestes, TRT 5.Região e Tribunal de Contas da Bahia. Depoimentos dos participantes sobre a oportunidade podem ser vistos no YouTube pelo http://www.youtube.com/watch?v=ZwlbV2tqr2k.

AGENDA – A programação do início do ano da ABERJE apresenta várias opções de qualificação na sede da entidade em São Paulo/SP (Av. Angélica, 1757 – 12. andar). Em março, já estão programados os treinamentos de “Melhores Práticas em Comunicação da Estratégia - A Comunicação como Apoio à Implementação do BSC” no dia 13, “Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno” com Saul Bekin no dia 17 e “Relatórios de Sustentabilidade GRI” com os consultores Carmen Weingrill e James Heffernan nos dias 19 e 20. E ainda no dia 20, acontece o curso “Branding: Comunicação e Valor de Marcas Corporativas” com o arquiteto, consultor e professor Ricardo Rodrigues. Já a jornalista Pollyana Ferrari desenvolve o curso “Como construir e gerenciar blogs corporativos” no dia 24. Para a cidade do Rio de Janeiro (Rua São José, 40, 2º andar), está programado o curso “Construção de um Plano de Comunicação Interna” no dia 31 com o consultor Carlos Parente. Ainda no dia 12 de março, acontece o 9. Mix ABERJE de Comunicação Interna e Integrada em SP.

Todos os participantes dos cursos vão receber gratuitamente a segunda edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional, de Don W.Stacks. Detalhes do conteúdo programático podem ser conferidos no http://www.aberje.com.br/, e mais dados podem ser obtidos através do e-mail cursos@aberje.com.br ou ainda no telefone 11-3662-3990, com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.



PONTOS-CHAVE DA COMUNICAÇÃO *

1) crie alinhamento entre estratégia e execução
2) foque nos objetivos estratégicos de comunicação
3) analise os públicos afetados pela estratégia
4) entrega mensagens apropriadas para os públicos-chave
5) acesse as respostas dos públicos

*Fonte: Paul Argenti – Curso Gestão da Reputação fev/09 ABERJE



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

II Digital Media Conference reúne especialistas em SP

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A Corpbusiness promove no dia 11 de março de 2009, no Hotel Tryp Paulista em São Paulo/SP, o II Digital Media Conference. A idéia é apresentar a verticalização dos canais de mídia e convergência digital, com as melhores práticas, tanto no desenvolvimento de estratégias, como no uso das ferramentas disponíveis na mensuração dos resultados.



O primeiro painel discute as “As novas tendências e novas mídias digitais”, com a presença de Michel Lent (Sócio-Fundador e Vice-Presidente de Criação da 10 Minutos); Abel Reis (VP de Tecnologia e Projetos da Agência Click); Marcelo Coutinho (Diretor do IBOPE Inteligência); e Paulo Milreu (Diretor da PMC & Associados). Em seguida o tema a ser discutido será “Mídias Sociais - conceito, aplicações e tendêndias”, com Essio Floridi (Gerente do Yahoo); Alexandre Canatella (CEO Co-funder Cyber Cook da Cyber Diet); e Guilherme Gomide (Diretor da Mídia Digital Fundamentos de SEO Mídia Digital). O último painel do período da manhã prevê o tema “Métricas e Business Intelligence para campanhas publicitárias em convergência”, com os palestrantes Leonardo Naressi (Gerente de BI Direct da Performance); Thiago Richter Bacchin (Diretor Geral Cadastra da Search Engines Promotion); e Mirko Mayeroff (Diretor de Novos Negócios da WEBTraffic).



“Desafios para o Marketing Online em um ambiente de desaceleração de investimentos” é o grande assunto a ser palestrado por Leandro de Paula – Sales Manager da Microsoft; e Rodrigo Polacco – Gerente de Produtos da Predicta. Em seguida dois executivos falam sobre Mobile marketing: Leonardo Xavier (Sócio-Diretor da PontoMobi Interactive) e Marcelo Castelo (Diretor da F.BIZ). As últimas palestras ficarão por conta de Marcio Chleba (Diretor da Chleba), com o tema – “Pensamento Estratégico num mundo cada vez mais conectado”. Para encerrar o evento o convidado foi Roberto Eckersdorff (CEO da UNICA – The Tagnology Company)



Mai dados, acesse http://www.corpbusiness.com.br/ ou ligue 11-3822-0624.

Relatos de sustentabilidade são avaliados

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A Companhia de Saneamento do Estado de São Paulo/Sabesp reuniu empresas brasileiras que têm excelência na montagem de relatórios de sustentabilidade e fez uma rodada de apresentações de metodologias em sua 14ª Audiência de Sustentabilidade. O evento, que reuniu mais de 100 pessoas no Novotel Jaraguá em São Paulo/SP, aconteceu no dia 3 de fevereiro de 2009. Historicamente, as empresas têm emitido balanços e demonstrações financeiras reguladas na forma da legislação, distribuídas para acionistas, investidores e publicadas em jornais. Mais recentemente, passaram a redigir fascículos independentes ou agregar capítulos sobre a gestão de responsabilidade social e ações no campo ambiental. As experiências da Bunge e dos bancos Real e Itaú, ao lado da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento da Sustentabilidade/FBDS que organiza uma avaliação e um ranking no tema junto com a Sustainability, foram as atrações.

As audiências de sustentabilidade são reuniões públicas para fomentar a discussão, congregar interlocutores e divulgar trabalhos, propostas e projetos ecológicos, sociais, culturais, científicos, educacionais, de lazer, esportivos e artísticos em prol da sustentabilidade e que mereçam maior visibilidade para inspirar sua ampliação/reprodução, ou busquem viabilidade por meio de apoios, parcerias e patrocínios. A idéia do organizador é ampliar o espaço de diálogo com a sociedade em geral e repercutir na mídia questões importantes para a melhoria da qualidade de vida e construção da sustentabilidade. Marcelo Morgado, assessor de Meio Ambiente da Sabesp, relembra a importância que os relatórios de sustentabilidade ganharam como instrumento de gestão empresarial: “as empresas não podem se contentar em apresentar apenas um balanço econômico-financeiro; os relatórios de sustentabilidade acabaram tomando uma proporção muito importante no universo das empresas. Precisamos agora unir todas as partes interessadas”. Afinal, há uma nova compreensão de mundo e de participação organizacional em diversas situações comunitárias cotidianas a partir do conceito de “triple bottom line”.

A primeira apresentação da manhã foi da consultora da FBDS, Fabiana Moreno de Campos. A Fundação é uma entidade sem fins lucrativos que se diferencia pelo network com a comunidade científica, entidades de fomento e corporações, tendo como missão disseminar o conceito de sustentabilidade. A instituição, presidida por Israel Klabin, tem percebido o crescimento no número de empresas que apresentam relatório de sustentabilidade, embora a média brasileira ainda está aquém da mundial. Os relatórios brasileiros representam apenas 3% dos apresentados globalmente. Fabiana detalhou a metodologia utilizada na pesquisa “Rumo à Credibilidade”, feita sob uma amostra de 76 relatórios no tema relatados por companhias brasileiras e resultando numa lista dos dez melhores relatórios – os “Top Ten”. Ela tratou dos critérios que levaram às dez empresas selecionadas como as melhores, seus pontos fortes e os que devem ser melhorados, a partir de uma análise rigorosa em método complementar aos postulados do Global Reporting Initiative/GRI, organismo que estabelece os indicadores e itens mínimos que um bom documento deve incluir. Foram quatro seções – Governança e Estratégia, Gestão, Desempenho e Acessibilidade e Verificação – indicando alinhamento entre sistemas internos e intenções declaradas, explicação dos processos através de dados materiais, visualização amigável e estilo confiável. Sobre elas, são passados 29 critérios, com sistema de pontuações em quatro níveis. Um vasculhamento de 10 fontes públicas foi realizado para buscar notoriedade das organizações na área, chegando a 275 empresas, sendo que destas 76 publicavam relatórios. O ranking ficou assim composto: 1) Natura; 2) Suzano; 3) Ampla; 4) Coelce; 5) Banco Real; 6) Energias do Brasil; 7) Sabesp; 8) Bunge; 9) Celulose Irani; e 10) Banco Itaú.

A consultora ressalta como ponto forte dos relatórios, entre outros, a declaração de compromisso com a sustentabilidade do CEO da empresa e a realização de auditorias externas para validação do conteúdo (entre os 10, sete contratam auditores). Há um bom nível de relato sobre a estratégia de negócios ligada ao tema, com forte vínculo do investimento social ao setor da organização, boa descrição de processos de gestão ambiental, saúde, segurança e emissões. No que se refere aos pontos negativos, apontou a falta de metas objetivas, a ausência da “voz” dos stakeholders, a ineficiência do uso de websites e falta de equilíbrio entre questões negativas e positivas. Em geral, os relatórios são vistos como muito extensos, em média 160 páginas (enquanto a média mundial não ultrapassa 60), faltando priorização e ordenamento de dados mais específicos para públicos dirigidos, através de canais especiais. Quanto ao engajamento de stakeholders, o recurso está sendo mais usado para manutenção de imagem e reputação e menos na construção de estratégias coletivas. Para Fabiana, a empresa perde oportunidade de pegar inputs externos e organizar sua agenda de sustentabilidade. “Os relatos precisam ser aperfeiçoados para chegar nas melhores práticas. Deixa a desejar quanto à influência na cadeia de valor, o impacto do ambiente externo no ambiente interno. As maiores pontuações nacionais estão na faixa de 50%, e o nível mundial é de 80%. A sustentabilidade está incorporada nos discursos, na missão e na visão, mas os documentos não mostram como”, destaca.

EXPERIÊNCIAS - Flávio Naccache, superintendente de Assuntos Regulatórios da Sabesp, explicou como foi a construção do 1º relatório de sustentabilidade da empresa. Disse que foram levados em conta diferentes fatores, entre eles que o relatório de sustentabilidade reflete a mudança de posicionamento da empresa e do foco no produto – “duplicamos o patamar de investimentos e lançamos importantes projetos estruturantes com foco em comunicação bilateral; aumentou-se o foco no cliente e criou-se novos produtos, voltados para a proteção do meio ambiente, como o Sabesp Soluções Ambientais. Adotou-se uma nova política de meio ambiente e aumentamos as conversas com nossos stakeholders”. De acordo com ele, os próximos passos da Sabesp para construir o novo relatório são aumentar o número de indicadores, aumentar a avaliação de materialidade e ouvir os stakeholders. Afinal, o documento passa a ser uma ferramenta de comunicação e transparência, linkada com metas de planejamento. O grande desafio para o executivo é instaurar uma cultura com base em dados, além da necessidade de adequação das diretrizes indicadas pelo GRI para o universo da empresa. O relatório da Companhia foi publicado impresso, na internet, em CD e numa inserção publicitária resumida em jornal.

A especialista em Risco Socioambiental do Banco Real, Silvia Chicarino, apresentou o tema “Relatórios de Sustentabilidade como Fonte de Avaliação” e destacou que é importante um relatório de sustentabilidade conter , além das metas cumpridas, as não-cumpridas, como geralmente os relatórios globais trazem. Já Michel Henrique Santos, Gerente de Marketing Corporativo da Bunge Brasil, discorreu sobre “Parcerias para Sustentabilidade: Reportando o Relacionamento com a Cadeia de Valor”. O relatório da Bunge está no terceiro ano e a empresa tem todos os seus negócios atuais associados à sustentabilidade, com quatro pilares em sua plataforma global: agricultura sustentável, mudanças climáticas, resíduos e dieta saudável. As parcerias no setor tem que ir além da conformidade legal, desenvolvendo foco estratégico e alavancando imagem pela captura de valor aos negócios envolvidos. Para tanto, eles negociam com 60 mil produtores rurais associados, que assinam um contrato aceitando cláusulas rígidas e restritivas, relativas por exemplo a evitar trabalho escravo ou infantil. Foram mais de 600 eventos de relacionamento, treinamento e diálogo, levando conhecimento e captando subsídios para uma melhoria coletiva. O gerente relata a existência de um repasse contínuo de know-how em indicadores e monitoramento de condutas para os parceiros e sua cadeia produtiva, compartilhando o expertise e obtendo ainda maiores resultados gerais. Os painéis de stakeholders é uma prática comum na Bunge, e são citadas em relatório as principais demandas referidas e quais foram implementadas pela empresa.

Sônia Favoretto, superintendente de sustentabilidade do Banco Itaú, encerrou as apresentações com o “Relatório de Sustentabilidade: Oportunidade de Diálogo e Inovação”. A jornalista disse que a sustentabilidade “deve estar no DNA da empresa” e explicou que o Itaú criou a Matriz Itaú de Sustentabilidade, em que relata quem é a empresa, o que faz, como faz, com quem faz através de cinco dimensões: identidade, finanças sustentáveis, governança, relacionamento e reputação. O relatório de sustentabilidade está dentro do item governança, que é justamente o “como a empresa faz”. Para a superintendente, o documento é peça de prestação de contas da empresa e de relacionamento com seu público. Data de 1966 o primeiro relatório anual do banco, e já no ano seguinte acrescendo sua atuação social. A adesão ao GRI veio em 2003, sendo que em 2005 fizeram o primeiro painel de stakeholders, quando também ganharam o primeiro prêmio de balanço social. Há uma pesquisa interna sobre credibilidade, transparência, clareza e quantidade de dados, que vem apresentando altos índices de aprovação. O Itaú envolve 80 pessoas no trabalho, com uma versão impressa em três partes. É feita uma particularização de conteúdos: síntese para colaboradores, síntese para stakeholders e encarte para crianças. Este encarte foi derivado de um projeto de oficinas em cinco cidades de três estados, envolvendo 249 crianças, além de workshop com educadores.

ENGAJAMENTO – A SABESP ainda organizou, na parte da tarde, um Painel de Engajamento para qualificar os dados de seu desempenho e de seu relatório conseqüente, para onde foram convidados funcionários, investidores, fornecedores, clientes, ONGs, representantes comunitários, sindicatos, órgãos reguladores e governo. Esta é a primeira vez que uma empresa pública inclui interlocutores externos na discussão de suas atitudes e relatório. A iniciativa inédita é parte da política de gestão participativa. Haverá uma análise da edição anterior do relatório – a primeira publicada pela empresa e já posicionada no sétimo lugar o ranking da Fundação - fazendo críticas e sugestões. "Trata-se de um evento estratégico porque pode orientar as práticas da organização ao longo do ano de modo a contemplar os interesses de todos os stakeholders”, afirma Fernando Pavan, consultor da Key Associados, convidado para mediar o encontro.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Demanda por celulares continuará forte apesar da crise, diz ONU

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Relatório descreve portátil como 'necessidade básica'. Previsão foi anunciada no evento Mobile World Congress, em Barcelona



Os celulares são vistos como "necessidade básica" em todo o mundo e devem ter demanda forte e persistente apesar da desaceleração da economia, afirmou uma agência das Nações Unidas em relatório publicado nesta segunda-feira (16).

“Com ou sem uma recessão, milhões de pessoas na Índia, China, Nigéria e outros mercados emergentes devem adquirir celulares”, afirmou a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Os domicílios europeus e norte-americanos, cada vez mais preocupados com custos, também devem manter elevado seu número de celulares, e muitos deixarão de lado suas linhas fixas de telefonia, em um esforço por economizar dinheiro, afirmou a UIT em relatório divulgado durante o Mobile World Congress, em Barcelona.

"Assim que um usuário compra um celular, fica difícil abrir mão dele e, em muitos países, os celulares se tornaram necessidade", continuou a organização no relatório, intitulado Confrontando a Crise. “Muitas tecnologias de comunicação, entre as quais a telefonia móvel e a banda larga, continuam a oferecer imenso potencial de crescimento, com ou sem recessão. Com seu forte potencial de crescimento, a telefonia móvel pode ajudar a facilitar a recuperação econômica."

No final de 2008 eram 4 bilhões de assinantes anuais de telefonia móvel, o que representa taxa anual de avanço de 24% desde 2000. Em mercados como Cingapura e Hong Kong, as taxas de saturação superam os 100%, comparadas a 30% na Nigéria e pouco mais de 25% na Índia, dois dos mercados de telefonia móvel de mais rápida expansão.
A UIT afirmou que as pessoas nos países desenvolvidos dependem cada vez mais dos celulares para comunicação de voz e serviços de informação, a exemplo de agricultores e pescadores que recebem informações em forma de mensagens de texto sobre os mercados de commodities e o clima.

A popularidade dos celulares em mercados em desenvolvimento como a China, Paquistão, Malásia, Tailândia e Bangladesh criaria uma oportunidade de queimar uma etapa tecnológica, com serviços de Internet fornecidos aos consumidores sem que estes precisem de computadores.

WEB EXPO FORUM DEBATE REVOLUÇÃO DA WEB 2.0

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Evento promovido pela Converge Comunicações traz inscrições diferenciadas para painéis e workshops

São Paulo, 10 de fevereiro de 2009 – A Converge Comunicações, responsável por organizar os mais importantes eventos nas áreas de telecomunicações, TV por assinatura, novas mídias, internet, produção e distribuição de conteúdo audiovisual, realiza a 3ª edição do Web Expo Forum, de 17 a 19 de março, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Nos três dias de evento, o público terá acesso a painéis de discussão com palestrantes nacionais e internacionais, que abordarão temas como: o poder das redes sociais; a utilização a Internet pelos mercados fonográfico e de televisão para atingir o novo consumidor 2.0; programas e novos dispositivos móveis que proporcionam acesso aos recursos da web 2.0; o que os grandes grupos e empresas estão fazendo para entender e competir no novo cenário da web 2.0, entre muitos outros.

Dentre os palestrantes já confirmados estão: Gil Giardelli, VP da Permission; Cezar Taurion, gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM; Cesar Paz, diretor presidente da AG2; Marcelo Quinan, diretor de criação da AG2; Eduardo Vasques, da Abracom; Monica Ramos, sócia fundadora da Deckdisc; José Papa Neto, diretor de Novas Mídias e TI da ESPN; Gil Torquato, diretor Corporativo e de Relações Institucionais do UOL; Fiamma Zarife, diretora de VAS e Roaming da Claro; Alexandre Fernandes, diretor de Produtos e Serviços da Vivo; Charles Zamaria, professor da Ryerson University - Canadá; Paulo Cesar Queiroz, VP da DM9DDB; Hugo Godinho, diretor de Comunicação Integrada da In Press Porter Novelli; o jornalista Paulo Henrique Amorim, jornalista do Blog Conversa Afiada; Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta; Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado e Novos Negócios do IBOPE Inteligência.

Novidades da edição 2009
Um dos diferenciais dessa 3ª edição do evento é a flexibilidade das inscrições. Os participantes poderão se inscrever de acordo com seus interesses, garantindo presença em todo o evento ou apenas nos painéis do Congresso, nos workshops (tech ou business).

Os workshops, também novidades deste ano, são voltados para a formação de iniciantes e executivos de pequenas e médias empresas. Eles terão foco em negócios e em questões tecnológicas, com objetivo de incentivar a formação de profissionais. Serão abordados temas como: desenvolver projetos em web 2.0; estratégias de comunicação; uso do Second Life para treinamentos; novos modelos de negócios; educação 2.0; mobile marketing 2.0; além de workshops técnicos, que oferecerão noções básicas de programas e informações técnicas de planejamento.

SERVIÇO
Web Expo Fórum Período: de 17 a 19 de março de 2009
Horário: das 9h às 18h30
Local: CENTRO DE CONVENÇÕES FREI CANECA
Rua Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo - SP
Inscrições e mais informações: www.webexpoforum.com.br

Todo funcionário é agente de comunicação

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As organizações vão atuar cada vez mais no formato em rede, com ênfase na virtualidade e informacionismo. Há uma alteração de foco quanto a vínculo e estabilidade de trabalho, com forte terceirização e produção flexível, num processo de reinvenção. Aparece agora em alta escala os “disposable workers”, equivalente à relação trabalhista como fornecedor, numa nova configuração da disponibilidade e de exigência de capacitação. Sob este cenário, o professor e consultor João José Curvello desenvolveu o curso “Caminhos para uma Nova Comunicação Interna” na sede da ABERJE no dia 6 de fevereiro de 2009.





Há um mapa de competências na Sociedade da Informação, relativos a habilidades básicas, interpessoais, tecnológicas, cognitivas, de recursos, sistemas e de informação, que precisam ser dominadas pelos profissionais de quaisquer segmentos. Mais ainda no campo da Comunicação e do relacionamento, quando há um foco em torno de equipes de trabalho e suas interrelações. Curvello tem graduação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas/RS, mestrado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor da Universidade Católica de Brasília, onde dirige o Programa de Mestrado em Comunicação. Sua visão envolve a reflexão teórica sobre os processos organizacionais e também a prática por ter sido assessor no Banco do Brasil, entre outros locais.





Os gestores apresentam grandes expectativas sobre comunicação interna, inclusive como fonte de atribuição de sentido à vida organizacional, buscando equilíbrio entre as necessidades da organização e de seus principais públicos. Para isto, ele comenta a necessidade de mudar o foco da influência para os relacionamentos, que criam vínculos mais duradouros e conquistam adesão a uma cultura de colaboração e de compartilhamento de informações em todos os níveis. “Relações de confiança reforçam valores, crenças, ritos e rituais”, acrescenta. Como saída para atingir este nível de expectativa, o professor sugere unir teoria e prática para ter a compreensão da complexidade dos fatos e a agilidade para responder as demandas. Só assim entende que seja possível construir, propor e disseminar políticas, diretrizes e responsabilidades no ambiente interno. Outro viés contemporâneo importante é entender os laços entre educação e comunicação. Para ele, “cabe ao comunicador sensibilizar para a importância de manter relações transparentes e honestas com os públicos e disseminar a visão de que a comunicação é mais do que persuasão e controle”. Ademais, a tendência é transformar todo funcionário em agente de comunicação, ciente da extensão de suas atitudes no reconhecimento da identidade da organização. Curvello propôs uma reflexão sobre a capacidade efetiva do profissional da área de Comunicação Interna de intervir na complexidade das demandas de uma diversidade de perfis de pessoas que convivem no trabalho. “Trabalhamos basicamente com gestão de informações no ambiente interno”, conceitua.





TECNOLOGIA – As condições de tecnologia da comunicação estão permitindo o surgimento de uma variedade de canais de diálogo para estabelecer vínculos fortes. O consultor explica: “afinal, a comunicação tem um papel fundamental na construção de sentido na sociedade e nos ambientes organizacionais. E é pela comunicação que as organizações, como sistemas sociais, realizam sua auto-construção”.





Segundo ele, é preciso admitir, ao contrário da teoria de ação comunicativa sugerida por Habermas, que como as organizações são espaços de poder há necessariamente uma comunicação que nem sempre gera consenso. Conflitos entre pessoas, animosidades entre pessoas e organização, discordâncias entre organizações com repercussão interna são campo cotidiano de trabalho, “demonstrando que uma organização, na verdade, é uma rede dinâmica de conversações com o ambiente; só existe porque uma rede de comunicações e de expressões viabiliza a construção de sua identidade”. Daí que se vê que a comunicação não é algo controlável, e mais ainda que não é inteligente bloquear estes múltiplos contatos. A maneira como uma organização conversa condiciona as possibilidades de desempenho, o nível de efetividade que alcança, sua viabilidade, êxito e fracasso.





TEORIAS - Curvello tratou dos enfoques tradicionais da comunicação interna. O enfoque operacional está centrado na maneira como as mensagens são transmitidas, na comunicação como conjunto de dispositivos de informação, instruções, ordens e metas. Já o enfoque integrativo nasce do reconhecimento da importância do fator humano no processo produtivo, tornando a moral e a motivação temas essenciais, onde a comunicação é o conjunto de ações coordenadas para manter a coesão interna. Contudo, estas perspectivas estão em análise, por conta da emergência de um novo comportamento profissional e cidadão, ainda que o caráter humanitário esteja muito presente. A definição do próprio palestrante para comunicação interna é “um conjunto de ações que a organização coordena com o objetivo de ouvir, informar, mobilizar, educar e manter coesão em torno de valores que precisam ser reconhecidos e compartilhados por todos e que podem contribuir para a construção de boa imagem pública”. Ele ainda rememora a visão do Plano de Comunicação da Rhodia, que desde 1985 aponta a área como estratégia de compatibilização de interesses de empregados e empresa, através do estímulo ao diálogo, à troca de informações e de experiências e à participação de todos os níveis.





O curso apresentou ainda a visão de Goodal Jr e Eisenberg, com a comunicação como transferência de informação (metáfora do conduíte), transacional (feedback como sinalização do resultado), controle estratégico (comunicador como estrategista), equilíbrio entre criatividade e sujeição (mediação de tensões) e espaços de diálogo (equilíbrio expressivo). Grunig e Hunt também foram lembrados com os modelos de Relações Públicas e Comunicação Organizacional (assessoria de imprensa, difusão de informações, assimétrico de duas mãos, simétrico de duas mãos) e ainda o modelo complementar de motivos mistos de Patrícia Murphy (negociação, teoria dos jogos, ética e justiça). A visão da Escola de Louvaine/Bélgica propõe uma definição explicativa e interpretativa da comunicação interna como o conjunto contextualizado de comportamentos e opiniões em interação, conflito, embate e diálogo numa dada organização. Um ponto fundamental num mundo colaborativo, segundo Curvello, é lembrado pela visão de Fernando Flores, com redes conversacionais, em que toda a conversação entre interlocutores expressa compromissos. Atos de fala são diretivos (quando se demanda uma ação), compromissados (quando se promete realizar uma ação), declarativos (se expressam uma nova visão de mundo), expressivos (se representam estados de ânimo) e afirmativos (se expressam crenças justificadas).





A força da comunicação interna fica comprovada no resultado de pesquisas como do Hay Group, que concluiu que as empresas mais admiradas da Revista Fortune aumentaram seu valor em 50% sobre seus concorrentes depois de instituir programas mais fortes de comunicação interna. Outra validação veio com o Corporate Executive Board em estudo de 2004 – “Interpretando a performance e as condutas de Compromisso dos Empregados” -, encontrando crescimentos de até 57% nos níveis de compromisso e uma redução de até 87% no desejo de abandonar uma organização quando possuem políticas e práticas coerentes de comunicação. De outro lado, constatações como a improbabilidade da comunicação de Luhmann apontam que nada garante que o receptor acesse a informação, que após acessar entenda a mensagem, e que entendendo concorde a ponto de agir. Por isto, como registrou a Stromberg Consulting em 2006, a grande tendência é a personalização de mensagens com simplicidade. Além do mais, a efetividade do serviço parte de um mix integrado por quatro pilares: meios, ações, capacitações e mediações.





O professor finalizou tratando dos desafios da área, como a compreensão das forças que movem a organização e o trabalho, entendendo os espaços organizacionais e suas resistências. Com isto, certamente as pessoas vão perceber a inadequação dos instrumentos tradicionais, as lacunas entre discurso e ação e a impessoalidade tradicional da comunicação. “A conversa é um aprendizado, porque viabiliza a comunicação simétrica e é um investimento na criatividade e na inovação”, conclui. O tema atraiu mais de 30 participantes de oito estados diferentes, vindos de empresas como ADM do Brasil, Ampla, Bradesco, Brasilprev, Visanet, Grupo André Maggi, Itaú, Sara Lee Cafés, Nívea, Unibanco, Serasa, Astra Zeneca do Brasil e órgãos públicos como a Companhia de Energia do Estado do Paraná, Ministério Público de Pernambuco, Prefeitura de Votuporanga/SP e Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo.





AGENDA – A programação do início do ano apresenta várias opções de qualificação na sede da entidade em São Paulo/SP (Av. Angélica, 1757 – 12. andar). Em março, já estão programados os treinamentos de “Melhores Práticas em Comunicação da Estratégia - A Comunicação como Apoio à Implementação do BSC” no dia 13, “Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno” com Saul Bekin no dia 17 e “Relatórios de Sustentabilidade GRI” com os consultores Carmen Weingrill e James Heffernan nos dias 19 e 20. E ainda no dia 20, acontece o curso “Branding: Comunicação e Valor de Marcas Corporativas” com o arquiteto, consultor e professor Ricardo Rodrigues. Já a jornalista Pollyana Ferrari desenvolve o curso “Como construir e gerenciar blogs corporativos” no dia 24. Para a cidade do Rio de Janeiro (Rua São José, 40, 2º andar), está programado o curso “Construção de um Plano de Comunicação Interna” no dia 31 com o consultor Carlos Parente. Ainda no dia 12 de março, acontece o 9. Mix ABERJE de Comunicação Interna e Integrada em SP.





Todos os participantes dos cursos vão receber gratuitamente a segunda edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional, de Don W.Stacks. Detalhes do conteúdo programático podem ser conferidos no http://www.aberje.com.br/, e mais dados podem ser obtidos através do e-mail cursos@aberje.com.br ou ainda no telefone 11-3662-3990, com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Comunicação Dirigida Superexcelente

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– Boa tarde, senhor Bitoco. Como vai?

– Bitoco... Há quantos anos não ouço alguém me chamar assim. Quem está falando? Será... Meu Deus, não é possível. Sarinha? É você?
– Não, senhor Bitoco. Infelizmente, não é a Sarinha. Agora, ela mora em Mossoró, casou-se e tem três filhos. O maior se formou em medicina.
– Mas, então, quem é você? Quase ninguém sabe desse meu apelido de infância. Já sei! Você deve ser amiga do Klaus, aquele sacana. Sempre gostou de me encher o saco por causa do apelido. Klaus, você deve estar na extensão, seu desgraçado!
– Também não, senhor Bitoco. Eu me chamo Roberta, trabalho para uma empresa de telefonia celular e gostaria de conversar com o senhor sobre uma boa oportunidade.
– O quê? Você deve estar brincando. Como conseguiu esse número? E como sabe do meu apelido? Isso deve ser algum tipo de piada. Minha filha, eu não tenho celular, não quero ter e detesto quem tem. Agora, só me explica quem lhe falou sobre o ‘Bitoco’.
– Sabemos muito sobre o senhor. Por isso, tomamos a liberdade de ligar, senhor Bitoco. Agora, quanto às suas preferências, permita-me fazer uma objeção. O senhor diz que não gosta de celular, que não quer um celular, mas, na verdade, o senhor quer sim. Mais do que isso, o senhor precisa de um! O senhor apenas não sabe disso ainda.
– O quê? Mas você é muito petulante, hein, menina?! Imagine... Me dizer o que eu quero e o que não quero... Essa é boa.
– Senhor Bitoco, lembra aquela vez, no dia da festa do Henrique? Seu carro quebrou às três horas da manhã, no meio da estrada velha da Barra da Tijuca. O lugar estava totalmente deserto e, quando passava um carro, ninguém se dispunha a parar para ajudá-lo. O senhor ficou esperando por duas horas e ainda deu sorte do seu amigo Breno reconhecer seu carro parado. Ligou do celular dele e pediu o reboque. Lembra? Se naquela ocasião o senhor tivesse um celular, não teria de esperar tanto tempo, correndo os maiores riscos.
O homem ficou em silêncio por alguns segundos e depois voltou timidamente à conversa:
– Mas como você sabe disso? Já faz cinco anos que aquilo aconteceu. É algum tipo de trote? Quem é você? Deve ser algum amigo me sacaneando, só pode ser.
– Senhor Bitoco, e aquela vez em que o senhor chegou atrasado à entrevista de emprego? Aliás, poderia ter sido seu primeiro emprego na Companhia Henderson. Se tivesse um celular, poderia ligar para a mulher do RH, explicar o motivo do atraso... Talvez, ela aceitasse entrevistá-lo em outra data. Sua vida poderia ser outra! A Henderson é muito sólida no mercado de construção civil e cria muitas oportunidades para seus funcionários crescerem lá. Talvez, o senhor estivesse bem de vida e nem precisasse pagar o carro em prestações. Pelo que sei, ainda faltam 15 parcelas, não é?
– Pelo amor de Deus, quem são vocês? Como sabem tanto a meu respeito? Eu sou um simples engenheiro, não tenho bens, vivo apertado e não sou alguém importante. É alguma chantagem? Por favor, explique-se, seja clara, Roberta. Não é esse o seu nome?
– É sim, o mesmo nome da sua esposa. Não se trata de nenhuma chantagem, Bitoco. Apenas trabalho numa companhia de telefonia celular e gostaríamos de oferecer o melhor produto, nas melhores condições, ao menos as mais adequadas à sua realidade. E veja, hoje em dia, as informações sobre os clientes são muito disponíveis. Os bancos de dados são muito sofisticados. Além disso, nossa companhia trabalha de acordo com o princípio da Comunicação Dirigida Superexcelente. Isso quer dizer que, antes de contatar um cliente, procuramos saber tudo sobre a vida dele e encontrar as melhores formas de nos comunicar. Tudo para tornar o contato mais pessoal, entende? Agora, por favor, vá até a cozinha e apague o fogo porque, do contrário, sua carne passará do ponto. E você não vai querer isso, não é mesmo, Bitoco? Gosta de bife mal passado, que eu sei.
– Hã???
O homem olhou para a porta da cozinha e viu a fumaça num volume maior que o desejável. Embasbacado, seguiu as instruções e voltou ao telefone.
– Agora que o senhor já apagou o fogo, podemos conversar sobre o plano do seu celular.
– Ah... ah... celular...
– Ora, vamos, Bitoco, preste atenção! Sua mulher sempre diz que você é desatento!
– O que devo fazer?
– É simples. O celular que você quer, mas não sabe ainda que quer, é o modelo WD3921 com câmera. O plano é de 250 minutos, além do bônus a partir do quinto mês de uso. Bitoco, faça o seguinte: pague em cinco vezes no cartão, porque seu cheque já ultrapassou o limite... E aí, cada parcela sai por R$ 123,70. Está bem de acordo com a sua faixa de renda. Você receberá tudo pelo correio. Está entendido?
– Ah, acho que sim, Roberta...
– Agora, desligue e ligue para sua mãe. Dê parabéns pelo aniversário e pergunte se o joanete dela anda doendo.


Fonte:


Postado por: Robson

Cultura da gestão de crises é mandatória

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Uma crise pode afetar ou destruir a reputação, a imagem, o clima organizacional, a confiança de seus clientes e a credibilidade de uma empresa ou instituição, pública ou privada, por vários anos. Pode também afetar seus resultados econômicos e financeiros, assim como trazer prejuízos profissionais a seus funcionários. Esta perspectiva deu a partida para a programação de cursos da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/ABERJE na temporada 2009, com o curso “Gerenciamento e Comunicação de Crises Corporativas: A Teoria na Prática”. O tema foi tratado pelo consultor Eduardo Prestes no dia 5 de fevereiro de 2009 no auditório da entidade em São Paulo/SP para uma platéia de mais de 30 profissionais vindos de seis estados diferentes.

Crise é uma mudança súbita, decisiva, em geral desfavorável, com agravamento de uma situação. Em geral, leva a uma ruptura de uma situação de equilíbrio. Crise é um permanente duelo de credibilidade, de pessoas ou grupos com opiniões antagônicas sobre acontecimentos, podendo ser repentinos ou evolutivos. É uma área em estudo há mais de 25 anos nos Estados Unidos. Engenheiro pela FEI/USP, Prestes alerta: “crise não é fato, é o desdobramento do fato”. Como fatores de influência, aponta o alcance territorial da corporação envolvida, a globalização, a ação invasiva da tecnologia na rotina empresarial e a proliferação dos meios de comunicação de massa. As crises abalam tanto os ativos tangíveis quanto intangíveis do patrimônio da organização, e muitas vezes com efeitos duradouros. A questão da interligação mundial via economias e telecomunicações potencializa a relevância do tema, porque as extensões dos conflitos tendem a ser amplas. “Por isso, o gerenciamento e comunicação de crise e de risco assume importância estratégica na vida das empresas e dos profissionais. Precisa estar incorporado à filosofia”, postula ele.

A crise global em andamento leva a uma crise individualizada nas empresas, chegando à crise pessoal de cada um dos 60 milhões de desempregados no mundo. É um processo evolutivo, que cresce em função de contextos. O mau gerenciamento de crise, sem as ferramentas adequadas, segundo o consultor, leva ao aprofundamento do problema ou à geração de outros. Uma estrutura formalizada no tema, com equipe treinada, é o caminho ideal. Somente sistemas formais de gerenciamento conseguem dar suporte às organizações para reduzir possibilidades de crises ou extensão dos danos, padronizando atitudes para enfrentar uma diversidade de percepções e monitorar o abalo à confiança. E complementa: “o sistema de gestão pereniza a empresa, a partir do desenvolvimento da cultura corporativa, dentro da atividade econômica. Mas a cultura da gestão de crises hoje é mandatória”. Prestes é Mestre em Comunicação e Marketing pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e especializado em Marketing Industrial pela Fundação Getúlio Vargas/SP e em Comunicação Corporativa e Marketing pela Universidade da Flórida.

Uma gestão de crise é composta por cinco elementos, que devem ser tratados simultaneamente: 1) gerenciamento de contingências (situações cotidianas chamadas distúrbios operacionais), 2) gerenciamento da crise (cuidado com os desdobramentos dos fatos), 3) comunicação durante a crise (contato articulado com os stakeholders atingidos e interessados, de maneira imediata para não potencializar boatos ou fontes não-oficiais, 4) “issues management” (gerenciamento de riscos e oportunidades), 5) comunicação de risco (notificação clara sobre potencialidade de problemas), e 6) continuidade do negócio. A preparação para a crise permite estar num nível de organização de dados e informações e num nível de energia para superação dos impasses, podendo gerar grandes oportunidades logo depois. É indicado proceder um mapeamento e uma análise das partes interessadas, que possam se tornar aliadas ou detratoras, ou mesmo serem futuros parceiros para readequação de produtos e processos e até da forma de condução dos negócios. “Teoricamente, todas as crises podem ser evitadas. Ou se não, devem ser contidas e mitigadas”, alerta, acrescentando contudo que grande parte do processo decorre da rapidez de reação e de combate de sintomas, reais ou não – aliás, ele sugere no máximo quatro horas para as primeiras ações. Além disso, é preciso sempre tratar o caso de um ponto-de-vista de humanização, não de cifras materiais ou econômicas.

VITIMIZAÇÃO - Toda crise gera vítima, física, moral ou emocional, e dependendo do tratamento do assunto, também gera o fenômeno da “vitimização”, com a indignação das pessoas envolvidas repercutindo o problema de maneira intensa e ganhando adesões. Há ainda um agravamento quando os envolvidos são formadores de opinião. O professor sugere que seja feito um “de-briefing” em todas as situações vividas pela empresa em seus sistemas internos de comunicação (SAC, documentos, encaminhamentos) e em fontes externas (gravações de TV e rádio, publicações em jornais e internet) para mapear os passos tomados e permitir uma análise e novo planejamento para casos futuros. Afora questões negativas duradouras, que podem ser evitadas com esta técnica de disciplinamento, até porque há uma vigilância forte da opinião pública sobre questões empresariais, como a ética, os valores sociais e excessivo foco em quantificações financeiras. “Há um comportamento esperado junto a públicos interno e externo, e planos de gerenciamento demonstram responsabilidade social, porque garantem empregos, impostos, abastecimento”, opina.

Atualmente Prestes é diretor executivo da CMS Consulting – Crisis Management Solutions - empresa pioneira no Brasil, especializada em gerenciamento e comunicação de crises e de risco, com expertise na área Química, Petroquímica, Agroquímica, Farmacêutica e Alimentos -, o que permitiu o repasse de inúmeros casos reais para melhor aproveitamento da platéia. Para ele, gerenciar crises significa enfrentar ameaças corporativas, reconhecer seu potencial para se tornar uma crise e trabalhar para evitá-las ou mitigá-las de forma rápida e eficaz. Com isto, busca-se responder de forma sistemática a acontecimentos inesperados que têm o potencial de ameaçar as pessoas, os patrimônios tangível e intangível e a continuidade operacional das empresas.

Nas bases do gerenciamento de crises, há uma equipe de executivos, técnicos e funcionários do jurídico, RH, operações, segurança e comunicação, selecionados e treinados para reconhecer, analisar e avaliar as ameaças, desenvolver e implementar respostas ou soluções alternativas (negociação) , comunicar as informações e decisões às partes envolvidas, coordenando a volta às operações normais, uma vez controlada ou encerrada a ameaça ou crise. Este grupo vai redigindo um “timeline” das ações para ordenar com critério as etapas e contatos. O consultor resume: “em síntese, é uma resposta formal a qualquer acontecimento que ameace a estabilidade financeira, econômica, operacional, e o futuro de uma organização”. Destaca que, acima de qualquer análise de cenários e impactos e de estratégias comunicacionais, entre as regras para administrar bem a crise está não mentir e respeitar a verdade. Informar objetivamente, ser rigoroso na verificação dos fatos e ser ágil está na lista de atribuições. Entre os trabalhos que envolvem o gerenciamento de crises corporativas estão auditórios pré e pós-crise, levantamento de vulnerabilidades, desenvolvimento de plano detalhado, formação e treinamento de time, organização, preparação e manutenção de sala especial e guia dos primeiros instantes. Na seqüência, há preparação de porta-vozes, “media-training” e preparação de argumentos.

A teoria da área identifica alguns pecados capitais na comunicação de incidentes: esperar para ver, tentar desqualificar o problema, dizer que está tudo sob controle ou que domina o conhecimento integral na questão, solicitar confiança, desacreditar publicamente os críticos. É preciso sempre fazer a diferença entre o perigo (intrínseco) e o risco (probabilidade). O instrutor também apresentou o “gerenciamento amador de crises” em todas as suas etapas, buscando aprendizagem pelos erros cometidos. Participaram representantes de empresas como Cimento Liz, Rede Gazeta, Bebidas Ipiranga, TRW, Kimberly-Clark, Construtora Andrade Gutierrez, Indústrias Nucleares do Brasil, MMX, Odebrecht e ainda órgãos públicos como a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná e as Prefeituras do Rio de Janeiro e de Itapetininga.





AGENDA – A programação do início do ano apresenta várias opções de qualificação na sede da entidade em São Paulo/SP (Av. Angélica, 1757 – 12. andar). A próxima oportunidade é “Publicações Empresariais Estratégicas” no dia 10 de fevereiro, com o jornalista Luiz Chinan. Já no dia 11, inicia a versão 2009 do Programa Cursos Internacionais Avançados da ABERJE, com o tema “A Gestão da Reputação e da Comunicação Estratégica” ministrado pelo consultor norte-americano Paul Argenti. Dias 12 e 13, é a vez de “Análise de Retorno dos Investimentos em Comunicação”, com os professores e consultores Mitsuru Higuchi Yanaze e Ubaldo Crepaldi.

Em março, já estão programados os treinamentos de “Melhores Práticas em Comunicação da Estratégia - A Comunicação como Apoio à Implementação do BSC” no dia 13, “Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno” com Saul Bekin no dia 17 e “Relatórios de Sustentabilidade GRI” com os consultores Carmen Weingrill e James Heffernan nos dias 19 e 20. E ainda no dia 20, acontece o curso “Branding: Comunicação e Valor de Marcas Corporativas” com o arquiteto, consultor e professor Ricardo Rodrigues. Já a jornalista Pollyana Ferrari desenvolve o curso “Como construir e gerenciar blogs corporativos” no dia 24. Para a cidade do Rio de Janeiro (Rua São José, 40, 2º andar), está programado o curso “Construção de um Plano de Comunicação Interna” no dia 31 com o consultor Carlos Parente. Ainda no dia 12 de março, acontece o 9. Mix ABERJE de Comunicação Interna e Integrada em SP.

Todos os participantes dos cursos vão receber gratuitamente a segunda edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional, de Don W.Stacks. Detalhes do conteúdo programático podem ser conferidos no http://www.aberje.com.br/, e mais dados podem ser obtidos através do e-mail cursos@aberje.com.br ou ainda no telefone 11-3662-3990, com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.

COMO ESTAR PREPARADO PARA A CRISE *
1. Desenvolva um programa de treinamento em gerenciamento de crise;
2. Envolva a direção e os gerentes;
3. Faça um media-training;
4. Faça um brainstorming de vulnerabilidades;
5. Desenvolva um questionário de possíveis dúvidas e respostas;
6. Desenvolva mensagens-chave;
7. Crie um Comitê de Crise e reúna-o para simulações e avaliações.


* Fonte: Curso de Crises Corporativas/ABERJE – Eduardo Prestes, fev.2009



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)