Archive for Maio 2010

Goodyear estreia canal de conteúdo

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A Goodyear acaba de estrear seu primeiro Branded Channel na internet brasileira http://goodyear.jalopnik.com.br. A plataforma de comunicação idealizada pela Y&R marcará a parceria da empresa com o site Jalopnik Brasil, considerado uma referência mundial em conteúdo sobre o universo automotivo e que acaba de iniciar suas atividades no país.

Com objetivo de intensificar a presença da marca na internet e estabelecer maior interatividade com seus consumidores, o canal customizado oferecerá diariamente aos amantes de carro notícias e curiosidades sobre inovação e tecnologia para automóveis. A página também vai disponibilizar informações sobre produtos da Goodyear e competições patrocinadas pela empresa como, por exemplo, Stock Car e Nascar. O design do Branded Channel e as peças online que vão direcionar os internautas para o site foram desenvolvidos pela Energy, agência responsável pela comunicação digital da empresa, em parceria com a Y&R e com a Spicy Media, empresa focada em conteúdo, detentora da marca Gizmodo no Brasil.

Estádios brasileiros buscam certificação verde para a Copa do Mundo de 2014

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Quando o Brasil foi escolhido como sede da Copa do Mundo de 2014, a ONG GBC Brasil logo iniciou articulações com o Comitê Organizador Local (COL) para promover a conceito da sustentabilidade nos estádios do País. Apesar de haver apenas a orientação do COL para a certificação LEED, o Brasil já possui quatro arenas registradas para receber o sele verde e outras quatro cidades garantiram que irão buscar a certificação.

Os estádios já registrados são o Mineirão 2014(BH), Complexo Esportivo do Amazonas (Manaus), Arena Cuiabá e Estádio Nacional de Brasília (Brasília). Há também o comprometimento das arenas Maracanã (Rio), Cidade da Copa (Recife), Das Dunas (Natal) e Fonte Nova (Salvador) em se tornarem empreendimentos verdes.

Além de minimizar os impactos da construção civil no meio ambiente, a certificação LEED garantirá às arenas brasileiras a redução de cerca de 10% na operação, ou seja reduz o custo de manutenção dos estádios e ginásios do País, que é um dos principais problemas das administrações destes espaços.

A arena verde tem como premissa o uso da água de forma responsável e ser dotado de maior eficiência energética. É possível reduzir em 30% o consumo de água e até 10% o gasto em energia, além da contratação desta energia de fontes renováveis. A certificação LEED também leva em consideração aspectos positivos como a localização, o acesso por meio de transporte público, o uso de materiais recicláveis na construção, a aplicação de tecnologias que reduzem o efeito ilha de calor, o desvio do entulho dos aterros sanitários com o reaproveitamento, reuso e reciclagem dos mesmos entre outros pontos. Isto tudo proporcionará que ao atender estas diretrizes teremos também ótimos resultados no entorno destes locais e a sociedade como um todo.



Reciclagem energética do lixo: uma excelente opção para o Brasil

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Recebi um texto muito bom sobre a reciclagem energética no Brasil e no Mundo. O tema foi discutido recentemente no 1º Seminário Internacional de Tecnologia e Gestão de Resíduos Sólidos - Rio Ambiente 2010, entre os dias 26 a 28 de maio, no Rio de Janeiro



Reciclagem energética do lixo: uma excelente opção para o Brasil

A reciclagem energética do lixo é uma das melhores soluções econômicas e ambientais que alguns países encontraram para solucionar a questão do lixo urbano



Atualmente, 35 países utilizam essa tecnologia e cerca de 150 milhões de ton/ano de lixo urbano são destinados em mais de 850 instalações de combustão com geração de energia elétrica ou térmica, todas perfeitamente adequadas às mais rígidas normas ambientais.

A Alemanha, por exemplo, aboliu os aterros sanitários em função da reciclagem energética. Os Estados Unidos suprem 2,3 milhões de residências com energia elétrica vinda de 98 usinas. A União Européia conta com 420 usinas; só no Japão são 249; na Suíça, 27.

Empresas e instituições brasileiras estão trabalhando para implementar a reciclagem energética no Brasil como forma de suplementar a reciclagem mecânica (transformação da sucata em outros produtos, com acontece com o plástico). E, como um adicional, pretendem estimular essa tecnologia como uma alternativa energética de larga escala.

Dados sobre a Reciclagem Energética
A destinação do lixo urbano transformou-se num dos mais graves problemas das grandes cidades. As prefeituras tem que enfrentar as questões logísticas sobre o lixo – falta de espaço para aterros, transporte do lixo para outras cidades, tratamento e “hospedagem” desse lixo, etc – o que acarreta grandes encargos às administrações municipais. Já existe solução para uma destinação mais adequada do lixo, com menor ônus para os cofres públicos e menos impacto ambiental – evitando as emissões decorrentes da necessidade do transporte do lixo, contaminação e a sobra de resíduos.

No gerenciamento do lixo, a reciclagem energética é fundamental para garantir a correta destinação de todos os resíduos que não podem ser reciclados mecanicamente e/ou compostados para se biodegradarem.

Os produtos mais nobres encontrados no lixo (garrafas PET, Isopor e vários tipos de plásticos, latas de alumínio, entre outros) já são aproveitados, em parte, com a coleta seletiva. E assim deve ser cada vez mais, reutilizando estes materiais, mantendo e valorizando o trabalho dos responsáveis pela coleta seletiva.

No entanto, o maior volume do lixo, que tem baixo valor de compra para reciclagem, vai mesmo para aterros sanitários e até para lixões nas periferias. Com isso, vários aterros já apresentam sinais de saturação e, com isso, o lixo tem que ser transportado por muitos quilômetros, até encontrar um destino nem sempre seguro.

Enquanto o Brasil desperdiça esta riqueza e ameaça seu subsolo, vários países de vanguarda na área ambiental, como Alemanha, Dinamarca, Japão, entre outros, empregam em larga escala a reciclagem energética, que consiste em queimar o lixo em condições totalmente seguras para gerar energia.

E, de quebra, esses países agregam uma nova matriz energética, com tecnologia avançada, 100% segura e limpa – a tecnologia aplicada hoje é completamente diferente e mais avançada que a dos antigos incineradores de lixo.

O processo:
1. Somente depois de uma triagem, na qual são retirados os elementos que podem ser reciclados mecanicamente para se tornarem novos produtos, o lixo é encaminhado para a reciclagem energética. Nesse ponto, o papel do catador é fundamental para que não haja desperdício de nenhum tipo de produto.

2. O que sobra desta separação (restos de alimento, materiais higiênicos descartáveis, além das próprias sacolinhas plásticas que embalam lixo) segue para a reciclagem energética.

3. Os plásticos são fundamentais no processo da reciclagem energética. Plástico é energia. Um quilo de plástico equivale a um quilo de óleo diesel. São os produtos plásticos presentes no lixo urbano que irão servir de combustível para que o processo de reciclagem energética ocorra.

4. Na etapa seguinte, os resíduos são queimados em um forno industrial, numa temperatura de cerca de 1000º C. A tecnologia aplicada neste procedimento impede a emissão de gases poluentes durante a queima.

5. Na queima, os gases quentes são aspirados para uma caldeira de recuperação, onde é produzido vapor. É este vapor que aciona o gerador de energia térmica ou elétrica, dependendo da tecnologia.

6. A sobra de toda a queima, que gira em torno de 8% do volume queimado, é reutilizada na fabricação de material de construção, como telhas e tijolos.

Os benefícios da reciclagem energética
* Minimiza significativamente o problema dos lixões e aterros;
* É a alternativa recomendada pela ONU (IPCC 2007) para a destinação do lixo urbano;
* Reduz a emissão de gases dos aterros sanitários;
* Possibilita a recuperação energética dos materiais plásticos;
* Pode ser aplicada perto de centros urbanos, reduzindo o custo do transporte do lixo para aterros distantes;
* A área exigida para a implantação de uma usina é inferior à de um aterro.

No mundo:
A recuperação de energia em processos de tratamento térmico do lixo urbano já é uma realidade em vários países do mundo. Atualmente, cerca de 150 milhões de ton/ano de lixo urbano são destinados em mais de 850 instalações de combustão com geração de energia elétrica ou térmica, todas perfeitamente adequadas às mais rígidas normas ambientais.

São 35 países que utilizam essa tecnologia, resolvendo a questão da destinação do lixo urbano e, ainda, como um benefício extra, geram mais de 10.000MW de energia elétrica e térmica. A maior parte destas usinas se localiza em países desenvolvidos, mas existem cerca de 50 instalações operando na Malásia, Singapura, Coréia do Sul, China e outros países em desenvolvimento.

A Alemanha, por exemplo, aboliu os aterros sanitários em função da reciclagem energética. Os Estados Unidos suprem 2,3 milhões de residências com energia elétrica vinda de 98 usinas. A União Européia conta com 420 usinas; só no Japão são 249; na Suíça, 27.

No Brasil:
Hoje o Brasil produz cerca de 170 mil toneladas de resíduos sólidos urbano por dia, acumulando mais de 61 milhões de toneladas por ano, dos quais cerca de 83% são coletados, mas isso em apenas 40% do municípios.

A cidade de São Paulo, por exemplo, já começa a “exportar” o lixo para o município de Caieiras por falta de espaços para aterros. Imagine o custo dessa logística e o impacto ambiental com emissões, por exemplo. Os grandes centros urbanos brasileiros têm praticamente todos os seus aterros saturados.

Com o objetivo de promover e criar condições para a implementação da reciclagem energética dos resíduos no Brasil a Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos Especiais (Abrelpe) assinaram um Acordo de Cooperação.

As entidades iniciaram estudos sobre a viabilidade econômica, tecnológica e regulatória, objetivando a da instalação de usinas de reciclagem energética no país, principalmente nos municípios que já não têm espaço para a destinação do seu lixo.

Assolation

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Lã de aço retorna com animação no ritmo do hit Rebolation



As lãs de aço Assolan estreiam propaganda ao ritmo de Rebolation. Na animação, o simpático mascote da marca dança e rebola ao som da versão “Assolation”. A grande novidade do filme fica por conta das “Assoletes”, as novas companheiras e dançarinas do mascote. Em ilustração 3 D, o cenário do filme acontece em uma cozinha e o palco do grupo é a própria pia! A música também ganhou nova versão totalmente adaptada ao contexto e que promete muitas risadas e animação!


GERAÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS TEM EXPRESSIVO CRESCIMENTO NO BRASIL, SEGUNDO PESQUISA DA ABRELPE

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Publicação “Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil – 2009” mostra que a geração de lixo cresceu em ritmo muito superior ao da população. Quase 22 milhões de toneladas ainda têm destino impróprio


A ABRELPE – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais apresenta os dados inéditos da edição 2009 do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil. Além dos dados nacionais e das regiões geográficas, esta edição traz também de maneira inédita as informações segmentadas por Estado.

A publicação demonstra que, apesar de alguns avanços, a situação do setor ainda é crítica em relação à geração, coleta e destinação de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU). O País gerou mais de 57 milhões toneladas de resíduos sólidos em 2009, crescimento de 7,7% em relação ao volume do ano anterior. Só as capitais e as cidades com mais de 500 mil habitantes foram responsáveis por quase 23 milhões de toneladas de RSU no ano.

A geração per capita também registrou aumento de 6,6%, volume bem superior ao crescimento populacional, que foi de apenas 1% no ano. “Esse dado indica um aumento real na quantidade de resíduos gerados e reflete a ausência de ações com objetivo de minimizar a geração de resíduos no País”, afirma Carlos Roberto Vieira da Silva Filho, diretor executivo da ABRELPE, ao observar que “o lançamento do Panorama 2009 acontece em um momento muito importante, quando se intensificam as mobilizações para a aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos”.

O Panorama demonstra que, em relação a 2008, houve um crescimento de 8% na quantidade de RSU coletado no país, o que representa mais de 50 milhões de toneladas. Silva Filho ressalta que esse crescimento na abrangência da coleta indica que o país caminha de maneira constante para universalizar esses serviços.

Apesar de ter sido constatada uma evolução na adequação da destinação de RSU de 2008 para 2009, no cenário atual 43% do total de resíduos sólidos urbanos coletados no Brasil, que representam quase 22 milhões de toneladas, ainda são dispostos de forma inadequada, em aterros controlados ou lixões, que não garantem a devida proteção ambiental.

“Isso evidencia a carência de uma gestão integrada eficiente, que envolva toda a cadeia”, observa o diretor executivo da ABRELPE. Esta gestão deve contar com programas de conscientização para reduzir a geração de lixo; a implantação de programas estruturados de coleta seletiva, que substituam as atuais práticas informais por políticas de reciclagem, e por fim a implementação de unidades adequadas para a destinação final de um volume mínimo de resíduos.

O levantamento desenvolvido pela ABRELPE também mostra que a oferta dos serviços de coleta seletiva continua avançando nos municípios, porém a passos muito lentos. Das 5.565 cidades 56,6% afirmaram contar com iniciativas de coleta seletiva. “Esta evolução vem se mantendo estável nos últimos cinco anos. Parece claro que a prática de medidas isoladas, e calcadas em ações informais, ainda é uma solução parcial, que não tem potencial de trazer avanços concretos para o setor”, lembra o diretor executivo da ABRELPE.

O Panorama 2009 ainda revela que os investimentos dos municípios destinados aos serviços de limpeza urbana - que incluem coleta de lixo diária, transporte, destino final, varrição, limpeza de ruas, capina, limpeza de córregos - são bastante limitados.

“A despesa média municipal no Brasil para dar conta de todos os serviços de limpeza urbana é de pouco mais de R$ 9,00 por habitante por mês, muito inferior ao ticket médio de outros serviços essenciais, como luz e água. Essa limitação financeira se torna uma importante barreira para os avanços do setor”, conclui o diretor executivo da ABRELPE.

Mercado de games para redes sociais está em alta

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Motivada pelo enorme sucesso que alcançou com jogos como Colheita Feliz, Segredos do Mar e Ilha dos Sonhos, nos quais já atingiu mais de 20 milhões de jogadores no Orkut, a Mentez, empresa global desenvolvedora de social applications, anuncia que assinou acordo de representação para trazer ao mercado brasileiro os social games da Playdom .

Com mais de 100 milhões de instalações de seus jogos em todo mundo, a Playdom reúne títulos como Social City, Sorority Life e Mobsters. Com a proximidade da Copa do Mundo, a Playdom está muito bem posicionada na categoria futebol com o seu mais novo game, o Bola Social Soccer, que já superou 1 milhão de jogadores no Brasil.

“Com o enorme potencial que vislumbramos no mercado brasileiro acreditamos que trazer a Playdom para o País é um passo importante na estratégia de consolidação da nossa liderança no segmento de social games”, diz Juan Franco, CEO da Mentez. “Os jogos da Playdom vêm atraindo milhões de internautas pelo mundo todo e estamos certos de que construirão também uma enorme comunidade no Brasil através da nossa aliança”, acrescenta.

“Assim como já temos feito com outros jogos que trouxemos da Ásia, vamos não apenas traduzir os games da Playdom para o português, mas também desenvolver características específicas para os jogadores brasileiros”, acrescenta Tahiana D’Egmont, Diretora Geral da empresa no Brasil.

De acordo com John Pleasants, CEO da Playdom, a parceria assinada com a Mentez visa ampliar sua presença internacional através de um player que já tem uma forte experiência no mercado brasileiro e sabe como conquistar jogadores nas redes sociais atuantes no Brasil.

“O Brasil é um mercado internacional importante devido ao alcance das redes sociais. Acreditamos que a Mentez é a parceira certa para a Playdom para liderar seus esforços no País e expandirmos internacionalmente nossos produtos”, afirma.

Marketing viral

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Achar a fórmula do ‘viral perfeito’ é extremamente difícil. É o pote de ouro no fim do arco-íris para os comunicadores do mundo virtual. Uma simples busca pelos termos marketing viral no Google, principal site de indexação do mundo, traz aproximadamente 1.010.000 resultados (18/05/2010). Vários são os sites que aparecem trazendo a receita de sucesso, ‘x’ técnicas de como montar o seu viral perfeito, definições, exemplos, vídeos, entre outros. A verdade é que poucas experiências, em um universo gigante de tentativas, aqui me refiro às tentativas corporativas, foram realmente bem sucedidas.

A mecânica é simples: divulgar um texto, um vídeo, uma imagem, um game, um widget ou outra forma de arquivo na internet e ver isso publicado se espalhar no mundo virtual. Assim como no caso de um vírus no corpo humano, que se utiliza das células para se reproduzir e alcançar todas as partes, da cabeça aos pés, o viral, na rede, também procura essa reprodução massiva para todos os cantos, sendo duplicado em blogs, sites, redes sociais, e-mails, etc.. Faz-se uso do boca-a-boca, no caso virtual, para que a notícia se espalhe como fogo em pasto seco.

No livro “A Bíblia do Marketing Digital”, o autor Cláudio Torres inicia o capítulo sobre o tema dizendo que o viral é “uma das mais produtivas e pouco exploradas ferramentas da Web 2.0”. Ela é produtiva, porque, quando agrada e cai nas graças dos internautas, espalha-se com uma velocidade espantosa. Utiliza-se do fator confiança. Por exemplo, você recebeu um arquivo de vídeo de um amigo por e-mail, que dizia mil maravilhas sobre a produção. Sem hesitar, abriu, viu, gostou e repassou para a sua lista de contatos também exaltando como a produção era legal e como valia a pena vê-lo. Talvez três ou mais de seus amigos fizeram a mesma coisa, e assim, o arquivo de audiovisual foi se reproduzindo e atingindo várias pessoas.

Já, quando o autor diz que é pouco explorada, ele se vale exatamente do argumento de que poucas experiências corporativas alcançaram o êxito, o sucesso. Muitas vezes, as principais ações que se tornaram ‘virais’, não são provenientes de produções para a divulgação de uma empresa, produto ou serviço. Mas, sim, de uma situação inusitada, de humor, de desconhecidos que se destacaram, como no caso de Susan Boyle, de acidentes, de flagras. Todos com características de produções amadoras.

Recentemente, os principais veículos jornalísticos, principalmente os on-lines, nos bombardearam com notícias de um vídeo caseiro do casal global Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert que teria vazado e caído na internet. A busca pelas palavras dos atores retornou 94.300 resultados, sendo que as primeiras páginas fazem referência ao vazamento do vídeo. Quando refinamos a busca utilizando as tags vídeo mais os nomes deles, o retorno é de 137.000 resultados. Pouco tempo depois de ter estourado e estampar como destaque nos principais blogs e sites o suposto escândalo, a empresa KY, que contratou os atores para realizarem a ação, fez uma coletiva de imprensa com os dois e explicaram que todo esse estardalhaço foi para divulgar um novo produto da marca. O sucesso deste viral foi em decorrência da combinação de vários fatores, que foram muito bem arquitetados, como a criatividade, o uso das mídias on-line, o fator surpresa, e principalmente o apelo voyeur e amador da produção.










Juliano Melo.

Livro “Conversas com os mestres do marketing”

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“Conversas com os mestres do marketing”, de Laura Mazur e Louella Miles, lançamento da Editora Gente é um bate-papo informal e didático com os maiores especialistas do marketing da atualidade. No livro, as autoras afirmam que “ainda que nossa seleção de gurus do marketing seja composta por um grupo variado de pessoas, alguns temas são comuns. Há, por exemplo, a preocupação quanto a habilidade de os profissionais desta área virarem o jogo a ponto de fazer com que os CEOs das empresas compreendam o quão importante e fundamental é o marketing.”

Os bate-papos são divididos em três partes. Cada convidado é questionado sobre a carreira que escolheu; depois, fala um pouco sobre seu modo de encarar o marketing; e por fim contam o que os motiva. As autoras fazem questão de salientar que “um fato a ser considerado é que, embora os profissionais em destaque, estejam intimamente vinculados ao ramo específico do qual são pioneiros, nenhum deles deixou de se manter engajado na busca por novas ideias e novos conceitos que mantivessem o marketing relevante e pertinente”.

“Conversas com os mestres do marketing” traz depoimento de especialistas como Philip Kotler, David Aaker, Jean-Claude Larreche, Regis McKenna, Don Peppers, Martha Rogers, John Quelch, Al Ries, Don Schultz, Patricia Seybold, Jack Trout, Lester Wunderman. O livro abrange uma vasta gama de temas atuais, com conceitos e exemplos reais de sucesso e fracasso, podendo ser base para a definição do futuro do marketing.

Se vivermos pelo vetor do desejo, vamos exaurir o mundo”, afirma Paulo Darien, da Fundação Dom Cabral

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II Seminário de Sustentabilidade Empresarial, organizado pela Fecomercio, debate as mudanças necessárias para possibilitar o desenvolvimento sem acabar com os recursos naturais

As pessoas precisam deixar de se preocupar com sustentabilidade e se preocupar com desenvolvimento sustentável. A afirmação feita pelo presidente do Conselho Administrativo do Grupo Pão de Açúcar, Paulo Pompilio, resume o que foi apresentado ontem (10/5), no II Seminário de Sustentabilidade Empresarial, organizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio).

Pompilio afirma que é infantilidade pensar que as empresas vão se contentar em parar de crescer para salvar o meio ambiente. “As empresas querem continuar crescendo”, frisa. “O que as empresas precisam pensar é: se acabarem os recursos do mundo, como vou continuar crescendo?”

Na opinião de Paulo Darien, coordenador do Centro de Desenvolvimento do Varejo Responsável da Fundação Dom Cabral, este é o raciocínio que os empresários precisam passar a ter. “Sustentabilidade não é vender menos, é vender de forma adequada durante muito tempo, ao invés de vender muito por pouquíssimo tempo”, completa.

Para José Goldemberg, presidente do Conselho de Estudos Ambientais da Fecomercio, repensar o crescimento de forma a possibilitar o desenvolvimento contínuo é essencial, e deve ser uma tarefa cotidiana de todos. “O Governo tem falado muito em expansão da banda larga, eu acho ótimo. Mas tenho certeza que seria melhor fornecer esgoto e água encanada a todos os brasileiros”, Goldemberg ironiza. “Da mesma forma, as empresas precisam decidir o que é mais importante.”

Durante o encontro, também se destacou a visão de que o varejo tem um papel fundamental para esta mudança de consciência. Segundo Yuri Nogueira Feres, gerente de sustentabilidade do Walmart Brasil, o varejo é responsável somente por 8% do impacto ambiental causado pelo comércio, mas é o setor que tem a maior capacidade de pressionar os outros, mudando os hábitos de produção.

Pensando nas mudanças que o varejo terá que enfrentar nos próximos anos, Claudio Boechat, também do Centro de Desenvolvimento do Varejo Responsável da Fundação Dom Cabral, apresentou a pesquisa “Princípios do Varejo Sustentável e Modelo de Varejo do Futuro” que traz os 16 princípios fundamentais para o futuro do comércio.

Boechat destaca que para implementar um modelo de varejo sustentável, a principal qualidade que deve existir é a ética, e afirma que, para tanto, as relações precisam ser mais claras e menos exploratórias. “Não só entre empresas com empregados e clientes, mas também a preocupação com a procedência do produto e sua relação com o meio ambiente são fundamentais”, completa.

Seguindo esse raciocínio, Clelso Valeski, coordenador de projetos da Mate Leão e responsável pela primeira fábrica verde da Coca-Cola na América Latina, afirma que pensando em desenvolvimento sustentável, é possível reestruturar as fábricas e as empresas para preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo, aumentar a produtividade e reduzir os custos da empresa. “Uma fábrica ‘verde’ custa, em média, 15% a mais que uma comum, mas, no dia-a-dia, gasta muito menos”, aponta. “Mais de 35% da água usada nessas fábricas vem da chuva, sem contar a quantidade que pode ser reutilizada. Além disso, o consumo de energia elétrica é, no mínimo, 23% menor.”

Pompilio, do Grupo Pão de Açúcar indica um dos caminhos a serem seguidos. “Muitas empresas só pensam em lucro. Porém estamos demonstrando que desenvolvimento sustentável traz ganhos financeiros para a empresa”. Afinal, se os recursos naturais forem usados com racionalidade, as empresas evitarão gastos inúteis e o meio ambiente será preservado.

Paulo Darien, da Fundação Dom Cabral, conclui que a sustentabilidade é abrir mão de alguma coisa em prol de outra melhor. “Se vivermos pelo vetor do desejo, vamos exaurir o mundo”, crítica. “O motivo é muito simples, enquanto os desejos são infinitos, o mundo não é.”

Diversidade de ações na Comunicação Corporativa é foco de encontro em Campinas

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Associação de Relações Públicas reúne profissionais de comunicação e estudantes comunicação para troca de experiências em comunicação corporativa


No próximo dia 15 de maio, às 9 horas, a Associação Brasileira de Relações Públicas, São Paulo (ABRP-SP) realiza no auditório da METROCAMP - Faculdades Integradas Metropolitanas de Campinas, o Encontro ABRP – Mix de Comunicação Corporativa, como estímulo ao diálogo entre estudantes e profissionais, refletindo os desafios e as dinâmicas da área de comunicação, buscando o debate por meio das tendências e dos exemplos que as melhores práticas do mercado podem apresentar.

Neste, em especial, o intuito também é contextualizar o público sobre como organizar a comunicação corporativa em três áreas estratégicas para as organizações: a comunicação interna, a comunicação digital e a mensuração de resultados das ações de comunicação implementadas.

“Nosso intuito é levar aos profissionais de comunicação e estudantes de Campinas e região um pouco das práticas e discussões que são feitas em São Paulo”, diz o presidente da ABRP-SP, Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias. “Porém, temos a humildade suficiente para entender que nossos colegas do interior também têm o que nos mostrar sobre seus trabalhos de Comunicação Corporativa, por isso estamos indo até eles, para favorecer esta troca e o diálogo”, complementa.

O evento contará com as apresentações de Marina Gerardi, coordenadora da área de Comunicação Interna da incorporadora e construtora Cyrela Brazil Realty, pós-graduada em Comunicação com o Mercado pela ESPM e em Gestão de Pessoas e Ambiente de Trabalho pela FGV; André de Abreu, especialista em jornalismo multimídia pela PUC-SP e mestrando em comunicação pela ECA-USP. É gestor da MWeb, unidade de comunicação digital e redes sociais da Máquina Public Relations; e Priscila Silva, gerente do Ketchum ROI Lab, área da Ketchum Estratégia focada em mensuração de resultados e apresentar o Retorno sobre o Investimento das ações de Relações Públicas (ROI).

Mais informações para a Imprensa com Vanessa Magalhães, pelo telefone (11) 5587-1161 ou pelo e-mail abrpsp@abrpsp.org.br.

Serviço

Encontro ABRP Mix de Comunicação Corporativa
Palestrantes: André de Abreu (Máquina Public Relations), Marina Gerardi (Cyrela) e
Priscila Silva (Ketchum Estratégia)
Data: 15 de maio de 2010
Horário: das 9h às 13h
Local: Metrocamp – Faculdades Integradas Metropolitanas de Campinas
Endereço: Rua Dr. Sales de Oliveira, 1661 – Vila Industrial – Campinas – SP
Inscrições: de 15 de abril até 12 de maio ou término das 120 vagas
Investimento: Profissionais – R$150; Estudantes – R$80. Associados tem 50% de desconto
Telefone: (11) 5587-11611 E-mail: abrpsp@abrpsp.org.br

Mídia e Sustentabilidade na pauta de discussão da Universidade Anhembi Morumbi

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Instituição realiza Colóquio de Comunicação que contará com a participação de jornalista portuguesa especialista no tema


Autora do livro “O poder de (in)formar”, publicado no Brasil pela Envolverde Editora, a jornalista portuguesa Sandrine Lage, com atuação em televisão, gestão de RH e Responsabilidade Social, abordará a questão da sustentabilidade na mídia com base na pesquisa apresentada em sua obra durante o Colóquio de Comunicação sobre Mídia e Sustentabilidade na Universidade Anhembi Morumbi, na próxima quarta-feira (12), no Campus Vila Olímpia.

A discussão será mediada pelo professor Maurício Homma, coordenador de Responsabilidade Social da instituição, e contará também com a participação de Percival Caropreso, publicitário há 40 anos, conselheiro de entidades e ONGs como CONAR - Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária e Movimento Nossa São Paulo e membro do Comitê de Comunicação da Sustentabilidade da ABA – Associação Brasileira de Anunciantes. Percival apresentará sua visão sobre como as questões ligadas ao tema sustentabilidade tem sido tratadas nas empresas e os reflexos do assunto na mídia.

Aos interessados em participar, as inscrições podem ser feitas pelo link: http://www.zoomerang.com/Survey/WEB22ALK3DCPMK. Vagas limitadas.


Colóquio de Comunicação Mídia e Sustentabilidade
Data: 12 de maio
Horário: 19h30
Local: Campus Vila Olímpia – Auditório Theatro Casa do Ator Endereço: Rua Casa do Ator, 275
Inscrições gratuitas: http://www.zoomerang.com/Survey/WEB22ALK3DCPMK

Livro Novas Perspectivas sobre a Ciberdemocracia

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Analisar as transformações contemporâneas da esfera pública como resultado da expansão do ciberespaço e considerar as novas possibilidades de desenvolvimento que essas mudanças proporcionam à democracia é a proposta de André Lemos e Pierre Lévy em O futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária, lançamento da PAULUS.

A obra é a tradução modificada da edição Cyberdémocracie: Essai de Philosophie Politique, de Pierre Lévy, publicada em 2002 na França, da qual informações foram retiradas, modificadas, suprimidas e adicionadas, principalmente no que se refere à atualização de questões hoje importantes para a compreensão dessa temática, como o surgimento da Web 2.0, entre outras ferramentas.

Para pensar a ciberdemocracia a longo prazo, os autores apresentam um quadro dos seus primeiros passos, dando ênfase à descrição e à análise que clamam por um governo mundial ciberdemocrático, ou seja, por um novo tipo de Estado, transparente e a serviço da inteligência coletiva. Segundo os autores, alguns dirão, parcialmente com razão, que eles propõem uma utopia. “Em realidade, nos contentaremos em prolongar, elaborando-as, as tendências que nos parecem as mais significativas, e lançar ideia segundo a qual essas tendências parecem se inspirar”, explicam.

Eles recorrem à tradição clássica da filosofia de Platão em “A República”, que associa reflexão à justiça, à interrogação sobre o conhecimento e à descrição de uma cidade ideal. E acrescentam: “A utopia é uma dimensão capital e fundadora da filosofia. Ela permite ao espírito crítico constituir-se, já que concorre para edificar o universo de valores e de possíveis sobre um fundo em que se operam as avaliações da cidade real. Certamente, uma utopia do século XXI só pode descrever uma sociedade aberta e livre, mais aberta e mais livre que a sociedade contemporânea.”

Além dessa reflexão, os autores destacam também questões como a globalização, a opinião pública, a ética, entre outras, e listam algumas ações visadas pela transparência financeira ciberdemocrática. São elas: desencorajar a corrupção e suscitar melhores decisões orçamentárias por parte dos políticos e dos altos funcionários; inspirar a confiança dos cidadãos em relação a um Estado que “não tem nada a esconder” e implicar os cidadãos na governança da prosperidade, mostrando precisamente de onde vem o dinheiro do Estado e para aonde ele vai.

Dividido em 11 capítulos, O futuro da Internet – Em direção a uma ciberdemocracia planetária é excelente instrumento de estudo e propõe ao leitor visões críticas sobre a ciberdemocracia, colaborando assim com alunos, professores, profissionais da área e interessados a se aprofundarem no assunto. A obra pertence à renomada coleção Comunicação, que reúne mais de 40 títulos e inúmeros autores de reconhecimento internacional, como Lucia Santaella, José Marques de Melo, Ciro Marcondes Filho, entre outros.

André Lemos é professor associado da Faculdade de Comunicação da UFBa; doutor em Sociologia pela Sorbonne; pós-doutor pela University of Alberta e McGill University, Canadá, 2007-2008; pesquisador 1 do CNPq; autor de diversos artigos e livros nacionais e internacionais sobre cibercultura. Foi presidente da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação, COMPÓS (2003-2005). Atualmente é membro titular do Comitê de Assessoramento do CNPq para a área de Comunicação (2009-2012).

Pierre Lévy é um filósofo que dedicou sua vida profissional ao entendimento das implicações culturais e cognitivas das tecnologias digitais, à promoção de sua melhor utilização social e ao estudo do fenômeno da inteligência humana coletiva. Escreveu dezenas de livros sobre esse assunto que foram traduzidos para mais de 12 línguas e são utilizados em muitas universidades ao redor do mundo. Atualmente leciona no departamento de comunicação da Universidade de Ottawa (Canadá), onde detém uma cadeira de pesquisa em Inteligência Coletiva. Pierre Lévy é membro da Sociedade Real do Canadá e recebeu vários prêmios e distinções acadêmicas.

Comunicação interna não pode mais ser dissociada das estratégias externas

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Não há mais espaço para uma comunicação interna dissociada das estratégias externas da organização, sob pena de causar confusão e questionamentos de credibilidade de discurso. A situação é ainda mais crítica em tempos de multiprotagonismo, quando os chamados “stakeholders” assumem diferentes papéis em distintos agrupamentos de relação. A Associação Brasileira das Agências de Comunicação/Abracom, buscando ampliar sua visibilidade junto a outros segmentos empresariais como interlocutora de discussões do gênero, renovou parceria com a PR Newswire e promoveu, no dia 5 de maio de 2010 no L´Hotel em São Paulo/SP, um debate sobre a visão da comunicação interna como ferramenta da gestão de pessoas em seu tradicional café de Comunicação Corporativa. O espaço lotado deu uma noção da relevância do tema entre várias empresas e instituições.

Claudia Zanuso, diretora da Klaumon Forma e também coordenadora do grupo de Comunicação Interna na Abracom, deu início aos trabalhos para mostrar os principais resultados de uma pesquisa exatamente sobre formatos de operação da comunicação interna nas organizações, ao lado do trabalho já desenvolvido de formatar e divulgar um caderno especial (impresso e digital) sobre o tema. Segundo, o enfoque do estudo partiu do conceito de Comunicação Interna como um sistema entre organização e público interno, de mão dupla, estruturado, dinâmico e pró-ativo – funcionando como agente inspirador e transformador das relações humanas, sociais e empresariais. Entre os objetivos principais da atividade estão a difusão da visão, missão e valores corporativos, ampliação e harmonização de diálogo entre capital e trabalho e valorização do funcionário como importante fornecedor de opinião positiva. A função estratégica de CI abrange o alinhamento com negócios da empresa, para o que é necessário o envolvimento e o comprometimento de todos os níveis da empresa, a produção de um discurso coerente com a comunicação externa para ter a credibilidade de um discurso único.

A entidade, criada em 2002 então com 5 membros, hoje reúne mais de 334 associados e está centrada na obtenção de padrões de qualidade e ética no segmento e no aperfeiçoamento de profissionais da comunicação corporativa. Em torno de 23% das agências trabalham há ao menos três anos em CI, e apresentam algumas dificuldades comuns: apontam a verba em 26% como maior problema, seguida de 23% para falta de entendimento pelo contratante da necessidade do trabalho de comunicação interna, e 11% para a juniorização das áreas de comunicação corporativa, que afeta a visão estratégica de alguns trabalhos. Há ainda dificuldades de aferição de resultados frente a investimentos, disputa entre os setores de Comunicação e de Recursos Humanos e falta de cultura de diálogo aberto com empregados. Para Claudia, é preciso entender que CI colabora para que os funcionários se tornem porta-vozes da organização, além de ser responsável pela disseminação de conhecimento de grande valor no compartilhar.



CASOS - Profissionais bem informados e motivados têm melhores condições de levar aos negócios produtividade, inovação, competitividade e rentabilidade. Isto só se alcança se a comunicação interna é pautada pela relevância, transparência e respeito às pessoas, e assim tem impacto no clima organizacional. A opinião é da gerente de Comunicação da Abril, Silvia Candal, que enfatiza também a necessidade de alinhamento com a comunicação externa para evitar dissonância na percepção das pessoas. Outra prioridade no segmento é implantar formatos de coleta das expectativas de informação dos funcionários, para contemplar nos canais, e ao mesmo tempo não deixar de abordar os conteúdos organizacionais. O diálogo com a equipe é fundamental, onde o relacionamento é suportado pelas lideranças, que devem exercitar os discursos. Tudo é regrado na Abril por um Código de Conduta, que normatiza as relações internas e externas da equipe, e mais recentemente por uma Política de Comunicação Corporativa formalizada. Um grande balizador da atuação é a pesquisa bienal de clima organizacional, que normalmente estimula projetos saneadores. “O único caminho é adequar a comunicação ao perfil do público e adaptar constantemente as mídias internas às necessidades do momento e aos recursos”, complementa ela.

No Grupo, para cuidar dos mais de sete mil funcionários, esta área é ligada a Recursos Humanos e Desenvolvimento Organizacional. Entre os canais operados estão a intranet Abrilnet, a revista eletrônica PSC Online, o informativo Bolex, o Jornal de Parede, o Clipping Abril e ainda a PSC TV. Em todos, Silvia assinala que a palavra-chave é relevância, para poder atrair a atenção. Uma novidade é o uso do Twitter na cobertura de todos os treinamentos internos, buscando uma nova linguagem para internalização do conhecimento. A personalização nominal das chamadas de campanhas internas é outro recurso crescente para instigar a atenção e a leitura e mesmo mobilizar para a participação efetiva. A aposta da empresa para ações presenciais é alta, em dinâmicas interativas que humanizem e facilitem as trocas imediatas.

A experiência da CCR – holding que gerencia concessões de transporte variadas, como a NovaDutra, AutoBan e a ponte Rio-Niterói, e em breve a operação da Linha Amarela do metrô paulistano, foi mostrada pelo diretor de comunicação e marketing Francisco Bulhões. O trabalho lá acontece em cinco frentes: comunicação interna (revista, rádio, site, torpedos, encontros pessoais), assessoria de comunicação e imprensa (atendimento profissional de uma variedade de demandas e media-training), publicações externas (para motoristas de carro e de caminhões), identidade visual (padronização e identificação geral) e mais recentemente publicidade (voltada para a comunicação institucional, visando à credibilidade a à aceitação). O complexo controle acionário traz necessidade de manter todos os grupos - concessão de rodovias, mobilidade urbana e prestação de serviço - alinhados aos negócios e às demandas da sociedade, em direção a uma forte governança corporativa. Uma área crescente dos investimentos está ligada à responsabilidade social, com destaque para projetos culturais. “Faz parte das atribuições da companhia contribuir para o desenvolvimento sócio-econômico das comunidades”, explica, sendo que um dos grandes desafios da comunicação, no entendimento do executivo, é atingir um alinhamento eficiente de esforços entre as várias agências fornecedoras agregadas ao setor.

Bulhões assinalou que entre seus desafios está a implementação de um plano de comunicação interna integrada, com sentido de grupo para uniformização das mensagens, fazendo as informações fluírem na empresa por vários níveis hierárquicos e também envolvendo os familiares dos colaboradores – que são mais de 6.500 pessoas. Eles produzem uma única publicação bimestral, entregue em domicílio, após uma ampla revisão na série de canais em circulação. É forte no grupo o funcionamento de rádios internas nas concessionárias, que em breve também serão alinhadas, e dada a dispersão geográfica, o uso de SMS para comunicados tem sido positivo. “Mas minha maior indicação de cuidado está no campo da demonstração de agregação de valor econômico das ações de comunicação ao negócio”, assinala. O compartilhamento de responsabilidades, não fixadas num determinado setor, é outro ponto destacado pelo diretor, como por exemplo o trabalho feito com os gestores para tornarem-se exímios comunicadores, com sensibilização comportamental para o exercício de papel orientador e inspirador.

Estiveram presentes representantes de empresas como Grupo Coimex, Fosfértil, Porto Seguro, Nossa Caixa/Banco do Brasil, Elektro, Santander e Fnac, e órgãos como Universidade de São Paulo, Associação Brasileira de Recursos Humanos e Secovi-SP. Para informações sobre os próximos eventos, basta acessar http://www.abracom.org.br/ ou escrever para contato@abracom.org.br .





RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Especialistas traçam perfil de crescimento da internet

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Em conferência, Ericsson estima que, até 2020, banda larga chegará a 130Mbps. Segundo a Anatel, em 10 anos os acessos chegarão a15 milhões na telefonia fixa, 135 milhões no sistema móvel pessoal e 150 milhões na banda larga.

Durante a conferência FTTH Council, ocorrida na última semana, especialistas esclareceram dúvidas sobre o sistema Fiber-to-the-Home e explanaram metas para até 2020. A discussão se baseou no acesso via fibra óptica, cujo diferencial, sendo a entidadem, é a redulção de custos operacionais; a implementação de rede GPON (gigabit passive optical networking) e de Ethernet Ativo.

Eric Doricko, diretor de soluções de marketing da empresa Calix, afirmou que atualmente o mundo tecnológico é centralizado em vídeos. Em um comparativo, ele relatou que até janeiro de 2005 não existia o site YouTube. Hoje, mais de 100 milhões de vídeos são vistos por dia. Doricko ainda afirmou que o sistema IP foi o mais revolucionário no mundo tencológico e estima que, até 2013, o tráfego de internet excederá os 600Mbps.

A Ericsson também se pronunciou no evento, apresentando estimativas com relação à velocidade de banda larga nos próximos anos. Segundo Thiago Haidar, diretor de vendas da empresa, até 2015 a banda larga chegará a 55Mbps e, até 2020, aproximadamente 130Mbps, com 50 milhões de redes de conexões disponíveis.

O que chamou atenção dos membros do evento foi a questão do GPON, que, segundo Doricko, por se tratar de um sistema com fibra óptica, dá muitas oportunidades de bundling. Em contraponto, Emerson Hioki, diretor da Eletropaulo, apresentou dados referentes ao Ethernet Ativo, o qual já é utilizado em alguns países, como a China e Coréia.

De acordo com Hioki, o sistema GPON é bom, mas é limitado, tem otimização limitada e banda assimétrica. Já o Ethernet apresenta topologia ativa, capacidade ilimitada, é segmentado e oferece banda simétrica. Logo, segundo ele, esta é a tecnologia do futuro.

Anatel

Esteve presente no evento o diretor geral da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Maximiliano Salvatori, que apresentou alguns dados e regulamentação da entidade. Segundo o diretor, para uma empresa adquirir domínio de um sistema de telefonia fixa ou comunicação em mídia, a outorga é de 9 mil reais.

Em explicação sobre o crescimento do uso da internet, Salvatori apresentou estatística comparando 2008 a 2018. Em dez anos, ele crê no aumento de 15 milhões de acessos à telefonia fixa, 135 milhões ao sistema móvel pessoal e 150 milhões à banda larga.
IPNews

Era digital produz inúmeras versões de história

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Olá pessoal. No dia 07/05, participei de um debate promovido na Livraria da Vila, aqui em São Paulo. O debate foi mediado por Paulo Nassar e contou com a participação de alguns convidados que debateram o assunto em pauta.

O encontro foi muito proveitoso, e como vocês podem perceber, rendeu bons textos. Ontém postei o texto do Rodrigo Cogo. Já havia algum tempo que tentávamos sair do contato virtual e passar para o real. O que aconteceu durante o debate. Foi muito legal conhecê-lo.



“Diante do enfraquecimento das formas tradicionais de relações públicas e de comunicação, com o objetivo de envolver os empregados e outros públicos, a história organizacional começou a se firmar como uma nova perspectiva para o reforço, principalmente, do sentimento de pertencimento dos empregados, como protagonistas fundamentais das realizações, dos bens, dos serviços e da própria sustentação dos empreendimentos”. Este trecho, retirado da introdução do livro “Relações Públicas na construção da responsabilidade histórica e no resgate da memória institucional das organizações”, escrito por Paulo Nassar e cuja segunda edição foi lançada pela Difusão Editora na Livraria da Vila em São Paulo/SP, dá o tom da relevância e da transdisciplinaridade do tema. O evento, ocorrido na noite de 7 de maio de 2008, foi integrado por um debate sobre as novas narrativas e a valorização da história e da memória no mundo contemporâneo, contando com Cadão Volpato, Luiz Ruffato e Massimo Di Felice.

O impacto das tecnologias digitais esteve no centro das discussões. A perda da centralidade das empresas neste processo de múltiplos narradores de histórias e produtores de conteúdo, instaurado com a internet, mostra que as interações permitem múltiplas versões da história. Questões de veracidade ou idoneidade à parte, trata-se de um momento importante de quebra de paradigmas, que não pode ser negligenciado pelas organizações. Num cenário de permanente negociação de sentidos, há uma alteração no modus operandi dos comunicadores, como por exemplo no enfraquecimento da definição, dos limites e do trabalho de RP via stakeholders. “São as novas relações públicas”, conceitua o autor Paulo Nassar. Ele é mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela ECA-USP, onde também leciona na graduação e pós-graduação, além de ser diretor geral da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial – www.aberje.com.br .

Massimo Di Felice, que coordena o centro de pesquisa Cepop/Atopos na USP sobre as transformações da opinião pública nos novos contextos digitais, complementa a abordagem indicando uma alteração na relevância do conceito de líderes de opinião. Para ele, com o digital passa-se da democracia para a tecnocracia, onde quem tem acesso às tecnologias faz prevalecer sua voz independente de sua relação imediata com as organizações. “É uma tomada de palavra generalizada, um fato extremamente importante, uma transformação da esfera pública. Isto altera a forma de organização da sociedade, que não é mais dicotômica, centro e periferia, mas uma grande mistura”, assinala.

O uso do potencial de criação e difusão de pontos-de-vista na web, aliado com conceitos de memória, vai depender de preceitos éticos. Nassar relata conhecimento de demandas de clientes, em que agências de comunicação são contratadas para permear suas estratégias de comunicação com a recriação de histórias passadas, buscando manipular lembranças em busca de uma nova reputação. “Como tudo, pode ser usado para o bem ou para o mal”. Seu livro, todavia, prefaciado pela professora e RP Margarida Kunsch, é recheado de bons exemplos. Dividido em quatro capítulos por 206 páginas, traz módulos que tratam da ressignificação do olhar, uma visão abrangente e crítica das relações públicas, RP e mediações organizacionais, RP e construção da memória empresarial e memória e história empresarial no Brasil (com casos como da Petrobras, Vale, BNDES, Bunge, Odebrecht e Votorantim).

VERTENTES – O estudo da memória tem avançado em suas interfaces. Nassar relata que do tempo de prevalência da história monumental e dos museus muito já mudou, ainda que continuem sendo formatos válidos. Entre as novas vertentes de estudo e realização de projetos, estão a história com a Neurologia e o efeito dos sentidos e da sua ausência, a memória com a Antropologia na ligação das pessoas e suas histórias com lugares, a memória involuntária despertada pelas sensações, o vínculo da memória com a História como no caso do Holocausto e outros acontecimentos, as narrativas publicitárias com mistura de entretenimento e História e ainda a memória e a gestão do conhecimento com a administração dos esquecimentos.

O mineiro Luiz Ruffato destaca que o escritor trabalha invariavelmente com memória. O resgate feito pelos blogs do hábito de escrever é comemorado por ele. No entanto, a suplantação tecnológica leva à obsolescência. Fazendo uma gradação dos avanços na área de música, passando por LP, fitas cassete, CD, MP3 player e os downloads de faixas, o debatedor alerta que toda aquisição de novas oportunidades de compreender e conviver no mundo faz perder as formas anteriores. “Como memorialista, eu me interesso pelo que não ficou. E sobre quem é responsável pela seleção do que vai ficar”, situa.

De outro lado, o escritor, músico e jornalista Cadão Volpato não se ressente com a perda gradativa de alguns suportes, sob o benefício da comodidade, da qualidade, da variedade e da democratização de acesso da tecnologia. Primeiramente dizendo que acha “perda de tempo” a leitura de blogs em geral, reconhece logo depois que visita sempre um espaço especializado de cultura da cidade do Porto. Talvez o segredo seja atingir especificidades de interesse, daí jornalistas, escritores e produtores de conteúdo vão precisar contentar-se com audiências menores.

Não acreditando na extinção paulatina de mídias, Di Felice lembra que o livro foi uma das primeiras mídias detonada nas previsões com a chegada da internet, o que não se comprovou. “Nunca se publicou tanto e nunca se leu tanto como hoje”, enfatiza dizendo que a história da tecnologia não tem seguido o caminho das visões desenvolvidas pelo homem. O que é interessante para o pesquisador é que “o digital permite uma memória externa infinita, com acesso imediato a qualquer época”.

O debate também serviu pra divulgar o Dia Internacional de Histórias de Vida, marcado para 16 de maio. Na data, cerca de 80 organizações de 30 países preparam atividades especiais, como mostras de vídeos, exposições e contação de histórias e encontros virtuais. No Brasil, o gerenciamento está sendo feito pelo Museu da Pessoa – www.museudapessoa.net.

ABERJE – A Aberje é pioneira no trabalho com a história e a memória empresarial. Ainda em 1999, preocupada com questões trazidas pelas reestruturações produtivas e patrimoniais brasileiras, entre elas as privatizações e as centenas de fusões e aquisições, promoveu o Encontro Internacional de Museus Empresariais. Já no ano seguinte, a entidade trouxe ao Brasil o historiador inglês Paul Thompson, e desde então o tema está presente em cursos e encontros, de maneira integrada ou específica com outras áreas de atuação. Em 2004, foi publicado o livro “Memória de Empresa: história e comunicação de mãos dadas a construir o futuro das organizações”. Logo depois, inaugurou o Centro de Memória e Referência, reunindo um acervo de documentos, fotos e material audiovisual dos últimos 50 anos da comunicação empresarial nacional, afora uma biblioteca de mais de 1000 títulos da bibliografia fundamental da comunicação e das relações públicas. O CMR ainda abriga o Instituto Aberje de Pesquisas, que desde 2001 vem realizando estudos sobre o campo.

RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)

Sobre a Difusão Editora

Há 32 anos no mercado, e situada no ABC, em São Paulo, a Difusão Editora é especializada na produção, comercialização e distribuição de livros nas áreas de Saúde e Comunicação. Tem leitores em todo o território nacional e um público composto, principalmente, por professores, pesquisadores e estudantes de nível médio e universitário.


Serviço livro: Relações Públicas na construção da responsabilidade histórica e no resgate da memória institucional das organizações.
Autor: Paulo Nassar.
Editora: Difusão Editora.
ISBN: 978-85-78080-04-4
Número de páginas: 208.
Formato: 15 x 21.
Edição: 2ª - 2008.
Preço: R$ 39,90.

Mais informações para imprensa:
Juliana Ramiro Juliani – juliana@solucoesci.com.br
Carla Hansen – carla@solucoesci.com.br
Tel.: 11 4083-8953
www.solucoesci.com.br

Empresas ainda não utilizam a web 2.0 de forma estratégica

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Pesquisa mostra que embora estejam cientes da importância das redes sociais, poucas companhias utilizam o meio para alavancar oportunidades em marketing e vendas.

Acaba de ser publicadp o primeiro relatório gerencial sobre o uso das práticas de Inteligência Empresarial e de Colaboração em Marketing e Vendas. A iniciativa foi viabilizada pela aliança entre a REVIE, consultoria especializada em Inteligência Empresarial e Estratégica, e a MBI, empresa especializada em informações mercadológicas.

A pesquisa contou com a participação de 84 empresas (grandes e PMEs) dos setores de Tecnologia da Informação, indústria, serviços e infraestrutura. Os respondentes são, na maioria, profissionais das áreas de Marketing, Vendas e Negócios, principalmente gerentes e diretores.

Quando questionados quais ferramentas e plataformas de comunicação são mais utilizadas pelas empresas, os meios mais citados são os portais de busca geral, portais especializados e fóruns de discussão.

Embora as empresas já estejam cientes da importância da web 2.0 e das redes sociais, os resultados mostram que esses meios ainda são pouco utilizados pelas empresas. Apenas 12% indicaram utilizar redes sociais abertas nas ações de Marketing e Comunicação seja com clientes, parceiros, fornecedores ou provedores de serviços.

“As redes sociais ainda são pouco utilizadas como canais de Marketing e Vendas. Se compararmos os resultados com os casos de sucesso no mercado brasileiro, principalmente dentre as PME's (pequenas e médias empresas), percebemos que estamos no começo e ainda há um longo caminho pela frente”, analisa Daniela Teixeira, diretora da REVIE.

Para Roberto Carlos Mayer, diretor da MBI, algumas empresas no Brasil já iniciaram a exploração das redes sociais para se relacionar, além do consumidor, com os demais parceiros de negócio . “Mas o estágio de utilização ainda é quase que no nível exploratório”, diz o executivo.

De acordo com o relatório, todas as projeções futuras indicam que haverá um uso maior que o atual da web 2.0, enquanto que as formas de mídias mais tradicionais tendem a crescer em menor grau. No entanto, “as empresas precisam se apoiar nas experiências daqueles que se iniciaram neste mundo das redes sociais e da web 2.0 há mais tempo, para encurtar o caminho para o sucesso nestes ambientes.

Para mais informações sobre a pesquisa, contate ou acesse http://www.mbi.com.br/MBI/loja/livros-relatorios/2010-relatorio-inteligencia-empresarial-colaboracao-marketing-vendas/

FAC promove 1ª Jornada Metodista de Relações Públicas

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A Faculdade de Comunicação, em especial os alunos do 3º semestre do curso de Relações Públicas, em parceria com a AGICOM, promoverá no dia 13 de maio a 1ª. Jornada Metodista de Relações Públicas.

A 1ª Jornada Metodista de Relações Públicas tem por objetivo reunir grandes personalidades da área, em especial da Comunicação, para apresentarem e compartilharem informações entre os alunos e públicos interessados sobre as novas tendências do mercado profissional. A primeira edição do evento tem como tema principal “O Papel Estratégico da Comunicação”. Em sua programação o encontro contará com conferências seguidas de mesas-redondas, durante a manhã e a noite.

Mais informações, clique aqui.

Livro Cartas a um jovem relações-públicas

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Cartas a um Jovem Relações-Públicas é o vigésimo título da série de sucesso “Cartas a um Jovem”, do segmento Educação & Referência, da editora Campus-Elsevier. O livro traz um relato imperdível não apenas para aqueles que estão começando a trilhar a carreira, mas também para profissionais que são pares de Lalá Aranha na profissão. Sócia-diretora de uma das mais conceituadas agências de Comunicação do país, a CDN Comunicação Corporativa, Lalá nos apresenta um texto com histórias saborosas, trazendo à tona o seu relacionamento com grandes empresas como a Shell Brasil, considerada por Lalá o “cliente dos sonhos” de uma agência. A Shell esteve no portfólio da Ogilvy & Mather, uma das empresas por onde Lalá Aranha passou, por mais de 30 anos – o que ela considera feito “incomum no mundo da Comunicação”.

A autora escolhe um personagem a quem endereçar suas “cartas”, e a batiza Luiza. Dialoga com ela de maneira intimista, curiosa, fazendo com que o leitor participe da conversa como um voyeur. De cara aconselha Luiza a fazer o que sempre soube fazer bem: “cultive relacionamentos”. Lalá, com isso, comprova o que clientes e amigos sempre souberam ser marcante em sua personalidade: o dom para a diplomacia, traço talvez herdado do tio Oswaldo Aranha – embaixador, ministro, político brasileiro internacionalmente influente nos anos 1930, 1940. A arte de se relacionar cultivada por Lalá é uma das recomendações mais fortes que ela dá a seus clientes, para que estes tenham a melhor interação com seus diversos públicos. Uma das definições de Lalá para a profissão de Relações-Públicas gira exatamente sobre este ponto: a estratégia para gerir com sabedoria relacionamentos.

No capítulo em que discorre sobre a construção da imagem e reputação do cliente, Lalá ressalta o “talento” que um RP deve ter para se transformar em bombeiro na hora de apagar incêndios provocados por crises anunciadas e, principalmente, as não anunciadas. Nesta parte do livro, a autora cita a agência que considera ter sido uma escola neste aprendizado. “Na Ogilvy vivenciei todas as técnicas de Comunicação que conheço”, elogia Lalá. Entre as crises, citações que podem ser vistas como grandes lições de RP. Lalá relembra boatos que ganharam contornos de verdade na mídia, e explica como algumas ações em RP ajudaram a eliminá-los ou a contorná-los. O boato, diz ela, é a mídia mais antiga e também a mais atual: “Ele surge sempre que o público precisa compreender um fato e não tem resposta oficial, nem porta-voz. Nos momentos de crise, a função primordial de um profissional de Relações Públicas é aconselhar e orientar o cliente”. O livro traz uma lista com 14 mandamentos.
Em Cartas a um Jovem Relações-Públicas, Lalá Aranha vai mais adiante. Traça o perfil que considera ideal de um profissional de relações-públicas; dá exemplos de como criar e executar um bom planejamento; discorre sobre a necessidade de construir mensagens-chave e reconhecer o público alvo destas mensagens. A autora faz uma análise do trabalho do Relações-Públicas no contexto do admirável mundo virtual da internet, passando pelas mídias sociais e pelo jornalismo digital. Lalá Aranha discorre também sobre uma questão que vem sendo cada vez mais trabalhada nas grandes corporações: a sustentabilidade, que está intrinsecamente ligada ao negócio.

Cartas a um Jovem Relações-Públicas terá dois lançamentos:
Rio de Janeiro:
05 de maio de 2010, às 19h, na Livraria da Travessa - Shopping Leblon.
Talk-show com os convidados da autora, o vice-presidente de Comunicação e Sustentabilidade da Coca-Cola Brasil, Marco Simões, e Roberto D’Ávila, diretor da Intervídeo.

São Paulo: 12 de maio, às 19h, na Livraria da Vila – Lorena.
Talk-show com a presença da diretora de Comunicação da Tetra Pak na América Latina, Elisa Prado, e o presidente da CDN Comunicação Corporativa, João Rodarte.