Archive for Outubro 2008

RP Em Ação - Boletim nº 185/08 - Ano XII

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Desafios culturais estão no centro da comunicação globalizada

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Como a área de Comunicação define e estabelece novas estratégias de ação transversal, nas diversas instâncias de atuação das empresas globalizadas, que contribuem para criar, de forma eficaz, uma percepção única e integrada da imagem, reputação e cultura organizacional entre seus stakeholders. Este foi o objetivo principal do X Fórum de Comunicação Corporativa da Associação Brasileira de Anunciantes (http://www.aba.com.br/), realizado no dia 22 de outubro de 2008 no Mercure Accor Hotels em São Paulo/SP. Cerca de 90 profissionais confirmaram o interesse nos desafios da comunicação transnacional frente à diversidade cultural.

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento/UNCTAD criou o Índice de Transnacionalidade, baseado numa somatória de ativos, vendas e empregos gerados fora da base principal da empresa. Entre as organizações mundiais listadas, estão a Nestlé, Eletrolux, Unilever, Fiat, Saint-Gobain e Xerox. Já os pesquisadores da PUC/SP, economistas Daniela Correia e Gilberto Lima, aplicaram o conceito para as empresas brasileiras, dando origem a uma lista nacional, onde constam Gerdau, Odebrecht, Vale, Petrobras, Marco Polo, Andrade Gutierrez, Weg, Embraer e Tigre. E a lista cada vez é maior. O professor Clóvis de Barros Filho, professor da ECA/USP e da ESPM/SP, foi convidado para falar sobre posicionamento neste panorama competitivo. Segundo ele, cada pessoa, para existir em sociedade, precisa permitir aos interlocutores apresentar seus discursos identitários. A vida em sociedade cobra um discurso garantidor de identificação. Os elementos que constituem esta contação de uma história dependem de cada pessoa e do processo relacional estabelecido. A unidade fundante da existência não é o corpo, mas este corpo em relação com outros, numa permanente transformação. “Nunca somos o marco zero de discurso nenhum. O discurso do ‘eu’ é uma inscrição no mundo social, negociado na polifonia dos discursos”, conceitua.

Da mesma maneira que um indivíduo precisa de uma identidade para existir, uma empresa também precisa marcar um posicionamento que, de acordo com o pesquisador, é “o coração do trabalho do comunicador organizacional”. No entanto, o discurso, que para garantir solidez deveria ter permanência, mostra o conflito existente, pois uma organização é um espaço de relações sociais em trânsito, que se movimenta, e daí que a fixação de sua identidade é tarefa desafiadora. Pra começar, Barros comenta que o paradigma da centralidade empresarial, com públicos variados gravitando ao redor, não existe mais, porque há uma realidade de interligação em uma rede discursiva dinâmica em que os públicos, aparentemente separados, se fundem ou no mínimo interagem de maneira forte. “Mas os modelos organizacionais ainda são unidirecionais, parecendo crer que as deliberações da comunicação são fundamentais para a construção da identidade, e desprezando que há vida inteligente fora destas iniciativas”, pondera o professor. A sociedade é o espelho da empresa e pode mostrar muito do que ela é e que não saberia sem essa relação. Quanto maior for a diversidade do mundo relacional, maior o auto-conhecimento da organização.

Transparência como sinônimo de discurso da verdade não é uma perspectiva aceita pelo palestrante, ainda que tenha sido o conceito mais apontado junto a comunicadores pesquisados em sua tese de livre docência. Ele sugere uma manifestação de desejos reais sem falsidades, porque daí sim resultaria relações também reais, sem camuflar interesses efetivos. Segundo ele, “é uma transparência que coloca lado a lado as manifestações e as ambições, a manifestação do que se quer”. E como toda organização altera a realidade, ele destaca que é impossível existir sem deixar traços, sem produzir efeitos e originar uma nova síntese entre transformador e transformado. Para o consultor da Associação Brasileira de Agências de Propaganda/ABAP, Stalimir Vieira, a ética como consideração pelo outro é o conceito básico pelo qual deve ser guiada a ação comunicativa, sempre tendo em conta que a única coisa que se tem em comum é a diferença. Sua visão é de que as empresas deveriam tomar atitudes práticas de defesa da cultura e da língua nacionais, saindo dos padrões ditados por um hábito ou freqüência de valorização estrangeira. “A pessoa jurídica não existe. A empresa é impregnada pelo caráter de quem decide dentro delas. E o compromisso deve ser por um mundo melhor”, instiga.

PRÁTICA – Para dar uma visão aplicada da comunicação na internacionalização, foram escalados profissionais renomados no mercado brasileiro num mesmo painel de apresentação de cases. Madelon Piana, gerente-geral de Comunicação da Vale, deu início ao intercâmbio de melhores práticas. Fundada em 1942 e privatizada em 1997, a Vale tinha até 2006 cerca de 98% de seus ativos em território brasileiro, nas atividades de mineração, logística e energia. No entanto, hoje já tem bases em 25 países, com 55 mil funcionários – metade deles com menos de cinco anos na empresa e 25% deles no exterior. Diante disto, viver a realidade dos territórios, respeitando a diversidade cultural é o único caminho de promover a imagem de uma organização global e responsável. Segundo ela, o foco da comunicação vem recebendo ajustes para adequar-se à projeção de uma marca única com perfil de proximidade e diálogo aberto, fixando-se como um dos agentes locais de desenvolvimento, e assim chegaram ao slogan “Ingredientes essenciais para nossa vida diária”. “Apenas informar já não basta, porque o cidadão tem suas redes próprias de interação”, destaca.

Num contexto de mudanças velozes, aumento da complexidade das demandas, aumento de exposição e visibilidade, e por conseqüência de maior vulnerabilidade, das organizações, ela aposta num estilo de gestão que faça um ponto de equilíbrio entre centralização e controle para alinhamento de discurso, sem desrespeitar os interesses locais. Para tanto, é necessária a capacitação da equipe e de fornecedores para equacionar problemas de diferença de compreensão e postura frente aos projetos e às determinações político-estratégicas. Neste sentido, o foco do trabalho deve ser a mudança da cultura interna para tornar-se adepta da diversidade, sem diferença de entendimento de linguagens e símbolos e liderando o conhecimento e percepção do Brasil no exterior.

Anteriormente, havia centralização da produção de materiais no país e replicação de modelos nas demais unidades, numa falta de visão global e fragmentação do nacional e internacional, afora a diversidade de nomes, marcas e posicionamentos. Madelon diz que a Vale quer chegar numa situação de atuação integrada das equipes de comunicação, produção de materiais localizada por país e assimilação da marca e do discurso único, com construção de uma reputação global. E completa: “não é uma questão lingüística ou de tradução, mas uma grande questão organizacional”.

Iniciado nos anos 40, o Grupo Odebrecht atua em engenharia (Construtora Norberto Odebrecht), petroquímica (Braskem) e Açúcar e Álcool, com 80 mil funcionários em 22 países. Em 1979, havia duas obras no exterior, localizadas no Chile e no Peru, tendo já alcançado mais de 30 países – estando em operação em 2008 em 22 nações de quatro continentes. Este foi o panorama tratado pelo diretor de Comunicação Empresarial, Márcio Polidoro. Segundo ele, a mais sólida experiência internacional da Odebrecht foi baseada em elementos intangíveis, numa somatória de tecnologia, pessoas e conhecimento. “É uma visão de atuação territorial, com desafios internos e questões ligadas ao não-território”, pondera. O “não-território” seriam situações que transcendem os países e, via telecomunicações e internet, ganham um nível discursivo global, como as recentes ameaças de expulsão da empresa pelo Governo do Equador

O conjunto de referências filosóficas do grupo abrange princípios, conceitos e valores para fazer negócios e para formar a cultura organizacional. Neste ínterim, ele conta que têm aparecido ultimamente valores novos ou renovados, como diversidade e democracia, no entanto não seria algo unânime, porque cada regime governamental e cada povo determina suas prioridades locais, que precisam ser atendidas pela iniciativa privada como prerrogativa de operação. Daí que a Odebrecht inclui as variáveis política e cultura no conhecido “triple bottom line”, que normalmente abrange social, econômico e ambiental. As ações de comunicação impactam na atuação no exterior, mas o comunicador não é mais aquele que manuseia meios, e sim quem planeja estrategicamente as articulações, as negociações para inserção empresarial. Polidoro conta que um canteiro de obras na África está envolvendo 1400 funcionários de 14 nacionalidades e suas idiossincrasias religiosas, lingüísticas, gastronômicas e relacionais. Por isto, ele sugere cuidado com a cultura como elemento essencial, atuando como uma empresa registrada local e aprendendo com as relações não-territorializadas.

Daniela De Fiori, VP de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade do Wal-Mart, esteve no evento para falar das 7400 lojas do grupo em 14 países envolvendo 2 milhões de funcionários (no Brasil, são 325 lojas com 70 mil funcionários). Como operação massiva em contato direto e permanente com clientes, intermediando a venda de produtos de terceiros, vê-se o tamanho do desafio. Eles estabeleceram uma forma de governança global corporativa, com agir local mais livre, a partir de três grandes temas: oportunidade de empregos, ofertas e menores preços, sustentabilidade e comunidade. O alinhamento acontece por encontros anuais globais, videoconferências trimestrais, teleconferências mensais, share-point interativo e grupos de trabalho. Ela conta que o foco nas melhores práticas é muito forte, num estímulo a um amplo intercâmbio entre as equipes, auxiliando na superação de desafios com agilidade. Como dicas para os comunicadores, Daniela fala em ousadia para participar sempre das decisões com posições firmes, busca de uma posição estratégica no comando do negócio e aproveitamento do conhecimento dos países alcançados.

Já Paula de Santis, gerente de Comunicação da Whirlpool (que agrupa marcas como Brastemp, Consul, Semer e está em 160 países), relata que entre os pilares da área estão a inovação, a excelência em custos e a qualidade. Por isto, os desafios da comunicação globalizada envolvem o idioma, culturas, diferenças de escopo e de estrutura, diferença de pontos-de-vista internos. Para lidar com estas questões, a executiva sugere a preparação técnica, a capacidade e ousadia de experimentar, o controle emocional, a flexibilidade para as adaptações exigidas e o diálogo como caminho de alinhamento. Afinal, são posturas que concorrem para uma marca forte, que sempre potencializa o negócio por atrair e reter profissionais, melhorar as relações institucionais e aumentar a repercussão na imprensa, entre outras vantagens. Marcas fortes derivam de ferramentas de gestão que precisam ser permanentes, mas sem deixar de estar atentas aos movimentos de mercado.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Um pouco de humor...

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Recebi estas frases pelo e-mail. Não sei se são verdadeiras.
Mas não deixam de ser criativas e engraçadas, por isso decidi publicá-las, mesmo não sendo o perfil do Blog Ser.RP.



"Onde vamos parar? Vejam só o que alguns dos vestibulandos foram capazes de escrever na prova de redação da Universidade Federal de Minas Gerais, tendo como o tema: 'A TV FORMA, INFORMA OU DEFORMA?'

'A TV possui um grau elevadíssimo de informações que nos enriquece de uma maneira pobre, pois se tornamos uns viciados deste veículo de comunicação'. (Deus!)


'A TV no entanto é um consumo que devemos consumir para nossa formação, informação e deformação'. (fantástica!)


'A TV se estiver ligada pode formar uma série de imagens, já desligada não...' (ah bom, uma frase sobrenatural ) .


'A TV deforma não só os sofás por motivo da pessoa ficar bastante tempo intertida como também as vista' (sem comentários ).


'A televisão passa para as pessoas que a vida é um conto de fábulas e com isso fabrica muitas cabeças' (como é que pode?).


'Sempre ou quase sempre a TV está mais perto denosco (?) , fazendo com que o telespectador solte o seu lado obscuro' (essa é imbatível)


'A TV deforma a coluna, os músculos e o organismo em geral' (é praticamente uma tortura!)


'A televisão é um meio de comunicação, audição e porque não dizer de locomoção' (tudo a ver)


'A TV é o oxigênio que forma nossas idéias' (sem ela esse indivíduo não pode viver) '...por isso é que podemos dizer que esse meio de transporte é capaz de informar e deformar os homens' (nunca tentei dirigir uma TV)


'A TV ezerce (Puxa!!!) poder, levando informações diárias e porque não dizer horárias' ( esse é humorista, além de tudo)


'E nós estamos nos diluindo a cada dia e não se pode dizer que a TV não tem nada a ver com isso' (me explica isso? )


'A televisão leva fatos a trilhares de pessoas' (é muita gente isso, hein?)


'A TV acomoda aos teles inspectadores' (socorro!!!)


'A informação fornecida pela TV é pacífica de falhas' (brilhante, mesmo!)


'A televisão pode ser definida como uma faca de trezgumes. Ela tanto pode formar, como informar, como deformar' (PQP, onde essa criatura arrumou essa faca??? quero uma com certeza)"


E para você, a TV forma, informa ou deforma?

Chamadas de trabalho ABRAPCORP

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Inscrições abertas à partir de janeiro de 2009







A Abrapcorp, a Escola de Comunicações e Artes - ECA-USP e o Programa de Pós-Graduação em Comunicação - PPGCOM/ECA-USP convidam para o III Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e Relações Públicas- III Abrapcorp 2009.





O congresso ocorre entre 28 e 30 de abril de 2009, na ECA-USP, São Paulo, SP, e terá como tema central "Comunicação, Humanização e Organizações". As inscrições de trabalhos estarão abertas de janeiro a fevereiro de 2009.





Os trabalhos inscritos para a seleção nos GTs (Grupos Temáticos) da Abrapcorp deverão ser resultantes de pesquisas realizadas em nível de pós-graduação lato sensu (especialização) e stricto sensu (mestrado e doutorado). Serão aceitos, também, trabalhos oriundos de estudos de Iniciação Científica, Projetos e Pesquisas Experimentais, desde que conste a indicação do professor ou pesquisador responsável.





Há possibilidade de inscrição de pesquisas realizadas por especialistas, mestres ou doutores, em organizações públicas ou privadas, não vinculadas a instituições de ensino, desde que o estudo contemple aspectos teóricos e práticos referentes à área.




Abrapcorp - Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas
End. Av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443,bloco 22, sala 05
Cidade UniversitáriaSão Paulo, SP, Brasil - 05508-900
Tel./Fax: (11) 3091-2949E-mail: congresso@abrapcorp.org.br

ABERJE promove congresso em MG

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A cidade de Nova Lima vai ser sede do 1. Congresso ABERJE de Comunicação Empresarial em território mineiro. Vão ser quatro painéis e mais de 10 especialistas para discutir temas vitais, atuais e relevantes para a formação do pensamento e para o dia-a-dia de comunicadores, gestores e profissionais envolvidos com a comunicação de empresas. Nesta perspectiva, o evento acontece no dia 14 de novembro de 2008, a partir das 8h45min, na Casa Fiat de Cultura (Rua Jornalista Djalma de Andrade, 1250 - Bel Vedere). A entidade, que hoje reúne expertise das áreas de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional, está cada vez mais descentralizando suas atividades através de um sistema de governança por Capítulos Regionais.






No diálogo que se estabelece, na rede de relacionamentos que se forma e se alimenta e no conhecimento que se compartilha por meio do relato de experiências de quem constrói marcas importantes no mercado, a atuação do comunicador acaba ascendendo estrategicamente nas organizações. O primeiro painel acontece sob o tema “Comunicação com o Público Interno”, tendo como foco em primeiro plano o gestor. Hoje o público interno guarda as características de todos os públicos de uma empresa, uma vez que no mundo moderno ele é empregado e também consumidor, cidadão, formador de opinião. Com isso, torna-se ainda mais estratégico e prioritário para o comunicador. É com este público que se estabelecem as primeiras relações de uma marca. E deste relacionamento se esperam frutos. Os especialistas convidados são Caio Vieira, Assessor de Comunicação da Novelis do Brasil, e as coordenadoras de Comunicação Interna da Usiminas, Iara Motta e Isabela Costa.






Depois, é a vez de “Comunicação e Cultura”, tratando do patrocínio cultural como ação estratégica no composto de relacionamento da marca com seus públicos específicos e com a sociedade. Experiências relatam critérios de escolha, métricas de mensuração e retorno, afinidades entre marca e artes, utilização criativa do investimento para agregar valor e diferenciar sua marca, e isto vai ser tratado pela Gestora de Cultura da Casa Fiat de Cultura, Ana Vilela, pela Gerente de Patrocínios da Petrobras, Eliane Sarmento Costa, e ainda pela Coordenadora de Integração com a Comunidade e Projetos Sociais da V&M do Brasil, Cássia Cristina Gonçalves Silva, mediadas por José Eduardo Gonçalves, da Rádio Inconfidência.






Na parte da tarde, os debates iniciam por “Branding e Comunicação de Marca”, com Robson de Almeida Melo, Gerente-Geral de Comunicação e Relações Institucionais da ArcelorMittal, Marco Piquini, Diretor de Comunicação para a América Latina da Iveco, Nelson Nascimento, Gestor de Marketing da Unimed BH, e ainda Olinta Cardoso, Diretora de Comunicação da Vale. Eles tratam da gestão da área em toda a sua transversalidade dentro da empresa, como instrumento de identidade e de gestão. Tema relativamente novo que, aos poucos, é absorvido pelas empresas e pelo mercado em toda a sua abrangência e potencial de comunicação e relacionamento de uma marca com seus públicos.






O último tema é “Relacionamento com a Comunidade”, ultrapassando o conceito de que é um público que está somente no entorno da organização. A tecnologia e a globalização deram um novo sentido à geopolítica, um novo poder ao cidadão, que trafega pelo ciberespaço e, conseqüentemente, traz uma nova conceituação para o chamamos de comunidade. Foram convidados André Elesbão, Coordenador de Comunicação da Anglo Ferrous Brasil e Luiz Henrique Michalick, Superintende de Comunicação da Cemig. Aos participantes do Congresso Aberje Minas será oferecida uma visita monitorada de 30 minutos à exposição "Olhar Viajante na Casa Fiat de Cultura".






Para saber mais sobre a exposição, acesse www.casafiatdecultura.com.br .






Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: 11-3662-3990 ou
no e-mail carolina@aberje.com.br com Carolina Soares e
fernandap@aberje.com.br com Fernanda Peduto.








Inscrições podem ser feitas pelo hotsite exclusivo: www.aberje.com.br/novo/eventos/1congressominas .

Por trás dos computadores, existem pessoas

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Saímos do monólogo para o que poderíamos chamar de multidiálogo.

Há dez anos atrás a comunicação fluía em um só sentido, lembra?. Os jornais publicavam e a massa de leitores recebia. Podiam até concordar ou discordar da notícia. Mas o máximo que poderia repercutir era ir até o barzinho mais próximo e comentar com seu grupo de amigos.

Hoje, quanta diferença! Quer um exemplo? Escrevo esse post domingo à noite, de Detroit, onde vim participar do Congresso de Comunicação da PR Society of América. Vejo pela Internet que Eduardo Paes derrotou por pouco Gabeira na eleição para prefeito do Rio. Fui checar o Globo Online já havia nada menos que 2001 pessoas (até o momento, meia noite de domingo) dando a sua opinião. Quer mais feedback do que isso? Um sonho para qualquer político medir assim, sem filtros e de forma espontânea, a opinião de 2 mil pessoas sem gastar um real com pesquisa.

Pois é, estamos na era da Web 2.0, da Social Media, e não dá para simplesmente ignorar essa voz. Na palestra que assisti hoje, Mark Hass, Relações Públicas da MS&L, responsável por campanhas de empresas como Philips e General Motors, enfatizou que a comunicação não tem mais um sentido, nem sequer tem mais um só dono. O que se escreve hoje num blog pode ser repercutido em segundos em milhares de blogs no país e no mundo. Ainda no campo da política, tomemos como exemplo o Blog de Ricardo Noblat, um dos mas lidos do país. Uma pesquisa através da Technorati mostra que o Blog do Noblat foi linkado por nada menos que 526 outros blogs. Basta checar (clique aqui).

Não é à toa que a Internet cresce a olhos vistos e grandes empresas já vêem esse canal como tão ou mais importante que a mídia tradicional. Os vídeos da Dove sobre a Campanha pela Real Beleza, entre eles o que mostra uma modelo sendo totalmente transformada para uma sessão de fotografias, fizeram tanto sucesso que a empresa chegou a cancelar algumas ações de publicidade porque já tinha atingido seus objetivos e se comunicado mais diretamente com o seu público alvo. Pela contagem do You Tube, já foram 8 milhões de clicks.







E agora? Ignorar esse fenômeno é impossível. Melhor fazer como Dove, como a Philips e a General Motors que têm diversos cases na Internet. O da Philips é hilário! A meta era vender um barbeador masculino específico para partes íntimas, costas, ombros e outros lugares que envergonham os homens. A campanha original e picante só caberia mesmo na Internet e, claro, já viralizou.







Mas nem tudo é só gracinha na Internet. A palestra da parte da tarde abordou os aspectos de medição de resultados. Katie Delahaye, CEO da KDPaine & Partners, uma especialista em métricas de avaliação de resultado, deixou claro que, mesmo sendo num ambiente mais solto com a explosão da Social Media, as campanhas têm que atingir certos objetivos e estarem calcadas em estratégias.

"Defina a expectativa que se pretende com a campanha. Por exemplo, aumentar em 10% o número de reservas online do seu hotel. Depois, defina para que público-alvo você vai falar", comenta KD.

Ela apresentou um case da ASPCA, uma espécie de Sociedade Protetora dos Animais dos EUA, que buscou a KDP para aumentar as doações e trazer mais tráfego para o seu website. Foi criada uma campanha com o site Anti-Cruelty e a entidade passou a freqüentar blogs e comunidades. Em pouco tempo, acesso ao site cresceu 22% e as doações seguiram essa mesma tendência.

"O cliente não queria apenas hits. Era preciso analisar a freqüência no site e o crescimento de novas visitas. Como muitas doações são feitas online era preciso ter essa análise", finaliza KD. Para mais conhecimento deste case, clique aqui.



por Germana Costa Moura - Dir. Executiva - Sócia da Approach desde 2001.


Fonte:


postado por Robson

Tecnisa contrata jardineiro de web

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Tenho acompanhado a movimentação da Tecnisa sobre os avanços nos relacionamentos web e realmente ela é uma empresa que está a anos luz da realidade da maioria das empresas, tornando-se um dos maiores benchmarking que temos no país. Tenho trabalhado com algumas empresas do mercado imobiliário de Londrina-PR, e posso dizer seguramente que ainda não há nada parecido acontecendo.

Meio digital cria novas profissões e a companhia acompanha a tendência

São Paulo, 27 de outubro de 2008 – Mantendo sua posição de vanguarda no uso das mídias digitais, a Tecnisa acaba de contratar um novo profissional que está surgindo no mercado – o jardineiro de web.

Sua tarefa é navegar pelo site e pelo blog corporativo da Tecnisa procurando pequenos erros – os “bugs” tecnológicos. A intenção é manter o site livre destes erros que atrapalham a navegabilidade e que passam despercebidos pela equipe de desenvolvimento da Tecnisa. Este profissional precisa ter conceitos fortes de navegação e usabilidade e estar atento a programações erradas que possam atrapalhar as buscas dos internautas.

“A função do jardineiro de web é fazer a manutenção diária do site, realizando pequenos acertos. Assim como as podas e os fertilizantes fazem as plantas crescer, deixando o jardim vistoso, em um site focado em vendas, como o da Tecnisa, a manutenção faz os negócios prosperarem”, informa Romeo Busarello, diretor de Marketing da Tecnisa.

O site origina 26% das vendas totais da empresa. A nova versão, que incorporou o conceito de atendimento online 24 horas, necessita de um funcionamento sem erros de programação em qualquer hora do dia ou da noite. Para conferir o trabalho do jardineiro da web, navegue pelo site www.tecnisa.com.br.

Sobre a Tecnisa - Com 31 anos de atividade, a Tecnisa S.A. é uma das maiores e mais tradicionais empresas do mercado imobiliário brasileiro, e está entre as cinco maiores do mercado paulistano. Além de atuar de forma integrada (incorporação, construção e vendas), tem como diferenciais a forte reputação, foco no atendimento do cliente e qualidade de seus produtos, vendas pela internet e consistente rentabilidade. A Tecnisa integra o Novo Mercado da Bovespa e é negociada com o código TCSA3.

Mais Informações | FSB Comunicações


Postado por: Ramon Fernandes.


Bavaria Premium lança site e blog com conteúdo diferenciado

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Com assuntos que fogem do convencional, ferramentas chegam com o mote "O de sempre nunca: por ingredientes selecionados nos papos e nos copos"

A Bavaria Premium, cerveja da FEMSA Cerveja Brasil, coloca no ar, neste mês, o novo site da marca (http://www.bavariapremium.com.br). Criado e desenvolvido pela Sinc, a nova ferramenta tem design diferenciado e permite, ainda, uma navegação inédita em 3D por uma garrafa de Bavaria Premium, um dos ícones de tradição da marca.

"O consumidor de Bavaria Premium é uma pessoa diferenciada, que não se satisfaz com qualquer conteúdo. Por isso escolhe uma marca como Bavaria Premium, uma cerveja 'com conteúdo'. Na internet não é diferente: ele precisa de algo mais, de temas relevantes e foge dos modismos ou de assuntos batidos. Daí o movimento: por ingredientes selecionados nos papos e nos copos" explica Cesar Tavares, gerente de Marketing da marca Bavaria.

O movimento ganha força com o novo blog da marca (http://www.odesemprenunca.com.br). No endereço, o internauta poderá acessar conteúdo diferenciado, com novidades e curiosidades dos mais diversos assuntos. Tudo postado por blogueiros reconhecidos que fazem parte do projeto e garantem a qualidade do blog e a adequação da linguagem utilizada.

"Uma marca com conteúdo precisa do formato adequado para se comunicar. Por isso, respeitar a linguagem dos blogueiros sempre foi um elemento chave no desenvolvimento do projeto", completa Tavares.

Para divulgar a ação, a marca desenvolveu uma campanha online que utiliza tanto mídia tradicional quanto a presença em mídias sociais. A campanha é potencializada por um filme criado especialmente para a internet que usa o recurso videowall (várias "janelas" simultâneas que interagem entre si).

Para conhecer o filme e mais sobre a Bavaria Premium - fabricação, prêmios, campanhas e muito mais - basta acessar o site da marca.

Sobre a FEMSA Cerveja Brasil

A FEMSA Cerveza é a principal cervejaria do México e produz marcas de renome internacional como Tecate, Sol, Carta Blanca, Bohemia, Dos Equis, Superior e Índio. Em 2006, a FEMSA adquiriu o controle das Cervejarias Kaiser Brasil, agora denominada FEMSA Cerveja Brasil. A cervejaria brasileira possui 8 fábricas localizadas em Jacareí (SP), Araraquara (SP), Gravataí (RS), Ponta Grossa (PR), Cuiabá (MT), Feira de Santana (BA), Pacatuba (CE) e Manaus (AM) com capacidade total de produção de 19 milhões de hectolitros.

Com um dos portfólios mais completos do mercado, a FEMSA Cerveja Brasil fabrica Kaiser Pilsen, Summer Draft, Gold, Bavaria Clássica, Bavaria sem Álcool, Bavaria Premium, Heineken, Santa Cerva, Xingu, Chopp SOL sem Álcool e SOL, além de importar a mexicana Dos Equis. A empresa conta com a distribuição do Sistema Coca-Cola e foi a primeira do segmento no Brasil a estampar o número do atendimento ao consumidor nos rótulos de seus produtos. Atualmente, a FEMSA Cerveja Brasil gera cerca de 2100 empregos diretos e indiretos.

Para obter mais informações sobre a FEMSA Cerveja Brasil e suas marcas, acesse:
http://www.s2.com.br.


Postado por: Ramon Fernandes.

Bayer cria site sobre TPM

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A Bayer criou um excelente site sobre TPM. Vale a pena conferir.


Clique na imagem para acessar o serviço.









PR 2.0

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Clique no link e saiba mais sobre o evento:


Sustentabilidade precisa ser eixo estratégico

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Disseminar as melhores práticas, levantando tendências do mercado e oferecendo material teórico para implementar discussões, e ao mesmo tempo em aumentar a rede de relacionamento dos participantes a partir de perspectivas diferenciadas de desenvolvimento de trabalhos. Esta é a proposta dos comitês criados pela ABERJE – que atualmente reúne as Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional – comprovada pela quinta reunião temática sobre Sustentabilidade realizada no dia 23 de outubro de 2008 na Casa do Saber em São Paulo/SP. Na ocasião, estiveram presentes 60 profissionais para ouvir as considerações de José Luciano Penido, diretor-presidente da Votorantim Celulose e Papel/VCP, e Tereza Cristina de Rozendo Pinto, gerente de Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social da Eletrobrás.



Na estrutura de governança da entidade, estão presentes os comitês como fóruns privilegiados de discussão direta entre profissionais das empresas associadas. O acesso é gratuito e já estão também em andamento grupos de Comunicação Interna, Comunicação Digital, Memória Empresarial, Relações Governamentais e Desenvolvimento Profissional. Os encontros sobre sustentabilidade, em específico, coordenados pelo consultor e publisher da revista Idéia Sócio-Ambiental, jornalista Ricardo Voltolini, sempre contam com um executivo responsável pela área e um presidente de organização com estrutura modelar para apresentação das experiências. “Criar uma massa crítica sobre o tema e estabelecer uma memória na área estão entre nossas propostas”, reitera Voltolini.



O setor de papel e celulose no Brasil comporta 220 empresas em 17 estados e 450 municípios, com uma área plantada de 1,7 milhão de hectares (destes, 75% é de eucalipto) e uma área de florestas nativas preservadas de 2,8 milhões de hectares. Esta indústria exporta US$ 4,7 bilhões por ano e gera um número de empregos diretos na ordem de 110 mil, o que a posiciona como a 6º maior em celulose de todos os tipos e a 1º em eucalipto no ranking mundial. José Luciano Penido, que deu início aos trabalhos, é diretor-presidente da Votorantim Celulose e Papel desde 2004. Formado em Engenharia de Minas pela Universidade Federal de Minas Gerais, tem 30 anos de experiência no setor industrial, com passagem pela Samarco Mineração. Possui ampla experiência em gestão empresarial e políticas de recursos humanos, além de ser um grande entusiasta das práticas de responsabilidade social e sustentabilidade no Brasil. É membro do conselho do Instituto Ethos, da Fundação Dom Cabral e do CEATS-USP. A VCP emprega mais de 2700 pessoas e produz um volume total superior a 1.500 toneladas.



Penido explica o que acabou se tornando a principal lição da manhã: é fundamental o CEO colocar a sustentabilidade no centro da estratégia de negócios da empresa, para ai sim criar valor econômico, ambiental e social, percebido por todos os públicos e ainda manter diálogo transparente e verdadeiro com vários interlocutores. Neste sentido, o aumento da abrangência de abordagem e importância dos stakeholders é evidente, saindo dos públicos primários tradicionais – como funcionários, acionistas, fornecedores, Governo e imprensa – e alcançando opositores e até públicos ilegítimos, que seriam os movimentos ou as figuras que não existem juridicamente e por vezes podem estar à margem da lei. “São ambientes e atores que influenciam o negócio e tornam mais complexo e dinâmico”, destaca ele, justificando a colocação do tema no eixo da estratégia.



Reconhecendo que há cerca de 50 anos a indústria de papel era muito poluente, de outro lado aponta que hoje ela trabalha com uma das matérias-primas mais renováveis. Minerais, por exemplo, tem ciclo de reposição de centenas de milhões de anos, diferente das florestas plantadas com ciclo de colheita de sete anos e possibilidade de convivência com outras culturas no período, e mesmo criação de gado. Assim, as denúncias de “deserto verde” pela redução da diversidade de plantio são rebatidas com muita informação, atendendo as especificidades dos agentes, como as lideranças religiosas, os produtores rurais, os governos e a imprensa, tendo como argumentos, entre outros, a proteção do solo e das nascentes e o seqüestro de carbono com amenização do clima. Daí que se vê a relevância da comunicação dirigida e especializada. A sustentabilidade na VCP está baseada no impacto frente a cinco elementos da natureza, nomeados como a água, o ar, a energia, a terra e as pessoas, que são balizadores de todos os processos industriais. A empresa é a melhor do mundo em utilização racional de água e desenvolve várias práticas internacionais, com diversas certificações, o que é ainda mais reconhecido pela posse de uma base florestal com 145 mil hectares de áreas preservadas nos estados do Mato Grosso do Sul e de São Paulo



Penido exemplificou a ação social da empresa, entre outros projetos, pelo Corredor Ecológico do Vale do Paraíba, uma proposta de interligação de áreas dos remanescentes florestais da Mata Atlântica em São Paulo, permitindo o trânsito de animais e espécies vegetais e possibilitando que a vida natural em uma determinada região não se isole em áreas restritas. O método permite a conservação dos recursos hídricos e do solo e contribui para o equilíbrio do clima e da paisagem. A participação da empresa como apoiadora parte da constatação de que o protagonismo precisa ser da sociedade, e não sob o viés do criador da idéia ou dos patrocinadores, e assim obter o engajamento no nível necessário. Reflorestar 150 mil hectares em 10 anos é o desafio do projeto, sendo 30 mil hectares destinados a plantio de eucaliptos, por meio de ações integradas às dinâmicas sociais locais, que promovam o desenvolvimento econômico e social, com valorização da cultura regional. Na ocasião, o diretor-geral da ABERJE, Paulo Nassar, já anunciou a adesão da entidade no Corredor, mobilizando os associados do Capítulo Vale do Paraíba em evento até o final do ano.



Na finalização do depoimento, Penido explicou o panorama da inserção da responsabilidade social empresarial na VCP, sempre iniciada pela liderança do CEO, mas com níveis gerenciais alinhados aos conceitos de Sustentabilidade, com amplo envolvimento do grupo de Comunicação, inclusive em treinamento na Fundação Dom Cabral, com permanente discussão nos ciclos de planejamento estratégico. São auto-aplicados os Indicadores Ethos e realizados relatórios no modelo da Global Reporting Initiative, além de ter sido implantado um Código de Conduta Votorantim. O presidente ainda relata a criação de Gerência Geral de Sustentabilidade, de um Comitê de Sustentabilidade regulador e de Ouvidoria do Código de Conduta, afora a inserção da empresa nos índices ISE Bovespa e Dow Jones Sustainability Index. “Uma ação sustentável na empresa não nasce sem a presença do CEO”, insiste ele, não havendo dissociação entre estratégia, planos e linguagem. Para tanto, sugere uma gestão integrada de recursos humanos, em que todos sejam e sintam-se responsáveis por todos os setores e causas.



ESTATAL – Os desafios de implantar e ampliar a consciência sobre sustentabilidade numa empresa pública formada por várias organizações da área de energia, entre petróleo, gás, biomassa, ar, estação nuclear, carvão e hidroelétrica, foram a base da palestra da gerente do Departamento de Desenvolvimento Humano e Responsabilidade Social da Eletrobrás, Tereza Cristina de Rozendo Pinto. Formada em Administração de Empresas pela UFRJ, com MBA em Gestão de Recursos humanos pela FGV do Rio de Janeiro, além de Especialização em Gestão Responsável para a Sustentabilidade pela Fundação Dom Cabral, ela precisa gerir a dinâmica e a diferença entre dois eixos de negócio: uma empresa holding de capital aberto, voltada para o desenvolvimento do setor elétrico brasileiro (a Eletrobrás S.A.) e uma empresa implementadora e gestora de programas sociais, setoriais e comercialização de energia elétrica, por delegação de seu acionista majoritário - o Governo Federal (o sistema Eletrobrás, com Furnas, Eletronorte, Eletrosul, Chesf, Itaipú, entre outras), envolvendo quase 27 mil empregados, afora um processo de internacionalização que já atinge 17 países, como Nigéria, Nicarágua, China, Colômbia, Angola e Sri Lanka.



O tema responsabilidade social e sustentabilidade está marcado desde a missão e visão da empresa. Tereza assinala, porém, que só em 2006 foi instituído o Comitê da área, também motivado pela inserção da empresa no índice ISE da Bovespa, com funções como atender os requisitos do Pacto Global, ISE Bovespa e Dow Jones, produzir Relatórios Socioambientais seguindo padrões reconhecidos pelo mercado, coordenar a implementação de Sistemas de Gestão Sócio-ambientais e educar para Sustentabilidade, com elaboração sistemática de planos de metas e melhorias. Como resultados, ela já aponta a adesão ao Pacto Global e alinhamento de práticas, a elaboração do primeiro Relatório Socioambiental do Sistema Eletrobrás – Modelo ANEEL, a implantação do Programa de Coleta Seletiva e um programa de sensibilização do corpo gerencial, como força propulsora da disseminação. Foi ainda articulado um programa de eqüidade de gênero, com a proposta de promover a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres nas organizações, por meio do desenvolvimento de novas concepções e práticas da gestão de pessoas e da cultura organizacional. “As áreas de RH resistem ao mapeamento das questões de diversidade como raça, orientação sexual, gênero”, reconhece ela. Recentemente, o deslocamento do tema para uma ligação direta com a presidência formalizou o enfoque de trabalho e está abrindo canais para disseminação da cultura na organização, alinhando com os esforços já empreendidos por algumas unidades isoladas. Mesmo a publicidade da Eletrobras vai começar a enfocar os programas sociais em operação, como forma de mostrar à sociedade o nível de engajamento e compartilhamento desejados.



A gerente relatou vários projetos sociais que o sistema desenvolve, todos centrados em educação e capacitação, igualdade racial, inclusão social, inclusão digital e geração de trabalho e renda. Um dos exemplos é o trabalho feito com o Movimento de Atingidos por Barragens/MAB, que já mobilizou 15 mil pessoas, afora as ações com quilombolas e com ciganos, repletas de desafios. Uma pesquisa de impactos sócio-econômicos e ambientais nas comunidades contempladas pelo Programa Luz para Todos concluiu pela operacionalização de projetos auto-sustentáveis de produção rural, dado que a energia vinha servindo exclusivamente para fins domésticos. Os Centros Comunitários de Produção, baseados em leite, funcionam há quatro anos e são modelos para replicação do enfoque cooperativado e com alta produtividade. “É preciso integração interna grande para levar adiante projetos de sustentabilidade. Antes de tudo, é um processo educacional, antes de levar pra fora”, sugere. Na área de comunicação, está sendo buscada agora a unificação dos profissionais de todas as empresas, orientando para uma plena parceria com áreas internas e pensando numa estratégia de holding. “O endomarketing é fundamental nesse processo, que é complexo e árduo, mas muito gratificante”, finaliza.



Entre as empresas que participaram da troca de experiências estiveram a Claro, ABB, International Paper, Cadburry, Carrefour, Cargill, Bracelpa, Accor, Magneti Marelli, Duke Energy, Klabin, Rodobens, EcoRodovias, CSN, Itaú e Grupo Pão de Açúcar, além de instituições como o Fórum de Líderes Empresariais e a Fundação Cesp. A próxima reunião acontece no início de novembro, contando com o presidente da Serasa, Francisco Valim, e a superintendente de Sustentabilidade, Comunicação Interna e Institucional do Banco Itaú, Sônia Favaretto. Em breve, o sistema de inscrição será aberto pela internet no http://www.aberje.com.br/. Mais informações com Emily Stalder pelo emily@aberje.com.br ou no 11-3662-3990.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Comunicação Corporativa

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Cliquem na imagem acima e acessem a versão on-line da revista.


As perspectivas de comunicação empresarial no 3º Encontro de Relações Públicas.

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Com intuito de informar acerca da profissão de RP e ressaltar a importância da comunicação estratégica para alcance dos objetivos organizacionais, será realizado o 3º Encontro de Relações Públicas e Comunicação Empresarial, no dia 29 deste mês, às 18h30min, no auditório da ACIC (Associação Comercial e Industrial de Campos).


Organizado pelo curso de Relações Públicas do UNIFLU/FAFIC (Faculdade de Filosofia de Campos), o encontro será uma oportunidade do empresariado ficar informado sobre as estratégias de comunicação a serem utilizadas para melhorar o relacionamento com todos os seus públicos. Além disso, o evento promoverá a aproximação entre os profissionais de Relações Públicas e empresários e o intercâmbio de informações e expectativas.


Esta terceira edição do encontro contará com as presenças de: Lincoln Weinhardt (Gerente de Comunicação da Petrobras - Bacia de Campos), da Mestre Rutelena Simas (Presidente do CONRERP - RJ) e do Dr. Manoel Marcondes (Diretor do Departamento de Relações Públicas da UERJ), para discutirem o tema "As perspectivas de Relações Públicas no mundo empresarial e a importância do órgão fiscalizador".



Mais informações:
Rafaella Barros



Novembro traz opções de treinamento da ABERJE

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A ABERJE ­ que atualmente reúne as Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional ­ já está divulgando o calendário de cursos para o mês de novembro de 2008. Temas como blogs corporativos, engajamento de stakeholders, relações governamentais, comunicação interna e relacionamento on-line fazem parte das opções de treinamento entre os dias 4 e 22, ministradas por profissionais reconhecidos no mercado.



A agenda tem início dia 4 com o curso “Como construir e gerenciar blogs corporativos”, com a jornalista Pollyana Ferrari, professora da graduação e pós-graduação da PUC/SP e consultora na área. Mais do que dividir pensamentos com o público, o Blog pode ser uma interessante ferramenta para criar, aperfeiçoar ou expandir relacionamentos. Antenados com a evolução do mercado digital, os comunicadores souberam transformar rapidamente o diário pessoal em uma grande e importante oportunidade, capaz de conferir ganhos para a empresa e gerar resultados, tanto no âmbito externo quanto interno. Esta nova maneira de se relacionar com públicos estratégicos exige também uma nova maneira de pensar e entender a comunicação digital, que tem como princípios a transparência, a ausência de fronteiras globais e a velocidade da informação. Este treinamento acontece em sala especializada na Eduksempre (Rua Quintana 887, Cj. 23 - Brooklin Novo).



Hoje, as organizações bem sucedidas já sabem que buscar somente a satisfação de seus clientes não é suficiente para se alcançar o sucesso. Sabem, portanto, que precisam estabelecer uma dinâmica de relações que crie valor para todos os seus públicos de relacionamento - ou stakeholders, e que devem estabelecer um processo sistemático de engajamento que demonstre a identidade da empresa nessas relações, visando o fortalecimento e sustentabilidade da sua estratégia de negócios e a conseqüente geração de valor compartilhado. Cada vez mais as organizações têm responsabilidade com todos os seus grupos de partes interessadas, por todas suas atividades em todas as localizações geográficas e unidades operacionais. Esta é a perspectiva do curso “Engajamento com Stakeholders”, marcado para o dia 5 de novembro e que vai ser desenvolvido pela advogada Priscilla Navarrette, especializada em Sustentabilidade e Responsabilidade Corporativa pela Fundação Getulio Vargas e Fundação Dom Cabral, e pela relações Giselle Tromboni, especialista em Planejamento Estratégico de Marketing, Comunicação Integrada e Branding e consultora há 24 anos.



No período, acontece ainda o Programa Internacional em Relações Governamentais, em convênio com a The George Washington University e The Jedi Group. A iniciativa de aperfeiçoamento profissional interdisciplinar, que envolve temas como cálculo de risco político, lobby, estratégia comunicacional e cálculo de viabilidade política, deve reunir em São Paulo/SP executivos de grandes organizações brasileiras e multinacionais numa atividade com tradução simultânea. A profissionalização da área dentro das corporações se faz absolutamente necessária e a ABERJE está investindo nesta que pode ser a peça que faltava na gestão sustentável: o lobby responsável. Vão ser quatro módulos, nos dias 7, 8, 21 e 22, sempre entre 9h e 18h, com as duas primeiras etapas no Mercure Jardins (Al. Itu, 1151) e os dois últimos encontros no Hotel Tryp Higienópolis (Rua Maranhão, 371). Os professores convidados são Luís Matos, Roberto Izurieta, Charles B. Cushman Jr e Hal Habbino.



Nos últimos anos, tem aumentado a percepção de que a comunicação interna está intrinsecamente ligada os objetivos estratégicos de uma Organização. Mesmo assim, um dos grandes desafios continua sendo, em todo o mundo corporativo, a divulgação e o compartilhamento de informações. Cada vez mais, num mundo crescentemente mais competitivo, globalizado e com constantes inovações, é fundamental ter um fluxo contínuo, estruturado e adequado de informações aos funcionários, incentivando a interatividade (via de “mão dupla”), a reflexão e, principalmente, o senso de pertencer. Por este motivo, foi marcado no dia 12 de novembro o curso “Construção de um Plano de Comunicação Interna: premissas, dia-a-dia e resultados”, com o administrador Carlos Parente, que tem MBA em Marketing pela USP e atualmente trabalha na área de comunicação e sustentabilidade da Alpargatas e é professor na ESPM e Universidade Anhembi-Morumbi.



“Como Gerenciar Relacionamentos utilizando estratégias On Line” é o tema desafiador proposto por Conrado Adolpho, empresário, escritor, professor e consultor de Internet, para o dia 13 de novembro. Ele é autor do maior livro de marketing digital do país - o livro "Google Marketing" e diretor da Publiweb ­ uma das maiores agências do Brasil especializada em marketing de busca. A idéia é compreender os novos conceitos por trás da economia digital e as transformações que esta trouxe ao mundo, entendendo o comportamento do consumidor nesse novo mundo baseado em bits e percebendo os princípios do relacionamento online e suas diferenças e vantagens frente ao relacionamento off-line, através das ferramentas disponíveis e de um plano de gerenciamento na prática. Todos os participantes vão receber gratuitamente a segunda edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional, de Don W.Stacks.



Os cursos, com as exceções já mencionadas, acontecem na sede da entidade (Av. Angélica, 1757 ­ 12. andar).




Mais dados pelo cursos@aberje.com.br ou no 11-3662-3990 com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.

ABRP realiza cerimônia para de premiação dos melhores trabalhos de Relações Públicas

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A Associação Brasileira de Relações Públicas, seção estadual de São Paulo (ABRP São Paulo) promove no dia 28 de outubro, às 19h30, no Campus Anália Franco da Universidade Cruzeiro do Sul, a cerimônia de premiação da 26ª edição do Prêmio ABRP, concurso universitário de monografias e projetos experimentais de Relações Públicas, que avalia a produção de alunos de graduação e pós-graduação desta área em âmbito nacional. Os autores dos melhores dentre os de mais de 60 trabalhos de norte ao sul do país receberão nesta cerimônia de premiação troféus e medalhas.

O evento contará ainda com uma conferência com o Prof. Dr. Mitsuru Higuchi Yanaze, da Escola de Comunicações e Artes da USP, autor do livro “Gestão de Marketing e Comunicação – Avanços e Aplicações” (ed. Saraiva). “O Prêmio ABRP presta este reconhecimento aos novos talentos que estão chegando ao mercado de trabalho, apresentando já na academia as suas qualidades, em um processo de maturação que se inicia na conclusão de seus cursos e passa ainda pelo crivo dos coordenadores de seus respectivos cursos, que os inscrevem no concurso, antes de os recebermos aqui”, diz Luiz Alberto de Farias, presidente da ABRP São Paulo.

Os trabalhos foram avaliados por jurados de notório saber e de perfil acadêmico-profissional. Ao todo, 54 jurados convidados avaliaram os trabalhos, observando o uso adequado do português, as normas da ABNT e o embasamento teórico e empírico dos trabalhos.“Todos os anos reunimos um grupo excelente, que analisa estes trabalhos com muito critério, pois a concorrência e a qualidade dos trabalhos são grandes”, destaca Sérgio Andreucci, vice-presidente de Cultura e coordenador do Prêmio ABRP.

Em setembro, o jornal “Folha de S. Paulo”, publicou Guia de Profissões analisando setores do mercado que mais crescem atualmente e que nos próximos 5 anos ou mais tendem a continuar em alta. E a profissão de relações-públicas faz parte deste grupo de profissões. “As empresas estão passando a entender que precisam contar com as contribuições do campo das Relações Públicas para dar soluções em comunicação para as empresas”, ressalta Valéria Castro, vice-presidente de Planejamento da ABRP São Paulo.

Na ocasião também será homenageado o ganhador do Troféu Cândido Teobaldo, reconhecimento público pela contribuição que acadêmicos ou profissionais fazem para o desenvolvimento e fortalecimento das Relações Públicas ao longo de suas carreiras.

O evento é gratuito e conta com o patrocínio da BASF e Andreucci Comunicação. Os interessados devem confirmar sua presença através do e-mail abrpsp@abrpsp.org.br.

Serviço
Prêmio ABRP 2008 – Cerimônia de premiação

Data: 28/10/2008 (3a. Feira)
Horário: 19h30
Local: Auditório Fernando Henrique Cardoso
Universidade Cruzeiro do Sul - Campus Anália Franco
Avenida Regente Feijó, 1295 – Jd. Anália Franco

Mais informações para a Imprensa com Juliana Pereira, telefone (11) 5587-1161 e e-mail abrpsp@abrpsp.org.br.

Como "acabar" com a imagem da sua empresa

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O que você faria se sua marca fosse "destruída" no horário mais caro da TV brasileira?

Clique aqui e veja a matéria veiculada no Fantástico.


Encante seu cliente com o CRM 2.0

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Parece que virou moda agregar a numeração 2.0 para diversas esferas da vida econômica e mesmo social. Desejando expressar um tipo de envolvimento mais intenso e uma proposta de trabalho colaborativo com os consumidores e mesmo cidadãos, a terminologia vem tomando conta de várias ferramentas da comunicação e do marketing neste final de década, a partir da instalação e popularidade de plataformas digitais baseadas na interatividade. Pois este universo conceitual e prático também chegou na área de marketing de relacionamento e no CRM (Customer Relationship Management) e atendeu, na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas/FGV-EAESP, através do Centro de Estudos de Comunicação com o Mercado/Cenpro, pelo nome de Seminário “CRM 2.0 – o Encantamento do Cliente”, realizado no dia 14 de outubro de 2008 no salão nobre da instituição na capital paulista. Mais de 90 profissionais de empresas nacionais e estrangeiras debateram o tema.

A consultora e professora da FGV, Míriam Bretzke, aposta no assunto como uma das formas de diferenciação no mercado. Para ela, as empresas mantêm níveis muito distintos de intimidade com cada cliente, e isto cria oportunidades de abordagem e de convívio. Os desafios, contudo, seriam muito grandes: proliferação de ofertas, mercados saturados, taxas de respostas decrescentes, custos crescentes de aquisição de clientes e comoditização de produtos. O sistema inicia sempre pela entrega do produto, passa pela agregação de serviços, une-se à prestação de atendimento diferenciado para então chegar à geração de experiência. “De toda maneira, estamos falhando no mais básico que é o atendimento. Estamos produzindo sensações horríveis quando o consumidor quer falar com a nossa marca”, alerta dizendo que as experiências são únicas, pessoais e intransferíveis, sendo de difícil cópia, e por isto devem ser valorizadas na atualidade.

As empresas estão mudando e adotam novas estratégias e novas práticas, como foco em diferenciação nos serviços, aplicação do CRM para conhecer o perfil e as preferências de cada cliente para gerenciar o relacionamento e atender melhor as expectativas. A diferenciação se dá no atendimento a expectativas negligenciadas, para o que precisa conhecer a visão do cliente em todas as etapas da vida, em que cada contato é uma oportunidade de enriquecer as informações. Os clubes de cliente e programas de fidelização ou retenção são caminhos para centrar foco nesta área. Míriam afirma que 5% do aumento na retenção de clientes pode significar de 25% a 100% de aumento na rentabilidade, sendo que clientes leais tendem a aumentar seu valor ao longo do tempo e o custo de obter novos clientes é de 5 a 10 vezes maior que manter os atuais. “Mas é preciso haver uma evolução das abordagens da fidelização, proporcionando uma experiência de marca memorável, o que acontece pelo gerenciamento do ciclo de vida do cliente”, diz, referindo-se a sair da mesmice das ações de envolvimento. O ideal seria ter um nível alto de conhecimento do cliente e um alto índice de interatividade, do contrário os programas tendem a não encantar e ninguém percebe valor agregado e portanto tem engajamento. “Hoje se oferece pouca emoção”, denuncia a consultora.

Premiar clientes e recompensar as compras repetidas não bastam mais, sendo importante localizar um novo foco que sai das características e performance do produto e da empresa e vai para um conjunto de experiências positivas. Ela acredita que “temos que repensar a trajetória do cliente com nossa marca, saindo da caixa e replanejando o negócio”, sugerindo para isto uma maior intimidade com as pessoas, segmentando grupos e dando atenção nos detalhes. Pela evolução do valor percebido, uma empresa passa de indiferenciada para única, em posição realmente competitiva. E a retenção é vista de um ponto-de-vista mais genérico, incluindo acionistas, talentos internos, fornecedores qualificados. Daí que promover a gestão de experiências significa abordar o cliente de maneira holística, engajando as pessoas em diferentes fases do processo. Os requisitos funcionais e os benefícios da marca são pontos comoditizados, por isto seria preciso ir além. Sobre a prática recorrente de terceirização na área, ela compara: “é como ganhar o filho e deixar ele crescer na casa da babá”. A gestão do processo, na opinião da especialista, nunca deve sair da empresa, levando em conta novos comportamentos da sociedade que requer atuação colaborativa.

ESTRATÉGIA – Anna Zapatta, diretora de marketing da Plugsoft, falou sobre a construção de marcas sólidas com estratégia orientada para o cliente, e mostrou seu embasamento de trabalho através de uma citação do autor de “O Monge e o Executivo”, James Hunter: “famílias saudáveis, times saudáveis, negócios saudáveis e até vida saudável falam de relacionamentos saudáveis. Os líderes realmente grandes devem ter a capacidade de construir relacionamentos saudáveis”.

O CRM é uma estratégia de negócio que precisa estar introjetada na cultura da empresa, de maneira constante e sintonizada com as demandas do cliente. Daí a consistência das ações organizacionais gerando mais confiança e obtendo diferenciação. A base de dados precisa ser transformada numa base de conhecimento que dê inteligência para tomar decisões e empreender ações efetivas que tragam valor às pessoas envolvidas. “Softwares sozinhos não fazem nada”, aponta. Anna acha que o grande problema decorre da desconexão entre setores da empresa, cujos documentos e cadastros não se cruzam para formatar um perfil único de cliente, em que vários indicadores sejam relevantes, ainda que relativizados. Esta visão traz a mudança de foco do novo século, com a transição da ênfase ao produto para a primazia do cliente. “Estratégias vencedoras são feitas de relacionamentos duradouros”, sentencia.

“Customer experiencie” é o termo que aposta numa percepção de longevidade nas boas relações e experiências estabelecidas com uma marca, sustentando a repetição de compra e a recomendação, ou seja, a fidelidade e a lealdade. A Harvard Business Review publicou pesquisa que aponta o abandono de empresas pelos clientes causado em 68% dos casos pela postura de indiferença dos funcionários, ficando 14% pela insatisfação com o produto, 9% por ofertas da concorrência, 3% por mudar de cidade e 1% por morrer. Esta realidade é especialmente importante em negócios onde o contato com o cliente se dá por empresas terceirizadas e o comportamento delas interfere na imagem e na avaliação da empresa contratante.



É preciso articular algumas situações: cliente satisfeito com o produto, mas insatisfeito com o serviço o torna vulnerável; cliente insatisfeito com o produto mas satisfeito com o relacionamento o torna esperançoso; já a insatisfação com o produto e com o relacionamento gera um cliente sabotador, sendo que a satisfação integral dá origem ao cliente leal. As centrais de atendimento ao cliente são bons pontos de medição de onde a empresa está situada e qual o estado da clientela. O CRM se sustenta na articulação da cultura, dos processos e da tecnologia, dentro de um planejamento estratégico, pretendendo a retenção de clientes e a orientação de sua opinião sobre a marca por meio das experiências ofertadas. As antigas perguntas o que, como, onde e por que mudam para conseguir novas respostas, em direção à inserção social, estilo de vida, múltiplos canais, confiança, credibilidade, conveniência, status, identificação de valores.



Anna finaliza a palestra com as regras de ouro para transformar clientes em torcedores e fazê-los ser os melhores vendedores da marca: a) ter claro qual a real promessa da marca e a entregar efetivamente; b) criar uma experiência única para seus clientes; c) criar comunidades e interagir com elas; d) inovar sempre. “A lealdade nos deixa independentes de eventuais tombos”, ilustra.



DIRIGIDA – A comunicação dirigida como fonte de encantamento do cliente foi o foco central da intervenção do publicitário Luiz Buono, da agência Fábrica. Para ele, o mundo da comunicação aplicada a diálogos está passando por uma profunda ruptura, porque os processos hoje são muito integrados e as fronteiras entre marketing direto, promoção, internet, eventos e publicidade são muito tênues. A idéia é que em cada ponto de contato exista uma oferta de informação e a captação de dados e tendências de comportamento. Retomando Regis McKenna, estudioso norte-americano que antevia, no início dos anos 80, a chegada de uma era dos clientes eternamente insatisfeitos, o criativo explica sua ênfase em comunicações mais focadas para oferecer inputs interessantes e concretos, cuja inspiração inclusive vem do monitoramento de dados dos clientes transformados em boas ofertas.

A estrutura do relacionamento parte de dados, organizados em informação, consolidados em conhecimento até chegar na sabedoria, a compreensão real de aspirações com imediata ação. A intenção é captar sinais de problemas e oportunidades, antes mesmo da manifestação consciente do cliente, o que é algo desafiador em tempos de ultra-conexão via internet. Todo o processo precisa ser permeado por uma comunicação competente. A nova maneira de se relacionar com novos paradigmas passa pelo relacionamento com entretenimento, pelos consumidores como fontes especialistas sobre marcas e produtos, pela velocidade de recriação de relacionamentos e pela contação de histórias no lugar de mensagens comerciais. “O planejamento de gabinete que não acompanha o pulso do mercado, momento a momento, não funciona mais”, admite.

Como ilustração, cita uma cadeia de lojas de alimentação americana lançou, na mídia do dia seguinte ao debate noturno dos candidatos à presidência nos EUA, uma campanha oferecendo 800 mil dólares a entidades assistenciais em nome do primeiro candidato que, no próximo debate, falasse a expressão “fome no mundo”, gerando expectativa até o encontro e grande repercussão em vários canais. Ele também fala que projetos de “brand experience”, hoje concretizados por exemplo em pontos-de-venda atrativos e sensoriais, precisam agregar a captação de dados dos visitantes para dar continuidade aos diálogos e assim consolidar a relação. Buono recomenda, a título das experiências vistas nos países desenvolvidos, que nada seja operacionalizado em comunicação sem antes mostrar aos funcionários das companhias, numa ênfase ao endomarketing como legitimação dos passos tomados e como tentativa de melhor receber as reações/respostas dos clientes atingidos pelas ações.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Portais fazem gestão do conhecimento

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A implantação de portais corporativos tomou grandes proporções à medida em que as organizações enxergaram seu uso como ferramentas de gestão empresarial, comunicação, colaboração e principalmente como instrumento de digitalização e gestão do conhecimento. A chegada dos portais trouxe sérias mudanças em processos organizacionais e até mesmo nas estruturas e tecnologia de informação, marketing, recursos humanos e comunicação. Sobre este panorama é que esteve dedicado o seminário “Governança em Portais Corporativos e Intranets”, organizado pela IBC - International Business Communications (http://www.informagroup.com.br/) no dia 7 de outubro de 2008 no Transamérica Flat 21st Century em São Paulo/SP, A atividade é desenvolvida por Eduardo Lapa, vice-presidente de Gestão de Conhecimento e Inteligência Competitiva da TW Services.

Os processos de governança em portais estão em franco desenvolvimento, porque existe uma forte cobrança de medição de resultados, baseada em Value on Investment/VOI. A gestão é uma mescla de interesses e produção de materiais e sistemas de informação e de conhecimento, visando a um determinado público-alvo. Lapa explica que governança em portal abrange metodologia de implantação, documentação completa de projeto, arquitetura de informação, usabilidade, eficiência em processos de negócio, formação de gestores, retorno sobre investimento, plataformas tecnológicas, integração de aplicações, gerenciamento de conteúdo, comunicação e sensibilização e métricas de avaliação de adoção. Cada vez mais a internet viabiliza atividades a qualquer tempo e em qualquer lugar, de forma que o ambiente de colaboração passa a ser obrigatório. No desenvolvimento do Windows, por exemplo, há 5800 pessoas trabalhando em 29 países diferentes numa interação via portal. “O portal não é uma ferramenta de comunicação, uma base de dados, uma plataforma tecnológica. É tudo isso ao mesmo tempo”, conceitua.

Um portal precisa disponibilizar processos de trabalho (aplicativos relacionados à função do funcionário, área financeira, informação de clientes), dados pessoais (finanças pessoais, insumos de lazer, possibilidade de compras), sistemas de colaboração (instant messaging, localização de experts, e-meetings, webcasting), ambiente corporativo (help-desk, e-learning, e-mail, e-RH) e interação com o ambiente externo. O consultor nomina como “o retrato digital da organização”. Na montagem do projeto, é crítico pensar na estratégia e gestão, conteúdos e serviços e na tecnologia. A idéia é afinar as necessidades de negócio, definir a agregação de valor do conteúdo e clarear as linhas de negócio envolvidas. Na parte de direcionamento de negócios, leva-se em conta as informações refinadas e atuais para suportar decisões empresariais, o aumento da produtividade via localização de dados, a importância da integração de pessoas em comunidades virtuais, a formação de memória organizacional, a melhora na comunicação empresarial e a otimização de tempo e recursos. Na etapa de direcionamento tecnológico, o palestrante, que também é escritor de vários livros sobre o tema, sugere pensar em computação móvel, gerenciamento de conteúdo descentralizado, segurança de informação, controle de acesso, conectividade e escalabilidade e ainda redução de custos de manutenção.

PESQUISAS - Pesquisa da PwC Brasil em 2003 apontou que 75% do conhecimento estratégico está na cabeça dos colaboradores ou em meios não-estruturados. Contudo, há um forte investimento em tecnologia de informação para tratar o conhecimento explícito, deixando a captação de dados de lado. Em 2005, a IBM Consulting Services indicou que, entre as principais vantagens na implantação de um portal corporativo estão a possibilidade de conexão entre pessoas, o ferramental de comunicação empresarial, o registro de conhecimento eficiente, a integração de informações e sistemas num único ponto de acesso, além da formação de comunidades de práticas. Já entre as principais barreiras, no mesmo estudo, constaram a falta de consciência gerencial sobre o uso de portais corporativos em processos de negócio, falta de conexão com plano estratégico, liderança desarticulada de projetos em TI e Comunicação e ainda a falta de programa de comunicação específico para o portal.

A Nielsen Research, em 2007, apontou que 35% da liderança de processos de portal parte da Comunicação Corporativa, 27% parte dos profissionais de TI e 19% dos Recursos Humanos. As melhores práticas, contudo, estão sempre numa interligação entre estas áreas num planejamento estratégico. A Prescient Digital divulgou que gerentes nos Estados Unidos visualizam que profissionais tático-operacionais gastam 30% de seu tempo na busca por informação. A Stanley&Morgan detectou, por sua vez, que uma grande instituição financeira perdeu um caso judicial de US$ 1,5 bilhão por não conseguir produzir a tempo os documentos solicitados, pela falta de informações e classificação de documentos internos.

GOVERNANÇA - A definição do tipo de portal leva em consideração a integridade do negócio, a privacidade, segurança e confiabilidade, e assim surgem os websites de conteúdo e informação, de relacionamento, de negócios, de suporte à decisão, colaborativo ou conhecimento e um espaço agregador das opções feitas, que se denomina portal corporativo. Lapa explica que o cenário de conteúdo engloba a consciência de que o conhecimento está distribuído pela organização, e precisa ser captado e disseminado através de um portal, com atualizações de rápida freqüência a partir de uma diversidade de fontes, mas onde invariavelmente o setor de TI vira um gargalo de publicações. “Daí que uma saída poderia ser a descentralização da publicação com definição de regras automatizadas”, diz.

Por situações como essas é que a área de Gestão de Conteúdo cresceu, como um conjunto de técnicas, definições e procedimentos de ordem estratégica e tecnológica que visam à integração e à automatização de todos os processos relacionados à criação, agregação, personalização, entrega e arquivamento de conteúdos de uma organização. O consultor afirma: “gerenciar conteúdos é uma necessidade corporativa como apoio a processos e metodologias. O ambiente informacional das empresas atualmente é muito heterogêneo, com multiplicidade de atores no processo de produção, armazenamento e utilização”, acrescendo que e uma técnica para separar forma (estética e navegação) e conteúdo (informação em texto, imagem, áudio, vídeo, planilha, gráfico, em formatos estáticos ou dinâmicos – como em fóruns de discussão) com dados facilmente encontráveis agregando sistemas inclusive internos, como folha de pagamento, dados cadastrais de clientes, insumos de serviços de atendimento. Neste caminho, o “content management” é fundamental, com a indexação e classificação dos materiais, ao lado do “delivery”, a forma de empacotamento e entrega de conteúdo, seja por CD/DVD, web, manuais, PDA ou até uma impressora.

Este processo tem diferentes níveis de governança: a corporativa (conjunto de normas e procedimentos organizacionais), de conteúdo (passos de gerenciamento de conteúdos) e tecnológica (gestão de tecnologia de suporte). O objetivo é a facilidade no trabalho para múltiplos contribuintes, com definição de controle de ciclo de vida de cada material, agilização de manutenção dos templates e garantia de segurança e segmentação de acesso. As fases envolvem criação, revisão/edição, aprovação, publicação e arquivo/descarte, que são mais ou menos burocráticos dependendo do tipo de organização, onde um gestor de conteúdo de bom trânsito interno é figura central, administrando a obediência aos processos e a manutenção da arquitetura de informação e da taxonomia, dando suporte aos autores. “O que se pretende é a definição de papéis, personalização de conteúdos, mecanismos eficientes e múltiplos de recuperação de material, indexação de documentos e até alertas via e-mail para administradores e obtenção de estatísticas de acesso”, explica Lapa. Por isto, ele sugere a constituição de um Comitê Consultivo, que fica responsável pela avaliação periódica e direcionamento do portal, numa perspectiva multidisciplinar com visão estratégica que orienta os gestores de área.

ARQUITETURA - Diante de um tempo máximo de permanência de 30 segundos para achar uma informação num portal, segundo pesquisa da Nielsen, vê-se a relevância da usabilidade, acessibilidade e navegabilidade estabelecidos pela arquitetura de informação. De acordo com a Norma ISSO 9241-11, a usabilidade diz respeito à medida na qual um produto pode ser usado por pessoas específicas com efetividade, eficiência e satisfação num contexto de uso. O palestrante assinala que a arquitetura de oferta das informações afeta diretamente os custos de encontrá-las ou não, custos de treinamento de funcionários e de reconhecimento de marca. A AI abrange sistemas de organização (agrupamento e categorização do conteúdo), de navegação (maneiras de se mover no espaço informacional e hipertextual), de rotulação (formas de representar as informações via signos) e de busca (previsão das perguntas do usuário e a proposição de um conjunto de respostas).

Na prática, o trabalho do arquiteto é balancear as características e necessidades do usuário, do conteúdo (volume, natureza, formato, organização, produção) e do contexto (objetivos estratégicos, metas, cultura organizacional, análise da concorrência, recursos, prazo). Entre os problemas mais comuns na área, segundo a Vividence Research, estão os resultados de busca mal organizados (53% dos casos), arquitetura pobre (32%), performance lenta (32%), home-page desorganizada (27%), rotulagem confusa (25%), processo de registro obrigatório (25%) e navegação inconsistente (13%). O consultor acrescenta que, devido a seus diversos aspectos cognitivos, a organização das informações na web apresenta dificuldades como ambigüidade, heterogeneidade, diferenças de perspectiva e políticas internas. Segundo o estudioso Jakob Nielsen, um bom sistema de navegação deve, a todo momento, responder a três perguntas: onde estou, onde estive e aonde posso ir. Também deve ter sempre um menu global que caiba numa única tela, os “Bread-crumb” (“migalhas de pão” que sinalizam em texto o caminho já percorrido) e os conteúdos cruzados, que chamam para itens com informação similar ou complementar. Uma das maneiras de categorização de dados num site é aplicar o “card sorting”, uma técnica de alocação dos itens de conteúdo em papeletas manuseadas pelos usuários, com posterior análise e fechamento por bibliotecários para chegar na hierarquia e seqüência final que vai ser programada. O profissional Guilhermo Reis tem uma dissertação de mestrado pela USP, disponível no endereço www.guilhermo.com/mestrado, onde ensina os fundamentos e técnicas do design centrado no usuário para uma compreensão global de particularidades de uso.

WEB 2.0 – Além das mudanças organizacionais e nos processos provocados por grandes implementações destes canais, pode-se observar a enxurrada de tecnologias de colaboração, como Wikipédia, blogs, redes sociais no conceito web 2.0 mudando de forma significativa a maneira como fluem informações e como se organizam as organizações. Em geral, diz respeito à inteligência coletiva gerada por processos colaborativos na internet, com vários protagonistas interagindo espontaneamente. Quanto a softwares, agora estão baseados na rede, com atualizações freqüentes muitas vezes originadas dos usuários, sob o permanente rótulo de “beta”. A produção descentralizada de conteúdo e a exigência de simplicidade são características básicas deste novo universo, centrado no interesse das pessoas. Segundo Lapa, é uma desconstrução de um modelo tradicional anterior, não uma evolução de portais, porque aplica uma lógica de geração de dados difusa, sem uma centralidade. “Por isto, só tem sentido dependendo da cultura organizacional; se não, não comporta”, posiciona-se.

O evento deu seguimento à série de apresentações de boas práticas de mercado e estudos de caso no setor iniciada em Brasília/DF no final de setembro e ainda marcada para o Rio de Janeiro/RJ no dia 21 de outubro.

AGENDA – A IBC prevê outros treinamentos do gênero até o final do ano na capital paulista. Na seqüência, acontece no dia 4 de novembro a conferência de Responsabilidade Social, propondo melhoras na imagem institucional por meio de ações sustentáveis. No dia 4 de dezembro, está marcado o Seminário sobre Comunidades de Prática, com experiências de grandes empresas no uso de ambientes de colaboração e mostrará como melhorar o fluxo de informações e conhecimento. Nos dias 4 e 5 de dezembro é a vez do seminário “MOB - Marketing de Otimização de Buscas na Web”, com conceitos, técnicas e estratégias para otimização de resultados nas buscas, ficando “Análise e Mensuração de Resultados do Sistema de Inteligência de Mercado” para os dias 17 e 18. O Informa Group lançou no Brasil um novo formato de evento para garantir a atualização profissional de forma rápida e com baixo custo, dada a transmissão pela internet: o Informa TV, que vem na esteira de produtos que unem aperfeiçoamento com flexibilidade e conveniência, facilitando acesso aos treinamentos para pessoas de todo o país. Mais informações pelo 11-3017-6888 ou comunicacao@ibcbrasil.com.br .



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