Archive for Agosto 2009

Digital Age 2.0

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Desafios da gestão multicultural fazem parte do cotidiano dos comunicadores

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A proposta era refletir sobre as formas de resolver questões interculturais para adquirir vantagens competitivas que fortalecessem a posição da organização num mundo globalizado e identificar perspectivas culturais que são geradas quando campanhas de comunicação para corporações globais são implementadas, a partir de indicadores de comportamento. E o desafio foi vencido pelo consultor mexicano Salvador Apud, que esteve em São Paulo/SP para o treinamento “Comunicação Intercultural: Cultura, Diversidade e Comunicação”, organizado dentro do Programa de Cursos Avançados Internacionais da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/ABERJE durante todo o dia 12 de agosto de 2009.

O instrutor é associado sênior do Instituto de Formação em Gestão Intercultural/ITIM Internacional para as Américas. Ele começou discutindo problemas de enfoque nas estratégias de absorção de indicadores culturais de outros países, a começar pelas opções de livros do tipo “como fazer negócios em...”, porque trazem a perspectiva de uma única pessoa e uma única visão de vida, sem adequação à realidade do leitor. Outro erro freqüente apontado diz respeito às prioridades de disciplinas dos cursos de Relações Internacionais. Pesquisa da consultoria Pricewaterhouse Coopers, com executivos experientes de grandes empresas, aponta que as diferenças de legislação, contábeis e fiscais e até as diferenças de práticas de gestão recebem menos atenção ou preocupação do que as alterações de comportamento individual e as diferenças culturais. Outro processo normalmente equivocado nas estratégias de globalização das empresas, na opinião dele, acontece na exportação ou abertura de unidades no exterior sem ter antes uma consolidação no próprio país. Há uma série de organizações com forte presença internacional sem ainda ter uma política de relacionamento cultural definida. A tendência à padronização de comportamentos, métodos e estruturas conforma outra situação de erro comum. “Há um limite na uniformidade de políticas e técnicas. Cada organização, para ser efetiva, precisa de uma cultura, de um modo de fazer as coisas. Os conceitos que existem sobre isto estão obsoletos”, assinala.

Ainda outra questão foi questionada por Apud: o uso de livros e seus modelos de gestão e cãounicação estrangeiros, que têm validade como ponto de análise, mas não compreendem as dinâmicas de outras comunidades, dadas as evidentes distâncias culturais. Há, conseqüentemente, um desenho e uma produção de campanhas de comunicação impregnadas de erros pelo descuido com os ambientes interculturais. E todos os elementos básicos da comunicação recebem impacto, como a linguagem e as reflexões sobre tradução textual e significado, os valores, o estilo de comunicação verbal e não-verbal e as variações de conteúdo e contexto, a matriz de comunicação com ênfase no gênero interpessoal ou nos meios e ainda o estilo retórico. Ele comenta que “quando as práticas e teorias de comunicação viajam através das fronteiras nacionais, sua efetividade é inversamente proporcional à distância cultural entre os países de origem e destinatário”. Toda gestão envolve os juízos etnocêntricos e os choques culturais e por isto “alcançar a unidade global através da incorporação da diversidade cultural é uma das metas mais transcendentes hoje. E o primeiro passo é tomar ações para compreender a situação intercultural”. O desconhecimento frente a estas questões leva a resultados negativos significativos frente às fusões internacionais, de acordo com apontado por pesquisa da KPMG: 54% delas destruíram valor, 30% não permitiram detectar avanços e somente 17% agregaram valor.

Um dos recursos que podem ser lançados pelos comunicadores é a aprendizagem sobre Psicologia Cognitiva e como se dá significado às coisas, como se experimenta o mundo exterior através dos sentidos. O comportamento humano deriva de um conjunto de cultura nacional apreendida coletivamente por um grupo, as características herdadas e de formulações individuais. A cultura organizacional está impregnada em sua essência destes valores amplos como códigos acordados entre todos, recobertos de símbolos, heróis e rituais. “Estranho que os processos de recrutamento das empresas buscam perfis de personalidade e não os perfis de valores. Os significados que temos advêm da forma com que os aprendemos e registramos antes na mente. Mas sempre teremos uma ideia incompleta do que ocorre”, assinala ele. Experimento com estudantes norte-americanos e japoneses, solicitados a descrever uma imagem que continha um aquário, mostrou a complexidade das diferenças culturais: os primeiros falaram nos peixes, e os outros citavam em detalhes as pedras, o recipiente, as plantas, sem focar nos peixes.

Apud então buscou afinar a conceituação de cultura. Em um sentido limitado, seria civilização ou artes, e num sentido antropológico é a programação coletiva da mente humana que distingue um grupo de outro. A cultura nas organizações pode ser facilitadora ou inibidora das comunicações, porque ela pode afetar formas de pensar, perceber e dar significado; influenciar a preferência por valores; determinar as formas de comunicar, atuar e organizar e de relacionar. O modelo 7S da Efetividade Organizacional da consultoria McKinsey trata da cultura organizacional numa rede interconectada de estrutura, sistemas, competências-chave, estilos de liderança, processos de trabalho e metas e estratégias. A atuação multicultural, segundo o modelo 5D de competências cross-cultural da ITIM, depende de atributos pessoais como valores, crenças, flexibilidade, perseverança, capacidade multilínguas e conhecimentos culturais geral e específicos da nação. A estes componentes é acrescentada a estrutura institucional da empresa, que pode ser mais ou menos etnocentrista. Estranhamente, pontua ele, casos de escolha de expatriados nas empresas decorrem somente da experiência técnica, o que tem levado a 70% de insucessos nestas experiências.

DIMENSÕES – O modelo de Geert Hofstede de comportamento das pessoas nas organizações multiculturais, realizado com mais de 100 mil trabalhadores em vários países do mundo, foi analisado. Ele indica que as diferenças culturais entre países podem ser explicadas por quatro dimensões da cultura. A distância do poder (PDI) é o grau no qual os membros menos poderosos das organizações aceitam que o poder está distribuído desigualmente. Sociedades de baixo PDI requerem maior independência, usam a hierarquia por conveniência, dão ênfase à igualdade e têm superiores sempre acessíveis com estilo gerencial consultativo. Aquelas com alto PDI têm maior dependência, a hierarquia é existencial, há ênfase nos privilégios e símbolos de status e os superiores estão pouco acessíveis com estilo gerencial paternalista. O manejo com autoridade tem implicações na tomada de decisões, no fluxo de informações, no reconhecimento de status e posição, na delegação e empoderamento e nas atitudes entre chefes e subordinados.

Outro indicador de Hofstede é o nível de indivualismo e coletivismo (IDV). Em sociedades individualistas as pessoas protegem-se e preocupam-se somente consigo mesmas e com sua família mais próxima. Valem as opiniões individuais, é difícil trabalhar em equipe, a comunicação é implícita e há perda de auto-estima e culpa. Em sociedades coletivistas, as pessoas pertencem a grupos (famílias, organizações) que os protegem e se ocupam deles em troca de lealdade. Valem as opiniões do grupo, equipes muito unidas são possíveis, a comunicação é implícita e há perda de identidade. No manejo de relações, muda o estilo da comunicação direta ou indireta, com preponderância ou não dos negócios, e influência na natureza da relação empresa e empregado – contratual ou moral. O processo de comunicação coletivista tem interação verbal indireta, mensagens implícitas e foco na criação de harmonia. A comunicação individualista tem interação verbal direta, mensagens explícitas e foco na liberdade de expressão. Ele explica que a comunicação direta é específica e precisa, valora as regras e descreve as conseqüências, já a comunicação indireta é imprecisa, valora a intuição e usa a ambivalência nas descrições. Há nos dois casos diferenças de contexto, que é quase nulo nos emails, cresce no telefone e é maior na interação face-a-face. Motivado por perguntas da platéia, ele sentencia: “não há um modelo melhor. O empowerment, por exemplo, só funciona para um quarto da população do planeta, para o restante não”.

A outra dimensão é o nível de masculinidade (MAS). Os valores dominantes nas sociedades masculinas são o trunfo dos planos e projetos como ferramentas de status, com objetivos claros e incentivo à confrontação e à competitividade, enquanto que nas femininas há preocupação com os demais e com a qualidade de vida sobre os resultados em si, sendo mais flexíveis, atuando em co-operação independente na busca de consenso com metas mutáveis. Entre as implicações das sociedades deste enfoque está a escolha entre competitividade e solidariedade, entre desempenhos e necessidades, entre crescimento econômico e segurança social, entre confrontação e negociação.

O último ponto trazido pelo modelo de Hofstede é o nível de recusa da incerteza (UAI), ou seja o grau em que os membros de uma sociedade sentem-se ameaçados pela incerteza e ambigüidade e se esforçam para evitar essas situações. Uma taxa baixa de UAI mostra pouca necessidade de estruturas e regras, com ênfase em assumir riscos e não mostrar emoções, numa sociedade de pessoas mais descontraídas. Já nos grupos com alta tendência a evitar incertezas, há necessidade de estruturas e regras, com ênfase em segurança, mostrando emoções e com integrantes mais estressados. As implicações no manejo da incerteza acontecem na aceitação e reação diante de situações de riscos, contrabalanço entre necessidade de válvulas emocionais e de segurança e em diferenças nos processos de planejamento.

Estiveram presentes profissionais de empresas como Itaú-Unibanco, Natura, Abbott Farmacêutica, Vale Soluções em Energia, Rio Tinto, Baxter Hospitalar, Bimbo do Brasil e Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista/CTEEP. No mesmo formato de qualificação, já estiveram na entidade neste ano os consultores Paul Argenti e Shel Holtz, que falaram respectivamente de gestão estratégica da reputação e monitoramento de mídias sociais.

AGENDA – Mais um curso avançado internacional já está confirmado na agenda da ABERJE. Dia 28 de agosto de 2009 é a vez de Don Stacks estar em São Paulo/SP para o treinamento “Indicadores de Imagem e Reputação: reflexões e práticas sobre Mensuração”. Ele é diretor do programa de Relações Públicas e professor da Escola de Comunicação da Universidade de Miami na Flórida/EUA, instituição onde fez Doutorado. É autor do “Dicionário de Mensuração e Pesquisa em RP e Comunicação Organizacional” publicado no Brasil pela ABERJE Editorial, em segunda edição. O curso vai ser desenvolvido em conjunto com Suzel Figueiredo, profissional de RP, professora de Pesquisa da FAAP e diretora do DatABERJE e da empresa Ideafix Estudos Institucionais. Conselheira da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa, ela também é mestranda na ECA/USP. Veja mais no link http://www.aberje.com.br/novo/curso_detalhes.asp?id=125 ou pelo email cursos@aberje.com.br e fone 11-3662-3990.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

10° Encontro ABRP - Comunicação Digital‏

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youPIX: evento abordará como fazer sucesso na Web

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Evento organizado pela Pix tem clima de entretenimento e descontração e trará debate sobre como obter sucesso através de ações virais e ferramentas disponíveis na Web 2.0


São Paulo, agosto de 2009 - Com patrocínio da Telefônica, o youPIX loading (http://youpix.com.br/loading02/), irá abordar as mais divertidas experiências do universo digital com um clima descontraído e muito divertido. Esta edição do evento reunirá diversos profissionais do setor para debater sobre as inúmeras e efetivas maneiras de fazer sucesso na internet e será realizado no Espaço Gafanhoto/PIX, que fica na Avenida Rebouças, 3181, em São Paulo, a partir das 19h.
“Coletamos dados estatísticos obtidos em uma pesquisa sobre os 200 maiores virais da web no País e nossa ideia é discutir o assunto, através da troca de experiências de gente web-celebridades, especialistas em internet e, obviamente, do nosso público que é super antenado com estas ferramentas tecnológicas”, afirma Bia Granja, editora da Revista Pix e organizadora do evento.”



Ciclo Era Digital-Derrick de Kerckhove

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Alguém consegue explicar isso?

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Passeio
O deslocamento de representante do Ministério do Esporte até Budapeste, para participar da entrega de um troféu ao médico que atendeu o piloto Felipe Massa, custou aos cofres públicos R$ 3.402. A quantia seria o suficiente para bancar mais de 11 meses da categoria mais barata do Programa Bolsa-Atleta, a escolar, de R$ 300. O valor é superior ao equivalente a um mês do que recebem pelo programa esportistas de nível olímpico: R$ 2.500. Ricardo Leyser, membro da pasta, estava em Berlim, no Mundial de atletismo.



O que o Massa fez de tão importante para o Brasil para que até o médico que o atendeu no acidente merecesse tamanha atenção????










Fonte: Coluna - Painel FC - Esporte - Folha de S. Paulo

A questão social do patrocínio

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Hoje recebi dois e-mails que me chamaram a atenção. O primeiro continha o vídeo chamado “A verdade sobre os rodeios” e o outro, um release informando que uma das maiores empresas de confeitos do mundo irá patrocinar uma das mais tradicionais ‘festa de peão’ do interior de São Paulo.

Se você fizer uma rápida busca nos sites como Google e Yahoo, verá uma série de comentários contra este esporte. Confesso que não tinha esta visão sobre os rodeios até ver o filme e me inteirar mais sobre o assunto. Verá também que, aqueles que defendem o rodeio como esporte, são, na maioria, os que obtêm lucros com o evento. A questão é: “É certo investir dinheiro em tão cruel esporte? Esta ação pode prejudicar a imagem corporativa de uma organização?”

Quem assiste a um evento deste porte, parece não entender a gravidade da situação. Um artigo publicado pela Associação Protetora de Animais São Francisco de Assis (Apasfa) descreve as provas envolvidas e o risco que os animais correm em cada uma delas. Como exemplo, cito a prova Laçada de bezerro, em que um animal de apenas 40 dias é perseguido em velocidade pelo cavaleiro, sendo laçado e derrubado ao chão. Esta ação pode ocasionar ruptura na medula espinhal, e, claro morte. Em algusn casos, ficam paralíticos ou sofrem rompimento parcial ou total da traquéia. O resultado de ser atirado violentamente para o chão tem causado a ruptura de diversos órgãos internos levando o animal a uma morte lenta e dolorosa.

O que foi descrito acima pode ser visto no filme disponível no final deste post. Vejam a crueldade com que os animais são tratados neste tipo de evento que passou a ser considerado esporte após a promulgação da Lei Federal 10.220/01 pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em 11 de abril de 2001. Segundo a lei, “entendem-se como provas de rodeios as montarias em bovinos e eqüinos, as vaquejadas e provas de laço, promovidas por entidades públicas ou privadas, além de outras atividades profissionais da modalidade organizadas pelos atletas e entidades dessa prática esportiva”.

Patrocinar é uma relação comercial que envolve duas ou mais empresas ou entidades. Para que um determinado evento, seja ele cultural, esportivo ou outro qualquer, seja viável, é necessário considerável investimento que pode ser monetário ou em forma de parceria. No caso, a empresa promotora, em troca de suporte, oferece, na maioria das vezes, espaços publicitários ou outro benefício que traga visibilidade que interesse ao patrocinador. É uma forma de comunicação que pode trazer benefícios para aquele que patrocina, como retorno de imagem, quando se estabele uma associação positiva.

Teoricamente, o patrocínio de rodeios não é errado e nem irresponsável socialmente, na medida em que a atividade é aceita pela própria sociedade e já existe lei que a regulamenta. Mas, por outro lado, patrocinar este tipo de evento pode trazer prejuízos à imagem empresarial, pois existe um grupo de pressão contra tal prática esportiva que, talvez, agora não cause danos, mas em um futuro próximo, podem acabar com a reputação da organização.






Palestra ADVERGAMES

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Ciclo Era Digital

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Pierre Lévy discute inteligência coletiva na abertura do Ciclo Era Digital
Evento trará pensadores internacionais para debater novas tecnologias de comunicação


O professor franco-canadense Pierre Lévy, reconhecido internacionalmente pelo conceito de inteligência coletiva na era digital, estará em São Paulo nesta sexta-feira (21/08) para a abertura do Ciclo Era Digital no Sesc Santana, a partir das 14h. Idealizado pelo Centro de Pesquisa Atopos da ECA-USP, o programa é uma realização da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), da Sator Eventos e do Sesc-SP.

No evento, Pierre Lévy discute o tema ‘Em direção à civilização da inteligência coletiva’ com Massimo di Felice, do Atopos e ECA-USP; Paulo Nassar, da Aberje/ECA-USP; Eduardo Fischer, do Grupo Total; Gaspar, do Z’África Brasil; e Yakuy Tupinambá, do blog Índios Online.

Professor da cátedra de Inteligência Coletiva da Universidade de Ottawa, Lévy é autor dos livros Cibercultura, Tecnologias da Inteligência e a Inteligência Coletiva.

O ciclo
O projeto tem o objetivo de reunir os principais pensadores internacionais para discutir as transformações dos meios de comunicação digital com empresários, acadêmicos, lideranças sociais, ONGs e público geral.

O evento se estende até dezembro e propõe a discussão de temas como filosofias de rede, opinião pública digital, culturas juvenis online, sociedade da informação e futuro digital da democracia. Entre os nomes confirmados estão Alberto Abruzzese, Derrick de Kerckhove, Mario Perniola, Massimo Di Felice e Michel Maffesoli.

Os ciclos serão compostos de palestras seguidas de mesa-redonda em que os participantes debaterão a difusão das novas tecnologias comunicativas digitais e seu impacto sobre nossa forma de agir e pensar.

Desafios como exclusão digital e desigualdade de acesso às novas tecnologias também serão abordadas pelos convidados de modo a apresentar caminhos para uma sociedade mais democrática, inclusiva e sustentável. Após a mesa-redonda haverá coletiva de imprensa. Para participar, responda por este e-mail ou pelo 11.3032-5633.


Agenda
Local: Sesc Santana,
Endereço: Av. Luiz Dumont Villares, 579 (próxima à estação Jardim São Paulo, do Metrô)
Data: 21/08/2009, sexta-feira
Horário: 14h00 – 18h00 (credenciamento a partir das 13 horas)
Valor: R$ 5,00 (inteira), R$1,00 (trabalhador do comércio e serviços matriculado no Sesc).
Ingressos: à venda pelo sistema ingressoSesc. Para saber a unidade mais próxima, acesse http://www.sescsp.org.br/.

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ESPM - SEMINÁRIO SOBRE GESTÃO DE PATROCÍNIO DE ENTID ADES ESPORTIVAS‏

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9º Congresso Brasileiro de Comunicação no Serviço Público

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ABA BRANDING 2009

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O evento, organizado em parceria com a Top Brands, divulga o resultado de pesquisa sobre a confiança e o prestígio das marcas para o consumidor brasileiro e traz ao Brasil palestrantes internacionais.

A ABA, em parceria com a Top Brands, promove, nos dias 26 e 27 de agosto, em São Paulo, o maior e mais importante encontro anual sobre branding realizado no Brasil, o ABA Branding 2009.

O evento, que acontece no Auditório da Universidade Anhembi Morumbi – Rua Casa do Ator, 275, Vila Olímpia – São Paulo, conta com a participação de renomados profissionais de várias áreas ligadas ao branding, que irão expor suas idéias e experiências no processo de construção de marcas, além de apresentar aos participantes as técnicas e ferramentas mais avançadas sobre o tema.

O ABA Branding trará aos participantes cases brasileiros e internacionais de marcas que se transformaram em importantes diferenciais competitivos para empresas de diversos segmentos, como Dove, Hyundai, Red Bull e Natura. Os destaques internacionais do encontro são as palestras de James Gregory, CEO da Core Brand (EUA), e de David Eastman, Vice-Presidente da Pointlogic (Holanda), consultoria de apoio a decisões de marketing com atuação global.

O uso de plataformas digitais na construção de marcas será um dos temas relevantes na edição 2009 do ABA Branding. Alejandro Pinedo, Presidente da Interbrand Brasil, falará sobre “Como o uso de “analytics” contribui para a criação e gestão de marcas valiosas. Adriana Grineberg, Head of Sales do Google Brasil e Adriana Knackfuss, Gerente de Interactive Marketing da Coca-Cola Brasil, tratarão da experiência na construção de marcas através de plataformas digitais.

Outro ponto alto do evento será o painel "O Futuro das Marcas de Luxo", em que será debatido o futuro e o desafio da construção de marcas de luxo no Brasil, com a presença de Paulo Carramenha, Diretor Presidente da GfK Brasil, de Cris Duarte, Diretora Executiva da MCF Consultoria e Conhecimento, de Felipe Gomes, Gerente de Marketing da Audi no Brasil, e de Martin Pereyra, Presidente da Nespresso no Brasil.

Na oportunidade, serão apresentados os principais resultados da pesquisa ABA/Top Brands 2009, sobre a confiança e o prestígio das marcas para o consumidor brasileiro. A pesquisa, realizada desde 2004, contempla 1420 consumidores de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, Porto Alegre, Curitiba e Belo Horizonte, e conta com 16 categorias.

O ABA Branding, com patrocínio da Volksvagen e Bradesco e o Co-Patrocínio do Google, destina-se a Diretores e Gerentes de Marketing, de marcas e produtos, profissionais de pesquisa e serviços de marketing, profissionais de agências de propaganda, comunicação, design e veículos, bem como a todos que queiram estar familiarizados com os mais atualizados conceitos de Branding.


Serviço:
Local: Auditório da Universidade Anhembi Morumbi – Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia – São Paulo
Inscrições: http://www.aba.com.br/.
Informações: 0800.124588 ou 11.3283-4588

Relações públicas precisam de institucionalização

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O maior desafio contemporâneo da área de Relações Públicas é a necessidade de sua institucionalização como fundamental para a gestão estratégica das organizações. Essa é a opinião do consultor e pesquisador norte-americano James Grunig - um dos grandes gurus da comunicação corporativa mundial – manifestada em uma série de compromissos com executivos, professores e profissionais brasileiros na primeira semana de agosto de 2009 em São Paulo/SP. Ele esteve no país com a proposta de lançar seu primeiro livro junto a uma editora nacional, intitulado "Relações Públicas: Teoria, Contexto e Relacionamentos", escrito em co-autoria com os professores Maria Aparecida Ferrari e Fábio França. O evento oficial, organizado pela Difusão Editora, contou ainda com a palestra "Como sobreviver em contextos vulneráveis - As Relações Públicas como estratégia de relacionamentos", e aconteceu no dia 6 de agosto no auditório da FAPCOM na capital paulista.

A obra reúne teorias, práticas e experiências dos autores e está dividida em três partes. Na primeira, Grunig apresenta um quadro teórico para o exercício da profissão, levantando a definição e o posicionamento das relações públicas (atividade responsável pela gestão da comunicação nas organizações). Seu reconhecimento global, aliás, tem feito de seus trabalhos fontes de informação para a análise do mundo corporativo atual e referência obrigatória em universidades norte-americanas e de países de outros continentes, como Europa, Ásia e África. Na segunda parte, Ferrari discorre sobre a profissão e suas práticas no contexto latino-americano e, na finalização, França aborda a gestão de relacionamentos corporativos, analisando os públicos prioritários das corporações. Importante fonte de conceitos, o livro traz a maior pesquisa internacional já realizada sobre o processo da comunicação nas organizações.

Para Maria Aparecida, “as relações públicas estão mais vivas do que nunca”. Ela assinala que a realidade norte-americana é bem distinta da América Latina, no sentido da absorção de profissionais da área, e então mais do que nunca “precisamos de obras que revisem nossos paradigmas”. Fábio França destaca que a ação de RP se estabelece por meio de relacionamentos, que levam ao conhecimento de perfil, preferências e demandas das pessoas como indivíduos e grupos. Por isto, suas pesquisas têm enfocado os relacionamentos corporativos, sua administração estratégica para obter resultados e respostas positivas para todos os agentes, de maneira permanente.

Grunig acredita que a temática das relações públicas no contexto da recessão mundial mereça análise, o que ressaltaria a relevância do livro. Em sua visão, a maioria das organizações parecem pensar que podem viver sem o relacionamento com os públicos. Ele reconhece que RP foram reconhecidas no Brasil de forma diferente dos Estados Unidos, país onde mesmo entre profissionais atuantes não há uma conceituação única ou dominante. A abrangência brasileira é maior, porque não prioriza uma das três partes mais tradicionais de exercício profissional: relação com os meios de difusão de mensagens, função de marketing e função de gestão estratégica como ativo participante dos processos de tomada de decisão, para o que seria fundamental a capacidade de análise de cenários e o desenvolvimento de pesquisas sobre as expectativas dos públicos. Esta última área, na opinião do especialista, seria a mais completa e mais promissora para a consolidação da profissão.

Ele então relembrou sua trajetória como pesquisador e a formulação de dois paradigmas no setor. O simbólico-interpretativo que aponta as relações públicas como administradora de como os públicos interpretam a organização para protegê-la do ambiente. Nesse enfoque, interagem conceitos como imagem, reputação, marca e identidade. Seria o relações públicas como negociador de significados junto aos públicos, mas com ênfase na divulgação e na relação com os meios. E depois o paradigma da Gestão Estratégica Comportamental, com o RP participando da tomada de decisões estratégicas, a partir da comunicação simétrica e do engajamento com os públicos para além do domínio e do uso de técnicas. É deste diálogo que o panorama fica conhecido a ponto de permitir a negociação de sentidos e de atitudes sem indução. Grunig comenta que seus estudos tiveram início na década de 60 com pesquisas sobre o comportamento dos públicos. Nos anos 70, ele analisou o impacto das características da gestão da organização no condicionamento ou não da atuação dos profissionais de RP. A teoria de RP como comunicação simétrica viabilizadora de interações foi estruturada até o final da década de 80. Foi relatado também um importante período passado na empresa de telefonia AT&T, como ponte de testagem da aplicabilidade dos conceitos.

No início dos anos 90, fez uma ampla pesquisa em busca da excelência na comunicação elaborada para a International Association of Business Communicators/IABC junto a 300 organizações públicas, privadas e ONG’s com questionário e entrevistas em profundidade. Entre os indicadores detectados para uma organização mais eficaz estão as relações públicas como função gerencial única que auxilia a organização a interagir com os elementos sociais, políticos e institucionais do ambiente e as relações públicas criando valor para a organização e para a sociedade através do cultivo de relacionamentos que incrementem ativos intangíveis tão relevantes quanto os ativos econômicos. Trata-se da concepção de que relacionamentos são valiosos porque reduzem custos, aumentam a rentabilidade, minimizam os riscos, protegem contra questões emergentes e crises. Tudo isto porque estão vinculados diretamente à reputação. A função gerencial de RP ultrapassa a parte técnica, enfatiza Grunig, porque pressupõe uma visão estratégica de administração e não o exercício pontual de atribuições. Neste sentido, a pesquisa apontou que a melhor atuação acontece pela centralização do gerenciamento da comunicação em um único departamento, e não com sucumbência estrutural ao Marketing ou a Recursos Humanos, além de ser desempenhada por profissionais de Comunicação. É importante, como delimitam as conclusões do estudo, manter-se interlocução direta com a alta administração, efetuando uma análise e segmentação precisa de públicos e conseguindo fazer a mensuração da qualidade dos relacionamentos estabelecidos. Assim, seria possível agir com mais probabilidade de acerto nas expressões comunicacionais, sempre atentando ao impacto das decisões organizacionais. “Os relações públicas atuam como conselheiros da ética e defensores da responsabilidade social”, arremata ele. Sobre suas atividades recentes, cita o estudo da importância da construção de cenários, o estabelecimento dos efeitos do relacionamento na reputação e eficácia organizacional para determinação do ROI (return on investment) em RP e o estudo dos públicos passivo, ativo e ativista.

AUTORES - James E. Grunig é professor emérito da Universidade de Maryland/Estados Unidos. Seus primeiros livros “Managing Public Relations” (1984) e “Public Relations Techniques” (1994) foram escritos em parceria com Todd Hunt. Em 1992, organizou a obra “Excellence in Public Relations and Communication Management”, resultado da pesquisa Excellence Study – considerado o maior projeto de pesquisa em Relações Públicas já realizado no mundo. É co-editor de Manager's Guide to Excellence in Public Relations and Communication Management. O autor contribuiu com mais de 40 capítulos em livros, além de ter mais de 250 artigos publicados em revistas e periódicos científicos da área. É ganhador de diversos prêmios internacionais como professor, pesquisador, conferencista e autor. Nestes 40 anos, Grunig também tem atuado como consultor de empresas como Black&Decker; AT&T; American Alliance for Health, Physical Education, Recreation and Dance; U.S. Department of Energy; entre outras.

Maria Aparecida Ferrari é socióloga e profissional de relações públicas. Mestre e doutora em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo, onde leciona nos programas de pós-graduação e graduação, também desempenha funções de coordenadora do curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo. É sócia-fundadora e membro do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Pesquisadores de Comunicação Organizacional e Relações Públicas/Abrapcorp. Autora de vários capítulos em obras publicadas nos Estados Unidos, Espanha e México, é conferencista permanente em várias universidades latino-americanas. Sua área de especialidade abrange as relações públicas e sua interface com a cultura organizacional e a gestão estratégica da comunicação.

Fábio França é professor universitário, com registros profissionais em filosofia, psicologia, jornalismo e relações públicas. É mestre e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo e pesquisador. Recebeu vários prêmios na área de Relações Públicas e de Comunicação. Tem ampla experiência como executivo de empresas nacionais, internacionais e também como conferencista. É Consultor Corporativo e autor dos livros “Públicos: como identificá-los em uma nova visão estratégica - business relationship”; “Comunicação como estratégia de Recursos Humanos” e “Manual da qualidade em projetos de comunicação” (este em coautoria).

O lançamento mobilizou mais de 700 profissionais, pesquisadores e estudantes de diferentes estados do país. Além da capital e do interior de São Paulo, estiveram presentes representantes de São Luis/MA, Curitiba, Londrina e Ponta Grossa/PR, Belo Horizonte/MG, Porto Alegre/RS, Rio de Janeiro/RJ e Salvador/BA, entre várias outras cidades.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Programa de Estágio Petrobras

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As inscrições para o programa de estágio da Petrobras Distribuidora estão abertas de 04/08/2009 até 06/10/2009.

O Programa de Estágio da Petrobras Distribuidora visa oferecer oportunidades para estudantes de níveis médio e superior vivenciarem uma bem sucedida experiência de aprendizagem profissional.

Além de capacitar tecnicamente, o estágio possibilita o desenvolvimento sócio-cultural e das relações de trabalho, imprescindíveis para o exercício profissional de excelência.

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Marketing promocional busca experiências com conteúdo memorável

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A utilização de ferramentas de marketing promocional em ações de comunicação de empresas cresceu significativamente. No Brasil, apenas em 2008, o mercado movimentou R$ 27 bilhões, com crescimento de 17,4%. Foi justamente para dimensionar a abrangência da área e compartilhar boas experiências que onze palestras foram previstas no Seminário Promo Tendências, organizado pela Forma Editora. O evento aconteceu dentro da programação da feira Brazil Promotion, realizada entre os dias 4 e 6 de agosto de 2009 no Transamérica Expo Center em São Paulo/SP.

Para Paulo Giovanni, diretor da Mix Brand Experience, com informação acessível e abundante há uma mudança nas zonas de influência de opinião. Se os consumidores não se agrupam mais por sexo, idade, localização geográfica, e sim por afinidades, é preciso reinventar as maneiras de segmentação. Junte-se a isto, para tornar o panorama ainda mais complexo, o fenômeno da instantaneidade e da efemeridade. Neste sentido, é obrigatória a oferta de experiências memoráveis para garantir a repercussão e a lembrança e apreço pelas marcas. O executivo listou uma série de cases, como o projeto Whopper Sacrifice, que buscava promover o sanduíche da Burger King e criar uma experiência divertida e inovadora na rede social Facebook. Para tanto, incentivava que os participantes sacrificassem 10 amigos de sua lista digital para ganhar um whopper. Quase 300 mil pessoas foram excluídas dos perfis e o assunto ganhou popularidade. Como a sistemática era contrária à proposta integradora do Facebook, acabou proibida pelo canal. Ele ainda cita o técnico de futebol Mano Menezes, que tem no Twitter mais de 630 mil seguidores, um número superior à tiragem diária do jornal Folha de S.Paulo. “Hoje o conteúdo é igual a entretenimento mais informação. É preciso criar experiências com as pessoas”, manifesta. Neste caminho, o investimento preferencial ou exclusivo em propaganda não se sustentaria mais.

Como exemplo deste enfoque, que não é novo, Giovanni cita a Disney, que alia sua produção de conteúdo a um espaço físico de vivência e desejo – a DisneyWorld. Outro grande projeto foi a Árvore Dançante da Ponte Estaida na capital paulista, patrocinada pela SulAmérica e que levou conteúdo e interatividade para a população da cidade. A Mix Brand transformou os estais que sustentam a ponte em uma imensa Árvore de Natal, iluminada e "dançante", que pode ser vista por mais de quatro mil motoristas por hora e que dançou no ritmo da música escolhida pelos internautas na programação da Rádio SulAmérica Trânsito 92,1 FM. Com 100 metros de altura, mais de 70 estrelas de quatro metros cada, foi ainda acompanhada em tempo real pelo hot site www.sulamerica.com.br/arvorenaponte. A Mix também realizou pelo quinto ano consecutivo a criação, montagem e o evento de inauguração da árvore gigante do Grupo Santander Brasil e sua inauguração no Parque do Ibirapuera, e iluminou para o Banco importantes pontos turísticos de São Paulo, como os viadutos do Chá e Santa Ifigênia, o Vale do Anhangabaú, a Avenida 23 de Maio, além do Santander Cultural – Edifício Altino Arantes, todos localizados na região central da cidade. Maior que as anteriores, com 70 metros de altura, esta foi a maior árvore da história da cidade e teve sua construção acompanhada pela Internet.

O presidente da Dia Comunicação, Gilberto Strunck, foi incisivo: “estamos numa sociedade de marcas”, e isto parece determinar que o relacionamento seja estabelecido pelo viés do consumo. Contudo, aponta ele, o enfoque deveria ser da individualidade e da cidadania, eventualmente com as pessoas atuando como consumidores. Como exemplo da necessidade de uma nova perspectiva de envolvimento pelos comunicadores, ele cita o resultado apontado pela Adnews: a influência da publicidade na compra de bens cai de 29% em 2002 para 12% em 2008. Afinal, como aponta o designer, a tríade sentir-pensar-fazer é a ordem biológica dos processos humanos, turbinados pelo nível de emoção, e isto não pode ser obtido somente pela publicidade. A atual aprendizagem da comunicação e do marketing contemporâneos é elaborar benefícios funcionais e emocionais balanceados para colaborar com a justificativa das escolhas. Não muda, porém, a conjuntura de entregar o conteúdo relevante na hora certa para a pessoa certa. Porém, com uma atenção mais difusa, é preciso inovar a cada ocasião, contando histórias diferentes para alcançar o encantamento. Cada ponto de contato exige uma adaptação de mensagem, assim como cada peculiaridade cultural. Um bom caso é a Coca-Cola, que varia sua tradicional embalagem e identidade visual vermelha com a cor azul (típica do concorrente Pepsi) durante todo o Festival de Parintins e seus grupos de “bois”, divididos nas duas cores.

Então, Strunck não hesita em dizer que “o varejo hoje é uma mídia”, pois a comunicação nas lojas tem-se mostrado mais eficiente do que em outros canais para gerar experiências e vendas. De todo modo, ele acredita na propaganda como geradora de conhecimento e valor, mas não como formato único e suficiente, como acontece para várias marcas. A propaganda promete, mas a entrega do produto acontece no PDV.

MOBILE – Léo Xavier, diretor da Pontomobi Interactive, deu o tom da área mais promissora na comunicação atual: a interação via aparelhos celulares e outros dispositivos móveis. Afinal, são 160 milhões de linhas e 130 milhões de usuários, com uma média de oito aparelhos para cada 10 pessoas. Ainda que reconhecendo que quanto mais sofisticado o tipo de interatividade proposto, menor será a base habilitada (aparelhos compatíveis com as funcionalidades mais avançadas e caras), de toda maneira 1% significaria 1,5 milhões de aparelhos. Em geral, pesquisas apontam que 57% dos usuários enviam 300 milhões de torpedos todo mês, sendo 60% da classe C e 19% com 60 anos ou mais: “não há barreiras para uso do SMS”, enfatiza. O setor é beneficiado por uma política agressiva de subsídios, que resulta num alto rendimento e penetração. Em 2008, foram comercializados 10 milhões de aparelhos de TV, 11 milhões de computadores e 51 milhões de celulares.

O criativo mostrou vários cases de sucesso no tema. A rede de comércio gaúcha Lojas Colombo, com a idéia de inovar no anúncio varejista e ativar vendas por tele-atendimento, utilizou o “móbile coupon” com a inserção, em suas publicidades impressas, de um convite para envio de torpedo grátis, que retornava com uma oferta real e vantajosa em desconto para aquisição do produto pelo próprio telefone. Um exemplo de cuponagem geolocalizada com Bluetooth é da rede Besni, que a partir de propaganda antes do filme no cinema, convidou a platéia a ativar o Bluetooth de seus aparelhos para receber uma vantagem, a ser utilizada no shopping-center onde estavam, logo após a sessão. Já a absorvente Carefree, buscando impacto e inovação além da captação de dados, escolheu o recurso da “vending machine mobile", em que a consumidora era impactada nos banheiros de bares através de um display eletrônico incentivando a enviar SMS para receber, na própria máquina, uma amostra do produto segundos depois. Após a retirada do produto do suporte, era enviado um SMS de agradecimento pelo fabricante, com convite para visitar um site formatado para celular.

Para a Visa, foi criada uma premiação digital, com intenção de reduzir custos logísticos. Pessoas ganhavam uma raspadinha que escondia um código para ser enviado por SMS, e imediatamente ganhava brindes digitais como games e ring-tones para incrementar o próprio aparelho e garantir entretenimento. O Shopping Anália Franco, da rede Iguatemi em São Paulo, fez um catálogo mobile. Os visitantes eram acionados através de totens multimídia e cartazetes para ativar o Bluetooth de seus aparelhos nos corredores, e assim receber o catálogo de produtos das lojas por onde estivesse circulando a cada instante. O Shopping Center-Norte, também na capital paulista, produziu uma experiência única de experimentação da decoração natalina, em que torpedos enviados pelos clientes ativavam as luzes de 14 árvores, com 100 possibilidades distintas de combinação de estímulos visuais. Foram 420 mil interações em seis semanas. Já a Pepsi usou o QR-Code (código de leitura rápida) em embalagens. A partir da leitura do código com a câmera fotográfica do aparelho celular, dava-se acesso a um site com diversos brindes digitais.

Uma das ações que mais empolgou a platéia foi do Banco Bradesco na intenção de motivar a equipe num final de semana em um resort com sua campanha “A magia está nos detalhes”. Eles utilizaram o RFID (uma freqüência de transmissão de informações personalizadas), a partir de pontos de captação. Cada crachá dos participantes do evento escondia um chip que armazenava dados pessoais (nome, cor preferida, número do calçado, drink preferido, etc). Estes dados eram utilizados em vários momentos da programação, desde o check-in quando o monitor da recepção do hotel já apontava o nome do hóspede, se era ou não fumante, até a projeção do nome do funcionário no telão quando chegava na boate, que já estava ambientada com iluminação nas cores preferenciais da maioria dos presentes, ou ainda no bar da piscina em que o barman já sabia a bebida desejada e tratava todos pelo nome, sem ter havido prévias apresentações.

GEOMARKETING – Na ideia de mostrar inovações no mercado promocional, o diretor da AGDirect Fernando Steler não deixou por menos: o case da AMBEV com “Aqui tem Skol Litrão” foi mostrado como referência no uso de geomarketing. Para ele, estas novas tecnologias no marketing one-to-one são demandadas em função da alta fragmentação das comunidades. Hoje, elas exercem seus direitos e interesses dentro de afinidades detectadas em comum entre vários indivíduos, e é preciso ser relevante para obter repercussão. Seu trabalho parte da massa, chega na multidão e então encontra o nicho para aí sim poder desempenhar o one-to-one, amparado pela tecnologia com pontos de contato físicos e digitais. É um conjunto de procedimentos que precisa da automação para garantir a segmentação. Somente com esta personalização, diz ele, seria possível sobreviver num tempo de “economia da atenção”, porque audiência não significa foco e apreensão de conteúdo e feedback.

Um dos recursos utilizados agora são as PURLs, ou seja, as páginas na internet personalizadas (no estilo http://www.seunome.empresa.com.br/), com toda a ambientação já adequada às preferências e interesses da pessoa. Outra possibilidade é personalizar as imagens e caracteres em conteúdos impressos (mapas, nomes, fotos) como em anúncio de revista em que cada exemplar é entregue customizado para o assinante. A Skol enviou cartões postais que reproduziam um mapa apontando a residência do recebedor e os pontos-de-venda mais próximos com o novo produto de litrão, e também o processo contrário – um folheto pro comerciante localizando os potenciais consumidores da nova embalagem.

FEIRA – O Brazil Promotion é a maior feira de marketing promocional brasileira e busca apresenar ao mercado as principais inovações e lançamentos em produtos e serviços no segmento, brindes, presentes corporativos, produtos e serviços para eventos, gráficas especializadas, agências, soluções para ponto-de-venda, digital signage, marketing digital, mídias interativas, entre outros. Há rodadas de negócios e ainda a cedência de espaços gratuitos para entidades do terceiro setor. Mais informações no http://www.brazilpromotion.com.br/ .



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

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Técnico de futebol precisa de diploma; jornalista, não

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Deu até chamada de capa de jornal: por imposição da Fifa, a CBF determinou que os técnicos de futebol precisarão fazer um curso para obter um diploma que os habilite a exercer a profissão.

Que beleza! Será que o supremo presidente do STF, Gilmar Mendes, que recentemente acabou com a obrigatoriedade do diploma para ser jornalista em nosso país, já está sabendo disso? Não vai tomar nenhuma providência?

Num país em que agora qualquer um pode ser jornalista, sem qualquer curso ou exame de acesso à profissão, para ser técnico de futebol vai precisar de diploma.

Na verdade, essa exigência já existia, pois, pela legislação brasileira, os técnicos de futebol deveriam ser formados em Educação Física, mas isto nunca foi cumprido _ como, aliás, também nunca foi cumprida a obrigatoriedade do diploma de jornalista, mesmo quando isso estava na lei.
Gostaria muito de saber qual o critério. Por acaso um técnico de futebol sem diploma pode causar à sociedade estragos maiores do que um jornalista desqualificado, como tantos que temos por aí?

Não precisamos ir tão longe: por que os advogados como Gilmar Mendes, para exercer o ofício, além de obter o diploma, precisam fazer o exame da OAB, que fiscaliza o acesso e o exercício da profissão?

O STF acabou este ano com qualquer regulamentação para a atividade jornalística, seja para profissionais ou para as empresas de comunicação social, transformando o setor numa terra de ninguém, sem leis que estabeleçam limites e responsabilidades.

Nas centenas de debates sobre a profissão de jornalista de que participei nos meus mais de 40 anos de carreira, nunca fui um defensor intransigente do diploma, pois admito que pessoas com formação em outras áreas, ou mesmo sem canudo nenhum, possam exercer este ofício, desde que se respeitem certas regras para que a sociedade possa se defender de nós.

O direito de resposta, por exemplo, agora dependerá da cabeça de cada editor ou de cada juiz, sem nenhuma normatização.

Fico muito à vontade para tratar do assunto porque, embora tenha feito parte da primeira turma da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), nunca cheguei a me formar.

Sou até hoje um jornalista sem diploma, como tantos contemporâneos meus, mas sempre defendi que a atividade seja regulamentada e fiscalizada para evitar os abusos contra a ética profissional, como ocorre em qualquer outro setor.

Defendo, por exemplo, a criação de um orgão nos moldes do Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária), que há quase 30 anos controla e pune agências, anunciantes e veículos que não cumprem o seu código de ética.

Ou o Estado estabelece as regras do jogo ou as empresas e os profissionais da área de comunicação social precisam se auto-regulamentar em defesa não apenas deles próprios, mas da sociedade brasileira.

Se até o futebol já tomou esta providência, é muito estranho, inexplicável, eu diria, que uma atividade tão importante e sensível para a nossa democracia como o jornalismo permaneça neste vazio jurídico deixado pelo STF.



Cidadania corporativa está na base de uma sociedade sustentável

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A sétima reunião de 2009 do Comitê de Sustentabilidade da ABERJE – que atualmente reúne as Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional – mostrou que, mais do que desenvolvimento sustentável, é preciso adotar o conceito de sociedade sustentável como eixo da estratégia de negócios. O encontro aconteceu no dia 4 de agosto em São Paulo/SP, quando apresentaram visões corporativas para o tema Alexandre Alfredo, diretor de Relações Institucionais da GE na América Latina, e Sergio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, um dos maiores do setor de celulose, papel e embalagens. A coordenação foi do consultor e jornalista Ricardo Voltolini.

Na abertura, o diretor-geral da ABERJE Paulo Nassar assinalou que o comunicador é um ser político e intelectual, e neste sentido precisa dar conta da complexidade dos comportamentos e das dinâmicas sociais. Com isto, afasta-se bastante da visão instrumental e técnica que se via no cotidiano das organizações para virar um pensador. Referindo-se ao nível de importância de todos os interlocutores, sem supremacias de poder, no estabelecimento das políticas de relacionamento corporativo, ele destaca que “não dá para responder às demandas atuais em mesas quadradas, com o mito do justo e do injusto”.

Com operações no Brasil desde 1919, a GE possui oito instalações industriais no país, distribuídas entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A empresa emprega cerca de seis mil pessoas no País e tem sua matriz instalada na capital paulista. Todos os 11 negócios da GE, em maior ou menor proporção, mantêm atividades em território brasileiro - de manutenção para motores de aviões a geração de energia, passando por serviços financeiros, eletrodomésticos, equipamentos de diagnóstico por imagem e plásticos de engenharia. Alfredo, que é bacharel em Comunicação pela FIAM e possui mestrado em Jornalismo pela Universidade de Boston/EUA, atuou por mais de 10 anos em publicações no Brasil e nos Estados Unidos e possui uma sólida experiência em Comunicação Corporativa, Relações Públicas e Gerenciamento de Crise, adquirida em cargos de liderança em companhias, como Editora Abril, Ponto.Com, Edelman e Weber Shandiwick, antes de ingressar em 2008 na General Electric.

Ele assinala os pilares da atuação da empresa, baseados no ser “glocal”, em respirar inovação, construir relacionamentos e ampliar a marca, exercendo a cidadania corporativa através de um comportamento pró-ativo na proposta de ser um bom cidadão. O modelo de negócio envolve ser rentável (performance econômico-sustentável), trabalhar de maneira ética e fazer a diferença através da criatividade. Segundo estes preceitos, o empreendimento transformou a “economia do ontem” baseada estritamente em resultado numa visão de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O executivo pontua que o panorama atual exige uma conduta em que os caminhos passem por boa governança, inovação e mobilização de talentos, por meio de uma série de programas e ações.

A GE Foundation é uma entidade filantrópica dedicada ao desenvolvimento e suporte de programas sócio-educacionais em todo mundo. A fundação tem como objetivo educar os cidadãos e a força de trabalho do futuro apoiando projetos em comunidades, escolas e universidades. Já a GE Elfun Volunteers é uma organização global de voluntários da GE que atua com o objetivo de melhorar as comunidades onde a empresa está presente, estimulando o trabalho voluntário, a liderança e o espírito de companheirismo. Em todo o mundo, as iniciativas desenvolvidas pelos membros da organização já acumularam mais de um milhão de horas voluntárias. No Brasil, são 1000 voluntários. Outra linha de atuação detalhada na palestra é a Ecoimagination, que visa a auxiliar os clientes a enfrentar desafios ambientais urgentes utilizando novas tecnologias GE, com fontes de energia mais eficientes e limpas e emissões reduzidas. Foram identificados inicialmente 17 produtos que se aplicam aos critérios “ecomagination”, com a ideia de que devem melhorar significativamente o desempenho operacional e ambiental dos clientes, com produtos mais eficientes que as tecnologias existentes de recurso renovável, como a energia eólica, e produtos que seguem padrões ambientais ou de eficiência a terceiros. Além da energia solar, são exemplos as locomotivas híbridas, células de combustível, motores de aeronaves com baixa emissão, materiais mais fortes e mais leves, iluminação eficiente e tecnologia de purificação de água. O setor de Pesquisa e Desenvolvimento vai receber mais de U$ 1,5 bilhão anualmente em pesquisa sobre tecnologias de limpeza até 2010.

De acordo com Alfredo, a empresa discutiu essa iniciativa por mais de um ano com clientes, organizações não-governamentais, formadores de opinião e funcionários da empresa do mundo todo. Essas discussões cristalizaram a demanda crescente de mercado por soluções para os desafios enfrentados. No suporte para o programa, foi criado em 2005 o prêmio global de Liderança ecomagination, que foi concedido à uma empresa nacional – a Cia Nitro Química Brasileira, do Grupo Votorantim, reconhecida pela implementação de uma tecnologia ecológica e avançada para purificação de água. A empresa atingiu excelentes resultados: conseguiu reduzir a emissão de efluentes, apresentou uma economia no consumo de água, diminuiu o consumo de gás natural utilizado nas caldeiras, reduziu o consumo de energia elétrica e os gastos com manutenção, elevou a disponibilidade dos equipamentos e aprimorou sua produção de energia. Ela conseguiu reduzir o consumo de combustível em 22% e, conseqüentemente, a emissão de gases para o meio-ambiente, além de cerca de 90% da emissão de efluentes provenientes das caldeiras.

SINERGIA - Na seqüência, o presidente e principal acionista do Grupo Orsa - formado pelas empresas Orsa Celulose, Papel e Embalagens, Jari Celulose, Orsa Florestal e Fundação Orsa – Sergio Amoroso demonstrou que o tema está em seu DNA. Ele foi o instituidor da Fundação Orsa, que recebe 1% do faturamento bruto anual das empresas que compõem o Grupo. Tem trabalho extenso em outras organizações do gênero, sendo membro-fundador do WWF Brasil (maior organização global de conservação da natureza), presidente do GRAACC – Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer, em São Paulo/SP, e membro do Conselho do CEATS – Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor. Participa como conselheiro de diversos órgãos: FIES - Fundo ITAÚ de Excelência Social, Instituto SIDARTA – para o desenvolvimento da educação, CONSOCIAL - Conselho Superior de Responsabilidade Social da FIESP/IRS, Fundação Telefônica, GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas. É também sócio-fundador do Compromisso “Todos pela Educação” e membro dos Conselhos de Administração do IRM – Instituto Ronald McDonald e Consultivo do Fundo Ecomudança do Itaú.

A força do Grupo Orsa está na integração das suas quatro empresas, que fabricam desde produtos de origem florestal, como madeira e celulose, até embalagens de papel e papelão, com alto valor agregado. As empresas atuam em sinergia com base em um modelo de negócios inovador, que incorpora os princípios de sustentabilidade em todas as suas decisões estratégicas. A Orsa Celulose, Papel e Embalagens faz papel para embalagens, chapas e embalagem de papelão ondulado; a Jari Celulose é responsável pela fabricação de celulose de mercado; a Orsa Florestal tem produtos madeireiros com certificação ambiental e a Fundação Orsa faz atuação social, com ênfase na geração de renda e na sustentabilidade. São 8,7 mil empregos diretos e indiretos.

Para o Grupo Orsa, o desenvolvimento dos negócios deve ser um fator de transformação da sociedade, por meio de ações economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas. Trata-se de uma visão ampliada de sustentabilidade, que vai além do comprometimento com os negócios e com as comunidades onde eles estão inseridos: busca a melhoria de vida do país, por meio das ações das suas empresas. Além disso, preocupa-se com os seus efeitos em toda a cadeia, e também com os seus integrantes. O enfoque é promover o desenvolvimento econômico e manter o respeito às limitações ecológicas do planeta, para que as gerações futuras tenham a chance de existir de acordo com as suas necessidades, em um mundo equilibrado. Segundo Amoroso, o Grupo trabalha na busca por seu crescimento econômico com geração de riqueza para a sociedade, procurando ser uma "semente maior" de transformação e apoiando atividades socioambientais, que possam ser replicadas como políticas públicas ou privadas. Possui uma filosofia empresarial que adota, acima de tudo, qualidade, eficácia, ética e transparência como pilares da governança corporativa, além de investir na melhoria da qualidade de vida das pessoas, para que tenham um papel fundamental dentro de uma estrutura sustentável de sociedade. Ele enfatiza que “o setor privado tem capacidade de empreender e inovar muito maior que os governos, de construir o desenvolvimento da sociedade”.

O objetivo é claro: em sua visão de futuro consta estabelecer uma sociedade sustentável, que promova o bem-estar de todos sem comprometer as gerações futuras, buscando o equilíbrio no relacionamento entre pessoas, ambiente e negócios, sem desconsiderar as características locais e as especificidades de cada povo. O objetivo é multiplicar parcerias com os diversos agentes da sociedade, seguindo princípios de gestão participativa que apóiam um modelo social para garantir os princípios básicos do ser humano: emprego, segurança social e respeito à diversidade de culturas. Ele explicou que o trabalho está baseado na dinâmica dos 3 P’s (people, planet, profit – pessoas, planeta e lucro), dentro de uma estratégia corporativa baseada em valores humanistas e no respeito ao meio-ambiente. “O desenvolvimento dos negócios deve ser um fator de transformação da sociedade. O compromisso com os funcionários, a cooperação com os fornecedores, o apoio às comunidades e a preocupação com o meio ambiente norteiam todas as decisões estratégicas. Todas as empresas do grupo atuam em sinergia para promover o desenvolvimento local sustentável nas regiões de atuação”, manifesta. Na etapa final da palestra, ele listou vários projetos de geração de renda e relacionamento com as comunidades envolvendo aspectos relacionados à saúde, educação e garantia de direitos.

O Comitê de Sustentabilidade da ABERJE tem patrocínio da Petrobras. Estiveram presentes profissionais de empresas como Fundação Bunge, Mercedes-Benz, Mosaic Fertilizantes, Epex, Unimed do Brasil, Abbott, Mann Hümmel, Goodyear, Du Pont, Natura, Votorantim, Vivo, Klabin, HP Brasil, Itaú-Unibanco e órgãos como a Câmara de Comércio Brasil-China, Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Brasilprev, Associação Brasileira de Recursos Humanos e Universidade Metodista de São Paulo. Outras informações podem ser obtidas com Carolina Soares pelo carolina@aberje.com.br ou no fone 11-3662-3990.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Promoções, prêmios e concursos: veja como as empresas "fisgam" usuários no Twitter

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Em menos de um ano, empresas brasileiras atraíram milhares de seguidores no Twitter. Para “fisgar” os usuários e potenciais consumidores, elas oferecem promoções-relâmpago, descontos generosos, concursos culturais e até mesmo sorteio de prêmios.


Em junho, por exemplo, a loja virtual Submarino, lançou uma promoção exclusiva no Twitter que premiou com “um cinema em casa” o seguidor que melhor respondeu a pergunta “O que você faria para conquistar milhares de amigos?”. O inusitado na promoção era que o prêmio “engordava” caso o Submarino atingisse metas de seguidores, indo de um aparelho blu-ray e seis filmes (para 12.999) até um kit mais completo (acima de 15 mil seguidores).



A condicionante fez com que os participantes replicassem muitas vezes a chamada da promoção no Twitter, atraindo curiosos e interessados. Como resultado, o perfil da loja, que na época contava com menos de 13 mil seguidores, passou dos 15 mil e atingiu o prêmio máximo: uma TV de plasma full HD de 50 polegadas, com home theater, um aparelho blu-ray e seis filmes. Hoje, a empresa é a mais popular entre os perfis corporativos brasileiros no Twitter, com aproximadamente 25,6 mil seguidores (número apurado pela reportagem na última sexta-feira).
Nos EUA, a fabricante de computadores Dell já lucrou mais de US$ 3 milhões em vendas realizadas a partir de links postados no Twitter. Para os consumidores brasileiros, a Dell lançou um perfil em fevereiro deste ano e conta com mais de 11,3 mil seguidores. Na ferramenta, a empresa divulga promoções e responde dúvidas de usuários. “O objetivo principal da Dell é ter a possibilidade de se relacionar de forma mais direta com os nossos clientes. Queremos ouvi-los”, afirma Mirvane Goulart, gerente sênior de marketing online da Dell para América Latina.

“Existe sim a divulgação de ofertas, concursos culturais e eventuais ações exclusivas para nossos seguidores, mas sempre observando que o objetivo principal não é a venda e sim relacionamento”, enfatiza Mirvane.

Divulgação
DanielTopel, CEO da NetMoviesOutra empresa que faz barulho no Twitter e vai além da divulgação de promoções é a locadora online NetMovies. “Oferecemos notícias, curiosidades e entretenimento relacionado ao mundo do cinema. A nossa ouvidoria também utiliza o Twitter para resolver dúvidas rápidas dos usuários, encaminhar casos à área de atendimento da empresa e principalmente medir o nível de satisfação dos usuários com o nosso serviço”, explica Daniel Topel, CEO da NetMovies.


Presente no Twitter há apenas três meses, a locadora online atraiu mais de 7,6 mil seguidores e quer terminar o mês de agosto com mais de 8 mil, segundo estimativa de Topel. “Mensalmente milhares de visitantes chegam ao nosso site por meio do Twitter e uma boa parte faz assinatura, afinal, são pessoas interessadas em cinema”, afirma o CEO, que prefere não revelar valores de venda.

Interatividade
Essas ações encontram forte aceitação entre os “twiteirros”. Uma pesquisa da agência de publicidade Bullet realizada em abril deste ano com 3.268 usuários brasileiros do Twitter descobriu que 53,6% dos entrevistados achavam interessantes ações publicitárias na ferramenta, desde que tivessem relevância.
Mais da metade (51%) respondeu que nunca participou de ações promocionais na ferramenta, porém tem interesse e ainda 33% disseram já ter participado de algum tipo de ação publicitária no Twitter. Cerca de 70% afirmaram seguir ou já ter seguido perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias.


Divulgação
Ricardo Mohr, da ConverseParticipar de decisões da empresa é uma das possibilidades que a Converse All Star oferece aos seus seguidores. “Em breve lançaremos uma campanha inédita, que fará o consumidor participar diretamente da construção de uma linha para a coleção outono/inverno 2010”, revela Rodrigo Mohr, gerente de marketing da marca de calçados.


O nome do perfil da Converse no Twitter, “conversando”, denuncia o que a marca propõe para o serviço. “Queremos atrais seguidores ‘falantes’, que opinam, sugerem, criticam. A rede social é feita desta comunicação e pluralidade, é construída por várias mãos”, destaca Mohr.


Mesmo sem enviar descontos, a Converse já conta com mais de 4 mil seguidores no Twitter. “Oferecemos conteúdo. Novidades em arte, música, moda e esporte que são os mundos da marca”, explica Mohr.


Versatilidade
A versatilidade da ferramenta é tamanha que até mesmo um apartamento já foi vendido pelo Twitter. A Tecnisa, primeira incorporadora brasileira a comercializar um imóvel pelo serviço, vendeu uma unidade de três suítes, localizada no Alto da Lapa, em São Paulo, por R$ 500 mil. Segundo a Tecnisa, o comprador se interessou por uma promoção exclusiva para usuários de redes sociais que oferecia um bônus de R$ 2 mil em vale-compras, além de armários e cozinhas planejados.


“Esta conquista inédita fortalece nossa estratégia de divulgação online dos imóveis. Afinal, conseguimos um excelente resultado com um baixo investimento”, avalia Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa.




Fonte.


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Nos EUA, 'web em tempo real' seduz o investidor

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Internet: Crescem as apostas em companhias criadas ao redor do Twitter




John Borthwick fala baixo, mas não consegue esconder seu entusiasmo. Um dos fundadores e executivo-chefe da Betaworks, uma incubadora de Nova York concentrada em negócios de internet, Borthwick é um investidor do Twitter, o fenômeno do "microblogging" - que permite às pessoas trocar mensagens curtas, as chamadas "tweets". A Betaworks também está criando ou investindo em pelo menos 21 outras companhias que exploram a "internet em tempo real", ou "real-time web". Esse é o termo que descreve o número explosivo das atividades de relacionamentos on-line em tempo real, dos tweets e das atualizações de status no Facebook ao compartilhamento de notícias, links de internet e vídeos em uma variedade de outros sites. "É uma nova camada de inovação que está se abrindo na internet", diz ele.

É também um novo campo de sonhos para empreendedores e investidores. Em meio aos restos reduzidos da web 2.0, com a propaganda on-line e o comércio eletrônico passando por uma fase de vacas magras, eles estão vendo a internet em tempo real como a próxima grande sensação da rede - talvez até mesmo a fonte do próximo Google. Esse setor emergente é tão novo, e suas fronteiras tão confusas, que é difícil saber quanto dinheiro está sendo investido em um número de empresas também não quantificado. Mas muitas dezenas de companhias iniciantes estão se firmando e atraindo o interesse dos investidores.

"As pessoas estão percebendo que esta é uma grande oportunidade", afirma o investidor Ron Conway, apoiador de primeira instância do Google e do Twitter. Apontando uma série de companhias iniciantes com nomes tolos - TweetDeck, Aardvark, Topsy Labs -, que ele acredita que poderão se transformar em grandes sucessos, Conway diz que pretende investir em algo entre 40 e 50 companhias da internet em tempo real, de varejistas fornecendo descontos instantâneos no Twitter a marqueteiros de olho em anúncios para consumidores, baseados nos produtos ou serviços m nos tweets.

O frenesi de investimentos em qualquer coisa que está em tempo real começou no início do ano, quando o Twitter promoveu sua quarta rodada de captação de recursos. O investimento, de US$ 35 milhões, deu à companhia um valor de mercado de US$ 250 milhões. Durante uma conferência de dois dias realizada pelo Twitter em maio, um palestrante perguntou à plateia quantas pessoas achavam que num prazo de cinco a dez anos o Twitter estaria valendo mais que o Facebook, hoje avaliado em US$ 6,5 bilhões. A maioria das pessoas levantou a mão.

Será que as pessoas estão se excedendo? Pode ser. O Twitter apenas começou a explorar meios de gerar receita e suas perspectivas não estão claras. O Facebook, com sua mistura de rede de relacionamentos e atividade em tempo real, vem lutando para transformar sua crescente popularidade em lucro. Até mesmo Borthwick, talvez o principal articulador da internet em tempo real, admite que ainda não identificou um modelo de negócios de "arrasar quarteirão" para muitas das empresas da Betaworks.

Mas existe um método por trás dessa febre. Foi só nos últimos dois anos que várias acontecimentos se uniram para tornar a internet uma experiência em tempo real: conexões de alta velocidade à internet em todos os lugares; um número crescente de aparelhos móveis, como o iPhone, com navegadores completos para a internet; novas tecnologias da internet que possibilitam a transmissão instantânea de mensagens e dados. Essa mistura tornou as comunicações em tempo real uma coisa fácil e viciante. O exemplo mais simbólico, o Twitter, atraiu 44,5 milhões de pessoas ao seu site na internet em junho, além de um número provavelmente igual de pessoas que ganham acesso aos seus serviços por meio de outros sites. Os 250 milhões de usuários ativos do Facebook, cujas atualizações de status constantes são parte-chave de seu apelo, compartilham mais de 1 bilhão de vídeos, fotografias e outros tipos de conteúdo toda semana.

Na verdade, "real-time" não é um nome muito adequado. A maior parte dessa atividade não ocorre realmente em tempo real, como quando se conversa por telefone, e gestos sociais como o compartilhamento de links com amigos são tão importantes como parte do apelo como sua urgência. Esses gestos - frequentemente acompanhados de dados sobre o perfil das pessoas nas redes de relacionamentos, como os lugares onde vivem e suas idades - são a chave da potencial capacidade de se fazer dinheiro com a internet em tempo real. Aquilo sobre o que as pessoas estão conversando e compartilhando pode ser um indicador potente de seus interesses e intenções: quando alguém digita uma resposta a uma pergunta feita no Twitter como "o que você está fazendo?", suas respostas também podem revelar o que elas querem comprar - e naquele momento.

Esse é um conjunto de dados totalmente novo, oriundo de fontes externas aos mecanismos de busca e sites mais estáticos, que vem dominando a internet. É por isso que a web em tempo real representa um grande desafio para alguns líderes da internet, especialmente o Google. Os computadores do Google têm dificuldade em rastrear os fluxos de informação em tempo real. Os algoritmos da empresa preferem sites que atraem muitos links de outros sites. Mas esses links podem levar dias ou semanas para ser formados. O Google aumentou a frequência com que lista os principais sites em tempo real, e a atividade no Twitter está aparecendo com mais frequência nos resultados de busca. Mas como o Facebook e o Twitter mantêm grande parte desses dados sob sigilo, os mecanismos de busca não conseguem listar tudo.

Os serviços em tempo real também poderão fornecer em breve aos anunciantes uma outra maneira de atingir possíveis clientes, além dos mecanismos de busca. O Google já não tem um domínio tão grande na condução do tráfego para alguns sites da internet. O Twitter, por exemplo, tornou-se a segunda maior fonte de tráfego externo para o blog TechCrunch, atrás apenas do Google. Por enquanto, as agências de propaganda afirmam não ter planos de reduzir os gastos com o Google. Mas se os sites em tempo real começarem a gerar público significativo e dados que os anunciantes possam usar para alcançá-lo, o dinheiro pode começar a migrar.

Uma das áreas mais importantes do "tempo real" é a de buscas, graças a seu comprovado modelo de negócios de casar anúncios com buscas. A OneRiot de Boulder, no Colorado (EUA), uma entre mais de uma dúzia de serviços de busca em tempo real, explora não só o que as pessoas estao dizendo, mas também os links que elas estão compartilhando no Twitter, no site de compartilhamento de notícias Digg.com e em outros sites de relacionamento. O executivo-chefe Kimbal Musk observa que tópicos quentes como "Michael Jackson", ou "G-Force" deveriam proporcionar muito mais oportunidades de anúncios porque as pessoas recorrem repetidamente a eles em um curto período de tempo. "A busca tradicional é como ir a uma biblioteca", diz ele. "O tempo real é a busca certa, na hora."

Os serviços de busca estabelecidos não pretendem ficar para trás. Udi Manber, vice-presidente de engenharia de busca do Google, diz que hoje a companhia está indexando a internet, ou pelo menos as partes mais importantes dela, em poucos minutos. Há cinco anos, isso levava alguns meses. O Google pretende se movimentar ainda mais rapidamente no futuro, afirma Manber. "Se há alguma coisa importante na internet para você, nós temos que colocá-lo diante dela em segundos."

O homem que mais tem se esforçado para tentar descobrir o potencial revolucionário do tempo real é Borthwick. Esse londrino de 43 anos fez, este ano, uma postagem em um blog intitulada "Google: a próxima vítima da destruição criativa?". No artigo, ele sugere que o Twitter poderá transformar a gigante das buscas em apenas mais um concorrente se conseguir se transformar no lugar a que todos recorrerão em busca de notícias frescas e bate-papo. Ex-executivo da Time Warner, Borthwick foi um dos fundadores da Betaworks há dois anos e meio, junto com o ex-colega na AOL e capitalista de risco Andrew Weissman. Eles levantaram US$ 10 milhões, que estão usando para criar e desenvolver umas poucas companhias e co-investir em muitas outras, junto com investidores em companhias iniciantes, os "angel investors", e capitalistas de risco.

Além do Twitter, o portfólio da Betaworks é um verdadeiro quem é quem dos nascentes astros do tempo real. No ano passado, a Betaworks vendeu a Summize, um mecanismo de busca dedicado exclusivamente ao Twitter, para o próprio Twitter. As atuais companhias incluem a bit.ly, que resume os endereços de internet para que eles caibam no limite de 140 caracteres do Twitter, e a StockTwits, um site de discussões em tempo real sobre ações. Borthwick pretende criar um ecossistema em que o tempo real e os dados de relacionamentos possam se movimentar livremente entre os serviços, reforçando o valor das informações.

O que ainda não está claro é de onde esse valor vai emergir. Com o Twitter ainda estudando a maneira como pretende ganhar dinheiro, as companhias iniciantes que gravitam em torno dele não estão conseguindo estabelecer seus próprios modelos de negócio - além de vender a si mesmas para o Twitter ou para outra empresa. As incertezas estão mantendo alguns investidores afastados. Jeffrey M. Crowe, sócio-geral da Norwest Venture Partners, diz que sua empresa vem analisando várias companhias em tempo real, mas ainda não decidiu bancar nenhuma. "Ainda não se sabe quanto valor está sendo criado além do próprio Twitter", justifica ele.

Entretanto, muitos investidores estão dispostos a arriscar. "Haverá investimento em excesso", diz Peter Hershberg, co-executivo-chefe da Reprise Media, uma companhia de marketing on-line. "Mas também haverá um punhado de vencedores."

Empresas invadem o universo do Twitter e movimentam milhões

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Marina Morena Costa, repórter do Último Segundo


No último ano, os internautas brasileiros descobriram o potencial do Twitter. Seja para acompanhar as novidades de seu famoso favorito, receber notícias em primeira mão – a morte de Michael Jackson se espalhou em minutos pelo mundo graças ao microblog – ou até mesmo fazer campanha pela saída de um certo senador do Congresso, a ferramenta caiu nas graças dos internautas. E agora chegou a vez das empresas invadirem o universo twitteiro, oferecendo promoções-relâmpago, cursos, informações ou mesmo um canal de comunicação direta com o cliente.

A fabricante de computadores Dell, por exemplo, é acompanhada por quase 1 milhão de pessoas no Twitter. No primeiro semestre deste ano, o lucro da DellOutlet (perfil voltado ao público norte-americano) chegou a US$ 1 milhão – soma que a empresa havia levado 18 meses para atingir anteriormente. Desde que colocou seu perfil no Twitter, a empresa calcula ter lucrado US$ 3 milhões em vendas realizadas a partir de links postados no microblog.

A fabricante de computadores Dell é seguida no Twitter por quase 1 milhão de pessoas
No Brasil, a agência de publicidade Frog, que monitora mensalmente a presença de 180 marcas em mídias sociais, registrou um crescimento de 155% no número de citações de empresas no Twitter, entre os meses de janeiro a maio de 2009. “As pessoas comentam de maneira espontânea sobre marcas, produtos, empresas e serviços no Twitter. Isso acontece, queiram as empresas ou não. É um reflexo do boca a boca elevado à enésima potência”, afirma Daniel Deivisson, diretor de novos negócios da carioca Frog.

Apesar de ainda abranger um universo reduzido – um em cada 10 internautas brasileiros visitam o Twitter, segundo o Ibope – o perfil do usuário interessa às empresas: pessoas com maior grau de instrução, mais velhas, com alto poder de consumo e de formação de opinião. Ao seguir esse perfil de consumidor, é possível conhecer o que eles pensam, o que gostam, o que não gostam, e talvez o mais interessante para as estratégias de marketing: como influenciá-los.

Daniel Deivisson, da Frog“As redes sociais como o Twitter mudam um pouco o conceito de publicidade, de comunicação, pois elas permitem entender o público antes de buscar uma oportunidade. Você conhece o seu consumidor antes mesmo de fazer uma campanha”, ressalta Deivisson.

Perfil do Twitteiro
Uma pesquisa da agência de publicidade Bullet realizada em abril deste ano, com 3.268 usuários brasileiros do Twitter, mapeou o perfil deste público. De acordo com o levantamento, homens são a maioria (61%), têm entre 21 e 30 anos, são solteiros, estudantes do Ensino Superior ou formados na universidade, dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Costumam passar quase 50 horas semanais conectados, e utilizam outras ferramentas como Orkut, Youtube e Facebook, além de frequentar vários blogs.

Entre os entrevistados, 53,6% acham interessante ações publicitárias no Twitter, desde que tenham relevância. Mais da metade (51%) nunca participou de ações promocionais na ferramenta, porém tem interesse no assunto. Outros 33% responderam que já participaram de algum tipo de ação publicitária no Twitter. Cerca de 70% seguem ou já seguiram perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias.

“No Twitter, a marca não pode parecer um robô, e sim o mais humana possível”

Bruna Calheiros, responsável pela pesquisa e pela área de Presença Digital da Bullet, acredita que os usuários do Twitter buscam um contato diferenciado com as empresas. “O Twitter aproxima a marca de seus clientes e clientes potenciais”, analisa. Por este motivo, na avaliação de Bruna, publicações automatizadas podem afastar seguidores. “É interessante que a marca não pareça um ‘robô’ e sim o mais humana possível.”

Em uma ferramenta na qual velocidade e imediatismo são os pontos fortes, a prestação de serviço deve seguir os mesmos parâmetros. “O Twitter é muito focado no ‘real time’. As pessoas querem prestação de serviços. Promoções, informações relevantes em primeira mão e entregues de uma forma criativa, que surpreenda”, destaca Deivisson. Para o publicitário, os usuários precisam ter interesse em manter a relação com as empresas. “Como o Twitter está na moda, as pessoas podem seguir durante um tempo a empresa, e depois desistir da relação.”

Bruna acredita que a mistura entre informação e ofertas seja mais eficiente para atrair seguidores. “Ainda não existe – e não vai existir – uma fórmula mágica para atuar no Twitter. Há casos de sucesso de twitters corporativos, como o da Dell americana ou o do Submarino no Brasil (com 25,6 mil seguidores), que focam na divulgação de promoções e descontos. Mas considero que um meio termo seja mais interessante”, afirma.

“Se o consumidor se sentir invadido,a relação que era para ser boa pode se tornar uma ameaça”No entanto, as empresas também precisam ter cuidado com o potencial negativo do Twitter: “Tem que desenvolver uma estratégia para não ser evasivo. Se o consumidor se sentir invadido, ou de alguma forma lesado, a relação que era para ser boa, pode se tornar uma ameaça”, destaca Deivisson. “O boca a boca nas redes sociais tem potencial matador, porque um consumidor insatisfeito influencia pessoas que sequer conhece”, completa.



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VIVA O SOL

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"O sol do último domingo derrubou a TV. Das 7h à meia-noite, a média de televisores ligados foi de 42,6% em SP, cinco pontos percentuais a menos do que no domingo anterior". Fonte: Outro Canal - Daniel Castro - Folha de S. Paulo - 04/08/09.


Espero que continue a esquentar e que o sol brilhe mais. A lua podia fazer efeito semelhante, pois ficar em casa vendo os programas da TV não dá. Você liga na Globo e tem que aturar o No Limite. Muda para a Record e tem que aturar a Fazenda.

E, pior ainda, é saber que pessoas como esta aqui são idolatradas como as grandes celebridades.
Outra coisa impossível de acompanhar é a novela Caminho das Índias. Está certo que com as novas tecnologias o mundo ficou pequeno, quebrou-se a barreira espaço-temporal, mas a autora exagera. A viagem entre Brasil e Índia é feita pelos personagens como se eles fossem ao vizinho.
Para piorar, a autora esqueceu completamente que existe fuso horário entre os dois países. São mais ou menos oito horas de diferença. Não é bem isso que aparece nos capítulos, pois quando mostram o Brasil está claro e, quando mudam a cena para a Índia, incrível, também está claro. Indianos e brasileiros escutam a voz do Brasil no mesmo horário...
Outra questão que não podemos esquecer é de incluir a Índia na reforma ortográfica. Todo indiano fala português. O que a internet não faz, hein? Realmente aproxima as culturas.
E, por falar em cultura, a da Índia é mostrada como sendo a mais 'sem noção' de todas as culturas. Não sei como conseguem fazer parte dos chamados BRICs. Porque, de acordo com a Globo, eles só sabem dançar e ter supertições.
Desculpem a minha franqueza e indignação, mas é difícil compreender a necessidade que as televisões têm de nos fazer de idiotas!!!