Archive for Março 2009

O foco…

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Post desabafo!!!

Há muito tenho encontrado dificuldades com foco, empresas em que já trabalhei, clientes que já atendi tem suas ações dificultadas por falta de foco…

Confesso que eu também, assim como você, deve ter, ou pelo menos já teve problemas de decidir e conseguir manter o foco em suas ações e decisões… Me lembro muito bem de meu amigo Robson (esse mesmo aí do blog!!) me perguntando quais eram meus objetivos…o que eu queria para daqui há 2 anos? Na época não soube responder….e ainda hoje tenho dificuldades de responder com clareza…. Este exemplo é somente o inicio da falta de foco……como saber como chegar, se nem ao menos se sabe aonde se quer chegar??

Trabalhando em uma empresa de comunicação, atuando como um departamento externo da empresa cliente vemos com clareza o que a falta de definições pode acarretar…

Vejo empresas “atirando” para todos os lados…abraçando uma gama variada de serviços, mas que efetivamente realizam e conseguem comercializar somente um deles…………Acredito que esta estratégia de a falsa idéia de estar sendo mais competitivo, de estar melhor posicionado ao mercado………………o que para mim mim é um tiro no pé….pois acaba não fazendo nada 100%…….

A medida em que se define um foco de serviço, ou de segmentação de clientes, há possibilidade da especialização……..de unir as forças em prol de um objetivo específico, potencializando suas conquistas……..

O objetivo e a definição do foco são os primeiros passos para qualquer ação que for tomada…

Bom, este é o ponto de vista de um ainda recém-formado……

Gostaria de trocar ouvir o outro lado…

Ramon Fernandes

Para blogueiros, papel não é coisa do passado

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O mercado de levar posts para os livros cresceu tanto que hoje tem até editora especializada


Felipe Branco Cruz, felipe.cruz@grupoestado.com.br


Já foi o tempo em que, para se publicar um livro, era necessário enviar calhamaços de textos para a avaliação das editoras. Hoje, basta publicar um blog e torcer para que elas leiam e gostem. Rocco, Record, Panda Books e Companhia das Letras foram as pioneiras. E o que era apenas um nicho vem se consolidando em uma nova forma de descobrir talentos e, quem sabe, transformá-los em best-sellers.

É o que está fazendo, por exemplo, a novata Multifoco, editora fundada há três anos por um grupo de recém-formados da Universidade Federal Fluminense, de Niterói. Eles criaram o selo Downloads, voltado exclusivamente para a publicação de textos de blogs. Os números ainda são baixos e seria até covardia compará-los às tiragens das grandes editoras. Mas o objetivo é esse mesmo: investir em novos nomes, segundo Thiago França, um dos sócios. “Muitos autores nos procuravam, mandavam os links com os posts e percebemos que nos blogs estavam sendo publicados textos que poderiam se tornar bons livros.”

É difícil saber o que pode vingar. Afinal, há gente escrevendo de tudo, na internet ou no papel. A carioca Marina Gonçalves (marinag.blogger.com.br), de 26 anos, por exemplo, viu no blog a oportunidade de divulgar seus poemas, que escrevia desde a adolescência. “Um belo dia descobri que não era poeta, mas como o espaço já estava criado, comecei a escrever as histórias de bar que conversava com as minhas amigas”, explica. Até que surgiu o interesse da editora, Marina aceitou e, no ano passado, lançou o livro Então Tá, Bonitão. Para o papel, foram 52 posts, divididos por temas, preenchendo 120 páginas. O critério para a escolha do blog a ser publicado, no entanto, não é a quantidade de visitas diárias que o site tem. O de Marina recebe algo em torno de 200 visitas.

Fica então a questão: por que bancar publicações com tiragens pequenas de autores desconhecidos? O editor explica que a empresa paga todo o projeto e não cobra dos autores nenhum preço para imprimir. Mas, como a tiragem é pequena, eles também não distribuem os títulos em livrarias. “É um número baixo se comparado a blogs e livros famosos. Imprimimos sob demanda. Ás vezes, tiramos 40 exemplares”, explica França. “ A nossa diferença para outras pequenas editoras é que não cobramos nenhum custo dos autores e pagamos para eles 5% do preço de capa a cada exemplar vendido. Esse porcentual sobe de acordo com o aumento das vendas.”

No caso de Barbara Duffles, que mora em São Paulo, ver impressos os 100 exemplares da primeira tiragem de seu livro foi uma vitória por si só. “Acho que o livro é uma forma de eternizar a sua história. Para mim, publicar o blog é deixar uma obra palpável - e não virtual - para a prosperidade.” Barbara começou a escrever o blog Não Clique (naoclique.blogspot.com) por um interesse antagônico. “Não queria que ninguém lesse o que escrevia, tinha vergonha. Por isso o nome, Não Clique. Mas, ao mesmo tempo fica aquela sensação de voyeurismo, de saber se algum desconhecido está lendo suas intimidades”, explica. Ela perdeu o embaraço: nas 90 páginas do livro, batizado de Não Abra, estão contos, crônicas e poemas antes publicados no blog.

Já os amigos Gilberto Amendola (repórter do Variedades), Alê Duarte, Fabio Chiorino, Marc Tawl e Mauricio Duarte dos Santos, do blog Haja Saco (hajasaco.zip.net) viram no espaço virtual a oportunidade de reunir no mesmo lugar as mais diferentes opiniões. “Os temas variam de uma hipotética noite de amor com Elza Soares até um jogo de futebol com Chico Buarque”, diz Chiorino, organizador do coletânea homônima. O livro será lançado na próxima segunda, dia 6, às 19h, no Bar do Salim (R. Morato Coelho, 188), na Vila Madalena.

Há casos ainda em que a internet pode funcionar como terapia. Foi assim com Mariana Valle, do blog Sorria, Você Está na Barra (sorriavoceestanabarra.blogspot.com). Nascida e criada na zona sul do Rio de Janeiro, seu drama começou quando largou o emprego e teve de mudar para a Barra da Tijuca. “Lá, as pessoas são bem diferentes das de Copacabana, por isso escrevi o conto Sorria Você Está na Barra, para desabafar. Deu certo e continuei usando o blog para comentar fatos que aconteciam comigo,” Hoje, ela se orgulha de ter leitores - e não só internautas - assíduos tanto na Barra, quanto na zona sul do Rio.


Fonte.






Conteúdo atraente engaja pessoas

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A tecnologia parece não ser mais a barreira para uma relação mais íntima do homem com a máquina. O design de interação chegou longe e ainda mais rápido do que se esperava. A linguagem multimídia é outro componente agora bastante incorporado às ações de comunicação digital. Com esta perspectiva, a maratona de atividades do Web Expo Fórum, realizado no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca em São Paulo/SP, aqueceu as discussões no ramo entre os dias 17 e 19 de março de 2009. O evento é organizado pela Converge Comunicações.

A percepção é relativa e subjetiva, e a experimentação de uma nova estética a partir de três telas – televisão, monitor de computadores e celular – dá outra dinâmica à própria realidade, porque aguça ou transforma as percepções correntes. Neste sentido, os comportamentos e as relações estão sendo recriados. Foi isto que defenderam Cesar Paz e Marcelo Quinan, respectivamente diretor-presidente e diretor de criação da AG2, na palestra Hiperfaces. Para eles, hiperface é a potencialização da interface, numa transgressão dos mundos real e virtual, convergidos como proposta de experiências e envolvimentos. Aí Paz sugere estar ao lado de criativos (artistas e publicitários, por exemplo) para enfrentar os desafios de manter atratividade para as marcas, agregando valor e mantendo negócios. O processo criativo, ao invés de estar baseado na facilidade de uso, deve centrar-se na “felicidade de uso” da pessoa. “A hiperface são emoções; a interface são cognições”, diferencia Quinan.

Para exemplificar, os publicitários mostraram a modelagem do avião Phenon da Embraer, em uma ferramenta digital 3D com foto-realismo, com várias opções de pintura, acabamentos e cenário circundante para sobrevôos, sendo que através do trabalho a empresa vendeu 600 unidades a US$ 3 milhões cada. Outra ação da agência vem da “realidade aumentada”, em que um suporte em papel é posicionado frente a uma webcam para dar origem a animações virtuais inusitadas na tela, expandindo a mensagem impressa e permitindo uma experiência exclusiva e memorável.
COMUNICAÇÃO – “Os processos de comunicação são os mesmos, o que se ganhou foi um novo meio”, reflete Eduardo Vasques, redator de criação da TV1 e especialista em mídias digitais e web 2.0, tendo as empresas que atuar agora em três frentes - transparência, diálogo e relacionamento – para atingir com multidirecionalidade os stakeholders. Para ele, as empresas precisam pensar em identidade, imagem e reputação, nas dissonâncias entre o que ela projeta pelas atitudes e comunicações e como é percebida pelos indivíduos. Na internet, a situação se acirra porque as pessoas conversam sobre suas opiniões e as difundem, e também porque nela há um repositório permanente de percepções, alongando críticas e crises. Para apropriar-se do digital, Vasques sugere uma gestão integrada do on e off-line e ter sempre um conteúdo relevante e personalizado.

Acreditando que são “novas mídias e velhos fundamentos”, o diretor de Comunicação Integrada da InPress Porter Novelli, Hugo Godinho, não tira o foco do que acha mais importante: construção de reputação pela geração de relacionamentos. O IDC diz que até 2012 haverá 800 milhões de usuários nas redes sociais, consumindo 90% do tráfego de banda larga. Pessoas nestes canais gastaram 192 milhões de horas clicando no dobro de links e páginas que os espaços tradicionais da internet, como os portais. Outro apontamento da IDC é que 64% do tráfego móvel vai ser de vídeos. O relacionamento na web é feito de transparência mais relevância pelas organizações, originando empatia e credibilidade junto aos internautas, e neste caminho não vê abertura para os posts pagos, mas caso sejam um recurso escolhido que não deixem de conter a verdade sobre o argumento comercial. “As pessoas esperam ser conquistadas, com abordagem pertinente, sem invasão”, assinala.

Paulo Castro, diretor geral do Terra, aposta nas redes sociais como uma nova experiência de navegação e acha normal que tenham alta adesão no Brasil, que é o país com maior tempo de permanência na rede. Segundo a Nielsen, 80% dos internautas brasileiros trafegam em redes sociais, sendo que 55% deles já publicaram uma foto ou vídeo, 26% expressam opinião e 48% dão importância à opinião dos outros, de acordo com a ComScore. O processo de conteúdo então envolve criação, colaboração, curadoria e consumo, para atender uma nova realidade que requer um sistema fácil e intuitivo de navegação e uma facilitação das recomendações cruzadas. O alto trânsito nas redes sociais trouxe novidades, como aplicativos de conteúdo (widgets) no Orkut e FaceBook, levando a marca do portal para conversação livre como fonte de referência.“O conceito de controlar conteúdo era forte anos atrás, agora a ânsia dos usuários em colaborar e enriquecer a experiência dos outros é a força”, destaca.

A agência Pólvora! de Edney Souza desenvolveu uma Matriz de Maturidade em Mídias Sociais, que começa pelo desenvolvimento de uma visão de conteúdo e de uma perspectiva estratégica dentro de uma cultura colaborativa para se chegar no relacionamento ideal que retroalimenta o sistema. Parte-se para a definição de uma estratégia de diálogo nos canais sociais onde o público pretendido está, seja pela participação ou pela instauração de espaços próprios. Como os empresários potencialmente contratantes não dominam a terminologia, os processos, os apelos e as métricas do meio, Souza organiza um workshop de nivelamento de conhecimentos e expectativas, para que o fluxo de estratégias e táticas seja reproduzido e implementado em conjunto com o cliente. A ação envolve monitoramento das conversações em andamento para encontrar insights e possibilidades de interface com os interesses vigentes, fazendo uma amarração com a proposição de negócio e referência da empresa. “Afinal, o conteúdo atraente engaja pessoas”, finaliza.

PASSOS - Redes sociais são um território que transita com conteúdo profissional e conteúdo colaborativo convivendo com os internautas, aponta Paulo Queiroz, vice-presidente da DM9DDB. Pra dimensionar a audiência, ele compara: o Orkut tem 23,6 milhões de usuários únicos domiciliares no Brasil, e portanto mais público do que a circulação da Revista Veja. Segundo o Target Group Index/TGI Ibope, 53% dos internautas brasileiros participam de redes sociais, 40% deles mantêm suas próprias páginas, 34,5% do seu tempo online é gasto com redes sociais e 18% acessam blogs (embora somente 7% têm o próprio). Neste ambiente, uma marca pode atuar pelo monitoramento ativo, pelo relacionamento com influenciadores e pela criação de conteúdo (informação, serviços e entretenimento). “Queremos sair do on-off e ser convergentes”, adianta ele sobre o planejamento estratégico da agência para 2009.

O monitoramento se faz por ferramentas de acompanhamento de opiniões (o que falam da marca, produto, serviço, concorrência e assunto; onde estão e quem são os formadores de opinião e que respostas estas pessoas esperariam da marca). A interação em redes sociais, alerta Queiroz, depende de transparência, prontidão na resposta, interface clara identificada, mostrando a intenção da empresa em responder. O relacionamento com influenciadores, por sua vez, é realizado pelo mapeamento de blogueiros, flickeristas, twitteiros, youtubeiros, famosos da rede e orkuteiros, entre outros, no sentido de quem gera, consome e endossa conteúdos. Na parte da criação de conteúdo, ele aposta nos indexadores, na agregação de assuntos e nos podcasts, além da oferta de widgets variados com serviços de valor agregado, afora os jogos e desafios. “Mas, acima de tudo, é preciso neste mundo fazer tentativa e erro para trazer relevância para as pessoas”, declara.


CASES – Para a Mapfre Seguros, que tem 2.500 funcionários e mais de 15 milhões de clientes, os programas de comunicação devem influenciar e inspirar mudanças de comportamento. Sylvia Ferrari, assessora de comunicação da empresa, acredita que mídia social seja uma possibilidade de transmitir visão e valores, empregando o senso de viralização a partir da atratividade de conteúdo. Ela criou a Rede Ecoblogs, um espaço agregador de conteúdos correntes na rede sobre o tema, a partir de blogs pré-selecionados por relevância, popularidade e influência, que virou um centro de conversação de uma comunidade bem engajada. O lançamento de uma sacola ecológica personalizada deu partida a um espaço no Flickr para onde as pessoas enviavam suas fotos usando o acessório, o que conquistou inclusive jornalistas especializados com suas poses. A relações públicas aposta que o grande caminho nas redes sociais é tornar-se referência sobre temas, e não ter medo de experimentar e participar. A empresa vai usar agora o conceito 2.0 para motivar e informar a força de vendas, adianta ela.

Cristina Andrade e Silva, gerente de Marketing e Relacionamento da General Motors do Brasil, falou de várias ações digitais da empresa, como o projeto Carona Chevrolet, rede social focada no transporte solidário que já tem 260 comunidades criadas com 2500 pessoas interagindo; o lançamento totalmente digital do Prisma Jump, incluindo um blog; cobertura 2.0 do Salão do Automóvel através do Flickr, Twitter e blog; além de webconferências e uma ação promocional com envio de fotos e relatos de histórias de vida conectadas a um automóvel. Uma rede de webcast integra as 550 concessionárias em todo o país com vídeos, chat e espaço para slides para apresentação e discussão de temas administrativos e comerciais relevantes.

Para a interação ser boa, o gerente de CRM e canais dirigidos da SulAmérica Seguros e Previdência Allan Fonseca indica atrair atenção, criar vínculo, entreter e ganhar adesão e buscar a viralização. Eles trabalham agora num grande portal agregador com hotsites de serviços, simulador de aposentadoria, widget com agenda de manutenção do automóvel, painel de fotos “Você aos 60” com envio de imagem pelo usuário para manipulação e simulação de envelhecimento. A empresa participa do FaceBook, Orkut, Twitter e Flickr permanentemente, e pretende lançar um game em breve. “A idéia é oferecer serviços de aderência que o público viraliza automaticamente”, acredita.

Premissas nas Redes Sociais *

1) Esteja verdadeiramente aberto ao diálogo
2) Erre rápido e barato. Invista onde dá certo
3) Teste, lance, meça, ajuste e relance
4) A internet existe para ser usada, não assistida
5) Agilize e use as ferramentas disponíveis
6) Seja acessível: menos home-page e mais landing-page e conteúdo distribuído

* por Pedro Reiss, diretor de Planejamento da Fbiz
/ Web Expo Forum 2009



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (www.mundorp.com.br)

Cerveja busca nova publicidade

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Empresas admitem que fórmula atual está se esgotando e público não diferencia marcas

Se no Brasil foi a indústria de eletrodomésticos que criou um bordão publicitário capaz de se perpetuar no repertório nacional, com o "não é assim uma Brastemp", nos EUA foi a indústria cervejeira que conseguiu esse feito. Por lá, a expressão "wassup" (algo como "o que há de novo?") consagrou a propaganda da marca Budweiser e acabou sendo usada, como paródia, até mesmo na campanha de Barack Obama à presidência.

Embora o mercado cervejeiro nacional seja robusto o suficiente para gerar ícones de comunicação, os próprios fabricantes assumem que há uma certa padronização nos anúncios. As companhias têm até pesquisas mostrando isso, mas preferem não falar sobre elas.

"A fórmula básica do anúncio de cerveja oscila entre um clima de malandragem e uma bela bunda", ironiza Adilson Xavier, presidente da agência de publicidade Giovanni+DraftFCB.

Essa tendência gerou uma receita básica que acaba por confundir o público, como apontam as pesquisas feitas para avaliar a eficiência dos comerciais - o consumidor identifica que é cerveja pelas condições gerais, mas não difere mais uma marca da outra. Esse resultado, na opinião de Xavier, vem da própria ditadura dos indicadores surgidos nas pesquisas de avaliação dos comerciais.

O publicitário explica que esses indicadores mostram que o universo dos cervejeiros é formado por homens que se juntam para falar de mulher. "Isso levou a padrões de comportamento que acabam por dar um toque de mesmice aos anúncios", diz. "No exterior, as campanhas de cerveja recorrem ao humor de maneira inteligente."

Há, porém, elementos que justificam a diferença de comportamento dos mercados nacional e estrangeiro. Um deles é o fato de que, no exterior, há uma ampla variedade de tipos de cerveja e preços. Aqui, a expansão do mercado é recente no setor, que sempre foi dominado pela cerveja do tipo pilsen.

As propagandas das marcas premium, que vêm ampliando seu mercado nos últimos cinco anos, ocupam principalmente as páginas de revistas e jornais. "São veículos que atingem uma audiência mais qualificada", justifica Marcel Sacco, diretor de marketing do Grupo Schincariol, dono da popular NovaSchin, mas também das premium Devassa, Eisenbahn e Baden Baden.

A acirrada competição pelo bebedor padrão de cerveja igualou a comunicação e a líder AmBev - dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica -, está incomodada com o nivelamento, admitem seus executivos nos bastidores. "Não é mais estratégia essencial concentrar a comunicação dos produtos em comerciais na TV aberta", diz a diretora de inteligência de mercado da AmBev, Paula Lindenberg. "Cada vez mais buscamos aplicar recursos em pontos de conexão com o consumidor."

Ricardo Morici, diretor de marketing da Femsa, dona das marcas Kaiser, Sol e Xingu, diz que, se a propaganda estava muito parecida aos olhos dos consumidores, já há um claro movimento para mudá-la. "A eficiência da comunicação está em causar impacto e todos estamos atrás disso", diz.

Os executivos das cervejarias defendem que suas campanhas em cartaz ainda funcionam - é sempre a do concorrente que não vai muito bem. Mas nenhum abre os resultado das avaliações de percepção da eficiência publicitária. Luiz Pegorin, responsável por pesquisas desse tipo no instituto Ipsos, explica que o comercial funciona quando indica capacidade de se sobressair em meio aos outros e de ser lembrado pelo público.


Fonte.

Os blogs também têm suas grandes estrelas

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30 de Março de 2009 - O inglês Tim Berners-Lee, conhecido como o "Pai da Web" por ter, em 1989, inventado a world wide web - o "www" dos endereços da rede -, também é o pioneiro dos blogs. Segundo o estudo a "Blogosfera na América Latina", da The Jeffrey Group, ele publicou o primeiro weblog da rede em 1992, quando trabalhava no Laboratório Europeu de Partículas Físicas (CERN). Na ocasião, ninguém sabia - nem mesmo ele - como chamar a engenhoca que facilitaria a qualquer cidadão colocar na rede o que lhe desse na telha. Foi só em 1997 que John Berger cunhou o termo "weblog", abreviado dois anos mais tarde para "blog" por Peter Merholz. Naquela época, o mundo tinha apenas 23 blogs.

Aproximadamente uma década depois de o blog receber nome e sobrenome, sabe quantos representantes da espécie existem no planeta? Mais de 112,8 milhões, com uma média de 175 mil blogs criados por dia, conforme dados do Technoratti, portal especializado no tema, com dados de junho de 2008. A empresa indica que naquele período cerca de 1,6 milhão de posts - textos veiculados nos blogs - são publicados diariamente, a uma taxa impressionante de 18 por segundo! Na América Latina, havia em 2007 por volta de 9,1 milhões de blogueiros. Em dezembro do ano passado, 11,6 milhões de brasileiros acessaram blogs, ante os 9,5 milhões de dezembro de 2007, conforme dados do Ibope Nielsen Online.

A sopa de números quer dizer o seguinte: os blogs vieram para ficar. Mas isso parece não significar muita coisa para alguns, que insistem em relembrar- e com um pouco, mas apenas um pouco, de razão - a imensa oferta de bobagens presente na blogosfera. Um olhar mais aprofundado sobre esse universo, no entanto, mostrará que há blogs capazes de influenciar o voto dos eleitores, a opinião sobre empresas e apontar tendências de consumo e comportamento. E, no cibespaço, a blogosfera ostenta suas estrelas. São blogueiros que conquistaram a confiança de milhares - às vezes milhões - de leitores mundo afora.

O livro "Blogging Heroes", de Michael Banks, lançado no Brasil pela Digerati Books, nos traz a história de 30 blogueiros internacionais tidos como influentes e inovadores. Por meio de perfis e entrevistas, a obra mostra como eles se tornaram celebridades da rede e qual o segredo para fisgar os leitores na barafunda da web. Uma boa parte dos blogueiros é composta por especialistas de diferentes áreas profissionais.

Um dos campeões da rede é Dave Taylor, que nos anos 1980 trabalhou na HP e hoje é consultor de negócios para a web. Com mais de 20 obras publicadas, mantém três blogs, todos técnicos e ligados a negócios. Um deles, o AskDaveTaylor (http://www.askdavetaylor.com/), recebe mais de 1 milhão de visitantes por mês. "Um blog pode ajudar você a estabelecer uma voz e uma identidade em sua área de mercado e dar uma excelente saída em relação a aprender mais sobre o que torna seus clientes confiantes", diz.

O AuctionBytes (http://www.auctionbytes.com/), comandado por Ina Steiner, não fica atrás. Usado como referência por veículos como o The New York Times e o The Wall Street Journal, o blog é o espaço para comerciantes on-line buscarem informações sobre produtos e suporte para empreendimentos digitais. "Essa é uma ótima maneira de oferecer serviço aos seus clientes, fornecendo conteúdo de interesse deles", defende.

O blog mais popular do mundo, como um dia o chamou o Technoratti, também está lá. Pilotado por Mark Frauenfelder, ex-editor da revista Wired, o BoingBoing (http://www.boingboing.net/), discorre sobre temas que vão de curiosidades a "tecnologias emergentes". A correção de erros quase em tempo real é destacada por Frauenfelder. " (Isso aconteceu) quando postei que havia algo relacionado à Fox News (emissora) e as pessoas me mostraram que era com a NBC. Então, apenas entrei no Ecto e fiz aquela alteração, incluindo uma nota (que dizia): não, não era a Fox, era a NBC."

A essa altura, você, leitor, deve se perguntar: "E o Brasil? Tem estrelas na blogosfera?" É claro que tem. Mas isso é papo para outro artigo.

kicker: Mais populares do mundo podem superar 1 milhão de visitas por mês.

Fonte.

CLAYTON MELO* - Editor de Comunicação

E-mail: cmelo@gazetamercantil.com.br)

Mais um vídeo da série Você Sabia??

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Esta série é realmente muito interessante…vale a pena acompanhar!!

 

Apresentações de Steve Jobs.

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Aí vai um rápido estudo sobre a forma de apresentação de Steve Jobs……que todos já devem ter visto, ou pelo menos ouvido falar muito bem!!

 

Gestão de crises está em novo paradigma

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Uma crise pode afetar ou destruir a reputação, a imagem, o clima organizacional, a confiança de clientes e a credibilidade de uma empresa ou instituição por vários anos. Pode também afetar resultados econômicos e financeiros, assim como trazer prejuízos profissionais. Um planejamento empresarial que inclua o Gerenciamento e a Comunicação de Crises nas empresas é hoje uma exigência da economia globalizada e apresentam demanda crescente na Europa e USA. Sua importância estratégica, na opinião do jornalista Waltemir de Melo, pode ser atribuída à valorização que a opinião pública tem dado às questões comportamentais, à ética empresarial, ao respeito aos valores sociais e à possibilidade da quantificação econômico/financeira das crises mal administradas. Ele ministrou aula na disciplina Seminários Especiais no dia 11 de março de 2009, dentro da grade do Curso de Especialização em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas/GestCorp da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

O conceito de crise no passado cercava a idéia dos grandes acidentes, mas nos últimos 10 anos este paradigma foi alterado. Agora, de acordo com o especialista, abrange vários outros impactos, inclusive de pequena escala, mas que interferem na gestão da reputação. O avanço tecnológico é um dos grandes impulsionadores, porque pela internet há a possibilidade de rápida repercussão pública dos fatos por qualquer pessoa. Desse modo, a vulnerabilidade para pessoas e organizações é muito maior. O novo conceito de crise reconhece que toda ação interna ou externa pode impactar direta ou indiretamente na harmonia e nos interesses de uma organização com públicos preferenciais. A crise de imagem, por sua vez, se constitui num conjunto de eventos que podem atingir o patrimônio mais importante de qualquer entidade ou personalidade: a credibilidade, a confiabilidade e a reputação. “O trabalho é criar um cordão de isolamento e proteger este tripé”, resume Melo, e isto feito a toda constelação de públicos, cuja opinião precisa ser pesquisada e monitorada.

O ambiente de negócios é a base do trabalho de relacionamento, percebendo contextos comportamentais, cenários concorrenciais, articulações e pressões sociais, ambientação política e regulatória. Tudo aliado ao clima interno de engajamento. Entre os aspectos que conduzem a uma crise, ele cita os passivos ou acidentes ambientais; fusões, aquisições e fechamento de fábricas; instalações obsoletas e precárias; produtos com problemas ou uso de insumos polêmicos; investimentos inadequados; sabotagens em instalações e produtos; acidentes de trabalho; fraudes administrativas e fiscais. De toda maneira, não são raros os boatos deflagrados por ações predatórias da concorrência. E, independente da fonte, os efeitos negativos geram perda de acionistas ou de funcionários estratégicos, queda de produtividade, descrédito junto a clientes e mobilização sindical. O jornalista assinala que vai sempre haver deterioração de imagem, afora questões econômicas por eventual interrupção temporária de negócios. Em geral, exige disponibilidade de recursos humanos, materiais e financeiros para situações imprevistas.

Nas crises, sugere-se que haja uma disseminação de valores da organização, aprimorando relacionamento com públicos prioritários para também aumentar a sinergia interna entre áreas e pessoas. A idéia é tirar algum proveito da crise, nem que seja a consciência sobre a necessidade de prevenção, antecipação e treinamento. A visão estratégica permite um posicionamento diante dos momentos de crise, porque instrumentos como a definição de missão, visão e valores viabilizam uma linha de conduta já preparada para decisões que sejam mesmo urgentes e não estejam em desacordo com os princípios éticos. Nesta perspectiva, ele identifica três maneiras de atuar na crise: fingir que nada existe ou nada sabe; saber dos problemas e preparar-se para agir; e preparar-se de forma adequada e antecipada, adiantando problemas potenciais internos e externos.
POSTURAS – Durante uma crise, Waltemir comenta que é possível ver várias posturas no meio empresarial, como de vítima, pró-ativa, socialmente responsável, displiscente, intransigente, negligente ou mediadora, e cada uma ocasiona um tipo de percepção dos públicos. Às vezes, as empresas assumem uma atitude de silêncio, pretendendo que o tema caia no esquecimento ou seja por isto minimizado. É comum também a atitude de negação de responsabilidade para colocar dúvidas na opinião pública e partir para um processo de transferência de culpa. Não raro há atitudes de contra-ataque, levantando suspeitas sobre a credibilidade dos denunciantes. Ele acredita que a atitude de confissão é um bom caminho, porque é uma tentativa de finalizar a polêmica e partir para a solução. Tem ainda a atitude legalista, sugerida pelos advogados, e a atitude de discrição controlada. “Nenhuma das opções pode ser vista como errada, mas a verdade e a transparência nunca deveriam ser abandonadas”, opina.

O palestrante acredita que comunicadores e advogados são os únicos sujeitos indicados para cuidar de crises nas organizações, mas reconhece haver grandes dilemas entre as duas áreas pelo diferente entendimento da situação e dos possíveis desmembramentos. De toda forma, a política de administração de crises deve ser um dos elementos estratégicos pensando na continuidade do negócio. Por isso, resumir o gerenciamento a questões de imagem é equivocado, porque ainda há problemas com processos, gestão de negócio ou recursos humanos, que na maioria dos casos são a verdadeira fonte de crises. Sugere então elaborar um Programa Preventivo para Administração de Crises, onde a elaboração de um manual é ferramenta básica. O manual deve conter antecedentes de crises, definições, princípios gerais e conceitos operacionais, comitê com cargos, atribuições e cronogramas, procedimentos de notificação da crise, plano de implantação por tipo de crise, contato pessoal dos dirigentes, nomes de jornalistas especializados para cada crise, inventário dos meios de comunicação interna, modelos de textos e comunicados (primeira e segunda versões para cada procedimento de resposta), perguntas e respostas para temas mais críticos, recomendações gerais. É recomendável que cópias do manual estejam disponíveis em vários locais, e que versões de seu conteúdo sejam adequadas para públicos preferenciais internos e externos.

Entre as etapas do trabalho preventivo, não pode ser esquecida a análise de risco, um mapeamento das vulnerabilidades e crises potenciais em todos os níveis. Parte-se então para a análise de impacto nos negócios com determinação das prioridades para a recuperação. Uma vez definidas as gravidades, vêm as prioridades de ataque e simulação com um Plano de Ação, que é checado em cada área interna antes da fase de treinamento dos procedimentos das equipes e checagem com exercícios e testes. O consultor ainda explica a pertinência de um ciclo PDCA (Plan – Do – Check – Action) de Controles e Processos. De maneira geral, ele entende que as crises são previsíveis e se desenvolvem de forma semelhante, o que contribui para a intenção de normatização dos passos. É preciso compreender que a percepção da opinião pública sobre como uma empresa gerencia um problema conta praticamente mais que os próprios fatos. “Erros e arrogância obscurecem ações propositivas, e inviabilizam as mensagens positivas posteriores”, conclui.

EXPERIÊNCIA - Waltemir é graduado em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Possui especialização em Business Continuity Plan (managing, developing and testing) e Business Communication Tecnologies pelo DRI International da IBM em Chicago/EUA. É Certificado pela International Air Transport Association/IATA em Airline Emergency Planning & Response Mangement. Possui formação nas áreas da ISO 14.000, ISO 9002, ISO 18.000 e ISO 17.799. É consultor, professor e sócio da CWM Comunicação, empresa especializada em programas preventivos de administração de crises, de comunicação de riscos e construção de imagens corporativas. Em mais de 20 anos de experiência na área de comunicação empresarial, atendeu clientes como Andrade Gutierrez, Arafértil Fertilizantes e Produtos Químicos, Bancos Bandeirantes e BMG, Chrysler Corporation/Marca Jeep, CETESB - Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, Close - Up of Japan/Grupo Mitsui, Éffem Produtos Alimentícios/Grupo Mars, Kimberly Clark Brasil, McDonald's, Philips do Brasil e Telefônica, entre outros.

A palestra apresentou vários exemplos de impasses vividos por organizações mundiais, como no caso da Parmalat, Opportunity, Tylenol, Microvlar, balas Van Mele e até sobre o transporte de familiares do Presidente Lula por avião oficial. A organização dos Seminários é do GestCorp, coordenado pela professora Margarida Kunsch. Uma das publicações do curso é a Revista Organicom (http://www.revistaorganicom.org.br/), que na edição número seis trouxe um dossiê sobre “Comunicação de risco e crise – prevenção e gerenciamento”, com artigo do próprio Waltemir de Melo e textos de outros profissionais e pesquisadores como Jorge Duarte, Roberto Coda, Eduardo Prestes e Mateus Furlanetto. Para mais informações, acesse www.eca.usp.br/gestcorp ou entre em contato pelo email gestcorp@eca.usp.br ou pelo fone 11-3091-4224.



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Twitter, quem tem??

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Pessoal,

Confesso que não conheço o twitter, nunca fiz meu cadastro, até mesmo por não ter encontrado nada que me chame a atenção nesta midia social. Tenho Orkut, tenho plaxo, tenho diversas outras midias, mas não atualizo efetivamente quase nenhuma.

Navegando hoje, encontrei um vídeo interessante de críticas ao Twitter, no mínimo a risada eu garanto….











O desafio é gerenciar incertezas

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O encerramento do 9. Mix de Comunicação Interna e Integrada, realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, foi com o filósofo e colunista do caderno Ilustrada da Folha de S.Paulo, Luiz Felipe Pondé. Ele tratou dos desafios dos comunicadores para manter a motivação das equipes num mundo com muitas incertezas. O evento, integrado por 12 painéis, aconteceu no dia 12 de março de 2009 no Novotel Jaraguá em São Paulo/SP.

A filosofia é um repertório sofisticado de pensamento, criando um distanciamento e um estranhamento de mundo, diferente da visão tradicional que tende a achar tudo normal e a reproduzir o paradigma vigente. Talvez por isto, Pondé diz perceber um certo espanto em discutir nos meios convencionais a infelicidade ou a impossibilidade da auto-estima. Pondera, entretanto, que “as pessoas, na maior parte das vezes, estão abertas a ouvir aquilo que não as deixa felizes. Eu achava que não era assim num mundo dominado pela auto-ajuda”. Para ele, “a vida é um filme que no final é infeliz. Por isto, o ser humano tem em sua base uma inviabilidade”, o que naturalmente causa angústias, processos de negação ou alienação. Quem se mantém, tem a habilidade de conviver com a inviabilidade e viver bem. Os trabalhos foram moderados por Luiz Fernando Brandão, gerente de Comunicação Corporativa da Aracruz, que acredita que a incerteza sempre houve, o que teria mudado seria a certeza de poder controlá-la.

Nas relações sociais, segundo o pensador, precisamos enfrentar sistemas de significados poderosos, como religião, moral e política, como formatos para nos levar a um mundo melhor ou com sentido do porquê existir. As crenças religiosas passam por uma crítica contundente, com a confiança em divindades posta como um certo retardamento. Depois vem o “princípio da realidade”, em que se constata que a mãe não ama exclusivamente e que o pai não é capaz de fazer tudo que se deseja, retirando o indivíduo de um locus de conforto e aceitação. Isto traria, para o filósofo, uma desvalorização do amadurecimento, uma aversão ao envelhecimento e um permanente culto ao novo. O culto ao novo está na origem da modernidade, na lógica do capital e do avanço da tecnologia, com a definição de que o velho não presta, porque só interessa a promessa do futuro. “Uma cultura que cultua o novo exclui a própria experiência humana profunda, reforçando a baixa auto-estima”, pondera.

Por tudo isto, a experiência moral, de conduta ética, de orientação não tem eco na atualidade, porque impera agora o caos. Outro fator complicador das incertezas, tratado pelo palestrante, é o sistema político, do qual se esperaria uma ordenação, uma esperança, o que não tem acontecido e gera frustrações. Ele assinala que o conhecimento técnico-científico não nos faz agentes morais mais corretos, porque está centrado demais na idéia da eficácia, da organização. A proposta da utopia de marchar em direção ao progresso não cabe mais, porque o mundo é muito ambivalente. O comunicador instrumental seria alguém “desencantado”, indo de cético a cínico porque só manuseia objetos sem alma, como os médicos que se impessoalizam por presenciarem demais a morte.

A busca da construção da liberdade individual gera insegurança, porque as relações tendem ao efêmero e isto contradiz o projeto de felicidade permanente e traz angústia. Ele conclui dizendo que, quando se toma consciência da dificuldade de ter fé, de seguir padrões estáveis de certo e errado, de que a ciência não garante estabilidade, o grau de insegurança é alto, ainda mais na velocidade em que se é obrigado a movimentar. E complementa: “não há dúvida de que temos uma capacidade de destruir o mundo, porque a inteligência nos deixa maus. Mas a espécie humana é uma sobrevivente”. A idéia é tentar separar a esperança da idealização. A esperança é um fato, e os profissionais que fazem a comunicação circular tem a responsabilidade de mediar. Pondé reconhece que a manipulação sempre existe, e lidar com a realidade um pouco menos idealizada ajuda a ter mais consciência sobre o que cada um aceita fazer. Dizendo que “resolver o problema da humanidade inteira é um pouco hipócrita, se fizermos as coisas do nosso tamanho, aí sim”, ele arremata deixando a dúvida sobre os comunicadores - “ou serão heróis ou vilões”.

Entre os demais painéis do Mix, que reuniram mais de 80 profissionais, constaram cases de comunicação de marca do Hospital Samaritano e da Iveco, projeto de comunicação interna radiofônica da Concessionária Viapar, comunicação com o público feminino e com a diversidade por representantes da Avon, TetraPak e Vale, além da professora Ana Zampieri, e ainda trabalhos de comunicação digital da HP, IBM e Santander. Mais informações pelo 11-3662-3990 ou no bruno@aberje.com.br .


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Conversação é a ordem na comunicação digital

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Experiências em comunicação digital apresentada em painel do 9. Mix de Comunicação Interna e Integrada, realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial no dia 12 de março de 2009 no Novotel Jaraguá em São Paulo/SP, deixaram os participantes com inúmeras idéias na cabeça. Atentos a um novo cidadão emergente das possibilidades interativas das plataformas web 2.0, onde a conversação livre e sem hierarquia ganha o foco, os cases da HP, IBM e Grupo Santander Brasil apresentaram algumas alternativas para manter a atratividade e o engajamento junto aos funcionários.

“Intranet Corporativa Santander”, trabalho vencedor do Prêmio ABERJE Brasil na categoria de Mídia Digital, foi o tema tratado pela executiva Solange Ferrari de Lima, sobre as características e a tomada de decisões para implantação da intranet corporativa do Banco Santander, um processo de padronização e interligação de intranets de todo o Grupo em 40 países e seus 240 mil funcionários. O trabalho envolveu equipes multidisciplinares internacionais para ajustar um portal de entrada centralizador de informações geradas por grupos nacionais. O processo de criação do canal foi de intensa conversação sobre as necessidades cotidianas, em termos de formulários eletrônicos, normas em formato mais amigável, agrupamento de conceitos de produtos, apresentação institucional. O enfoque era o senso de co-responsabilidade e valorização de diferentes protagonistas, mais do que considerá-los apenas “público-alvo”. Foram 14 meses de estruturação, onde foram articulados workshops, distribuídas camisetas aos gestores, veiculados teasers por email e publicados um guia de uso impresso e outro eletrônico para melhor navegação e contribuição de todos. Toda a interface com os fornecedores foi determinada para acontecer sem vocabulário técnico, para clarear as demandas e as alternativas sem erros, inclusive permitindo melhor cobrança de prazos e resultados.

A intranet agora é o ponto central do trabalho de comunicação da instituição, numa história iniciada por um estagiário, considerado internamente o melhor especialista do tema e hoje promovido a gerente da área. Hoje, o espaço tem o jornal diário Idéias Online, a home é modificada diariamente e mais de 350 ferramentas de trabalho estão disponíveis, incluindo o ponto eletrônico, realizado através do login de entrada no computador. A intranet corporativa é acessada pela mesma página em todo o mundo, com opção por quatro idiomas, e depois um conteúdo padrão interno é mostrado para aí chegar numa intranet local customizada por país. Há canais predeterminados para atualizações, incluindo um blog do Presidente. São três milhões de páginas com 10 milhões de acesso por mês no Banco, afora o acréscimo mensal de outras 14 mil páginas por 164 gestores de conteúdo.
Com o título “HP Brasil: engajamento digital”, case finalista do Prêmio ABERJE São Paulo na categoria Mídia Digital, a Gerente de Comunicação Corporativa da HP Brasil, Luciana Panzuto, relatou a utilização de um mix de ferramentas. A HP envolve em todo o mundo mais de 311 mil funcionários e uma ampla rede de parceiros, sendo mais de 140 mil em vendas e outros 70 mil em serviços. No Brasil, em quatro fábricas há mais de oito mil colaboradores, afora três mil parceiros, 25 mil canais de venda e distribuidores e parcerias com mais de 28 instituições universitárias, mostrando o tamanho do desafio de obter engajamento de públicos com interesses tão diversos e pulverizados. A dinâmica da produção e distribuição de informação digital atual é muito alta, na opinião da publicitária, baseada no estudo "The Expanding Digital Universe”, do IDC nos EUA e realizado em 2007, que apontava que no ano anterior, o volume de informação digital criado em todo o mundo foi de 161 exabytes ou 161 bilhões de gigabytes – superior ao produzido em todos os livros já escritos. Entre 2006 e 2010, o volume de informação terá crescido mais de seis vezes, ou 988 exabytes. O desafio dos comunicadores então passa pelo gerenciamento de conhecimento, em que a cultura de compartilhamento é fundamental. Neste sentido, iniciativas internas de network são reconhecidas e recompensadas individualmente ou em grupo com firme apoio da liderança. “Funcionários engajados sabem onde a empresa quer chegar e querem colaborar com esses objetivos”, aposta ela, sendo que para tanto é preciso fornecer instrumentos adequados.
Luciana relata a diversidades de instrumentos empregados: tem o HPpedia, com quatro mil artigos publicados; o HP Fóruns, com melhores práticas e intercâmbios entre mais de 20 mil funcionários cadastrados; o HP Blogs, onde a leitura é uma relação direta entre transparência e autenticidade; o HP Uncut, uma espécie de YouTube interno e o Collate, um tipo de Orkut interno. Eles ainda estão em fase de testes de uma espécie de micro-blog, como o Twitter. Na idéia de não se perder dentre tantas opções, há o WaterCooler, um grande agregador de todos os canais da empresa para facilitar a ciência sobre as novidades e a interação. Para ela, a idéia é tentar ter um maior controle sobre as conversações internas acerca da organização, além da vazão da vontade de expressão da equipe, altamente especializada. Todas as ferramentas têm normas de funcionamento. Nesta visão expandida, o entendimento na empresa é que, quando se contrata um funcionário hoje, está-se se aderindo também à sua rede de contatos.
MULTIDIRECIONAL – Foi-se o tempo do modelo unidirecional da comunicação, em que uma fonte emissora tinha total controle sobre a mensagem passada. Agora, estamos no tempo da multidirecionalidade sem controle. Esta foi a lição da palestra “Comunicacao 360º - A Experiência da IBM Brasil”, feita pelo diretor de Comunicação Mauro Segura. Numa empresa em que há 10 novos funcionários a cada dia, com nomeação de um novo gerente a cada dois dias, num montante total superior a 400 mil pessoas distribuídas em 170 países, dá para imaginar a dificuldade na estruturação das equipes. Mais ainda, no Brasil são 17,4 mil colaboradores, e mais da metade com até 30 anos de idade, e todos com acesso a computador.
Ele vê um comunicador saindo da preocupação com anúncio de produtos, relato de fatos e redação de discursos para um ambiente de rede ampla de influências e relacionamentos complexos, “sendo menos operacional e mais estratégico”. Neste sentido, é um profissional que valoriza relações multifuncionais, normalmente não contempladas no formato convencional de instrumentos. Um ambiente colaborativo sem rigidez hierárquica, várias comunidades informais interagentes e alta circulação de conhecimento são características de um modelo novo. Na comunicação interna da IBM, os pilares são informação e colaboração, numa dosagem de comunicação global e local customizada, onde a liderança tem papel vital. Um comitê de comunicação articula os projetos num sistema wiki, para meios como newsletters, TV, revista impressa, reuniões presenciais, vídeo-conferências nacionais toda semana para decisão de pauta previamente discutida nas plataformas digitais. “Estamos indo para um mundo caótico, em que todos se falam. O alvo dos comunicadores deve ser o estado de espírito da organização”, ilustra.

Segura comenta que sua intranet permite personalização de conteúdo e formato para cada funcionário, que age como um editor em atualização instantânea. No espaço, há muito emprego de recursos audiovisuais, considerados mais atrativos. Números de 2008 apontavam que na empresa existiam 50 mil wikis, 10 mil blogs e inúmeras redes sociais dos funcionários, ainda que um manual prévio de criação e funcionamento de cada canal tenha sido feito. Outro recurso usado são as “jams”, nome dado para fóruns de idéias em que dezenas de milhares de funcionários são agrupados para gerar inovações, sendo que a IBM investiu US$ 100 milhões nas 10 melhores idéias dentre 35 mil sugestões recebidas. A revista impressa, por sua vez, contém matérias no formato de contação de histórias da trajetória de vida e de trabalho dos colegas, sendo entregue na casa do funcionário e dos aposentados – apontado por ele, aliás, como outra comunidade comumente negligenciada pelas empresas.

A moderadora do painel, professora da ECA/USP Elizabeth Saad, aproveitou a ocasião para fazer cobertura online dos principais comentários dos palestrantes através do micro-blog Twitter. Para ela, as empresas precisam enfrentar o risco de encarar o novo, porque o universo digital permite um termômetro do clima organizacional instantâneo, como nunca se teve, bastando fazer monitoramento contínuo. Entre os demais painéis do Mix, constaram cases de comunicação de marca do Hospital Samaritano e da Iveco, projeto de comunicação interna radiofônica da Concessionária Viapar, comunicação em processos de mudança e turbulência e a comunicação com o público feminino e com a diversidade por representantes da Avon, TetraPak e Vale, além da professora Ana Zampieri. Mais informações pelo 11-3662-3990 ou no bruno@aberje.com.br .


10 MELHORES FORMAS DE SER AUTENTICAMENTE DIGITAL *
1. Seja aberto
2. Pergunte
3. Ouça
4. Responda
5. Pense alguns passos à frente
6. Participe ativamente
7. Compartilhe
8. Colabore
9. Conecte-se
10. Seja sempre honesto

* Fonte: Luciana Panzuto, HP do Brasil – 9.Mix Aberje/mar.2009



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)