Archive for Setembro 2009

Acolhimento é palavra de ordem em processos de fusão

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O título não deixava dúvidas: “O papel da Comunicação Interna nos processos de reestruturações organizacionais, fusões e aquisições” era a tentativa de reunir num curso os impactos da reorganização cultural e do clima interno a partir de mudanças estruturais significativas. Este foi o desafio assumido pelo administrador Carlos Parente, que desenvolveu a atividade na ABERJE no dia 17 de setembro de 2009 para uma platéia de comunicadores de cinco estados.

Quando se fala em grandes processos de reestruturações organizacionais, fusões e aquisições, dois grandes pilares do DNA de uma empresa são impactados: a marca e a cultura. Com relação aos stakeholders – os públicos de relacionamento da empresa – mais do que os acionistas, os clientes, os fornecedores, o mercado e a sociedade em geral, a parte mais afetada é o público interno. Por isso, nenhuma marca nasce forte ou se modifica de forma consistente por acaso. Mais do que representar uma organização sólida, transmitir credibilidade e ser reconhecida pelos clientes e o mercado, é preciso que a marca represente os profissionais que contribuem para o crescimento e a consolidação da empresa e de suas estratégias no dia-a-dia. Por isto, Parente acredita que “a gente devia chorar mais a morte da empresa, com sofrimento externalizado. Se não, vêm os líderes negativos”.

O consultor assinala que o mundo está mudando: há tolerância zero para erro e omissões, controles muito mais rígidos, exigência de transparência e ética num processo educacional contínuo. Ele constata uma certa sensação de “narcotização da informação”, com um consumo desenfreado de dados sem haver processamento e uso efetivo deles. Neste sentido, cita a Universidade de Berkeley que apontou a produção mundial de 10 hexabytes de conteúdos em 2007 – o dobro do que foi produzido em toda a história até 2000. Independente da velocidade dos fatos, algumas questões não se alteram. Ele elenca os desejos das pessoas que permanecem, como respeito e confiança, autonomia, interações agradáveis, tratamento justo, orgulho com as próprias realizações e possibilidade de aprender. “O atendimento a essas necessidades auxilia as pessoas a se sentirem completas e a obterem o significado do que fazem”, ressalta. Na comunicação, novas demandas se apresentam como a relevância de conteúdo e a seletividade das pessoas. Então, “comunicar não é mandar mensagem, é fazer-se compreender e preferencialmente levar a uma ação. A Comunicação informa, forma e transforma. Todo profissional de comunicação é educador”, arremata ele.

Comunicação não é mais uma decisão a ser tomada, mas uma necessidade imediata das empresas que desejam crescer, conquistar mercados, manter os índices que já possuem ou simplesmente garantir a própria sobrevivência. A comunicação interna, por sua vez, tem a missão de diagnosticar a necessidade em nível corporativo; definir a mídia, o público e a mensagem; administrar os veículos de comunicação interna; adequar linguagem e forma às novas tecnologias; equilibrar os fluxos de informação; ter capacidade para mobilizar pessoas. Parente ainda acresce: “é fundamental saber reconhecer o potencial interno e que não temos mais divisão entre públicos interno e externo, e sim público estratégico”. Para o executivo, a comunicação é sempre uma relação entre conhecimento e tempo para que os integrantes absorvam, entendam, aceitem e ajam. Assim, são maiores as chances para postura interativa, transparência, participação, foco, clima favorável, facilidade para adequações a mudanças, sinergia, confiança, comprometimento e mobilização. E ele cita os fatores críticos de sucesso: “todo e qualquer processo de comunicar dentro da organização deve respeitar algumas condições básicas, como aderência, segmentação, logística, dinamismo e interatividade, partindo dos gestores”.

MUDANÇA – A gestão da mudança considera estas características, dentro da concepção de que é um processo e não um evento pontual. O embate é fazer com que as pessoas saiam do presente com o fornecimento de informações que convença para a alteração. A resistência é uma reação natural e inevitável para a quebra de expectativas e pode ser antecipada e gerenciada, ainda que as rupturas e mudanças gerem sempre mais do que se consiga prever. E a resistência pode se dissipar desde que se conclua que a mudança é positiva. “Mas as pessoas nunca estão dispostas a se esforçar por algo que elas não sabem claramente o que é, nem o que vão ganhar com isto”, pondera. Parente então discutiu o conceito de resiliência, como habilidade de absorver altos níveis de mudança e dispor de uma mínima disfunção comportamental. As pessoas resilientes recuperam seu equilíbrio mais rapidamente, mantêm um maior nível de produtividade e ficam emocional e fisicamente saudáveis, sendo positivas, focadas, flexíveis, organizadas e proativas. Outro ponto a ser considerado são as diferenças culturais e os mecanismos de defesa decorrentes. A cultura organizacional, compara ele, é como uma cebola com o núcleo composto por valores e camadas intermediárias com ritos, processos e símbolos. A integração entre as partes demanda foco estratégico e leva em conta o impacto no negócio e as perdas necessárias.

O líder tem um papel vital para criar a visão, acreditar nas pessoas, estimular competências e localizar os obstáculos, fazendo com que a equipe se responsabilize por eles. O estímulo à visão ajuda a abandonar seletivamente o passado ao estabelecer novos fundamentos competitivos, criando um sentido de urgência e espírito de equipe. Linhas de comunicação, objetivos e processos claramente definidos, para identificar os responsáveis e desenvolver uma linguagem comum são fatores-chave deste tipo de processo. “É preciso estabelecer canais consistentes e éticos que retroalimentem a comunicação e avaliam o clima, alavancando a confiança e a credibilidade nas relações”, pontua, acrescentando que “a comunicação interna tem ligação com isto porque tudo comunica e o comunicador é o gestor do significado”. Para Parente, o segredo está em saber ouvir, dialogar, compartilhar, fazer com convicção e organizar a memória do futuro. Citando a executiva Maria Madalena Coelho, afirma que só um colaborador informado e motivado poderá responder às críticas, explicar as dificuldades, veicular os sucessos e realçar os méritos, atuando como embaixador positivo e digno de confiança. Estiveram presentes profissionais do Grupo Pão de Açúcar, Light, Banco Ibi, Cel-Lep, Wyeth Farmacêutica, Unimed Volta Redonda, Anglo Ferrous Brazil, Kimberly-Clark, Universidade Anhanguera, Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista e FIERGS.

AGENDA - Sete cursos estão programados na agenda da ABERJE entre os dias 3 e 30 de outubro de 2009 em três capitais. Entre as opções, sempre entre 9h e 18h, ministradas por profissionais e pesquisadores reconhecidos no mercado, estão assessoria de imprensa na área pública, relatórios de sustentabilidade modelo GRI, engajamento de stakeholders, planejamento de comunicação corporativa, desempenho pela gestão da comunicação, endomarketing e blogs corporativos. As inscrições acontecem exclusivamente pela internet, com preenchimento de ficha. Detalhes do conteúdo programático podem ser conferidos no http://www.aberje.com.br/ e mais dados podem ser obtidos através do e-mail cursos@aberje.com.br ou ainda no telefone 11-3662-3990, com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Conarec 2009

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Irreverência e descontração encerram o Conarec 2009
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Comunicações unificadas
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Colaborativo e transparente

Propagandísticas

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Vale a pena ler!!




Tomo a liberdade de comentar dois anúncios publicitários que estão sendo veiculados na televisão.

Antes, conviria esclarecer que, na opinião deste que escreve, publicidade é uma das coisas mais detestáveis que existem na face da terra.

1. A justificativa formal para a existência da publicidade é econômica. Vai mais ou menos assim:

Uma condição necessária para que os mercados (ou seja, os ambientes em que se dão as relações entre consumidores e fornecedores de produtos e serviços) funcionem é que os consumidores conheçam as diferentes opções que lhes são oferecidas pelos fornecedores.

Num ambiente em que a informação a respeito de bens e serviços não flua bem, a competição entre fornecedores é atenuada e a eficiência econômica resulta reduzida. Ou seja, não apenas os preços praticados são mais elevados do que poderiam ser como a redução da competição entre fornecedores não os estimula a reduzir custos via barateamento de processos produtivos, busca de melhores materiais, desenvolvimento de mecanismos auxiliares (como logística) mais eficazes, criação de novos produtos etc.

Portanto, a justificativa para a publicidade é informar os consumidores a respeito das características de bens e serviços disponíveis no mercado, de forma a permitir-lhes tomar decisões de compra racionais.

2. Esse é o pretexto formal, que os publicitários sempre mencionam (na forma de discursos sobre a “liberdade de informação”) quando enxergam alguma ameaça no horizonte (como, por exemplo, serem proibidos de emporcalhar a cidade com cartazes propagandísticos).

Qualquer pessoa que já tenha ligado um aparelho de televisão, ouvido o rádio, folheado uma revista ou jornal sabe perfeitamente bem que a última atitude que os publicitários e as empresas anunciantes desejam é que o consumidor tome decisões racionais. A publicidade é completamente voltada para apelos de natureza subjetiva (”emocional”, como costumam equivocadamente dizer os publicitários).

Assim, não há racionalidade que consiga explicar que alguém (por exemplo) decida adquirir um desses caminhões pretos com tração nas quatro rodas, motor diesel e ilegais vidros escurecidos (proibidos pelo Código Nacional de Trânsito mas nunca multados — DETRAN, cadê você?) para trafegar numa cidade. Os anúncios desses veículos puxam pela vida rural, exibem estradas centro-africanas e trilhas inexpugnáveis, como se o público consumidor desses troços conseguisse distinguir uma vaca de uma cabra.

Os publicitários devem ter total horror aos sítios de Internet que oferecem produtos de marcas diferentes com suas respectivas características e preços. Não há, ali, lugar para um excesso de embromação (embora também exista, é claro), de forma que esse não é um mercado para publicitários.

Especialistas do embuste, os publicitários precisam de veículos de comunicação do tipo antigo.

A Internet não é (ou ao menos não é na projeção futura) um espaço realmente propício à publicidade.

3. Um dos motivos pelos quais a publicidade-chantili sobrevive é a predominância dos veículos de comunicação estruturados como no século 20 — rádios, televisões, jornais, revistas. O financiamento desses veículos vem da publicidade e a publicidade se alimenta da existência desses veículos.

O século 20 acabou e o século 21 não vai terminar como o anterior. Acredito ser possível prever que a Internet e a consolidação das estruturas multi-canal (Internet-TV, principalmente) acabará por liquidar com a publicidade conforme a conhecemos (e com os jornais).

4. Como não têm qualquer espécie de compromisso com algum vestígio de verdade ou correção, os publicitários são os maiores promotores da esculhambação dos costumes. Por exemplo, o idioma.

Publicitários fazem pesquisas qualitativas com grupos de consumidores. Ao fazê-lo, observam que o consumidor médio brasileiro, por ser semi-analfabeto, tem dificuldade em compreender sentenças que incluam a justaposição de preposições com conjunções (por exemplo). Sua solução é reforçar a ignorância. No anúncio que produzem, em vez de dizer “a viagem com que você sonhou a vida inteira”, o locutor lasca “a viagem que você sonhou etc.”

O público, ao ser exposto a essa gramática tatibitate, aprende que a gramática é essa.

Decerto haverá professores de letras que dirão que isso é a “evolução da língua”. Isso. “evolução da língua rumo aos grunhidos das cavernas.

5. Retornando enfim ao início, o primeiro anúncio que gostaria de comentar é de um desses inacreditáveis sachês que se dependuram dentro da privada. Um sujeito que acabou de urinar chama a mulher: “Querida, precisa trocar o refil”.

Ato contínuo, aparece a mulher do indigitado, vestida num macacão antibiológico etc. etc.

Por se tratar de um anúncio escancaradamente porco-chovinista (por que raios o idiota não troca ele mesmo a porcaria do refil?), imaginei que ONGs de mulheres tivessem se insurgido contra ele (e outros, iguais).

Fui procurar na Internet e encontrei apenas duas (!!!) menções ao anúncio, uma delas descartável e a outra no Barrados no Eden.

Nenhuma reclamação de mulheres.

Betty Friedan, where are you?

6. O segundo anúncio é uma série do Banco do Brasil com locução do ator Antonio Abujamra.

Coisa mais estranha. Tudo é “du Brasiuuuuu”.

Nos anúncios, o Brasiiuuu é pujante, brigador, valente, e tal e qual — tudo propaganda do governo, é claro, além de boa parte ser mentira, pois se algo caracteriza o brasileiro é a subalternidade.

Resta a sensação de que aqueles anúncios poderiam ter sido produzidos pela Herbert Richers em 1947 ou 1972. Num caso, pelo anacronismo da voz. No outro, pelo ufanismo ao estilo general Medici.

7. Milhares de outros anúncios imbecis, ofensivos, ignorantes, de mau gosto e dotados de características deploráveis (são quase todos assim) poderiam ser mencionados, mas vou parando por aqui.
Claudio Weber Abramo
Claudio Weber Abramo é diretor executivo da Transparência Brasil. Bacharel em matemática (USP) e mestre em filosofia da ciência (Unicamp). Antes de juntar-se à Transparência Brasil, sua principal atividade profissional foi na área de comunicação e, nesta, no jornalismo. Organizou o livro A Regra do Jogo, do jornalista Cláudio Abramo, seu pai. Colabora freqüentemente com a imprensa e é autor de artigos em publicações especializadas a respeito do tema da corrupção e seu combate.

Empresa precisa ser relevante nas redes sociais

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SÃO PAULO – Para empresa, não basta apenas estar presente nas redes sociais, é preciso ser relevante, afirmam especialistas.

Para se destacar nas redes sociais, a empresa ter objetivos claros e estar preparada para lidar com a reação do público consumidor. Essa foi a conclusão de Fiamma Zarife, diretora de serviços de valor agregado da Claro. Ela participou nesta segunda-feira (21/09), do painel Experiências exemplares de uso de rede social, no Seminário INFO Twitter, orkut e Flickr, ao lado de Paula Bellizia, diretora de marketing e negócios da Microsoft, Roberto Agune, coordenador de inovação do Governo do Estado de São Paulo e de Tiago Pinto, diretor de marketing da Nike. Débora Fortes, diretora de redação da Revista INFO, conduziu a discussão.

Interação corajosa
Para Fiamma, da Claro, se apropriar das ferramentas da web 2.0 é um ato de coragem: “A gestão da marca sai do cordão de isolamento do departamento de marketing e passa a ser gerida colaborativamente por muitos emissores”. O desafio nesse contexto, segundo ela, é aprender a organizar o conteúdo gerado pelos internautas para que ele possa servir de fomento às tomadas de decisão.

“Antes tínhamos planos de marketing bem estruturados, hoje a tendência é ter uma estratégia de marca muito forte”, diz Paula, da Microsoft Brasil, empresa que lança hoje seu perfil no Twitter . Na visão dela, isso exige que a empresa tenha certeza dos pontos que pretende comunicar. “A internet é a mesma praça com um pacote exponencialmente maior para discutirmos assuntos relevantes”, afirma.

Governo no Twitter
E essa relevância, para Pinto, é conquistada através do conceito que ele chama de “moeda social”. “Pensamos em como o conteúdo que produzimos pode agregar valor ao próprio consumidor como usuário das redes”, diz. Ele exemplifica com uma imagem divulgada pela Nike após o Campeonato Paulista deste ano. Para comemorar a vitória do seu time patrocinado, Corinthians, sobre o Santos, a empresa publicou em seu blog a caricatura de um peixe embrulhado em um jornal com a manchete da vitória do Corinthians. “A relevância diz respeito com o que o consumidor que expressar nas redes sociais”, afirma.

Ainda novato nas redes sociais, o governo de São Paulo está aprendendo a se relacionar de uma maneira mais interativa com os cidadãos, diz Agune. “Se você não está presente, outros farão isso por você”, afirma. O governador de São Paulo José Serra, que já conta com 95 mil seguidores em seu perfil no Twitter, assinou até um decreto que libera o acesso a redes sociais dentro de repartições públicas. “A ideia é criar um espaço para o cidadão comunicar do ponto de vista dele como estão os resultados dos nossos serviços”, diz.

Nesse cenário, contudo, as críticas são inevitáveis e a melhor maneira de lidar com elas é com respeito, de acordo com Fianma. “É preciso tentar reverter isso em benefício”, afirma. Segundo Fianma, a Claro é a empresa que mais responde às mensagens postadas no site Reclame Aqui.

Transparência na web
Recentemente, ao lançar um vídeo viral sobre o novo serviço para web do Office, a Microsoft foi acusada por alguns internautas de admitir defeitos em seus programas. A resposta da empresa a isso, segundo Paula, foi a transparência. Como se vê, “alguns conceitos do marketing convencional continuam valendo”.

“Quem entrar na rede para ter relevância, precisa se colocar para o debate”, afirma Pinto, da Nike. “Se só tivermos elogios significa que não formos profundos o suficiente naquele tópico, que não tocamos nos pontos sensíveis ao usuário.”


Acesse também: Podcasts Twitter, orkut e flickr

Ação em rede transforma a perspectiva comunicacional

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Há um novo perfil de comunicador para uma nova realidade de interação. As redes sociais e o múltiplo protagonismo exigem uma postura estratégica; sem, contudo, perder a ousadia de testar modelos e abordagens. Este foi o temário do 10º Encontro ABRP – Edição Comunicação Digital, realizado no dia 12 de setembro de 2009 no auditório da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado/FECAP em São Paulo/SP. Para debater as tecnologias, os processos e as ações e estratégias de relacionamento das organizações e seus públicos, foram convidados os profissionais e pesquisadores Beth Saad, Marcelo Coutinho, Carolina Terra, André de Abreu e Eduardo Vasques.

Transitamos entre a era industrial e a era da informação, onde a cultura de parcerias se transforma numa grande ação em rede. A contagem de inovações não se dá mais em gerações como antes, mas apenas em anos. Ainda assim, há convivência de diferentes consciências e práticas, que precisam ser integradas sem ser desrespeitadas. A relação com o meio digital se estabelece a partir da natureza do negócio, a cultura da organização, as características dos stakeholders e a própria visão de futuro e a direção dos investimentos dentro da clareza da relevância dos relacionamentos. O ingresso das organizações neste universo interativo pressupõe a contratação de equipes especializadas em tempo integral, numa ação qualitativa que gera necessidade de orçamento, ao contrário dos sistemas e plataformas que estão disponíveis gratuitamente. “É um processo operacional de trabalho para o que não estamos preparados, ainda mais em ambiente digital”, afirma a pesquisadora e professora da Escola de Comunicações e Artes da USP, Beth Saad.

Ela sugere a categorização dos públicos segundo seu uso e envolvimento emocional com a internet (espectador, novato, explorador, conector, profissional). A análise envolve três grandes temas: conteúdo, tecnologia e colaboração. No cardápio de usos do cenário 1.0 da rede constam ferramentas como e-mail, FAQ’s, enquetes, fale conosco, onde estão a maioria das organizações. No ambiente 2.0, entram novas tecnologias e interfaces amigáveis como blogs, microblogs, RSS, wiki, fóruns, processos de recomendação. E o mundo 3.0 está em construção, onde os sistemas de indexação vão ganhar importância. A dica da consultora é experimentar redes sociais para escutar e aprender a participar e compartilhar, preferencialmente com conteúdo de valor agregado que possa ser replicado nas redes de cada interagente. Neste sentido, é ver a comunicação contemporânea como organismo vivo, mutante, flexível e adaptável, podendo assim até antecipar tendências.

SOCIALCAST - Na internet, vê-se um novo padrão de comunicação, saindo do broadcast (um para muitos) e indo para o socialcast (milhares para milhares). Na perspectiva broadcast, a intenção é exposição da marca e os parâmetros de decisão estão embasados em alcance e eficiência. Já no socialcast, a base são fatos – gerados exatamente pelo encontro da comunicação organizacional e pela repercussão das pessoas, com outros tipos de parâmetros de mensuração. Este foi um dos princípios comentados pelo consultor de análise de mercado do IBOPE Inteligência e professor da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Coutinho. No início da rede, a visão predominante das empresas foi no sentido de aplicar o mesmo conceito de canal de difusão de informações para a internet, até surgir alguns espaços baseados eminentemente em interação contínua entre vários agentes, compreendendo que a mídia colaborativa funciona também como expressão e identidade social dos indivíduos. “No funil das decisões, o boca-a-boca é o ponto de diferença”, assinala.

O consultor mostrou vários exemplos, como o case “The Best Job in the World”, desenvolvido pelo estado australiano de Queensland, onde 19 pequenos anúncios em jornal incentivavam a acessar um website que divulgava o litoral australiano e propunha uma vaga de trabalho efetivo para ser o “zelador” de uma ilha. Cada candidato deveria enviar suas propostas por vídeo. O recrutamento inusitado, misturado com a fantasia de estar empregado num cenário paradisíaco, levou a seis milhões de visitantes no portal, sendo que 34 mil pessoas efetivamente criaram mais de 600 horas de vídeos. O retorno em mídia espontânea foi superior a US$ 120 milhões, levando para o mundo inteiro os atrativos turísticos da região através do buzz .

A internet instalou uma mudança significativa no esquema de influência de opinião, saindo da dinâmica de “dois passos” para o modelo de rede, em que a referência ultrapassa hierarquias e etapas e se intercruza de maneira instável. Ele destaca que “saímos do mundo de formadores de opinião para o conceito de correntes de opinião”, em que os princípios da troca de moeda do mercado econômico são alterados para os princípios de troca de atenção do mercado social. O Nielsen Global Online Consumer Survey 2009 indica que as recomendações de outras pessoas estão no topo da influência com 90% das citações, seguidas das opiniões de consumidores postadas online com 70%, websites corporativos com 70% e conteúdo editorial em jornal e revista com 69%. O Trust Barometer da consultoria Edelman aponta em último lugar de confiabilidade os conteúdos corporativos oficiais, sobremaneira a propaganda. “Mercados são conversações”, menciona para enfatizar que a recepção passiva de comunicação acabou, e a comunicação de marca deve ser um ponto-de-partida para o diálogo. Basicamente,o foco agora é aumentar o capital social, ou seja o prestígio entre uma rede de relacionamento, a partir da confiança, da comunicação e da capacidade técnica/expertise como atrativos para conseguir ampla colaboração. Os benefícios podem ser satisfação emocional (altruística ou competitiva), operacional (obtenção de conhecimento prático) ou financeiro (acesso a vantagens econômicas). Coutinho reitera que “é do cruzamento entre a comunicação e o consumidor que fatos são gerados como moeda de interação”.

A pesquisadora, relações públicas e diretora da área de Mídias Sociais da agência Ideal, Carolina Terra, assinala que as ferramentas não podem estar dissociadas do planejamento da comunicação integrada. RP funciona como meio de interação e transparência corporativa. Há uma mudança da tradicional pirâmide de influência para um paradigma mais fluido, colaborativo e digital. Citando Ji Lee, ela fala sobre a mudança no nível de intimidade da comunicação, que a partir das conversas pessoais diretas passou pelos chats, videochats, comunicadores instantâneos, perfis em redes sociais, chegando hoje aos blogs e microblogs, entre outros formatos de intermediação e potencialização, aumentando o escopo dos pontos de contato. A perspectiva é de engajamento e do uso de meios digitais para organizar as competências e as expectativas das pessoas neste propósito de aglutinar discussões e ações decorrentes. Carolina mostrou cases da Vivo, HTC, Google centrados na criação coletiva de conteúdo distribuído em redes sociais e na abertura ao diálogo, no enfoque do “relações públicas como um tradutor da complexidade de cenários com a ideia de envolver pessoas” e assim alterar o paradigma do controle da informação e criar uma cultura de colaboração.

O jornalista e mestrando da ECA/USP, André de Abreu, tomou para si a tarefa de tentar traduzir as mudanças no perfil do comunicador, sempre compartimentalizado em cursos e grades de disciplinas e portanto contraditório com o exercício transdisciplinar do trabalho. Para ele, “a sociedade demanda relacionamento e interação das empresas e agências, e não há profissionais para problemas complexos, porque eles não se resolvem com soluções isoladas”. São várias competências entremeadas como administração para fazer planos de negócios, jornalismo para embasar a produção de conteúdo, marketing para pensar estratégias de posicionamento, sociologia para compreender as influências entre pessoas. Já Eduardo Vasques, redator da agência de relações públicas do Grupo TV1 e coordenador do GT Relações Públicas Digitais da ABRACOM, refletiu que viver em sociedade é possuir vínculos diversos por interesses específicos, independente das redes digitais. Todavia, o avanço da tecnologia trouxe outras conexões ao formato antes exclusivamente presencial, potencializando o alcance dos diálogos e impressões sobre o mundo e sobre as marcas. Os laços são considerados fracos, muitas vezes, por uma falta de profundidade, mas tomam conta de novos hubs informativos. Para além das evidentes mutações comportamentais e inovações técnicas, a necessidade da comunicação não se perde, seja pela manutenção de contatos e afetos ou pela vontade de gerar relações de negócio. “Independente da plataforma, trabalhar em redes sociais é cuidar da reputação”, enfatiza ele. Os pilares da comunicação agora são a comunicação contínua, o conteúdo relevante, a agilidade de resposta e a aderência à linguagem dos canais. Vasques repassou uma série de cases positivos e negativos nas rede sociais para exemplificar seus conceitos.

O programa Encontro ABRP faz dos eventos um espaço de diálogo entre estudantes, profissionais do mercado e acadêmicos, para o debate das melhores práticas, tendências e discussões de assuntos que pautam a realidade e os desafios da dinâmica do campo da Comunicação, sempre aos sábados em uma universidade que mantenha curso de Comunicação Social na capital paulista. Vários temas já foram tratados, como gestão de crises, governança corporativa, mensuração de resultados e comunicação pública e governamental. Informações sobre os próximos encontros, basta recorrer a http://abrpsp.wordpress.com/ ou ainda abrpsp@abrpsp.org.br . A entidade faz a divulgação de resultados e entrega de prêmios da 27ª edição do Prêmio ABRP – Destacando Talentos em Relações Públicas no dia 28 de outubro de 2009, em cerimônia no auditório da UniSant’anna, apontando as melhores monografias, trabalhos de conclusão de curso e projetos experimentais de relações públicas em graduação e pós-graduação do país.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

II Meeting de Endomarketing

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Data: 06/10/2009
Horário: das 14h às 18h
Local: FEDERASUL - 5º andar
Largo Visconde do Cairú, 17 - Porto Alegre/RS

Programação:

14h às 15h30 - Palestra "Programas de resultado em Endomarketing: como definir métricas e avaliar retorno do investimento"

Prof. Flávio Martins - Professor, pesquisador e Coordenador da ESPM-RS; Mestre em Gestão Empresarial pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Pós-Graduado em Marketing pela ESPM, cursos de extensão na área de gestão e vendas na Europa e Estados Unidos. Desenvolve pesquisa pelo Centro de Altos Estudos da ESPM sobre estratégias competitivas. É consultor empresarial, tendo desenvolvido projetos na área de Marketing e Endomarketing para diversas empresas como: Perdigão, Elegê, Hospital Santa Casa, Unimed, SESC, entre outras. Foi ganhador do Top Ser Humano em 2008 com o Case “Juntos Somos Mais pela Saúde do Planeta Unimed”, para a Unimed Porto Alegre.

15h30 às 16h - Coffee break Network

16h às 16h40 - Case Fras-Le - Caxias do Sul/RS (Prêmio Troféu Diamante - PGQP/RS)

16h40 às 17h20 - Case Unimed Missões - (13 melhores para se trabalhar no Brasil e número 1 em comunicação).

17h20 às 18h - Case CaixaRS Agência de Fomento do Estado
VALORES E INSCRIÇÕES

Informações:
GW Marketing e Eventos
Fones: (51) 3388.4944
Fax: (51) 3333.1169
meeting@gweventos.com.br

AMPRO promove Semana de Marketing Promocional em universidades brasileiras

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Nove estados e cerca de 20 universidades receberão as palestras gratuitas da 5ª SAMPRO neste mês de setembro



A AMPRO - Associação de Marketing Promocional promove, de 21 a 25 de setembro, a 5ª SAMPRO - Semana Acadêmica de Marketing Promocional, com palestras gratuitas ministradas por profissionais do mercado. O objetivo é contribuir com a formação dos estudantes universitários de Comunicação social, Publicidade e Propaganda e, ao mesmo tempo, despertar o interesse pelo setor, que está em plena expansão. “É importante que os alunos tenham uma idéia da dimensão de como esse mercado vem crescendo e de como os grandes cases criativos cada vez mais envolvem o marketing promocional”, afirma Guilherme de Almeida Prado, VP da AMPRO e coordenador da SAMPRO.

O ciclo de palestras é realizado anualmente pela AMPRO e acontece em universidades de nove estados onde a entidade atua: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Pernambuco e Bahia. "A SAMPRO é um trabalho importante de disseminação dos conceitos práticos de Marketing Promocional que busca principalmente desenvolver o interesse pela atividade e contribuir para o surgimento de profissionais especializados com um olhar mais atual e correto sobre a atuação, abrangência e importância do nosso setor no mix de comunicação", destaca a presidente da AMPRO, Elza Tsumori.


Programa

Neste ano, cerca de 20 instituições receberão os palestrantes da Semana de Marketing Promocional.

Em São Paulo, o evento começa na universidade Metodista, no dia 21, a partir das 20h, com o tema “"A arte da Guerra no Merchandising", apresentado pelo Sócio Diretor da PP3 Promotion e Vice-Presidente de Comunicação da AMPRO, Paulo Pérsigo.

No dia 22, às 15h30, Flavia Goldenberg – sócia-diretora da Sob Medida e Vice Presidente da AMPRO – e Fernando Mainardi – diretor da Plano1 Comunicação falam sobre “Ativação de marca e sustentabilidade” e “Cases de marketing promocional em Cannes”, respectivamente, na ESPM. No mesmo dia, às 20h, a Escola de Comunicação e Arte da USP recebe Aléxis Pagliarini, VP Executivo do WTC Clube de Negócios e Vice-Presidente da AMPRO, com o tema “Tendências do Cannes Lions Festival”. Logo após Pagliarini, Alessandra Padro de Souza, sócia-diretora da agência Vitamina A, fala aos alunos sobre “O crescimento do Brand Entertainment na comunicação”.

Ainda no dia 22, o diretor de Planejamento da Plano 1 Comunicação, Maurício de Almeida Prado, também fala sobre “Cases de marketing promocional em Cannes” no Mackenzie, a partir das 20h.

No Rio de Janeiro, a SAMPRO está acontecendo pelo terceiro ano consecutivo e começa no dia 22, na Estácio de Sá. Marcos Machado, da Preview, fala sobre “Interatividade & Eventos”, a partir das 19h. Na sequência, Marcelo Diniz, da Conscius, traz o tema “Oportunidades de Trabalho na área de Comunicação”, às 19h do dia 23. E Lucio Macedo, da Promomax, palestra sobre “Eventos Esportivos e Projeto AR”, às 9h40 do dia 24.

Na universidade FACHA, Luiz Cruz, da Trilhas do Rio, traz a palestra “Treinamento Empresarial ao ar livre”, a partir das 19h do dia 22. No dia 23, Renato Borges, da Multinational, fala sobre “Marketing Viral”, também a partir das 19h. E no dia 24, no mesmo horário, Claudia Brutt, da TV Brasil / PUC-RJ, fala sobre o tema “Planejamento em Promoção”.

Na ESPM, a SAMPRO acontece somente no dia 23, com o tema “Criação para marketing Promocional. De eventos ao marketing digital”, trazido por Tony Coelho, da Conceito, a partir das 19h.

Na UNIVERCIDADE, Gaetano Lopes, da Rio 360º, palestra sobre “Eventos Proprietários”, dia 22, às 19h. No dia 23, Marcia Woolf, da PromoOffice e Diretora Regional da AMPRO, fala sobre “Marketing Promocional – botando a mão na massa”, também às 19h. No mesmo horário do dia 24, Rafael Liporace, da Biruta Mídias Mirabolantes traz aos alunos o tema “O Mundo das Mídias Mirabolantes”.

No Rio Grande do Sul, o sócio-diretor da Plano 1 Comunicação fala sobre “As Grandes Jogadas do Marketing Promocional” em duas universidades: na ESPM, dia 22h, às 19h; e na FABICO/ UFRGS, no dia 23, às 9h30. Em parceria firmada com o Studio Querosene, a AMPRO-RS realizará uma ação de marketing promocional junto ao evento, com a oferta de brindes com as fotos dos participantes e o logo da AMPRO e dos parceiros.

Nos demais estados (PR/SC, MG, GO, PE e BA), as agendas com as universidades estão em fechamento e devem ser divulgadas nos próximos dias.

Todas as palestras terão um período apropriado para perguntas e respostas, com a disponibilização de professores para acompanhamento e apoio. Ao final, os alunos preenchem uma ficha de avaliação e, posteriormente, recebem um certificado de participação.

Sobre a SAMPRO

A SAMPRO teve início em 2005 por meio do Capítulo Campinas, que realizou palestras em universidades de Campinas e região. Em 2006 o evento foi ampliado e realizado simultaneamente nas cidades paulistas e também em Curitiba, Londrina e Florianópolis. A partir da edição de 2007, graças à expansão da entidade por meio de Capítulos e Diretorias Avançadas, a SAMPRO ganhou dimensão, foi ampliada e aconteceu simultaneamente em universidades dos estados de SP, PR, RS, SC, MG, RJ, PE e BA. “Queremos incentivar as faculdades a trabalharem mais com o marketing promocional, fomentar esse mercado, além de mostrar todas as vantagens do segmento para os alunos”, diz Lauro Siqueira, diretor da Brindz Marketing Promocional e idealizador da SAMPRO em Campinas.

Para criar a identidade visual da SAMPRO 2009, a AMPRO escolheu Hung Geng Jo, diretor de arte e designer do site Promoview.

FACULDADE IMPACTA TRAZ DIRETOR INTERNACIONAL DO GARTNER PARA FALAR SOBRE O USO DE REDES SOCIAIS EM EMPRESAS

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Palestra com especialista do Gartner Research, terá entrada simbólica de 1 quilo de alimento não perecível


A FIT- Faculdade Impacta Tecnologia - traz ao Brasil David Smith , Diretor de Pesquisa da Gartner Research, líder mundial em pesquisas na área de Tecnologia da Informação, para falar sobre "Using Consumer-Grade Software in Enterprise Social Computing- Usando redes sociais em empresas". O evento é voltado principalmente para profissionais e estudantes das área de marketing, TI e publicidade. Mas não é exlcusivo a este público, Já que o mercado busca quem entende desse segmento, pois é altíssima a velocidade de surgimento de tecnologias, mídias e ferramentas e as pessoas não têm tempo de pesquisar as novidades diariamente, já que seu foco está voltado ao trabalho que precisam desenvolver. O evento acontece na sede da FIT, na próxima sexta-feira, 18 de setembro, às 9h e tem a entrada simbólica de um quilo de alimento não perecível.

Durante o encontro, serão abordados, de maneira prática e dinâmica, estágios e processos pelos quais uma empresa passa durante a adoção dos chamados softwares sociais, que permitem aos usuários interagirem e partilharem conhecimentos numa dimensão social. O uso de consumer sites (sites para o consumidor) também será discutido. Haverá ainda uma breve análise sobre o período em que as empresas compreendem os riscos e benefícios desse tipo de site, que abrange a fase de negação até a fase de adoção e dicas sobre como o público pode passar de forma rápida, por esses estágios.

Sobre o palestrante
David Smith é diretor de pesquisa do Gartner Research, onde cobre as áreas de presença e de mensagens instantâneas, de conferências via Web, de colaboração de equipes, de produtividade e de seleção de produtos.


Programação
08h30 - Credenciamento
09h00 - Palestra
10h30 - Encerramento e sorteio

Agenda
Evento: Palestra "Usando redes sociais em empresas"
Data: 18 de setembro de 2009
Horário: das 08h30 às 10h30
Entrada: 1 kg de alimento não perecível
Inscrições: pelo site http://www.impacta.com.br/eventos/index.aspx
Local: FIT - Faculdade Impacta Tecnologia
Endereço: R. Arabé,71 - Vila Clementino (Próximo ao metrô Santa Cruz)

Sobre a FIT
A criação da FIT embasou a tese de doutorado do coordenador geral da FIT, Prof. Dr. Valderes Fernandes Pinheiro. Defendida na USP, a tese abordou o tema "As salas de aula virtuais como apoio ao ensino presencial". Entre os benefícios da FIT estão: salas de aulas virtuais, que apóiam o ensino presencial, equipadas com lousas eletrônicas que capturam todo o conteúdo em sala de aula (voz, texto e imagens), que fica disponibilizado para o aluno tanto pela internet quanto na biblioteca da faculdade.

Com estrutura sólida e excelente material de apoio para os alunos, como uma biblioteca com um amplo acervo e bancadas para notebook, traz um conceituado corpo de docentes Mestres e Doutores, da USP, PUC e FGV, com larga experiência profissional adquirida em empresas como Oracle, Microsoft, Sybase, IBM, HP, Ericsson, entre outras.

O objetivo da faculdade é formar os futuros líderes e executivos do mercado de TI, CIO´s (Chief Information Office) e profissionais aptos a aplicar a tecnologia da informação nos negócios das empresas.

São Paulo sedia o evento E-mail Marketing Brasil 2009

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No dia 29 de setembro, profissionais e especialistas em comunicação digital se reúnem no Sheraton São Paulo WTC, em São Paulo, para participar do evento E-mail Marketing Brasil 2009. Heineken, Peugeot e São Paulo Futebol Clube são algumas empresas que apresentam cases de sucesso no uso da ferramenta

O e-mail marketing tem se destacado nas estratégias de promoção devido a sua efetividade e resultados comprovados. Um exemplo foi o impacto dessa comunicação na campanha eleitoral de Barack Obama, quando a ferramenta de disparo de e-mails foi responsável por 2/3 da arrecadação online.

Para falar no poder dessa ferramenta de marketing e sobre a gestão da comunicação digital, a Dinamize realiza em São Paulo, no dia 29 de setembro, à 8h30, o evento E-mail Marketing Brasil 2009. Voltado a executivos, diretores de marketing, gestores de TsI e agências on e offline, o evento promete repetir o sucesso da primeira edição, realizada em Porto Alegre, que reuniu mais de 300 profissionais interessados a entender como o e-mail marketing pode ajudar a aumentar os resultados das suas campanhas online.

A programação do evento em São Paulo contará com a apresentação de cases de empresas que obtiveram sucesso de suas ações de e-mail marketing como São Paulo Futebol Clube, Heineken, Peugeot do Brasil, OESP Mídia (Grupo Estado), Liberty Seguros e Mix Mídia Digital.

Além das palestras "O Incrível Jogo Ótico do E-mail Marketing" e “Os 4 P’s do E-mail Marketing", haverá uma mesa redonda com Jaime Wagner, membro do CGI (Comitê Gestor da Internet) sobre o novo Código de Autorregulamentação do E-mail Marketing.

O evento é uma promoção da empresa Dinamize e tem o apoio das empresas WBI Brasil, Baguete, HostNet, Arteccom e 14ª EDTED; além do apoio institucional da ABRADi (Associação Brasileira das Agências Digitais), APADi (Associação Paulista das Agências Digitais) e ABEMD (Associação Brasileira de Marketing Direto).

Inscrições podem ser feitas pelo site http://www.emailmarketingbrasil.com/inscricao.php ou pelo e-mail emmbrasil@dinamize.com

'Tuiteiros' entregam o jogo da popularidade na web

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Como anda a sua popularidade no Twitter? Uma pesquisa desenvolvida pela empresa de estatísticas comScore aponta que o serviço de microblogs teve, em junho deste ano, um total de 44,5 milhões de visitas únicas. Em relação ao mês anterior, a marca representa um aumento de aproximadamente sete milhões de novos visitantes. E como usar tamanho crescimento para impulsionar o seu número de seguidores na rede?Você pode nem saber, mas o que você diz no Twitter pode contar muito para a sua popularidade. De acordo com um estudo realizado pela agência Bullet de publicidade, visando entender o perfil do "tuitteiro" brasileiro, 86,9% dos usuários confiam na opinião das pessoas no Twitter.


TOP 10 - MUNDO
@aplusk
3.437.068
@TheEllenShow
3.101.608
@britneyspears
3.084.642
@cnnbrk
2.716.721
@twitter
2.223.642
@RyanSeacrest
2.162.196
@KimKardashian
2.156.545
@THE_REAL_SHAQ
2.126.072
@Oprah
2.109.927
@johncmayer
2.101.907


TOP 10 - BRASIL
@manomenezes
833.041
@showdavida
807.092
@huckluciano
782.538
@rafinhabastos
347.675
@marcelotas
307.686
@DaniloGentili
287.428
@marcoluque
279.474
@mionzera
238.244
@ivetesangalo
232.172
@rodrigovesgo
224.191

Os segredos de quem chegou ao topo"Ser popular não é objetivo de vida, mas conseqüência", logo adiantou o blogueiro e apresentador do programa "CQC" Marcelo Tas. "A bússola que guia minha vida profissional é o prazer e a identificação com as coisas que acredito", completa. Para Tas, a "alma do negócio" na rede está em ouvir o outro lado, ou seja, não basta seguir seus admiradores, é necessário estar ligado no que eles têm a dizer.

Em março deste ano, o 'tuiteiro' teve sua popularidade posta em xeque. Ao atrelar a divulgação do Xtreme, um serviço da Telefônica, aos seus posts no blog e no Twitter, Tas provocou especulações sobre uma possível contaminação no conteúdo em que publica.

Apesar do burburinho causado em torno do caso, a simpatia dos fãs permaneceu inabalada, tanto é que, desde então, o blogueiro ainda figura dentre os cinco usuários mais seguidos do país. "Tomei pancadas porque fui na frente. Foi uma grande vitória pessoal ter conseguido comercializar de forma transparente um veículo tão independente e livre como o Twitter", explicou.

Colega de programa de Marcelo Tas, o repórter Felipe Andreoli, com aproximadamente 154 mil seguidores no Twitter, é atualmente o 17º usuário mais popular do Brasil. Para ele, a popularidade deve vir naturalmente e o diálogo com os seguidores deve ser sincero: "fica muito difícil responder todas as perguntas da galera. Mas tentarei responder pelo menos dez tweets por dia", explica.

Andreoli ainda chama atenção para alguns artifícios que podem "queimar o seu filme". "Se quisesse aumentar meus seguidores, fazia como o Luciano Huck e distribuía telefone, computador, geladeira... Não tenho grana nem patrocinadores pra isso", brincou.

Parcerias e movimentos

Há quem prefira fazer proveito da sua popularidade no mundo real para divulgar seus movimentos na web. Nascido da amizade entre algumas celebridades da televisão e da música, o grupo autointitulado "Twipiratas" já participou de ações para movimentos políticos como o "#forasarney", que visava protestar contra a permanência de José Sarney na presidência do Senado brasileiro.

Participam do coletivo o ator Bruno Gagliasso, o VJ da MTV Felipe Solari, o músico Júnior Lima, o ator e apresentador do "CQC" Marco Luque, e o comediante Rodrigo Scarpa, o "Vesgo", do programa "Pânico". Além do engajamento social, o grupo também promove algumas brincadeiras no site. Em uma delas - que deu início ao movimento -, através de inúmeros "retweets" - jargão para quando uma postagem ganha repercussão na rede -, os "piratas" conseguiram a participação do ator Ashton Kutcher, atualmente o usuários com o maior número de seguidores no mundo. Apesar do posicionamento contrário por parte de Kutcher, o episódio rendeu boa repercussão na mídia e alavancou o número de seguidores dos membros do grupo.

O VJ Felipe Solari diz não haver nenhum evento em mente para o futuro, mas que esperam por um assunto pertinente. "Vejo os piratas como um grupo de entretenimento com o intuito de mobilizar os seguidores a favor de uma brincadeira ou um desabafo de cidadão", explica. "Tenho uma responsabilidade perante milhares de pessoas que vão ler o que eu posto, não posso desperdiçar ou banalizar essa chance".


Er.Permanente estado de reinvenção define a internet

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As mudanças no marketing a partir das interações digitais, as novas métricas de avaliação de desempenho na comunicação online e as múltiplas telas de relacionamento abertas com a tecnologia foram alguns dos temas que dominaram a seqüência da terceira edição do seminário Digital Age 2.0, realizado no Sheraton WTC Hotel em São Paulo/SP nos dias 26 e 27 de agosto de 2009. Convidados internacionais dividiram espaço com especialistas brasileiros para analisar e tentar consolidar as novidades para uma platéia lotada de profissionais de diversas áreas.

O vice-presidente e diretor de Insights da Edelman Digital, Steve Rubel, deu início ao segundo dia de atividades para estabelecer as cinco maiores tendências digitais. Uma delas diz respeito ao uso da internet como intermediadora da resolução de problemas e como expressão de identidades, sobremaneira em plataforma de redes sociais. Com isto, ele indica ser necessário auditar os pontos-de-vista postados online e a partir dos insights construir relacionamentos com embaixadores digitais preparados para engajar e ágeis para tomar decisões. Outro ponto destacado foi a aglutinação das mídias, que se põem em permanente estado de reinvenção, e por isto é um ecossistema que deve ser visto com maior abrangência. Por extensão, cresce o espaço de curadoria de conteúdo por nichos. “Menos é o novo mais”, menciona o executivo, comentando que a sobrecarga de informação leva à necessidade de simplificação e objetividade. A atenção é cada vez mais seletiva. Diante disto, sugere providenciar conteúdos úteis. Para encontrar o que é interessante para cada indivíduo ou grupo, basta “semear” a discussão nas redes sociais e agir. A quarta tendência apontada não tem tradução – seriam os “corporate All-Stars”, termo para designar a identificação e engajamento de pessoas influentes na trajetória da organização, tornados representantes das marcas e disseminadores da interação e de uma postura de ouvir. Por fim, Rubel falou do poder de atração, ou seja a relevância e a periodicidade de conteúdos como determinante para garantir que seja encontrado nas buscas e para conquistar a atenção das pessoas.

Na opinião do diretor, há uma aproximação cada vez maior entre relações públicas e serviços de atendimento ao cliente, porque são áreas centradas no estímulo, recepção e resposta a interações de públicos. Trata-se de uma nova perspectiva de marketing, que compreende as sensações correntes para impulsionar as estratégias de diálogo, que depois podem desembocar em vendas efetivas. É o desafio da mobilização aliada a um modelo de negócio com geração de receitas, porque mídias sociais lidam com reputação e o restante viria como conseqüência. Afora isto, ele assinala que a comunicação não é a solução para maus produtos e serviços – e isto fica evidenciado nas redes. Os discursos inconsistentes não se sustentam mais.

MÉTRICAS – Gian Fulgoni, chairman e co-founder da ComScore, assinala que em 2008 foram investidos nos EUA US$ 168 bilhões em mídia, com prevalência para criação e sustentação de marca (branding) sobre a busca de resposta direta. Deste montante, 26 bilhões foram investidos em canais online, invertendo o foco: a resposta direta ganha sobre o branding. O desafio, segundo ele, é exatamente conquistar maior fatia para construção de marca na rede, para o que é preciso ir além do banner e do clique. Há uma aprendizagem para ser alcançada pelas agências e veículos online, com planejamento menos pontual e mais abrangente.

Fábia Juliaz, do Ibope/Nielsen, aponta que há uma redução evidente do gap do desenvolvimento tecnológico e do avanço e amadurecimento de mercado entre países desenvolvidos e periféricos. O Brasil é líder em tempo de uso da rede e qualidade e diversidade da interação, afora a abrangência de classe social. O chamado “prime time” da internet desenrola-se durante o dia inteiro, com queda apenas nas noites. A melhora da infra-estrutura no país também contribui com este panorama, porque a banda larga garante maior qualidade de acesso, ainda mais em conteúdos audiovisuais. Débora Wright, da IPSOS, destaca que o centro de todos os estudos deve ser o indivíduo, que interage com todas as plataformas mediáticas e tecnológicas. Cita Peter Sloterdijk para afirmar que a fluidez das espumas assemelha-se ao comportamento humano e ensina como lidar com os paradoxos da velocidade, da hipercompetição, da impermanência e da info-obesidade. Para ela, é preciso ainda considerar a volatilidade das identidades, que determina a reorganização da comunicação diante de um multivíduo que desempenha vários papéis no mesmo ou em vários instantes. “Multi é a palavra: multiinteresse, multidisciplinaridade, multiplataforma”, ressalta Débora.

Como interatividade pressupõe novas visões de tempo e espaço, pode-se colocar em questionamento as métricas ligadas à quantidade de horas de uso de determinado canal. O que passa a ser relevante é a qualidade da absorção e engajamento da pessoa. Na convergência e na transitoriedade das mídias, o poder da seletividade é uma característica que traz desafios para medir performances. Se há múltiplas internets, fica em aberto quais as novas métricas para abordar situações diversas, como a importância de determinar o poder de mobilização. “Inserir indivíduos numa massa comum de dados é algo indecente”, manifesta Juliaz. A grande busca é como os indicadores se combinam a partir de agora para dar as respostas desejadas.

RACIOCÍNIOS - O gerente geral da Ogilvy Interactive, Michel Lentz, fez um apanhado de raciocínios essenciais para discutir as novas competências em comunicação. Ele destaca que o decisor nas organizações não dá mais conta do volume de opções e caminhos a tomar, sobremaneira porque agora é importante olhar interações e não número de cliques. A atenção de alguém em tempo de sobrecarga informativa é muito difícil, porque vem junto a escassez do tempo. Daí que, quando se pensa em construção de marca e em conquista de “share of mind”, percebe-se que a questão mudou para obter atenção e tempo do indivíduo, o que se chama hoje de “share of time”. Aliás, para Lentz é muito sensível esta apropriação do “idle time” ou tempo livre, diante do uso da TV digital e das aplicações e conteúdos móbile, ou mesmo em canais como o Twitter.

Neste sentido, Mário Andrade e Silva falou das experiências da Nike, que busca fidelização através da proposição de uma comunidade com ampla oferta de serviços. A base do projeto Nike Plus contempla exatamente o incentivo à auto-estima, à saúde e à competição positiva. Com isto, apela para a vontade de fazer parte, de estar integrado a algo. Ele aponta a preocupação com a entrega de valor na comunicação, para que não se erre muito e se corrija rápido. A condição “beta” da rede não pode deixar de lado eventuais prejuízos à reputação de seus “testes”. As métricas disponíveis no mundo virtual são insuficientes, porque não conseguem abranger as individualidades – ainda que comprovações quantitativas sejam importantes para validar os investimentos junto ao setor financeiro ou aos acionistas. Segundo Andrade e Silva, a internet é feita de propagação de idéias e estímulo a diálogos, e o apelo comercial é muito sutil, sobremaneira nas redes sociais. Já a Fiat representa uma indústria com estrutura conservadora e praticamente imutável nos últimos 100 anos, como manifesta seu diretor João Ciaco, o que dificultava um pouco a inserção de novos canais e uma nova visão de cosumo conectada ao cultivo de relações. As inovações vieram na engenharia e no design, e agora chegaram ao PDV e a propostas de experiência, que incluem até mesmo uma construção de desenho colaborativo de automóvel. A Fiat gerencia e brifa em conjunto 12 agências no país, das mais diversas competências comunicativas e a preocupação é encontrar os interesses do indivíduo, esteja onde estiver. A internet vem recebendo 15% do orçamento de mídia da montadora italiana no país. “O consumidor não é o fim, é meio, e é nele que está a convergência, não nas mídias”, pontua Ciaco.

Carlos Werner, da Samsung, destacou o alargamento do conceito de prestação de serviços, que ultrapassa muito a noção de atendimento ao consumidor ou de assistência técnica. O foco agora é o envolvimento das pessoas com conteúdo relevante, porque atrativo e útil. A internet em múltiplas telas ajuda no esforço da encontrabilidade das informações corporativas, fator fundamental numa época de atenção difusa e, ao mesmo tempo, de urgência e impaciência das pessoas.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

29º POP – Prêmio Nacional de Relações Públicas já está com inscrições abertas

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Em 2009, o POP resgata seu formato nacional em edição única e reune todos os profissionais do País na maiorpremiação da categoria. As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de outubro.




Profissionais de comunicação e Relações Públicas de todo o País já podem inscrever seus cases para a premiação do 29º POP - Prêmio Nacional de Relações Públicas, destinado aos profissionais, organizações e agências do Brasil.

Organizado pelo Conrerp 2ª Região, sob a chancela e promoção do Conferp, o POP 2009 tem como objetivo homenagear projetos de excelência em Relações Públicas, elaborados entre novembro de 2008 e a data limite da inscrição, ficando vedada a participação de cases de anos anteriores.

O Prêmio Nacional de Relações Públicas 2009 mantém a tradição de prestar homenagens àqueles que contribuíram e ainda contribuem com o desenvolvimento do setor em âmbito nacional.

Os interessados podem inscrever seus projetos em oito categorias:

- Relações Públicas nas Organizações Públicas;
- Relações Públicas nas Organizações Privadas;
- Relações Públicas nas Organizações de Terceiro Setor;
- Relações Públicas e Sustentabilidade: Responsabilidade Social e Ambiental;
- Relações Públicas Internacionais;
- Relações Públicas na Gestão de Crises;
- Relações Públicas em Novos Mercados e Empreendedorismo;
- Relações Públicas nas Universidades.

A novidade para 2009 é o resgate do Troféu Abertura, que promove e incentiva os jovens profissionais em sua transição da academia para o mercado.

As inscrições serão feitas até o dia 23 de outubro de 2009, pelo correio ou pessoalmente na sede do Conrerp 2ª Região. Os cases só poderão ser inscritos por profissionais de Relações Públicas ou agências por eles responsáveis, que façam parte do Sistema Conferp e estejam em dia com as obrigações legais em seus respectivos Conselhos Regionais.

Para mais informações e inscrição acesse o regulamento completo no site http://www.conrerp2.org.br/.
Para dúvidas entre em contato pelo email: pop2009@conrerp2.org.br.

A internet é uma plataforma de relacionamento

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A palavra digital não pode mais ser usada para definir uma mídia ou produto. Digital é um modo de vida. Para comprovar esta afirmativa, bastava estar presente à terceira edição do Digital Age 2.0, conferência que uniu marketing, publicidade e negócios, tendo a internet como plataforma de relacionamento, nos dias 26 e 27 de agosto de 2009 no Sheraton WTC Hotel em São Paulo/SP. O evento contou com mais de 30 especialistas em marketing, publicidade, comunicação, negócios e internet, incluindo seis palestrantes internacionais, para discutir temas como relacionamento com o consumidor na web e em múltiplos canais, o valor da audiência online e as tendências tecnológicas.
Tony Hsieh, CEO da loja virtual Zappos.com, deu início à maratona de aprendizagem com um enfoque bem distinto: ao invés de falar especificamente em tecnologia de atendimento ao cliente, que é de fato o grande diferenciador do canal online de compras, preferiu comandar uma reflexão sobre o papel de cada um na sua própria existência e na sua relação com o mundo. No lugar do lucro, a grande busca do ser humano seria a felicidade, e é mirando neste caminho que todas as estratégias empresariais são estruturadas. A empresa tem 1300 funcionários e quatro milhões de itens para comercializar para um cadastro de 11 milhões de pessoas. Ele aponta que “ao invés de gastar com publicidade e marketing, coloco este dinheiro na experiência do cliente com a marca”. A estratégia da companhia - de valorizar o aspecto humano mais do que as ferramentas digitais - fica clara quando Hsieh destaca que o objetivo da Zappos.com é criar um sentimento “wow” entre seus clientes. Por "wow", o empresário se refere à capacidade de surpreender o consumidor. “Ocasionalmente, até direcionamos as pessoas para sites de rivais”, revela.
Neste sentido, apesar de ser uma loja eminentemente virtual, em todas as páginas há registro de um número de telefone 0800 para contato imediato se desejado pelo internauta. Também o funcionamento 24 horas, inclusive na entrega dos produtos, e a ausência de taxas, é outro diferencial. O tele-atendimento não é automatizado e não tem script padronizado, num tom de diálogo amistoso e próximo. O sistema de recrutamento é igualmente inovador, com uma série de dinâmicas voltadas a determinar a adequação do candidato ao espírito da organização, acima das habilidades técnicas. Um recurso inusitado é, após o primeiro mês, haver a oferta ao recém-contratado de dois mil dólares para que desista do emprego. Se recusar o dinheiro e optar pela vaga, estará demonstrando sintonia com os valores da empresa e visão de futuro. Em 2007, 3% aceitaram a oferta financeira, enquanto em 2008 o número baixou para 1%, segundo Hsieh. Ele ainda falou sobre o “Livro da Cultura”, montado a partir da pergunta, a cada membro, sobre o que significa trabalhar na Zappos, com respostas divididas por departamento.
O executivo cita como “cores values” abraçar e dirigir a mudança, criar diversão e esquisitices, ser criativo e ter mente aberta, construir um time positivo com espírito familiar e fazer mais com menos. Para ele, a cultura da companhia e a cultura da marca são dois lados da mesma moeda, onde a transparência é fundamental e ultrapassa o que se diz: é a essência do comportamento. Ele conta que é tradicional na Zappos realizar tours em seus escritórios com consumidores num permanente processo de pesquisa. Outra interface está no Twitter e na newsletter “Ask Anything”, comprovando esta intenção interativa e aberta. Outra ação de compartilhamento é um blog que busca dar dicas de gestão para pequenos empreendedores (http://www.zapposinside.com/). O resultado de tudo é o exercício cotidiano de trabalho com paixão e pleno engajamento, inspirando a equipe com os valores para nem precisar focar em motivação, que acaba sendo uma reação natural, na opinião do empresário.
Desde 2007, o foco é estabelecer uma conexão emocional pessoal, estruturada sobre a sensação de felicidade nas relações, inclusive de negócios. Hsieh conduziu estudos sobre a ciência da felicidade, condição que normalmente está sempre projetada no futuro. Aprenderam que se trata de um processo de quatro aspectos: controle percebido, progresso percebido, conexões e visão/significado de fazer parte de algo maior que a si próprio. Uma das aplicações no ambiente corporativo deste enfoque está na programação de promoções de carreira em prazos curtos, permitindo estímulo continuado ao funcionário, que conclui estar sendo valorizado. Ele ainda falou sobre os três níveis de felicidade, constatados numa pesquisa: Rockstar (prazer em instância alta e duradoura), Flow (engajamento fluido onde o tempo não passa) e Meaning (sentimento de fazer parte de algo maior, com desenvolvimento de ações elevadas com o entorno, voluntariado, caridade). Esta aprendizagem traz uma transcendência aos negócios, não mais limitados a performances quantitativas ou monetárias, com uma visão a longo prazo de contribuição para o bem-estar do planeta, que começa pela satisfação do indivíduo. Alguns exemplos desta postura positiva e engajada foram citados, como um telefonema de madrugada recebido por um tele-atendente solicitando pizza, produto não vendido pela empresa, mas o funcionário pesquisou e imediatamente indicou três telefones de tele-entrega próximos à residência do interlocutor, abertos naquele horário. Houve ainda um telefonema de devolução de produto, porque a mãe do cliente havia falecido e nem usado o bem, ao que o atendente aceitou e ainda teve a iniciativa de enviar flores ao velório.
FUTURO – A empresa do futuro tem fome de mudança, com conhecimento e capacidade de inovação. Este foi o pano-de-fundo da apresentação do diretor de Marketing e Comunicação da IBM, Mauro Segura, que falou sobre o fenômeno dos 5 C’s, sobre os quais as organizações precisam desenvolver estratégias – conhecimento, comunidades, colaboração, caos e cultura. Em todos os casos, há necessidade de transcender a rigidez das estruturas hierárquicas, afinal “há uma paranóia de controle de processos de comunicação pelas empresas, onde é cultural o cerceamento do compartilhar”. Em geral, vê-se processos de comunicação interna ainda hoje baseados no enfoque institucional e unidirecional, embora ele vislumbre uma transformação progressiva na ação dos profissionais.

Daí que Segura indica uma mudança no perfil dos comunicadores, que devem estar mais preocupados com a estratégia do que com a produção de conteúdo, que é uma tarefa que migra para a própria equipe de maneira descentralizada. A visão é que termina a fronteira entre comunicação interna e externa, até porque os funcionários transitam em ambientes externos com maior freqüência na consolidação da mobilidade total e do home-office. Por isto, indica que a colaboração deve ser livre. Na IBM, são 70 mil blogs de funcionários, 370 mil wikis de assuntos construídos conjuntamente e 70 mil participantes em redes sociais. Ele detalhou as sessões de brainstorming, chamadas “Innovation Jam”, iniciadas em 2006. Já naquela época, houve 160 mil participantes de 104 países em sessões de 72 horas de conversação online entre funcionários, familiares, universidades, clientes, gerando 46 mi posts, de onde foram coletadas as melhores idéias sobre as quais foi decidido investir US$ 100 milhões.

Para o diretor, falar em ambiente colaborativo predispõe à quebra de barreiras geográficas ou hierárquicas e à comunicação direta sem obstáculos, o que recria os relacionamentos, desvenda ilhas de competência, descobre talentos desconhecidos e identifica os influenciadores internos. Até porque estudo da Universidade de Melbourne aponta que funcionários que usam redes sociais no trabalho são 9% mais produtivos do que aqueles não-usuários, num contrasenso ao encontrado no whitepaper “Social Media: Embracing the Opportunities, Averting the Risks”, produzido recentemente pela Russel Herder e Ethos Business Law, que diz que 40% das companhias pesquisadas bloqueiam o acesso de seus funcionários às redes sociais. “Mas claro que a implementação de colaboração massiva, livre e sem intermediários causa medo e riscos”, reconhece ele.

CAPITAL SOCIAL – O painel de debates “Capital social – o consumidor está na web” tomou as atenções da platéia no primeiro dia. Para o diretor da IThink, Marcelo Trípoli, o principal desafio de uma empresa atualmente, num cenário de interação contínua, não é ser inovadora na comunicação, mas sim reinventar seus processos administrativos. Para tanto, é preciso olhar para dentro e identificar as fragilidades. Deve haver um equilíbrio entre o monólogo e a liberdade total, porque participar pressupõe responsabilidade sobre a opinião prestada. A tecnologia e a internet dão apenas amplitude às ações e opiniões, mas não são sua essência, “até porque os conflitos ou medos nas redes sociais não são problema de comunicação, mas de gestão”, assinala. Max Petrucci, diretor da Garage.com, acrescenta que a internet está entregando o poder às pessoas, e não há outro caminho para as corporações além de agir de maneira personalizada e humana. Assim, ele aposta no alinhamento das estratégias a partir da alta direção, passando por vários públicos com as linguagens mais adequadas. Assim, pode-se pensar numa comunicação mais efetiva. Na opinião do representante da Global Mind, Marcelo Montefiore, há o término do monólogo organizacional como novo parâmetro da criação e difusão de mensagens. Marcos Souza Aranha, da IChimps, acredita que para falar de diálogo é preciso considerar dois pontos: a educação e a transdisciplinaridade. O diálogo não significa várias conversas livres concomitantes, mas sim um canal de base para repensar informações e conhecimento. Da diversidade, tem que ser retirada a inspiração. Ele lembra o conceito de capital social, que é a capacidade de usar prestígio para obter engajamento das pessoas numa causa ou ponto-de-vista. E esta é a base da comunicação contemporânea: obter a adesão e deixar a disseminação sob incumbência das pessoas, que se apropriam, modificando ou não os discursos organizacionais.



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Comunicação e Sociedade do Espetáculo na Cásper 02 e 03/10‏

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As empresas e as novas mídias

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Quem não está na rede mundial de computadores? Difícil dizer. Se você fizer uma busca do seu próprio nome em uma ferramenta de busca on line provavelmente encontrará alguma menção. Essa referência pode ser proveniente de um amigo que citou você em algum texto e publicou em um blog, ou no Orkut ou no Twitter ou, até mesmo, pode ser um comentário que você deixou em alguma matéria que leu na internet. A realidade é que você está na rede, quer queira ou não, e você entra por vontade própria ou por força de terceiros.

Em relação ao último motivo, as empresas são as mais suscetíveis e são constantemente citadas na internet. Imagine como deve ser o retorno de uma marca conhecida como a Petrobras. Para ilustrar o raciocínio, fiz uma busca em sites como o Google, o Youtube e o Orkut. No primeiro exemplo, o retorno foi de 8.200.000 menções, no segundo 4.540 e no terceiro 213.

Sem sombra de dúvida, a internet potencializou a questão da propaganda boca a boca. Antes, o que uma pessoa contava para 10, 15 ou mais amigos, hoje, se ela participar do Orkut, por exemplo, e fizer parte de uma comunidade, pode-se levar a mensagem para 100, 200, 1.000 ou mais indivíduos de uma só vez, e essa mesma mensagem pode ser copiada e difundida em outros meios em questões de segundos. As empresas ganharam promotores, multiplicadores de opinião para o bem ou para o mal.

Controlar o que as pessoas dirão de você ou de sua marca é impossível. Mas, cuidar, acompanhar, participar e até mesmo influenciar no que andam dizendo é uma realidade que algumas empresas já fazem muito bem no mundo real e agora estão investindo para obter sucesso no virtual.

Recentemente, Yara Peres, sócia e vice-presidente do Grupo CDN, postou o texto “Olho vivo e faro fino nas redes sociais” abordando a questão da importância de acompanhar o bate-papo virtual e a complexidade e dificuldade das empresas em se inserirem nas redes. “O Facebook, o Twitter e tudo o que coloca mais de duas pessoas juntas conversando pela internet devem ser monitorados pelas agências de comunicação corporativa para criar movimentos de prevenção e evitar problemas potenciais no relacionamento com os públicos de interesse das empresas”, diz Yara. Ela complementa afirmando que “se, por um lado, é fundamental monitorar e mensurar o que se fala das empresas nas redes sociais, por outro, é importante dar um passo à frente nessa questão criando estratégias empresariais para fazer parte desse diálogo com a opinião pública. Parece fácil, mas para a maioria das corporações, entrar nessa nova forma de diálogo é algo inimaginável. Isso exige, por parte das empresas, uma abertura imensa, uma grande disposição para ouvir e, sobretudo, entender o que dizem da marca e de seus produtos”, complementa a especialista em comunicação corporativa.

Esta é a questão que está sendo encarada pelas companhias e pelas agências de comunicação: como estar presente no mundo virtual e dialogar com todos os públicos de forma eficiente já que os acontecimentos na internet são mais dinâmicos, rápidos e cheios de oportunidades e armadilhas.

O setor publicitário, por exemplo, tem sofrido bastante com as mudanças impostas pela ‘virtualização’ dos nossos hábitos. A televisão, que por muito tempo foi a vitrine das agências publicitárias, tem perdido para a internet como o meio preferido das pessoas de se manterem informadas e entretidas. Hoje, é muito comum assistirmos a televisão e utilizarmos o computador ao mesmo tempo, e na hora do intervalo, ao invés de ‘zappearmos’, acessamos a rede virtual em busca de assuntos de nosso interesse.

Dados da Association of National Advertisers mostram que os anunciantes americanos aumentaram os investimentos em mídias sociais. Em 2009, 66% dos responsáveis pelos investimentos utilizaram as mídias sociais, enquanto que em 2007 foram somente 20%. Em relação aos virais, 50% dos investidores utilizaram tal ferramenta no ano corrente, sendo somente 25% há dois anos. Outro dado importante mostra que 55% dos entrevistados disseram ter movidos fundos das mídias tradicionais para serem investidos nas mídias digitais, enquanto que 48% tiraram dinheiro de outros setores do marketing e outros 26% criaram um orçamento específico para essa área.

Recentemente, a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) divulgou uma pesquisa que revelou que as agências brasileiras ainda estudam a melhor forma de usar a comunicação digital. Aparentemente, os comunicadores conhecem as ferramentas da internet, pois 88% dos entrevistados afirmaram conhecer de ‘moderado a muito’ o conceito de comunicação digital e 45% dos entrevistados pensam que as redes sociais são essenciais para traçar planos e rotas para os clientes. Já, 62% dos entrevistados atribuem ao cliente o maior problema de lidar com a rede – “falta entendimento, investimento e valorização das redes sociais como meio.”

Algumas empresas parecem não se encaixarem nesse perfil e já se destacam pelo empreededorismo no mundo virtual. A Intel Brasil, empresa fabricante de produtos tecnológicos como processadores para computadores, lançou o perfil no badalado Twitter. Segundo dados do Ibope Nielsen, em junho o Brasil liderava a penetração nesta mídia social com 5 milhões de usuários, à frente dos Estados Unidos. A ação faz parte de uma estratégia da Intel de penetração em mídias sociais e vem integrar outras iniciativas da Intel América Latina com páginas oficiais no Facebook, Youtube, Blogs, Flickr, entre outras.

A Nokia lançou no Nokia World, evento anual dos entusiastas de mobilidade, uma série de aparelhos móveis e serviços que promovem mudanças no modo de interação dos usuários com as novas mídias, como o Lifecasting with Ovi, um serviço de localização em colaboração com a maior rede social do mundo: o Facebook. Ele é o primeiro aplicativo que permite que os usuários publiquem suas posições diretamente no Facebook, a partir da tela inicial do aparelho. O serviço torna mais fácil o processo de registro e conexão no na mídia social, no qual os usuários se mantêm em contato e compartilham informações.

Outra companhia que ‘mergulhou’ com sucesso nas mídias digitais foi a Iveco, uma das maiores produtoras mundial de caminhões e a maior produtora de ônibus da Europa e que atua no Brasil desde 1997. Ela lançou o primeiro blog do segmento de caminhões do país e também se tornou a primeira montadora de caminhões do mercado a apresentar uma nova versão de produto, o novo Iveco Tector Stradale, exclusivamente via blog, sites e redes sociais.

Em entrevista concedida para o blog de relações públicas Ser.RP, o diretor de comunicação, propaganda e promoção da Iveco, Marco Piquini, conta um pouco sobre a ação desenvolvida pela empresa.

Ser.RP - Por que decidiram fazer o lançamento do caminhão Iveco Tector Stradale por meio do blog?
Marco Piquini - Porque a internet e as redes sociais estão crescendo muito e alcançando um número cada vez maior de pessoas. O poder de multiplicador da rede é surpreendente e procuramos utilizar ao máximo este poder de expansão da notícia.

Ser.RP - Qual foi o tempo de preparação da campanha, entre a idealização e execução?
Marco Piquini - Uma semana. Temos um núcleo interno de comunicação digital, comandando pela profissional Hellen Santos, e um fornecedor externo (Plan B). Da idéia à implantação precisamos de oito dias exatamente. Esta é outra das belezas da rede. A velocidade de implantação, além da velocidade de resposta.

Ser.RP - Qual o valor investido?
Marco Piquini - Muito pequeno. O blog (www.voceafrente.com.br) já estava no ar desde o lançamento da linha Tector em dezembro de 2009. Aliás, este foi o primeiro blog de caminhão do Brasil. O restante foi sangue, suor e lágrimas.

Ser.RP - Houve pesquisa sobre o tema antes de decidirem desenvolver a ação? O que ela apontou?
Marco Piquini - Por meio do Google Analytics nós levantamos os perfis dos visitantes de nossos vários sites: idade, freqüência, característica de utilização, e a partir daí bolamos nossas ações. Desde 2008 estamos investindo bastante na internet. Além do site corporativo (www.iveco.com.br), que aliás é o site Iveco mais freqüentado do mundo, temos hotsites para cada uma de nossas linhas de produto, além de um site exclusivo para busca de concessionárias Iveco no Brasil. Todos estes sites são lincados e estamos tirando o máximo proveito desta interação.

Ser.RP - Qual o público-alvo que a Iveco quer atingir por meio das redes sociais virtuais?
Marco Piquini - Certamente buscamos o caminhoneiro, por isso a estratégia de utilização do blog lincado a redes sociais, que se expandem. Existem centenas de blogs e comunidades de caminhoneiros na rede. Mas ficamos felizes de ver que nosso raio de ação foi muito além deste público.

Ser.RP - Quais as expectativas em relação à campanha?
Marco Piquini - Com esta ação inédita de lançamento buscamos impactar o mercado como se tivéssemos feito um lançamento tradicional, presencial.

Ser.RP - Qual o balanço que a Iveco faz da campanha até o momento?
Marco Piquini - Muito boa, mas nosso objetivo só poderá realmente medido após implantarmos todas as estratégias de divulgação, atração e manutenção de atenção que idealizamos. Vamos fazer um balanço definitivo no final de agosto.

Ser.RP - Será uma tendência da Iveco realizar estas ações?
Marco Piquini - Nunca poderemos deixar de fazer lançamentos presenciais. Afinal, o impacto da apresentação ao vivo não pode ser desprezado, especialmente num segmento como o de caminhões, onde os produtos são de grandes dimensões e despertam grandes paixões. Já imaginou curtir carros só pela internet? Não é possível, não é uma experiência totalmente gratificante. Você precisa ver de perto, colocar a mão. Mas certamente vamos explorar cada vez mais a rede para aumentar o alcance e o impacto de nossa comunicação.

Ser.RP - Como juntar a ação virtual com a realidade? Como a Iveco colocará o cliente em contato com o produto?
Marco Piquini - Não colocamos apenas o blog no ar. Nós envolvemos a rede de concessionários para que eles pudessem explorar comercialmente o momento da divulgação. Estamos agora realizando test-drives do Tector Stradale com a imprensa especializada. E muitas outras ações. Afinal, este é um caminhão que está á venda no mercado.

Ser.RP - Além do blog, quais os outros canais utilizados pela Iveco?
Marco Piquini - O site corporativo iveco (www.iveco.com.br), os hotsites de famílias de produtos (www.ivecotector.com.br, www.ivecostralis.com.br, www.ivecodaily.com.br, www.ivecotrakker.com.br), comunidades de caminhoneiros, outros blogs, twitter, etc. Além disso, exploramos a comunicação 360 graus, ou seja, divulgamos dentro da empresa, na rede de concessionários, junto aos jornalistas etc. Utilizamos nossas assessorias de imprensa para multiplicar o barulho.

Ser.RP - Qual tem dado melhor resultado em relação aos objetivos da campanha?
Marco Piquini - Ainda é cedo para medir, mas certamente o blog é o campeão até agora.

Ser.RP - Se tivessem utilizado as mídias tradicionais (revista, televisão, jornais), quanto teriam que investir para obterem o mesmo retorno conseguido com a campanha virtual?
Marco Piquini - Muito, muito, muito mais.