Archive for Março 2008

Ecologicamente corretas

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Mais uma do Portal da Comunicação!!!

Além de processos industriais com menos água, energia e insumos, as chapas ganham em produtividade e qualidade

Seja para buscar uma diferenciação junto ao público consumidor e destacar-se no mercado competitivo, manter a inovação tecnológica ou simplesmente para obter economia em seus processos, a indústria gráfica vê-se atualmente envolta em um movimento socialmente responsável, com ênfase para o meio ambiente. O uso de chapas de impressão que não utilizam - ou utilizam pouca - água em seu processo de revelação é um bom exemplo de que pode-se esperar desse setor muito mais do que excelência em impressão.

"Com as novas chapas nós fechamos um ciclo ambientalmente correto. Cada vez mais, o papel utilizado provém de florestas próprias certificadas, quando não, reciclado; as tintas e vernizes utilizados têm base vegetal, em vez de mineral, que continham química muito pesada", explica Reinaldo Espinosa, presidente da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica. Segundo ele, com as modernas chapas, as indústrias gráficas diminuem perdas de tempo no processo e evitam que seus funcionários tenham contato com substâncias insalubres. O mercado já começa a testar as novidades propostas pelas grandes marcas, como a Fuji e a Agfa. E aguarda, para os próximos meses, o lançamento da tecnologia Kodak.

Tecnologia sem processo
O método atual utiliza, além de produtos químicos como o revelador, água em dispositivos integrados ao próprio CtP (sigla para Computer to Plate) ou em dispositivos externos, como processadoras de chapas. Para cada chapa no formato meia folha offset, pode-se gastar 40 litros de água ou mais em função do tipo e características do equipamento. Com a nova tecnologia processless, da Fuji, existe apenas a fase de exposição e a revelação se dá na própria impressora, com grande economia.

"Logo após a exposição, as chapas digitais Pro-T são levadas diretamente para a máquina de impressão. É ali que se processa a revelação das imagens, por meio da dispersão das micromoléculas de polímeros dos contragrafismos diretamente na tinta. Sem, com isso, afetar as características reológicas e de 'printabilidade' das chapas", descreve Bruno Cialone, diretor técnico da Antalis do Brasil, representante exclusiva da Fuji, entre outras marcas de produtos e serviços destinados ao mercado gráfico.

Trata-se de uma mudança de paradigmas irreversível, que vai ao encontro do conceito de tecnologia limpa

O sistema evita resíduos líquidos ou sólidos que requeiram tratamento ou recuperação. "Simplesmente porque são chapas sem processo, que também não emitem gás carbônico durante a exposição e em suas fases posteriores. Isto se traduz em eliminar completamente substâncias sólidas ou gasosas que tanto prejudicam a saúde e o meio ambiente", acrescenta Cialone.

Em termos industriais, a chapa da Fuji possibilita redução dos custos operacionais e de investimentos, além de aumentar a produtividade. "Ao não requerer qualquer tipo de equipamento auxiliar para o tratamento, a tecnologia Pro-T permite reduzir áreas destinadas às processadoras e seus produtos e consumo de eletricidade. Como não necessitam de água, dispensam sistema de esgoto ou de recuperação de dejetos químicos", esclarece.

Para ele, o uso das modernas chapas "ecológicas" não é apenas tendência, mas imposição do mercado. "Considerando os volumes por prazo de entrega, verificamos que os tempos de produção estão reduzidos. Isso significa que a necessidade de aumento da produtividade é de extrema importância", completa.

Pouca água
O procedimento desenvolvido pela Agfa necessita de equipamento de revelação que utiliza produtos químicos, mas com água em proporções bem menores que o convencional. "A pressão da sociedade por mudanças, no que se refere à preservação de nossos recursos renováveis e ao descarte inteligente de resíduos, é grande", explica Rafael Sanchez, responsável pela área de insumos da Agfa Graphics na América Latina. "Como empresa inovadora, investimos em pesquisas e buscamos aperfeiçoar nossas soluções, desenvolvendo mecanismos que possam ser ecologicamente corretos, mas que mantenham a qualidade e os resultados de que o mercado necessita", diz.

Sanchez explica que a busca pelo desenvolvimento de uma chapa de impressão offset com processo livre de descartes químicos iniciou-se antes do ano 2000. No início dos estudos, foi preciso superar problemas como temperatura, falta de CtPs adequados e o próprio manuseio.

Com as modernas chapas, as indústrias evitam que os funcionários tenham contato com substâncias insalubres

"Para nós sempre foi vital direcionar os estudos, não no desenvolvimento de um protótipo, mas de uma ferramenta aplicável, com credibilidade, para todas as necessidades da gráfica. A Agfa Graphics encabeçou as pesquisas, apresentando os primeiros modelos", conta.

A chapa pioneira no segmento foi a Thermolite, apresentada durante a Drupa 2000. Utilizava o sistema de umectação da própria impressora, sendo a camada da chapa retirada pelo tack da tinta, e posteriormente descartada na impressão. Sua revelação não era visível, não necessitava de lavagem, mas ainda tinha limitações, como na tiragem e na velocidade de processamento. Esses problemas foram sanados na segunda geração, em 2003, com o lançamento da chapa Azura, que utiliza tecnologia Thermofuse para CtP térmico.


Segundo Sanches, a economia gerada pelo sistema Azura, da Agfa, não se restringe apenas aos produtos químicos, tendo reflexos diretos no consumo de água e energia elétrica, na saúde dos funcionários e manutenção dos equipamentos, além de requerer menor espaço. "Se para revelar 1 m2 de chapa convencional são utilizados 200 ml de químicos e 30 litros de água, com a Azura o consumo é de 20 litros da solução de lavagem para 300 m2 de chapa. E o tempo de limpeza da lavadora fica próximo dos 15 minutos", descreve.


Postado por: Ramon Fernandes


Blog oficial do II Abrapcorp 2008 já está no ar

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O blog oficial do II Abrapcorp 2008 já está no ar desde o dia 14 de março de 2008. O blog do II Congresso é uma ferramenta dinâmica de comunicação que a Organização do evento possui para entrar em contato direto com os congressistas.

As notícias mais recentes e comunicados importantes serão publicados no blog, além de curiosidades e detalhes sobre a organização e realização do congresso. Como congressista, confira sempre o blog para se manter atualizado com as notícias do congresso e entrar em contato com os outros congressistas, fomentando o debate sobre o tema central desde já.
Você também pode participar desta iniciativa. Envie sugestões, pautas e dúvidas para o e-mail congresso@abrapcorp.org.br e participe do debate. Utilize os comentários para expor sua opinião. Aproveite, o blog é uma ferramenta de duas mãos.
O II Congresso Brasileiro Científico de Comunicação Organizacional e de Relações Públicas ocorre nos dias 28, 29 e 30 de abril, no Campus Coração Eucarístico, na Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas em Belo Horizonte, MG.

Para mais informações sobre o congresso, visite o site oficial do evento ou blog do congresso



postado por: Robson

Sua carreira! Sua vida!

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Qual a diferença entre os profissionais que avançam na carreira e aqueles que ficam pra trás? Acredito que o fator mais influente neste desempenho chama-se “iniciativa”.

Alguns colaboradores fazem questão de procurar oportunidades... Outros se satisfazem com as condições existentes.

Alguns ainda, rapidamente aproveitam os problemas e os transformam em oportunidades... Outros evitam lidar com desafios.

Desafios extraordinários produzem pessoas extraordinárias. Porém, o foco tem que estar no sentido positivo.

Lembro-me de uma frase de Sam Walton, o fundador do Wal Mart a empresa que tem o maior faturamento do mundo... Ele disse em plena recessão americana: “Ouvi falar muito ultimamente sobre recessão, fiz uma reunião com minha diretoria e resolvemos não participar”.

Ele também disse: “Clientes podem demitir todos de uma empresa, do alto executivo para baixo, simplesmente gastando seu dinheiro em algum outro lugar”.

A palavra neste centro chama-se mesmo “iniciativa”. Outro dia ouvi um diretor de escola em São Paulo dizer: “No mundo real, a turma da frente acaba trabalhando para a turma do fundão”.

A questão é: Quem sentava na última carteira era taxado de “bagunceiro”. Esqueceram que ele além de estudar, pelo menos o suficiente, era criativo e aprendeu a ter iniciativa na vida, por isto faz sucesso!

Neste foco, algum tem idéias e planos e põem em prática... Outros preferem que lhes digam o que fazer. Como resultado, alguns progridem rápido na carreira enquanto outros... Bem, outros caminham muito devagar ou até não saem do lugar.

Eu costumo dizer que parado você não irá ficar... Ou irá melhorar ou piorar. O mundo é de quem se coloca em movimento. As coisas só tem valor quando estão em movimento... A falta de uso enferruja tudo o que você pensar no mundo, de um cérebro até um pedaço de metal.

Desta forma, alguns sonham e partem para ação... Planejam aonde querem ir e planejam de que maneira chegarão lá, isto é, assumem o controle de suas vidas. Assim, colaboradores com esse espírito de iniciativa liberam uma força poderosa capaz de lançá-los para frente na carreira e na vida pessoal, abrindo um leque muito grande em suas vidas, em seu “novo mundo”.

Enquanto isso, outros apenas sonham... Mas não agem. Jamais irão sair do lugar!

Lembro aqui a frase do Abílio Diniz quando ele disse: “Enquanto alguns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo para fazê-lo”.

Conclusão: A vida nada mais é do que uma longa série de escolhas... Cada atitude, cada opção que você faz, te aproxima mais das metas ou te afasta mais delas. Você pode assumir o controle da sua vida ou deixar que ela e as circunstâncias o dominem.

Ou você assume o volante do seu carro... Ou você senta no banco de trás. O mundo não fica esperando. Se você mudar, o mundo muda com você. A decisão é sua!

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!


Postado por: Ramon Fernandes

O Brasil não valoriza o design dos seus produtos e perde em competividade.

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Como estou numa agencia de Design & Comunicação, ai vai mais uma matéria ligando a importancia do design.

A importância crescente da embalagem na sociedade contemporânea a torna um fator decisivo para as empresas posicionarem seus produtos no mercado competitivo. A globalização, a hipercompetição e a similaridade tecnológica fazem com que os produtos sejam cada vez mais escolhidos por seus diferenciais perceptivos, como seu design.

Uma pesquisa do Comitê de Estudos Estratégicos da Associação Brasileira de Embalagem (Abre) revelou que, para o consumidor, a embalagem é muito mais importante do que se imagina, uma vez que ele não a separa do seu conteúdo. Os supermercadistas revelaram também em pesquisa que, para eles, "embalagem é tudo", mostrando mais uma vez como ela é muito importante para todos aqueles que atuam na cadeia de produção, distribuição e consumo dos produtos.

A cadeia produtiva da embalagem deve movimentar, em 2007, uma cifra próxima dos R$ 35 bilhões, pois cerca de 70% de todos os produtos fabricados têm embalagem e as principais categorias dependem dela para conquistar seus consumidores.

Por intermédio da empresa de pesquisas GFK Indicator, o Núcleo de Estudos Estratégicos da ESPM realizou um diagnóstico da gestão de embalagem nas empresas brasileiras para subsidiar seu programa de estudos e pesquisas. Os dados revelados preocupam todos que atuam e têm interesse nesta área, ficando muito claro que, apesar de todos os entrevistados afirmarem que a embalagem é "muito importante", não é assim que ela é tratada na grande maioria das empresas onde trabalham. Ao contrário, está dispersa no organograma, posicionada principalmente nos setores operacionais e técnicos, sem visão estratégica e dedicada principalmente à redução de custos.

A pesquisa contratou 500 empresas, mas somente encontrou algum profissional responsável por embalagem em 151 delas

A pesquisa contatou 500 empresas, mas somente encontrou algum profissional responsável por embalagem em 151 delas. Apesar do bom nível acadêmico - 41% deles apresentam pós-graduação - seus gestores não têm formação específica, uma vez que essa especialização falta no país. Ainda assim, 59% desses profissionais não conhecem o conceito de gestão estratégica da embalagem, enquanto dos 41% que já ouviram falar no assunto, apenas 16% têm uma noção correta do que ela realmente significa.

É preciso iniciar um processo de mudança de mentalidade e visão que leve a embalagem a ocupar um espaço mais importante no planejamento estratégico.

Não é mais possível continuar tratando um recurso estratégico como simples insumo opracional do processo produtivo

Para que isso aconteça, este tema precisa entrar na pauta do setor. Empresas, entidades, escolas e profissionais devem se conscientizar de que estamos utilizando muito pouco do enorme acervo de contribuições que a embalagem pode oferecer.
Estamos diante de um daqueles divisores de águas, em que um processo de mudança de mentalidade tem início a partir da constatação da real situação e da necessidade de evoluir para uma nova posição. Não é mais possível continuar tratando um valioso recurso estratégico como simples insumo operacional do processo produtivo.

Todos aqueles que atuam e participam da cadeia produtiva da embalagem e a utilizam em suas empresas têm muito a ganhar com esta visão.

Fonte: http://portaldacomunicacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=20635

Postado por: Ramon Fernandes

RI + Comunicação ou RI = Comunicação,

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Estava lendo uma matéria do Portal da Comunicação sobre um assunto que sempre me despertou muito interesse, até mesmo por saber que a area de Relações Públicas tem muito a contribuir com a area de Relações com Investidores.

Nesta matéria é comentado como o cenário atual do mercado de capitais vem mudando rapidamente, com a entrada de alguns investidores Pessoas Físicas as companhias que tem suas ações comercializadas já estão buscando alternativas para se adaptar.

Uma das partes mais significativas da matéria quando se trata na contribuição das relações públicas para a Relação com Investidores é a seguinte

Informação direcionada
O trabalho de Clarice Silva Assis, diretora de RI da AES Eletropaulo e da AES Tietê, incluída no nível 2 de Governança Corporativa, envolve diversos campos da comunicação social. Entre outras atividades, traduz os jargões técnicos, que eram dominantes no passado, em linguagem mais acessível quando divulga os balanços e durante as assembléias com os investidores; institui a tradução simultânea do português para o inglês nas assembléias para os investidores estrangeiros e em outros eventos; supervisiona as respostas às dúvidas que os investidores manifestam em e-mails; produz releases para os investidores, mas também os transmite para os assessores de imprensa da companhia, que vão fazer a divulgação para o público em geral.

Aqui visualizamos claramente esta preocupação em tornar as informações tecnicas do mercado de investimentos em algo que seja de facil entendimento para diversos tipos de publicos. Esta poderia se tornar uma das vertentes estrategicas de um plano de comunicação direcionado a relação com investidores.

É aqui que este novo nicho se justifica:

O mercado na internet
No renovado processo de relações com o investidor, a internet é canal fundamental. Todos os sites das companhias de capital aberto têm uma página específica de relações com o investidor. É lá que os acionistas se informam sobre ativo, passivo, fluxo de caixa, resultados etc. Para muitos investidores, pessoas físicas, a internet é o principal e talvez único canal de comunicação com a empresa. Um grande contingente de acionistas dispensa outros processos de comunicação por não os considerarem produtivos para os seus objetivos - o que pode preocupar os diretores da empresa, já que existe um quorum para que uma assembléia seja considerada válida pela CVM.


Como tenho esta curiosidade há algum tempo, esta matéria serviu para comprovar o que eu já acreditava que estava acontecendo. Falta agora que o mercado de investidores, e as grandes empresas continuem abrindo os olhos a estas mudanças.

Que o plano de comunicação destas empresas seja realmente integrado, com os varios publicos!!

Fonte: http://portaldacomunicacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=20620

Postado por: Ramon Fernandes

As mais usadas

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Esta pesquisa eu retirei do site de uma agencia de comunicação daqui de Londrina: www.lacasa.com.br.

Pesquisa da Adslogans mostra as 20 palavras mais usadas em slogans. No mundo de hoje onde o consumidor faz o papel principal, a palavra "você" estar em primeiro na lista faz todo o sentido. No Brasil, seria "tudo", "aqui", "feliz" ou "momentos" o campeão? Confira dos EUA:

Co-opetição ou morte

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Houve um tempo no qual amigo era amigo, inimigo era inimigo, concorrente era concorrente, cliente era cliente e fornecedor era fornecedor. Agora, embaralhou tudo. Tem concorrente que às vezes se transforma no seu principal amigo e fornecedor. Tem cliente que pode ser seu maior concorrente em alguns casos e seu pior inimigo, em outros. Tem fornecedor que ao mesmo tempo é seu concorrente e cliente. Tem horas que o inimigo de todos é um só – impostos, por exemplo. Tem momentos em que os interesses de toda uma cadeia econômica mostram-se conflitantes. Tem ocasião em que o bloco de clientes ou dos fornecedores alinha-se em busca de um objetivo e a única saída é organizar um conjunto único de concorrentes. Sem falar que tem concorrente indireto que é pior que concorrente direto e o fato de que a dinâmica da economia leva a ecossistemas econômicos cada vez mais instáveis e efêmeros.

O que alguns estudiosos como Jeannie Novak (provavelmente a primeira pessoa a usar o termo “co-opetição”) e Adam M. Brandenburger & Barry J. Nalebuff (autor de um livro “clássico” sobre o tema) definiram, com competência, é que a complexidade crescente da vida econômica e política do presente e do futuro próximo leva à junção inevitável da competição e da colaboração em um novo sistema, mais dinâmico e inteligente.

Outro livro bastante interessante é Nascimento da era caórdica, de Dee Hock, fundador e ceo emérito da Visa, que conta a história da criação e expansão desse meio de pagamento, ao redor do qual pessoas e instituições de todas as línguas, culturas, sistemas monetários, raças e tendências econômicas e políticas se juntaram numa organização não acionária, com fins lucrativos, que movimenta atualmente mais de um trilhão e duzentos e cinqüenta bilhões de dólares e na qual os membros/proprietários interagem na mais intensa cooperação e na mais feroz competição.

O próprio fenômeno da internet é extraordinariamente co-opetitivo, pois no espaço virtual todos podem ajudar e ser ajudado por todos, colaborar e competir com todos. As regras clássicas de muitos aspectos da organização da produção, das relações econômicas, da criação e dos direitos autorais, da geração e distribuição de conhecimento e de outros aspectos relevantes da vida humana foram bastante transformados pela lógica disruptiva de grande rede digital.

Com a desregulamentação crescente e o fim das fronteiras (a esse respeito, leia a coluna Observatório do futuro, que estréia na edição de março de 2008 de About) o conceito de co-opetição torna-se ainda mais válido, aplicável e necessário.

Em nosso setor de comunicação comercial, esse tema está na ordem do dia do mercado, pois as agências descobrem que raramente conseguirão atender plenamente a um cliente; os veículos se dão conta de que pacotes multimídia podem ser mais eficazes para o anunciante; as soluções multiplataformas mostram-se as mais indicadas; e os próprios anunciantes saem da posição de compradores e começam a se transformar em vendedores de alternativas de ações mercadológicas.

Esse tema é particularmente relevante quando se constata que os anunciantes lutam contra todo o mercado de serviços de marketing para reduzir preços. E assim o fazem premidos pelo fato de que enfrentam a situação paradoxal de verbas que aumentam sempre, embora sejam relativamente menores para atender a necessidades crescentes de aquisição de espaços de mídia e de ações de marketing que, por sua vez, têm seus custos, via de regra, majorados acima dos níveis inflacionários – enquanto sua efetividade real diminui diante de um mercado mais competitivo e de consumidores que mais e mais oscilam entre a apatia e a hostilidade.

Tudo isso praticamente obriga profissionais e empresas de nosso setor de atividade a se qualificarem para dominar as competências de co-opetição, sob o risco-limite da própria morte profissional e empresarial.



postado por: Robson

Blog é canal de relacionamento

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Fomentar discussões entre equipes para estabelecer consensos de atuação, humanizar o ambiente de trabalho com a promoção do diálogo franco e amistoso sem hierarquias, estimular o espírito crítico e a renovação contínua no cotidiano das tarefas, divulgar posicionamentos em linguajar coloquial e ilustrado. Todos estes podem ser usos de um blog numa organização, além de uma outra lista considerável de aplicações. A idéia é experimentar e abrir mais uma ponte de relacionamento com os públicos de interesse, encontrando caminhos e maneiras próprias de servir-se da tecnologia para aproximar pessoas. Este pode ser um rápido resumo do conteúdo desenvolvido no curso “Blogs Corporativos”, para uma atenta e curiosa platéia de profissionais de dez estados diferentes, pela jornalista e doutora em Comunicação Pollyana Ferrari. O treinamento foi realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (http://www.aberje.com.br/) no dia 18 de março de 2008 em São Paulo/SP.



Na dinâmica de crescimento da internet, Pollyana faz um retrospecto das diferentes interfaces disponibilizadas para os usuários e audiências, termos que por si só foram substituídos em tempos de web 2.0, num panorama em que todos são agentes e interlocutores. De outro lado, o próprio sistema se auto-regula e bane as condutas equivocadas, ainda que seja sempre indicável estabelecer políticas de participação. Na esteira deste enfoque colaborativo, muitos canais foram criados e estão em processo de amadurecimento, como os blogs, micro-blogs, redes sociais, feeds e outras ferramentas que enriquecem a experiência e torna todos protagonistas. “Chegamos numa fase em que a linguagem se simplifica e passa a existir cada vez menos barreiras entre as pessoas, menos privacidade e mais intimidade”, relata.



Daí vem o neologismo mais tratado na atualidade: o consumer-generated media (CGM) ou mídia gerada pelo consumidor. Trata-se do conteúdo criado e divulgado pelo próprio cidadão, em fóruns, listas, blogs, fotologs, comunidades, grupos, troca de favoritos, sites participativos e comentários, a partir de celulares, palms, emails, mensagens instantâneas. Segundo a professora, é por isto que explodem na rede os sistemas de gerenciamento de conteúdo agregando parte dos usuários por contextos comuns, com liberdade de expressão. E como diminuem os limites entre público e privado, é uma realidade inconstante. “Blog é uma ferramenta muito boa, mas pode se voltar contra você”, alerta ela, acrescentando que nem todas as empresas estão prontas para esta inteface porque também precisa haver um alinhamento interno em torno da transparência e do diálogo. De todo modo, indica que todos os comunicadores e as suas diretorias precisam exercitar o hábito de ler blogs para assim entender o jeito, o linguajar, a forma de postagem para futuras incursões na área, bem como precisam assinar o RSS dos blogs para receber as atualizações e compreender a dinâmica das conversas e temas.



PRÁTICA – O treinamento previu ainda uma série de dicas práticas para lançar e manter blogs. Entre os pontos levantados, as cores foram um item importante, interferindo na legibilidade e também dando significações e motivações específicas dependendo do seu manuseio. A instrutora destaca que a leitura de um texto na tela do computador é 25% mais lenta que a leitura em papel, tendo citado o pesquisador Mario Garcia que comprova que o leitor permanece, em média, sete minutos numa página – exigindo um tamanho que, proporcionalmente, seria a metade do que se escreveria numa versão impressa. Títulos atrativos, com recursos lingüísticos e em uma única linha, e textos em linguagem coloquial em até 900 caracteres por post, com parágrafos curtos e empregando subtítulos e tópicos, são artifícios para reter atenção e despertar a interação. “Além disto, blog tem que ser multimídia, porque cada vez mais as pessoas são multitarefa. Devemos agregar vídeo, podcast, fotos, textos, enquetes, animação, gráficos, ilustração”, sinaliza. Definitivamente, a hipermídia gerou mudanças no comportamento das pessoas, dando fôlego a um novo paradigma de leitura não-linear.



Quanto à periodicidade, blog é um relato diário, e para obter isto se pode fazer um escalonamento dos diretores por dias da semana, contudo com responsabilidade permanente por responder os comentários postados a posteriori, ainda que porventura auxiliados por assessores. No enfoque da franqueza requisitado pelos cidadãos-internautas, não há espaço para blogs fechados, a menos que façam parte de projetos-piloto temporários. Sendo um “cartão-de-visita” da organização, eles têm por essência a necessidade de exposição e interatividade. Também não é indicado o apagamento de posts negativos, a menos que estejam em evidente infração de bom senso ou contra a política do espaço previamente divulgada. Só assim se tornará um ponto de convergência para qualquer público em suas dúvidas ou curiosidades sobre a empresa, e então permitir aos gestores identificar características e preferências por meio do conteúdo e do tom dos comentários deixados. “O fenômeno dos blogs desafia as tendências tradicionais sobre o controle da comunicação das corporações, mídia, governo e mercado. É um novo campo em que todos podem recomendar ou criticar produtos e reputações”, finaliza.



AGENDA – Em abril, os cursos já anunciados pela entidade são “Relatórios de Sustentabilidade – GRI”, a ser ministrado por Carmen Weingrill e James Heffernan nos dias 15 e 16 de abril, e depois “Melhores práticas em Comunicação Estratégica”, com Maria Auxiliadora Moraes Amiden, no dia 23 de abril. Mais informações pelo cursos@aberje.com.br .




RP Rodrigo Cogo – Conrerp RS/SC 1509
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)



Postado por Juliano Melo.

Ja ouviu falar sobre Mercados Preditivos?? Eu não.

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Navegando no Terra Forum Consultores me deparei com o seguinte artigo: Mercado Preditivo: o novo aliado das organizações. Muito interessante a teoria e as aplicações deste tipo de ação. Seria uma estratégia para tirar informação de um determinado público, com o objetivo de verificar um cenário futuro, para uma instituição ou ação qualquer.
Gostei particularmente da parte em que o autor fala da utilização para o público interno de uma empresa, quem sabe utilize isto ainda.

A seguir um recorte do artigo.

O que é!

Mercados Preditivos são mercados de apostas que têm como finalidade prever algo que irá acontecer futuramente. O princípio dessa ferramenta é o de que a opinião de um grupo grande de pessoas suficientemente diverso é mais próxima da realidade futura do que a opinião de um especialista no assunto.
De certa forma, pode-se dizer que este é um grande jogo de apostas em que os participantes, utilizando dinheiro real ou virtual, indicam o que acreditam que irá ocorrer no futuro e, assim, aqueles que acertam ganham premiações proporcionais às apostas feitas. Esse é o grande trunfo dos Mercados Preditivos em relação às demais ferramentas que tentam prever o futuro. Um grupo de pessoas incentivado a apostar e ganhar gera informações de alta qualidade, quando todos os lances dados sobre um determinado tema são analisados em conjunto.
Portanto, a análise final dos dados do Mercado Preditivo é feita com base nas apostas. A quantidade de dinheiro apostada, seja ele real ou virtual, reflete de maneira fiel o que o grupo de indivíduos acredita que irá acontecer.

Sobre a utilização com o público interno:

Em grandes corporações essa ferramenta também já está sendo utilizada. O objetivo principal desses Mercados é gerar predições que realmente agreguem valor para a empresa, através das informações de seus colaboradores. Os temas abordados podem ser externos (Ex. demanda externa de novos produtos, preço futuro de produtos já existentes no mercado) ou internos (Ex. performance da linha de produção).
Outro ponto em comum na aplicação dessa ferramenta nas empresas é a utilização de dinheiro virtual. Isto porque é difícil imaginar uma empresa que peça para seus funcionários apostarem seu próprio dinheiro para finalidades voltadas à empresa. Assim, os incentivos para que os colaboradores participem das apostas são visibilidade na empresa, troca de pontos acumulados por prêmios ou bônus salarial, entre outros.

Fonte: Terra Forum Consultores - http://www.terraforum.com.br/sites/terraforum/in3/Artigos/Mercados%20Preditivos%20%E2%80%93%20o%20novo%20aliado%20das%20corpora%C3%A7%C3%B5es.aspx

Postado por: Ramon Fernandes.

Post Desabafo.

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Bom dia a todos.

Estes tempos notei uma coisa, procurando por noticias interessantes para o blog, percebi o grande numero de newsletters que eu assino para recebimento, o engraçado é que não tenho recebido nenhuma. Estas newsletters não especificam periodicidade, em que número estão, quais as edições anteriores. Me pergunto o que acontece a estes sites que oferecem este serviço, que se usado corretamente é uma ferramenta que atinge diretamente seu publico alvo, promovendo uma grande interação.

Uma ferramenta com tal potencial estrategico não poderia ser tão banalizada como esta ocorrendo. Hoje parece qu todos os sites querem ter sua propria newsletter. Acredito que antes de colocarmos a ideia em pratica, teremos que nos perguntar se havera tempo habil para procura e produção de noticias para sua newsletter, havera tempo para responder aos contatos deste publico que recebe suas newsletter.

Quero ainda ter um tempo para mandar um email para cada news que eu tenha assinado, solicitanto o seu envio, ou entao algum motivo por não estar recebendo.

Postado por: Ramon Fernandes

Mundo Corporativo - A verdadeira identidade corporativa

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Mais uma do jornal mundo corporativo da Unimed Londrina. Nesta matéria verificamos a analise do consultor de empresas Luciano Salamacha que questiona se as empresas estão realmente pondo em prática as lindas frases que compõem sua missão, visão e valores. Estes três itens que são uma importante peça integrante da identidade e da cultura corporativa.



Na década de 80, ganhou força a preocupação das organizações em se lançarem na tarefa de definir sua missão, delinear sua visão e formatar seus valores. Executivos e gerentes se reuniam para montar frases que servissem como uma espécie de estandarte para ser divulgado entre funcionários e conhecido pelos clientes, fornecedores e sociedade. Quadros, faixas e banners espalhados nas fábricas, escritórios e recepções faziam todos acreditar numa nova imagem da empresa e no comprometimento por parte dos colaboradores.

O tempo foi passando e hoje, em muitos empreendimentos, tudo não passa de quadros empoeirados na parede, com práticas e relações não refletindo o conjunto de virtudes apresentado. Poucas organizações conseguiram criar, difundir e praticar plenamente o conteúdo de suas diretrizes.

“Tenho observado que algumas empresas se preocupam mais em compor esses elementos orientados, exclusivamente, pela sua área de marketing. As conseqüências são declarações bem elaboradas e que impressionam os clientes. O problema é que, enquanto o cliente se surpreende com o compromisso da empresa e torce para que o que está escrito seja verdade, os funcionários têm certeza que aquilo é impraticável. Pode-se incluir entre o grupo de incrédulos a alta gestão da empresa e as pessoas responsáveis por sua elaboração”, avalia o consultor de empresas, Luciano Salamacha.

Por isso, de acordo com o consultor, ao construir os princípios que norteiam o negócio, deve-se levar em consideração as idéias e conceitos que descrevem o DNA da empresa. A missão deve revelar a todos da própria organização qual é a sua verdadeira personalidade, o “jeito” de fazer as coisas. Depois vem a visão, demonstrando onde, agindo daquela maneira, se pretende chegar ou que estágio atingir. “Esses dois pilares, missão e visão, são apoiados pela descrição de valores que nada mais são que os fatores inegociáveis pela empresa. Um bom exemplo é a honestidade. Algumas a colocam como um valor a ser cultuado, mas quando
questionadas em uma negociação comercial, por alterarem algumas informações, respondem que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, alerta Salamacha.

Postado por: Ramon Fernandes.

Memória Empresarial

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Esta matéria foi retirada de uma publicação da Unimed de Londrina/Pr - Mundo Corporativo. Trata-se de um jornal informativo bimestral direcionados aqueles conveniados por planos corporativos. Eu achei as matérias e a abordagem muito interessante pois tratam de assuntos correlatos ao "mundo corporativo", mas sem esquecer do "universo" Londrina. Parabéns aos profissionais responsáveis.



Executivos encontram nos livros uma forma de compartilhar suas experiências profissionais.


Toda empresa tem sua história demarcada por acontecimentos peculiares, formas de atuação diante de cada situação, mudanças e crescimento. Cada organização é única e a forma de registrar sua memória também deve ser única. Ao revelar o conjunto de fatos pelos quais passou, a organização resgata seu curso, escrito ao longo dos anos.
Não é raro encontrarmos nas livrarias obras que desvendam os bastidores de uma empresa, muitas vezes, contadas através da trajetória de seu fundador ou do principal executivo da organização. É por meio da vivência empresarial dele que a organização partilha com o leitor erros, acertos, curiosidades, estratégias, servindo de exemplo para outras gerações.
Escrevendo um livro, o executivo tem ainda a oportunidade de repassar conhecimento e valores, reconhecendo-se também como sujeito histórico e parte ativa da sociedade.
Apostar na experiência literária, mesmo que sem ambições comerciais, é mostrar-se como alguém que não surgiu do nada, e que está sempre em construção, num processo contínuo de revisão e aperfeiçoamento.
Nos últimos anos, as biografias desses homens de negócio têm alcançado um grande sucesso editorial no Brasil, alcançando vendagens que se equiparam aos livros de auto-ajuda. Diversos empresários lançaram-se neste filão e,
assim, ajudaram a traçar um retrato do mundo corporativo brasileiro. Executivos que souberam virar o jogo, superaram momentos difíceis e criaram estratégias ousadas já se renderam ao universo das letras contando, inclusive, detalhes de como suas vidas pessoais são uma extensão do trabalho.
Exemplos não faltam. O livro “Samuel Klein e Casas Bahia – uma Trajetória de Sucesso”, biografia escrita pelo jornalista Elias Awad, traz os caminhos trilhados por esse polonês, que chegou ao Brasil em 1952, após fugir de um campo de concentração, para se tornar um gigante do varejo. A obra se baseia na alma de vendedor do fundador da famosa loja de móveis e eletrodomésticos, de longe a maior anunciante do país e a mais lembrada por seis em cada dez consumidores brasileiros.

Leia mais em: http://www.unimedlondrina.com.br/index.php?dir=segmentos/jornal/01-2008&file=pag02.php

Postado por: Ramon Fernandes.

Lançamento de livro: Blogs Corporativos.

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A Relações Públicas Carolina Terra, mantenedora do conhecido blog RPalavreando, esta lançando seu "filho" (palavras usadas por ela!!), o livro Blogs Corporativos: Modismo ou Tendência?
Ele pode ser encontrado nas livrarias LaSelva dos aeroportos de São Paulo e Rio de Janeiro e também no site da própria editora (http://www.difusaoeditora.com.br/site/#/catalogo_desc/categoria=0&livro=37), na Livraria Cultura, na Disal, na FNAC e no site da livraria Saraiva. Para aqueles que estão fora do eixo Rio/ São Paulo como eu, poderemos comprar no MercadoLivre (http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-71016080-livro-blogs-corporativos-modismo-ou-tendncia-_JM),

O lançamento do livro acontecerá na Livraria FNAC nesta quinta-feira, 13/03, às 19h, no Shopping Morumbi.

Quem puder prestigiar está convidado.

Postado por: Ramon Fernandes.

Ainda no foco de nosso TCC - Giacometti Propaganda e Arquitetura de Marca

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Com a intenção de publicar nosso TCC no Abrapcorp, nestes últimos dias eu estava revendo os arquivos (que tratou da construção da marca Ímpar - Inteligencia de Marketing) e me lembrei de ter lido algumas informações importantes nesta matéria da Negócias da Comunicação, o que ajudou a vislumbrar uma futura oportunidade de negócios.

Espero que apreciem.


A marca é o grande patrimônio de uma empresa. Por isso, a Giacometti Propaganda e Arquitetura de Marca é uma agência de comunicações que se especializou na construção de uma identidade de marca sólida para seus clientes, orientada a partir de uma visão de futuro. Desse modo, ferramentas práticas como a Sala do Cliente, a Sala da Criação de Diferenciais Competitivos e a Equipe de Resultados, entre outras, são associadas a parcerias com empresas coligadas, para compor duas linhas de força que procuram garantir a consolidação da personalidade da marca.

Com foco no pensamento estratégico, a Giacometti desenvolve um modelo metodológico diferenciado, basea­do no envolvimento real e prático nas áreas de negócios dos clientes. Auxilia, inclusive, no desenvolvimento da sua equipe de vendas, visando a máxima produtividade. "A arquitetura de marca, na verdade, é uma arquitetura de negócios, que engloba um trabalho feito em diversas áreas da empresa, tais como as de recursos humanos, marketing, vendas, logística e distribuição. Trabalhando com eficiência e harmonia, deixando o consumidor satisfeito, isso vai fazer com que a organização tenha marcas com um prestígio duradouro, e não algo efêmero, que se sustenta apenas enquanto a campanha publicitária estiver sendo veiculada", afirma Denis Giacometti, presidente da agência.

Ferramentas estratégicas
Ele revela que foram desenvolvidas algumas ferramentas que auxiliam no processo de construção da marca. Uma delas é planejar a longo prazo, já que alguns projetos têm um grau de maturação muito lento. Assim, a Giacometti tem como missão auxiliar seus clientes a pensar nesse futuro, estabelecendo metas tangíveis, inclusive de percepção das suas marcas. "Quando estabelecemos o nosso norte, sabemos para onde vamos", explica Denis Giacometti.

Mas, para chegar lá, também é preciso definir a estratégia, pois, embora o caminho seja único, há táticas diferentes para se alcançar os objetivos. Em seguida, vem o posicionamento mercadológico, ou seja, como a empresa vai se posicionar no mercado em termos do custo-benefício dos seus produtos.

A partir disso se estabelece a personalidade da marca e se desenha como as vendas devem ser conduzidas, ou, em outras palavras, como a empresa deve praticar sua política comercial. "São pontos que a Giacometti desenvolve nos cinco primeiros meses de relação com seus clientes e não é simples como parece, pois isso implica mudanças e sempre há fatores de resistência", afirma Denis Giacometti.

Segundo ele, embora a marca seja um bem de valor inestimável, no Brasil são poucas as empresas que estão preocupadas em construir e manter marcas sólidas. "Quando acontece, muitas vezes, a preocupação é com o prestígio, e não com o processo organizacional que levará à consolidação da marca. Para que seja realmente reconhecida, é preciso que o consumidor esteja plenamente satisfeito com a empresa, e suas queixas e reclamações, atendidas", observa.

Pesquisas feitas pela ­Giacometti mostram que os fatores relevantes no momento da compra são a localização do estabelecimento comercial, as campanhas publicitárias que influenciam e informam o consumidor, e a indicação de terceiros. "Por isso, nossa missão é auxiliar o cliente a criar diferenciais competitivos, pois sem isso o produto vira uma simples mercadoria e a decisão de compra é feita pelo preço mais em conta", enfatiza

Para que o atendimento - baseado em diferenciais exclusivos como a Sala do Cliente, a Sala da Criação de Diferenciais Competitivos e a Equipe de Resultados, entre outros - tenha o alcance e os resultados pretendidos, uma das suas metas é desenvolver uma área de qualificação de profissionais treinados nessas novas ­metodologias.

"Quanto mais conhecimento você tem sobre o seu cliente, mais preparado estará para ser criativo e eficiente, pois estará mais focado e dirigido, sem a possibilidade de cometer erros na sua comunicação. A informação completa também permite uma liberdade maior para criar", afirma Julio Isnard, diretor de criação da Giacometti.

Para ele, as cinco unidades - São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Florianópolis - permitem a troca de informações e experiências. "Um fator a mais que pesa na qualidade do atendimento e na satisfação do ­cliente", explica.

Conquista de público
Um case interessante no portfólio da agência é o Shopping Tamboré, em São Paulo. Sua localização é acessível a consumidores de diversas classes sociais, mas o objetivo desse cliente era posicioná-lo para a classe B, diferenciando-o em relação aos concorrentes da região e tornando-o mais atraente também à A.

Além de rever o mix de lojas, trazendo marcas e grifes importantes, foi criado um novo conceito para traduzir essa transformação. "O slogan 'Shopping Tamboré. A gente tem' resumiu o novo posicionamento, demonstrando que o shopping era a opção mais completa e agradável da região", conta Giacometti.

O Tamboré vem aumentando o fluxo de clientes, crescendo de 12% a 14% ao mês em comparação com o ano passado. "A Giacometti fez um trabalho estratégico para a diferenciação dos públicos que pretendíamos atingir, por meio de levantamento de informações, pesquisas e a interpretação dessas conclusões. Uma vez definido o nosso público-alvo, ficou mais fácil partir para a estruturação da campanha que visava atingi-lo", conta Alessandra Tiraboschi, gerente de marketing do Shopping Tamboré. "Eles fazem um trabalho à altura das necessidades, com um envolvimento profundo em seus negócios", conclui. Desse modo, cada um se sente um cliente realmente especial.


Postado por: Ramon Fernandes

IAB Brasil comemora 10 anos de vida e o crescimento da publicidade na internet

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Fundada em 1998 com a missão de incentivar, promover, desenvolver e regulamentar o uso dos meios interativos para ações de comunicação e marketing, a Associação de Mídia Interativa, atual IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) ,completa 10 anos de existência comemorando os excelentes resultados que a mídia on-line registrou em 2007.Com uma participação de 2,8% no bolo publicitário brasileiro, a internet registrou um aumento médio de 45% nos investimentos publicitários – um total de R$ 527 milhões. O meio registrou uma audiência de 40 milhões de pessoas no País, sendo cerca de 35% pertencente à classe C, reflexo do aumento significativo nas vendas de computadores – de acordo com o IDC Brasil, no ano passado, foram comercializadas cerca de 10,7 milhões de unidades.De acordo com o IAB Brasil, a penetração da internet na Classe C tende a continuar crescendo, chegando a 40% da audiência até o final de 2008.

Com isso, a instituição estima que, até dezembro de 2008, a base de usuários chegará a 45 milhões, o que representa um crescimento de 15% em relação a 2007.“Esse crescimento reflete a qualidade da cobertura que o meio oferece para as ações de marketing, além consolidar a internet como a segunda maior mídia de massa do País”, acredita Paulo Castro, presidente do IAB Brasil e diretor geral do Terra, em comunicado enviado ao PortaldaPropaganda.com.A entidade destaca ainda a quantidade de visitantes únicos que acessaram a internet a partir de suas residências.

De acordo com o Ibope/NetRatings, em dezembro de 2007, esse número foi de 21,3 milhões. O IAB Brasil estima que, até o final do ano, atinja-se a marca de 25 milhões de visitantes únicos residenciais, crescimento de 16% em relação ao ano passado.Além dos dados de audiência e investimentos, a instituição também ressalta o crescimento da banda larga no País. Em dezembro de 2007, 79% da audiência ativa acessou a internet com conexão banda larga. Esse percentual deve chegar a 82% em 2008, segundo o IAB Brasil.



QUASE 50% DOS AMERICANOS USAM WEB PARA SE INFORMAR

Quase 70% dos norte-americanos acreditam que o jornalismo tradicional está fora de forma e perto da metade usa a Internet para se informar, de acordo com uma pesquisa online de We Media/Zogby Interactive.


Quase a metade dos 1.979 pesquisados afirmaram que sua fonte primária de notícias e informações é a Internet, número maior que os 40% do ano passado. Menos de um terço usa a televisão para se informar, enquanto 11% ouvem rádio e 10% lêem jornais.


Mais da metade daqueles que cresceram com a Internet, as pessoas entre 18 e 29 anos de idade, obtém a maioria das suas informações pela rede mundial de computadores, em comparação com os 35% entre os que têm 65 anos de idade ou mais. Adultos mais velhos formam o único grupo que prefere veículos distintos da Internet como fonte primária de informação.


Apesar de a maioria das pessoas pensarem que o jornalismo é importante para a qualidade de vida, 64% estão insatisfeitos com o conteúdo midiático em suas comunidades, diz o estudo.






Fonte:
Portal da Propaganda: http://www.portaldapropaganda.com/netmarketing/2008/03/0001
IAB Brasil: http://www.iabbrasil.org.br/interna.aspx?id_detalhe=1377&origem=0

postado por: Robson

Comunicação não é tema de um setor só

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Falar com o público interno e realizar uma comunicação integrada, de forma sistemática e convergente, são desafios conhecidos pelos comunicadores. A grande questão desta era da conversação, com múltipla interlocução com os públicos estratégicos, está na necessária abertura do setor para outras capacidades. A Antropologia, a Sociologia, a Psicologia – só pra citar de maneira mais concreta algumas especialidades – ganham espaço e demonstram que a geração e a distribuição de informação e conhecimento devem partir de todos os setores de uma organização. É esta perspectiva que pode resumir o 8. Mix, realizado pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (http://www.aberje.com.br/) no dia 28 de fevereiro de 2008 no Novotel Jaraguá em São Paulo/SP, reunindo profissionais de vários estados para posicionar os comunicadores como agentes estratégicos desta nova composição.


A formatação do programa teve um claro objetivo: partilhar informações, trocar experiências e difundir boas práticas. E do ponto-de-vista de grandes players do mercado. Assim surgiram no palco os responsáveis pela comunicação de empresas como Itaú, Vale, Oi, Wal-Mart, Fiat, Atento, Weg e Petrobras, tendo como partida um tema cada vez mais presente no cotidiano das organizações: processos de mudança causados por fusões. A vivência da compra do BankBoston pelo Itaú foi mostrado pela superintendente de Responsabilidade Sócio-Ambiental, Sônia Favareto, que relatou o período angustiante de duas semanas de boatos, acirrados por notas em meios jornalísticos impressos e eletrônicos, antes da oficialização do negócio e do início efetivo de ações de acompanhamento e esclarecimento junto às equipes envolvidas. “Esta fase híbrida de perda e expectativa do ‘não mais’ para o ‘ainda não’ deve ser alvo da comunicação interna”, aponta. Neste caminho, é preciso preparar para a mudança, lidar com as indefinições, acolher e valorizar profissionais, preservar vínculos de confiança e administrar o tempo exíguo pra que tudo aconteça e uma nova “normalidade” possa ser atingida.


A executiva fez uma mostra das peças que envolveram o “Legal Day One”, com a abertura das portas já sob nova bandeira – aliás, numa alteração de logomarca feita no final de semana anterior em processo de mutirão. Foi entregue uma mala-direta para todos os funcionários; realizada uma Festa da Copa, aproveitando o campeonato de futebol para implementar uma despedida simbólica onde foi dado um DVD mesclando a história das copas com a história do Banco comprador junto de uma carta da Diretoria; feita uma recepção por gerente da agência Itaú Personalité mais próxima; produzida uma adesivação de elevadores com chamada conectada à campanha publicitária vigente; entrega de kit de identificação de mesa e crachá para cada colega e do Código de Ética do novo empregador. Em todo o percurso, Sônia sugere que não seja perdido o uso da emoção, porque são atos que envolvem pessoas e suas sensações.


Mesmo com algumas diferenças de procedimento, a situação da absorção da Telemar pela Oi não teve menos impacto. Manoela Osório, gerente de Comunicação Interna, responsável por 10 mil funcionários diretos, 35 mil terceirizados de rua e outros 65 mil terceirizados de atendimento, contou da estranheza da convivência de duas marcas, com seus símbolos e cores, durante dois anos, até haver o alinhamento visual. Além disso, reconheceu que variações no estilo de gestão das organizações, como na hierarquização ou na agilidade na tomada de decisão – afora a própria imagem no mercado -, são complicadores do trabalho. Sua atuação esteve centrada no conceito de Endobranding, buscando mobilizar um exército de embaixadores de marca em nome de um novo jeito de ser. Entre os pilares da comunicação, estão informar, engajar, concluir e reconhecer.


A aquisição da mineradora canadense Inco pela então Companhia Vale do Rio Doce deu continuidade ao painel, com a gerente geral de Comunicação, Madelon Piana. Sua equipe atuou sobremaneira com os 12 mil funcionários da empresa adquirida, em quatro idiomas, embora não tenha deixado de lado os 48 mil funcionários da Vale espalhados pelo mundo. Para ela, tratar do temor da perda de emprego e do conflito derivado da perda de prestígio dos canadenses pela venda de uma companhia de tamanho prestígio foram alguns dos obstáculos ao livre fluxo de informações. Eles contrataram uma consultoria nativa para desenvolver um trabalho cultural mais adequado, até mesmo para ajustes lingüísticos, e aplicaram algumas ferramentas: carta aos funcionários reforçando sinergia dos negócios, vídeo de boas-vindas, newsletter na Inco, campanha interna, hotsite e ainda posters e outdoors no Brasil, afora vários outros procedimentos para uma aglutinação tranqüila.


SUSTENTABILIDADE - As ações do programa “Simples atitudes ao alcance de suas mãos” da Wal-Mart Brasil mostraram que tudo começa em casa para poder ter a força necessária de incorporação no ambiente de trabalho. O exemplo do Projeto Pessoal de Sustentabilidade (PPS), que até contou com seu próprio presidente como garoto-propaganda “Capitão Água”, no incentivo à adoção de atitudes individuais e caseiras em sete focos - como redução e reciclagem, saúde, consumo responsável e voluntariado – foi bem recebido pela platéia. Todos os funcionários que aderem à idéia concorrem a uma premiação anual, prestam depoimento para folheteria de incentivo interno e são identificados por pins e bottons em lojas decoradas por móbiles, todas candidatas a ponto-de-venda mais sustentável. Disto surge o calendário de boas ações, reforçado pelo livreto “12 Princípios do Consumo Consciente”.


Sustentabilidade é contribuir para o desenvolvimento econômico e social através da criação de valor por meio de elevados padrões de governança. Com este conceito, o diretor de Comunicação Corporativa da Fiat, Marco Antônio Lage, elencou as atitudes da montadora para legitimar de maneira concreta o tema junto a seus mais de 22 mil funcionários diretos, afora 15 mil indiretos: racionalização do processo produtivo com economia de água equivalente ao consumo de 300 cidades, 93% de reciclagem dos resíduos da fábrica, desenvolvimento de carro elétrico e criação do motor flex. Na Fiat, o comprometimento do público interno acontece por seu envolvimento direto sustentado pela cultura organizacional, em ação gerida por um comitê transversal que viabiliza práticas cotidianas, na empresa e junto aos familiares em casa. “É preciso um plano coerente, 360 graus, para atingir todos os stakeholders”, justifica.


INOVAÇÃO – Estratégias diferenciadas de relacionamento com o público interno, com novas mídias e ações de experiência de marca, foi o debate do início da tarde. Ana Cristina Santos, da Comunicação da Atento, enfatizou a relevância de pesquisas pra formatar o melhor plano de atuação. Com o entendimento de que comunicação não é só falar, mas sobremaneira ouvir, ela não hesita: “fazer pesquisa é um negócio que sempre dá certo”.


Ana baseia projetos em valores da empresa, como a diversidade, que tematiza campanhas alinhadas a datas promocionais, buscando a participação do funcionário com frases e fotos para ter acesso a premiações estimulantes. Entre os instrumentos aplicados, estão revista interna, jornal-mural, intranet com chat e comunicados digitais por email e SMS, e até mesmo o “casual Day” às sextas-feiras que virou literalmente o “Dia do Pijama”, para estabelecer contato com seus 65 mil funcionários. No evento, a prioridade foi a exposição da AtentoTV, com linguagem dinâmica, jovem e participativa para atrair a atenção do público, apresentada por integrantes recrutados da própria equipe.


O analista de Marketing da catarinense Weg, Caio Mandolesi, traçou o encaminhamento da inauguração do Museu Weg, inaugurado em 2001. A estrutura recebe mais de 18 mil pessoas por ano em uma estrutura moderna para contar a história dos motores elétricos e da empresa e seus fundadores. Ele apresentou o planejamento estratégico para a recepção dos visitantes, aumento do fluxo de visitas, projeto de itinerância do acervo e formação de pólo cultural regional. Com os colaboradores, a interação do Museu se baseia em integrar funcionários voluntários como monitores de visitas de escolas, sediar eventos festivos, de treinamento e ações culturais (abertas à comunidade). “O Museu está tendo este papel importante de segurar a cultura, os valores da empresa, e influenciar a geração mais nova que chega”, revela.


Na Petrobras, um complexo de comunicação interna voltado para 250 mil pessoas (50 mil funcionários diretos, 50 mil aposentados e 150 mil prestadores de serviço) sempre exige novidades para garantir a atenção. De todo modo, as novas mídias, embora não se recuse a necessidade de diálogo e os novos hábitos das pessoas, são vistas com realismo: como nem todos têm acesso a micros, a estratégia impressa continua relevante. Assim foi iniciado o depoimento do gerente de Relacionamento, Luiz Otávio Dornellas, para depois mostrar as ações como podcast, SMS, boletim digital, intranet Petronet e a webTV. Esta última já envolve 24 programas mensais transmitidos a 44 mil computadores, compostos por fala do presidente, promoções, enquetes, cobertura de eventos. “Os veículos conversando entre si, remetendo conteúdo um ao outro, com algumas convergências, é o caminho ideal”, aposta.
Na intranet Petronet, tem até um Bolão da Fórmula Um, cuja premiação dos 20 melhores colocados (que acertaram mais pódiuns) é viajar pro Grande Prêmio Brasil. No campo das redes sociais, Dornellas diz que estão sendo feitos testes com blogs, fóruns e comunidades para perceber a vontade do funcionário tornar-se emissor de informação. Outra novidade podem ser painéis digitais, semelhantes aos dos aeroportos, para uma comunicação mais instantânea. O diretor completa: “a comunicação é um fenômeno entre pessoas, nunca podemos esquecer isto. As mídias digitais trazem suas vantagens, mas não fazem tudo sozinhas”.


A comunicação precisa de outros olhares


A antropóloga Lívia Barbosa, da Universidade Federal Fluminense, foi uma das grandes sensações do 8. Mix Aberje neste final de fevereiro. Mesmo fechando uma maratona de palestras, manteve o público atento e recebeu longa sessão de aplausos. Ela começou pontuando que focos em sua disciplina de estudo passaram da carência e da marginalidade para a análise de quaisquer grupos humanos em suas interações contemporâneas, e neste caminho as empresas são preponderantes. “Elas se mostram como a instituição mais dinâmica da sociedade moderna, por conta de sua necessidade de adaptação permanente”, explica.


Lívia comenta que, como os significados são contextuais, dependendo de quem emite e de quem recebe, é muito difícil precisar as reações de um processo de comunicação. Todavia, há uma tendência no Brasil de supremacia da oralidade e das relações pessoalizadas, em que atividades em grupo são formadas pelo prazer existencial, sem foco em objetivos. E isto traz grandes repercussões: inadequação para ler rótulos e manuais de instrução, falta de resultados em reuniões, recusa da formalidade e até do tom oficial escrito, dificuldade de assimilar recursos autodidatas e atitudes “faça você mesmo”. Esta situação pode vir a ser alterada pela web 2.0 e seus sistemas colaborativos, que desenvolvem esta aptidão. Uma permanente teoria da conspiração e o estigma que se incorpora a quem acredita nas comunicações oficiais explícitas são outros pontos derivados da nossa cultura, o que explica a desconfiança nas autoridades e nas instituições e mostra a importância da transparência permanente para não gerar mais motivos para questionamentos. Neste caminho, a informação ampla precisaria circular.


Nos processos de mudança, como fusões e demissões, há uma redefinição da realidade que deve ser muito cuidada. Como ninguém se relaciona neutramente com o trabalho, porque é uma relação que encerra muitas emoções, até mesmo transferência de setor causa impactos fortes. A antropóloga alerta: “também nestes casos se percebe que é muito comum as pessoas não saberem em que ponto estão inseridas, e quanto são importantes para a organização, e isto deve ser clareado”. A extrema hierarquização e autoritarismo da sociedade brasileira, em que regras não funcionam para todos e existe mais uma anuência formal do que compreensão ou concordância das equipes, leva a um panorama que prejudica a comunicação. E constata: “aqui não se discute com o chefe, não se estimula o debate. Se o faz, é visto como posição pessoalizada”.

TENDÊNCIAS – Lívia aponta uma tendência de anulação de diferença entre empresa, produto e serviço, todos assinando a logomarca da corporação, que se explicita e se mostra responsável por sua atuação, surgindo uma comunicação institucional muito mais forte.


A separação entre comunicação institucional ou mercadológica dos serviços de atendimento ao consumidor é algo que deve acabar. Do contrário, na opinião da estudiosa, vai derrubar a credibilidade de qualquer projeto empresarial, afinal os SAC’s no cotidiano das pessoas dizem muito mais de uma empresa do que as comunicações oficiais.


MARÇO – A ABERJE está com inscrições abertas para o Curso Internacional de Comunicação Empresarial, que tem parceria com a Syracuse University, de Nova York (veja mais em www.aberje.com.br/internacional). Já a agenda de eventos em março prevê uma série de cursos: nos dias 11 e 12 de março o tema "Organização de Eventos Empresariais" com a RP Gilda Meirelles no Rio de Janeiro/RJ, e depois várias alternativas em São Paulo/SP, como dia 18 de março "Como construir e gerenciar blogs corporativos" com Pollyana Ferrari, dia 26 "Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno" com Saul Bekin; e dia 27 o curso "Administração da Imagem – Organizações, Marcas e Produtos" com a RP Maria Schuller. Mais informações pelo cursos@aberje.com.br .


RP Rodrigo Cogo – Conrerp RS/SC 1509
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)




Postado por Juliano Melo.

Viralização faz parte de todas as estratégias comunicativas

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Nem todos os questionamentos são esgotados durante um evento. Sobremaneira em se tratando das formas de comunicação na internet baseadas no conceito 2.0 – compartilhamento e múltiplas fontes de produção e veiculação de conteúdos. Tudo é muito novo e as teorias ainda estão sendo estabelecidas. Mesmo assim, a oficina executiva “Estratégias inovadoras em Marketing Viral”, organizada pela JumpEducation – Digital Media Academy (www.jumpeducation.com.br) no dia 27 de fevereiro de 2008 no espaço SSJ na Vila Olímpia em São Paulo/SP, lançou luz sobre alguns caminhos. E inquietou a seleta platéia de planejadores, jornalistas, relações públicas e criativos de todos os pontos do Brasil presentes, deixando uma dúvida: estaríamos rumando para um cenário de busca permanente pela viralização?


O diretor da Neo Ogilvy, Xavier Mantilla, deu partida à reflexão. Para ele, uma campanha de marketing viral exige um cuidadoso planejamento, e nunca está dissociada da marca da companhia. Trata-se da organização de ferramentas que, a partir de uma necessidade específica do anunciante, buscam a mobilização e a replicação pelos cidadãos, on-line e off-line. “Não acreditamos em doideiras que somente chamam a atenção, porque tem também uma grande dispersão. Pode até ser replicado, mas estando fora da linguagem da marca e nem remetendo a ela, não serve”, sentencia.

Todavia, o executivo reconhece que indicadores como o crescimento da internet, a distribuição digital, o compartilhamento forte de idéias, a penetração da banda larga, o desenvolvimento de conteúdos sob a perspectiva do entretenimento modificam a forma de pensar e criar. E ainda alteram alguns pilares de trabalho na comunicação, como a idéia da interlocução por tribos, que está cedendo espaço para falar com pessoas, porque a segmentação deve deixar de ser demográfica para nortear-se pelas características comportamentais.


Partindo para um enfoque prático, ele aponta alguns recursos: o “social currency”, significando a abordagem de temas que dão partida a diálogos, a tópicos nas comunidades, atraindo a atenção do grupo e abrindo chance para indicação de links ligados à marca; o gerenciamento de canais de mídia on-line de alto quociente de viralização (instant Messenger, SMS, email, websites) e os formatos virais amigáveis como vídeos, games e blogs. Em todos os casos, a perspectiva é a mesma, baseando-se na identificação de formadores de opinião e influenciadores nas comunidades; criação de comunidades sobre temas de interesse para distribuir informação; desenvolvimento de estímulos para gerar boca-a-boca, como assessoria de imprensa, emails com chamadas atrativas; gerenciamento do potencial de espalhe das percepções negativas ou contrárias, porque estas também integram boas oportunidades; e atenção para responder rapidamente a todas as demandas geradas. Sobre tema, Mantilla divide em três possibilidades de criação: campanhas de entretenimento (irreverência, ineditismo, engajamento com uso de vídeos, games, rich media), campanhas educativo-informativas (posicionamento da empresa como líder ou fonte de conhecimento, inovação, provimento de conteúdo com email-news, podcast, fóruns de discussão, releases) e ainda campanhas promocionais (que atribuam premiações ou patamares de acesso e prestígio mediante envolvimento intenso da audiência visada). “Mas atenção: 80% das campanhas virais não funcionam, não atingem o resultado esperado, porque é muito difícil garantir o retorno, dado que muitas variáveis nem a agência criadora nem o cliente controlam”, alerta ele, apontando que uma parte importante do processo é a avaliação, que inclusive pode ser feita por medição qualitativa (buzz metrics antes e depois da ação viral) e quantitativa (número de cliques, downloads, cadastros, repasse de email).


PILARES – Para mostrar que bom senso e criatividade estão no centro da criação em marketing viral, a vice-presidente da A1 Brasil, Priscila Tortoretti, mostrou uma série de campanhas bem sucedidas, e também alguns fracassos. Basicamente, a repercussão depende do trabalho com materiais inusitados e inovadores que façam com que o receptor da mensagem tenha vontade de encaminhá-la para seus contatos. Neste sentido, o uso das redes sociais interativas potencializa o resultado pelo amplo alcance de audiência em tempo reduzido: com vídeos, imagens, textos, animações nas comunidades, por email, numa rede de links em sites e blogs. Mas a viralização pode ser off-line, com indicação em conversas informais, em palestras, por telefone.


Como exemplo, ela cita uma campanha de um site de investimentos que foi realizada a partir de apenas 30 investidores, e da sedução para que eles viralizassem para seus pares – num universo máximo de 170 mil cadastrados. Neste caso, nem o uso tradicional do YouTube foi feito, porque o perfil da audiência era outro. “A necessidade de ação viral é oferecer algo novo no mercado e de extremo interesse do público-alvo, previamente mapeado e conhecido. O marketing viral é a profissionalização do marketing boca-a-boca, é uma evolução do sistema de correntes do passado, que chegavam por cartas, postais e bilhetes”, conceitua. Priscila foi questionada pelos participantes sobre um dúvida que fica pairando no ar diante deste tipo de enfoque de comunicação, e para a qual não há resposta definitiva: a intenção viral não estaria presente em todas as campanhas? O objetivo sempre não seria causar impacto com uma idéia, conceito, produto inovador, estimulando a conversação entre cidadãos-consumidores? Não estaríamos indo para um panorama em que tudo vai acabar pretendendo ser viral?


Mesmo sem respostas diretas, mas reforçando esta conexão com o boca-a-boca, o consultor e diretor da E.Life, Alessandro Lima, diz que uma das características da web 2.0 é tornar visível, registrado e com alta potência o que antes se perdia na volatilidade da comunicação oral. Aliado a isto, e conforme revelam os primeiros itens de pesquisa da Forrest Research, as fontes de maior confiança entre as pessoas são a recomendação de outros consumidores, os websites oficiais de marcas e os emails assinados. “Realmente saímos da era da informação para chegar na era da recomendação”, constata.


Nesta orientação, seria importante incentivar o recall de campanhas e ações convencionais, com o uso de estratégias virais como paródias no YouTube; sempre publicar as interações e respondê-las rapidamente nos canais on-line instituídos; facilitar a recomendação do conteúdo para terceiros e monitorar as redes sociais. Na definição dos espaços virtuais para análise, dado que 20% dos blogs e comunidades estariam recebendo 80% de todas as indicações links da internet, ele recomenda olhar o número de links de outros sites e blogs (relevância), o número de amigos linkados nas redes sociais (influência), número de comentários relacionados a um post ou matéria (repercussão) e o número de integrantes que estão lendo, ouvindo, vendo as repercussões (popularidade). Lima adianta: “já constatamos que o número de pessoas mais críticas e com posts mais negativos sobre as marcas têm rede de relacionamento muito maior”.

Para Pedro Gravena, publicitário da Garage Interactive que finalizou o dia de discussões, o marketing viral leva a pessoa a um sentimento de coletividade, e esta pertencência é que estimularia a replicação. Entre os elementos de criação na área, estariam a originalidade do fato, interesse no repasse, rapidez na transmissão e instinto coletivo. Uma seqüência de campanhas foi mostrada à platéia no intuito de dar concretudo a esta posição.


Segundo ele, é possível fazer viralização em qualquer mídia, do PDV ao Iphone, com eficiência e sustentação. Cada mídia teria sua particularidade e seu poder de contribuição, mas em comum entre todas está a exigência de originalidade da idéia. Além disto, é preciso lembrar que o poder está com o consumidor, da vontade dele de levar adiante o tema. “Se não for surpreendente, não existe mídia capaz de sustentá-la”, alerta. Com o nome de viral ou não, o que se deseja é ter sempre a palavra de recomendação dos clientes, o que expressa sua satisfação com o produto e a marca.


MARÇO – Na extensa agenda da JumpEducation, já estão confirmadas as oficinas Entertainment Marketing no dia 12 de março, Marketing em Sites de Busca n o dia 18 de março e ainda Estratégias Avançadas de Mobile Marketing no dia 27. A estrutura de treinamentos ainda prevê o curso "Planejamento e Compras de Midia On-Line" dia 19 e a Oficina de Blogs Corporativos no dia 26. Informações e Inscrições podem ser feitas pelo 11-5012-5939 ou no amagalhaes@jumpeducation.com.br .

RP Rodrigo Cogo – Conrerp RS/SC 1509
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)




Postado por Juliano Melo.