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O pop ataca as salas de aula

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Zumbis, Simpsons e Rihanna como disciplinas universitárias?
As universidades estão sendo invadidas por zumbis, games, cantoras pop e desenhos animados. Calma, ainda não se trata de um apocalipse! Apenas uma revolução no meio acadêmico

“Não existem fatos, apenas interpretações”. Se você não entendeu o que Nietzsche quis dizer, talvez uma frase de Bart Simpson explique melhor: “eu não fiz. Ninguém me viu fazer. Então você não pode provar nada”. Explicar a filosofia por meio do episódio de um dos desenhos mais queridos do mundo foi a ideia da Universidade de Berkeley, na Califórnia, ao montar um curso chamado “Os Simpsons e a Filosofia”.

E não é apenas a família de Homer que está presente no meio acadêmico. A cultura pop e os games estão invadindo as salas de aula e revolucionando o ensino tradicional. O objetivo é proporcionar um melhor entendimento sobre essa geração que vive bombardeada por informações e tecnologia. “Hoje possuímos com mais facilidade a internet, o YouTube, as redes sociais, blogs e as TVs por assinatura. Como negar todo esse cenário no processo educacional? O professor, hoje, deve ser midiático, estar em constante atualização e sempre que puder experimentar os mais variados ambientes virtuais, até porque, é neste universo que provavelmente seus alunos já estarão presentes há mais tempo”, explica Pablo Laranjeiras, especialista em Novas Tecnologias Educativas e Mestre em Comunicação e Culturas Midiáticas.

Foi pensando nessas mudanças na mídia e entretenimento que a Universidade de Baltimore desenvolveu o curso “Gêneros Midiáticos: Zumbis”. O criador da matéria e entusiasta do universo dos mortos vivos, Arnold Blumberg, explicou ao Washington Post que se baseou na onda de zumbis para elaborar o programa das aulas. O curso analisa 16 filmes sobre o tema, desde o clássico de 1932 O Zumbi Branco até Zumbilândia, lançado em 2009. “Nós estudamos como evoluiu o personagem do zumbi com o passar dos anos e como isso reflete na nossa cultura”, afirma Blumberg. Ele ainda explica que antes de se tornarem conscientes e artísticos, os filmes que traziam os zumbis com personagens centrais retratavam os grandes medos da sociedade em cada época.

E não são apenas as séries e os filmes que proporcionam o aprendizado. Os jogos também têm sido utilizados tanto no cotidiano das aulas, como em atividades extracurriculares. Segundo Pablo Laranjeiras, os jogos podem ser selecionados a partir do contexto e da temática da aula. Ele explica que o ato de jogar faz com que os estudantes desenvolvam um conhecimento prévio sobre o conteúdo histórico daquele game e abre espaço para que sejam inseridas diversas esferas do saber: Matemática, Geografia, Literatura, Sociologia, Filosofia e etc.

 “O jogo é uma maneira de emular situações reais ou fictícias, permitindo ao homem fazer descobertas, desenvolver sua criatividade, ir ao encontro do eu e do outro. Através dos jogos, o individuo aprende a agir, a questionar, desenvolve o raciocínio lógico, cognição, concentração e a autoconfiança. Sempre utilizo jogos diferentes, dependendo do contexto e da temática da aula. Se quero focar em um jogo com conteúdo histórico, eu pesquiso e levo aos alunos um jogo com essas características”, explica o professor. 

Para Pablo, os games se diferenciam das outras formas de entretenimento como o cinema, o teatro, ou um livro, porque proporcionam um nível maior de imersão. O jogo é formado por regras, recompensas, delimitações de espaços e práticas que simulam comportamentos. Nele, o jogador deve tomar decisões que influenciam todo o desenvolvimento da narrativa. “Nos videogames, as linguagens computacionais permitem a criação segura dos ambientes e a da simulação de comportamentos. Nesse contexto, os jogos digitais são uma forma de experiência fictícia que mais aproxima o usuário a uma experiência de saltar entre prédios, dirigir um veículo em alta velocidade, ou até mesmo salvar o mundo das ameaças do mal”, completa.

Um exemplo de como esse conhecimento foi bem aplicado está na Universidade de Berkeley e na Universidade da Flórida, onde os alunos podem desvendar a arte da competitividade a partir de Starcraft.  Os cursos são voltados para pessoas que administram negócios, fábricas e hospitais e precisam usar habilidades diferentes para lidar com os desafios da carreira.

Os pré-requisitos para cursar a matéria incluem um conhecimento prévio do jogo, cálculo e equações diferenciais. Além disso, é exigida a leitura de A arte da guerra, de Sun Tzu. Segundo o programa dos cursos, os estudantes desenvolvem habilidades a partir da teoria do jogo, como pensamento crítico e decisões rápidas.

“Ao sintetizar o game com um programa de MBA, o estudante ganha experiência na atividade que ele irá exercer”, afirma Nate Poling, responsável pela inclusão do curso na Universidade da Flórida.
 
Rihanna no Instagram

Iniciativas como essas são bem-vindas pelos universitários, que passam a explorar objetos de estudo fora do padrão acadêmico. Hedilberto Pessoa, aluno de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba, escreveu um artigo analisando a conta do Instagram da cantora Rihanna. Estranho? Nada disso. “O ponto de partida do meu projeto é mostrar que esse espaço de performance da Rihanna, onde ela 'se mostra' ao mundo, é um dos caminhos que os fãs buscam para 'tocar' seu ídolo. Esse sentimento de aproximação dos fãs, além de essencial para o sucesso da artista, é envolvido por uma série de subjetividades, onde as pessoas que estão do outro lado da tela acabam buscando inspiração e apropriações imaginárias na vida de seu objeto de culto”, explica o jovem. 

Hedilberto faz parte do Grupo de Pesquisa em Mídia, Entretenimento e Cultura Pop (Grupop), da Universidade Federal da Paraíba. Para o estudante, as atividades desenvolvidas no grupo são o caminho para entender como a cultura contemporânea pode impactar as diversas esferas da sociedade. “Não apenas o universo pop que movimenta milhões pelo mundo, mas também as práticas culturais 'invisíveis', aquelas que são ricas e amplamente vividas nas sociedades periféricas, mas que a grande massa não tem aproximação. Mergulhar nesse universo é essencial para entender como funciona a lógica da cultura pop, que vai além da simples música saindo das caixas de som”, afirma o estudante.

Coordenador do Grupop, o professor Thiago Soares acredita que o ensino tradicional deve caminhar junto a essas novas plataformas. “Séries, artistas e novelas falam sobre valores, nos ensinam a ser homens e mulheres bem sucedidos. É preciso enfrentar a pedagogia na mídia e os modelos de comportamento disseminados por ela”, indica.

Durante muitos anos, as salas de aula mantiveram um padrão: professor, quadro e aluno. Mas a internet veio para obrigá-los a mudar. A informação está nas mãos do estudante, e as instituições precisam acompanhar esse ritmo. As universidades precisam formar profissionais que tenham um conhecimento diversificado, que saibam como aplicar essa cultura no cotidiano do mercado trabalho. A tendência é transformar o meio acadêmico em um lugar atrativo e que estimule a criatividade.
Outros cursos

Case 1 | O Centre College, no Estado do Kentucky, oferece aulas de "mitologia e ficção científica", baseadas em filmes e livros como O Senhor dos Anéis e Matrix. A ideia é mostrar outras formas de se estudar mitologia sem necessariamente falar na Grécia ou na Roma Antiga.

Case 2 | O curso é de Física, mas o meio para o estudo são as histórias de super-heróis. Esse é uma das disciplinas oferecidas na Universidade da Califórnia Irvine, que mistura física e ciência com os personagens Homem-Aranha, Super-Homem e Mulher-Maravilha.

Case 3 | Na Irlanda do Norte, na Universidade de Belfast, é usada a psicologia do treinamento dos guerreiros Jedi, da série Guerra nas Estrelas, para melhorar a capacidade de comunicação e desenvolvimento pessoal dos alunos. O nome da disciplina é "Sinta a Força: Como Treinar no Estilo Jedi".

Case 4 | A série Jornada nas Estrelas também tem uma disciplina específica e serve para estudar religião. Ela acontece no Muhlenberg College (EUA) e o foco é comparar as características das seitas alienígenas abordadas na série com as religiões do mundo atual.

Parafraseando Lucia Santaella em Linguagens Líquidas na era da mobilidade: a realidade não é mais o que costumavam ser. Deslizam umas para as outras, sobrepõe-se, complementam-se, confraternizam-se, unem-se e separam-se, entrecruzam-se. Tornaram-se leves, perambulantes. Perderam a estabilidade que a força de gravidade dos suportes fixos lhe emprestava.

A exemplo do que faz a Universidade Federal da Paraíba quais outras instituições de ensino no Brasil estão promovendo está fusão de realidades? O mercado brasileiro está pronto pra absorver isso?

Amazônia na mídia

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"Pesquisa analisa como a região 
foi divulgada no ano de 2010 "

Amazônia

O discurso ambiental tem sido apropriado por diversos segmentos da sociedade, como o político, o econômico, o publicitário e o empresarial. Por ser um assunto que está em discussão nos âmbitos nacional e internacional, os meios de comunicação de massa passaram a integrá-lo à sua pauta. Porém, sua divulgação ainda ocorre de maneira fragmentada e superficial. Diante da extensa pauta ambiental, um dos assuntos que mais aparecem na mídia é a Amazônia. 

Segundo Juliana de Oliveira Vicentini, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), um dos motivos para tanta notoriedade é o fato da região interligar discussões relacionadas ao efeito estufa, a destruição da camada de ozônio e a perda da biodiversidade. Daí a sua apropriação por reportagens, notícias, novelas, publicidades e campanhas ambientais. “Essa visibilidade é tão grande que a marca ‘Amazônia’ é uma das três mais conhecidas em todo o mundo. Além disso, hoje é muito grande a quantidade de empresas, ONGs e instituições de pesquisa que atuam na região, sem falar que grande parte do capital que nela circula é de origem externa”, afirma.

Para avaliar o modo como se dá a veiculação da Amazônia pela mídia, Juliana desenvolveu, no Programa de Pós-Graduação Interunidades em Ecologia Aplicada (ESALQ/CENA), uma pesquisa observando de que maneira a região foi veiculada pelo programa “Globo Repórter” durante o ano de 2010. Para tanto, desenvolveu análises de conteúdo e análises críticas do discurso.

O programa é um dos mais antigos da TV brasileira, possui abrangência nacional, e é considerado um dos popularizadores de discursos sobre o ambiente. A Amazônia foi tema de quatro de suas edições em 2010. Segundo Juliana, o veículo associa a região à natureza, focando em rios, florestas e biodiversidade. “O programa se apropria de detalhes e não é abrangente a respeito da região. Neste sentido, a Amazônia foi exibida como uma representação da natureza. Tal característica foi reforçada por uma linguagem poética por meio do uso de superlativos e metáforas. Os demais assuntos que poderiam ser abordados foram em grande medida silenciados”, explica.

A pesquisadora ainda faz algumas considerações sobre as fontes de notícia. “A população selecionada para integrar as imagens do programa é aquela que está diretamente atrelada ao mundo natural: os “ribeirinhos”. Eles não são tratados como sujeitos históricos, mas como um ornamento amazônico para reforçar a ideia de que a região é apenas sinônimo de natureza. A fonte de notícia legitimada pelo programa foi a fonte oficial, ou seja, pessoas que representam o poder público e a própria Rede Globo”, diz.

O Globo Repórter pode ser considerado como parte integrante do processo de educação informal dos indivíduos. Juliana alerta que esta visão parcial sobre a Amazônia pode influenciar a maneira como as pessoas pensam a respeito da região, ou seja, pode acarretar em desinformação sobre ela.

Análise dos Meios de comunicação 

De acordo com a pesquisa, orientada pelo professor Antonio Ribeiro de Almeida Junior do Departamento de Economia, Administração e Sociologia (LES), o programa apresenta eventos superficiais, embora os transmita de forma supostamente inquestionável perante seu status diante da audiência. “Um acontecimento é enfatizado ou esquecido a partir do momento em que ele integra ou não a agenda midiática. Informações sobre a própria mídia, por exemplo, são silenciadas. Isso significa que não existe imparcialidade naquilo que é veiculado pela imprensa”, afirma.

Portanto, o estudo ressalta que é preciso adotar estratégias a fim de tornar a informação mais plural e rigorosa. “Os veículos deveriam priorizar as necessidades da população atingida por eles, com o intuito de construir uma sociedade equitativa, que ofereça qualidade de vida às pessoas”. Para isso, Juliana acredita ser necessário espaço para todos expressarem-se e estarem a par de seus direitos e deveres. “Uma sociedade que conheça de fato seu povo terá embasamento para promover políticas públicas que atendam os interesses da coletividade. A inclusão social no sistema de informação contribuirá para que ele se torne imparcial e se comprometa de fato com aquilo que veicula”, conclui.

I Encontro Edelman Significa

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O I Encontro Edelman Significa com blogueiros e especialistas de comunicação aconteceu na última semana de novembro na sede da agência, em São Paulo. Durante uma manhã, foram discutidas questões comuns aos participantes – os desafios das marcas para engajarem seus públicos em um mundo em rápida transformação, no qual as conversas estão fragmentadas e o indivíduo tem cada vez mais poder. Estiveram presentes Lívia Santos e Pedro Prochno, do Blog Relações, Maria Aparecida Ferrari, professora pesquisadora do departamento de Relações Públicas da Universidade de São Paulo, Rodrigo Capella, editor do blog PR Interview e professor nas universidades Anhanguera e UNA BH e Ricardo Saldanha, presidente do Instituo Intranet Portal e Colunista no HSM Blog/Update or Die. Pela agência, participaram Yacoff Sarkovas, CEO, Rodolfo Araújo, líder do núcleo de conhecimento e inovação, Fábio Siqueira, da área Digital e Luisa Lima, assessora de comunicação.

A diversidade de competências e especialidades levou a uma conversa rica. Entre os principais tópicos, foram discutidos os seguintes tópicos:

O papel da marca para além das transações comerciais ao figurar como principal simbologia cultural de uma empresa e sua oferta, sendo o ponto de partida para a construção de relacionamentos;

  • A função da comunicação neste contexto;
  • A contribuição e relevância das mídias digitais e o valor estratégico dos outros meios;
  • Os desafios de mensuração: como transpor a lógica quantitativa e avaliar a qualidade das relações?
  • A formação dos novos profissionais de comunicação e a contribuição atual do meio acadêmico.


Compartilhar valor por meio da produção e compartilhamento de conhecimento já é parte do jeito de ser da Edelman globalmente. Por meio da elaboração de estudos, artigos, participação em eventos e de encontros como esses, acreditamos que nos atualizamos e contribuímos para o desenvolvimento do setor de comunicação. Nós, da Edelman Significa, também acreditamos no valor destas iniciativas, que serão cada vez mais frequentes.

Veja no vídeo abaixo os melhores momentos do encontro:



Persona grata. Sim o Coxinha Ilustrada é bem vindo!

post em resposta à  Coxinha Ilustrada: persona non grata

Persona grata. Sim o Coxinha Ilustrada é bem vindo na reconhecida Panificadora e Confeitaria, aqui em Foz do Iguaçu, que antes chamávamos de X, mas a repercussão nas mídias sociais foi tamanha que o nome veio a tona: Famiglia Maran Confeitaria e Panificadora.

Há pouco (10/12 às 11h39min) falei ao celular com o proprietário da Famiglia Maran Confeitaria e Panificadora, o Sr. Jefferson Rafain Maran. Extremamente solícito e gentil, desculpou-se por todo e qualquer constrangimento que o fato ocorrido (Coxinha Ilustrada: persona non grata) tenha causado aos integrantes do grupo.

Mesmo fora do país, soube dos compartilhamentos via redes sociais e do quão frágil a imagem de sua empresa tornou-se. Segundo ele, há 20 anos emprega o nome de sua família em seus negócios e não pode permitir que a postura incorreta de membros de sua equipe deturpem a imagem da Famiglia Maran Confeitaria e Panificadora, tampouco, a identidade que vem sendo construída ao longo de anos.

O bacana da postura desse empresário foi reconhecer o erro de sua equipe, desculpar-se em nome dela e se dispor a reconstruir uma relação mais sólida e confortável, colocando-se acessível aos membros do Coxinha Ilustrada para planejar melhor os próximos encontros.

Não bastasse isso, há também o reconhecimento da necessidade de melhor treinar sua equipe para atender públicos diversos, além de abrir canais de avaliação e monitoramento da qualidade no atendimento. 

"Bom dia , sou o proprietario da Famiglia Maran. Com surpresa e tristeza recebi este Feedback. Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer ao autor deste relato. Atitudes como essa nos ajudam a monitorar nossas atitudes e nos ajuda a encontrar nossas falhas e fazer o possível para corrigi-las. Nós sempre tentamos fazer o nosso melhor mas, infelizmente perdemos o controle de uma situação. Assim que recebi este feedback muito importante, já tomei providências corretivas. estamos dando ainda mais ênfase ao treinamento de nossos colaboradores para que eles possam dar o atendimento carinhoso que leva o nome da nossa Famiglia.
Gostaria também de convidar o autor do Feedback e seus amigos para fazer uma nova visita à Famiglia Maran daqui uns dias e avaliar se tivemos sucesso na reciclagem do treinamento de nossa equipe.
Atender com carinho, oferecer produtos de alta qualidade e muito saborosos são nossos objetivos. Trabalhamos incansavelmente, 24 horas por dia, buscando satisfazer cada um de nossos clientes. Agora, estamos todos empenhados em resolver essa situação desagradável que nunca teria minha aprovação.
Agradecido pela atenção,"
Jefferson R. Maran (publicado no grupo Social Media Foz do Iguaçu).

Cabe aqui, nós membros do Coxinha Ilustrada, reconhecermos a atitude do empresário - são raríssimos aqueles que vem a público pedir desculpas em nome de sua empresa, normalmente sequer reconhecem os erros. Ocorreu sim um fato lamentável, conseguimos a visibilidade que buscávamos e obviamente as relações foram estremecidas.

Contudo, as partes estão abertas a refazer seus laços. Afinal é por isso que provocamos a controvérsia, as discussões. Acredito no empoderamento por meio da comunicação, acredito na educação por meio da comunicação, acredito na mobilização social por meio da comunicação e acredito na transformação por meio da comunicação. Mas também penso que a comunicação só será como eu acredito se houver controvérsia, afinal, segundo Roberto Crema, "Ninguém muda ninguém, ninguém muda sozinho, nos mudamos nos encontros. [...] Somos transformados a partir dos encontros...".

O alerta ainda é válido àqueles empresários que se debruçam em planos de mídia e altos orçamentos para firmar seu posicionamento no mercado: a consolidação da imagem e da identidade corporativa, os problemas de relacionamento com o público-alvo ou as soluções para eles podem estar dentro de sua empresa ou em sua equipe, basta que seja vista.

Coxinha Ilustrada: persona non grata

Persona non grata (Latim, no plural: personae non gratae), cujo significado literal é "pessoa não bem-vinda", é um termo utilizado em diplomacia com um significado especializado e judicialmente definido.

Sob a Convenção de Viena sobre as Relações Diplomáticas, artigo 9, um Estado pode declarar "em qualquer altura e sem necessidade de justificação" qualquer membro dos emissários diplomatas como persona non grata — i.e., não aceite (enquanto que persona grata significaria aceitável) — mesmo previamente à sua chegada ao Estado em questão. Geralmente, a pessoa é recambiada para a sua nação de origem. Caso isso não aconteça, o Estado "poderá recusar-se a reconhecer a pessoa como membro da missão".

Fora do âmbito da diplomacia, chamar alguém de persona non grata é equivalente a dizer que a pessoa está excluída, isolada, desprezada. Aquela pessoa não é bem vinda.

Bem, ontem (sábado, 08/12/2012) foi a ultima edição do Coxinha Ilustrada. O Coxinha Ilustrada é um encontro de ilustradores, talentosos ou não (não iremos discutir isso aqui rsrsrs), que produzem ou curtem a ilustração. Desenhos, tirinhas, animações, design, artes visuais, peças publicitárias, ambientes gráficos e jogos, quadrinhos, etc, etc, etc... 

Mas, não é só para ou por eles que este encontro acontece. No Coxinha Ilustrada reúnem-se pessoas do design, da informática, da comunicação, da moda, escritores e leitores, nerds e geeks, assumidos e enrustidos, sedentários, hiperativos e hiperbólicos, brancos, pretos, azuis e até esverdeados, artistas natos, aspirantes e admiradores, jovens senhores, garotos barbados, pin-ups e crianças imberbes. 

Sim, eu poderia ficar horas descrevendo a pluralidade desde grupo, o qual se reúne por afinidade: discutir desde as emocionantes aventuras de Backyardigans e O Fantástico Mundo de Bobby, passando pela filosofia do último episódio dOs Simpsons e os surtos do Pica-Pau, até o posicionamento estratégico da comunicação e representações icônicas das organizações perante seus públicos-alvo. Complexo, não?

Tudo isso permeado por muitas risadas, aguadas de nanquim, grafites, notebooks, sketchbooks, folhas de cadernos, contos fantásticos, livros, revistas, quadrinhos, séries de TV, trilogias, thrillers, muita Coca-Cola e, claro, COXINHAS – várias coxinhas.

Bom, agora que já sabemos o que significa "persona non grata" e o que é o "Coxinha Ilustrada" inicio meu post. Por que "persona non grata"?

O Coxinha Ilustrada acontece numa reconhecida Panificadora e Confeitaria em Foz do Iguaçu, PR – vou chamá-la de "X". Um lugar bacana com cardápio legal, ar condicionado, espaçoso, bem iluminado, muito bem localizado, acesso à Internet, etc. Enfim, um lugar ideal para reunir gente boa a fim de realizar boas coisas. Só que não!

Ontem, no fatídico dia, fomos convidados a nos retirarmos do ambiente, sob a justificativa de que ocupávamos muito espaço e consumíamos pouco. A relação "ocupação espacial" versus "volume de pessoas" é algo que não consigo contrariar, já que há questões metafísicas que me impediriam de tal feito. Afinal, se somos muitos ocupamos muitos espaços. Certo? Quanto à questão "baixo consumo", conforme o art. 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), nenhum fornecedor pode impor limites quantitativos de consumo aos seus clientes, portanto, também não irei discutir esse ponto, ok?

Afinal Robson, quais pontos você quer expor neste post? Quero falar de relacionamentos aproximativos e oportunidades estratégicas jogadas ralo abaixo. Bora lá?

Uma vez ao mês o Coxinha Ilustrada é realizado. Somos um grupo rotativo, nem sempre todos os participantes estão todos juntos. Creio que no total somamos umas 40 pessoas, aproximadamente, que se revezam entre idas e vindas, discussões e coxinhas em agrupamentos menores de 10 ou 20 pessoas.

Numa conta simplista, somando a cada pessoa dois novos acompanhantes teríamos 120 pessoas. Pessoas essas que seriam levadas por indicação, para que conhecessem o cardápio, o espaço, o atendimento, etc. Estamos falando de experimentação. Cento e vinte potenciais clientes angariados de forma passiva, já que foram levados pelo encontro Coxinha Ilustrada.

Mesmo que pequena, temos aqui uma rede de consumidores cujo custo para sua arquitetura foi inexistente ou bastante baixo, além do que, se mantivermos o raciocínio de que para cada pessoa dois novos acompanhantes seriam levados, essa rede poderia se expandir em progressão geométrica de razão dois, certo? Caberia, portanto, ao empresário tão somente fidelizá-los.

Não bastasse isso, dentre a pluralidade do grupo Coxinha Ilustrada, 80% (senão mais) são profissionais vinculados às agências de comunicação da região, atuantes no Parque Tecnológico, jovens empresários, profissionais de grandes instituições públicas e organizações privadas, ativistas dos movimentos culturais e de ações desenvolvidas pelas associações da cidade, enfim, pessoas diretamente vinculadas às mídias locais, formação de opinião e mobilização da opinião pública.

Isso significa que a atitude da Panificadora e Confeitaria "X", declarando o Coxinha Ilustrada como "persona non grata", além de inviabilizar a formação de uma rede de consumidores, deturpou sua própria imagem frente a um grupo formador de opinião. O movimento da empresa foi exatamente contrário às estratégias de relacionamento aproximativo. O mutualismo era um fato, bastava boa vontade. Nós já estávamos lá e ao invés de sermos convidados a compor a estratégia de posicionamento da empresa, fomos convidados a sair dela.

Muitas empresas investem altas quantias em ações de comunicação e marketing para captação de clientes, experimentação em PDV, fidelização e construção de relacionamentos com formadores de opinião. A postura adotada pela Panificadora e Confeitaria "X", a mim, mostra-se estrategicamente míope senão kamikaze.

Embora a narrativa do post seja de desabafo frente a uma situação constrangedora vivida por nós, o alerta aqui vale para os empresários que se debruçam em planos de mídia e altos orçamentos para consolidar sua imagem e identidade no mercado. Por vezes, a diferenciação estratégica já está no seu estabelecimento empresarial, basta que seja vista, valorizada e empoderada.

Obs.: Optou-se por omitir o nome da Panificadora e Confeitaria para evitar qualquer constrangimento. Acreditamos que seremos procurados para revermos o local dos nossos próximos encontros, se não por ela, por outros empresários de Foz do Iguaçu.

COMUNICAÇÃO, NEGÓCIOS E A CONSTRUÇÃO DE SENTIDO

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Por Aislan Greca
Grupo de Comunicação do Vale

Em nosso dia a dia talvez muito de nós não percebemos, mas vivemos em uma das regiões mais industrializadas e tecnológicas do nosso país.

Celeiro de grandes idéias e cortada por uma rodovia por  onde circula mais da metade do PIB do Brasil, o Vale do Paraíba é, certamente, um  dos polos econômicos mais importantes da América Latina. Mas o que tudo isso tem a ver com comunicação organizacional ? Na minha opinião, tudo.

Muitos de nós, comunicadores do Vale, trabalhamos direta ou indiretamente para as indústrias ou fornecedores dessas e nosso trabalho, num momento ou noutro, entra na vereda da comunicação interna, seja no desenvolvimento de uma campanha, na organização de um evento ou numa ação de relacionamento para os empregados, ou “colaboradores” ,como preferir.

Apegados no tecnicismo de uma região extremamente cartesiana em sua cultura devido ao ramo de negócio no qual trabalhamos, nós, comunicadores imersos também nessa mesma cultura, desenvolvemos instintivamente, na maioria das vezes, campanhas e ações frias, extremamente estruturadas, tayloristas, respeitando minuciosamente os manuais de gestão e de segurança industrial das organizações.

Será que uma empresa, dentro deste contexto, realmente precisa de um comunicador para fazer um cartaz informando um operário para usar um capacete ou editar um manual para um grupo de gestores conhecer o planejamento estratégico?

Claro que não.  Hoje, com os recursos tecnológicos de que dispomos, qualquer pessoa com boa redação pode fazer esse simples trabalho de informar, que é bem diferente de comunicar. Então, qual o papel do comunicador neste processo?  E aí, que entra essa história do Vale do Paraíba de que falei anteriormente. O papel do comunicador é o de construir sentido, é explicar e dar a noção para as pessoas do seu papel nos mais diferentes aspectos, e isso poucos diletantes sabem fazer.

Provoco com as seguintes questões: será que o empregado de uma indústria tem ideia da importância do Vale para o Brasil? Será que um operário sabe que uma idéia desenvolvida neste celeiro tecnológico que é o Vale pode revolucionar o mercado aeroespacial, automobilístico, de petróleo e gás e o de tantas outras atividades instaladas nesta importante região ? Será que um trabalhador de uma determinada empresa sabe, ao receber as metas do ano, que a sua atividade impacta além dos muros da organização?

Esta é a nossa responsabilidade como comunicadores. Dar noção do todo. Convencer, persuadir e integrar, utilizando o lado direito do cérebro. Algo que nenhum informativo, ou qualquer outra ferramenta de comunicação, por mais bem feita que seja, vai atingir se não estiver envolvido num sentido mais amplo.

A comunicação é para realmente fazer algo se tornar comum, além da produção técnica facilmente obtida, hoje, em nossa sociedade. A função nossa como comunicadores é dar o sentido e responder a essa pergunta: “o que estou fazendo aqui?” dentro de um mar de informações úteis e inúteis que circulam na frente de cada um de nós? O comunicador é aquele que dá a razão dentro da emoção, a noção de pertencimento a um mundo corporativo construído sob a premissa de organogramas e linhas de montagem desmembradas do todo.

O valor do negócio está no entendimento de cada empregado sobre sua parte no sistema, não como a arcaica visão de engrenagem mecanicista e excludente, mas de sistema, em que é possível não somente fazer parte, como também interferir na gestão do todo.

Assim, empresário ou gestor de uma empresa, saiba que, ao contratar o serviço ou profissional de comunicação, você está comprando não somente um banner bonito ou um site esteticamente perfeito, mas um agente que constrói sentidos e é isto que deve ser levado em conta e cobrado de cada um de nós comunicadores na hora de prestar este serviço.

Originalmente publicado em Revista Lettering.


Aislan Greca trabalha na PETROBRAS desde 2006, com responsabilidade social e relacionamento comunitário na Refinaria Henrique Lage (São José dos Campos - SP). Relações Públicas pela UEL, pós-graduado em Marketing e Mestre em Gestão e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Taubaté.

O vidro e a evolução dos meios de comunicação

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Touch screen: revolução em um toque


A história não consegue precisar quem foram os responsáveis pela criação do vidro. Conta a lenda, que a sua descoberta ocorreu quando alguns mercadores fenícios fizeram uma fogueira sobre areia, ossos e salitre. Esses materiais, sob a ação do calor do fogo, originou um líquido transparente, que se solidificava rapidamente. Há indícios de que outros povos também desenvolveram técnicas de produção do vidro, como os egípcios.

Por muitos anos, o vidro foi produzido artesanalmente e até hoje, em algumas regiões do mundo, preserva-se essa arte milenar. Na idade média, era objeto de luxo e altamente rentável. Incorporados ao nosso dia a dia, quase não percebemos que a todo momento fazemos manuseio de objetos produzidos em vidro: espelhos, copos, portas, janelas. Thomas Edson, revolucionou o mundo ao criar a lâmpada, que entre outros materiais, usou o vidro.

Provavelmente nas conversas que você tem com seus amigos sobre tecnologia, o assunto vidro não faça parte. No máximo, os comentários que surgem são referentes à tela de seu celular, TV, tablet ou outro aparelho semelhante. Mesmo assim, creio eu, que nestes casos as discussões sobre o termo têm um significado mais amplo, que incluem a questão da qualidade da imagem, a espessura, o tipo, entre outros. Resumindo, o produto vidro não está entre os termos que utilizamos relacionados ao assunto tecnologia. Se você participasse de uma pesquisa nos moldes Top of Mind e fosse indagado sobre um produto importante de sua vida diária, seria bem provável que não respondesse vidro.

Apesar do pouco valor que damos para esse material, podemos considerar que ele é um revolucionário, participante ativo da evolução dos meios de comunicação. A partir da invenção da televisão, ele esteve cada vez mais presente nos aparelhos: computadores, celulares , tablets, entre outros.

E agora, ele se prepara para ser mais uma vez o destaque da evolução dos meios que utilizamos para nos comunicar. A empresa Corning, com mais de 160 anos e líder mundial na fabricação de cerâmicas e vidros especiais, preparou alguns vídeos que mostram como esse material mudará a maneira como veremos e interagiremos com o mundo. A série se chama: A Da Made of Glass!

O mais incrível disso tudo? É que boa parte do que está sendo contado já está acontecendo!

Siga o meu perfil no Twitter:  









Veja abaixo, no infográfico, como funciona um celular touch screen:

Infográfico: como funciona um celular touch screen

Fonte.

Call Parade 2012

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A Vivo inovou e realizou uma ação bem interessante: a Call Parade.

Vários orelhões foram transformados em verdadeiras obras de arte a céu aberto. Na Av. Paulista, em São Paulo, é possível contemplar vários exemplares, sendo cada um mais legal do que o outro. Não é difícil encontrar pessoas fazendo fila para tirar uma foto utilizando os aparelhos telefônicos.

No hotsite criado pela Vivo para a divulgação da Call Parade você encontra uma série de informações sobre a ação e até mesmo conteúdos contando a história dos orelhões.

Confira abaixo, imagens da Call Parade 2012, tiradas pela minha amiga Livia Nascimento.

Quer ser colaborador do BlogSerRP? Envie seu post para: jr2.tcc@gmail.com


Call Parade 2012 - Ação criativa da Vivo

Call Parade 2012

Call Parade 2012

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