Pesquisa On-line: participe

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Olá pessoal,

O Luiz Cegato está realizando uma pesquisa on-line sobre a opinião do consumidor brasileiro em relação às atividades de responsabilidade social das empresas.
A atividade faz parte da conclusão de mestrado dele.

Para responder, clique aqui.

Para mais detalhes, entre em contato com o autor.

O que a história nos conta

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No dia 14 de maio de 2009, o presidente Lula, juntamente com a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, e o Governador de São Paulo, José Serra, lançou um pacote de ações referente à abertura dos arquivos confidenciais do governo, como o projeto Memórias Reveladas. Está previsto, também, o lançamento de um edital que incentivará as pessoas físicas a doarem documentos importantes relacionados à História do Brasil. No discurso de abertura, o presidente brasileiro afirmou que "aqueles que não têm conhecimento da própria história correm o risco de vê-la repetida".


Tal afirmação me remeteu ao livro de Laurentino Gomes, “1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil”. A obra é resultado de mais de 10 anos de extensa pesquisa realizada pelo autor e conta de forma detalhada os personagens mais marcantes à época da vinda da corte portuguesa para o Brasil.

No capítulo entitulado “O ataque ao cofre”, temos um preciso relato sobre o tamanho e os gastos da máquina administrativa portuguesa, recém instalada em nosso país. Estima-se que entre 10 e 15 mil pessoas se deslocaram para o Brasil, sendo que todas elas “dependiam do erário real ou esperavam do príncipe regente algum benefício” (Pág. 188). Segundo o autor, já naquela época, nosso país possuía uma estrutura de funcionários de 10 a 15 vezes maior do que a americana.

O número de pessoas que constavam no quadro, além da família real, eram 276 fidalgos e dignatários que recebiam verbas do tesouro real do Rio de Janeiro. Acrescente mais 2 mil funcionários reais e indivíduos, 700 padres, 500 advogados, 200 praticantes de medicina e de 4000 a 5000 militares. Somente para confessar a rainha, um padre recebia um salário fixo de 14 mil reais (250 mil réis). Em 1820 consumiam 200 mil aves e 33 mil dúzias de ovos por ano. Um custo de cerca de 900 contos de réis, o que equivaleria em valores atuais a mais ou menos 50 milhões de reais (pág. 189).

O livro não disponibiliza quanto o Brasil perdeu com a corrupção à época da família D. João no país. Uma coisa é certa, não era pouca e os valores foram altos e significativos, contribuindo muito para o aumento da dívida com a Inglaterra, maior credora de Portugal.

Transportando-nos para a época atual, mais de 200 anos depois da vinda da corte portuguesa para o Brasil, podemos analisar se a afirmação do nosso líder faz sentido e se realmente aprendemos com a História.

Recentes números disponíveis nos dão uma clara visão do que perdemos, hoje, com os atos ilícitos de nossos eleitos que deveriam nos representar. Segundo os dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), perdemos em média cerca de US$ 10,7 bilhões por ano, ou seja, cerca de R$ 21,7 bilhões somente com corrupção. Pouco? Nem tanto. Este valor corresponde a 81% do que foi investido em educação no ano de 2008. Ou seja, praticamente poderíamos dobrar os investimentos neste setor...

Em 2006, a Folha de São Paulo publicou a matéria “Despesa do governo cresce quase três vezes o PIB”. Em uma comparação feita pela reportagem, temos que o Produto Interno Bruto brasileiro teve crescimento de 42,8% em 18 anos (dados até 2006). Mas, os gastos da União, até a mesma data, subiram 112,5%. Em uma conta simples, déficit de 69,7%. Dados de quase três anos atrás.

O Valor Econômico em matéria publicada recentemente (21/05/2009) trouxe valores atualizados sobre as despesas do governo, de acordo com o relatório do Tesouro Nacional. Os gastos aumentaram 19% e, o fator que mais impulsionou este crescimento foram exatamente as despesas relacionadas à folha de pagamento 24,7%). O valor total é de R$ 38,8 bilhões. Os dados referentes ao mesmo período do ano passado foram de R$ 31,1 bilhões. Um aumento no déficit na ordem de R$ 7,7 bilhões. Durante todo o ano de 2008 a cifra chegou à R$ 132,8 bilhões.

Estima-se que para o ano de 2009, o valor atinja R$ 153,8 bilhões, um incremento de 17,5%, e que representarão 5,1% do PIB neste ano, contra 4,6% de 2008, segundo a Tendências Consultoria Integrada. Os R$ 21 bilhões a mais na folha do funcionalismo público equivalem a quase o dobro do valor destinado ao programa Bolsa Família que é de R$ 12,5 bilhões e atende cerca de 11,4 milhões de famílias brasileiras de baixa renda.

Em um caso mais recente de excesso de contingente na esfera governamental, cito o escândalo das diretorias no Congresso Federal. Somente depois de denúncias realizadas pela imprensa, é que decidiram cortar alguns excessos. Após análise da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de 181 diretorias, provavelmente restarão somente 10 ou 15 e, das 184 funções com status de diretor, restariam 92. Esse corte representará R$ 4,8 milhões ao ano.

Há dúvida que fica é se os nossos governantes, me refiro não somente ao atual mas, também aos anteriores e aos que virão, não conhecem a história de nosso país e repetem os mesmos erros ou, a conhecem muito bem e aprenderam exatamente como devem fazer para usufruir de todas as regalias de direito ou não.


Juliano Melo.

Editor Ser.RP.

Conrerp PR 1221

Personalidades da internet

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Uma das melhores coisas que inventaram no mundo foi a internet. Não é difícil entender o motivo desta minha afirmação. Apesar de que, muitas pessoas ainda não têm acesso a este recurso, é a mídia com maior potencial para diminuir as desigualdades. Não há limites para as possibilidades de uso.

Se pensarmos pelo lado da música, hoje, não precisamos esperar que um caçador de talentos “descubra” alguém com potencialidade para ser famoso. Se a pessoa tem talento, um computador, um microfone, uma webcam, já pode vislumbrar um futuro promissor ou, pelo menos, que conseguir destaque no mundo virtual.

Nas minhas andanças pela web, encontrei alguns personagens que comprovam isso. Vou além da Susan Boyle, última novidade da rede e que está “bombando” os acessos dos vídeos, apesar de que o sucesso dela teve um forte apelo televisivo.

Começo pela Júlia Nunes, de 20 anos. Esta pequena americana toca e canta grandes sucessos mundiais com seu também pequeno instrumento, o ukulele. Segundo o site Wikipedia, este instrumento é semelhante a e um pouco menor do que um violão. Possui 4 cordas (lá, mi, dó e sol) e a escala é composta por 17 trastes, como o cavaquinho. A comunidade dela no YouTube já possui 97077 inscritos.

Neste vídeo, ela faz uma performance da música “Survivor Destinys Child on Ukulele”.








Outro personagem cibernético que destaco, é o Paul Dateh. Compatriota de Julia Nunes, começou a tocar violino aos quatro anos. Em algumas performances, mistura violino com rap e outros estilos. A página que disponibiliza os vídeos no Youtube já 11 372 inscritos.







Já o que mais me surpreendeu entre os que selecionei, foi o pequeno Sungha Jung. Inacreditável o que este garoto coreano de 12 anos é capaz de fazer com o instrumento. O pequeno via o pai tocar e um dia decidiu entrar para o mundo dos violeiros. A maioria das músicas que toca nos vídeos que disponibilizou na internet, aprendeu ouvindo outros vídeos, sem a utilização de partituras. Treina diariamente de uma a duas horas na escola e mais três ou quatro em casa. Já possui 91851 inscritos.

Segue um videozinho para vocês apreciarem a habilidade do garoto:







Memória é ferramenta estratégica de gestão de pessoas e de comunicação

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Memória institucional é voltada para o registro, a sistematização, a preservação e a divulgação da memória das organizações públicas e privadas. É uma área que acredita na história das organizações como parte da memória do país, e portanto deve ser disseminada. Esta foi a base de novo curso desenvolvido na ABERJE – que atualmente reúne expertise das Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional – realizado no dia 21 de maio de 2009 na sede da entidade em São Paulo/SP. O tema “Memória - Ferramenta de Comunicação, Conhecimento e Gestão” foi tratado pelas historiadoras Cláudia Leonor e Márcia Ruiz para uma platéia de profissionais de cinco estados brasileiros.

Márcia assinala que a memória é, por excelência, seletiva e parte do que teve um significado mais marcante. A narrativa então é traçada numa história contida na memória. E acresce: “história é como organizamos e traduzimos para o outro o que filtramos em nossa memória”. Ao olhar para o passado, o contexto presente influi na narrativa e, por isto, pode haver diferentes histórias de um mesmo fato ou pessoa ao longo do tempo. Não existiria portanto “verdade absoluta” na área. “O historiador ajuda a organizar a memória. E o material escrito ou gravado passa a ser fonte histórica. Do conjunto de memórias se faz a história. E a história constrói o futuro”, arremata Cláudia. A desvalorização das histórias de vida comum decorre em parte do próprio conceito educacional em história como disciplina, que incentiva o estudo dos grandes acontecimentos e de seus heróis. O registro do cidadão ficava desmerecido até há poucos anos, e a história oral busca preencher esta lacuna ao reconstruir cenários. Márcia aponta que “a história era contada pela verdade de quem tinha poder”.

A memória cumpre funções essenciais, como continuidade, identidade e estabelecimento de padrões. Não é diferente com as organizações, que precisam criar a cultura de registrar, transmitir, salvaguardar valores e conhecimentos. Neste caminho, busca-se a história das pessoas como indivíduos, em grupos sociais e na empresa, num encadeamento de situações que mutuamente se influenciam. A empresa também é feita de histórias de vida de sua equipe, além dos lastros de sua trajetória. “A história é uma ferramenta estratégica de gestão de pessoas e de comunicação”, assinala Márcia. “Não é fazer história pela história”, complementa Claudia, para quem a memória pode fazer transformação social.

MUSEU DA PESSOA - Elas explicam que o conceito de contação de histórias pelas organizações, na perspectiva do Museu da Pessoa, é a história compartilhada como comunicação integrada, em que a autoria e protagonismo são as bases do comprometimento. Como método, é usada a história das pessoas para as pessoas, com múltiplas visões para os mesmos momentos. A seleção de nomes para coleta de depoimentos parte de uma pesquisa prévia com fontes primárias e secundárias, que vão mostrando os agentes decisivos, pitorescos e até consensuais, com posterior validação pela comissão envolvida no projeto de resgate. Tudo no caminho da formatação da memória coletiva, um conjunto de registros eleitos como significativos pelo grupo, que estabelece sua identidade, seu jeito de ser e viver o mundo e decorre dos seus parâmetros histórico-culturais. A possibilidade de compartilhar desta memória é que dá a cada um de nós o senso de pertencimento. “Trata-se e uma relação criativa e dinâmica entre indivíduo e grupo”, explica Márcia.
O processo envolve autores, que transformam a memória coletiva em narrativa coletiva, dentro de fontes, objetos, públicos e sentidos de memória. É originada a narrativa institucional, trazendo as memórias implícitas numa história para o indivíduo, para o grupo e para a sociedade. Por narrativa institucional, entende-se o conjunto de fatos, pessoas e processos selecionados pelo grupo e que traduzem a cultura presente. Os sentidos da memória estabelecem o porquê de um projeto na área, como por exemplo visando à identidade, tradição, auto-estima, preservação de saberes para o futuro. Os objetivos podem ser subsídio para as comunicações interna e externa, mobilização interna, criação de unidade no grupo, gestão do conhecimento, planejamento estratégico, gestão de mudanças (fusões e aquisições, crises) e gestão de pessoas (identidade, pertencimento, reconhecimento, comprometimento, valorização). Quanto às fontes, os acervos podem ser internos ou externos, compostos por documentos textuais, como relatórios, atas formais, revistas, teses, e por depoimentos, iconografia e objetos. O universo de relações da organização compõe os públicos. O trabalho resulta em publicações, vídeo-documentários, exposições, campanhas de histórias, centros virtuais, conteúdo para portais internet e intranet ou blogs, centros de memória, calendários, brindes e outros produtos de consolidação e disseminação.
Estiveram presentes profissionais da Goodyear, Rhodia, Bancorbrás, Vale Soluções em Energia, Visanet, Unimed BH, Cooperforte, BNDES e Metrô SP, além de agências como Klaumon Forma, Máquina da Notícia e Press Comunicação. Veja depoimento das instrutoras e de participantes em gravação feita pelo Núcleo de Linguagem Audiovisual da ABERJE, diretamente no YouTube pelo link http://www.youtube.com/watch?v=TIdiq3kHKe8. Informações da programação de junho de cursos na entidade podem ser obtidas pelo email cursos@aberje.com.br, no fone 11-3662-3990 ou ainda no portal http://www.aberje.com.br/ .

RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
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