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Propaganda ou Relações Públicas?O que é mais efetivo para construir marca?

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Ter, 24/03/09 por clemente | categoria 1

 

Aí está um bom tema para uma tese de mestrado de algum desses MBAs por aí… Ah esqueci:os “master in business administration” recebem título de “master” mas não fazem tese.É compreensível.Dá trabalho mesmo.Tem que ir para o campo coletar dados.Cruzá-los.Descobrir padrões.Verificá-los,e,aí sim,expô-los numa forma que qualquer um possa checar sem depender de quem disse.Se,como dizem,a metade do que se gasta em propaganda é supérfluo,como identificar a metade certa?A resposta vale ouro.


Al Ries talvez mereça muitas das críticas que recebedu, mas suspeito que valha a pena prestar atenção ao seu argumento central. Ele afirma que TODOS os  grandes sucessos recentes de marketing foram construídos com pouca propaganda(quase nenhuma) e toneladas de RP.Pode ser exagero,mas,realmente-Google,e-Bay,Dell,Wal Mart,Starbucks,Palm, Prozac,Yahoo,Linux,Botox,The Body Shop,Viagra,Amazon,PlayStation,Red Bull,Harry Potter,You Tube,..- não dependeram de propaganda para se firmar.Certo,certo,um dos problemas aqui é que Ries não faz distinção entre produtos(Viagra)e conceitos de negócio(Dell),nem reconhece nuances entre as várias categorias que lista.Na pressa,enfia tudo no mesmo saco.


Mas,com toda imprecisão,no “atacado”o que Ries observa é detectável por qualquer um:ontem era impossível construir marca(em mercados de massa)sem propaganda,hoje se tornou freqüente.O que mudou? (continua).

Fonte: http://colunas.epocanegocios.globo.com/ideiaseinovacao/2009/03/24/propaganda-ou-relacoes-publicaso-que-e-mais-efetivo-para-construir-marca/

O engano de travestir releases

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Paulo Nassar*

"Pode-se considerar jornalismo as mensagens divulgadas pelas empresas para seus diversos públicos em revistas, jornais e outras mídias, inclusive as digitais?

A resposta à pergunta - objeto de muita reflexão e observação nos últimos anos - exige uma postura sem nenhum viés acadêmico, comercial ou ideológico, quando se olha a comunicação gerada dentro de organizações, que são, naturalmente, dedicadas à produção e o lucro. Sem hesitar, está cada dia mais difícil encontrar mensagens nas mídias nascidas nas fábricas e escritórios que tenham o atributo essencial para se considerar bom jornalismo: o distanciamento em relação ao fato, que é julgado relevante e sobre o qual se debruça para informar, interpretar e opinar sobre ele.

O jornalismo praticado dentro das empresas dificilmente toca nos pontos passíveis de incômodo para quem tem nas mãos a direção de seus veículos. Os temas de interesse das empresas podem gerar controvérsia, pontos de vista diversos, porque tratam de mudanças de metodologias de produção, de comportamento e cultura, os quais, normalmente, impactam o bolso das pessoas, o ambiente e a sociedade. E a comunicação empresarial trata estes temas como se existisse uma única fonte de informações no mundo: a própria empresa. Despreza os aspectos econômicos, sociais, psicológicos e históricos de milhões de pessoas ao tratá-los de maneira insossa, a evitar a polêmica, o confronto de opiniões, da administração e outras do mundo lá fora.

Quem se dá ao trabalho de ler jornais, revistas e mídias digitais empresariais tem a nítida impressão de estar diante de uma comunicação interesseira, sem a isenção necessária para que o leitor possa formar sua opinião. Assim, quando a mão pesada da empresa escreve notícias como releases ou publicidade mal-feita, é ainda mais difícil legitimar as ações empresariais perante os leitores.

Os veículos de comunicação empresariais e suas mensagens estão em um mundo no qual o diálogo é turbina de geração de credibilidade, para quem detém o controle de um meio de comunicação, para a empresa, para sua reputação e sua legitimação. O contrário disso é uma comunicação não-colaborativa, espécie de advocacy do poder administrativo. Os comunicadores nas empresas precisam olhar para esta realidade e enfrentá-la.


*Paulo Nassar é professor da Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Diretor-presidente da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE). Autor de inúmeros livros, entre eles O que é Comunicação Empresarial, A Comunicação da Pequena Empresa, e Tudo é Comunicação".


Este artigo foi retirado do site GIFE.
Postado por Juliano Melo.