Técnico de futebol precisa de diploma; jornalista, não

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Deu até chamada de capa de jornal: por imposição da Fifa, a CBF determinou que os técnicos de futebol precisarão fazer um curso para obter um diploma que os habilite a exercer a profissão.

Que beleza! Será que o supremo presidente do STF, Gilmar Mendes, que recentemente acabou com a obrigatoriedade do diploma para ser jornalista em nosso país, já está sabendo disso? Não vai tomar nenhuma providência?

Num país em que agora qualquer um pode ser jornalista, sem qualquer curso ou exame de acesso à profissão, para ser técnico de futebol vai precisar de diploma.

Na verdade, essa exigência já existia, pois, pela legislação brasileira, os técnicos de futebol deveriam ser formados em Educação Física, mas isto nunca foi cumprido _ como, aliás, também nunca foi cumprida a obrigatoriedade do diploma de jornalista, mesmo quando isso estava na lei.
Gostaria muito de saber qual o critério. Por acaso um técnico de futebol sem diploma pode causar à sociedade estragos maiores do que um jornalista desqualificado, como tantos que temos por aí?

Não precisamos ir tão longe: por que os advogados como Gilmar Mendes, para exercer o ofício, além de obter o diploma, precisam fazer o exame da OAB, que fiscaliza o acesso e o exercício da profissão?

O STF acabou este ano com qualquer regulamentação para a atividade jornalística, seja para profissionais ou para as empresas de comunicação social, transformando o setor numa terra de ninguém, sem leis que estabeleçam limites e responsabilidades.

Nas centenas de debates sobre a profissão de jornalista de que participei nos meus mais de 40 anos de carreira, nunca fui um defensor intransigente do diploma, pois admito que pessoas com formação em outras áreas, ou mesmo sem canudo nenhum, possam exercer este ofício, desde que se respeitem certas regras para que a sociedade possa se defender de nós.

O direito de resposta, por exemplo, agora dependerá da cabeça de cada editor ou de cada juiz, sem nenhuma normatização.

Fico muito à vontade para tratar do assunto porque, embora tenha feito parte da primeira turma da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), nunca cheguei a me formar.

Sou até hoje um jornalista sem diploma, como tantos contemporâneos meus, mas sempre defendi que a atividade seja regulamentada e fiscalizada para evitar os abusos contra a ética profissional, como ocorre em qualquer outro setor.

Defendo, por exemplo, a criação de um orgão nos moldes do Conar (Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária), que há quase 30 anos controla e pune agências, anunciantes e veículos que não cumprem o seu código de ética.

Ou o Estado estabelece as regras do jogo ou as empresas e os profissionais da área de comunicação social precisam se auto-regulamentar em defesa não apenas deles próprios, mas da sociedade brasileira.

Se até o futebol já tomou esta providência, é muito estranho, inexplicável, eu diria, que uma atividade tão importante e sensível para a nossa democracia como o jornalismo permaneça neste vazio jurídico deixado pelo STF.



Cidadania corporativa está na base de uma sociedade sustentável

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A sétima reunião de 2009 do Comitê de Sustentabilidade da ABERJE – que atualmente reúne as Associações Brasileiras de Comunicação Empresarial, Branding e Comunicação Organizacional – mostrou que, mais do que desenvolvimento sustentável, é preciso adotar o conceito de sociedade sustentável como eixo da estratégia de negócios. O encontro aconteceu no dia 4 de agosto em São Paulo/SP, quando apresentaram visões corporativas para o tema Alexandre Alfredo, diretor de Relações Institucionais da GE na América Latina, e Sergio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, um dos maiores do setor de celulose, papel e embalagens. A coordenação foi do consultor e jornalista Ricardo Voltolini.

Na abertura, o diretor-geral da ABERJE Paulo Nassar assinalou que o comunicador é um ser político e intelectual, e neste sentido precisa dar conta da complexidade dos comportamentos e das dinâmicas sociais. Com isto, afasta-se bastante da visão instrumental e técnica que se via no cotidiano das organizações para virar um pensador. Referindo-se ao nível de importância de todos os interlocutores, sem supremacias de poder, no estabelecimento das políticas de relacionamento corporativo, ele destaca que “não dá para responder às demandas atuais em mesas quadradas, com o mito do justo e do injusto”.

Com operações no Brasil desde 1919, a GE possui oito instalações industriais no país, distribuídas entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A empresa emprega cerca de seis mil pessoas no País e tem sua matriz instalada na capital paulista. Todos os 11 negócios da GE, em maior ou menor proporção, mantêm atividades em território brasileiro - de manutenção para motores de aviões a geração de energia, passando por serviços financeiros, eletrodomésticos, equipamentos de diagnóstico por imagem e plásticos de engenharia. Alfredo, que é bacharel em Comunicação pela FIAM e possui mestrado em Jornalismo pela Universidade de Boston/EUA, atuou por mais de 10 anos em publicações no Brasil e nos Estados Unidos e possui uma sólida experiência em Comunicação Corporativa, Relações Públicas e Gerenciamento de Crise, adquirida em cargos de liderança em companhias, como Editora Abril, Ponto.Com, Edelman e Weber Shandiwick, antes de ingressar em 2008 na General Electric.

Ele assinala os pilares da atuação da empresa, baseados no ser “glocal”, em respirar inovação, construir relacionamentos e ampliar a marca, exercendo a cidadania corporativa através de um comportamento pró-ativo na proposta de ser um bom cidadão. O modelo de negócio envolve ser rentável (performance econômico-sustentável), trabalhar de maneira ética e fazer a diferença através da criatividade. Segundo estes preceitos, o empreendimento transformou a “economia do ontem” baseada estritamente em resultado numa visão de sustentabilidade ambiental, social e econômica. O executivo pontua que o panorama atual exige uma conduta em que os caminhos passem por boa governança, inovação e mobilização de talentos, por meio de uma série de programas e ações.

A GE Foundation é uma entidade filantrópica dedicada ao desenvolvimento e suporte de programas sócio-educacionais em todo mundo. A fundação tem como objetivo educar os cidadãos e a força de trabalho do futuro apoiando projetos em comunidades, escolas e universidades. Já a GE Elfun Volunteers é uma organização global de voluntários da GE que atua com o objetivo de melhorar as comunidades onde a empresa está presente, estimulando o trabalho voluntário, a liderança e o espírito de companheirismo. Em todo o mundo, as iniciativas desenvolvidas pelos membros da organização já acumularam mais de um milhão de horas voluntárias. No Brasil, são 1000 voluntários. Outra linha de atuação detalhada na palestra é a Ecoimagination, que visa a auxiliar os clientes a enfrentar desafios ambientais urgentes utilizando novas tecnologias GE, com fontes de energia mais eficientes e limpas e emissões reduzidas. Foram identificados inicialmente 17 produtos que se aplicam aos critérios “ecomagination”, com a ideia de que devem melhorar significativamente o desempenho operacional e ambiental dos clientes, com produtos mais eficientes que as tecnologias existentes de recurso renovável, como a energia eólica, e produtos que seguem padrões ambientais ou de eficiência a terceiros. Além da energia solar, são exemplos as locomotivas híbridas, células de combustível, motores de aeronaves com baixa emissão, materiais mais fortes e mais leves, iluminação eficiente e tecnologia de purificação de água. O setor de Pesquisa e Desenvolvimento vai receber mais de U$ 1,5 bilhão anualmente em pesquisa sobre tecnologias de limpeza até 2010.

De acordo com Alfredo, a empresa discutiu essa iniciativa por mais de um ano com clientes, organizações não-governamentais, formadores de opinião e funcionários da empresa do mundo todo. Essas discussões cristalizaram a demanda crescente de mercado por soluções para os desafios enfrentados. No suporte para o programa, foi criado em 2005 o prêmio global de Liderança ecomagination, que foi concedido à uma empresa nacional – a Cia Nitro Química Brasileira, do Grupo Votorantim, reconhecida pela implementação de uma tecnologia ecológica e avançada para purificação de água. A empresa atingiu excelentes resultados: conseguiu reduzir a emissão de efluentes, apresentou uma economia no consumo de água, diminuiu o consumo de gás natural utilizado nas caldeiras, reduziu o consumo de energia elétrica e os gastos com manutenção, elevou a disponibilidade dos equipamentos e aprimorou sua produção de energia. Ela conseguiu reduzir o consumo de combustível em 22% e, conseqüentemente, a emissão de gases para o meio-ambiente, além de cerca de 90% da emissão de efluentes provenientes das caldeiras.

SINERGIA - Na seqüência, o presidente e principal acionista do Grupo Orsa - formado pelas empresas Orsa Celulose, Papel e Embalagens, Jari Celulose, Orsa Florestal e Fundação Orsa – Sergio Amoroso demonstrou que o tema está em seu DNA. Ele foi o instituidor da Fundação Orsa, que recebe 1% do faturamento bruto anual das empresas que compõem o Grupo. Tem trabalho extenso em outras organizações do gênero, sendo membro-fundador do WWF Brasil (maior organização global de conservação da natureza), presidente do GRAACC – Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer, em São Paulo/SP, e membro do Conselho do CEATS – Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor. Participa como conselheiro de diversos órgãos: FIES - Fundo ITAÚ de Excelência Social, Instituto SIDARTA – para o desenvolvimento da educação, CONSOCIAL - Conselho Superior de Responsabilidade Social da FIESP/IRS, Fundação Telefônica, GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas. É também sócio-fundador do Compromisso “Todos pela Educação” e membro dos Conselhos de Administração do IRM – Instituto Ronald McDonald e Consultivo do Fundo Ecomudança do Itaú.

A força do Grupo Orsa está na integração das suas quatro empresas, que fabricam desde produtos de origem florestal, como madeira e celulose, até embalagens de papel e papelão, com alto valor agregado. As empresas atuam em sinergia com base em um modelo de negócios inovador, que incorpora os princípios de sustentabilidade em todas as suas decisões estratégicas. A Orsa Celulose, Papel e Embalagens faz papel para embalagens, chapas e embalagem de papelão ondulado; a Jari Celulose é responsável pela fabricação de celulose de mercado; a Orsa Florestal tem produtos madeireiros com certificação ambiental e a Fundação Orsa faz atuação social, com ênfase na geração de renda e na sustentabilidade. São 8,7 mil empregos diretos e indiretos.

Para o Grupo Orsa, o desenvolvimento dos negócios deve ser um fator de transformação da sociedade, por meio de ações economicamente viáveis, socialmente justas e ambientalmente corretas. Trata-se de uma visão ampliada de sustentabilidade, que vai além do comprometimento com os negócios e com as comunidades onde eles estão inseridos: busca a melhoria de vida do país, por meio das ações das suas empresas. Além disso, preocupa-se com os seus efeitos em toda a cadeia, e também com os seus integrantes. O enfoque é promover o desenvolvimento econômico e manter o respeito às limitações ecológicas do planeta, para que as gerações futuras tenham a chance de existir de acordo com as suas necessidades, em um mundo equilibrado. Segundo Amoroso, o Grupo trabalha na busca por seu crescimento econômico com geração de riqueza para a sociedade, procurando ser uma "semente maior" de transformação e apoiando atividades socioambientais, que possam ser replicadas como políticas públicas ou privadas. Possui uma filosofia empresarial que adota, acima de tudo, qualidade, eficácia, ética e transparência como pilares da governança corporativa, além de investir na melhoria da qualidade de vida das pessoas, para que tenham um papel fundamental dentro de uma estrutura sustentável de sociedade. Ele enfatiza que “o setor privado tem capacidade de empreender e inovar muito maior que os governos, de construir o desenvolvimento da sociedade”.

O objetivo é claro: em sua visão de futuro consta estabelecer uma sociedade sustentável, que promova o bem-estar de todos sem comprometer as gerações futuras, buscando o equilíbrio no relacionamento entre pessoas, ambiente e negócios, sem desconsiderar as características locais e as especificidades de cada povo. O objetivo é multiplicar parcerias com os diversos agentes da sociedade, seguindo princípios de gestão participativa que apóiam um modelo social para garantir os princípios básicos do ser humano: emprego, segurança social e respeito à diversidade de culturas. Ele explicou que o trabalho está baseado na dinâmica dos 3 P’s (people, planet, profit – pessoas, planeta e lucro), dentro de uma estratégia corporativa baseada em valores humanistas e no respeito ao meio-ambiente. “O desenvolvimento dos negócios deve ser um fator de transformação da sociedade. O compromisso com os funcionários, a cooperação com os fornecedores, o apoio às comunidades e a preocupação com o meio ambiente norteiam todas as decisões estratégicas. Todas as empresas do grupo atuam em sinergia para promover o desenvolvimento local sustentável nas regiões de atuação”, manifesta. Na etapa final da palestra, ele listou vários projetos de geração de renda e relacionamento com as comunidades envolvendo aspectos relacionados à saúde, educação e garantia de direitos.

O Comitê de Sustentabilidade da ABERJE tem patrocínio da Petrobras. Estiveram presentes profissionais de empresas como Fundação Bunge, Mercedes-Benz, Mosaic Fertilizantes, Epex, Unimed do Brasil, Abbott, Mann Hümmel, Goodyear, Du Pont, Natura, Votorantim, Vivo, Klabin, HP Brasil, Itaú-Unibanco e órgãos como a Câmara de Comércio Brasil-China, Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Brasilprev, Associação Brasileira de Recursos Humanos e Universidade Metodista de São Paulo. Outras informações podem ser obtidas com Carolina Soares pelo carolina@aberje.com.br ou no fone 11-3662-3990.


RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Promoções, prêmios e concursos: veja como as empresas "fisgam" usuários no Twitter

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Em menos de um ano, empresas brasileiras atraíram milhares de seguidores no Twitter. Para “fisgar” os usuários e potenciais consumidores, elas oferecem promoções-relâmpago, descontos generosos, concursos culturais e até mesmo sorteio de prêmios.


Em junho, por exemplo, a loja virtual Submarino, lançou uma promoção exclusiva no Twitter que premiou com “um cinema em casa” o seguidor que melhor respondeu a pergunta “O que você faria para conquistar milhares de amigos?”. O inusitado na promoção era que o prêmio “engordava” caso o Submarino atingisse metas de seguidores, indo de um aparelho blu-ray e seis filmes (para 12.999) até um kit mais completo (acima de 15 mil seguidores).



A condicionante fez com que os participantes replicassem muitas vezes a chamada da promoção no Twitter, atraindo curiosos e interessados. Como resultado, o perfil da loja, que na época contava com menos de 13 mil seguidores, passou dos 15 mil e atingiu o prêmio máximo: uma TV de plasma full HD de 50 polegadas, com home theater, um aparelho blu-ray e seis filmes. Hoje, a empresa é a mais popular entre os perfis corporativos brasileiros no Twitter, com aproximadamente 25,6 mil seguidores (número apurado pela reportagem na última sexta-feira).
Nos EUA, a fabricante de computadores Dell já lucrou mais de US$ 3 milhões em vendas realizadas a partir de links postados no Twitter. Para os consumidores brasileiros, a Dell lançou um perfil em fevereiro deste ano e conta com mais de 11,3 mil seguidores. Na ferramenta, a empresa divulga promoções e responde dúvidas de usuários. “O objetivo principal da Dell é ter a possibilidade de se relacionar de forma mais direta com os nossos clientes. Queremos ouvi-los”, afirma Mirvane Goulart, gerente sênior de marketing online da Dell para América Latina.

“Existe sim a divulgação de ofertas, concursos culturais e eventuais ações exclusivas para nossos seguidores, mas sempre observando que o objetivo principal não é a venda e sim relacionamento”, enfatiza Mirvane.

Divulgação
DanielTopel, CEO da NetMoviesOutra empresa que faz barulho no Twitter e vai além da divulgação de promoções é a locadora online NetMovies. “Oferecemos notícias, curiosidades e entretenimento relacionado ao mundo do cinema. A nossa ouvidoria também utiliza o Twitter para resolver dúvidas rápidas dos usuários, encaminhar casos à área de atendimento da empresa e principalmente medir o nível de satisfação dos usuários com o nosso serviço”, explica Daniel Topel, CEO da NetMovies.


Presente no Twitter há apenas três meses, a locadora online atraiu mais de 7,6 mil seguidores e quer terminar o mês de agosto com mais de 8 mil, segundo estimativa de Topel. “Mensalmente milhares de visitantes chegam ao nosso site por meio do Twitter e uma boa parte faz assinatura, afinal, são pessoas interessadas em cinema”, afirma o CEO, que prefere não revelar valores de venda.

Interatividade
Essas ações encontram forte aceitação entre os “twiteirros”. Uma pesquisa da agência de publicidade Bullet realizada em abril deste ano com 3.268 usuários brasileiros do Twitter descobriu que 53,6% dos entrevistados achavam interessantes ações publicitárias na ferramenta, desde que tivessem relevância.
Mais da metade (51%) respondeu que nunca participou de ações promocionais na ferramenta, porém tem interesse e ainda 33% disseram já ter participado de algum tipo de ação publicitária no Twitter. Cerca de 70% afirmaram seguir ou já ter seguido perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias.


Divulgação
Ricardo Mohr, da ConverseParticipar de decisões da empresa é uma das possibilidades que a Converse All Star oferece aos seus seguidores. “Em breve lançaremos uma campanha inédita, que fará o consumidor participar diretamente da construção de uma linha para a coleção outono/inverno 2010”, revela Rodrigo Mohr, gerente de marketing da marca de calçados.


O nome do perfil da Converse no Twitter, “conversando”, denuncia o que a marca propõe para o serviço. “Queremos atrais seguidores ‘falantes’, que opinam, sugerem, criticam. A rede social é feita desta comunicação e pluralidade, é construída por várias mãos”, destaca Mohr.


Mesmo sem enviar descontos, a Converse já conta com mais de 4 mil seguidores no Twitter. “Oferecemos conteúdo. Novidades em arte, música, moda e esporte que são os mundos da marca”, explica Mohr.


Versatilidade
A versatilidade da ferramenta é tamanha que até mesmo um apartamento já foi vendido pelo Twitter. A Tecnisa, primeira incorporadora brasileira a comercializar um imóvel pelo serviço, vendeu uma unidade de três suítes, localizada no Alto da Lapa, em São Paulo, por R$ 500 mil. Segundo a Tecnisa, o comprador se interessou por uma promoção exclusiva para usuários de redes sociais que oferecia um bônus de R$ 2 mil em vale-compras, além de armários e cozinhas planejados.


“Esta conquista inédita fortalece nossa estratégia de divulgação online dos imóveis. Afinal, conseguimos um excelente resultado com um baixo investimento”, avalia Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa.




Fonte.


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Nos EUA, 'web em tempo real' seduz o investidor

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Internet: Crescem as apostas em companhias criadas ao redor do Twitter




John Borthwick fala baixo, mas não consegue esconder seu entusiasmo. Um dos fundadores e executivo-chefe da Betaworks, uma incubadora de Nova York concentrada em negócios de internet, Borthwick é um investidor do Twitter, o fenômeno do "microblogging" - que permite às pessoas trocar mensagens curtas, as chamadas "tweets". A Betaworks também está criando ou investindo em pelo menos 21 outras companhias que exploram a "internet em tempo real", ou "real-time web". Esse é o termo que descreve o número explosivo das atividades de relacionamentos on-line em tempo real, dos tweets e das atualizações de status no Facebook ao compartilhamento de notícias, links de internet e vídeos em uma variedade de outros sites. "É uma nova camada de inovação que está se abrindo na internet", diz ele.

É também um novo campo de sonhos para empreendedores e investidores. Em meio aos restos reduzidos da web 2.0, com a propaganda on-line e o comércio eletrônico passando por uma fase de vacas magras, eles estão vendo a internet em tempo real como a próxima grande sensação da rede - talvez até mesmo a fonte do próximo Google. Esse setor emergente é tão novo, e suas fronteiras tão confusas, que é difícil saber quanto dinheiro está sendo investido em um número de empresas também não quantificado. Mas muitas dezenas de companhias iniciantes estão se firmando e atraindo o interesse dos investidores.

"As pessoas estão percebendo que esta é uma grande oportunidade", afirma o investidor Ron Conway, apoiador de primeira instância do Google e do Twitter. Apontando uma série de companhias iniciantes com nomes tolos - TweetDeck, Aardvark, Topsy Labs -, que ele acredita que poderão se transformar em grandes sucessos, Conway diz que pretende investir em algo entre 40 e 50 companhias da internet em tempo real, de varejistas fornecendo descontos instantâneos no Twitter a marqueteiros de olho em anúncios para consumidores, baseados nos produtos ou serviços m nos tweets.

O frenesi de investimentos em qualquer coisa que está em tempo real começou no início do ano, quando o Twitter promoveu sua quarta rodada de captação de recursos. O investimento, de US$ 35 milhões, deu à companhia um valor de mercado de US$ 250 milhões. Durante uma conferência de dois dias realizada pelo Twitter em maio, um palestrante perguntou à plateia quantas pessoas achavam que num prazo de cinco a dez anos o Twitter estaria valendo mais que o Facebook, hoje avaliado em US$ 6,5 bilhões. A maioria das pessoas levantou a mão.

Será que as pessoas estão se excedendo? Pode ser. O Twitter apenas começou a explorar meios de gerar receita e suas perspectivas não estão claras. O Facebook, com sua mistura de rede de relacionamentos e atividade em tempo real, vem lutando para transformar sua crescente popularidade em lucro. Até mesmo Borthwick, talvez o principal articulador da internet em tempo real, admite que ainda não identificou um modelo de negócios de "arrasar quarteirão" para muitas das empresas da Betaworks.

Mas existe um método por trás dessa febre. Foi só nos últimos dois anos que várias acontecimentos se uniram para tornar a internet uma experiência em tempo real: conexões de alta velocidade à internet em todos os lugares; um número crescente de aparelhos móveis, como o iPhone, com navegadores completos para a internet; novas tecnologias da internet que possibilitam a transmissão instantânea de mensagens e dados. Essa mistura tornou as comunicações em tempo real uma coisa fácil e viciante. O exemplo mais simbólico, o Twitter, atraiu 44,5 milhões de pessoas ao seu site na internet em junho, além de um número provavelmente igual de pessoas que ganham acesso aos seus serviços por meio de outros sites. Os 250 milhões de usuários ativos do Facebook, cujas atualizações de status constantes são parte-chave de seu apelo, compartilham mais de 1 bilhão de vídeos, fotografias e outros tipos de conteúdo toda semana.

Na verdade, "real-time" não é um nome muito adequado. A maior parte dessa atividade não ocorre realmente em tempo real, como quando se conversa por telefone, e gestos sociais como o compartilhamento de links com amigos são tão importantes como parte do apelo como sua urgência. Esses gestos - frequentemente acompanhados de dados sobre o perfil das pessoas nas redes de relacionamentos, como os lugares onde vivem e suas idades - são a chave da potencial capacidade de se fazer dinheiro com a internet em tempo real. Aquilo sobre o que as pessoas estão conversando e compartilhando pode ser um indicador potente de seus interesses e intenções: quando alguém digita uma resposta a uma pergunta feita no Twitter como "o que você está fazendo?", suas respostas também podem revelar o que elas querem comprar - e naquele momento.

Esse é um conjunto de dados totalmente novo, oriundo de fontes externas aos mecanismos de busca e sites mais estáticos, que vem dominando a internet. É por isso que a web em tempo real representa um grande desafio para alguns líderes da internet, especialmente o Google. Os computadores do Google têm dificuldade em rastrear os fluxos de informação em tempo real. Os algoritmos da empresa preferem sites que atraem muitos links de outros sites. Mas esses links podem levar dias ou semanas para ser formados. O Google aumentou a frequência com que lista os principais sites em tempo real, e a atividade no Twitter está aparecendo com mais frequência nos resultados de busca. Mas como o Facebook e o Twitter mantêm grande parte desses dados sob sigilo, os mecanismos de busca não conseguem listar tudo.

Os serviços em tempo real também poderão fornecer em breve aos anunciantes uma outra maneira de atingir possíveis clientes, além dos mecanismos de busca. O Google já não tem um domínio tão grande na condução do tráfego para alguns sites da internet. O Twitter, por exemplo, tornou-se a segunda maior fonte de tráfego externo para o blog TechCrunch, atrás apenas do Google. Por enquanto, as agências de propaganda afirmam não ter planos de reduzir os gastos com o Google. Mas se os sites em tempo real começarem a gerar público significativo e dados que os anunciantes possam usar para alcançá-lo, o dinheiro pode começar a migrar.

Uma das áreas mais importantes do "tempo real" é a de buscas, graças a seu comprovado modelo de negócios de casar anúncios com buscas. A OneRiot de Boulder, no Colorado (EUA), uma entre mais de uma dúzia de serviços de busca em tempo real, explora não só o que as pessoas estao dizendo, mas também os links que elas estão compartilhando no Twitter, no site de compartilhamento de notícias Digg.com e em outros sites de relacionamento. O executivo-chefe Kimbal Musk observa que tópicos quentes como "Michael Jackson", ou "G-Force" deveriam proporcionar muito mais oportunidades de anúncios porque as pessoas recorrem repetidamente a eles em um curto período de tempo. "A busca tradicional é como ir a uma biblioteca", diz ele. "O tempo real é a busca certa, na hora."

Os serviços de busca estabelecidos não pretendem ficar para trás. Udi Manber, vice-presidente de engenharia de busca do Google, diz que hoje a companhia está indexando a internet, ou pelo menos as partes mais importantes dela, em poucos minutos. Há cinco anos, isso levava alguns meses. O Google pretende se movimentar ainda mais rapidamente no futuro, afirma Manber. "Se há alguma coisa importante na internet para você, nós temos que colocá-lo diante dela em segundos."

O homem que mais tem se esforçado para tentar descobrir o potencial revolucionário do tempo real é Borthwick. Esse londrino de 43 anos fez, este ano, uma postagem em um blog intitulada "Google: a próxima vítima da destruição criativa?". No artigo, ele sugere que o Twitter poderá transformar a gigante das buscas em apenas mais um concorrente se conseguir se transformar no lugar a que todos recorrerão em busca de notícias frescas e bate-papo. Ex-executivo da Time Warner, Borthwick foi um dos fundadores da Betaworks há dois anos e meio, junto com o ex-colega na AOL e capitalista de risco Andrew Weissman. Eles levantaram US$ 10 milhões, que estão usando para criar e desenvolver umas poucas companhias e co-investir em muitas outras, junto com investidores em companhias iniciantes, os "angel investors", e capitalistas de risco.

Além do Twitter, o portfólio da Betaworks é um verdadeiro quem é quem dos nascentes astros do tempo real. No ano passado, a Betaworks vendeu a Summize, um mecanismo de busca dedicado exclusivamente ao Twitter, para o próprio Twitter. As atuais companhias incluem a bit.ly, que resume os endereços de internet para que eles caibam no limite de 140 caracteres do Twitter, e a StockTwits, um site de discussões em tempo real sobre ações. Borthwick pretende criar um ecossistema em que o tempo real e os dados de relacionamentos possam se movimentar livremente entre os serviços, reforçando o valor das informações.

O que ainda não está claro é de onde esse valor vai emergir. Com o Twitter ainda estudando a maneira como pretende ganhar dinheiro, as companhias iniciantes que gravitam em torno dele não estão conseguindo estabelecer seus próprios modelos de negócio - além de vender a si mesmas para o Twitter ou para outra empresa. As incertezas estão mantendo alguns investidores afastados. Jeffrey M. Crowe, sócio-geral da Norwest Venture Partners, diz que sua empresa vem analisando várias companhias em tempo real, mas ainda não decidiu bancar nenhuma. "Ainda não se sabe quanto valor está sendo criado além do próprio Twitter", justifica ele.

Entretanto, muitos investidores estão dispostos a arriscar. "Haverá investimento em excesso", diz Peter Hershberg, co-executivo-chefe da Reprise Media, uma companhia de marketing on-line. "Mas também haverá um punhado de vencedores."

Empresas invadem o universo do Twitter e movimentam milhões

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Marina Morena Costa, repórter do Último Segundo


No último ano, os internautas brasileiros descobriram o potencial do Twitter. Seja para acompanhar as novidades de seu famoso favorito, receber notícias em primeira mão – a morte de Michael Jackson se espalhou em minutos pelo mundo graças ao microblog – ou até mesmo fazer campanha pela saída de um certo senador do Congresso, a ferramenta caiu nas graças dos internautas. E agora chegou a vez das empresas invadirem o universo twitteiro, oferecendo promoções-relâmpago, cursos, informações ou mesmo um canal de comunicação direta com o cliente.

A fabricante de computadores Dell, por exemplo, é acompanhada por quase 1 milhão de pessoas no Twitter. No primeiro semestre deste ano, o lucro da DellOutlet (perfil voltado ao público norte-americano) chegou a US$ 1 milhão – soma que a empresa havia levado 18 meses para atingir anteriormente. Desde que colocou seu perfil no Twitter, a empresa calcula ter lucrado US$ 3 milhões em vendas realizadas a partir de links postados no microblog.

A fabricante de computadores Dell é seguida no Twitter por quase 1 milhão de pessoas
No Brasil, a agência de publicidade Frog, que monitora mensalmente a presença de 180 marcas em mídias sociais, registrou um crescimento de 155% no número de citações de empresas no Twitter, entre os meses de janeiro a maio de 2009. “As pessoas comentam de maneira espontânea sobre marcas, produtos, empresas e serviços no Twitter. Isso acontece, queiram as empresas ou não. É um reflexo do boca a boca elevado à enésima potência”, afirma Daniel Deivisson, diretor de novos negócios da carioca Frog.

Apesar de ainda abranger um universo reduzido – um em cada 10 internautas brasileiros visitam o Twitter, segundo o Ibope – o perfil do usuário interessa às empresas: pessoas com maior grau de instrução, mais velhas, com alto poder de consumo e de formação de opinião. Ao seguir esse perfil de consumidor, é possível conhecer o que eles pensam, o que gostam, o que não gostam, e talvez o mais interessante para as estratégias de marketing: como influenciá-los.

Daniel Deivisson, da Frog“As redes sociais como o Twitter mudam um pouco o conceito de publicidade, de comunicação, pois elas permitem entender o público antes de buscar uma oportunidade. Você conhece o seu consumidor antes mesmo de fazer uma campanha”, ressalta Deivisson.

Perfil do Twitteiro
Uma pesquisa da agência de publicidade Bullet realizada em abril deste ano, com 3.268 usuários brasileiros do Twitter, mapeou o perfil deste público. De acordo com o levantamento, homens são a maioria (61%), têm entre 21 e 30 anos, são solteiros, estudantes do Ensino Superior ou formados na universidade, dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Costumam passar quase 50 horas semanais conectados, e utilizam outras ferramentas como Orkut, Youtube e Facebook, além de frequentar vários blogs.

Entre os entrevistados, 53,6% acham interessante ações publicitárias no Twitter, desde que tenham relevância. Mais da metade (51%) nunca participou de ações promocionais na ferramenta, porém tem interesse no assunto. Outros 33% responderam que já participaram de algum tipo de ação publicitária no Twitter. Cerca de 70% seguem ou já seguiram perfis de empresas, eventos ou campanhas publicitárias.

“No Twitter, a marca não pode parecer um robô, e sim o mais humana possível”

Bruna Calheiros, responsável pela pesquisa e pela área de Presença Digital da Bullet, acredita que os usuários do Twitter buscam um contato diferenciado com as empresas. “O Twitter aproxima a marca de seus clientes e clientes potenciais”, analisa. Por este motivo, na avaliação de Bruna, publicações automatizadas podem afastar seguidores. “É interessante que a marca não pareça um ‘robô’ e sim o mais humana possível.”

Em uma ferramenta na qual velocidade e imediatismo são os pontos fortes, a prestação de serviço deve seguir os mesmos parâmetros. “O Twitter é muito focado no ‘real time’. As pessoas querem prestação de serviços. Promoções, informações relevantes em primeira mão e entregues de uma forma criativa, que surpreenda”, destaca Deivisson. Para o publicitário, os usuários precisam ter interesse em manter a relação com as empresas. “Como o Twitter está na moda, as pessoas podem seguir durante um tempo a empresa, e depois desistir da relação.”

Bruna acredita que a mistura entre informação e ofertas seja mais eficiente para atrair seguidores. “Ainda não existe – e não vai existir – uma fórmula mágica para atuar no Twitter. Há casos de sucesso de twitters corporativos, como o da Dell americana ou o do Submarino no Brasil (com 25,6 mil seguidores), que focam na divulgação de promoções e descontos. Mas considero que um meio termo seja mais interessante”, afirma.

“Se o consumidor se sentir invadido,a relação que era para ser boa pode se tornar uma ameaça”No entanto, as empresas também precisam ter cuidado com o potencial negativo do Twitter: “Tem que desenvolver uma estratégia para não ser evasivo. Se o consumidor se sentir invadido, ou de alguma forma lesado, a relação que era para ser boa, pode se tornar uma ameaça”, destaca Deivisson. “O boca a boca nas redes sociais tem potencial matador, porque um consumidor insatisfeito influencia pessoas que sequer conhece”, completa.



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