Demanda por celulares continuará forte apesar da crise, diz ONU

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Relatório descreve portátil como 'necessidade básica'. Previsão foi anunciada no evento Mobile World Congress, em Barcelona



Os celulares são vistos como "necessidade básica" em todo o mundo e devem ter demanda forte e persistente apesar da desaceleração da economia, afirmou uma agência das Nações Unidas em relatório publicado nesta segunda-feira (16).

“Com ou sem uma recessão, milhões de pessoas na Índia, China, Nigéria e outros mercados emergentes devem adquirir celulares”, afirmou a União Internacional de Telecomunicações (UIT).

Os domicílios europeus e norte-americanos, cada vez mais preocupados com custos, também devem manter elevado seu número de celulares, e muitos deixarão de lado suas linhas fixas de telefonia, em um esforço por economizar dinheiro, afirmou a UIT em relatório divulgado durante o Mobile World Congress, em Barcelona.

"Assim que um usuário compra um celular, fica difícil abrir mão dele e, em muitos países, os celulares se tornaram necessidade", continuou a organização no relatório, intitulado Confrontando a Crise. “Muitas tecnologias de comunicação, entre as quais a telefonia móvel e a banda larga, continuam a oferecer imenso potencial de crescimento, com ou sem recessão. Com seu forte potencial de crescimento, a telefonia móvel pode ajudar a facilitar a recuperação econômica."

No final de 2008 eram 4 bilhões de assinantes anuais de telefonia móvel, o que representa taxa anual de avanço de 24% desde 2000. Em mercados como Cingapura e Hong Kong, as taxas de saturação superam os 100%, comparadas a 30% na Nigéria e pouco mais de 25% na Índia, dois dos mercados de telefonia móvel de mais rápida expansão.
A UIT afirmou que as pessoas nos países desenvolvidos dependem cada vez mais dos celulares para comunicação de voz e serviços de informação, a exemplo de agricultores e pescadores que recebem informações em forma de mensagens de texto sobre os mercados de commodities e o clima.

A popularidade dos celulares em mercados em desenvolvimento como a China, Paquistão, Malásia, Tailândia e Bangladesh criaria uma oportunidade de queimar uma etapa tecnológica, com serviços de Internet fornecidos aos consumidores sem que estes precisem de computadores.

WEB EXPO FORUM DEBATE REVOLUÇÃO DA WEB 2.0

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Evento promovido pela Converge Comunicações traz inscrições diferenciadas para painéis e workshops

São Paulo, 10 de fevereiro de 2009 – A Converge Comunicações, responsável por organizar os mais importantes eventos nas áreas de telecomunicações, TV por assinatura, novas mídias, internet, produção e distribuição de conteúdo audiovisual, realiza a 3ª edição do Web Expo Forum, de 17 a 19 de março, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Nos três dias de evento, o público terá acesso a painéis de discussão com palestrantes nacionais e internacionais, que abordarão temas como: o poder das redes sociais; a utilização a Internet pelos mercados fonográfico e de televisão para atingir o novo consumidor 2.0; programas e novos dispositivos móveis que proporcionam acesso aos recursos da web 2.0; o que os grandes grupos e empresas estão fazendo para entender e competir no novo cenário da web 2.0, entre muitos outros.

Dentre os palestrantes já confirmados estão: Gil Giardelli, VP da Permission; Cezar Taurion, gerente de Novas Tecnologias Aplicadas da IBM; Cesar Paz, diretor presidente da AG2; Marcelo Quinan, diretor de criação da AG2; Eduardo Vasques, da Abracom; Monica Ramos, sócia fundadora da Deckdisc; José Papa Neto, diretor de Novas Mídias e TI da ESPN; Gil Torquato, diretor Corporativo e de Relações Institucionais do UOL; Fiamma Zarife, diretora de VAS e Roaming da Claro; Alexandre Fernandes, diretor de Produtos e Serviços da Vivo; Charles Zamaria, professor da Ryerson University - Canadá; Paulo Cesar Queiroz, VP da DM9DDB; Hugo Godinho, diretor de Comunicação Integrada da In Press Porter Novelli; o jornalista Paulo Henrique Amorim, jornalista do Blog Conversa Afiada; Paulo Markun, presidente da Fundação Padre Anchieta; Marcelo Coutinho, diretor de Análise de Mercado e Novos Negócios do IBOPE Inteligência.

Novidades da edição 2009
Um dos diferenciais dessa 3ª edição do evento é a flexibilidade das inscrições. Os participantes poderão se inscrever de acordo com seus interesses, garantindo presença em todo o evento ou apenas nos painéis do Congresso, nos workshops (tech ou business).

Os workshops, também novidades deste ano, são voltados para a formação de iniciantes e executivos de pequenas e médias empresas. Eles terão foco em negócios e em questões tecnológicas, com objetivo de incentivar a formação de profissionais. Serão abordados temas como: desenvolver projetos em web 2.0; estratégias de comunicação; uso do Second Life para treinamentos; novos modelos de negócios; educação 2.0; mobile marketing 2.0; além de workshops técnicos, que oferecerão noções básicas de programas e informações técnicas de planejamento.

SERVIÇO
Web Expo Fórum Período: de 17 a 19 de março de 2009
Horário: das 9h às 18h30
Local: CENTRO DE CONVENÇÕES FREI CANECA
Rua Frei Caneca, 569 - Consolação, São Paulo - SP
Inscrições e mais informações: www.webexpoforum.com.br

Todo funcionário é agente de comunicação

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As organizações vão atuar cada vez mais no formato em rede, com ênfase na virtualidade e informacionismo. Há uma alteração de foco quanto a vínculo e estabilidade de trabalho, com forte terceirização e produção flexível, num processo de reinvenção. Aparece agora em alta escala os “disposable workers”, equivalente à relação trabalhista como fornecedor, numa nova configuração da disponibilidade e de exigência de capacitação. Sob este cenário, o professor e consultor João José Curvello desenvolveu o curso “Caminhos para uma Nova Comunicação Interna” na sede da ABERJE no dia 6 de fevereiro de 2009.





Há um mapa de competências na Sociedade da Informação, relativos a habilidades básicas, interpessoais, tecnológicas, cognitivas, de recursos, sistemas e de informação, que precisam ser dominadas pelos profissionais de quaisquer segmentos. Mais ainda no campo da Comunicação e do relacionamento, quando há um foco em torno de equipes de trabalho e suas interrelações. Curvello tem graduação em Jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas/RS, mestrado em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor da Universidade Católica de Brasília, onde dirige o Programa de Mestrado em Comunicação. Sua visão envolve a reflexão teórica sobre os processos organizacionais e também a prática por ter sido assessor no Banco do Brasil, entre outros locais.





Os gestores apresentam grandes expectativas sobre comunicação interna, inclusive como fonte de atribuição de sentido à vida organizacional, buscando equilíbrio entre as necessidades da organização e de seus principais públicos. Para isto, ele comenta a necessidade de mudar o foco da influência para os relacionamentos, que criam vínculos mais duradouros e conquistam adesão a uma cultura de colaboração e de compartilhamento de informações em todos os níveis. “Relações de confiança reforçam valores, crenças, ritos e rituais”, acrescenta. Como saída para atingir este nível de expectativa, o professor sugere unir teoria e prática para ter a compreensão da complexidade dos fatos e a agilidade para responder as demandas. Só assim entende que seja possível construir, propor e disseminar políticas, diretrizes e responsabilidades no ambiente interno. Outro viés contemporâneo importante é entender os laços entre educação e comunicação. Para ele, “cabe ao comunicador sensibilizar para a importância de manter relações transparentes e honestas com os públicos e disseminar a visão de que a comunicação é mais do que persuasão e controle”. Ademais, a tendência é transformar todo funcionário em agente de comunicação, ciente da extensão de suas atitudes no reconhecimento da identidade da organização. Curvello propôs uma reflexão sobre a capacidade efetiva do profissional da área de Comunicação Interna de intervir na complexidade das demandas de uma diversidade de perfis de pessoas que convivem no trabalho. “Trabalhamos basicamente com gestão de informações no ambiente interno”, conceitua.





TECNOLOGIA – As condições de tecnologia da comunicação estão permitindo o surgimento de uma variedade de canais de diálogo para estabelecer vínculos fortes. O consultor explica: “afinal, a comunicação tem um papel fundamental na construção de sentido na sociedade e nos ambientes organizacionais. E é pela comunicação que as organizações, como sistemas sociais, realizam sua auto-construção”.





Segundo ele, é preciso admitir, ao contrário da teoria de ação comunicativa sugerida por Habermas, que como as organizações são espaços de poder há necessariamente uma comunicação que nem sempre gera consenso. Conflitos entre pessoas, animosidades entre pessoas e organização, discordâncias entre organizações com repercussão interna são campo cotidiano de trabalho, “demonstrando que uma organização, na verdade, é uma rede dinâmica de conversações com o ambiente; só existe porque uma rede de comunicações e de expressões viabiliza a construção de sua identidade”. Daí que se vê que a comunicação não é algo controlável, e mais ainda que não é inteligente bloquear estes múltiplos contatos. A maneira como uma organização conversa condiciona as possibilidades de desempenho, o nível de efetividade que alcança, sua viabilidade, êxito e fracasso.





TEORIAS - Curvello tratou dos enfoques tradicionais da comunicação interna. O enfoque operacional está centrado na maneira como as mensagens são transmitidas, na comunicação como conjunto de dispositivos de informação, instruções, ordens e metas. Já o enfoque integrativo nasce do reconhecimento da importância do fator humano no processo produtivo, tornando a moral e a motivação temas essenciais, onde a comunicação é o conjunto de ações coordenadas para manter a coesão interna. Contudo, estas perspectivas estão em análise, por conta da emergência de um novo comportamento profissional e cidadão, ainda que o caráter humanitário esteja muito presente. A definição do próprio palestrante para comunicação interna é “um conjunto de ações que a organização coordena com o objetivo de ouvir, informar, mobilizar, educar e manter coesão em torno de valores que precisam ser reconhecidos e compartilhados por todos e que podem contribuir para a construção de boa imagem pública”. Ele ainda rememora a visão do Plano de Comunicação da Rhodia, que desde 1985 aponta a área como estratégia de compatibilização de interesses de empregados e empresa, através do estímulo ao diálogo, à troca de informações e de experiências e à participação de todos os níveis.





O curso apresentou ainda a visão de Goodal Jr e Eisenberg, com a comunicação como transferência de informação (metáfora do conduíte), transacional (feedback como sinalização do resultado), controle estratégico (comunicador como estrategista), equilíbrio entre criatividade e sujeição (mediação de tensões) e espaços de diálogo (equilíbrio expressivo). Grunig e Hunt também foram lembrados com os modelos de Relações Públicas e Comunicação Organizacional (assessoria de imprensa, difusão de informações, assimétrico de duas mãos, simétrico de duas mãos) e ainda o modelo complementar de motivos mistos de Patrícia Murphy (negociação, teoria dos jogos, ética e justiça). A visão da Escola de Louvaine/Bélgica propõe uma definição explicativa e interpretativa da comunicação interna como o conjunto contextualizado de comportamentos e opiniões em interação, conflito, embate e diálogo numa dada organização. Um ponto fundamental num mundo colaborativo, segundo Curvello, é lembrado pela visão de Fernando Flores, com redes conversacionais, em que toda a conversação entre interlocutores expressa compromissos. Atos de fala são diretivos (quando se demanda uma ação), compromissados (quando se promete realizar uma ação), declarativos (se expressam uma nova visão de mundo), expressivos (se representam estados de ânimo) e afirmativos (se expressam crenças justificadas).





A força da comunicação interna fica comprovada no resultado de pesquisas como do Hay Group, que concluiu que as empresas mais admiradas da Revista Fortune aumentaram seu valor em 50% sobre seus concorrentes depois de instituir programas mais fortes de comunicação interna. Outra validação veio com o Corporate Executive Board em estudo de 2004 – “Interpretando a performance e as condutas de Compromisso dos Empregados” -, encontrando crescimentos de até 57% nos níveis de compromisso e uma redução de até 87% no desejo de abandonar uma organização quando possuem políticas e práticas coerentes de comunicação. De outro lado, constatações como a improbabilidade da comunicação de Luhmann apontam que nada garante que o receptor acesse a informação, que após acessar entenda a mensagem, e que entendendo concorde a ponto de agir. Por isto, como registrou a Stromberg Consulting em 2006, a grande tendência é a personalização de mensagens com simplicidade. Além do mais, a efetividade do serviço parte de um mix integrado por quatro pilares: meios, ações, capacitações e mediações.





O professor finalizou tratando dos desafios da área, como a compreensão das forças que movem a organização e o trabalho, entendendo os espaços organizacionais e suas resistências. Com isto, certamente as pessoas vão perceber a inadequação dos instrumentos tradicionais, as lacunas entre discurso e ação e a impessoalidade tradicional da comunicação. “A conversa é um aprendizado, porque viabiliza a comunicação simétrica e é um investimento na criatividade e na inovação”, conclui. O tema atraiu mais de 30 participantes de oito estados diferentes, vindos de empresas como ADM do Brasil, Ampla, Bradesco, Brasilprev, Visanet, Grupo André Maggi, Itaú, Sara Lee Cafés, Nívea, Unibanco, Serasa, Astra Zeneca do Brasil e órgãos públicos como a Companhia de Energia do Estado do Paraná, Ministério Público de Pernambuco, Prefeitura de Votuporanga/SP e Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo.





AGENDA – A programação do início do ano apresenta várias opções de qualificação na sede da entidade em São Paulo/SP (Av. Angélica, 1757 – 12. andar). Em março, já estão programados os treinamentos de “Melhores Práticas em Comunicação da Estratégia - A Comunicação como Apoio à Implementação do BSC” no dia 13, “Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno” com Saul Bekin no dia 17 e “Relatórios de Sustentabilidade GRI” com os consultores Carmen Weingrill e James Heffernan nos dias 19 e 20. E ainda no dia 20, acontece o curso “Branding: Comunicação e Valor de Marcas Corporativas” com o arquiteto, consultor e professor Ricardo Rodrigues. Já a jornalista Pollyana Ferrari desenvolve o curso “Como construir e gerenciar blogs corporativos” no dia 24. Para a cidade do Rio de Janeiro (Rua São José, 40, 2º andar), está programado o curso “Construção de um Plano de Comunicação Interna” no dia 31 com o consultor Carlos Parente. Ainda no dia 12 de março, acontece o 9. Mix ABERJE de Comunicação Interna e Integrada em SP.





Todos os participantes dos cursos vão receber gratuitamente a segunda edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional, de Don W.Stacks. Detalhes do conteúdo programático podem ser conferidos no http://www.aberje.com.br/, e mais dados podem ser obtidos através do e-mail cursos@aberje.com.br ou ainda no telefone 11-3662-3990, com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

Comunicação Dirigida Superexcelente

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– Boa tarde, senhor Bitoco. Como vai?

– Bitoco... Há quantos anos não ouço alguém me chamar assim. Quem está falando? Será... Meu Deus, não é possível. Sarinha? É você?
– Não, senhor Bitoco. Infelizmente, não é a Sarinha. Agora, ela mora em Mossoró, casou-se e tem três filhos. O maior se formou em medicina.
– Mas, então, quem é você? Quase ninguém sabe desse meu apelido de infância. Já sei! Você deve ser amiga do Klaus, aquele sacana. Sempre gostou de me encher o saco por causa do apelido. Klaus, você deve estar na extensão, seu desgraçado!
– Também não, senhor Bitoco. Eu me chamo Roberta, trabalho para uma empresa de telefonia celular e gostaria de conversar com o senhor sobre uma boa oportunidade.
– O quê? Você deve estar brincando. Como conseguiu esse número? E como sabe do meu apelido? Isso deve ser algum tipo de piada. Minha filha, eu não tenho celular, não quero ter e detesto quem tem. Agora, só me explica quem lhe falou sobre o ‘Bitoco’.
– Sabemos muito sobre o senhor. Por isso, tomamos a liberdade de ligar, senhor Bitoco. Agora, quanto às suas preferências, permita-me fazer uma objeção. O senhor diz que não gosta de celular, que não quer um celular, mas, na verdade, o senhor quer sim. Mais do que isso, o senhor precisa de um! O senhor apenas não sabe disso ainda.
– O quê? Mas você é muito petulante, hein, menina?! Imagine... Me dizer o que eu quero e o que não quero... Essa é boa.
– Senhor Bitoco, lembra aquela vez, no dia da festa do Henrique? Seu carro quebrou às três horas da manhã, no meio da estrada velha da Barra da Tijuca. O lugar estava totalmente deserto e, quando passava um carro, ninguém se dispunha a parar para ajudá-lo. O senhor ficou esperando por duas horas e ainda deu sorte do seu amigo Breno reconhecer seu carro parado. Ligou do celular dele e pediu o reboque. Lembra? Se naquela ocasião o senhor tivesse um celular, não teria de esperar tanto tempo, correndo os maiores riscos.
O homem ficou em silêncio por alguns segundos e depois voltou timidamente à conversa:
– Mas como você sabe disso? Já faz cinco anos que aquilo aconteceu. É algum tipo de trote? Quem é você? Deve ser algum amigo me sacaneando, só pode ser.
– Senhor Bitoco, e aquela vez em que o senhor chegou atrasado à entrevista de emprego? Aliás, poderia ter sido seu primeiro emprego na Companhia Henderson. Se tivesse um celular, poderia ligar para a mulher do RH, explicar o motivo do atraso... Talvez, ela aceitasse entrevistá-lo em outra data. Sua vida poderia ser outra! A Henderson é muito sólida no mercado de construção civil e cria muitas oportunidades para seus funcionários crescerem lá. Talvez, o senhor estivesse bem de vida e nem precisasse pagar o carro em prestações. Pelo que sei, ainda faltam 15 parcelas, não é?
– Pelo amor de Deus, quem são vocês? Como sabem tanto a meu respeito? Eu sou um simples engenheiro, não tenho bens, vivo apertado e não sou alguém importante. É alguma chantagem? Por favor, explique-se, seja clara, Roberta. Não é esse o seu nome?
– É sim, o mesmo nome da sua esposa. Não se trata de nenhuma chantagem, Bitoco. Apenas trabalho numa companhia de telefonia celular e gostaríamos de oferecer o melhor produto, nas melhores condições, ao menos as mais adequadas à sua realidade. E veja, hoje em dia, as informações sobre os clientes são muito disponíveis. Os bancos de dados são muito sofisticados. Além disso, nossa companhia trabalha de acordo com o princípio da Comunicação Dirigida Superexcelente. Isso quer dizer que, antes de contatar um cliente, procuramos saber tudo sobre a vida dele e encontrar as melhores formas de nos comunicar. Tudo para tornar o contato mais pessoal, entende? Agora, por favor, vá até a cozinha e apague o fogo porque, do contrário, sua carne passará do ponto. E você não vai querer isso, não é mesmo, Bitoco? Gosta de bife mal passado, que eu sei.
– Hã???
O homem olhou para a porta da cozinha e viu a fumaça num volume maior que o desejável. Embasbacado, seguiu as instruções e voltou ao telefone.
– Agora que o senhor já apagou o fogo, podemos conversar sobre o plano do seu celular.
– Ah... ah... celular...
– Ora, vamos, Bitoco, preste atenção! Sua mulher sempre diz que você é desatento!
– O que devo fazer?
– É simples. O celular que você quer, mas não sabe ainda que quer, é o modelo WD3921 com câmera. O plano é de 250 minutos, além do bônus a partir do quinto mês de uso. Bitoco, faça o seguinte: pague em cinco vezes no cartão, porque seu cheque já ultrapassou o limite... E aí, cada parcela sai por R$ 123,70. Está bem de acordo com a sua faixa de renda. Você receberá tudo pelo correio. Está entendido?
– Ah, acho que sim, Roberta...
– Agora, desligue e ligue para sua mãe. Dê parabéns pelo aniversário e pergunte se o joanete dela anda doendo.


Fonte:


Postado por: Robson

Cultura da gestão de crises é mandatória

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Uma crise pode afetar ou destruir a reputação, a imagem, o clima organizacional, a confiança de seus clientes e a credibilidade de uma empresa ou instituição, pública ou privada, por vários anos. Pode também afetar seus resultados econômicos e financeiros, assim como trazer prejuízos profissionais a seus funcionários. Esta perspectiva deu a partida para a programação de cursos da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial/ABERJE na temporada 2009, com o curso “Gerenciamento e Comunicação de Crises Corporativas: A Teoria na Prática”. O tema foi tratado pelo consultor Eduardo Prestes no dia 5 de fevereiro de 2009 no auditório da entidade em São Paulo/SP para uma platéia de mais de 30 profissionais vindos de seis estados diferentes.

Crise é uma mudança súbita, decisiva, em geral desfavorável, com agravamento de uma situação. Em geral, leva a uma ruptura de uma situação de equilíbrio. Crise é um permanente duelo de credibilidade, de pessoas ou grupos com opiniões antagônicas sobre acontecimentos, podendo ser repentinos ou evolutivos. É uma área em estudo há mais de 25 anos nos Estados Unidos. Engenheiro pela FEI/USP, Prestes alerta: “crise não é fato, é o desdobramento do fato”. Como fatores de influência, aponta o alcance territorial da corporação envolvida, a globalização, a ação invasiva da tecnologia na rotina empresarial e a proliferação dos meios de comunicação de massa. As crises abalam tanto os ativos tangíveis quanto intangíveis do patrimônio da organização, e muitas vezes com efeitos duradouros. A questão da interligação mundial via economias e telecomunicações potencializa a relevância do tema, porque as extensões dos conflitos tendem a ser amplas. “Por isso, o gerenciamento e comunicação de crise e de risco assume importância estratégica na vida das empresas e dos profissionais. Precisa estar incorporado à filosofia”, postula ele.

A crise global em andamento leva a uma crise individualizada nas empresas, chegando à crise pessoal de cada um dos 60 milhões de desempregados no mundo. É um processo evolutivo, que cresce em função de contextos. O mau gerenciamento de crise, sem as ferramentas adequadas, segundo o consultor, leva ao aprofundamento do problema ou à geração de outros. Uma estrutura formalizada no tema, com equipe treinada, é o caminho ideal. Somente sistemas formais de gerenciamento conseguem dar suporte às organizações para reduzir possibilidades de crises ou extensão dos danos, padronizando atitudes para enfrentar uma diversidade de percepções e monitorar o abalo à confiança. E complementa: “o sistema de gestão pereniza a empresa, a partir do desenvolvimento da cultura corporativa, dentro da atividade econômica. Mas a cultura da gestão de crises hoje é mandatória”. Prestes é Mestre em Comunicação e Marketing pela Faculdade de Comunicação Cásper Líbero e especializado em Marketing Industrial pela Fundação Getúlio Vargas/SP e em Comunicação Corporativa e Marketing pela Universidade da Flórida.

Uma gestão de crise é composta por cinco elementos, que devem ser tratados simultaneamente: 1) gerenciamento de contingências (situações cotidianas chamadas distúrbios operacionais), 2) gerenciamento da crise (cuidado com os desdobramentos dos fatos), 3) comunicação durante a crise (contato articulado com os stakeholders atingidos e interessados, de maneira imediata para não potencializar boatos ou fontes não-oficiais, 4) “issues management” (gerenciamento de riscos e oportunidades), 5) comunicação de risco (notificação clara sobre potencialidade de problemas), e 6) continuidade do negócio. A preparação para a crise permite estar num nível de organização de dados e informações e num nível de energia para superação dos impasses, podendo gerar grandes oportunidades logo depois. É indicado proceder um mapeamento e uma análise das partes interessadas, que possam se tornar aliadas ou detratoras, ou mesmo serem futuros parceiros para readequação de produtos e processos e até da forma de condução dos negócios. “Teoricamente, todas as crises podem ser evitadas. Ou se não, devem ser contidas e mitigadas”, alerta, acrescentando contudo que grande parte do processo decorre da rapidez de reação e de combate de sintomas, reais ou não – aliás, ele sugere no máximo quatro horas para as primeiras ações. Além disso, é preciso sempre tratar o caso de um ponto-de-vista de humanização, não de cifras materiais ou econômicas.

VITIMIZAÇÃO - Toda crise gera vítima, física, moral ou emocional, e dependendo do tratamento do assunto, também gera o fenômeno da “vitimização”, com a indignação das pessoas envolvidas repercutindo o problema de maneira intensa e ganhando adesões. Há ainda um agravamento quando os envolvidos são formadores de opinião. O professor sugere que seja feito um “de-briefing” em todas as situações vividas pela empresa em seus sistemas internos de comunicação (SAC, documentos, encaminhamentos) e em fontes externas (gravações de TV e rádio, publicações em jornais e internet) para mapear os passos tomados e permitir uma análise e novo planejamento para casos futuros. Afora questões negativas duradouras, que podem ser evitadas com esta técnica de disciplinamento, até porque há uma vigilância forte da opinião pública sobre questões empresariais, como a ética, os valores sociais e excessivo foco em quantificações financeiras. “Há um comportamento esperado junto a públicos interno e externo, e planos de gerenciamento demonstram responsabilidade social, porque garantem empregos, impostos, abastecimento”, opina.

Atualmente Prestes é diretor executivo da CMS Consulting – Crisis Management Solutions - empresa pioneira no Brasil, especializada em gerenciamento e comunicação de crises e de risco, com expertise na área Química, Petroquímica, Agroquímica, Farmacêutica e Alimentos -, o que permitiu o repasse de inúmeros casos reais para melhor aproveitamento da platéia. Para ele, gerenciar crises significa enfrentar ameaças corporativas, reconhecer seu potencial para se tornar uma crise e trabalhar para evitá-las ou mitigá-las de forma rápida e eficaz. Com isto, busca-se responder de forma sistemática a acontecimentos inesperados que têm o potencial de ameaçar as pessoas, os patrimônios tangível e intangível e a continuidade operacional das empresas.

Nas bases do gerenciamento de crises, há uma equipe de executivos, técnicos e funcionários do jurídico, RH, operações, segurança e comunicação, selecionados e treinados para reconhecer, analisar e avaliar as ameaças, desenvolver e implementar respostas ou soluções alternativas (negociação) , comunicar as informações e decisões às partes envolvidas, coordenando a volta às operações normais, uma vez controlada ou encerrada a ameaça ou crise. Este grupo vai redigindo um “timeline” das ações para ordenar com critério as etapas e contatos. O consultor resume: “em síntese, é uma resposta formal a qualquer acontecimento que ameace a estabilidade financeira, econômica, operacional, e o futuro de uma organização”. Destaca que, acima de qualquer análise de cenários e impactos e de estratégias comunicacionais, entre as regras para administrar bem a crise está não mentir e respeitar a verdade. Informar objetivamente, ser rigoroso na verificação dos fatos e ser ágil está na lista de atribuições. Entre os trabalhos que envolvem o gerenciamento de crises corporativas estão auditórios pré e pós-crise, levantamento de vulnerabilidades, desenvolvimento de plano detalhado, formação e treinamento de time, organização, preparação e manutenção de sala especial e guia dos primeiros instantes. Na seqüência, há preparação de porta-vozes, “media-training” e preparação de argumentos.

A teoria da área identifica alguns pecados capitais na comunicação de incidentes: esperar para ver, tentar desqualificar o problema, dizer que está tudo sob controle ou que domina o conhecimento integral na questão, solicitar confiança, desacreditar publicamente os críticos. É preciso sempre fazer a diferença entre o perigo (intrínseco) e o risco (probabilidade). O instrutor também apresentou o “gerenciamento amador de crises” em todas as suas etapas, buscando aprendizagem pelos erros cometidos. Participaram representantes de empresas como Cimento Liz, Rede Gazeta, Bebidas Ipiranga, TRW, Kimberly-Clark, Construtora Andrade Gutierrez, Indústrias Nucleares do Brasil, MMX, Odebrecht e ainda órgãos públicos como a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado do Paraná e as Prefeituras do Rio de Janeiro e de Itapetininga.





AGENDA – A programação do início do ano apresenta várias opções de qualificação na sede da entidade em São Paulo/SP (Av. Angélica, 1757 – 12. andar). A próxima oportunidade é “Publicações Empresariais Estratégicas” no dia 10 de fevereiro, com o jornalista Luiz Chinan. Já no dia 11, inicia a versão 2009 do Programa Cursos Internacionais Avançados da ABERJE, com o tema “A Gestão da Reputação e da Comunicação Estratégica” ministrado pelo consultor norte-americano Paul Argenti. Dias 12 e 13, é a vez de “Análise de Retorno dos Investimentos em Comunicação”, com os professores e consultores Mitsuru Higuchi Yanaze e Ubaldo Crepaldi.

Em março, já estão programados os treinamentos de “Melhores Práticas em Comunicação da Estratégia - A Comunicação como Apoio à Implementação do BSC” no dia 13, “Endomarketing: Prioridades empresariais através do estratégico alinhamento interno” com Saul Bekin no dia 17 e “Relatórios de Sustentabilidade GRI” com os consultores Carmen Weingrill e James Heffernan nos dias 19 e 20. E ainda no dia 20, acontece o curso “Branding: Comunicação e Valor de Marcas Corporativas” com o arquiteto, consultor e professor Ricardo Rodrigues. Já a jornalista Pollyana Ferrari desenvolve o curso “Como construir e gerenciar blogs corporativos” no dia 24. Para a cidade do Rio de Janeiro (Rua São José, 40, 2º andar), está programado o curso “Construção de um Plano de Comunicação Interna” no dia 31 com o consultor Carlos Parente. Ainda no dia 12 de março, acontece o 9. Mix ABERJE de Comunicação Interna e Integrada em SP.

Todos os participantes dos cursos vão receber gratuitamente a segunda edição do Dicionário de Mensuração e Pesquisa em Relações Públicas e Comunicação Organizacional, de Don W.Stacks. Detalhes do conteúdo programático podem ser conferidos no http://www.aberje.com.br/, e mais dados podem ser obtidos através do e-mail cursos@aberje.com.br ou ainda no telefone 11-3662-3990, com Carolina Soares ou Fernanda Peduto.

COMO ESTAR PREPARADO PARA A CRISE *
1. Desenvolva um programa de treinamento em gerenciamento de crise;
2. Envolva a direção e os gerentes;
3. Faça um media-training;
4. Faça um brainstorming de vulnerabilidades;
5. Desenvolva um questionário de possíveis dúvidas e respostas;
6. Desenvolva mensagens-chave;
7. Crie um Comitê de Crise e reúna-o para simulações e avaliações.


* Fonte: Curso de Crises Corporativas/ABERJE – Eduardo Prestes, fev.2009



RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)