Vida de assessor de imprensa não é nada fácil. É praticamente um agente triplo: tem que agradar o cliente, a chefia e os jornalistas. Conciliar as demandas dos veículos jornalísticos, que na maioria das vezes têm o chamado “dead line” curto (ou seja, para ontem), com o tempo do cliente requer muito jogo de cintura desses comunicadores.
Quando trabalhei como assessor de imprensa, essa rotina não era o que me tirava o bom humor. O que me doía era acessar os veículos e me deparar com algumas notícias que simplesmente não mereciam o destaque que recebiam.
Esse pensamento me voltou esses dias quando li nos maiores portais do Brasil a notícia de que um rato havia despencado das arquibancadas enquanto o time do Fluminense treinava. Levando-se em conta que quase tudo é ‘noticiável’, até aceito o fato de apresentarem a notícia para os leitores, mas creio que o mais sensato seria na editoria esporte, sem dar o grande destaque que recebeu: a home do Portal Terra, Uol e Globo.com.
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