Tecnologia é decisiva na estratégia de relacionamento





Fomentar a difusão de informações relacionadas aos indutores e barreiras que tangenciam a gestão do relacionamento corporativo com diferentes públicos de interesse, para o desenvolvimento de ações estratégicas, tendo cases como referência. E com isto permitir uma análise de investimentos sobre as ações de comunicação através de uma gestão personalizada dos relacionamentos, garantindo redução de custos com postagens, aumento da eficácia do contato eletrônico e otimização da logística em organização dos eventos por meio de mailings segmentados com relatórios de apoio gerenciais. Este foi o tema principal de mais uma edição do Café Temático Maxpress, realizado na manhã do dia 12 de agosto de 2008 no Centro de Eventos e Negócios de São Paulo/CENESP, reunindo mais de 60 pessoas presencialmente e um outro grupo por meio da transmissão web, em parceria com a MegaBrasil. Foram convidados o gerente de Imprensa e Relações Públicas do Banco Itaú, Paulo Marinho, e a coordenadora de Comunicação da Rede Social São Paulo, Clarissa Medeiros.


O Banco Itaú, com o objetivo de estreitar seu relacionamento e ampliar o diálogo com os públicos estratégicos, compôs um plano de Responsabilidade Socioambiental. A idéia é buscar o alinhamento de diferentes projetos da instituição financeira, promovendo o debate e a conscientização de seus públicos de relacionamento, entre eles colaboradores, acionistas, investidores, clientes, fornecedores, comunidade e terceiro setor, governo e meio ambiente. Com 62 anos de história, e números expressivos – como 30 mil fornecedores, 24 milhões de clientes em três mil pontos de atendimento e 69 mil colaboradores, a empresa tem grandes desafios. Marinho registra que o desenvolvimento sustentável é o fator primordial, baseando-se no conceito da linha tríplice de resultados (social + ambiental + econômico), num relacionamento equilibrado. Neste sentido, entre os valores empresariais ele cita a transparência, a ética, o respeito às pessoas, a qualidade e o respeito à diversidade.


Performance e perenidade associados, através de uma equipe motivada, de um cliente satisfeito e uma comunidade engajada: esta é a fórmula proposta pelo palestrante, dizendo que nunca abandonam o foco de instituição bancária, mas não deixam de atuar em parceria com outras organizações. “Acreditamos que o lucro é saudável, a empresa precisa gerar riquezas”, pondera ele. Ao lado disto, há comitês internos variados, a adesão a princípios éticos internacionais norteadores e uma postura consciente de relacionamento, incluindo aí o uso de créditos pelos clientes. Tudo isto dá origem a programas para afro-descendentes, jovem cidadão e adolescente aprendiz, a um sistema forte de comunicação interna, além de sites específicos para públicos e atividades como o Diálogos Itaú de Sustentabilidade e o Prêmio Itaú de Finanças Sustentáveis para trabalhos de mestrado e doutorado e para veiculações jornalísticas.


AGREGAÇÃO - A Rede Social São Paulo (http://www.cmacomunicacao.com.br/listen/maxpress_muda.php?rd=119652&ceda=5827888&ml=#mail#) é uma aliança formada por mais de 100 organizações representativas da sociedade civil, do setor empresarial e do governo para incentivar a mobilização das pessoas em torno de questões sociais que afetam o dia-a-dia da população. É um amplo movimento suprapartidário que aprimora e fortalece sistemas e redes sociais, contribuindo para a garantia dos direitos humanos no Estado de São Paulo. Nesse sentido, o grupo criou o projeto Envolver, que estimula a criação, estrutura e fortalece redes locais, contribuindo para o aprimoramento do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA). “Agentes de solução já existem, mas não se conversam, não tem resultado, porque tem muita dispersão. Para fazer acontecer este sistema, melhorando a fluência e o itinerário, precisa articulação e comunicação”, analisa a RP Clarissa Medeiros.



Eles adotam a metodologia do Unicef, partindo da mobilização de “cabeças-de-chave”, diagnóstico de desafios e propostas, desenho de plano de ação municipal, palestras e oficinas de capacitação e monitoramento contínuo da execução. A mobilização envolve prospecção de lideranças naturais com papel convocatório, organização de cadastros e escolha de meio e mensagem de maneira muito personalizada. Clarissa acrescenta: “por vivermos num estado de direito, percebemos a importância dos juízes e promotores para atrair lideranças. E a comunicação para eles precisa ser diferente. Então, tudo passa pela segmentação, em que a tecnologia tem papel importante”.


O diagnóstico consiste num reforço à formação das redes, inclusão de redes locais preexistentes com pertinência de discurso, animação do processo com registro e compartilhamento dos avanços e prestação de contas contínua. O desenho do plano diz respeito à reconvocação das pessoas, registro e memória local, cobertura da mídia e compartilhamento de status e notícias. Após um ano de implantação do projeto, já são 14 mil lideranças agrupadas em 380 municípios. Ela indica que, para formar redes com sucesso, deva-se ter objetivos e valores compartilhados, liderança transformadora com capacidade de negociação, comunicação eficaz da rede e com públicos externos, bom nível de governança (definição conjunta de regras, procedimentos, critérios, estrutura, papéis) e identificação das instituições, grupos e serviços.


Clarissa conta que enfrentou problemas na visibilidade e reconhecimento da Rede, por haver vinculação política com um Governo em ano eleitoral, e não com o perfil imparcial necessário. Além disto, houve a convivência de nomes e logomarcas que causaram confusão de identidade. Daí, a abordagem da comunicação foi feita como combustível da Rede Social, numa visão integrada, mapeando públicos estratégicos, organização de portal, boletim, convites, informe mensal, relatórios, assessoria de imprensa e outros instrumentos. O momento agora é de qualificação dos quóruns, seu engajamento e a sintonia de objetivos e ações de todos. “Tudo parte do planejamento, com comunicação estruturada. É uma mobilização de energia e recursos, em que um grande capital social é o cadastro arquivado”, finaliza.


MAXPRESS – Antes do término do encontro, o diretor executivo da MaxPress, Sérgio Franco, mostrou case da Cosipa com mapeamento de públicos de nove municípios da Baixada Santista para permitir agilidade e precisão de acesso. Foram 3600 entidades com 8200 contatos levantados, implantados numa solução com ferramentas informatizadas de gestão de rede, gestão de eventos e gestão do conhecimento integrados.


A Maxpress é uma das maiores empresas brasileiras de serviços em tecnologia e comunicação. Entre seus produtos mais notabilizados, estão o Mailing de Imprensa (extenso banco de dados informatizado de relações com veículos e jornalistas), o MaxData (serviço de tratamento e atualização de bases de dados) e o MaxGov (mailing de entidades governamentais em todos os âmbitos e níveis). As ferramentas possuem filtros minuciosos para seleção de lideranças, impressão de etiquetas, emissão de relatórios, envio de emails e faxes. A empresa mantém o http://www.maxpressnet.com.br/, um espaço funcional de referência na distribuição de releases, incluindo vídeo ou áudio releases, salas de imprensa e coletivas web. Outro enfoque é a gestão do conhecimento corporativo, por meio de uma metodologia que armazena, registra e sistematiza informações para democratizar o acesso e estruturar a própria memória empresarial, e ainda o MaxPrêmios, sistema que automatiza todas as etapas de um processo de premiação com consulta, votação e julgamento pela internet.





RP Rodrigo Cogo – Conrerp SP/PR 3674
Gerenciador do portal Mundo das Relações Públicas (http://www.mundorp.com.br/)

This entry was posted on quarta-feira, 20 de agosto de 2008. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0. You can leave a response.